sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUAL É A RELIGIÃO DA SUA EMPRESA?



"Os Santos não rezavam para Deus por instruções sobre o quê fazer. Os livros sagrados sempre foram muito claros sobre o quê era para ser feito. Mesmo assim, os Santos ajoelhavam todos os dias TODOS OS DIAS das suas vidas para rezar, e apesar das tentações diárias, eles conseguiam encontrar CORAGEM e FORÇA para fazer o quê era certo. O que você acredita não importa tanto quanto a maneira que você acredita e traduz essa crença em ações." Autor Desconhecido.

Querida(o) Amiga(o),

No princípio era o Verbo. Hoje é o Substantivo.

Imagine que todos os Seres Humanos que trabalham na sua empresa foram convocados para entrar um após o outro no confessionário do Big Brother, e responder a seguinte pergunta para o Brasil inteiro: Por que a sua empresa existe?

Qual seria a resposta de cada indivíduo?

Se cada Ser Humano que trabalha na empresa tiver uma resposta diferente para essa pergunta, você tem uma Cultura Corporativa.
Se TODOS os Seres Humanos tiverem a MESMA resposta para essa pergunta, você tem uma RELIGIÃO CORPORATIVA na sua empresa.

A palavra religião vem do latim religare que significa unir coisas para expressar uma mesma idéia. Unir pessoas diferentes que acreditam e agem sob os mesmos princípios. Muito mais do que uma Cultura Corporativa, todas as pessoas que trabalham juntas sob um mesmo teto, precisam de uma RELIGIÃO CORPORATIVA para se sentirem parte de algo muito maior do que elas mesmas e se apaixonarem pelo que fazem.

Enquanto houver uma cultura corporativa na empresa onde você trabalha, a prioridade será sempre o Substantivo.

Só haverá João, Maria, Produto X, Serviço Z, Escritório A, Escritório B, Fábrica C, Fábrica D, Cliente Legal, Cliente Chato. Só haverá pessoas egocêntricas que trabalham sozinhas como se fossem o centro do universo e o propósito de tudo. Desconectadas da visão, missão, valores, crenças e atitudes que poderiam beneficiar todo o grupo.

Enquanto não houver uma RELIGIÃO CORPORATIVA na empresa onde você trabalha, não haverá o Verbo. Não haverá Transformar, Renovar, Ser, Agir, Fazer, Acontecer, Amar, Evoluir, Revolucionar. Não haverá AÇÃO. Não haverá ALIANÇA.

Todos os dias, RELIGIOSAMENTE, em três diferentes horários, mais de vinte profissionais de diferentes departamentos de um grande jornal brasileiro, se reunem para discutir qual será a manchete da primeira página da edição do dia seguinte. Então por que nós não conseguimos nos reunir RELIGIOSAMENTE todos os dias em um mesmo horário para discutir sobre os resultados do dia de ontem?

Todo novo indivíduo contratado por uma das empresas mais admiradas do Brasil, é submetido RELIGIOSAMENTE, a um programa de integração que dura dois dias inteiros a respeito das crenças, atitudes e comportamentos esperados pela empresa. Esse programa de integração não é comandado por aqueles famosos vídeos corporativos com imagens vazias e músicas apoteóticas sobre o crescimento exponencial das vendas. O programa de integração é liderado pelo próprio Presidente e Vice-Presidentes da empresa, e o Indivíduo é proibido de iniciar em suas funções até que ele passe por essa integração. Então por que nós não conseguimos investir, RELIGIOSAMENTE, o nosso precioso tempo na iniciação de todo novo indivíduo que contratamos?

Todas as sextas-feiras logo após o almoço, RELIGIOSAMENTE, o Presidente de uma das maiores empresas do mundo, envia uma mensagem via e-mail para todos os seus funcionários, sobre a performance da empresa na semana que passou, as metas alcançadas, a evolução da visão estratégica da empresa, os desafios a cumprir na semana que se aproxima, além de sugestões para o final de semana. Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, manter TODAS as pessoas informadas sobre os nossos sonhos, certezas, incertezas e tudo aquilo que um dia foi considerado secreto?

Todos os meses, no quinto dia útil, RELIGIOSAMENTE, uma média empresa de São Paulo reune TODOS os seus duzentos funcionários para um "culto" a relevância, ao esforço e a criatividade durante o mês que passou. Histórias de sucesso e episódios engraçados são relembrados e trechos de filmes de cinema são mostrados para ilustar os valores que o Presidente e seus Diretores exigem que os seus funcionários vivam TODOS OS DIAS. Os Santos da Empresa, aqueles que fizeram acontecer no mês que passou, são homenageados! Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, celebrar TODOS OS MESES a vida que nós temos aqui?

A sua empresa NÃO PODE MAIS ser dirigida por uma Cultura Invisível! CHEGA DISSO!!!A sua empresa PRECISA ser liderada por uma RELIGIÃO VISÍVEL!

Enquanto não houver uma Rádio FM (RELIGIÃO CORPORATIVA) na empresa, você estará dando espaço para continuar a existir a famosa Rádio-Peão (cultura corporativa). Você está feliz com isso?

POR QUE A SUA EMPRESA EXISTE?!?!

Eu espero que não seja para vender preços imbatíveis e anos de experiência. O mercado tem bastante espaço para milhares de empresas que vivem sob essa cultura; mas o coração e mente dos clientes e funcionários tem espaço apenas para empresas que vieram para enriquecer o mundo com propósito e paixão.

É preciso AJOELHAR e REZAR TODOS OS DIAS!!! Nada menos que isso interessa.



Texto original do site:
http://www.bizrevolution.com.br/

CONSÓRCIO DE TODOS NÓS!


Diante das transformações que agitam as relações de competitividade global, não só as empresas, mas também os municípios se veem impulsionados a vivenciar situações novas e inusitadas. Um novo modelo de economia traz aos municípios a responsabilidade por modernizar-se para atrair mais possibilidades de investimentos e também soluções que permitam conciliar a proposta de crescimento econômico com desenvolvimento regional.
Consórcios intermunicipais ou qualquer forma de gestão compartilhada, têm sido uma alternativa para atender essa nova demanda, promovendo desenvolvimento humano, incentivando a atividade econômica, gerando empregos ou fomentando o empreendedorismo em esferas que transcendem os limites (dos próprios) territoriais, que acabam sendo pequenos demais para controlar e dirigir todos os interesses econômicos, sociais e as identidades culturais de uma região.
Em áreas específicas como infra-estrutura, meio-ambiente ou saúde, os problemas entre as cidades estão de tal forma entrelaçados que os governos municipais precisam encontrar instrumentos operacionais que lhes permitam um maior rendimento de seus próprios esforços sem dispersão de recursos, sejam eles humanos, materiais ou até mesmo naturais.
Quantas vezes já ouvimos que precisamos resolver a questão dos resíduos sólidos? Ou que precisamos cuidar das vias de acesso? Ou que não possuímos mais espaço para a expansão industrial?
Essas são questões para as quais não adianta “brigar” sozinho... Assim como em nossas casas ou em nossas empresas, quando um vizinho tem um problema, os impactos certamente poderão interferir em “nosso próprio quintal”. Então, ao invés de disputar soluções, que tal buscar um caminho que seja menos oneroso e mais eficiente para todos?
Vivenciamos na última quinta-feira um momento histórico no Alto Tietê: a Consolidação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.
Um momento que não pode ser apenas uma fotografia, mas um belo filme em ação, cujo roteiro será definido a partir de um adequado processo de planejamento que conte com escolhas estratégicas que, de forma integrada, facilitem a definição de prioridades, metas e propósitos de longo prazo que atendam toda a região numa agenda política que pense o desenvolvimento de forma sustentável.
E vale lembrar que planejamento não é só reflexão, mas também formulação de planos, programas e ações que possam efetivamente articular as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e cidadãos.
Todos somos protagonistas desse filme! Cada um de nós, com direitos e deveres, podemos contribuir olhando para os aspectos simples de nosso bairro, cidade, comunidade e agindo naquilo que está ao nosso alcance. Afinal, quem não participa deixa aos outros a decisão de seu futuro.
O consórcio é dos municípios, mas a responsabilidade é de todos nós!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
01 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

SEJA O SENHOR DE SI


Desde criança nossos ouvidos se acostumam a ouvir “não”. Não pode nadar depois de comer. Não pode bater nos amiginhos da escola. Não pode tomar sorvete antes de almoçar. É tanto "não" que até perde a graça e talvez de tanto ouvir, não aprendemos a falar.
Não aprendemos a atribuir nosso valor e não conseguimos perceber que as pessoas podem nos amar mesmo que não sejamos suas escravas. Vivemos num mundo em que somos ensinados a ser mais aparência do que essência e onde vale mais ser o que os outros precisam que sejamos, do que fazer valer nossas vontades.
Pense em quantas vezes você saiu insatisfeito de uma situação em que não conseguiu dizer não. Os motivos podem ser vários: sentir-se ameaçado, querer agradar ou querer provar ser um super-herói que na verdade não existe – uma pessoa perfeita que pode sozinha realizar suas tarefas, cuidar da família, da sua comunidade e ajudar as pessoas, mesmo que isso a prejudique ou sacrifique suas próprias vontades.
Mas será que precisamos mesmo disso?
Para ser uma pessoa boa, de verdade, é preciso impor limites. Ser boa, antes de tudo, para si mesmo e deixar de ter medo do que os outros vão falar ou fazer.
Dizer “não” é responsabilizar-se por si, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e permitir-se fazer aquilo que realmente você quer sem sentir-se culpado.
Não significa que você precise virar o senhor de si mesmo e fazer apenas o que quer, mas sim que saiba construir e manter relacionamentos adequados e positivos e que coloque seus próprios valores pessoais acima dos valores do seu grupo ou de sua empresa. Saber dizer “não” é uma arte, um respeito a você mesmo.
Aceitar propostas com as quais você não concorde através de um “sim” hesitante, além de demonstrar incerteza e insegurança no presente; no futuro irá gerar frustração, raiva e nada mais. A cada momento que você deixa de questionar e abaixa a cabeça para qualquer pedido, você perde a chance de exercitar seu próprio discernimento, o que pode, inclusive, interferir na sua competência profissional ou na manutenção de um relacionamento.
Por isso, aperfeiçoe sua habilidade interpessoal, sua compreensão e sua empatia. Estude seu interlocutor e perceba a maneira como ele se comunica. Procure estar em sintonia com seu tom de voz, vocabulário, estilo, objetividade ou subjetividade nas colocações. Ofereça alternativas que solucionem a questão em troca de um simples “não” e faça o outro entender os seus motivos. Isto requer treino, observação e ação.
Procure não voltar atrás na decisão tomada. Acabe hoje mesmo com essa história de “não sei dizer não”. Quando sentir que é o momento do exercício, diga “não” com coragem, convicção e sabendo que você está apenas colocando os seus limites, e nada mais.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião
MogiNews - 24 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAÇA OU CAÇADOR


Currículo bem elaborado, networking, preparação para entrevista e bom marketing pessoal são as principais ferramentas para alcançar uma oportunidade profissional. Independente de estar ou não ativo no mercado, dependerá de você depositar um novo olhar sobre sua carreira e sobre as oportunidades que está disposto a empreender. Estar atento e de olho no mercado enquanto permanece comprometido com seu trabalho, não é pecado e pode fazer toda a diferença em um momento de recolocação.
Já ouviu falar na história do sapo prestes a ser cozido? Dizem que se a água não esquentar muito, ele nem percebe e pode, até, morrer feliz. E assim tem sido com aqueles que se acomodam em seus empregos e “deixam as coisas como estão para ver como é que ficam”. Normalmente, não ficam muito bem.
Inúmeros profissionais com sólida experiência aumentam as taxas do empreendedorismo por necessidade após uma reestruturação de funções na empresa ou quando se sentem prestes a receber o comunicado de demissão.
Após certa dose de acomodação, muitos deixam de perceber os sinais que vinham sendo dados por suas empresas e pelo mercado. Muitos deixam de investir em si e no desenvolvimento das competências necessárias a um cargo futuro. Outros investem em MBA acreditando que, em curto espaço de tempo, o título abrirá novas portas no mercado de trabalho ou na ascensão na própria empresa em que atuam. Não há dúvidas que bons cursos aumentam seu nível de empregabilidade, mas nem sempre são a garantia para uma guinada de carreira.
Se o seu currículo está repleto de cursos e títulos, mas sua vivência profissional está carente de experiências gerenciais modernas, tome cuidado! Existem diferentes formas de empregabilidade no mercado de trabalho atual. Diariamente surgem demandas em alta e é importante ser flexível, aproveitar as oportunidades e estar aberto a aceitar novos desafios.
Sua recolocação no mercado será fruto de um planejamento eficaz de carreira. Se você não planeja aquilo que espera para sua carreira, acabará realizando projetos dos outros, sem o direito de lamentar. Por isso, analise o seu momento atual e busque entender quando é a hora de buscar ou não uma nova oportunidade. Há quanto tempo você está no mesmo cargo? Existem possibilidades de crescimento na carreira? Quando digo crescimento, não é só financeiro, mas também de coisas novas a serem aprendidas. Equalize seus planos e sonhos, equilibre sua vida pessoal e profissional e só então defina seus próximos passos.
Lembre-se: uma empresa é o que é, e não mudará para atender as suas expectativas e necessidades. Se você não sente mais espaço é hora de parar de reclamar, de esperar o reconhecimento que não vem e o crescimento que sequer foi prometido. É hora de deixar de ser caça para ser caçador e de ousar colocar em prática o seu próprio projeto de vida.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

JAULA DE FERRO


Ultimamente nada escapa à burocracia!
Em busca da garantia da máxima eficiência possível no alcance dos objetivos, a burocracia se desenvolveu dentro da administração capitalista como um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis, processos e comportamentos dos sistemas humanos ou empresariais.
Max Weber, o sociólogo que melhor estudou essa questão, já previa que burocratas frios e calculistas criariam sistemas cujo funcionamento burocrático se daria tal qual uma máquina de relógio e sua “profecia” foi validada na medida em que a ordem econômica criou condições e estruturas unicamente ligadas às condições técnicas e econômicas da produção e abriu abismos entre quem define e quem cumpre as regras.
Talvez, explique-se assim a tensão permanente entre os quadros administrativos das organizações e o lado mais obscuro da burocracia: o cultivo de uma cultura de poder que envolve subordinação e absolutismo.
Para as chefias burocráticas, colaboradores mais ousados são diletantes e incomodativos. A criatividade, o inconformismo, a dúvida e, muitas vezes até mesmo o compromisso com a ética são desestimulados em favor das regras e de uma postura tolerante e conivente com a lógica burocrática vigente.
Vem daí a percepção de que a burocracia é prejudicial às organizações, pois além de impor um ritmo lento na tramitação de documentos, resistirem às mudanças e centralizarem o poder, organizações burocratas podem aprisionar o homem moderno no que Weber identificava como “a jaula de ferro".
Mas será que escapar à jaula é uma atitude para qual estamos efetivamente prontos? Simplesmente quebrar suas grades dar-nos-ia condições de real liberdade?
Enquanto permanecem presas à jaula de ferro, as pessoas sentem-se seguranças e têm a certeza de conhecer o sistema e poder movimentar-se nele. A “jaula” cria identidade e faz da empresa um ambiente altamente seguro.
A total desintegração da burocracia e do capitalismo tradicional traria consigo o fim do emprego vitalício, o desaparecimento de carreiras especializadas e conseqüentemente, a sensação de estarmos todos à deriva. E estando à deriva, o mercado se fragmenta, crescem as desigualdades, a sociedade perde suas referências...
Por isso, comete um equívoco aquele que pensa que pode eliminar a burocracia. Ela é vital para a manutenção das organizações modernas, sejam elas públicas ou privadas, desde que se legitimem processos corretos e considere as pessoas e seus conflitos como esferas também a serem administradas.
Por mais paradoxal que possa parecer, o exercício da democracia não pode se abstrair da burocracia, afinal sem regras e sem identidade, as pessoas não criam raízes. Sem raízes, não se criam vínculos nem redes de relacionamentos. Sem relacionamentos, as pessoas não se articulam e não se defendem da impessoalidade de regras que devem, em sua essência, promover a igualdade de todos os cidadãos.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
17 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PLANEJE À LAPIS


Começar um novo dia é sempre uma aventura. Talvez ontem não tenha sido exatamente como você pensou que seria e ter a chance de retomar projetos ainda não concluídos é uma ótima oportunidade de rever suas prioridades.
Para isso, abra os olhos para a realidade.
O avião vai atrasar. O pneu do carro vai furar. Um grande pedido será cancelado. A fila não anda. O trânsito está ruim. A chuva não pára de cair. O computador trava. O celular não tem sinal. A caixa de e-mail está lotada.
Por outro lado, o valor das ações subiu. Um antigo cliente retornou. O carro “esgotado” que você queria chegou e é exatamente da cor que você esperava. O chefe reconsiderou seu pedido e lhe deu um aumento. Ou seja: as coisas mudam!
E isso não é bom ou ruim, é apenas a realidade!
E para fatos da realidade que peguem você de surpresa não há ação possível senão parar e (re)planejar. Seu desempenho virá de sua própria capacidade de fazer uma nova idéia se concretizar e ser bem sucedida mesmo a partir do inesperado.
Você já deve ser ouvido que a única certeza do planejamento é que as coisas nunca acontecerão exatamente da forma como foram planejadas. E se você não se preparar para as surpresas, ficará refém daquilo que o ambiente poderá causar.
Estabelecer uma meta, mas só verificar sua conclusão no final do prazo estabelecido, pode não trazer o resultado que você espera. É importante contar com projeções de curto prazo e acompanhar seus indicadores constantemente. Inevitavelmente, você irá perceber que as coisas acontecem de maneira diferente daquilo que você previu. A maior falha de um bom planejamento é não estar preparado para as falhas que certamente acontecerão.
Por isso, se seus planos não estiverem acontecendo como você idealizou, não tenha medo em estabelecer novas direções. Analise as causas e busque dar aos problemas exatamente o valor que eles possuem. Problemas nos negócios costumam ser como slides de biologia. Se você colocar sob a lente de um microscópio, pequenos pontos ficam enormes, complexos e ameaçadores quando são, na verdade, simples “amebas” dispostas a alterar a forma e o caminho que você precisará percorrer. Somente ao enxergar os problemas sob sua real dimensão, é possível perceber novas possibilidades e preparar as possíveis revisões de seu planejamento levando em conta os resultados obtidos até o momento e as mudanças do ambiente.
Pense que você será muito mais astuto se conseguir corrigir os desvios ao longo do percurso, pois, mais importante que simplesmente chegar ao destino é ter a certeza de ter percorrido o melhor caminho.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
16 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

BANDEIRA DA HIPERCONCORRÊNCIA


Ter preços competitivos ou qualidade nos produtos não é mais suficiente, é preciso oferecer uma história convincente para as pessoas se lembrarem de você. Isso se enquadra tanto ambiente hipercompetitivo dos negócios ou dentro da empresa para qual você trabalha.
No SEBRAE-SP, muitas pessoas me pedem informações sobre como construir sua marca e melhorar sua imagem no mercado. As empresas já perceberam que não adianta sentar, relaxar e esperar reconhecimento dos clientes ou, no caso dos empreendedores corporativos, que ninguém vai lhe dar uma promoção simplesmente porque você trabalha bem.
É preciso ter algo a mais, um diferencial.
No contexto atual, o empreendedor deve considerar e administrar sua marca com uma visão muito mais ampla do que a simples consideração dos aspectos promocionais e publicitários do marketing tradicional. O relacionamento com seus clientes e concorrentes são variáveis decisivas para o seu sucesso ou fracasso. E isso envolve a percepção que eles têm sobre você e a sua marca.
A chave para a construção de uma marca consistente é oferecer algo que se revele de uma forma única e inteligente. Algo muitas vezes intangível e que até seja invisível por um tempo, assim fica fora da visão dos concorrentes.
Perceba a questão sob a lógica do varejo: a maioria das lojas não vende apenas produtos (televisão, roupas, medicamentos) que são encontrados facilmente. O que de fato um comerciante vende é a sua “bandeira”. Sua marca é a grande responsável pelo seu posicionamento e imagem.
E a criação dessa “bandeira” pressupõe que você busque conhecer as expectativas de seus clientes, defina seu mercado-alvo cuidadosamente e, então, mostre-se a ele como diferente e superior aos seus concorrentes. Não dá para ser inesquecível para todos, mas é possível entender e escolher quais são os clientes que você quer efetivamente atender e oferecer-lhes produtos funcionais e apelos emocionais que os ajude a construir a lealdade à sua marca. O sucesso vai ocorrer quando o cliente, interessado em adquirir algum produto ou serviço, escolhe você e não seus concorrentes.
E lembre-se que o significado da sua marca é mais amplo do que o conceito de marca do produto que você vende. Enquanto a marca do produto diz respeito a aspectos limitados e tangíveis como: design, utilidade, qualidade técnica e desempenho; a sua marca deve traduzir ambiente e atmosfera, qualidade de atendimento, mix de produtos, confiabilidade, conveniência, preços justos, customização, status, entre outros atributos e padrões de desempenho claramente intangíveis.
Fique à frente da concorrência nesses atributos e você será lembrado por mais tempo. E nunca se esqueça que o tempo voa e você vai precisar se reinventar constantemente, pergunte-se sempre: “Daqui a três anos, qual será o meu diferencial? Como quero ser lembrado?”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião
Mogi News - 10 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

GEM - O BRASIL E O EMPREENDEDORISMO


No último dia 06 de abril, o SEBRAE divulgou os dados da última pesquisa GEM.
Segundo dados da pesquisa, nas últimas nove edições o índice do Brasil em empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009 - a maior taxa de empreendedorismo por oportunidade desde então.
Se você se interessa pelo assunto, seguem mais informações e não deixe de conhecer também o resumo executivo da pesquisa e seu conteúdo na íntegra.

O brasileiro tende a enxergar na crise uma oportunidade. A nova edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2009, lançada nesta terça-feira (6), confirma esta afirmação. Segundo o estudo, no ano passado, mesmo com a crise financeira internacional, o Brasil atingiu, pela primeira vez, a maior taxa de empreendedorismo por oportunidade – 9,4% contra 5,9% da taxa de empreendedorismo por necessidade. Para cada 1,6 empreendedor por oportunidade temos um por necessidade.
Nas últimas nove edições da Pesquisa GEM, a taxa de empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009. A pesquisadora do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Simara Greco, explica que a elevação em 2009 se deve ao alto crescimento ocorrido isoladamente nos empreendimentos nascentes, que passou de 2,93%, em 2008, para 5,78%, em 2009. Deste último dado, 4,3% são empreendimentos nascentes por oportunidade. O IBQP é a instituição executora da pesquisa no Brasil, que conta com a parceria do Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No ranking dos países com nível comparável de desenvolvimento econômico da GEM 2009, o Brasil é o sexto mais empreendedor, com taxa de 15,3%, o que equivale a 18,8 milhões de pessoas. A taxa geral se refere à soma dos empreendimentos novos (que surgiram nos últimos três anos e meio), que foi de 9,75%, e dos empreendimentos nascentes (com até três meses de vida ou ainda em processo de criação), que ficou em 5,78%. A atual taxa está acima da média histórica do Brasil, que é de 13%. Em 2008, a taxa ficou em 12%.
A partir dos dados da GEM é possível concluir que a atividade empreendedora é uma das causas para a geração de renda e elevação do Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Assim ocorreu no Brasil. Durante a crise financeira internacional, a economia brasileira manteve-se dinâmica, devido, principalmente, ao mercado interno, abastecido por micro e pequenas empresas, nascentes ou não, em sua maioria, dos setores de Comércio e Serviços. O mesmo não ocorreu nos Estados Unidos. Devido a opções diferentes do país nos anos anteriores, não surgiram, no ápice da crise, oportunidades visíveis de negócios que estimulassem a ação empreendedora.
Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, "a pesquisa GEM comprova que o Brasil está mudando para melhor”. “Estamos já vivendo um ciclo virtuoso de crescimento, com inclusão social, e isso se reflete na disposição das pessoas em empreender”, afirma. “A motivação para abrir o próprio negócio e se aperfeiçoar na atividade desempenhada baseia-se em horizontes promissores, que não se fecharam para o Brasil nem quando grande parte dos países mergulhou na recente crise financeira. No auge da crise, sondagem feita pelo Sebrae mostrava que os pequenos negócios continuavam apostando em um bom 2009. Mais uma vez, o segmento mostrou ser o lastro confiável do crescimento sustentado que se espera para o Brasil”, assinala Carlos Alberto dos Santos. Outros países
Na China, 18,8% da população adulta (169 milhões de pessoas) é empreendedora. Apesar desse grande número, a proporção é de um empreendedor por oportunidade para cada um por necessidade. Já na Rússia, o número de empresários é menor, com taxa de 3,9% (1,3 milhão), porém, a proporção de empreendedores por oportunidade é maior: 2,35 para cada um por necessidade.
Quando comparada aos países citados acima, a Suíça apresenta maior disparidade entre as proporções. A Suíça possui taxa de empreendedorismo (TEA) de 7,72%. Além desse alto índice de empreendedores, para cada adulto que empreende por necessidade, 13 o fazem por oportunidade. Nos Estados Unidos, a TEA é de 8%, com proporção equilibrada de três empreendimentos gerados por oportunidade e um por necessidade.
Ao analisar 13 países membros do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) que participaram do estudo, a GEM 2009 constatou que a população da China é a mais empreendedora, com taxa de 18,8% (169 milhões de pessoas), seguida do Brasil, com 15,3% (18,8 milhões); Argentina, 14,7% (3,5 milhões); Estados Unidos, 8% (15,4 milhões); Coréia do Sul, 7% (2,3 milhões); África do Sul, 5,9% (1,7 milhão); Reino Unido, 5,7% (2,2 milhões); Arábia Saudita, 4,7% (501 mil); França, 4,3% (1,6 milhão); Alemanha, 4,1% (2,1 milhões); Rússia, 3,9 % (3,7 milhões); Itália, 3,7% (1,3 milhão); e Japão, 3,3% (2,5 milhões). Sete países que integram o G-20 não participaram desta edição da GEM. São eles: Austrália, Canadá, Índia, Indonésia, México e Turquia.

Metodologia

Criado em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo 54 países consorciados, o que representa 95% do PIB e dois terços da população mundial. O GEM é atualmente coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (GERA) – organização composta e dirigida pela London Business School (Inglaterra), pelo Babson College (Estados Unidos) e por representantes dos países participantes do estudo. No Brasil desde 2000, o GEM vem se consolidando como uma importante referência nacional para as iniciativas relacionadas ao tema empreendedorismo. A iniciativa é liderada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), entidade que coordena e executa o Projeto GEM, tendo como parceiros o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/PR) e o Serviço Social da Indústria (Sesi/PR). Para compor a pesquisa no Brasil, em 2009, foram entrevistados 2 mil indivíduos de idade adulta, entre 18 e 64 anos, de todas as regiões brasileiras, selecionados por meio de amostra probabilística, e mais de 180 mil pessoas no mundo. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95% e erro amostral de 1,47%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2009 foram entrevistados no Brasil, 21,9 mil adultos.


Fonte: www.sebraesp.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DESCULPAS ADIANTAM?


Ninguém quer saber por que você não fez o que disse que faria – se não fechou o acordo, não despachou um produto, não fez projeções, não cumpriu seu orçamento ou seu prazo, não manteve seu cliente ou não aumentou os lucros; não invente também uma desculpa!
A única coisa pior do que não cumprir sua palavra é colocar a culpa em alguém ou em uma situação. Por exemplo, você acha que pode culpar a chuva por perder a hora de um compromisso importante ou deixar de entregar um relatório por que a luz faltou bem no momento que você iria imprimi-lo?
Pense: se havia alguém esperando você no compromisso e a chuva era uma condição igual para todos, a culpa do seu atraso é da chuva ou você não dimensionou bem o seu tempo? E o relatório? Considere que o seu colega da mesa ao lado tenha entregado o relatório dentro do prazo, a falta de luz não deveria tê-lo afetado também?
Nessas situações, o que quer que você diga, a impressão para quem ouve você é mesma desculpa da época do segundo grau quando você dizia ao seu professor “Meu cachorro comeu a minha lição de casa”.
Desculpas nada mais são do que justificativas para fatos da vida real. Nada justifica o fato de você deixar de fazer algo que você mesmo disse que era capaz de fazer.
As empresas normalmente têm poucos funcionários, muito trabalho, muita pressão, investimento e leis ruins ou falta de controle. Então, evite desculpas que indiquem “pouco” ou “muito”, que culpem “situações ou coisas ruins” ou a falta de alguma coisa, pois você não estará levando nenhuma nova informação para o seu superior. Esse é mesmo o mundo corporativo.
Além disso, muito cuidado com as desculpas de ordem pessoal: o pneu furou, o ônibus atrasou ou a chuva causou trânsito, bem como com as desculpas mais modernas como vírus no computador, arquivos corrompidos, celular sem sinal. Elam mostram apenas sua falta de planejamento ou o pouco compromisso com a tarefa a ser realizada.
Coisas acontecem, mas essas coisas podem e devem ser evitadas com um bom planejamento. Caso contrário, são apenas desculpas para o fracasso e para as falhas que você tem cometido.
Existem apenas duas razões reais que podem impedir você de realizar aquilo que você mesmo se compromete: suas escolhas e prioridades ou desastres e catástrofes.
Do contrário, assuma que as coisas deram errado, trate as conseqüências com honestidade e serenidade e supere os problemas. As pessoas mais valorizadas são as que assumem seus erros e não usam desculpas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
03 de abril de 2010
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