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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

QUAL É O TAMANHO DA SUA CAMISA?

As equipes brilhantes são formadas por pessoas especiais que, em geral, se irritam umas com as outras. Mas, com a ajuda “espiritual” de um líder “iluminado”, encontram a forma de serem elas mesmas e ao mesmo tempo consagrarem-se como equipe.
-- Tom Peters --


Sempre que me deparo com gestores preocupados com o rótulo "funcionário", “colaborador” ou “empregado” no trato com seus liderados me questiono qual seria efetivamente a causa desse dilema. O que uma simples questão semântica realmente significaria na prática? Haveria junto a ela uma nova estratégia acompanhada de uma nova prática de gestão de recursos humanos?
A troca entre as palavras empregado, funcionário ou colaborador não é apenas uma questão de escolha. Trata-se de algo mais sério e que afeta diversos interesses e relações da empresa com seus prestadores de serviço.

domingo, 1 de julho de 2012

POTENCIAL OU RESULTADO

"Trate as pessoas como se elas fossem o que poderiam ser
e você as ajudará a se tornarem aquilo que são capazes de ser."
-- Goethe --


Resultado é a palavra de ordem nas empresas. Seja no nível estratégico, tático ou operacional, atingir resultados surpreendentes é o caminho para que qualquer profissional seja avaliado, reconhecido e promovido.
Se você deseja se destacar, deve entender que apenas um enorme potencial não basta. É preciso apresentar resultado!
Todo pai coruja, em algum momento, já imaginou que seu filho poderia ser um grande cientista, um esportista famoso, ou talvez o presidente do país. Vislumbrar o futuro profissional de um filho, ou de um colega profissional, é o resultado de um misto de desejo, intuição e intenção, com alguma dose de julgamento racional.
Em linguagem empresarial simples, avaliar potencial significa antever o quão “longe” ou “alto” um determinado indivíduo é capaz de chegar a partir de sua atual posição. Significa afirmar que o indivíduo tem as qualidades, ou competências, para se tornar, por exemplo, um Analista, Gerente ou Diretor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NEGÓCIOS INCLUSIVOS

“Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade.
Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima.
Mas para tais questões, não basta um no mundo.
 Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.”
-- Fernando Almeida --
Presidente executivo do CEBDS


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de trabalho, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais.
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização e transferência de setores e empresas para países e regiões com menores gastos e menos direitos trabalhistas passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, a construção de uma sociedade fundamentada no empreendedorismo, na valorização do capital intelectual, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

segunda-feira, 26 de março de 2012

A VEZ DO TALENTO

"Vocação é diferente de talento.
Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é,
pode-se ser chamado e não saber como ir."
- Clarice Lispector -

* Por Samantha Dutra

Esta é a hora e a vez dos talentos. Em um momento em que as empresas brasileiras buscam expandir e consolidar suas operações e atender consumidores cada vez mais exigentes, atuar em um ambiente econômico pontuado por incertezas e atingir alta performance passa por estratégias em que as pessoas estão no centro das ações.
A afirmação não é à toa. Em abril deste ano, os 704 executivos globais que participaram do "The Conference Board CEO Challenge", um dos principais fóruns de discussão de executivos do mundo, confirmaram que o desenvolvimento do capital humano está entre as principais preocupações de suas administrações. Esse dado reforça a necessidade das empresas em repensar a forma de gerir seus talentos e, principalmente, se diferenciar da concorrência.
Destacar-se na multidão é uma parte importante para o sucesso estratégico do RH e, por extensão, da empresa. Sustentar este objetivo compreende múltiplas frentes; em essência, é necessário que o resultado final passe pelo entendimento das pessoas daquilo que é implementado, pela aderência aos propósitos da organização e, o mais difícil: ser um programa realmente único.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CROWDSOURCING


Imagine que sua empresa necessite desenvolver para um novo cliente um projeto específico, que além de boas idéias e dinheiro, vai requerer tempo - algo cada vez mais escasso e, por isso, valorizado no mundo corporativo. Sem poder perder o cliente, mas também sem possuir todas as condições para apresentar uma solução rápida e funcional para quem contratou seus serviços lançando mão apenas de sua equipe, bate o desespero. O que fazer? Como desenvolver um projeto com qualidade e preço justos no tempo esperado?
Como nem todo empreendedor nasce sabendo, essa pode ser a hora de lançar mão sobre uma nova modalidade de gestão: o crowdsourcing. O nome ainda soa meio estranho por aí, mas, dentro em breve, será tão popular quanto o celular, afinal essa alternativa tem feito a diferença para muitas empresas que atuam na vanguarda da gestão de seus negócios.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

COWORKING



No Brasil, cresce a cada dia o número de empresas compostas por apenas uma pessoa. E não se trata de subemprego ou de quebra-galho; falo de profissionais devidamente habilitados, inegavelmente talentosos e preparados para competir no mercado de trabalho. A maioria, inclusive, reconhecida pela formalidade, com registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e carteira de clientes incrementada e respeitada.
Ser sozinho não significa desprestígio, nem tão pouco insucesso. Ser proprietário de uma empresa e o esteio de sua área operacional, numa plataforma interessante que lhe faz chefe e funcionário ao mesmo tempo, é um privilégio para poucos e bons. E isso também não tem nada a ver com falta de comprometimento e horário, pois é necessário ter disciplina, honrar com reuniões e projetos, para que o negócio dê certo, seja funcional e lucrativo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

RETENÇÃO DE TALENTOS

"Pensar em retenção de pessoas é mais complexo do que se julga e talvez represente um dos maiores desafios para questão da sustentabilidade humana nas organizações."
José Augusto Figueiredo


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Ouço muitos empreendedores me questionarem sobre as melhores formas para reter seus talentos. “Não consigo competir com os salários oferecidos pelas grandes empresas que estão se instalando na cidade. Como eu faço?”
Essa pergunta inspirou o texto dessa semana da série NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPERA-SE EQUILÍBRIO

O entusiasmo tem um papel muito importante no mundo dos negócios, assim como acontece nos esportes, na política, em praticamente todas as atividades. Ele é a mola propulsora que leva a uma melhor canalização da energia das pessoas em prol da criatividade e do sucesso. Porém, como quase tudo na vida, tem seu lado negativo e pode ser observado na raiz de grandes fracassos.
No último domingo, vivemos um momento histórico. Independente de qualquer ideologia política trata-se da primeira vez em que uma mulher é eleita democraticamente ao cargo máximo do executivo brasileiro. Motivo legítimo para euforia, entusiasmo e comoção nacional.
Os desafios da primeira presidenta eleita no Brasil, Dilma Rousseff, vão além de dar continuidade ao projeto do governo de seu antecessor.
A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como dar sustentabilidade ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de postos de trabalho.
Uma vez que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% dos estabelecimentos formais e vivemos uma realidade de alta informalidade no país, o compromisso do novo governo com o fortalecimento do Micro Empreendedor Individual e com um ambiente mais competitivo às micro e pequenas empresas pode ser um importante caminho para acelerar ainda mais a economia e aumentar a competitividade brasileira. (veja os textos Formalização em Alta e Economia Subterrânea publicados aqui no Lounge)
Temos que pensar em logística, em meio ambiente, na efetivação da lei de resíduos sólidos, em segurança, em saúde e em educação. Devemos virar o holofote para questões como poupança pública, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, financiamento dos investimentos, pesquisa e inovação.
Pela extensão da pauta, nem com todo o entusiasmo possível, o governo sozinho será capaz de executá-la. Não há capacidade financeira nem gerencial para agir com a velocidade necessária. Haverá necessidade de parcerias com a iniciativa privada e muitas oportunidades poderão surgir para empresas que estejam prontas para participar de subcontratações e licitações.
Uma forma interessante de alinhar o aumento da competitividade empresarial com o aumento da competitividade nacional. Entretanto, não dá para aumentar a competitividade de um país sem que sejam feitas as reformas políticas, tributárias e trabalhistas necessárias; acompanhadas por sérios investimentos em educação.
Afinal, são as pessoas que fazem toda a diferença. Não dá para ser competitivo sem capital humano e social.

Desenvolvimento não dá por entusiasmo ou por conseqüência da estabilidade econômica do passado. Espera-se desse novo governo o equilíbrio no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e propiciar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural.
Desejo sorte! E você? O que espera do novo governo?

ANA MARIA MAGNI COELHO 
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
04 de novembro 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SEMENTES DO BEM


“O que você está fazendo para mudar o mundo e contribuir para uma sociedade mais consciente e integrada?” – Se você buscar responder essa pergunta como a um mantra, talvez ela incomode, mas se você acreditar que já contribui pagando seus impostos, talvez nunca tenha pensado em ser voluntário para o mundo que deseja deixar no futuro.
Ser voluntário é encontrar meios espontâneos e legítimos, derivados de sua própria vontade para doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse sociais e comunitários. Vai além de pagar impostos, é ser cidadão na essência do direito e dever de fornecer condições fundamentais à vida dos iguais e dos diferentes a você.
Durante 11 dias, nossa cidade vive uma típica demonstração da capacidade produtiva que o voluntariado organizado pode gerar. A Festa do Divino vai além da manifestação de cultura e fé; os festeiros, devotos e todas as pessoas envolvidas na programação religiosa e na quermesse são a prova de que quanto mais se dá, mais se recebe também. Comprovam que ao compartilharem seu tempo, seus conhecimentos e suas aptidões, não ficam sem eles! Pelo contrário, evoluem e aprimoram suas próprias competências.
A questão fundamental do voluntariado em qualquer segmento é descobrir quais seriam as melhores oportunidades para utilizar suas próprias habilidades para conquistar o bem do próximo. Contar histórias? Servir alimentos? Defender o meio-ambiente? Cuidar de enfermos? Se a ação é espontânea, é você quem escolhe o que fazer e quanto tempo está disposto a dedicar por dia, mês ou por ano. O importante é assumir o compromisso com aquilo que poderá cumprir.
Pense nas escolhas como sementes, que penetram profundamente e fecundam o cérebro criando novos pensamentos e convicções. Boas ações constroem uma nova realidade, cristalizam emoções, modelam atitudes e condicionam decisões.
Não seria esse o novo modelo de uma economia mais equilibrada e de uma sociedade mais justa? Uma economia de mercado em que cada qual se mede pela dedicação que tem em relação ao outro? Uma economia do altruísmo?
Tenho certeza de que é possível gerar valor, criar empresas e garantir rentabilidade sob essa nova perspectiva. Pessoas melhores, certamente criam empresas melhores.
Dar atenção ao capital humano, ao conhecimento, as experiências e competências das pessoas é fundamental para a concretização de melhores resultados. O reconhecimento de um ideal, criar uma sociedade mais justa e equânime, ter a capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, generosidade e o sentimento de pertencer a algo são valores intangíveis que constroem projetos, empresas e comunidades mais conscientes e sustentáveis.
Agir localmente pode influenciar globalmente. Vivemos tempos de união! Nunca é tarde para começar!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Diário Empresarial – 21 de maio de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O LÍDER DO FUTURO


Qualquer livro ou qualquer curso com foco no desenvolvimento de liderança da atualidade se propõe a aperfeiçoar a liderança servidora, a liderança transformadora ou a liderança seja lá qual for o adjetivo que você deseje utilizar.
Sem um esforço muito grande, você pode perceber que independente da palavra, o que ocorre muitas vezes é a repetição de velhos conceitos como se fossem coisas novas e a disseminação de práticas de sucesso como receitas de bolo a serem seguidas. Basta uma pitada de escuta ativa e uma xícara de comprometimento que a liderança está garantida.
Será mesmo?
Cada vez mais, pessoas e organizações estão percebendo que os antigos modelos de liderança e gestão não estão mais atendendo às suas necessidades e estão se voltando em busca de novos modelos que tragam uma forma mais eficiente de liderar pessoas e atingir resultados organizacionais.
Se liderança é a capacidade de influenciar e mobilizar as pessoas para atingir um objetivo comum levando-as a atingir também o melhor do seu potencial, acredito que o primeiro passo para o aperfeiçoamento de qualquer líder é que ele passe a liderar a si próprio. De que adiantam cursos e livros que ensinem a liderar o outro, se você não conhecer suas próprias competências e deficiências?
Por mais pronto que você se sinta, sempre haverá algo novo a descobrir, afinal quando você se torna líder deverá sempre buscar as mais completas soluções para o desenvolvimento das pessoas. E muitas vezes, pessoas completamente diferentes de você.
Por isso, o ponto de partida é o respeito incondicional pelo liderado enquanto ser humano. É nele que vivem todas as respostas e resultados que o seu time precisa. Se um líder acreditar que tem uma equipe medíocre, BINGO! Ela assim será! Mas se acreditar que tem uma equipe pronta a se desenvolver e atingir resultados de alta performance encontrará uma infinidade de possibilidades em suas mãos.
O líder do futuro obtém resultados positivos para a empresa e para a sua vida aproveitando e desenvolvendo o talento e a criatividade das pessoas.
E você simplesmente não consegue mobilizar talentos na base do chicote. Aquele chefe autoritário e carrancudo que era um verdadeiro “feitor” e não gestor de pessoas está com os dias cada vez mais contados. Isto porque esse estilo de liderança simplesmente não funciona mais – se é que algum dia funcionou. As pessoas não suportam serem destratadas; elas querem ser consideradas de acordo com seu próprio perfil de uma maneira efetiva, prática e desafiadora e precisam ser respeitadas em quatro dimensões essenciais para um bom rendimento profissional: física, mental, emocional e espiritual.
Se uma empresa quer atingir a excelência e se destacar perante a concorrência, precisará de líderes que entendam as pessoas e que contribuam para a diminuição da tensão comum em qualquer ambiente que haja relacionamentos, contribuindo para o aumento de sua própria qualidade de vida e deixando tempo para o que é efetivamente sua competência: foco em resultados e geração de valor para a empresa.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!


Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

INCOERÊNCIA DA GESTÃO


Nenhuma empresa, seja ela do porte que for, pode crescer e gerar resultados senão pelo desenvolvimento de seu próprio time e pela valorização do conhecimento que cada indivíduo possui e coloca à disposição da empresa em suas atividades diárias. Entretanto a busca por resultados tangíveis, como lucro, redução de custos ou aumento da carteira de clientes, coloca o tema gestão de pessoas na marginalidade das prioridades organizacionais. Isso até pode parecer um absurdo aos olhos de quem lê, mas é a realidade de muitos negócios.
Falar em gestão de pessoas não pode continuar sendo um mal necessário. Os antigos departamentos pessoais têm um novo papel a desempenhar e precisam ser assumidos pelos donos de empresas como o coração do seu negócio. O nome que tal departamento terá é o menos importante, mas ele deve pulsar e direcionar todo o fluxo de informações, conhecimentos, objetivos e resultados que a empresa pretende obter.
Entendo que negócios necessitem sobreviver, e que, por isso, as metas tangíveis assumam uma posição de destaque na escala de prioridades das empresas em fase de crescimento, mas alguém saberia me responder de que adiantam clientes fiéis, compromissos de pagamento honrados, bons fornecedores e qualidade nos produtos se a empresa não possuir um time comprometido com a manutenção e ampliação desses resultados?
Pense que toda empresa possui os funcionários que merece. Se você tem funcionários sem qualificação profissional, desmotivados ou se o seu time não gera os resultados que você espera dele, talvez seja uma conseqüência da sua forma de liderar e de cuidar dos processos de desenvolvimento profissional de quem está ao seu lado.
Apenas quando a empresa começa a crescer e atinge certa estabilidade é que o empresário normalmente se dá conta que “já perdeu muita gente boa” e então, vai buscar alternativas para a construção de uma área de gestão de pessoas que ultrapasse as fronteiras do departamento de pessoal e consiga implantar planos de carreira para aqueles funcionários que ainda estão com ele. É a hora de ampliar benefícios, realizar treinamentos e pensar em planos de sucessão.
Enfim, chegou a hora das pessoas! As mesmas pessoas que desde a concepção do negócio são os principais ativos dessa empresa, independente de sua configuração e tamanho. Por isso, pensar em gestão e desenvolvimento de pessoas como um objetivo secundário é a maior incoerência de qualquer modelo de gestão.
Apostar na formação e na qualidade das equipes de trabalho é mais do que uma decisão de gestão, pode representar o principal recurso da empresa para sua competitividade e para o aumento do seu capital – financeiro e humano.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na página Opinião - MogiNews
16 de janeiro de 2010

sábado, 12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NÃO ROUBEM!

Muito provavelmente, vocês devem considerar o título do artigo dessa semana um pouco deselegante, mas recebi um texto sobre o filme O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que me fez pensar muito sobre o comportamento humano e sobre a forma que gerenciamos nossas empresas.
O mundo está repleto de “ladrões”. Não apenas ladrões do dinheiro das empresas ou do povo, mas também ladrões do nosso tempo, da nossa qualidade de vida e das possibilidades que nos são abertas todos os dias.
Ao ler o livro e depois ver o filme, foi instintivo realizar algumas conexões com a realidade democrática que vivemos e as atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam pessoas normais e capazes em função da posição, do conhecimento ou daquilo que acham que deixam transparecer.
O caçador de pipas não é uma história de imagem, mas uma história de realidade que deixa marcada inúmeras sensações, algumas agradáveis e muitas tristes. Em minha opinião, a reflexão mais profunda vem de uma conversa entre Baba e seu filho Amir em que ele afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Afinal, “quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser verdade, você está 'roubando' o direito dessa pessoa saber o que você sente a seu respeito; quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou e quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz”
Tais assertivas imediatamente levaram minha mente aos inúmeros ”roubos” da vida empresarial: chegar atrasado a um compromisso “rouba” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada; impor uma tarefa desnecessária a alguém “rouba” o direito ao lazer, ao estudo ou ao desfrute de outros momentos fora da empresa; pensar que alguém não corresponde às suas expectativas e não dizer nada “rouba” a possibilidade de desenvolvimento dessa pessoa; falar a respeito das pessoas e não com as pessoas “rouba” a oportunidade delas saberem a opinião que você tem a seu respeito.
Dessa forma, além de “roubar”, esses comportamentos são os principais geradores de um ambiente desmotivador e desinteressante.
O pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem convivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração.
Cabe ao líder, dizer de forma explícita, clara e descritiva, como percebe e sente o desempenho e o comportamento das pessoas com quem convive e servir de exemplo na prevenção aos “assaltos” da vida empresarial.
Aproveite o feriado para refletir: será que estou "roubando" de alguém alguma informação ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal?


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 31 de outubro de 2009 no MogiNews

sábado, 12 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM CRIATIVIDÁDIVA?!?


As pessoas imaginam que a criatividade é um dom disponível apenas aos artistas, escultores e grandes criadores, um privilégio de poucos!
Minha vivência junto aos empreendedores confirma que têm mais sucesso aqueles que conseguem acreditar no seu poder criativo de expandir os limites de sua própria inteligência e pensamento. Muitas vezes o pensamento tem uma conhecida propensão a se acomodar e com isso reduzir sua capacidade de criar soluções diferenciadas, de interpretar problemas sob novas óticas e de buscar opiniões distintas daquelas habituais.
Existem mil maneiras de aproveitar um problema e transformá-lo em uma oportunidade e se pararmos de pensar no momento da primeira resposta, certamente nossa opção estará enquadrada naquela que qualquer outro empreendedor também poderia encontrar. O exercício do pensamento criativo está na busca pela segunda, terceira, inúmeras respostas.
E para isso, é preciso se apaixonar pelo mundo e pelo potencial de transformá-lo em algo diferente. Só assim, é possível transformar o ordinário em extraordinário, o comum em inovação.
Reenquadrar um problema como uma grande oportunidade, arriscando fora do convencional e sem medo é uma forma de rompermos com os atuais padrões e sistemas e aprendermos a voar, a transpor os limites.
Esse é o direito que é dado a todos: o direito de reinventar o mundo, de antevê-lo diferente do que está e de se lançar a refazê-lo. Para isso, é preciso ter uma visão. Entender o problema e saber onde se pretende chegar para então disponibilizar todo o nosso próprio e melhor potencial na busca pelas respostas certas.
E lembrem-se: não basta uma resposta!
Para encontrar o caminho da criatividade, busque muitas respostas certas, tenha paciência, não se preocupe em errar.
O pensar criativo pode ser aprendido à partir de procedimentos e atitudes que determinam uma nova forma de ser...
Basta estar sensível aos problemas, dar importância às pessoas e projetos que administramos, às nossas deficiências e lacunas de conhecimentos.
Buscando mais técnica, vamos entender que criatividade é uma função que envolve conhecimento, imaginação e avaliação.
E não se preocupe, não faça parte do grupo que acredita na ilusão da “criatividádiva”, pois existem mecanismos que podem preparar você para o pensar criativo: trabalhe mais em equipe, discuta seus problemas, faça perguntas, questione seus hábitos e olhe para fora, pegue carona em boas idéias, suspenda qualquer crítica aos seus próprios pensamentos e, principalmente, apaixone-se pelo mundo.
Afinal, nem todo mundo é Gabriela “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.
Amplie seus horizontes, o mundo é extraordinário!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 12 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TENHO MESMO QUE APRENDER ISSO?


Adoro fazer palestra em faculdade e me relacionar com o olhar de esperança da atual juventude “perdidinha da silva”, sentada nas tradicionais salas de aula e certas que ao saírem dali irão se deparar com concorrentes tão ou mais preparados e que por isso, eles deverão ser os melhores, afinal ninguém está saindo do mercado para dar lugar aos que estão chegando.
Ao mesmo tempo, fico assustada com a enxurrada de novas faculdades e cursos que vejo se constituindo todos os anos fundamentados sob as tradicionais perspectivas onde professores fingem que ensinam enquanto alunos fingem que aprendem.
Acredito que o aprendiz sério não busca respostas certas e prontas do professor. Ele formula as questões e empreende uma árdua caminhada na busca das respostas, lado a lado com o professor.
Nesse contexto, a sala de aula torna-se um ambiente de parceria.
Ao invés de os alunos se perguntarem "Por que eu tenho que aprender isso?", todos juntos passam a entender a importância de determinados conteúdos e experiências. Antes de ler “A Moreninha”, talvez leiam “O Monge e o Executivo”, pois é o tema que faz sentido no contexto de desenvolvimento do aprendiz.
É claro que as fases precisam ser respeitadas. Quando se ensina uma criança sobre meio ambiente, sobre cidadania, sobre a história do seu país e do mundo, sobre as lendas, mitos e cultura de seu país, ensinamos a ela o que é ser humano.
Nós nos educamos para aprender a ser gente, certo?!?
E para ser gente precisamos ir além do currículo tradicional, precisamos entender a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior) e da criação de um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
Além disso, defendo o resgate daquelas matérias que pareciam "inúteis" como, por exemplo, educação moral e cívica, sociologia, direito constitucional, macroeconomia, filosofia, etc.
Afinal, a educação é mais do uma fornecedora de mão de obra qualificada para as empresas, é também catalisadora da formação de pessoas capazes de extrair o melhor de si em prol da sociedade.
Se você parar para pensar tenderá a concordar comigo que quanto mais a sociedade avançar, menos mão de obra será necessária para mantê-la? Vivemos isso pós revolução industrial e hoje, com o advento do empreendedorismo, sabemos que não haverá o tradicional emprego de carteira assinada para todos.
Acredito que as empresas, sejam elas de qualquer porte, serão as enzimas dessa transformação. Escolas como o SENAC e SENAI têm buscado ouvir as empresas para entender sua real necessidade antes de oferecer um curso em sua grade tradicional. Existe um desperdício enorme de material humano nesse país porque as escolas estão desconectadas das empresas que por sua vez também estão desconectadas do resto. É preciso pensar num processo de formação sólido, com conhecimento alinhado à tecnologia e empreendedorismo.
E é importante que se diga: capacitação é diferente de educação. Não podemos levar para as universidades apenas o conceito de capacitação.
Quero filhos que entendam seu papel como cidadãos, quero seres humanos que saibam questionar o mundo, que se sintam confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho para isso é não ter nenhum caminho, e sim bom conhecimento, habilidades e atitudes corretas que gerem resultados positivos para si e a sociedade em que se relacionam.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em o5 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

COLOQUE PAIXÃO NA SUA EMPRESA!

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa".
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Volte-se então para sua equipe... Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem... Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.
Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na revista Arena Empresarial
Edição 02 - março/2009
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