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sábado, 9 de março de 2013

CHORÃO, ANJO OU DEMÔNIO


Incrível a capacidade do brasileiro em santificar as pessoas quando elas morrem. Ela é crucificada em vida e beatificada na morte. Curioso, não? Certamente, mais uma herança católica deixada por aqui.
De qualquer forma, perdemos Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr., na última quarta-feira, 06 de março. Um ídolo de uma juventude sem muitas razões para ser rebelde, mas cheia de inquietudes e perguntas buscando alcançar o seu “lugar ao sol”, buscando “aquela paz” de um “céu azul” que com certeza para ele não voltará a brilhar.
Seu “papo reto” tornou menos dura a batalha de tantos “dias de luta e dias de glória”, mas nem ele próprio pode ser o “senhor do tempo” sobre algo que “só os loucos sabem” ser. Eu curtia o som do Chorão, entendia sua personalidade polêmica e acredito que fará (como já fazia durante suas crises e brigas com os músicos da banda) falta no cenário musical.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

VOCÊ CONHECE GERSON?


Se você tem menos de 30 anos talvez não se lembre do célebre comercial do cigarro Vila Rica, onde o tricampeão Gérson falava a famosa frase: "... porque você tem que levar vantagem em tudo, certo?". Ainda que não se lembre da propaganda, tenho certeza que já ouviu alguém utilizando a "Lei de Gérson" para simbolizar o oportunismo e a falta de escrúpulos típicos de uma grande parcela de nossa sociedade. Ou seja, atribuiu-se à Lei de Gérson uma das razões para nosso subdesenvolvimento e estão aí o Mensalão, crescimentos patrimoniais inexplicáveis, os jatinhos da FAB para Fernando de Noronha e muitas outras coisas que - infelizmente - não me deixam mentir.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

BRASIL, MOSTRA A TUA CARA!

Um homem rasga alguns papéis no carnaval e vai preso. Políticos rasgam nosso dinheiro em corrupção e são (re)eleitos. Um jovem mata uma criança, não presta socorro (e nem depoimento), mas tem sua identidade protegida. Rachas matam adolescentes nas estradas e avenidas das grandes cidades.
Queria evitar a polêmica do carnaval 2012 na coluna desta semana, mas não posso. Há fatos que me doem na alma. Não sou advogada, e muito menos juíza, para ponderar sobre os direitos dos infratores, mas sou mãe e educadora.
Tenho um filho com a mesma idade do menino que causou o acidente com o jet-sky na praia de Guaratuba, litoral de São Paulo, matando um menina de 3 anos. Sinto as dores das duas mães. Não posso julgar, mas ao acompanhar a cobertura da imprensa sobre o inquérito policial, me preocupo com os valores que criamos e multiplicamos pelas novas gerações. Instituimos a filosofia do "isso não vai dar em nada" e pior: nos acomodamos a ela!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A REGRA É CLARA: FAIR PLAY

Em tempos de preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, a questão da honestidade e ética na preparação dos campeonatos tem sido pauta desde os mais sofisticados encontros de gestores até conversas entre amigos no elevador ou na mesa de bar.
É claro que além da transparência esperada na preparação da estrutura, o esporte traz para as empresas inúmeras analogias: bater recordes, compor times de trabalho, ter jogo de cintura, jogar limpo (ou sujo) nos processos. 
Associar sua empresa a atividades esportivas pode melhorar o comprometimento da equipe, rejuvenescer a marca, aumentar as vendas e/ou ampliar a força da sua imagem. Especialistas afirmam que se o conceito de “fair play” for aplicado no ambiente de trabalho, sua empresa só tem a ganhar.

sábado, 16 de julho de 2011

QUEM QUER DINHEIRO?

“Como camelô, eu já era um empresário. Mantinha três funcionários…”
( Silvio Santos )


Gosto da maneira como Silvio Santos leva a vida. Afinal, nesta altura do campeonato, ele poderia pendurar as chuteiras e desfrutar de todo o patrimônio que construiu em décadas de trabalho. Mas Senor Abravanel não é assim... Ele tem uma ligação especial com a corporação que edificou. Não se trata apenas de uma fonte de sustento. Na TV, ele se realiza como pessoa, como profissional e como comunicador – um dom que nos momentos mais difíceis, o ajudou a superar e a vencer.
Entre as inúmeras atividades que tem no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Silvio Santos é âncora de um programa de auditório que leva seu nome e que permite que o público interaja diretamente com ele. Cada vez que entra no estúdio para gravar, o ex-camelô recicla sua popularidade como, aliás, poucas lideranças conseguem fazer.
Apesar de ser quem é e de ter o dinheiro que tem (bobo é quem imagina que ele esteja “falido”), este carioca mantém um perfil totalmente pop, mas longe de perfumarias.

sábado, 2 de abril de 2011

FIM DA LUTA



A persistência de José Alencar na luta contra o câncer resume bem a sua biografia: nascido pobre começou a trabalhar bem cedo, saiu de casa na adolescência, virou dono de um império no setor têxtil e chegou à vice-presidência da República do Brasil.
Sua história se assemelha a de muitos brasileiros que acreditam na força do empreendedorismo para construir um país cada vez mais rico e desenvolvido. Sempre defendeu uma política de juros mais baixos e tinha plena convicção de que juros altos impediam as empresas de crescer e o Brasil de brilhar mais no cenário internacional.
Ao longo de sua vida pública dedicou grande parte do seu tempo para cuidar dos problemas da Nação. Não precisava de holofotes, de palco ou de méritos. Alencar precisava de causas!
Por sua fé, superação e enorme amor à vida, Alencar poderia servir de exemplo apenas para aqueles que diariamente lutam contra doenças incuráveis, mas não; ele nos serve como modelo político, cidadão e empreendedor.
Será lembrado como alguém que se doou inteiramente ao Brasil e não por atos desonestos que o desabonem como homem público. Um exemplo de homem bem sucedido empresarial e politicamente. Mesmo diante das adversidades nunca esmoreceu. Enfrentou-as. Só não venceu a morte, pois esta ninguém conseguirá vencer. Cada vez que sua luta aparecia na televisão, a impressão que se tinha era a de que a nação inteira rezava por ele. Pessoalmente acredito que rezava mesmo.
Quando o inevitável aconteceu, no último dia 29 de março, José Alencar nos lega ainda um exemplo de vida através de sua determinação, bom humor e altivez diante da dor e do sofrimento. Pacientes que fomos, somos ou seremos, hoje sabemos que é possível ter esperança; e que, sim, é possível vencer a morte mesmo que por um curto período. Basta não morrer antes por medo de morrer; mas viver mais por vontade de viver.
Histórias como as de José Alencar nos dão a impressão de que podemos fazer mais diante dos desafios que a vida nos impõe. Gastamos nosso tempo com chateações, críticas e cobranças. Esquecemos o único presente real que ganhamos: a vida. Por que lamentar se podemos ir adiante?
Alencar não perdeu. Quem perdeu, fomos nós! Ele venceu e ganhou em seus últimos momentos as lágrimas e orações de milhões de brasileiros que choram a partida deste grande homem público. Um guerreiro que foi chamado para um encontro definitivo com o futuro.
A melhor maneira de dignificarmos sua memória é exercendo cotidianamente os valores e os princípios que ele sempre defendeu. Viva para sempre, José Alencar

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
02 de abril de 2011

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