Se você tem menos de 30 anos talvez não se lembre do célebre comercial do cigarro Vila Rica, onde o tricampeão Gérson falava a famosa frase: "... porque você tem que levar vantagem em tudo, certo?". Ainda que não se lembre da propaganda, tenho certeza que já ouviu alguém utilizando a "Lei de Gérson" para simbolizar o oportunismo e a falta de escrúpulos típicos de uma grande parcela de nossa sociedade. Ou seja, atribuiu-se à Lei de Gérson uma das razões para nosso subdesenvolvimento e estão aí o Mensalão, crescimentos patrimoniais inexplicáveis, os jatinhos da FAB para Fernando de Noronha e muitas outras coisas que - infelizmente - não me deixam mentir.
Um espaço reservado para você que deseja ler e compartilhar experiências sobre empreendedorismo, liderança, inovação, sustentabilidade, gestão, comportamento humano e educação! Entre e sinta-se a vontade...
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
VOCÊ CONHECE GERSON?
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Ana Maria Coelho
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19:58
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sábado, 3 de março de 2012
PARA ALÉM DO DESENVOLVIMENTO
"Se a educação sozinha não pode tranformar a sociedade,
tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire
Mais importante do que enfrentar a crise econômica que está assustando trabalhadores, empresários e governos é aproveitar essa oportunidade para uma retomada duradoura do nosso desenvolvimento. Novos patamares. Novos desafios. Novas perspectivas.
Tudo tecnicamente impossível se não levarmos em conta um fator preponderante: a educação. O nível de inserção na economia globalizada, seja em qual for o nível, é dependente dos índices de crescimento econômico e tecnológico, que, por sua vez, dependem dos investimentos em capital humano.
Não consigo imaginar nenhum caminho para o desenvolvimento econômico que não passe obrigatoriamente pela geração de emprego, renda e pela abertura de oportunidades às pessoas para que elas possam empreender, crescer e conquistar melhor qualidade de vida.
Simples? Não tanto quanto parece. Para investir no capital humano, enfrentamos um grande problema, já que a educação brasileira ainda tem dificuldades com a qualidade de ensino, evasão escolar, distorção entre série e idades e analfabetismo funcional. Se adolescentes chegam às universidades com baixíssima capacidade de interpretação de textos, como poderão interpretar sua própria realidade?
quinta-feira, 5 de maio de 2011
CAMINHOS PARA MELHORAR O APRENDIZADO
Estar exposto às salas de aula faz alguma diferença aos alunos nos dias de hoje?
Com essa pergunta, o Instituto Ayrton Senna em parceria com o movimento Todos pela Educação lançou no dia 28 de abril, Dia da Educação, o projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”.
Fiquei vidrada em cada slide que era apresentado pela Barbara Burns, do Banco Mundial e pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros.
Sob sua coordenação, as principais conclusões de 165 estudos nacionais e internacionais com base empírica e tratamento estatístico dos impactos de políticas de Educação no aprendizado dos alunos foram disponibilizadas no site do projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”. O objetivo é contribuir para a implementação de políticas públicas possíveis e positivamente impactantes no aprendizado dos brasileiros.
Um pergunta que não me sai da cabeça desde que assisti o lançamento do portal: o que realmente deve mover as transformações da educação brasileira: PAIXÃO ou RAZÃO?
Durante muitos anos, apaixonados pelo processo educacional defenderam mudanças educacionais com base em suas vivências, a partir de sua vocação.
Ótimo. Serviram para semear o terreno.
Hoje é preciso tratar o tema com insumos estatísticos e estudos que sirvam como amostra comparativa. É preciso trazer RAZÃO para a discussão dos processos educacionais com PAIXÃO, como disse Ricardo Paes de Barros.
Não adianta um forte investimento na educação nacional se não pudermos transformar gastos em resultados. Ter materiais e recursos dentro das escolas não é suficiente para produzir aprendizagem. Precisamos ir além da estrutura. Vários estudos do Banco Mundial, mostram que as práticas básicas brasileiras ainda estão longe dos padrões de excelência mundiais. Nossos professores ainda perdem muito em processos burocráticos dentro da sala em troca de oferecer espaço de aprendizagem as crianças e adolescentes. Dessa forma, entregaremos burocratas ao futuro!
As escolas precisam de professores que dediquem seu tempo aos processos de aprendizagem e não as chamadas para presença ou as cópias da lousa. Precisamos mudar!
A melhoria da qualidade do ensino no Brasil depende de um compromisso ético da sociedade, de muita vontade política e de maior competência técnica do professor.
É verdade que somos um dos países que mais tem crescido em alguns critérios de avaliação educacional. Entretanto, ainda estamos muito mal. Por mais gols que o time da educação nacional venha fazendo, nossa base de comparação é muito inferior. Crescemos, mas crescemos pouco! Precisamos sair da terceira para a segunda divisão mundial. Nosso atraso é de 28 anos com relação ao Chile, por exemplo. E o Chile não é a Finlândia, certo?
No século passado, o Brasil conseguiu colocar mais de 90% das crianças e adolescentes em idade escolar na escola, mas a qualidade de ensino se deteriorou bastante. O binômio qualidade-quantidade nos conduz, então, a uma importante reflexão. Não basta uma grande expansão quantitativa do acesso, é preciso também direcionar esforços para cinco outras variáveis que o estudo apresenta:
1) recursos da escola;
2) plano e práticas pedagógicas;
3) gestão da escola;
4) gestão da rede de ensino; e
5) condições das famílias.
Não adianta pensarmos em fatores associados, mas em fatores determinantes quando o assunto é educação. Os caminhos para melhorar o aprendizado são longos e complexos. Para usar uma linguagem esportiva, mais uma vez (Ayrton Senna sempre nos inspira a isso): a melhoria da educação não é uma corrida de 100 metros rasos é uma maratona! Longa, exaustiva, mas cuja sensação de conquista é insuperável.
Educação não é apenas uma política social, mas sim uma política estratégica para o desenvolvimento econômico e político de uma nação. Por isso, requer mudanças profundas na relação educador/ educando, na formação do professor, na revisão de conteúdo, método e de gestão do sistema de ensino. É uma grande tarefa que o Brasil tem para as próximas décadas. E ninguém pode ficar de fora.
É preciso repensar, reinventar a relação escola, família e comunidade.
Nenhuma pesquisa, sozinha, será capaz de desenhar um plano pedagógico que construa a escola perfeita, mas pode contribuir positivamente na ampliação da vontade política para deliberação de políticas públicas mais impactantes no setor.
Alguns caminhos apresentados pela pesquisa e divulgados pelo movimento Todos Pela Educação/Instituto Ayrton Senna falam sobre:
1 - Qualidade do professor
Segundo Paes de Barros, os estudos realizados na última década deixam claro que a qualidade do professor tem grande impacto sobre o desempenho educacional dos alunos. Um aluno que tem um bom professor (um docente entre os 20% melhores da rede) pode aprender durante um ano letivo 68% a mais do que se tivesse um professor ruim (entre os 20% piores da rede).
2 - Tamanho da turma
As evidências apontam que uma redução média de 30% no tamanho da turma leva a um aumento de 44% no que tipicamente um aluno aprende ao longo de um ano. O impacto da redução da quantidade de alunos por turma depende do tamanho original do grupo. Reduzir uma turma grande gera mais impacto sobre o aprendizado do que fazer o mesmo em uma turma que já é pequena.
Além disso, os efeitos variam de acordo com o ano escolar. Estudos apontam que para o 6º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, os resultados são significativos em classes que tenham mais de 30 alunos. Para o Ensino Infantil, por exemplo, os efeitos dessa redução já começam a aparecer a partir de 20 alunos.
3- Composição das turmas
Se as escolas devem agrupar os alunos em turmas homogêneas ou heterogêneas é um tema controverso, sobretudo porque cada tipo de composição de turmas tem suas vantagens e desvantagens.
A escola tem como objetivos desenvolver habilidades principalmente em duas dimensões: cognitiva (que chamamos aqui de aprendizado) e social e de cidadania. Como o recorte desse projeto é o de estudar o impacto no aprendizado, os estudos indicam que, mantendo-se constante a qualidade do professor e do material didático, o fato de estar em uma turma homogênea aumenta o aprendizado, tanto no Ensino Fundamental como no Médio. O ganho no desempenho médio equivale a 35% do que um aluno aprende tipicamente em um ano.
4 - Calendário escolar
Há evidência científica de que não cumprir os dias letivos previstos pode aumentar a taxa de repetência, especialmente dos alunos de pior desempenho. Uma das explicações para esse resultado é que, para cumprir o currículo estipulado em um ano letivo mais curto, o professor aumenta o ritmo das aulas, passando maior volume de conteúdo em menos tempo, o que prejudica o aprendizado, principalmente, o dos alunos que apresentam maior dificuldade. Outra explicação é que o currículo é apenas parcialmente cumprido.
Os estudos – a literatura disponível concentra-se nos primeiros anos do Ensino Fundamental – apontam que, levando-se em conta um absenteísmo médio de 5% em relação ao calendário anual, um dia que o professor deixa de faltar aumenta a proficiência do aluno o equivalente a 4% do aprendizado médio anual. Em ambientes onde a taxa de absenteísmo é mais alta, o impacto na proficiência de um dia a mais de aula pode ser ainda maior.
Quer saber mais? Acesse o site do projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”.
Tenho certeza que um país mais empreendedor depende de uma educação mais integrada e eficiente. Não adianta ambiente e recursos. As escolas precisam desenvolver competências e uma cultura mais empreendedora para podermos acelerar na corrida da educação mundial.
Afinal, de que adianta ter vontade se você não acreditar que pode?
Afinal, de que adianta ter vontade se você não acreditar que pode?
“Todo mundo conhece a parábola do besouro, que é absolutamente verdadeira: é um inseto que, pelas leis da aerodinâmica não conseguiria voar, mas como não tem a menor idéia disso, ele voa (...)”
Foi com essa frase que Viviane Senna terminou o encontro no dia 28. Eu tenho certeza que podemos!
sábado, 29 de janeiro de 2011
VOLTA ÀS AULAS
Entra ano e sai ano, pais e mães vivem uma mesma rotina durante as últimas semanas de janeiro: pesquisa cuidadosa de preços para o material escolar, compra de uniforme, reunião de pais e mestres, correria geral.
Imergida nessa rotina, fui surpreendida com uma novidade: meu filho de cinco anos foi convidado para sua primeira promoção. Sim! Promoção. Assim como nas empresas, ele foi avaliado e classificado como apto para assumir “um novo posto” e ingressar em uma nova etapa.
Mãe vaidosa que sou, me orgulhei pelo convite. Entretanto, por mais preparado que ele esteja a entender, assimilar e conectar-se com todo o universo ao seu redor, optei em dar-lhe o direito de ser criança por mais tempo. Afinal, qual seria o objetivo de antecipar vivências que automaticamente virão com o seu desenvolvimento e privá-lo de momentos que se não forem vividos agora podem nunca mais acontecer?
Educar, sob qualquer condição, exige a visão do ser humano como um sistema complexo. Suas propriedades são conseqüências naturais de elementos que não podem ser vistos isoladamente e envolvem múltiplos agentes e variáveis que interagem entre si e entre o meio em que estão inseridos. Não há um “manual de instruções” que garanta a melhor escolha, mas certamente era preciso analisar mais do que suas lições de casa para decidir se esse seria o momento de encarar a “promoção”.
Busquei me lembrar do processo da formalização do ensino, conversei com amigos, despertei meu lado pedagoga e assumi minha responsabilidade pelo processo de desenvolvimento do meu pequeno.
Hoje, trabalhando mais de 12 horas por dia, seria inconcebível abrir mão da escola para uma boa formação educacional de meus filhos, mas assumir meu papel nessa decisão foi fundamental. Antes da institucionalização das escolas toda a aprendizagem acontecia em casa. Pais ou tutores eram os únicos responsáveis por momentos de ensino e aprendizagem. Com a Revolução Industrial e o crescimento das populações, essa forma de produzir e transmitir conhecimento ficou inviável. Os pais deixaram suas próprias casas e, para sobreviver, tiveram de se ligar às fábricas, não lhes sobrando tempo para ensinar os filhos. Por outro lado, os saberes que as fábricas e a vida urbana passaram a demandar também não poderiam mais ser aprendidos apenas em casa. Crescer passou a ser um processo dialético onde as escolas deveriam ensinar e as famílias, educar.
Mas será que temos feito nosso papel com responsabilidade ou delegamos a aprendizagem para que aconteça apenas na escola? Para ser humano, basta conquistar o saber legitimado por um diploma expedido por uma escola oficial? O que fazer com as crianças que desejam aprender coisas diferentes daquelas prescritas pelos programas escolares? Curtir a pré-escola ou correr para o ensino fundamental? Quantas questões foram motivadas pelo simples convite à promoção do meu filho...
Recordo-me das aulas na faculdade de pedagogia onde estudávamos a importância da educação infantil para bons processos de alfabetização. Você sabia que uma criança com 10 anos que cursou a pré-escola tem um desempenho escolar na média 28%, 30% acima daquela que não teve educação infantil? Privar meu filho desse momento (seja por vaidade, economia ou conveniência) poderia comprometer seu desempenho escolar, sua vida acadêmica ou profissional.
Para entender seu efetivo estágio de desenvolvimento, bem como de qualquer outra criança, era preciso ir além e transcender a avaliação de sua capacidade cognitiva. Trata-se de perceber como elas se relacionam com seus amiguinhos, como desenvolvem sua percepção motora e praxia, sua memória, atenção, crítica, planejamento, comportamento, raciocínio, etc. Além da cognição, existem aspectos como a percepção espacial, corporal, visual e temporal que serão fundamentais para um bom adulto no futuro. Avaliá-las de forma pontual e sob uma mesma técnica não funciona nem mesmo com crianças de uma mesma família. Cada ser humano requer uma atenção própria e também uma maneira de ser educada.
Cumpre-me salientar que não desejo minimizar a importância do processo cognitivo e do aprendizado formal de algumas disciplinas do currículo escolar. Entretanto, é preciso ressaltar também o valor de momentos em que o desenvolvimento acontece no “com-viver” e no “com-partilhar” conteúdos aparentemente “menos importantes”. Aprender a ser é tão importante quanto conhecer a nota de matemática no boletim de final de ano. Não deixe que as cobranças, as notas e os processos tradicionais dos sistemas educacionais matem a sede de curiosidade e a criatividade natural das crianças em seu desenvolvimento. Cada etapa tem que ser respeitada e vivida de forma plena!
Por isso, nessa volta às aulas, eleve seu pensamento para além da rotina. Reflita sobre o que deseja proporcionar a seus filhos em longo prazo e não terceirize sua responsabilidade em oferecer-lhes as oportunidades que puder HOJE. Afinal, para viver o futuro sempre haverá uma chance, mas para reviver o que ficou no passado, não existe nenhuma alternativa.
Se perdi a chance de economizar um ano de mensalidades escolares ao negar a primeira “promoção” do meu pequeno, faço render a esperança de que não haja um dia sequer em sua vida em que ele sinta falta de ter brincado e desfrutado seu talento mais extraordinário: ser criança.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
LIÇÕES DE HENRY FORD
Costumo utilizar o Lounge para compartilhar com vocês textos que publico nas colunas que mantenho nos jornais da região do Alto Tietê, mas hoje recebi um e-mail que me impulsionou a registrar aqui algumas daquelas lições que todo empreendedor sempre deve se lembrar... Vamos a elas:
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| Henry Ford |
(1) Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!
(2) Corte sua própria lenha. Assim, ela aquecerá você duas vezes.
(3) Idealista é uma pessoa que ajuda as outras pessoas a serem
prósperas.
(4) Um negócio que não produz nada além de dinheiro é um negócio pobre.
(5) Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por essa razão tão poucas pessoas o façam.(6) Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando.
(7) Você poderia tirar as minhas fábricas, queimar os meus prédios, mas se me der o meu pessoal, eu construirei tudo outra vez.
(8) O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.
(9) Sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil.
(10) Questionar quem deve ser o chefe, é como discutir quem deve ser o saxofonista num quarteto: evidentemente, quem o sabe tocar.
Lições que parecem muito simples, mas que o dia-a-dia pode nos fazer esquecer...
Boa sorte e sucesso!
sábado, 14 de agosto de 2010
NATUREZA QUE ENSINA
Ninguém pode viver isolado. A natureza nos ensina que essa é uma lei que vale para todos. Algumas flores, por exemplo, precisam de ajuda de insetos para disseminar seu pólen e outras plantas precisam dos animais para disseminar suas sementes e assim assegurar a sobrevivência de uma espécie.
A experiência humana, por sua vez, passa pelo mesmo processo. É na troca constante e continua uns com os outros que nos desenvolvemos. Observando comportamentos, corrigimos erros, acertamos diálogos, crescemos como indivíduos e nos desenvolvemos como espécie.
O isolamento provoca o distanciamento do outro e a sensação perigosa de "não pertencer". Não significa que precisemos viver relacionamentos grudentos e simbióticos o tempo todo. Este é o outro lado da margem do rio da vida, um extremo também perigoso.
Somos tribais, precisamos do grupo, do apoio, dos momentos de troca e conversa. Os erros e acertos encontrados na vivência do dia-a-dia, os conflitos gerados por diferentes opiniões são muito importantes para a construção daquilo que somos ou do que queremos ser em nossas vidas e profissões.
Assim como na natureza, no mundo dos negócios esta não é uma tarefa fácil. A competição é enorme e a maioria das estratégias utilizadas para atrair o cliente ou reter talentos é similar, senão idênticas. A questão é como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo.
A evolução tecnológica da era pós-industrial representa a transformação da riqueza física, baseada na terra e nos bens de produção, em ativos intangíveis, nas pessoas e seus relacionamentos. Neste sentido, ganhou significado patrimonial não só a marca, mas também os domínios, as tecnologias, as licenças etc. E com isso, uma série de mudanças comportamentais e de postura ocorreram.
O ambiente de negócios se transformou, principalmente com a inversão da cadeia de produção, com um modelo de logística reversa, sem estoques, com terceirização de pessoas, processos e até operações. Será que nesse oceano, ilhas completamente deslocadas de seus continentes se manterão saudáveis?
Se você for uma ilha com competências totalmente deslocadas daquelas necessárias à sua empresa (continente) certamente será mais difícil manter sua produtividade e motivação. Pense na qualidade do néctar que vem polinizando e, principalmente, na forma como ele será oferecido.
A natureza pode ser uma grande mestra. Espalha suas lições em cada folha, no colorido das flores, dos insetos e dos animais e mostram em silêncio a complexidade de suas interdependências, como deveria ser nas empresas e seus relacionamentos profissionais e pessoais.
A sobrevivência das espécies passa pela cooperação de uma com as outras e na percepção apurada daquilo que muitas vezes os olhos humanos não conseguem captar.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
14 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
EMBARQUE NA VIAGEM
“Em tempos de nevoeiro o bom marinheiro toca o barco devagar”.
Devagar não significa aceitar o marasmo, mas sim agir com prudência e analisar todas as possibilidades de um mundo cuja única certeza é a incerteza.
As novas tecnologias de comunicação, a conectividade ampliada, as possibilidades de co-criação, o netweaving de redes contribuem significativamente para as mudanças que impulsionam a consolidação de um novo ambiente corporativo e profissional.
O nevoeiro parece inevitável e se não poderemos cancelar a viagem na próxima estação, a regra é aceitar a diversidade e estar pronto a se adaptar. O mercado tem apostado em profissionais que se mostram dispostos a aprender e a colocar em prática seus novos conhecimentos.
É importante deixar claro que nessa busca não adianta se matricular freneticamente na maior quantidade de cursos possíveis ou buscar títulos da moda para rechear o currículo. É preciso estabelecer seus próprios objetivos, conhecer a empresa, suas competências essenciais, seus valores e suas expectativas de desenvolvimento.
A competição que acostumamos a ver nos negócios chegou a sua carreira! Ser excelente exige aprendizado e vontade pessoal e transcende as questões técnicas. O mercado procura profissionais com visão estratégica e capazes de lidar com as emoções de forma favorável aos negócios, canalizando-as para a realização de um objetivo através da autoconsciência, motivação, persistência, empatia e do entendimento de suas habilidades sociais.
Ascendemos um importante farol em pleno nevoeiro quando unidas a excelência técnica e a capacidade de lidar com as emoções de uma forma produtiva. É por esse caminho que transitam as exigências do novo mercado de trabalho: a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros é tão importante quanto a formação, a especialização e a inteligência.
Por isso, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas, na maioria das vezes, são demitidos por comportamento. Nunca se falou tanto em trabalho em equipe, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado atualmente. Por isso, prepare-se a esse novo mundo!
Ainda que possa se sentir desconfortável com tamanhas exigências, não há como recuar, e sim, adaptar-se. Darwin e seus conceitos jamais estiveram tão na vanguarda da gestão: o mundo não pertence aos mais fortes, mas sim aos mais adaptáveis.
Essa nova habilitação profissional dependerá de sua própria capacidade em rever o mundo exterior, captar a natureza de seus próprios pensamentos e comportamentos e compreender as relações profissionais como mecanismos cada vez mais complexos.
Reinventar suas competências e abrir-se para aprender cada vez mais requer olhar para dentro de si numa investigação atenta de suas próprias qualidades e fragilidades. Aceita o convite para embarcar nessa viagem?
ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto produzido para a Gestão & Carreira
quarta-feira, 2 de junho de 2010
DE LONGE TAMBÉM SE APRENDE
Imagine melhorar a gestão da sua empresa em um curso sem sala de aula, sem horário de entrada ou conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E melhor: você estuda onde e na hora em que quiser. Sonho? É a mais pura realidade, basta ter um computador e acesso à internet.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)
ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
03 de junho de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
RATOS OU APRENDIZES?
Paulo Freire
Tenho freqüentado várias salas de aula em cursos de atualização nos últimos meses, pois a questão do desenvolvimento pessoal e profissional é uma prioridade no estágio atual da minha vida. Justamente por isso, tenho refletido muito sobre o que significa a busca incessante do conhecimento e sobre a forma como alguns facilitadores têm se comportado em sala de aula.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Não existe um caminho pronto que sirva para todos!
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?
Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
SEJA 10 EM 2010 (editado)
Depois de 2 sábados sem edição do jornal MogiNews, na última semana, o artigo SEJA 10 EM 2010 que eu já havia compartilhado com vocês foi publicado.
O mais legal é que saiu nos dois jornais do grupo MogiNews... Fiz uma revisão no texto, assim ficou mais atual e respeitando o leitor, que merece entender o texto frente ao contexto que vem vivendo, afinal não dá pra pintar apenas um mundo "cor-de-rosa" depois de tantas tragédias naturais e de um primeiro diagnóstico apontando alta da inflação (e eu nem sabia do aumento do álcool...rs...)
Segue então o artigo que foi publicado:
2010 começou em pleno vapor... Foi-se o tempo em que as pessoas esperavam o carnaval para, então, começar a trabalhar. Mesmo com a natureza dando sinais de seu cansaço e fúria, fazendo sofrer muitas pessoas, não podemos deter o curso normal do ano que começa. Se tudo foi perdido é preciso recomeçar!
2010 chega repleto de novos desafios! Apesar de prognósticos econômicos otimistas, o primeiro boletim sobre inflação do ano ficou em 0,51% na primeira semana do novo ano, a maior taxa desde setembro de 2009. Será esse o cenário que nos espera em um ano em que as tecnologias serão menos complexas, em que viveremos a primeira eleição 2.0 no Brasil, em que redes sociais tornarão cidadãos comuns protagonistas de muitos processos e em que micro e pequenas empresas entrarão definitivamente nas agendas de desenvolvimento?
Sinceramente espero que consigamos segurar os preços dos alimentos, das passagens de ônibus, dos materiais escolares e possamos então, cumprir nossas promessas para um ano ainda melhor!
Empresas normalmente têm seu planejamento de 2010 traçado há meses com base nos seus próprios resultados de 2009, nos resultados da concorrência e nas inovações recém chegadas ao mercado. E você? Tem seu próprio planejamento ou fez apenas promessas para na virada?
Lembre-se que sonhos e promessas são diferentes de estratégias e metas. Reflita sobre quais desafios poderão contribuir com a sua realização e felicidade e então, defina sua estratégia para superá-los.
Independente de qualquer ritual praticado na virada do ano para atrair boas energias, pense na virada que pretende dar à sua vida! Leve à sério seus sonhos!
Pergunte-se: onde quero chegar?; Onde devo inovar?; Quanto posso investir?; Por que isso é importante para mim?. São justamente essas respostas que o levarão a ações concretas rumo às suas metas.
Rompa os laços que te prendem ao passado e caminhe em direção ao novo. Transforme-se! Aprenda a desaprender, pois os problemas do novo ano já não requerem as mesmas soluções de ontem.
Vislumbre o novo de um patamar onde haja união entre todos e maior dignidade humana. Faça com que suas realizações individuais gerem vantagens coletivas. Não deixe que o novo ano seja apenas uma data, mas um momento para repensar tudo o que já fez e o que deseja, afinal desejos podem se tornar metas reais se você fizer jus e acreditar neles. Isso pode mudar sua própria vida e também auxiliar na realização e felicidade de todos que estão à sua volta.
Afinal, como dizia John Donne, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na página Opinião do MogiNews e no Diário do Alto Tietê
09 de janeiro de 2010
Postado por
Ana Maria Coelho
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23:58
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domingo, 27 de dezembro de 2009
SEJA 10 EM 2010
2009 está chegando ao fim e uma infinidade de novas perspectivas nos esperam no ano que vem. Apesar dos prognósticos econômicos otimistas, 2010 deve vir cheio de novos e diferentes desafios. Por isso, reflita sobre quais desafios poderão contribuir com a sua realização e felicidade e só então, defina sua estratégia para superá-los.
Lembre-se que sonhos e promessas são diferentes de estratégias e metas.
Você até pode pular sete ondas, usar calcinha amarela, comer uvas e romãs (sem esquecer de guardar as sementes na sua carteira por um ano), jogar rosas brancas à Iemanjá ou colocar em prática qualquer ritual, crença ou simpatia em busca de atrair novas energias para um novo tempo que se aproxima, mas não se esqueça de preparar também um planejamento concreto para sua empresa, sua carreira e sua vida.
Muitas empresas já têm seu planejamento de 2010 traçado há meses, baseado nos resultados atingidos em 2009, nos resultados da concorrência, nas inovações recém chegadas ao mercado e nas estratégias traçadas para se atingir determinados patamares. Por que não fazer o mesmo com a sua vida?
Leve à sério seus sonhos! Pergunte-se: onde quero chegar?; Onde devo inovar?; Quanto posso investir?; Por que isso é importante para mim?. São justamente essas respostas que o levarão à ações concretas rumo às suas metas.
Independente do momento da virada do ano, pense na virada que pretende dar à sua vida!
Você ainda tem seis dias para pensar e agir em 2009 para construir um ano de 2010 ainda melhor. Rompa os laços que te prendem ao passado e caminhe em direção ao novo. Transforme-se! Ano novo ou velho, pense que irá dormir e acordar como em qualquer outro dia. O mais importante é construir planos que façam sua vida ter sentido.
Aprenda a desaprender, pois os problemas do novo ano já não requerem as mesmas soluções de ontem. Recriar-se não é apenas fazer melhor o que você já fez antes, é ousar fazer diferente. Descubra o que você precisa deixar de fazer e o que precisa começar a fazer para ser efetivamente diferente.
Vislumbre o novo de um patamar diferente, onde haja união entre todos e maior dignidade humana. Faça com que suas realizações individuais gerem vantagens coletivas. Não deixe que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que já fez e o que deseja, afinal desejos podem se tornar metas reais somente se você fizer jus e acreditar neles. Isso pode mudar sua própria vida e também auxiliar na realização e felicidade de todos que estão à sua volta.
Afinal, como dizia John Donne, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
Lembre-se que sonhos e promessas são diferentes de estratégias e metas.
Você até pode pular sete ondas, usar calcinha amarela, comer uvas e romãs (sem esquecer de guardar as sementes na sua carteira por um ano), jogar rosas brancas à Iemanjá ou colocar em prática qualquer ritual, crença ou simpatia em busca de atrair novas energias para um novo tempo que se aproxima, mas não se esqueça de preparar também um planejamento concreto para sua empresa, sua carreira e sua vida.
Muitas empresas já têm seu planejamento de 2010 traçado há meses, baseado nos resultados atingidos em 2009, nos resultados da concorrência, nas inovações recém chegadas ao mercado e nas estratégias traçadas para se atingir determinados patamares. Por que não fazer o mesmo com a sua vida?
Leve à sério seus sonhos! Pergunte-se: onde quero chegar?; Onde devo inovar?; Quanto posso investir?; Por que isso é importante para mim?. São justamente essas respostas que o levarão à ações concretas rumo às suas metas.
Independente do momento da virada do ano, pense na virada que pretende dar à sua vida!
Você ainda tem seis dias para pensar e agir em 2009 para construir um ano de 2010 ainda melhor. Rompa os laços que te prendem ao passado e caminhe em direção ao novo. Transforme-se! Ano novo ou velho, pense que irá dormir e acordar como em qualquer outro dia. O mais importante é construir planos que façam sua vida ter sentido.
Aprenda a desaprender, pois os problemas do novo ano já não requerem as mesmas soluções de ontem. Recriar-se não é apenas fazer melhor o que você já fez antes, é ousar fazer diferente. Descubra o que você precisa deixar de fazer e o que precisa começar a fazer para ser efetivamente diferente.
Vislumbre o novo de um patamar diferente, onde haja união entre todos e maior dignidade humana. Faça com que suas realizações individuais gerem vantagens coletivas. Não deixe que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que já fez e o que deseja, afinal desejos podem se tornar metas reais somente se você fizer jus e acreditar neles. Isso pode mudar sua própria vida e também auxiliar na realização e felicidade de todos que estão à sua volta.
Afinal, como dizia John Donne, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Editado para o MogiNews em 26 de dezembro de 2009
(Não houve edição do jornal na data)
Editado para o MogiNews em 26 de dezembro de 2009
(Não houve edição do jornal na data)
sábado, 12 de dezembro de 2009
O VALOR DO CONHECIMENTO
Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
NOVA ESCOLA
Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
MOMENTOS ESPECIAIS
Essa semana o blog me trouxe dois momentos muito especiais... Primeiro um comentário delicioso deixado pelo meu filho de 12 anos em dos textos que produzi. E ontem, recebi por e-mail um poema de um amigo muito querido depois que ele fez uma visita ao Lounge Empreendedor.
É uma pena que o dia-a-dia nos afaste de pessoas que admiramos e respeitamos...
Com a autorização do Claudio, esse meu querido amigo, compartilho o texto dele...
Ana, parabéns pelo seu Blog. Você me inspirou a algo que eu já não fazia há muito tempo: poesia. Aí vai, em homenagem a você , que está traçando seu caminho.
Na realidade, o texto foi inspirado em um filme que vi, onde foram construídas estradas de ferro, por homens que ficaram tempos afastados de seus lares, em virtude do tempo que levavam para construir estas estradas. Assim nasceram várias cidades americanas. Em relação ao sofrimento, ausência, saudades da família, são detalhes que deram um toque de emoção na vida destas pessoas, mesmo que tenha havido sofrimento pela distância. Não quis comparar estes detalhes contigo, apenas a essência de tudo isso: o trabalho, o empenho, a paixão, os objetivos.
Muito obrigado e Sucesso!
“Nos vales, surgiram cidades e em cada cidade, os trilhos foram chegando, trazidos por braços fortes e mãos rudes, mas corações leves. Quanto sofrimento, suor, saudades de casa, da família, dedicados para trazer esperança a muitos. A razão? Traçar o caminho que nos guiará aos nossos objetivos, mesmo que distantes, mas que ficam tão perto quando com eles sonhamos.”
Cláudio Quandt Alves Barrios – 25 de Agosto de 2009
Não podemos, e muito menos devemos, deixar de realizar coisas tão inspiradoras... Traçar caminhos, ter paixão, sonhar... Só assim novas estradas podem ser construídas! Quem irá caminhar e trilhar as estradas de nossos sonhos??? Talvez nunca tenhamos essa certeza, mas certamente, deixamos um legado.
Obrigada, Claudio! Obrigada, filho...
E obrigada a todos vocês que têm acompanhado o blog e me enviado sugestões!!!!
domingo, 28 de junho de 2009
BONDE DO JACARÉ
Seja no campo pessoal ou no profissional, mudanças fazem parte do percurso. Viver numa sociedade espantosamente dinâmica e instável é um desafio para todos, pois a velocidade das mudanças exige esforços redobrados e faz com que as pessoas saiam de sua zona natural de conforto.
Desde o início da espécie humana, a força adaptativa foi a responsável pela sobrevivência e pela evolução. Não é o mais forte que tem uma vantagem competitiva, mas sim aquele com uma maior capacidade adaptativa. É necessário aprender a re-aprender, modificar atitudes e pensamentos, renovar valores.
Entretanto, essa necessidade de rever valores pessoais e promover mudanças significativas pode ser desconfortável e encontrar uma batalha difícil de vencer: a resistência interior, o medo do desconhecido e de correr riscos.
Segundo o médico e palestrante Eugênio Mussak, em processos de mudança, nosso cérebro pode reagir de forma absolutamente diferente: para o CORTÉX, área responsável pelo pensamento, razão e lógica, toda mudança é um sinal de novos desafios; já o SISTEMA LÍMBICO, aceita as mudanças que de alguma forma nos gerem prazer, pois sua atividade está relacionada às emoções e sentimentos, mas o grande inimigo da mudança é o SISTEMA R, com sua função relacionada ao repouso, nutrição e sexo, para essa parte de nosso cérebro, mudar dá trabalho, gasta energia. Segundo Mussak, o sistema R é o “jacaré que reside em nós”. Aquele jacaré que depois de encontrar um bom alimento e um bom ambiente, só quer ficar deitado ao sol resistindo à mudança e nos impedindo de continuar.
Voltando ao mundo humano e das organizações, muitas empresas querem mudar, mas ainda não têm forças, o “jacaré” acaba sendo mais forte, pois elas não conhecem o melhor meio para lidar com as resistências.
Mesmo os funcionários mais capazes e atenciosos hesitam e começam a ter dúvidas. Quem vai estar no comando? Será que terei um bom desempenho no novo modelo? Em que minha rotina diária vai mudar?
O melhor ambiente não é aquele do modelo antigo, onde se buscava subir a qualquer custo, os melhores ambientes são os que nos dão condições de evoluir. Quando coisas fundamentais estão acontecendo, é inútil opor-se. É muito melhor cooperar com o inevitável e fazê-lo trabalhar a nosso favor, do que lutar contra o gigante sozinho. Resistir pode fazer passar a oportunidade de encontrar alguma coisa diferente. Mate o jacaré que vive em você!
Aprender é um processo para a vida toda e, quando a iniciativa de mudança funciona, as pessoas podem descobrir habilidades que não sabiam que tinham. Mudem, para não serem mudados. O momento não é apenas de pegar o “bonde”, e sim conduzi-lo.
Desde o início da espécie humana, a força adaptativa foi a responsável pela sobrevivência e pela evolução. Não é o mais forte que tem uma vantagem competitiva, mas sim aquele com uma maior capacidade adaptativa. É necessário aprender a re-aprender, modificar atitudes e pensamentos, renovar valores.
Entretanto, essa necessidade de rever valores pessoais e promover mudanças significativas pode ser desconfortável e encontrar uma batalha difícil de vencer: a resistência interior, o medo do desconhecido e de correr riscos.
Segundo o médico e palestrante Eugênio Mussak, em processos de mudança, nosso cérebro pode reagir de forma absolutamente diferente: para o CORTÉX, área responsável pelo pensamento, razão e lógica, toda mudança é um sinal de novos desafios; já o SISTEMA LÍMBICO, aceita as mudanças que de alguma forma nos gerem prazer, pois sua atividade está relacionada às emoções e sentimentos, mas o grande inimigo da mudança é o SISTEMA R, com sua função relacionada ao repouso, nutrição e sexo, para essa parte de nosso cérebro, mudar dá trabalho, gasta energia. Segundo Mussak, o sistema R é o “jacaré que reside em nós”. Aquele jacaré que depois de encontrar um bom alimento e um bom ambiente, só quer ficar deitado ao sol resistindo à mudança e nos impedindo de continuar.
Voltando ao mundo humano e das organizações, muitas empresas querem mudar, mas ainda não têm forças, o “jacaré” acaba sendo mais forte, pois elas não conhecem o melhor meio para lidar com as resistências.
Mesmo os funcionários mais capazes e atenciosos hesitam e começam a ter dúvidas. Quem vai estar no comando? Será que terei um bom desempenho no novo modelo? Em que minha rotina diária vai mudar?
O melhor ambiente não é aquele do modelo antigo, onde se buscava subir a qualquer custo, os melhores ambientes são os que nos dão condições de evoluir. Quando coisas fundamentais estão acontecendo, é inútil opor-se. É muito melhor cooperar com o inevitável e fazê-lo trabalhar a nosso favor, do que lutar contra o gigante sozinho. Resistir pode fazer passar a oportunidade de encontrar alguma coisa diferente. Mate o jacaré que vive em você!
Aprender é um processo para a vida toda e, quando a iniciativa de mudança funciona, as pessoas podem descobrir habilidades que não sabiam que tinham. Mudem, para não serem mudados. O momento não é apenas de pegar o “bonde”, e sim conduzi-lo.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Estréia como Articulista no MogiNews
27 de junho
terça-feira, 12 de maio de 2009
EMPRESAS DE TITÃS
Você é uma dessas pessoas que acredita que a aprendizagem pode acontecer por meio de diferentes formas de comunicação e em diversos lugares? Um dos exemplos que tem me feito refletir é o cinema.
A “sétima arte” mostra que saídas para grandes problemas podem estar bem perto de nós e permite abrir perspectivas e facilitar processos de aprendizagem de uma maneira profunda, envolvente, bem humorada, inteligente e capaz de penetrar em todas as áreas da vida das pessoas.
Durante essa semana, assisti “Duelo de Titãs”, um filme baseado num fato real ocorrido em 1971 que narra a luta quase insana de dois técnicos de um mesmo time de futebol americano, um negro (Denzel Washington) e um branco (Will Patton), que juntos precisam viabilizar a perigosa idéia (para a época!) de treinar um time inter-racial. O projeto parece absurdo num momento histórico em que uma sociedade reacionária lutava para que negros e brancos não frequentassem sequer a mesma escola. Que dizer do mesmo time de futebol!
Embora eu não entenda muito sobre as regras do futebol americano, não pude deixar de pensar sobre os processos de liderança e os desafios que esses treinadores enfrentaram diariamente.
Quais serão as relações entre eles e você?
Nas organizações de vanguarda, não basta mais ser líder. É preciso também ser “coach”. A palavra é inglesa (coach = treinador, técnico, ensinar, treinar, preparar) e refere-se àquele que conduz ou que está na direção. Alguém que tem a responsabilidade pelo desenvolvimento de talentos e pela criação de uma nova geração de profissionais.
Sua participação à frente de sua equipe, de suas metas e dos resultados organizacionais tem sido de um coach?
Líderes só são líderes em função de sua participação ativa nas comunidades em que atuam e pelo seu desempenho. É muito mais uma questão de comportamento do que de cargos ou nomenclaturas hierárquicas.
Certamente é alguém com nível diferenciado de motivação, de percepção e de compreensão das pessoas e de si mesmo. É uma inspiração! Alguém que encontra no interior das pessoas e equipes, a energia que as impulsiona numa determinada direção que contribuirá para o bem comum e para os resultados da comunidade ou da organização.
Foi exatamente isso que assisti em “Duelo de Titãs”. Um filme que mexe com valores “fora de moda” como lealdade, dignidade e amizade, emociona, expõe o ridículo do preconceito racial e não tem medo de ser piegas. Com mensagens edificantes e música eloqüente mostra que saber lidar com as diferenças individuais pode representar a chave do sucesso na condução de um time.
É um filme sobre os mais profundos sentimentos humanos. E isso não tem nacionalidade nem regras de futebol que nos impeçam de entender.
Deixe o preconceito de lado e experimente a arte da liderança.
Ana Maria Magni Coelho
Abril/2009
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