Mostrando postagens com marcador desenvolvimento sustentável. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desenvolvimento sustentável. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de janeiro de 2013

NEGÓCIOS COLABORATIVOS

"Considero feliz aquele que quando se fala de êxito busca a resposta em seu trabalho."
(Ralph Waldo Emerson)


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de emprego, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais. 
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, aos poucos vamos trilhando um novo caminho. A construção de uma sociedade fundamentada na valorização das pessoas, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

sábado, 2 de junho de 2012

ESCOLHAS SUSTENTÁVEIS


Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.
Karl Marx


Praticamente tudo o que consumimos vem da natureza: os alimentos, a madeira dos móveis, o alumínio das latas, o aço dos carros e prédios, o papel dos livros e cadernos e até os minerais que viram componentes de chips de nossos celulares e computadores.
Isso sem contar a água e a energia que são utilizadas para fabricar os produtos e o combustível que faz tudo isso chegar para venda nas lojas e supermercados. Não é a toa que muito tem se falado sobre sustentabilidade e esgotamento ambiental. Existe muita coisa em jogo desde a extração dos materiais da natureza até o nosso consumo (e descarte) em casa.
Com o desenvolvimento econômico, mais brasileiros têm acesso ao consumo e quando o consumo aumento, cresce também a quantidade de recursos naturais utilizada para dar conta do aumento da demanda. Ótimo para o setor produtivo e perigoso para as gerações futuras. Já estamos retirando do planeta mais do que ele pode naturalmente repor.

terça-feira, 27 de março de 2012

ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A sustentabilidade socioambiental será amplamente debatida durante o I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável: pequenos negócios, qualidade ambiental urbana e erradicação da miséria. O evento começa hoje e vai até o dia 29 de março em Brasília e será realizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no Centro de Convenções e Eventos Brasil 21, em parceria com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e o apoio do Sebrae e do Governo Federal. O objetivo é incentivar a adoção de uma agenda propositiva para o desenvolvimento sustentável das cidades e fornecer subsídios para incorporar os temas da sustentabilidade socioambiental, da erradicação da miséria e da criação de um ambiente favorável aos pequenos negócios.
O I EMDS também é considerado uma prévia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. Durante o evento, será aprovado o posicionamento das autoridades brasileiras para a conferência, a ser realizada, em junho, no Rio de Janeiro. Durante a abertura oficial do encontro, que será realizada no dia 27, a partir das 19h, a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, fará uma apresentação sobre os municípios e a Rio +20. Também serão entregues premiações às experiências de boas-práticas de sustentabilidade ambiental urbana implementadas por municípios. Os trabalhos serão ainda expostos durante a Conferência das Nações Unidas.

sábado, 17 de março de 2012

ÁGUAS DE MARÇO

"É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho...
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração"
- Tom Jobim -



As águas de março chegaram. Chuvas, enchentes, perdas pessoais (e profissionais para muitos empreendedores), saneamento... Eis que o tema a respeito do abastecimento de água nos municípios brasileiros novamente bate à porta!
Sinceramente, não consigo ver sentido no fato de vivermos em um dos países com maiores recursos hídricos do planeta, mas não conseguirmos oferecer qualidade de vida relacionada à água para a população. Mais do isso: que tenhamos constantes problemas com enchentes, estrutura e aparente “estresse hídrico” por conta da alta densidade populacional, da falta de saneamento básico e de cuidado com a preservação vegetal que garante a água das nascentes, mananciais e das torneiras das nossas casas...

quinta-feira, 15 de março de 2012

RIO+20 - O QUE VOCÊ PODE ESPERAR?

"Se você tem metas para um ano. Plante arroz
Se você tem metas para 10 anos. Plante uma arvore
Se você tem metas para 100 anos, então, eduque uma criança
Se você tem metas para 1000 anos, preserve o Meio Ambiente.”
- C
onfúcio -


A quatro meses da sua realização, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, ainda não é conhecida pela maioria dos brasileiros. Uma pesquisa realizada em parceria entre a empresa Market Analysis e a ONG Vitae Civilis neste início de ano mostrou que apenas 11,5% dos brasileiros têm alguma informação a respeito do que se pretende discutir e encaminhar na conferência. Uma pena se pensarmos no impacto que as decisões tomadas por lá poderão ter sobre o cotidiano dos negócios e da vida das pessoas.
Passados 20 anos desde a Eco92, também promovida pela ONU, líderes de todo o mundo voltarão a se reunir no Rio de Janeiro para fazer um balanço do que foi feito nas últimas duas décadas e discutir novas maneiras de recuperar os estragos que já fizemos ao planeta, sem deixar de progredir. Mas, pensar em alternativas para diminuir o impacto da humanidade na Terra não é responsabilidade, apenas, dos governantes: é nossa também.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

NÃO ESTOU LOUCA

Enquanto nossos vereadores discutem o aumento de seus próprios salários e congressistas ainda duvidam da legalidade de um projeto como o Ficha Limpa, os Estados Unidos da América mais uma vez assumem a liderança para um tema fundamental ao fomento ao empreendedorismo: reforma tributária.
Em setembro do ano passado, quando apresentava uma proposta de corte no orçamento do país, o presidente Barack Obama afirmou que os ricos e as empresas deveriam pagar uma "parte mais justa" dos impostos. Uau! Estaria o presidente americano apresentando sinais de loucura às vésperas de sua reeleição?
Na verdade, Barack Obama não goza apenas de sua mais plena capacidade como ainda repercute algo que milionários norte-americanos, europeus e asiáticos vêm repetindo há anos: ricos e corporações multinacionais devem pagar mais impostos do que pobres e pequenas empresas.
Pronto. Vocês agora estão pensado: “Pobre, Ana Maria... Enlouqueceu.”

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ATITUDE SEMPRE

Você já parou para pensar em qual tem sido o seu papel na construção por um mundo melhor?
Sempre ouço as pessoas se perguntando sobre o mundo que deixaremos aos nossos filhos, mas de uns tempos pra cá, penso muito mais nos filhos que deixaremos para o mundo. De que adianta dar-lhes a melhor educação, as melhores roupas ou os brinquedos mais modernos se não lhes dermos sentido?!? O que lhes faz tomar determinadas atitudes?!?
A ética, a integridade, a responsabilidade, o respeito às leis e ao próximo, o amor, a sustentabilidade, a vontade de se superar, o comprometimento e a crença nos próprios valores são princípios que moldam as atitudes de qualquer pessoa... Será?!? Estes mesmos princípios parecem estar cada vez mais fora de moda quando vemos ministros demitidos a cada dois meses, escândalos com verba pública, assassinatos entre pais e filhos e tantas outras notícias que pautam a mídia tradicional e digital.

domingo, 29 de janeiro de 2012

SUSTENTABILIDADE: TENTATIVA DE DEFINIÇÃO

A sustentabilidade se mede pela capacidade de conservar o capital natural, permitir que se refaça e possa ser enriquecido para as futuras gerações.


por Leonardo Boff*

Há hoje um conflito entre as várias compreensões do que seja sustentabilidade. Clássica é a definição da ONU, do Relatório Brundland (1987): “Desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Esse conceito é correto, mas possui duas limitações: é antropocêntrico (só considera o ser humano) e nada diz sobre a comunidade de vida (outros seres vivos que também precisam da biosfera e de sustentabilidade).
Tentarei uma formulação o mais integradora possível:
Sustentabilidade é toda ação destinada a manter as condições energéticas, informacionais e físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades da geração presente e das futuras de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e coevolução.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

RIO+20 ABRE CREDENCIAMENTO PARA A SOCIEDADE CIVIL


Organizações não-governamentais e outros major groups com status consultivo no Conselho Social e Econômico das Nações Unidas (ECOSOC) já podem fazer o pré-credenciamento de seus representantes para a Rio+20. Instituições registradas na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável também estão habilitadas para dar início ao processo obrigatório a todos os interessados em participar da Conferência (20-22 de junho) ou da terceira sessão preparatória (13-15 de junho). O prazo termina no dia 20 de maio, mas se eu fosse você não esperaria até lá...
ONGs e outros grupos da sociedade civil que não satisfazem esses requisitos também podem participar do evento, mas para isso o prazo é ainda mais curto. Os interessados devem enviar, até o dia 20 de fevereiro, um formulário que será avaliado pelo ECOSOC. É recomendado que as organizações se planejem com antecedência para enviar seus pedidos e providenciem desde já um cadastro no banco de dados do ECOSOC, para obter senha e login. Todos os cadastros passam por revisão e este processo pode levar até dois dias úteis.
As inscrições de propostas para eventos paralelos à Rio+20 também estão abertas na página da Conferência. O prazo termina no dia 30 de março. Acontecerão eventos paralelos no Centro de Convenções Riocentro e fora dele. Os eventos paralelos que terão lugar no Riocentro, local em que ocorrerá a terceira reunião do Comitê Preparatório da Conferência e o Segmento de Alto Nível, chamados on-site side events, tem seus critérios de participação especificados aqui: http://migre.me/7wci6
Para se cadastrar nos eventos, fazer inscrição de atividades, conferir o banco de dados do ECOSOC, entre outros, acesse: http://migre.me/7wc8T.

(Fonte: Portal Radar Rio+20)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL

Evento em Belém nos dias 16, 17 e 18 de novembro organizado pelo Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional da Amazônia marcará nova fase na cooperação de organizações da sociedade civil nos países da bacia amazônica. Inscrições e detalhes da programação: www.forumamazoniasustentavel.org.br/apan


Pesquisadores, comunitários, empresários e organizações socioambientais do Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela se reúnem nos dias 16, 17 e 18 de novembro em Belém para discutir desafios e oportunidades comuns na perspectiva do desenvolvimento sustentável da Amazônia. Esses países têm em comum muito mais do que parte de seus territórios cobertos pela maior floresta tropical do planeta. Eles compartilham a responsabilidade de conservar para o futuro a floresta, tão importante, internamente para seus povos, quanto para o resto da humanidade. Por outro lado, têm à disposição mananciais de recursos naturais e riqueza biológica que, explorados de modo sustentável, poderão levá-los a uma forma de desenvolvimento capaz de gerar economias robustas sem destruir a floresta.
Esse desenvolvimento, porém, ainda é uma meta ambiciosa. Mas há claros sinais de que essa é uma das tarefas que os países amazônicos devem assumir juntos nas próximas décadas se quiserem enfrentar desafios como as mudanças climáticas, o desmatamento, as drásticas mudanças no uso do solo e a exploração desregrada do ambiente, incluindo aí diversas formas de apropriação indevida, desrespeito aos direitos dos povos das florestas e as políticas públicas equivocadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ERA DAS GRANDES RESPONSABILIDADES

Por Ignacy Sachs*

Manter a qualidade de vida para mais de 9 bilhões de habitantes vai exigir da humanidade uma visão mais pragmática de suas responsabilidades diante do planeta.

Tudo indica que antes da Rio+20, programada para meados de 2012, a Comissão Estratigráfica Internacional vai oficialmente proclamar que, desde o início da revolução industrial, no século XVII, entramos numa nova era geológica – o antropoceno –, caracterizada por um forte impacto das atividades humanas sobre o porvir da Nave Espacial Terra. Não que sejamos “mestres da natureza”, como o pensava Descartes. O recente tsunami que assolou as costas do Japão, nos arredores de Fukushima, nos lembrou a nossa impotência diante de eventos naturais deste porte: três enormes ondas de quase 40 metros de altura avançando a 300 quilômetros por hora e entrando dez quilômetros no interior das terras, destruindo portos, aldeias, derrubando casas, carregando barcos e carros, danificando uma central nuclear, acabando com a safra de arroz dessa importante província agrícola do Japão e com 80 mil empregos.
Necessitamos de uma postura proativa, avaliando com realismo a nossa capacidade de atuar, valendo-nos da qualidade única da espécie humana representada pela nossa capacidade de imaginar o futuro.

sábado, 20 de agosto de 2011

CIDADES SUSTENTÁVEIS

No Brasil, mais de 75% da população vive em áreas urbanas e esse percentual deve atingir 85% nos próximos vinte anos. Não há como negar que, justamente por isso, as cidades têm assumido um papel decisivo na busca pela sustentabilidade. Afinal, o crescimento urbano gera uma imediata (e imensa) demanda por serviços e produtos que muitas vezes, são atendidos sem nenhuma forma de planejamento.
Entretanto, crescimento descontrolado, degradação ambiental, aumento dos problemas sociais são fatores que merecem atenção não apenas dos gestores públicos, mas de toda a sociedade. Terceirizar o problema ao poder público é simples, pois assim podemos culpar alguém por aquilo que não somos capazes de mudar.
Em um regime democrático, a solução de problemas sociais, ambientais ou econômicos passa pela mente (e pelas mãos) de todos nós. Ou a gente participa, ou participa! Reclamar não resolve nada.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ECONOMIA VERDE


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Educação para a sustentabilidade, trabalho decente, erradicação da miséria, infra-estrutura para uma nova economia. Os temas seriam perfeitos para uma boa plataforma de governo, mas, na verdade, tratam-se de assuntos abordados na última Conferência Ethos de Empresas e Responsabilidade Social realizada nos últimos dias 08 e 09 de agosto em São Paulo.
Na mesma semana em que o mundo anunciava uma nova crise da economia global, cujo tamanho e impacto ainda desconhecemos, o Brasil mobilizou empresários, cidadãos e membros do poder público para discussão de uma plataforma econômica que seja inclusiva, verde e responsável. Afinal, seja lá o que estiver acontecendo pelo mundo, ao Brasil é inexorável pensar em crescer.
Quase 20 anos após a Rio- 92 e às vésperas do encontro Rio +20, a humanidade começa a entender a necessidade de racionalizar o uso de seus recursos naturais e reconhecer o valor da natureza como fator de oportunidade para a geração de negócios.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ONTEM, HOJE E AMANHÃ

O período que compreende o fim do século 13 e meados do século 17 foi marcado por transformações em muitas áreas, deixando para trás a Idade Média e dando concedeu espaço para o início da Idade Moderna. As mudanças foram sentidas nas sociedades, na cultura, na economia, na política, nas artes, na ciência e na religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e rompendo com as estruturas medievais. Faz-se valer o renascimento, a redescoberta, a revalorização das referências e o resgate do homem.
Este momento da história foi responsável pelo grande impulso da humanidade e fez com que surgisse um novo modelo de produção, até então tão alinhado e dependente da agricultura e de suas limitadas possibilidades. Surgia, então, os conceitos de produção em escala, desenvolvimento fabril e divisão de classe, definindo burguesia e proletariado e separando aqueles que tinham uma vida mais próspera daqueles que nunca a teriam. Embora alguns historiadores apontem esta época como "o aperfeiçoamento da sociedade", hoje sabemos bem que as definições eram a legítima separação do joio e do trigo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ETANOL OU GASOLINA


O controle e uso de fontes de energia sempre teve caráter estratégico para as nações do planeta, porém na medida em que os avanços tecnológicos foram permitindo que o capital se reproduzisse e fosse acumulado em escalas cada vez maiores, a importância da soberania energética ascendeu a escalas e velocidades astronômicas.
Em nome dos interesses dos capitais, a busca por energia já aniquilou povos, nações e destruiu partes significativas tanto do meio ambiente biológico (fauna e flora) quanto físico (solo, água, ar e luz solar). A partir da segunda metade do século XX a leitura sobre os efeitos da ação humana sobre o planeta fez soar o alarme de que a própria continuidade da vida poderia estar em risco caso não se buscassem novos paradigmas de desenvolvimento.

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre se estabeleceu às margens de rios e mares visando garantir seu sustento. Com o passar dos anos e evolução (?!?) do ser humano, a água passou a ser tratada com menos respeito sendo poluída e desperdiçada.
No dia em que comemoramos o Dia Mundial da Água, o Lounge Empreendedor não pode deixar de registrar a preocupação com esse bem precioso e insubstituível, principalmente no que se refere à sua utilização nas empresas.
Crescentes necessidades de água, limitação dos recursos hídricos e prejuízos causados pelo mau uso da água exigem um planejamento bem elaborado pelas empresas e órgãos governamentais visando técnicas de melhor aproveitamento desse recurso.
Não apenas empresas, mas todos os cidadãos têm o direito de usufruir dos benefícios da água, mas também o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente e sem desperdícios.
Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se essenciais para a manutenção da qualidade de vida das comunidades. Se o problema de escassez que já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros.
Afinal, água é um recurso natural que propicia bem-estar, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos: abastecimento das populações e empresas, irrigação, produção de energia, lazer, turismo, transporte, etc.
O que pouca gente se dá conta é de que vários dos problemas relacionados à água estão mais ligados a sua má administração do que propriamente da escassez natural. Isto quer dizer que o futuro pode ser um pouco melhor, se soubermos utilizar a água e criarmos soluções para situações críticas.
Nas indústrias, principalmente após o vapor e a Revolução Industrial, a água tornou-se um dos insumos básicos. Em condições naturais, deveria tratar-se de um recurso renovável, limpo e seguro. Entretanto, as intervenções humanas geram efluentes que a natureza não consegue absorver. Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios e temos aí um problema global.
Não cuidar da água consumida por sua pequena empresa é não cuidar de um problema que é mundial. Se sua empresa gera efluentes, é sua responsabilidade também adaptá-los para condições mínimas de retornar à natureza e entrar no ciclo hidrológico da água.
Mesmo sem o fôlego financeiro que as grandes empresas têm para se adequar às exigências ambientais, pequenos negócios também podem desenvolver soluções relativamente simples e baratas, que mostrem que é possível eliminar o desperdício de água, preservar o ambiente e ainda reduzir custos de produtos ou serviços.
Nesse sentido, gosto muito do caso da cidade de Toritama, no agreste de Pernambuco. Com uma economia que gira em torno das confecções de jeans, a cidade é um exemplo de como aliar desenvolvimento econômico e consciência ambiental através de empresários e políticas públicas apropriadas.
Até a década de 90, o rio que corta a cidade chegava a mudar de cor em função da produção de jeans e do tratamento inadequado para a água utilizada nas lavanderias que tratavam o jeans produzido pelas confecções locais. Bastou um empresário, entre 56 donos de unidades existentes em Toritama, ter vontade, investir em tecnologias apropriadas ao desenvolvimento de um sistema de reciclagem de água e mudar toda a realidade local.
Boas práticas dependem de boas idéias. Reciclagem ou reuso, captação de água da chuva, programas de uso racional, produção mais limpa (P+L) ou substituição de torneiras que desperdicem água são bons exemplos que além de reduzir o impacto ambiental geram redução de consumo e de custos ao negócio.
As técnicas de reuso de água têm se tornado o principal caminho para uma melhor gestão da água em atividades industriais, pois reduz a demanda sobre os mananciais e substitui a água potável por uma água de qualidade inferior que trará o mesmo resultado ao negócio.
A busca frenética pela maximização dos lucros ou pela competitividade não pode fechar os olhos empreendedores à sua responsabilidade cidadã. As micro e pequenas empresas representam um segmento fundamental para a economia brasileira e não podem ficar à margem do processo de disseminação do desenvolvimento sustentável.
É preciso gerir com zelo as necessidades de hoje sem comprometer a capacidade de atender as demandas de gerações futuras reconhecendo que recursos naturais são finitos. Crescimento econômico não precisa estar associado a um gráfico crescente de consumo de energia, água e recursos naturais.
Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra. Se não cuidarmos hoje, certamente não haverá água disponível para sempre.
É claro que boa vontade apenas não resolve o problema. Precisamos escorar o tripé meio-ambiente, economia e políticas públicas como eixo determinante da nova equação de desenvolvimento, inclusive com linhas de crédito que incentivem pequenas empresas que desejem readequar seus processos à economia verde.
Independente do tamanho da empresa ou de sua área de atuação (comércio, indústria, serviços ou agricultura), defina metas como foco na ecoeficiência: reduzir o consumo de água, gastar menos energia, diminuir a emissão de poluentes, aumentar o índice de reciclagem dos resíduos.
O mundo agradece e sua lucratividade também!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ECONOMIA EM DESENVOLVIMENTO

O Brasil é um país de muitas caras. Temos uma para a economia, outra para a saúde, outra para a política, lazer, segurança, etc...  Entre todas essas faces, temos avançado em aspectos aparentemente importantes ao nosso crescimento econômico. “Aparentemente” porque ainda seguimos indicadores que nos prendem a velhos paradigmas de desenvolvimento.
Em vários índices, o Brasil tem demonstrado desempenho superior a anos anteriores. Entretanto, como dizia minha avó, “prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém”.
Informações contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) retratam a trajetória de revalorização do trabalho, o salário registra crescimento real de 18,25% em sete anos e subimos quatro pontos na média geral do IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU que mede a qualidade de vida das populações.
Contudo, será que todos esses índices têm garantido uma melhora efetiva na vida de cada cidadão e, mais, de todos os cidadãos?
A escolha de indicadores depende dos objetivos de sua avaliação, bem como dos aspectos metodológicos, éticos e operacionais da questão em estudo. O próprio IDH é uma ilusão. Não serve para indicar o desenvolvimento de um país, pois leva em consideração variáveis isoladas de uma Nação: educação, longevidade e renda.
De forma isolada, nossa colocação em educação é de envergonhar. Temos a mesma média do Zimbábue, o país com o pior desempenho do mundo. Condições de transporte, higiene, moradia e alimentação expressam, juntos, a longevidade de um povo? Aumentar a renda significa tê-la distribuída igualmente em um país com a nossa diversidade?
Por isso, resgato o velho ditado da vovó para analisar qualquer indicador brasileiro de desenvolvimento. Não há quem negue que tivemos um considerável crescimento econômico nos últimos anos. Aumentamos a capacidade produtiva da economia, a produção de bens e serviços e conseqüentemente, acompanhamos a evolução do Produto Interno Bruto - PIB.
Países como a Índia e a China, graças à globalização da economia, conheceram também um forte período de crescimento econômico nos últimos anos, elevando-os à categoria de países emergentes junto ao Brasil e a Rússia. Por outro lado, ao olharmos esses mesmos países, percebemos que o crescimento trouxe a seu cargo profundas desigualdades e dificuldades no acesso à habitação, educação, justiça, saúde, ou seja, precárias condições de vida na generalidade e quase nenhuma garantia e respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais dos cidadãos.
Chegamos ao desafio brasileiro: é preciso alinhar as transformações da nossa estrutura econômica à melhoria da qualidade de vida da população. Um real desenvolvimento social deve combinar crescimento econômico e distribuição de renda. É um conceito mais qualitativo cujos índices devem considerar o bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, violência, condições de saúde, alimentação, transporte, educação, higiene e moradia) fomentando iniciativas empreendedoras e o progresso do ambiente empresarial.
Por esta ordem de pensamento, desenvolvimento deve ser o “fim” e crescimento econômico um “meio” para atingí-lo, cabendo aos governantes de cada país fortalecer esta ligação através de uma gestão sustentável que incida harmoniosamente na qualidade e na quantidade do crescimento do país.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial - Diário de Mogi
11 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPERA-SE EQUILÍBRIO

O entusiasmo tem um papel muito importante no mundo dos negócios, assim como acontece nos esportes, na política, em praticamente todas as atividades. Ele é a mola propulsora que leva a uma melhor canalização da energia das pessoas em prol da criatividade e do sucesso. Porém, como quase tudo na vida, tem seu lado negativo e pode ser observado na raiz de grandes fracassos.
No último domingo, vivemos um momento histórico. Independente de qualquer ideologia política trata-se da primeira vez em que uma mulher é eleita democraticamente ao cargo máximo do executivo brasileiro. Motivo legítimo para euforia, entusiasmo e comoção nacional.
Os desafios da primeira presidenta eleita no Brasil, Dilma Rousseff, vão além de dar continuidade ao projeto do governo de seu antecessor.
A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como dar sustentabilidade ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de postos de trabalho.
Uma vez que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% dos estabelecimentos formais e vivemos uma realidade de alta informalidade no país, o compromisso do novo governo com o fortalecimento do Micro Empreendedor Individual e com um ambiente mais competitivo às micro e pequenas empresas pode ser um importante caminho para acelerar ainda mais a economia e aumentar a competitividade brasileira. (veja os textos Formalização em Alta e Economia Subterrânea publicados aqui no Lounge)
Temos que pensar em logística, em meio ambiente, na efetivação da lei de resíduos sólidos, em segurança, em saúde e em educação. Devemos virar o holofote para questões como poupança pública, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, financiamento dos investimentos, pesquisa e inovação.
Pela extensão da pauta, nem com todo o entusiasmo possível, o governo sozinho será capaz de executá-la. Não há capacidade financeira nem gerencial para agir com a velocidade necessária. Haverá necessidade de parcerias com a iniciativa privada e muitas oportunidades poderão surgir para empresas que estejam prontas para participar de subcontratações e licitações.
Uma forma interessante de alinhar o aumento da competitividade empresarial com o aumento da competitividade nacional. Entretanto, não dá para aumentar a competitividade de um país sem que sejam feitas as reformas políticas, tributárias e trabalhistas necessárias; acompanhadas por sérios investimentos em educação.
Afinal, são as pessoas que fazem toda a diferença. Não dá para ser competitivo sem capital humano e social.

Desenvolvimento não dá por entusiasmo ou por conseqüência da estabilidade econômica do passado. Espera-se desse novo governo o equilíbrio no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e propiciar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural.
Desejo sorte! E você? O que espera do novo governo?

ANA MARIA MAGNI COELHO 
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
04 de novembro 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

CULTURA E AÇÃO

A cultura é um elemento importante para o desenvolvimento. Não se trata de investimento supérfluo diante de tantos desafios sociais.
O começo do século XXI, marcado pelo crescimento econômico e o avanço tecnológico, traz consigo uma dramática situação social. O incremento da produção não é capaz de resolver problemas graves, como a fome, a má distribuição de renda, a falta de saneamento básico e os desafios climáticos, como o aquecimento global.
Crescimento econômico não traz, portanto, desenvolvimento. O modelo atual não é sustentável. Precisamos pensar em atividades economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente sustentáveis.
O desafio é enorme e a cultura é uma importante aliada nesta batalha. Elo entre os setores mais diferentes da sociedade, ela é capaz de renovar laços entre pessoas e grupos. Não se trata de pensar a cultura apenas como um mercado produtor de shows, espetáculos teatrais e produções cinematográficas. É preciso, sobretudo, incentivar ações e criar espaços que despertem a importância da vida em comunidade, buscando a inclusão e o acesso do maior número de pessoas possível.
Em Mogi das Cruzes, por exemplo, a valorização da cultura japonesa tem papel fundamental na rica e reconhecida produção agrícola do município. Sem dúvida, o cotidiano de luta, esforço e trabalho de agricultores da região é fundamental para o sucesso de produtos como o caqui, a orquídea ou o cogumelo no Brasil e no exterior. Mas será que sem a promoção de festas e feiras como o Akimatsuri e o Furusato Matsuri haveria os mesmos laços da produção agrícola com sua comunidade?
O incentivo e o apoio a feiras agrícolas, festas religiosas, orquestras, corais, artistas plásticos, peças teatrais e outras manifestações culturais são importantes. Valorizar a cultura de forma local estimula ações de alcance global por meio de estratégias que permitem a descentralização de ações para geração de negócios.
Contudo, festas e boa vontade não bastam. Uma boa estratégia cultural deve considerar também a formação de público e a conscientização da comunidade. Parcerias para custeio de ingressos são capazes de auxiliar nesse sentido, bem como a existência de espaços que sirvam de ponto de encontro para a população, como museus, teatros, bibliotecas e centros culturais.
Enfim, fomentar, descobrir, revelar e valorizar a efervescência cultural de uma região cria uma bem-vinda sensação de vida em comunidade. Criam-se sentimentos comuns, inclusive sobre os problemas que atingem as demais pessoas ao nosso redor. Só assim é possível construir a noção de bem comum que possibilita se apropriar e colocar em prática os conceitos de desenvolvimento sustentável – uma responsabilidade de todos, não só do Estado, da iniciativa privada ou das organizações sociais.
Somos um povo heterogêneo, mas certamente temos a cultura que nos une.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
21 de agosto de 2010
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Preferidos do Lounge Empreendedor