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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A REGRA É CLARA: FAIR PLAY

Em tempos de preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, a questão da honestidade e ética na preparação dos campeonatos tem sido pauta desde os mais sofisticados encontros de gestores até conversas entre amigos no elevador ou na mesa de bar.
É claro que além da transparência esperada na preparação da estrutura, o esporte traz para as empresas inúmeras analogias: bater recordes, compor times de trabalho, ter jogo de cintura, jogar limpo (ou sujo) nos processos. 
Associar sua empresa a atividades esportivas pode melhorar o comprometimento da equipe, rejuvenescer a marca, aumentar as vendas e/ou ampliar a força da sua imagem. Especialistas afirmam que se o conceito de “fair play” for aplicado no ambiente de trabalho, sua empresa só tem a ganhar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CROWDSOURCING


Imagine que sua empresa necessite desenvolver para um novo cliente um projeto específico, que além de boas idéias e dinheiro, vai requerer tempo - algo cada vez mais escasso e, por isso, valorizado no mundo corporativo. Sem poder perder o cliente, mas também sem possuir todas as condições para apresentar uma solução rápida e funcional para quem contratou seus serviços lançando mão apenas de sua equipe, bate o desespero. O que fazer? Como desenvolver um projeto com qualidade e preço justos no tempo esperado?
Como nem todo empreendedor nasce sabendo, essa pode ser a hora de lançar mão sobre uma nova modalidade de gestão: o crowdsourcing. O nome ainda soa meio estranho por aí, mas, dentro em breve, será tão popular quanto o celular, afinal essa alternativa tem feito a diferença para muitas empresas que atuam na vanguarda da gestão de seus negócios.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VERDADEIRO TRABALHO EM EQUIPE


A busca da excelência profissional exige gerenciamento das equipes de trabalho visando uma performance cada vez melhor de suas relações interpessoais bem como de seu aprimoramento profissional.
O dilema de encorajar as pessoas a brilhar em atuações “solo” e também construir uma equipe de alto desempenho requer uma gestão ágil e inteligente. Enquanto a maioria das empresas tem como norma o compromisso com o trabalho em equipe, muitos sistemas de gestão e recompensa de desempenho ainda estão focados nas contribuições e competências individuais, o que inadvertidamente pode minar o trabalho em equipe.
Talvez seja esse o verdadeiro enigma da liderança: manter o grupo envolvido e motivado, mesmo nas situações de adversidade, e estimular as contribuições individuais para a obtenção dos melhores resultados organizacionais e para a manutenção de um ambiente favorável e positivo para todos.
Parece simples, mas essa construção requer um ingrediente essencial, mas muito escasso atualmente nas empresas: tempo.
A alta rotatividade dos profissionais, a preocupação com sua empregabilidade e a pressão por resultados rápidos têm reduzido a quantidade de tempo disponível para as pessoas estabelecerem relações de confiança em equipe. Um grupo precisa de tempo para se conhecer e adequar suas forças e fraquezas individuais em benefício da empresa.
Por isso, investir no desenvolvimento da equipe de trabalho vai além do aprimoramento de suas competências profissionais, envolve estímulo a processos de comunicação eficaz, participação, respeito às diferenças, troca de feedback, interdependência e cooperação garantindo a construção de um clima de reciprocidade.
O verdadeiro trabalho em equipe implica em conhecer o papel de cada um, a dinâmica de funcionamento das tarefas, as motivações coletivas e individuais, os acordos de convivência, o grau de autonomia e finalmente, como são as relações interdependentes.
O que mais vejo nas organizações são pessoas que trabalham juntas, mas não em equipe. Grupos existem, mas equipes ainda são raras, embora ostentem essa denominação com freqüência.
Para transformar seu grupo de colaboradores em uma equipe real auxilie-os a perceber sua própria forma de operar e procure orientá-los a resolver os problemas que afetam seu dia-a-dia. Esse processo de auto-exame e avaliação deve ser contínuo, em ciclos recorrentes de percepção dos fatos, planejamento e implementação de ações, resolução de problemas e avaliação.
Não basta uma pomposa mudança de título ou de rótulo no organograma. Trata-se de uma mudança concreta na forma de agir, bem como nos planos, esforços e resultados para a modernização da empresa. Equipes reais têm envolvimento e cumplicidade em torno das metas que necessitam atingir.
Como dizia Henry Ford, ao falarmos em pessoas lembremos que "reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é o sucesso."

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
02 de setembro de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

NATUREZA QUE ENSINA


Ninguém pode viver isolado. A natureza nos ensina que essa é uma lei que vale para todos. Algumas flores, por exemplo, precisam de ajuda de insetos para disseminar seu pólen e outras plantas precisam dos animais para disseminar suas sementes e assim assegurar a sobrevivência de uma espécie.
A experiência humana, por sua vez, passa pelo mesmo processo. É na troca constante e continua uns com os outros que nos desenvolvemos. Observando comportamentos, corrigimos erros, acertamos diálogos, crescemos como indivíduos e nos desenvolvemos como espécie.
O isolamento provoca o distanciamento do outro e a sensação perigosa de "não pertencer". Não significa que precisemos viver relacionamentos grudentos e simbióticos o tempo todo. Este é o outro lado da margem do rio da vida, um extremo também perigoso.
Somos tribais, precisamos do grupo, do apoio, dos momentos de troca e conversa. Os erros e acertos encontrados na vivência do dia-a-dia, os conflitos gerados por diferentes opiniões são muito importantes para a construção daquilo que somos ou do que queremos ser em nossas vidas e profissões.
Assim como na natureza, no mundo dos negócios esta não é uma tarefa fácil. A competição é enorme e a maioria das estratégias utilizadas para atrair o cliente ou reter talentos é similar, senão idênticas. A questão é como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo.
A evolução tecnológica da era pós-industrial representa a transformação da riqueza física, baseada na terra e nos bens de produção, em ativos intangíveis, nas pessoas e seus relacionamentos. Neste sentido, ganhou significado patrimonial não só a marca, mas também os domínios, as tecnologias, as licenças etc. E com isso, uma série de mudanças comportamentais e de postura ocorreram.
O ambiente de negócios se transformou, principalmente com a inversão da cadeia de produção, com um modelo de logística reversa, sem estoques, com terceirização de pessoas, processos e até operações. Será que nesse oceano, ilhas completamente deslocadas de seus continentes se manterão saudáveis?
Se você for uma ilha com competências totalmente deslocadas daquelas necessárias à sua empresa (continente) certamente será mais difícil manter sua produtividade e motivação. Pense na qualidade do néctar que vem polinizando e, principalmente, na forma como ele será oferecido.
A natureza pode ser uma grande mestra. Espalha suas lições em cada folha, no colorido das flores, dos insetos e dos animais e mostram em silêncio a complexidade de suas interdependências, como deveria ser nas empresas e seus relacionamentos profissionais e pessoais.
A sobrevivência das espécies passa pela cooperação de uma com as outras e na percepção apurada daquilo que muitas vezes os olhos humanos não conseguem captar.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
14 de agosto de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SEMENTES DO BEM


“O que você está fazendo para mudar o mundo e contribuir para uma sociedade mais consciente e integrada?” – Se você buscar responder essa pergunta como a um mantra, talvez ela incomode, mas se você acreditar que já contribui pagando seus impostos, talvez nunca tenha pensado em ser voluntário para o mundo que deseja deixar no futuro.
Ser voluntário é encontrar meios espontâneos e legítimos, derivados de sua própria vontade para doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse sociais e comunitários. Vai além de pagar impostos, é ser cidadão na essência do direito e dever de fornecer condições fundamentais à vida dos iguais e dos diferentes a você.
Durante 11 dias, nossa cidade vive uma típica demonstração da capacidade produtiva que o voluntariado organizado pode gerar. A Festa do Divino vai além da manifestação de cultura e fé; os festeiros, devotos e todas as pessoas envolvidas na programação religiosa e na quermesse são a prova de que quanto mais se dá, mais se recebe também. Comprovam que ao compartilharem seu tempo, seus conhecimentos e suas aptidões, não ficam sem eles! Pelo contrário, evoluem e aprimoram suas próprias competências.
A questão fundamental do voluntariado em qualquer segmento é descobrir quais seriam as melhores oportunidades para utilizar suas próprias habilidades para conquistar o bem do próximo. Contar histórias? Servir alimentos? Defender o meio-ambiente? Cuidar de enfermos? Se a ação é espontânea, é você quem escolhe o que fazer e quanto tempo está disposto a dedicar por dia, mês ou por ano. O importante é assumir o compromisso com aquilo que poderá cumprir.
Pense nas escolhas como sementes, que penetram profundamente e fecundam o cérebro criando novos pensamentos e convicções. Boas ações constroem uma nova realidade, cristalizam emoções, modelam atitudes e condicionam decisões.
Não seria esse o novo modelo de uma economia mais equilibrada e de uma sociedade mais justa? Uma economia de mercado em que cada qual se mede pela dedicação que tem em relação ao outro? Uma economia do altruísmo?
Tenho certeza de que é possível gerar valor, criar empresas e garantir rentabilidade sob essa nova perspectiva. Pessoas melhores, certamente criam empresas melhores.
Dar atenção ao capital humano, ao conhecimento, as experiências e competências das pessoas é fundamental para a concretização de melhores resultados. O reconhecimento de um ideal, criar uma sociedade mais justa e equânime, ter a capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, generosidade e o sentimento de pertencer a algo são valores intangíveis que constroem projetos, empresas e comunidades mais conscientes e sustentáveis.
Agir localmente pode influenciar globalmente. Vivemos tempos de união! Nunca é tarde para começar!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Diário Empresarial – 21 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CONSÓRCIO DE TODOS NÓS!


Diante das transformações que agitam as relações de competitividade global, não só as empresas, mas também os municípios se veem impulsionados a vivenciar situações novas e inusitadas. Um novo modelo de economia traz aos municípios a responsabilidade por modernizar-se para atrair mais possibilidades de investimentos e também soluções que permitam conciliar a proposta de crescimento econômico com desenvolvimento regional.
Consórcios intermunicipais ou qualquer forma de gestão compartilhada, têm sido uma alternativa para atender essa nova demanda, promovendo desenvolvimento humano, incentivando a atividade econômica, gerando empregos ou fomentando o empreendedorismo em esferas que transcendem os limites (dos próprios) territoriais, que acabam sendo pequenos demais para controlar e dirigir todos os interesses econômicos, sociais e as identidades culturais de uma região.
Em áreas específicas como infra-estrutura, meio-ambiente ou saúde, os problemas entre as cidades estão de tal forma entrelaçados que os governos municipais precisam encontrar instrumentos operacionais que lhes permitam um maior rendimento de seus próprios esforços sem dispersão de recursos, sejam eles humanos, materiais ou até mesmo naturais.
Quantas vezes já ouvimos que precisamos resolver a questão dos resíduos sólidos? Ou que precisamos cuidar das vias de acesso? Ou que não possuímos mais espaço para a expansão industrial?
Essas são questões para as quais não adianta “brigar” sozinho... Assim como em nossas casas ou em nossas empresas, quando um vizinho tem um problema, os impactos certamente poderão interferir em “nosso próprio quintal”. Então, ao invés de disputar soluções, que tal buscar um caminho que seja menos oneroso e mais eficiente para todos?
Vivenciamos na última quinta-feira um momento histórico no Alto Tietê: a Consolidação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.
Um momento que não pode ser apenas uma fotografia, mas um belo filme em ação, cujo roteiro será definido a partir de um adequado processo de planejamento que conte com escolhas estratégicas que, de forma integrada, facilitem a definição de prioridades, metas e propósitos de longo prazo que atendam toda a região numa agenda política que pense o desenvolvimento de forma sustentável.
E vale lembrar que planejamento não é só reflexão, mas também formulação de planos, programas e ações que possam efetivamente articular as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e cidadãos.
Todos somos protagonistas desse filme! Cada um de nós, com direitos e deveres, podemos contribuir olhando para os aspectos simples de nosso bairro, cidade, comunidade e agindo naquilo que está ao nosso alcance. Afinal, quem não participa deixa aos outros a decisão de seu futuro.
O consórcio é dos municípios, mas a responsabilidade é de todos nós!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
01 de maio de 2010

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?
Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro

domingo, 4 de outubro de 2009

PARABÉNS A VOCÊS!!!


Um mês inteiro destinado aos empreendedores... É isso o que estamos vivendo no mês de outubro!
Empreendedorismo, que além de poder ser direcionado para o negócio ou para o social, pode se configurar em outras faces, como no ambiente corporativo ou em políticas de educação, através de um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser desenvolvidos e praticados junto aos sujeitos, de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos ou criar negócios.
Nesse sentido, empreendedor é aquele que frente a uma oportunidade realiza uma ação que agrega valor econômico e social para si e ou para sua comunidade. É aquele que sonha e torna este sonho realidade. É aquele que aprende com seus erros e vê oportunidade onde todos enxergam dificuldade.
Ter um mês inteiro para valorizar pessoas com esse perfil nos dá força para cada vez mais lutar pela inserção e fomento de uma cultura empreendedora que gere protagonismo, que torne a comunidade responsável por suas próprias vidas, que incentive a autonomia, a iniciativa, o compromisso, a liberdade e a solução de problemas reais.
Pessoas empreendedoras deixam a dependência que cria o protetor de lado e extraem de seu próprio potencial o poder de transformação e de contribuição para o desenvolvimento local.
Para isso, é necessária a desestruturação de velhos paradigmas e a criação de uma nova percepção de vida em que a ética e a auto-sustentabilidade sejam atuantes.
Esperamos que no mês de outubro possamos cultivar a cooperação e a inovação.
Cooperação, no sentido de uma relação de ajuda mútua entre indivíduos e/ou entidades, da busca em alcançar objetivos comuns. Tenho certeza que essa é a forma ideal de gestão das interações humanas e também entre as empresas, uma vez que os esforços são somados na busca de melhores resultados, conjuntamente. O problema de uma pequena empresa não é ser pequena, mas sim estar sozinha em um ambiente tão competitivo como o que estamos vivendo.
Queremos quebrar mitos com relação à inovação. Todas as empresas podem inovar! Isso não depende de seu segmento ou tamanho, mas sim de sua capacidade de criar e implementar idéias com sucesso, produzindo melhorias e resultados positivos através da introdução de um novo produto (ou serviço) no mercado, ou da introdução de um novo processo de gestão ou produção.
Dessa forma, a palavra empreendedorismo amplia seu significado, transforma a percepção de empresário para empreendedor, de competição para cooperação e o foco no indivíduo para foco na sociedade, sustentado por outros valores fundamentais para a nossa sociedade: a ética e cidadania, a cultura da cooperação e inovação e a sustentabilidade ambiental.
Empreendedores, em outubro, vivam conosco um mês que é todo seu!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 03 de outubro de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DA COMPETIÇÃO À COOPERAÇÃO


Aparentemente contraditórias, essas palavras têm coexistido nos relacionamentos organizacionais recentes. Ao pensarmos na cooperação, o pronome “nós” prevalece ao pensamento individual, mas tanto cooperação quanto competição são formas de “com-vivermos” com o mundo com crenças, comportamentos, estilos e práticas sociais diferentes.
O mercado de trabalho moderno tem dado grande valor à capacidade das pessoas trabalharem em equipe, o que não significa dividir um mesmo espaço.
Cooperação vai além: requer relações de respeito mútuo, tolerância, diversidade e, conseqüentemente, um processo de negociação constante para obtenção de resultados que proporcionem vantagens para todos, reconhecendo que cada membro de um time depende dos outros para sobreviver.
Assistimos a infinitos jogos de poder, resultados de uma competição desenfreada: a lei de Gerson, passar a perna, olho gordo, briga de galo são expressões populares da competição. A possibilidade de dominar, de usar a criatividade a serviço de si próprio, da espionagem, de trapaças e de dissimulações traz um lado muito pesado ao comportamento competitivo nas organizações.
É verdade que, em alguns momentos, a competição nos estimula à aprendizagem, mas talvez isso deva ficar no ambiente dos esportes e não em nossas relações de trabalho, onde a maior competição deveria ser a de vencer a si mesmo e não ao outro.
Esse é o mundo que vejo se construir e prosperar... Um mundo em que ser melhor a cada dia pode ser um fator de cooperação, afinal se eu busco melhorar, melhoro também o time ao qual eu faço parte.
Hoje vemos parcerias inconcebíveis há uma década atrás: carroceria de uma empresa equipada com motor de outra, grandes blocos econômicos sendo substituídos por esforços de cooperação, cooperativas dando oportunidades à diversas pessoas para escoamento de suas produções... Isso sem contar as inúmeras redes de pessoas cujo objetivo é, através da cooperação, evitar a destruição da vida no planeta e preservar o meio ambiente.
Acredito muito nesse novo modelo, e com muita “paz-ciência” espero ver um mundo em que o trabalho em equipe efetivamente transcenda as salas das empresas e traga o verdadeiro sentido de solidariedade, cooperação e ganho para todos, em real “comum-unidade”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO


Quantas pedras estão ficando no seu caminho???
Até quando teremos medo dos nossos concorrentes, dos nossos clientes, dos nossos amigos?
Tire suas próprias pedras do caminho...

“Teu milho está maduro hoje. O meu estará amanhã. É vantajoso para nós dois que eu te ajude a colhê-lo hoje e que tu me ajudes amanhã.
Porém, não tenho amizade por ti e sei que também não tens por mim. Portanto, não farei nenhum esforço em teu favor. Sei que, se eu te ajudar, esperando alguma retribuição, certamente me decepcionarei, pois não poderei contar com a tua gratidão. Então, deixo de ajudar-te e tu me pagas na mesma moeda. As estações mudam. E nós perdemos parte de nossas colheitas por falta de confiança mútua.”

Esta parábola foi escrita no século XVIII pelo filósofo escocês David Hume. E por incrível que pareça, quase três séculos depois parece que as pessoas ainda não adquiriram o hábito de se associar para resolver problemas.
O associativismo surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, se defender e cultivar. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, a era do conhecimento, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.
Descrença nas próprias forças, resistência a mudanças, falta de confiança nos outros e nas instituições, apego às relações verticais de poder, desapreço pela inovação e pelo conhecimento de outras pessoas muitas vezes impede que nos associemos a um concorrente para enfrentar e resolver uma série de questões de ordem jurídica, técnica, administrativa ou financeira.
O empreendedorismo, organizado por meio do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento, trazendo para condições iguais ou similares as empresas de grande ou de menor porte. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.
Tenho toda a certeza de que a cooperação tornou-se uma condição para a competição. Parece um contra-senso, mas não é. O caminho para os pequenos negócios é cada vez mais articularem-se, pois o principal problema de uma empresa não é ser pequena, mas sim, lutar sozinha para obtenção de melhores níveis de produtividade, acesso a novos mercados, redução da carga tributária ou busca de flexibilidade para enfrentar as turbulências do mundo globalizado.
Como se pode ver, a desconfiança e a falta de visão do coletivo é a grande pedra no caminho do desenvolvimento integrado e sustentável.
No SEBRAE-SP temos vivenciado boas experiências de empresários que superam as diferenças e lutam pelas semelhanças! Ou acabamos com a desconfiança ou a desconfiança acabará com as possibilidades de construção de um modelo de gestão mais equilibrado e justo em prol de um país de resultados.

Ana Maria Magni Coelho
março/2009
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