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segunda-feira, 11 de março de 2013

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL


Um artifício para desenvolver você e sua equipe

 

Você já ouviu falar em inteligência emocional? Sim, ela existe e é tão importante para nós, mulheres empreendedoras, quanto o “saber fazer” qualquer atividade que hoje faça nossa empresa acontecer.
O modelo de inteligência emocional foi concebido por Daniel Goleman e é baseado sobre o controle de nossas próprias emoções, sobre a autoconsciência e a busca do saber de nossos próprios sentimentos, e por que nos sentimos “assim ou assado” em determinadas situações. É como se fôssemos gerentes de nossas emoções. Mas, também é sensível sobre a forma como as outras pessoas estão sentindo, identificando as emoções da outra pessoa, e então finalmente conseguindo equalizar as emoções de uma equipe da melhor maneira para todos.
Parece um sonho, né? Mas, não é...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

LÍDERES SEM DESCULPAS




Na última semana, assisti uma palestra do consultor e médico Eugenio Mussak que me fez refletir muito, muito, muito... Eu não sei por que, mas de uns tempos pra cá eu tenho encontrado inúmeras pessoas que querem ser líderes, se dizem líderes ou foram nomeadas líderes de algum grupo. O tema parece estar cada vez mais na mente e desejo das pessoas. E toda vez que encontro um desses “líderes potenciais", eu sempre tenho que compará-los a algumas pessoas que convivi ou cujas histórias estão contadas em livros de histórias ou biografias de negócios. (Aliás, adoro biografias, mas isso é só um parêntese).
Alguns pessoas que chegam às posições de liderança fazem apenas aquilo que deve ser feito, conquistam resultados e são seguidas por alguns milhares. Outras vão além: deixam sua marca, apaixonam-se pelas suas idéias e trazem consigo outros milhões de outras pessoas.
Ser reconhecido líder ou substituir alguém que exerceu esse papel não é tarefa fácil. É quase uma eleição... Não adianta ser nomeado, sentar na cadeira e acreditar que as pessoas ficarão ao seu lado porque agora você é o "dono da bola".

quinta-feira, 22 de março de 2012

DEMITA COM RESPONSABILIDADE

 

NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO


Avaliações de desempenho, redução de custos, reinvenção, reestruturação, mudança organizacional, fusão e aquisição, privatização... Seja por causa da globalização, da crise ou do “bom humor do chefe”, processos como esses têm sido cada vez mais comuns no mundo corporativo e uma de suas consequências diretas implicam em um único caminho: demissão -  o processo mais temido de líderes e liderados.
Como a proposta do Lounge Empreendedor é auxiliar empreendedores e líderes na tarefa diária da gestão de suas organizações decidi abordar um lado dessa moeda... Ser demitido não é legal, mas por experiência própria, garanto que demitir também não é uma tarefa fácil. O único jeito é se preparar e encarar o momento com responsabilidade e da forma mais humana possível.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MOTIVAÇÃO E SUAS BASES TEÓRICAS

Fico muito feliz quando um post traz uma boa discussão e repercute positivamente em várias mídias e conversas de amigos.

Ontem o texto "A IMPORTÂNCIA DE MANTER A EQUIPE MOTIVADA", publicado no Estadão do último domingo, gerou uma boa conversa entre os meus amigos no Facebook.
Não resisti e por isso, trago para o Lounge Empreendedor um pouco mais sobre essa questão motivacional.

Priscilla de Sá
Mesmo sem se lembrar da fonte, Priscilla de Sá, uma querida amiga dos tempos de Cásper Líbero, me fez pensar sobre valores percentuais que demonstrem a importância do salário como fator motivacional às pessoas. "O salário é apenas 4% da motivação dos funcionários. Quando se trata de executivos, o percentual sobe para 9%."
Não tenho dúvidas de que dinheiro é fundamental, mas não pode ser a única variável para incentivar uma equipe. Salários altos não garantem motivação para todas as pessoas. É claro que se o salário for abaixo do mercado, a pessoa pode até se desmotivar, mas mantê-lo acima da média em troca da simples cobrança por resultados e metas não será garantidor de motivação.

Thereza Bukow
Assim como a Thereza Bukow, acredito que "por trás do salário precisa haver uma MISSÃO e uma CAUSA." O motor da motivação é o sentimento de pertencimento e o senso de propósito comum. Trata-se um processo endógeno que determina a intensidade, direção e persistência dos nossos esforços em prol de um resultado que precisamos desejar atingir. Não basta alguém nos mandar fazer!
Fiodor Dostoievski, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos, dizia que "o segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver." Justamente por isso, encontrar o que realmente desperta o desejo ou o "motivus" (do latim) nos membros das equipes é um desafio e tanto para qualquer gestor. Na verdade, a discussão de ontem me fez pensar sobre todos nós.

Patricia Eroles
Patricia Eroles, apresentadora de um programa de TV em Mogi das Cruzes, fez uma pergunta aparentemente simples, mas que pode ajudar muito a entender quem é quem em seu grupo de trabalho.
Agora eu pergunto:

"Vocês prefeririam ganhar 10 mil reais por mês, num ambiente profissional chato onde você não é reconhecido; ou preferiria ganhar 5 mil num ambiente de trabalho agradável???"

Só consigo responder essa questão tomando parte do aprendizado adquirido à partir de um estudo realizado por David McClelland que identifica três bases motivacionais.
Para ele, todas as pessoas têm necessidades secundárias adquiridas socialmente (realização, afiliação e poder) que vão além das necessidades anteriormente estudadas por Maslow. Tais necessidades apresentam níveis diferentes em cada um de nós determinando, assim, nosso padrão pessoal de comportamento.
Pessoas motivadas por realização são orientadas para tarefas, procuram continuamente a excelência, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao completá-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em direção a elas. Normalmente, têm uma ligação mais direta com a justa remuneração pelos resultados que obtém.
Indivíduos motivados por afiliação desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais próximos e pertencer a grupos. Cultivam a cordialidade e o afeto em suas relações e estimam o trabalho em equipe mais do que o individual. Nem preciso dizer que estes são os que preferem ganhar um pouco menos, mas com melhor qualidade nos relacionamentos.
Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influência sobre as decisões e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da dominação (poder institucional) ou do carisma (poder pessoal). Gostam de competir, vencer e estar no controle das situações. São super ligados aos seus "cargos" e status.
Você já parou para pensar onde você se encaixa?
Antes de entender como motivar sua equipe, que tal respeitar aquilo que motiva você?
Tenho certeza que em algumas situações você prefira realizar coisas, em outras adore competir e exercer o controle ou que em várias delas aprecie boas relações pessoais. Mas qual é a sua base motivacional preponderante?
Meu convite é que você reflita.
Empreendedores precisam trazer os melhores resultados para seus negócios. Conhecer a realidade de si mesmo assim como a de seus funcionários é a forma mais correta para motivá-los em prol daquilo que faça sentido ao bom desempenho de todos vocês.
E aí?!? O que motiva você?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DE MANTER A EQUIPE MOTIVADA


Nas palestras de gestão de pessoas que realizo, muitos empreendedores me questionam se aumentar o salário dos funcionários é uma boa estratégia de motivação. Não tenho dúvidas de que dinheiro é fundamental, mas nem sempre o salário é a principal variável para incentivar uma equipe.
Motivação está intimamente ligada aos significados e valores pessoais de cada indivíduo. É um fenômeno interno, não externo, e varia de acordo com as percepções e interesses de cada um. Para manter uma equipe motivada, o empregador ou líder precisa conhecer bem seus funcionários a fim de construir e oferecer significados reais a cada um.
O ambiente de trabalho, a falta de perspectivas de carreira ou de conhecimentos apropriados à sua função, processos mal estruturados, a falta de reconhecimento, problemas de relacionamento com o superior ou colegas são apenas alguns dos fatores para a baixa da motivação de um funcionário.
Motivação é conseqüência, e não causa.
Nas empresas, falta de motivação pode levar a problemas com absenteísmo, alta rotatividade e conseqüente não cumprimento das metas estabelecidas. Para mantê-la em níveis apropriados, é preciso que o empregador ou o líder dedique-se a conhecer profundamente sua equipe. Afinal, ninguém fica motivado por razões que sejam dos outros.
É preciso inspirar as pessoas a darem o melhor de si, a assumir riscos, a pensar de forma empreendedora e a libertar o potencial que possuem.
Seria tudo muito fácil se pudéssemos clicar com o botão direito sobre a equipe, selecionar a opção “Incrementar motivação”, e pronto. Mas a motivação é um processo, não um evento isolado. Medidas corretivas como qualidade de vida, liderança transformadora, planos de carreira e remuneração justa poderão ajudar a adequar o ambiente de trabalho, criar perspectiva de crescimento dentro da empresa e manter os funcionários mais motivados e produtivos. Entretanto, não servem como receita de bolo. O fermento para cada ingrediente está no líder ou empregador.
Ofereça seu tempo a entender as razões da desmotivação dos membros da equipe. Saná-las e evitar que o problema volte ou se dissemine para os outros funcionários pode parecer complicado, mas é o melhor caminho para garantir a produtividade da sua empresa.
Vale sempre lembrar que, em qualquer contexto, é melhor prevenir do que remediar. O custo da prevenção prova-se menor que a resolução em um nível grave de conflito ou em um afastamento médico prolongado. 
Prevenir a falta de motivação requer o desenvolvimento de uma visão sistêmica dos processos da empresa e das expectativas e talentos dos funcionários, uma real preocupação com o desenvolvimento de habilidades interpessoais nos membros das equipes e, em paralelo, o estímulo da busca por conhecimentos técnicos e de mercado.
Não tenha dúvidas de que o sucesso de qualquer empreendimento depende de uma equipe motivada. Pessoas com baixo astral trazem baixos resultados. Funcionários que “vestem a camisa” da empresa e se empenham para ver seu crescimento e melhorias a cada dia são essenciais para qualquer negócio. Por isso, empreendedores devem sempre se preocupar com o ambiente de trabalho. Pessoas desmotivadas podem anular o mais perfeito negócio.  Pense nisso!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno de Oportunidades
10 de abril de 2011

quarta-feira, 9 de junho de 2010

EMPRESAS APAIXONADAS


Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir. Traz um brilho diferente ao olhar e emoção para os pequenos gestos e ações.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, podem integrar a busca de um objetivo comum para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas todas coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
E não esquece que para deixar alguém apaixonado por você, é preciso que você apaixone-se primeiro. Olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada fará toda a diferença na gestão da sua empresa e também na sua vida!
Feliz Dia dos Namorados!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto adaptado para O Diário Empresarial de 11/06/2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

QUEM NÃO É ESPECIAL?


O Século XXI marca um grande movimento de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e por isso, a promoção de ações conjuntas entre a sociedade civil, poder público e empresas torna-se cada vez mais importante para que tenhamos “nossos” direitos assegurados. A primeira pessoa do plural não é apenas uma retórica, mas uma comprovação de igualdade, afinal quem de nós não é especial em algum momento?
Deficiência representa uma limitação física, sensorial ou mental significativa e não se confunde com incapacidade. A incapacidade de andar, subir escadas, ver ou ouvir é uma conseqüência da deficiência e deve ser vista de forma localizada, pois, não implica em incapacidade para outras atividades do dia-a-dia. Portadores de deficiência ou de mobilidade reduzida são detentores de talento profissional, derrubam barreiras preconceituosas diariamente e trazem competências diferenciadas para o mercado de trabalho como superação de problemas, dedicação, resiliência, criatividade e adaptabilidade.
A legislação brasileira tem avançado muito em relação à proteção dos direitos básicos das pessoas especiais. Temos leis que garantem sua acessibilidade (Lei n.º 10.098/00); seus direitos individuais e sociais promovendo sua integração social (Lei n.º 7.853/89); e também uma lei que estabelece uma cota mínima de vagas de trabalho, em empresas com 100 ou mais empregados (artigo 93 da Lei n.º 8.213/91).
É hora de cumprir a determinação de maneira eficiente, econômica e protegendo os interesses das pessoas e das empresas. Muitas empresas, apesar dos seus esforços, têm encontrado dificuldades para desenvolver projetos bem estruturados, que cumpram as exigências da Lei de Cotas. Elas esbarram nas discriminações do passado. Deficientes com freqüência eram excluídos, pela própria família, do ensino com qualidade e do convívio social e por isso, hoje não cumprem os requisitos dos planos de cargos e salários das empresas.
Sabemos que pessoas com deficiência podem exercer praticamente qualquer atividade desde que respeitadas suas próprias limitações, mas nessa fase de transição, encontrar mão-de-obra qualificada tem sido um desafio para as empresas. Ainda assim, de 2001 a 2005, o número de deficientes empregados no Estado de São Paulo saltou de 601 para 35.782, o que comprova o potencial dessas pessoas quando as empresas aprendem a localizar, contratar e treiná-las adequadamente.
O ideal para beneficiar empresas e profissionais com deficiência é a mescla de funções na abertura de vagas para contratação, já que existem profissionais iniciantes, em processo de qualificação, mas também existem profissionais superqualificados prontos a serem líderes e profissionais de sucesso.
Seja do tamanho que for, as empresas precisam assumir que além do compromisso em gerar valor aos seus sócios, devem ter responsabilidade com as questões ambientais, com os seus vizinhos e com a diversidade social. Combater o preconceito e eliminar as diferenças são exemplos éticos que qualquer um de nós pode adotar.

Veja um exemplo de pura competência e superação...
Você não daria emprego a eles?!?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
22 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUAL É A RELIGIÃO DA SUA EMPRESA?



"Os Santos não rezavam para Deus por instruções sobre o quê fazer. Os livros sagrados sempre foram muito claros sobre o quê era para ser feito. Mesmo assim, os Santos ajoelhavam todos os dias TODOS OS DIAS das suas vidas para rezar, e apesar das tentações diárias, eles conseguiam encontrar CORAGEM e FORÇA para fazer o quê era certo. O que você acredita não importa tanto quanto a maneira que você acredita e traduz essa crença em ações." Autor Desconhecido.

Querida(o) Amiga(o),

No princípio era o Verbo. Hoje é o Substantivo.

Imagine que todos os Seres Humanos que trabalham na sua empresa foram convocados para entrar um após o outro no confessionário do Big Brother, e responder a seguinte pergunta para o Brasil inteiro: Por que a sua empresa existe?

Qual seria a resposta de cada indivíduo?

Se cada Ser Humano que trabalha na empresa tiver uma resposta diferente para essa pergunta, você tem uma Cultura Corporativa.
Se TODOS os Seres Humanos tiverem a MESMA resposta para essa pergunta, você tem uma RELIGIÃO CORPORATIVA na sua empresa.

A palavra religião vem do latim religare que significa unir coisas para expressar uma mesma idéia. Unir pessoas diferentes que acreditam e agem sob os mesmos princípios. Muito mais do que uma Cultura Corporativa, todas as pessoas que trabalham juntas sob um mesmo teto, precisam de uma RELIGIÃO CORPORATIVA para se sentirem parte de algo muito maior do que elas mesmas e se apaixonarem pelo que fazem.

Enquanto houver uma cultura corporativa na empresa onde você trabalha, a prioridade será sempre o Substantivo.

Só haverá João, Maria, Produto X, Serviço Z, Escritório A, Escritório B, Fábrica C, Fábrica D, Cliente Legal, Cliente Chato. Só haverá pessoas egocêntricas que trabalham sozinhas como se fossem o centro do universo e o propósito de tudo. Desconectadas da visão, missão, valores, crenças e atitudes que poderiam beneficiar todo o grupo.

Enquanto não houver uma RELIGIÃO CORPORATIVA na empresa onde você trabalha, não haverá o Verbo. Não haverá Transformar, Renovar, Ser, Agir, Fazer, Acontecer, Amar, Evoluir, Revolucionar. Não haverá AÇÃO. Não haverá ALIANÇA.

Todos os dias, RELIGIOSAMENTE, em três diferentes horários, mais de vinte profissionais de diferentes departamentos de um grande jornal brasileiro, se reunem para discutir qual será a manchete da primeira página da edição do dia seguinte. Então por que nós não conseguimos nos reunir RELIGIOSAMENTE todos os dias em um mesmo horário para discutir sobre os resultados do dia de ontem?

Todo novo indivíduo contratado por uma das empresas mais admiradas do Brasil, é submetido RELIGIOSAMENTE, a um programa de integração que dura dois dias inteiros a respeito das crenças, atitudes e comportamentos esperados pela empresa. Esse programa de integração não é comandado por aqueles famosos vídeos corporativos com imagens vazias e músicas apoteóticas sobre o crescimento exponencial das vendas. O programa de integração é liderado pelo próprio Presidente e Vice-Presidentes da empresa, e o Indivíduo é proibido de iniciar em suas funções até que ele passe por essa integração. Então por que nós não conseguimos investir, RELIGIOSAMENTE, o nosso precioso tempo na iniciação de todo novo indivíduo que contratamos?

Todas as sextas-feiras logo após o almoço, RELIGIOSAMENTE, o Presidente de uma das maiores empresas do mundo, envia uma mensagem via e-mail para todos os seus funcionários, sobre a performance da empresa na semana que passou, as metas alcançadas, a evolução da visão estratégica da empresa, os desafios a cumprir na semana que se aproxima, além de sugestões para o final de semana. Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, manter TODAS as pessoas informadas sobre os nossos sonhos, certezas, incertezas e tudo aquilo que um dia foi considerado secreto?

Todos os meses, no quinto dia útil, RELIGIOSAMENTE, uma média empresa de São Paulo reune TODOS os seus duzentos funcionários para um "culto" a relevância, ao esforço e a criatividade durante o mês que passou. Histórias de sucesso e episódios engraçados são relembrados e trechos de filmes de cinema são mostrados para ilustar os valores que o Presidente e seus Diretores exigem que os seus funcionários vivam TODOS OS DIAS. Os Santos da Empresa, aqueles que fizeram acontecer no mês que passou, são homenageados! Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, celebrar TODOS OS MESES a vida que nós temos aqui?

A sua empresa NÃO PODE MAIS ser dirigida por uma Cultura Invisível! CHEGA DISSO!!!A sua empresa PRECISA ser liderada por uma RELIGIÃO VISÍVEL!

Enquanto não houver uma Rádio FM (RELIGIÃO CORPORATIVA) na empresa, você estará dando espaço para continuar a existir a famosa Rádio-Peão (cultura corporativa). Você está feliz com isso?

POR QUE A SUA EMPRESA EXISTE?!?!

Eu espero que não seja para vender preços imbatíveis e anos de experiência. O mercado tem bastante espaço para milhares de empresas que vivem sob essa cultura; mas o coração e mente dos clientes e funcionários tem espaço apenas para empresas que vieram para enriquecer o mundo com propósito e paixão.

É preciso AJOELHAR e REZAR TODOS OS DIAS!!! Nada menos que isso interessa.



Texto original do site:
http://www.bizrevolution.com.br/

quarta-feira, 17 de março de 2010

DEZ MANDAMENTOS DO GERENCIAMENTO DE PROJETOS


Acabei de receber de uma amiga um texto bem interessante sobre Gerenciamento de Projetos. Infelizmente, o e-mail não veio com o autor para que eu possa determinar corretamente os méritos, mas quero muito compartilhar com vocês (talvez muitos já tenham lido).

Os 10 mandamentos do Gerenciamento de Projetos

I – Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

II – Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

V – Não consumirás tua equipe. O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

VI – Buscarás apoio externo quando necessário. Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.

VII – Darás poder às tuas equipes. Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.

VIII – Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos. Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.

IX – Reconhecerás o sucesso. Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento – seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente – fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.

X – Não tolerarás gambiarras. Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O LÍDER DO FUTURO


Qualquer livro ou qualquer curso com foco no desenvolvimento de liderança da atualidade se propõe a aperfeiçoar a liderança servidora, a liderança transformadora ou a liderança seja lá qual for o adjetivo que você deseje utilizar.
Sem um esforço muito grande, você pode perceber que independente da palavra, o que ocorre muitas vezes é a repetição de velhos conceitos como se fossem coisas novas e a disseminação de práticas de sucesso como receitas de bolo a serem seguidas. Basta uma pitada de escuta ativa e uma xícara de comprometimento que a liderança está garantida.
Será mesmo?
Cada vez mais, pessoas e organizações estão percebendo que os antigos modelos de liderança e gestão não estão mais atendendo às suas necessidades e estão se voltando em busca de novos modelos que tragam uma forma mais eficiente de liderar pessoas e atingir resultados organizacionais.
Se liderança é a capacidade de influenciar e mobilizar as pessoas para atingir um objetivo comum levando-as a atingir também o melhor do seu potencial, acredito que o primeiro passo para o aperfeiçoamento de qualquer líder é que ele passe a liderar a si próprio. De que adiantam cursos e livros que ensinem a liderar o outro, se você não conhecer suas próprias competências e deficiências?
Por mais pronto que você se sinta, sempre haverá algo novo a descobrir, afinal quando você se torna líder deverá sempre buscar as mais completas soluções para o desenvolvimento das pessoas. E muitas vezes, pessoas completamente diferentes de você.
Por isso, o ponto de partida é o respeito incondicional pelo liderado enquanto ser humano. É nele que vivem todas as respostas e resultados que o seu time precisa. Se um líder acreditar que tem uma equipe medíocre, BINGO! Ela assim será! Mas se acreditar que tem uma equipe pronta a se desenvolver e atingir resultados de alta performance encontrará uma infinidade de possibilidades em suas mãos.
O líder do futuro obtém resultados positivos para a empresa e para a sua vida aproveitando e desenvolvendo o talento e a criatividade das pessoas.
E você simplesmente não consegue mobilizar talentos na base do chicote. Aquele chefe autoritário e carrancudo que era um verdadeiro “feitor” e não gestor de pessoas está com os dias cada vez mais contados. Isto porque esse estilo de liderança simplesmente não funciona mais – se é que algum dia funcionou. As pessoas não suportam serem destratadas; elas querem ser consideradas de acordo com seu próprio perfil de uma maneira efetiva, prática e desafiadora e precisam ser respeitadas em quatro dimensões essenciais para um bom rendimento profissional: física, mental, emocional e espiritual.
Se uma empresa quer atingir a excelência e se destacar perante a concorrência, precisará de líderes que entendam as pessoas e que contribuam para a diminuição da tensão comum em qualquer ambiente que haja relacionamentos, contribuindo para o aumento de sua própria qualidade de vida e deixando tempo para o que é efetivamente sua competência: foco em resultados e geração de valor para a empresa.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ALÉM DO HORIZONTE


Voltamos à rotina: aulas, trânsito e correria para dar conta dos vários papeis que se acumulam ao longo de um único dia! Somos capazes de ser pais, vizinhos, amigos, voluntários, líderes e liderados em apenas 24 horas. E tenho certeza que nesse momento você deve ter se lembrado de inúmeras outras responsabilidades.
Para não sucumbir e desanimar logo na primeira semana que tal pensar no futuro de uma forma diferente?
Calma! Não estou pedindo para que empresários virem futurologistas, mas que consigam realizar um bom planejamento dos cenários possíveis em suas vidas.
Planejar cenários prepara as pessoas para qualquer tipo de contingência desenvolvendo não apenas as tendências do presente como também construindo as imagens do futuro e, além disso, confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Sem dúvida, essa é a principal diferença entre um sábio empreendedor e apostador irresponsável, pois se você não conseguir detectar as possibilidades e dificuldades no futuro, tudo que estiver sendo feito no presente corre risco.
Se você não tem bola de cristal ou não consegue ler cartas do tarô, procure sempre manter em mente a possibilidade de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de aproveitar ou evitar as conseqüências da metodologia de planejamento de cenários. Pense que não existe um cenário mais provável. Prepare-se para todos! Se você cair na armadilha da probabilidade, estará fechando os olhos a vários novos atributos e possibilidades.
Alem disso, não se desespere! Leia muito, envolva sua equipe e engaje o maior número de pessoas para entender a dinâmica de seus vários papéis na construção de suas análises do futuro. Mais do que fatos, para uma adequada construção de cenários é preciso uma boa dose de percepções e se tentar fazer isso sozinho perceberá que, como qualquer ser humano, você pode se enganar em relação à realidade.
Tenha certeza que será fácil se você estiver disposto a estimular sua imaginação, criatividade e romper qualquer senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra enxergando além daquilo que está acostumado a ver.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

COMO ENCONTRAR UM BOM FUNCIONÁRIO


2010 chegou e certamente com o novo ano, vem o desejo de uma equipe produtiva e com competência para impulsionar sua empresa para muitas realizações e muito sucesso. É a hora de selecionar os melhores temporários para uma possível contratação ou de buscar no mercado novas pessoas que possam compor o seu time de trabalho.
A tarefa parece fácil, mas infelizmente a cada encontro com empresários ouço sempre a mesma história: “A contratação de pessoas qualificadas está cada dia mais difícil. Não sei dizer se o problema está onde busco as pessoas ou se é a qualificação dos candidatos que é baixa." Mesmo não sendo especialista em RH, o que percebo é que há uma soma das duas alternativas.
É claro, que para cada perfil de vaga é necessária uma ajuda diferente – você pode recorrer a headhunters ou agências, solicitar indicação de conhecidos ou encontrar em redes sociais, como Plaxo ou LinkedIn, as pessoas que atendam suas necessidades.
Para escolher a melhor alternativa, é preciso que você tenha clareza de qual é o perfil do funcionário que você procura: quais são as habilidades e conhecimentos necessários ao cargo, que atividades serão realizadas, que comportamentos você espera e como deve ser o encaixe da nova pessoa junto à equipe que você já conta.
Se buscar pessoas com espírito crítico, bem relacionadas, “antenadas” e, de alguma forma, ligadas a ramos com sinergia com a função para a qual você deseja um profissional, sua chance de errar será menor.
Lembre-se, ainda, que de forma geral, as pessoas saem de qualquer faculdade despreparadas. É uma triste realidade. Até mesmo os cursos técnicos ainda deixam a desejar quando o colaborador efetivamente passa atuar no mercado. Se optar por aqueles candidatos que freqüentaram universidades de primeira linha tende a se sair melhor, mas preciso dizer que se você se basear unicamente no currículo e no conhecimento, pode acabar demitindo essa pessoa pouco tempo depois em função de sua atitude.
Uma vez ouvi que somos contratados pelo conhecimento que adquirimos ao longo de nossas experiências, mas normalmente somos demitidos em função dos nossos comportamentos e atitudes. Portanto, pense nisso!
Submeta os candidatos à dinâmicas de grupo em que você possa analisar como ele se comporta em situações simuladas e em seguida, selecione os melhores para uma entrevista individual com você e mais alguma pessoa da sua equipe, afinal é com a equipe que essa pessoa vai se relacionar na maior parte do tempo.
Nessas conversas não busque os conhecimentos do currículo, mas analise o quanto o candidato é articulado e bem informado, se tem visão de negócios, se tem agilidade mental, se demonstra disposição para aprender e, mais que tudo, se parece ser “compatível” com o jeito de ser da sua organização.
E uma dica que comigo nunca falha: confie no instinto! Se tiver a mais leve dúvida com relação a alguém... é melhor deixar para lá! Busque outra alternativa, pois se a “química” não acontecer, você pode se arrepender.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
08 de janeiro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

LIDERANÇA TRANSFORMADORA


Quais os maiores desafios da gestão e liderança nos próximos anos? As empresas têm preparado seus líderes do futuro? Quais as competências essenciais ao novo perfil de liderança?
Perguntas como essas revelam importantes dilemas que o tema da liderança provoca e as respostas só podem ser encontradas no exercício das relações com as pessoas, desde os nossos pais, professores, chefes e subordinados.
Para que você seja um bom líder é preciso antes de tudo gostar de pessoas. Gostar de ouvir, de ajudar, de desenvolver pessoas diferentes de você. Quando você se dedica a desenvolver pessoas, contribui para o aumento de suas competências, levando-as a uma maior autonomia ao mesmo tempo em que cria um ambiente motivador, com pessoas com melhor auto-estima e maior capacidade de realização, afinal sentem-se responsáveis pelo escopo das tarefas que lhe são destinadas.
Além disso, líderes são os grandes responsáveis pelo atingimento das metas de uma empresa. Tenha uma crença sólida de onde pretende chegar e oriente sua equipe pelo melhor caminho. Acompanhe as metas sistematicamente, tome medidas corretivas ou até mude o rumo das suas decisões, mas mantenha o alinhamento com o seu time.
Seja otimista! Ninguém segue pessoas pessimistas. Não estou querendo dizer que você deva ser um tolo e acreditar em um “mundo cor-de-rosa” que certamente não existe, mas ao se deparar com um problema, assuma a postura de solucionador e não lamente. Problemas são desafios à sua criatividade!
Tenha coragem e saiba os melhores momentos para utilizá-la. Toda decisão está repleta de riscos e muitas vezes o medo acaba paralisando você no momento em que sua equipe mais precisa de uma direção. Lembre-se que a coragem não é a ausência do medo, mas sim a habilidade de confrontá-lo. Para se sentir mais seguro, prepare-se incansavelmente.
Líderes nunca estão totalmente prontos e necessitam treinar, praticar e se desenvolver cada vez mais. Só assim você estará pronto a desenvolver os outros. Numa importante decisão comercial que você necessite tomar, simule as variáveis, treine as melhores opções e avalie os riscos e o medo. Se o seu medo se confirmar, desista ou parta para superá-lo.
Se optar em superá-lo, trabalhe sempre em equipe. Quando você chega a uma posição de liderança é muito fácil (e perigoso) que se torne egoísta. A sensação de ser importante pode te levar à individualidade, mas nunca se esqueça que sua equipe é o seu suporte e deve participar das decisões que auxiliarão a todos a chegar aos objetivos da sua empresa. Por isso, componha uma equipe com competências diferentes e complementares para que o todo supere a soma das partes.
E por fim, comunique-se com o coração, a alma e a crença de que todos têm em si mesmo todas as possibilidades para que atinjam o sucesso. Você é apenas um facilitador.

Coluna publicada no Diario Empresarial
04 de dezembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

12 anos de CONQUISTAS!


Não posso deixar de utilizar o espaço dessa semana para compartilhar minha alegria e realização pessoal em gerenciar uma unidade no SEBRAE-SP em Mogi das Cruzes há mais de 3 anos. Um escritório que chega aos seus 12 anos sempre trabalhando em prol do fortalecimento das micro e pequenas empresas e do fomento à cultura empreendedora e da inovação.
Diariamente, convivemos com o sonho de pessoas que têm o desejo de evoluir! Evoluir no conhecimento que possuem, evoluir como empresários, evoluir como cidadãos que contribuam para o desenvolvimento e crescimento local.
É uma missão desafiadora, mas ao mesmo tempo gratificante!
Hoje, atuamos com todos os setores da economia respeitando nossas vocações e potencialidades. Nossa equipe tem a missão de interagir intensamente com nossos clientes e ampliar e fortalecer nossa rede de parceiros na busca de resultados que transformem o ambiente empresarial para multiplicar a geração de emprego e renda.
No Alto Tietê, a micro e pequena empresa corresponde à 97% do total de empresas formalizadas (cerca de 54.000 empresas) e gera 56% dos postos de trabalho. E esse número tende a crescer mais e mais.
Por isso, inovar é o nosso principal desafio! É preciso trabalharmos com excelência em todos os níveis, sermos éticos, verdadeiros e estarmos prontos às novas cobranças do mercado que torna nosso cliente cada dia mais exigente.
Desejamos unir o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que resultem em uma efetiva vantagem competitiva sustentando os pequenos negócios como principais atores do processo de desenvolvimento local e regional.
Queremos, nos próximos anos, sensibilizar o empreendedor sobre o seu papel nas questões de responsabilidade social e ambiental e auxiliá-lo no desenvolvimento de uma visão de longo prazo que aborde aspectos de integração de ações, formação de equipes, gestão do conhecimento, inovação, abertura de novos mercados e motivação.
Desejamos que cada empreendedor encontre as raízes de seus sonhos e assuma um processo gerencial que equilibre de forma dinâmica suas empresas e o desenvolvimento de nossa região, transformando sonhos em ações verdadeiras! Afinal quando temos um objetivo, não basta buscar realizá-lo, é preciso dar o seu melhor sempre!
E assim, foram esses últimos 12 anos: muitas pessoas dando o melhor de si a vocês, empreendedores.
Consultores que se dedicam de coração ao fortalecimento do agronegócio e dos empresários rurais, fomento ao crescimento industrial, dinamização dos setores de comércio e serviços, valorização da cultura, artesanato e do potencial turístico regional. Isso resume um pouco do jeito de ser SEBRAE-SP! Pessoas que buscam inovar para crescer. Empreender para transformar!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 07 de novembro no MogiNews

terça-feira, 18 de agosto de 2009

COLOQUE PAIXÃO NA SUA EMPRESA!

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa".
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Volte-se então para sua equipe... Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem... Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.
Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na revista Arena Empresarial
Edição 02 - março/2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SUCESSO EMPREENDEDOR


Muitas pessoas chegam até o SEBRAE/SP querendo saber quais são os segredos para ser um empreendedor de sucesso. Apesar de não existir um perfil único que determine um empreendedor de sucesso, há uma série de características que são bastante comuns e quanto mais dessas habilidades estiverem presentes no seu negócio, melhor.
De forma geral, o empreendedor deve ter visão, iniciativa, saber planejar suas ações e gostar do que faz, além de conhecer muito bem o mercado em que pretende atuar. Ser curioso, questionador e estar atento às oportunidades que surgem - sejam de negócios, tecnologias ou inovações - são outras características importantes.
Ter uma boa rede de contatos, ter disposição para assumir e calcular riscos, aceitar e reconhecer erros, ser perseverante, autoconfiante e otimista completam o perfil ideal de um empreendedor de sucesso.
Ser empresário hoje está longe de ser o empresário de cinqüenta anos atrás quando uma empresa prosperava quase que naturalmente. Iniciar e conduzir um negócio não é simples, mas mantê-lo será ainda mais desafiante. As dificuldades surgem a todo o momento e a atitude frente a essas dificuldades será determinante para o sucesso do negócio. Num cenário cada vez mais competitivo não existe mais espaço para amadores, somente os profissionais terão “um espaço ao sol”.
E ser profissional envolve além do comportamento empreendedor, o conhecimento das competências técnicas que envolvem o “fazer acontecer” do seu negócio: comercialização, vendas, atendimento, produção, qualidade, otimização dos recursos, controles financeiros, formação de preços, logística e distribuição.
Você pode estar pensando: “ser empreendedor é ser quase o super-homem!”
Calma! Nem todas essas qualificações precisam estar em uma única pessoa. É claro que quanto mais, melhor; mas não significa que não tê-las irá fadar o seu negócio ao fracasso.
Além de poder desenvolvê-las através de treinamentos, procurar sócios, parceiros ou bons funcionários que tenham essas características ou conhecimentos é uma boa opção. Quando pensar em compor o seu quadro de trabalho, pense em pessoas que sejam complementares em seus perfis, formando um time que jogue pelo melhor desempenho do negócio.
Escolha pessoas competentes que tenham a capacidade de trabalhar em equipe e uma ótima comunicação entre si, afinal não há dúvida de que a comunicação é uma necessidade vital de qualquer sistema e através dela aprofundamos conhecimentos e intensificamos as relações entre as pessoas e a empresa. Quando todos se sentem parte da empresa e sabem que suas competências contribuem para o resultado, as chances de seu empreendimento se tornar um sucesso serão muito grandes.
Ana Maria Magni Coelho
Agosto / 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

CONFIE EM ALGUÉM ALÉM DE VOCÊ MESMO



Esse foi um artigo publicado no início do ano.
Um texto muito apropriado para aqueles momentos em que saimos de férias e deveríamos desligar da nossa atividade...
Como estamos em julho e talvez, muitos de vocês ainda estejam em férias, achei que fosse interessante compartilhar.

Quantas vezes, no meio do seu dia de trabalho, você se pegou pensando: “só eu posso fazer isso. Ninguém conhece esse processo melhor do eu”.?!?
Crescemos inseridos em um processo de aprendizagem que nos ensina a ser importante, ser insubstituível. Depois as empresas crescem e vão ensinando uma pessoa a fazer o que duas faziam antes, depois três, vinte. É assim que um vendedor se torna uma força de vendas!
Você até pode fazer bem o seu trabalho, mas você pode impedir o crescimento da empresa se continuar fazendo tudo sozinho. É preciso sair da frente, deixar que mais alguém aprenda as coisas com você.
Para que você mesmo possa crescer e para que a sua empresa possa se desenvolver é preciso que “você prepare novos vocês”. Confie em seu par, em seu assistente, em toda a sua equipe.
Imagine que um dia você mereça férias! (Calma! É só uma idéia!)
A empresa não pode parar. As pessoas que você mesmo contratou não merecem sua confiança?
Pode ser que nesse período a empresa funcione de maneira diferente. Eles podem ler e-mails de tarde e não de manhã, retornar as ligações após o almoço e não ao final do dia como você, mas talvez essa nova rotina traga com ela, novos clientes, novos processos, novas formas de fazer certo aquilo que você sempre fez certo também.
Não é fácil abrir mão, delegar o que temos de funções mais importantes, especialmente quando você é muito bom naquilo que faz e quando a empresa vem apresentando resultados positivos. Mas comprometimento tem limite. Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa? Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade e conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante.
Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, têm noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de descansar, de assumir novos desafios ou até de partir para outra empresa.
Conviva com pessoas com talento. Se puder, traga-as para a sua equipe. Motive-as. Desafie-as. Faça-as progredir. O que elas ainda não sabem, vão aprender. Continue fazendo o seu trabalho ou tocando a sua empresa de forma competente, mas prepare também as pessoas libertando-se para fazer a empresa crescer, capacitando as pessoas para que um dia possam substituí-lo e deixando o caminho livre para uma promoção ou para você se dedicar às coisas mais rentáveis, ou talvez a abrir outro tipo de negócios para explorar no futuro.
É preciso confiar e acreditar que a empresa vive sim... e pode até ser melhor quando você não estiver por lá!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 24 de janeiro de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

EM ÉPOCA DE CRISE, MOSTRE A SUA CARA!

Essa semana, iniciarei no blog a publicação dos meus artigos já editados aqui na região... Como o blog nasceu depois da minha contribuição como articulista por aqui, tenho vários textos em arquivo que ainda não compartilhei com vocês...

Então vamos lá... Esse texto foi publicado em novembro de 2008:

Antes de iniciar o artigo dessa semana, preciso esclarecer que não sou corinthiana, mas como boa são-paulina que sabe o que é vencer e reconhece no adversário suas características fundamentais, tenho que valorizar a “sacada” genial da área de marketing do timão ao lançar uma camisa que literalmente tem a cara do torcedor e do time que fez a equipe com garra voltar à primeira divisão do campeonato brasileiro.
Mas você que lê esse artigo agora, deve estar se perguntando: “onde a Ana quer chegar?”. Eu explico.
A história é bem simples. Enquanto muito se fala em crise, os pequenos negócios precisam buscar alternativas para não se paralisar. Ainda não é possível saber com qual dimensão a turbulência econômica mundial chegará aos pequenos negócios no Brasil, mas com certeza já percebemos que não ficarão imunes a ela.
Como os fundamentos econômicos do país se fortaleceram nos últimos anos, espera-se que os efeitos não sejam demasiados fortes, mas não há garantias sobre isso.
Por isso, vender deve ser a prioridade número 1 dos empresários!
Seja criativo em todas as formas de atrair clientes e de influenciar as suas decisões de compra. Tenha a sua própria “sacada” genial!
Valorizar a equipe e o cliente não só fideliza, mas também traz maior identificação do público com a sua empresa e pode gerar bons resultados futuros. Afinal, aposto que todos já ouviram que é sempre mais vantajoso manter o cliente e o seu atual time trabalhando do que conquistar novas pessoas.
É preciso, ainda, inovar! Encontrar formas inovadoras traz um diferencial para o seu negócio num cenário tão adverso como o atual, e isso pode estar em atitudes simples que não envolvem grandes investimentos financeiros, mas que com criatividade causarão um impacto extremamente positivo, cabendo perfeitamente no orçamento do seu negócio.
Tenha produtos diferentes, difíceis de serem copiados pela concorrência; estimule a presença do cliente na sua empresa e atenda bem, porque certamente se o cliente não for bem tratado, não irá voltar e irá reclamar do “técnico” para o resto da torcida.
Além disso, mantenha seu time treinado, motive seus funcionários para que saibam o quanto é importante tratar bem um cliente. Busque incentivar a sua equipe através de bonificações diferenciadas de acordo com o resultado que tiverem. Se todos virem que irão lucrar com o bom desempenho do estabelecimento, ficará mais fácil obter resultados positivos.
Rixas futebolísticas à parte, vale notar o exemplo alvi-negro quando o assunto é cativar o público. Coloque o seu time em campo e boa sorte!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no DAT em 29 de novembro de 2008

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ADEUS CHARLIE BROWN

Quem nunca se inspirou em Charlie Brown, personagem do desenho animado do Snoopy, para demonstrar sua frustração no ambiente de trabalho que atire a primeira pedra.
Todo profissional sabe que, às vezes, a sensação de esgotamento com relação ao cotidiano das organizações beira o limite do suportável e então a situação “mas que puxa!” parece tornar as coisas ainda mais difíceis.
Quando falta motivação, as pessoas passam a relacionar o trabalho com uma questão de dureza e de complicação, quando na verdade ele deveria ser visto com satisfação e alegria. E pior: essa sensação pode vir acompanhada de intolerância, desencadeando brigas e discussões entre as equipes.
Poderia enumerar diversos fatores responsáveis em deixar nossos colaboradores sem energia, ausência de férias, problemas de saúde ou de relacionamento, mas a falta de motivação é um problema singular e subjetivo que envolve o profissional e a gestão de sua vida e sua carreira.
Para encontrar a tal motivação responda à pergunta: seu trabalho te dá significado?
Uma pessoa que gosta do que está fazendo é naturalmente motivada. Pense nas crianças... Você não precisa motivar crianças! Elas já acordam super motivadas porque o dia é emocionante para elas, sempre há um novo aprendizado.
No ambiente organizacional, o termo motivação nos remete a duas idéias diferentes, mas relacionadas. Do ponto de vista do indivíduo, a motivação é um estado interno que conduz à busca de objetivos. A motivação pessoal afeta a iniciativa, a direção, a intensidade e a persistência de esforço. Um trabalhador motivado segue em frente, concentra os esforços na direção correta, trabalha com intensidade e mantém o esforço. Já do ponto de vista do líder, a motivação é o processo de fazer com que as pessoas persigam objetivos e atinjam resultados que auxiliem a organização. Os dois conceitos possuem um importante significado em comum. A motivação é o dispêndio de esforços para atingir resultados.
A simples análise do termo nos ensina que motivação é termos um motivo para agir (motivo + ação = motivação!). Ora, então é muito simples, afinal cada um de nós está cheio, pleno de motivos!
Mas quais seriam os motivos comuns em uma equipe? O grande desafio do líder é fazer com que cada pessoa crie os seus motivos para lutar por um objetivo comum e criar um ambiente em que as pessoas estejam realmente compromissadas umas com as outras para somarem esforços e, assim, conseguirem alcançar suas metas.
Hoje as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham, constroem um estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Só isso já deveria mantê-las motivadas a se dedicar ao máximo às metas dessa organização, mas o desafio da motivação abrange muitas formas complexas do comportamento humano.
Seria ótimo se pudéssemos colocar tais complexidades do comportamento humano e a dinâmica organizacional dentro de um tubo de ensaio e num simples instante entendêssemos todas as suas variáveis criando uma atmosfera de motivação e respeito mútuo.
Acho engraçado quando as pessoas me perguntam se o SEBRAE-SP tem algum "curso de motivação pessoal”, pois não consigo enxergar meios de motivar as pessoas através de uma receita pronta e padronizada, uma frase ou uma história bonita. Motivação é um processo, não um evento isolado onde se aperta um botão e pronto...
Os principais aspectos da motivação para realização envolvem o auto-conhecimento e enfatizam a prontidão de uma pessoa para confrontar-se com um desafio e lidar adequadamente com ele, aceitar sua responsabilidade pessoal entendendo o impacto sobre responsabilidade partilhada, calcular riscos, resolver problemas e satisfazer necessidades, sejam elas fisiológicas, fundamentais à existência, de segurança, sociais, de estima ou de auto-realização.
Quando você contrata alguém para a sua empresa, normalmente esta pessoa entra naturalmente motivada, disposta a contribuir, rezar o terço da organização e com grandes expectativas de crescer. Isso porque percebe que suas necessidades foram atendidas, afinal ou ela estava infeliz no seu trabalho anterior ou estava desempregada.
Mas então, a falta de perspectiva de futuro, uma rotina enfadonha do trabalho, a falta de reconhecimento e, até mesmo, a falta de conhecimento da empresa onde passa a trabalhar começam a transformar a forma como essa pessoa se relaciona com a empresa.
Lembro-me de uma das formações da seleção brasileira de futebol que fazia referência ao “quadrado mágico”. Lá não deu grandes resultados, mas para um bom ambiente que inspire a motivação das pessoas nas organizações acredito no meu próprio quadrado mágico: respeito, comunicação, transparência e feedback.
Esse é o desafio de qualquer liderança, reforçar continuamente os comportamentos e as atitudes positivas dos funcionários através do respeito, comunicação assertiva, transparência e feedback.
Manter a motivação em alta não é fácil e exige a mesma atenção que damos ao caixa das nossas empresas; mas se, ainda assim, os Charlie Brown sobreviverem é a hora de procurarem outros desenhos a estrelar!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na Revista Arena Empresarial
Edição 03 - junho/julho 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DA COMPETIÇÃO À COOPERAÇÃO


Aparentemente contraditórias, essas palavras têm coexistido nos relacionamentos organizacionais recentes. Ao pensarmos na cooperação, o pronome “nós” prevalece ao pensamento individual, mas tanto cooperação quanto competição são formas de “com-vivermos” com o mundo com crenças, comportamentos, estilos e práticas sociais diferentes.
O mercado de trabalho moderno tem dado grande valor à capacidade das pessoas trabalharem em equipe, o que não significa dividir um mesmo espaço.
Cooperação vai além: requer relações de respeito mútuo, tolerância, diversidade e, conseqüentemente, um processo de negociação constante para obtenção de resultados que proporcionem vantagens para todos, reconhecendo que cada membro de um time depende dos outros para sobreviver.
Assistimos a infinitos jogos de poder, resultados de uma competição desenfreada: a lei de Gerson, passar a perna, olho gordo, briga de galo são expressões populares da competição. A possibilidade de dominar, de usar a criatividade a serviço de si próprio, da espionagem, de trapaças e de dissimulações traz um lado muito pesado ao comportamento competitivo nas organizações.
É verdade que, em alguns momentos, a competição nos estimula à aprendizagem, mas talvez isso deva ficar no ambiente dos esportes e não em nossas relações de trabalho, onde a maior competição deveria ser a de vencer a si mesmo e não ao outro.
Esse é o mundo que vejo se construir e prosperar... Um mundo em que ser melhor a cada dia pode ser um fator de cooperação, afinal se eu busco melhorar, melhoro também o time ao qual eu faço parte.
Hoje vemos parcerias inconcebíveis há uma década atrás: carroceria de uma empresa equipada com motor de outra, grandes blocos econômicos sendo substituídos por esforços de cooperação, cooperativas dando oportunidades à diversas pessoas para escoamento de suas produções... Isso sem contar as inúmeras redes de pessoas cujo objetivo é, através da cooperação, evitar a destruição da vida no planeta e preservar o meio ambiente.
Acredito muito nesse novo modelo, e com muita “paz-ciência” espero ver um mundo em que o trabalho em equipe efetivamente transcenda as salas das empresas e traga o verdadeiro sentido de solidariedade, cooperação e ganho para todos, em real “comum-unidade”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009
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