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sábado, 29 de dezembro de 2012

UM ANO PESSOAL


"Lá no décimo segundo andar do Ano / 
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas buzinas tocarem / 
Será encontrada incólume na calçada
Outra vez criança / 
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela dirá:  
ES-PE-RAN-ÇA"
Mário Quintana


Sempre acho estranho escrever o “último texto” do ano, afinal na semana que vem estou aqui. Mas, datas são assim: marcos que devemos respeitar e utilizar como mecanismos de aprendizagem e evolução.
2012 ficou para trás - um ano de aprendizado! 2013 está batendo à porta e certamente, os novos 365 dias serão o resultado do investimento feito por você em sua carreira, família, espiritualidade, relacionamentos, ou seja, lá em qual for a sua prioridade.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

AS PEQUENAS EMPRESAS E A NOVA ECONOMIA


O ano é 2022. Há no Brasil cerca de 1,8 milhões de micro e pequenas empresas do setor de serviços, de um total de cinco milhões de MPE - isto se considerarmos apenas as empresas participantes do Simples Nacional. De 2012 até aqui, o percentual de crescimento foi de 33% o que retrata a realidade de um setor que se reinventou. A partir da robustez que já existia há dez anos – com participação em 56,1% do PIB, segundo o IBGE, a dinâmica do setor criou novos modelos de negócios, novas estratégias de atendimento, com espaços cada vez maiores de cocriação com os stakeholders, além de necessidades de consumo difíceis de imaginar a uma década. Quem pensou em uma vida igual a da família Jetson, o famoso desenho futurista, talvez tenha que esperar um pouco mais para ver os carros voando pelas ruas, mas o conceito e a aplicação das smarties cities já trazem excelência em mobilidade, segurança, além de diversos e-services que não conceberíamos existir.
O comportamento inovador e participativo no jeito de consumir também criou demandas que exigiram soluções criativas para segmentos como automotivo, beleza, saúde, bares e restaurante, turismo, economia criativa e digital. Só para citar e realçar avasta diversidade de empresas de serviços atendidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). O setor empregava em 2012 cerca de quatro milhões de pessoas. Sem falar dos Empreendedores Individuais que chegaram a quase 900 mil, de um total de 2,5 milhões. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2010). Em dez anos, as empresas mais competitivas já incorporaram as melhores práticas de negócios sustentáveis - preconizados anos antes na Rio+20 e Rio92 - inovando em processos, produtos e mercado sempre com foco na contínua melhoria de sua produtividade e na qualificação das pessoas.

terça-feira, 24 de julho de 2012

NERDS, GEEKS E VOCÊ

"O ser humano tem muito mais desejos que necessidades."
-- Goethe --


O objeto de consumo mais desejado por nerds, geeks e amantes de novas tecnologias pesa menos de 700 gramas, tem apenas meia polegada de espessura e uma série de oportunidades para novos mercados. Os tablets definitivamente invadiram nossas casas e apontam para uma tendência cada vez mais forte: a convergência de mídias.
A possibilidade de ter nas mãos, em um único equipamento, as funcionalidades de produtos como notebook, smartphones, leitores de livros, televisão e rádio é um grande trunfo. De um lado, o usuário pode acessar jornais, revistas, visualizar vídeos, jogar games e ainda navegar na internet. Do outro lado desta pequena tela multitouch estão empresas e produtores de conteúdo para essa nova plataforma com uma infinidade de possibilidades e desafios.

domingo, 15 de julho de 2012

TRÊS ÁRVORES

"Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança, do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!"
-- Fernando Sabino --


Em vários anos escrevendo aqui no Lounge Empreendedor sobre empreendedorismo, gestão e aspectos do dia-a-dia no ambiente de negócios, raros foram os momentos em que utilizei parábolas ou fábulas para falar sobre aquilo que a vida empreendedora nos reserva. Entretanto, ao me deparar com o texto "Três Árvores" em um daqueles e-mails que recebemos aparentemente sem razão, não consegui pensar em um caminho melhor para falarmos sobre sonhos, realizações e decepções.
Por não ter a autoria no texto em que recebi, vou me permitir uma livre adaptação... 
Havia, numa cidade, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse: -“Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada”.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

TEMPO É MAIS DO QUE DINHEIRO



Chegamos a fevereiro! Assim como em 2011, o tempo parece voar numa velocidade bem maior do que nossas ações conseguem acompanhar. Poucas são as empresas que estão esperando o carnaval passar para começar a buscar oportunidades e resultados. Afinal, se tempo é mesmo dinheiro é imperioso que você se empenhe na melhoria e otimização de todos os âmbitos de seu negócio.
Olhar para trás é importantíssimo. Refletir sobre o que passou, sobre tudo o que você conquistou, venceu, brindou é essencial. Igualmente é preciso aprender com os erros, derrotas e tristezas para seguir adiante evitando os mesmos caminhos.
Mas agora: chega! Lá se foi o primeiro mês de um novo ano...
Livre-se da estranha mania de debater e vivenciar aquilo que já passou. Parece um pouco óbvio, mas se já passou não há nada que você possa fazer. Com um ano inteiro pela frente, compreenda a leveza que é deixar tudo para trás e recomeçar cheio de novas perspectivas e desafios.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PERSPECTIVAS 2012


Chegamos a fevereiro! Assim como em 2011, o tempo parece voar numa velocidade bem maior do que nossas ações conseguem acompanhar. Poucas são as empresas que estão esperando o carnaval passar para começar a buscar oportunidades e resultados. Afinal, se tempo é mesmo dinheiro é imperioso que você se empenhe na melhoria e otimização de todos os âmbitos de seu negócio.
Olhar para trás é importantíssimo. Refletir sobre o que passou, sobre tudo o que você conquistou, venceu, brindou é essencial. Igualmente é preciso aprender com os erros, derrotas e tristezas para seguir adiante evitando os mesmos caminhos.
Mas agora: chega! Lá se foi o primeiro mês de um novo ano... 
Livre-se da estranha mania de debater e vivenciar aquilo que já passou. Parece um pouco óbvio, mas se já passou não há nada que você possa fazer. Com um ano inteiro pela frente, compreenda a leveza que é deixar tudo para trás e recomeçar cheio de novas perspectivas e desafios.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ VIDA NOVA

5... 4... 3... 2... 1... Contagem regressiva para 2012!
De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás... O que você fez com ele?!?

Chegamos ao último dia de 2011. (Ufa!!! Finalmente chegou!)
Você pode olhar para trás e lamentar por aquilo que deixou de viver, por frases que deixou de dizer ou beijos que deixou de trocar. Ou você pode olhar para frente e preparar o terreno para os dias que ainda não viveu e para os sonhos que pretende realizar.
Rituais de passagem são bons neste sentido... Parecem nos credenciar a recomeçar seja qual for o lugar de onde tenhamos parado.
Mario Quintana, certa vez, escreveu: “Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo; morte da nossa vida velha para uma vida nova”.

sábado, 12 de novembro de 2011

EM QUE DEVEMOS ACREDITAR?


Sempre que ouço as pessoas utilizando o dicionário empresarial para resolver os desafios de suas vidas me pergunto: “será que tudo aquilo que se aplica às empresas pode ser automaticamente aproveitado em nossas vidas?”
Há pouco mais de 5 anos, o conceito de planejamento estratégico trouxe as palavras cenário e tendência para o centro das reflexões e decisões empresariais. Entretanto, será que toda tendência merece ser seguida sem o questionamento de outros possíveis caminhos e estratégias? Será que o cenário construído por analistas e consultores contempla todas as possibilidades?
São tantos "serás" que me sinto numa música da Legião Urbana. “Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?”

sábado, 15 de outubro de 2011

FATOS DA SEMANA E O FUTURO

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."
(Paulo Freire)


Compra de carros importados contrabandeados, feriado nacional em homenagem à padroeira do Brasil, greves nos correios e nos bancos, protestos da sociedade civil em todo o país em marchas contra a corrupção, censura a programas e artistas da TV. Se você não teve assunto durante essa semana, certamente estava vivendo em outro planeta.
Por outro lado, se acredita que irá ler aqui uma nova visão sobre os crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, direitos trabalhistas ou programas de televisão, pode interromper sua leitura, pois não pretendo atualizá-lo caso você realmente tenha estado em Marte nos últimos dias.
Na verdade, fiquei pensando em como poderia utilizar tais assuntos para uma homenagem diferente ao dia que não poderia dar um desfecho melhor a essa semana: o Dia do Professor!
Professores que junto às famílias têm grande responsabilidade pela transformação dessa realidade nacional. Até quando ficaremos calados frente a escândalos de corrupção? Até quando aceitaremos a demagogia de muitos em nome da democracia? Até quando esqueceremos que a base de toda transformação passa pela educação?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ONTEM, HOJE E AMANHÃ

O período que compreende o fim do século 13 e meados do século 17 foi marcado por transformações em muitas áreas, deixando para trás a Idade Média e dando concedeu espaço para o início da Idade Moderna. As mudanças foram sentidas nas sociedades, na cultura, na economia, na política, nas artes, na ciência e na religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e rompendo com as estruturas medievais. Faz-se valer o renascimento, a redescoberta, a revalorização das referências e o resgate do homem.
Este momento da história foi responsável pelo grande impulso da humanidade e fez com que surgisse um novo modelo de produção, até então tão alinhado e dependente da agricultura e de suas limitadas possibilidades. Surgia, então, os conceitos de produção em escala, desenvolvimento fabril e divisão de classe, definindo burguesia e proletariado e separando aqueles que tinham uma vida mais próspera daqueles que nunca a teriam. Embora alguns historiadores apontem esta época como "o aperfeiçoamento da sociedade", hoje sabemos bem que as definições eram a legítima separação do joio e do trigo.

sábado, 30 de abril de 2011

ENCERRANDO CICLOS


Hoje, concluímos um ciclo. Fim de mais uma semana. Encerramento de mais um mês.
Talvez por ter comemorado aniversário na última quarta-feira, 27 de abril, tenho pensado bastante sobre a vida e seus ciclos de evolução. Algumas vezes, ciclos não tão visíveis - e esperados - como o final da semana, mas períodos que se encerram; seja porque não fazem mais sentido em nossas vidas ou porque sempre tiveram um “prazo de validade” determinado e apenas não havíamos tomado ciência dele.
Acabou a faculdade? Perdeu o emprego? Terminou o namoro?
Talvez nem você mesmo entenda a razão do término de algumas coisas que pareciam tão sólidas e importantes em sua vida. Entretanto, se perder muito tempo buscando entendê-las, pode deixar de viver novas (e boas) oportunidades.
Não dá pra ficar esperando que entendam seu amor, reconheçam seu trabalho e esforço ou que lhe devolvam algo que ficou no passado.
Faça novas escolhas com olhos no futuro. Há que saber dizer basta! Há que se ter coragem!
Na vida, nada é estanque e a mudança pode ser muito melhor do que a sua própria situação anterior. Quando uma situação começa a se tornar estressante, chegou o momento final de um ciclo. O que não significa que terminou o tempo daquela situação. Parece confuso? Pois, se os ciclos terminassem com o tempo de todas as coisas, não poderíamos dar continuidade às nossas missões e sonhos.
Talvez você não precise romper todos os laços em sua vida, mas precisa saber que chegou o momento de mudar, de transformar a si mesmo.
A pergunta é: o que estou fazendo com esta situação agora?
Se a resposta é positiva, mesmo com situações de conflito existindo, continue. Agora, se a resposta é negativa, o caminho não pode ser outro se não a mudança!
Ciclos são assim. Algo a se perceber, muito mais do que se questionar.
Você pode começar um novo namoro, um novo curso ou encontrar um novo emprego. Ou pode criar novas situações e desafios no caminho em que já está. Aliás, sua pequena empresa também!
Perceba quais são os seus limites e como seus ciclos de vida se conduzem. Exercite seu autoconhecimento com muito jogo de cintura e desapego. Esqueça os “porquês” sobre o passado e pense nos “comos” para o futuro. Evite as paranóias e insônias de uma vida sem coragem de abandonar as perguntas para respostas que nunca virão.
Apenas encerre os ciclos! Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
(Texto com alguns autores mencionados: Sonia Hurtado, Fernando Pessoa ou Paulo Coelho).

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
30 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

FIM DA LUTA



A persistência de José Alencar na luta contra o câncer resume bem a sua biografia: nascido pobre começou a trabalhar bem cedo, saiu de casa na adolescência, virou dono de um império no setor têxtil e chegou à vice-presidência da República do Brasil.
Sua história se assemelha a de muitos brasileiros que acreditam na força do empreendedorismo para construir um país cada vez mais rico e desenvolvido. Sempre defendeu uma política de juros mais baixos e tinha plena convicção de que juros altos impediam as empresas de crescer e o Brasil de brilhar mais no cenário internacional.
Ao longo de sua vida pública dedicou grande parte do seu tempo para cuidar dos problemas da Nação. Não precisava de holofotes, de palco ou de méritos. Alencar precisava de causas!
Por sua fé, superação e enorme amor à vida, Alencar poderia servir de exemplo apenas para aqueles que diariamente lutam contra doenças incuráveis, mas não; ele nos serve como modelo político, cidadão e empreendedor.
Será lembrado como alguém que se doou inteiramente ao Brasil e não por atos desonestos que o desabonem como homem público. Um exemplo de homem bem sucedido empresarial e politicamente. Mesmo diante das adversidades nunca esmoreceu. Enfrentou-as. Só não venceu a morte, pois esta ninguém conseguirá vencer. Cada vez que sua luta aparecia na televisão, a impressão que se tinha era a de que a nação inteira rezava por ele. Pessoalmente acredito que rezava mesmo.
Quando o inevitável aconteceu, no último dia 29 de março, José Alencar nos lega ainda um exemplo de vida através de sua determinação, bom humor e altivez diante da dor e do sofrimento. Pacientes que fomos, somos ou seremos, hoje sabemos que é possível ter esperança; e que, sim, é possível vencer a morte mesmo que por um curto período. Basta não morrer antes por medo de morrer; mas viver mais por vontade de viver.
Histórias como as de José Alencar nos dão a impressão de que podemos fazer mais diante dos desafios que a vida nos impõe. Gastamos nosso tempo com chateações, críticas e cobranças. Esquecemos o único presente real que ganhamos: a vida. Por que lamentar se podemos ir adiante?
Alencar não perdeu. Quem perdeu, fomos nós! Ele venceu e ganhou em seus últimos momentos as lágrimas e orações de milhões de brasileiros que choram a partida deste grande homem público. Um guerreiro que foi chamado para um encontro definitivo com o futuro.
A melhor maneira de dignificarmos sua memória é exercendo cotidianamente os valores e os princípios que ele sempre defendeu. Viva para sempre, José Alencar

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
02 de abril de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Entra ano e sai ano, pais e mães vivem uma mesma rotina durante as últimas semanas de janeiro: pesquisa cuidadosa de preços para o material escolar, compra de uniforme, reunião de pais e mestres, correria geral.
Imergida nessa rotina, fui surpreendida com uma novidade: meu filho de cinco anos foi convidado para sua primeira promoção. Sim! Promoção. Assim como nas empresas, ele foi avaliado e classificado como apto para assumir “um novo posto” e ingressar em uma nova etapa.
Mãe vaidosa que sou, me orgulhei pelo convite. Entretanto, por mais preparado que ele esteja a entender, assimilar e conectar-se com todo o universo ao seu redor, optei em dar-lhe o direito de ser criança por mais tempo. Afinal, qual seria o objetivo de antecipar vivências que automaticamente virão com o seu desenvolvimento e privá-lo de momentos que se não forem vividos agora podem nunca mais acontecer?
Educar, sob qualquer condição, exige a visão do ser humano como um sistema complexo. Suas propriedades são conseqüências naturais de elementos que não podem ser vistos isoladamente e envolvem múltiplos agentes e variáveis que interagem entre si e entre o meio em que estão inseridos. Não há um “manual de instruções” que garanta a melhor escolha, mas certamente era preciso analisar mais do que suas lições de casa para decidir se esse seria o momento de encarar a “promoção”.
Busquei me lembrar do processo da formalização do ensino, conversei com amigos, despertei meu lado pedagoga e assumi minha responsabilidade pelo processo de desenvolvimento do meu pequeno.
Hoje, trabalhando mais de 12 horas por dia, seria inconcebível abrir mão da escola para uma boa formação educacional de meus filhos, mas assumir meu papel nessa decisão foi fundamental. Antes da institucionalização das escolas toda a aprendizagem acontecia em casa. Pais ou tutores eram os únicos responsáveis por momentos de ensino e aprendizagem. Com a Revolução Industrial e o crescimento das populações, essa forma de produzir e transmitir conhecimento ficou inviável. Os pais deixaram suas próprias casas e, para sobreviver, tiveram de se ligar às fábricas, não lhes sobrando tempo para ensinar os filhos. Por outro lado, os saberes que as fábricas e a vida urbana passaram a demandar também não poderiam mais ser aprendidos apenas em casa. Crescer passou a ser um processo dialético onde as escolas deveriam ensinar e as famílias, educar.
Mas será que temos feito nosso papel com responsabilidade ou delegamos a aprendizagem para que aconteça apenas na escola? Para ser humano, basta conquistar o saber legitimado por um diploma expedido por uma escola oficial? O que fazer com as crianças que desejam aprender coisas diferentes daquelas prescritas pelos programas escolares? Curtir a pré-escola ou correr para o ensino fundamental? Quantas questões foram motivadas pelo simples convite à promoção do meu filho...
Recordo-me das aulas na faculdade de pedagogia onde estudávamos a importância da educação infantil para bons processos de alfabetização. Você sabia que uma criança com 10 anos que cursou a pré-escola tem um desempenho escolar na média 28%, 30% acima daquela que não teve educação infantil? Privar meu filho desse momento (seja por vaidade, economia ou conveniência) poderia comprometer seu desempenho escolar, sua vida acadêmica ou profissional.
Para entender seu efetivo estágio de desenvolvimento, bem como de qualquer outra criança, era preciso ir além e transcender a avaliação de sua capacidade cognitiva. Trata-se de perceber como elas se relacionam com seus amiguinhos, como desenvolvem sua percepção motora e praxia, sua memória, atenção, crítica, planejamento, comportamento, raciocínio, etc. Além da cognição, existem aspectos como a percepção espacial, corporal, visual e temporal que serão fundamentais para um bom adulto no futuro. Avaliá-las de forma pontual e sob uma mesma técnica não funciona nem mesmo com crianças de uma mesma família. Cada ser humano requer uma atenção própria e também uma maneira de ser educada.
Cumpre-me salientar que não desejo minimizar a importância do processo cognitivo e do aprendizado formal de algumas disciplinas do currículo escolar. Entretanto, é preciso ressaltar também o valor de momentos em que o desenvolvimento acontece no “com-viver” e no “com-partilhar” conteúdos aparentemente “menos importantes”. Aprender a ser é tão importante quanto conhecer a nota de matemática no boletim de final de ano. Não deixe que as cobranças, as notas e os processos tradicionais dos sistemas educacionais matem a sede de curiosidade e a criatividade natural das crianças em seu desenvolvimento. Cada etapa tem que ser respeitada e vivida de forma plena!
Por isso, nessa volta às aulas, eleve seu pensamento para além da rotina. Reflita sobre o que deseja proporcionar a seus filhos em longo prazo e não terceirize sua responsabilidade em oferecer-lhes as oportunidades que puder HOJE. Afinal, para viver o futuro sempre haverá uma chance, mas para reviver o que ficou no passado, não existe nenhuma alternativa.
Se perdi a chance de economizar um ano de mensalidades escolares ao negar a primeira “promoção” do meu pequeno, faço render a esperança de que não haja um dia sequer em sua vida em que ele sinta falta de ter brincado e desfrutado seu talento mais extraordinário: ser criança.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
29 de janeiro de 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ARQUITETOS DE UM FUTURO MELHOR


Boa noite, senhoras e senhores: pais, alunos, professores, mantenedores e toda equipe do Colégio Brasilis.

Gostaria muito de agradecer o convite para, junto ao meu marido, representar os pais dos alunos que hoje conquistam uma nova etapa em suas vidas. Mais do que uma honra é uma grande responsabilidade, pois certamente somos famílias bem diferentes. Entretanto temos uma característica que nos une: lidamos com filhos, enteados ou afilhados que já não são mais tão crianças nem tão poucos adultos. São apenas jovens... Humanos que como quaisquer outros têm suas aflições e felicidades, dias de paz ou de eterno conflito. Conflito consigo mesmo, com as provas, com as roupas, com as namoradas ou pior: conosco, pais e mães que hoje se emocionam em vê-los conquistar mais essa etapa.
Para uma geração que vive no Twitter ou no Facebook e que está ligada 24 horas nos 7 dias da semana, ser pai, mãe, avô ou professor é uma tarefa cada vez mais difícil.
É preciso muita serenidade e equilíbrio.
Ser liberal, sem ser permissivo.
Buscar autoridade e não apenas poder.
Proteger, mas não sufocar.
E principalmente, não ultrapassar nossos próprios limites para ser apenas uma mãe “legal”.
Costumo dizer que ser mãe é dar filhos de presente ao mundo!
E hoje me sinto assim: abrindo um laço importante do meu melhor pacote de presente ao mundo!
Minha família está em Mogi das Cruzes há 4 anos e quando chegamos, talvez por ser pedagoga, um dos meus maiores desafios era escolher uma boa escola que reconhecesse nosso filho não apenas como mais um, mas como “O” aluno capaz de superar seus próprios limites e de se tornar um cidadão solidário, decente, preocupado com as pessoas e com preservação dos recursos naturais... Um “arquiteto de um futuro diferente”.
Arquiteto, na verdade não sabemos... Não podemos definir qual será a escolha profissional do Marcello, afinal hoje ele encerra apenas um ciclo.
Em 2011, inicia-se a jornada do Ensino Médio. Pensaremos em profissões depois, mas já temos certeza de estarmos contribuindo muito para um mundo melhor.
Os últimos anos não foram fáceis: o ensino é forte de verdade, provas três por semana, aulas de plantão durante as tardes, pesquisas até altas horas para descobrir a área do triângulo retângulo ou a formação geográfica e seus impactos nos continentes, mas chegamos aqui.
E todos vocês também chegaram. 
Aos educadores e toda equipe do colégio Brasilis, agradecemos pelo carinho e pela competência em nos auxiliar na formação das futuras gerações desenvolvendo em nossos filhos as competências necessárias para que possam competir em um mundo mais digital e mais colaborativo. Cada um deles deverá estar pronto a empreender e questionar os tradicionais modelos, entendendo que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhes permitam construir suas próprias estradas.
Aos pais e responsáveis, aproximem-se sempre do processo de formação de seus filhos. Conheçam seus interesses, valorizem mais seus acertos do que suas dificuldades e quando um erro acontecer, (e eles irão acontecer, tenham certeza!) critiquem a situação e nunca a capacidade ou inteligência destes nossos presentes que entregaremos ao mundo. Estímulos de amor, no falar ou no agir, um abraço ou um beijo nunca são demais para a educação.
Aos formandos, SUCESSO! Hoje acaba um ciclo, mas começa outro. Suas histórias estão apenas começando. Unam seus laços cada vez mais, lembrem-se das amizades, das brincadeiras, das festas juninas no pátio do Brasilis, das viagens ao sítio em Taiaçupeba, das aulas de vôlei, dos dedos quebrados no futebol e conquistem o mundo!
Quando o "sinal" bater, encontrarem os caminhos para o destino que quiserem, pois vocês estão preparados! O saber não é um estoque de conhecimento estático. Ele deve contribuir para a formação de pessoas mais autônomas, mais criativas e capazes de liderar seu próprio potencial.
Cuidar das sementes hoje garantirá os melhores frutos no amanhã!
Tenho certeza que temos sentados nas filas desse auditório um belíssimo jardim!
Parabéns a todos e uma boa noite

ANA MARIA MAGNI COELHO
Mãe "paraninfa" e orgulhosa
Texto produzido para a colação de grau da 8ª série
Formandos 2010 - Colégio Brasilis
14 de dezembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SEMENTES


Existe um provérbio chinês que diz que "todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”.
Em 13 anos da presença do SEBRAE-SP no Alto Tietê, comemorados na última semana, temos semeado muitos sonhos.
Sonhos de pessoas que desejam evoluir como empresários e como cidadãos capazes de contribuir para o desenvolvimento e crescimento local.
Escutar, atender, informar, contribuir, esclarecer, satisfazer... É assim que aramos nosso solo. Buscamos satisfazer as necessidades dos nossos clientes, mas também as nossas através de um trabalho que nos contagia e nos dá muito prazer!
Realizamos mais de 130.000 atendimentos e quase 2.000 cursos. Desenvolvemos projetos focados no fortalecimento do agronegócio e dos empresários rurais, no fomento ao crescimento industrial, na dinamização dos setores de comércio e serviços e na valorização da cultura, artesanato e do potencial turístico regional.
Paralelamente, trabalhamos pela melhoria do ambiente empresarial através da aprovação da lei geral em 50% do nosso território, a inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental, a desburocratização, o acesso a crédito e facilitação do acesso à informação aos micro empreendedores individuais.
Estamos plantando nossas sementes. E, assim, pode ser a vida de cada um de nós!
Podemos escolher viver entre queixas e reclamações, ou buscar novas soluções e inventar aquilo que ainda nem existe.
Podemos nos queixar da falta de emprego e oportunidades, ou varrer a calçada, olhar os filhos das vizinhas, fazer um bolo e vender em pedaços.
Podemos, ainda, nos isolar do mundo acreditando na idéia de que “ninguém nos ama e ninguém nos quer”, mas acabar descobrindo, depois de muito sofrer, que quem não ama na verdade é você mesmo.
Podemos falar mal do governo, ou enviar uma sugestão que ajude na solução do trânsito, da segurança ou do lixo em nosso bairro.
Podemos cruzar os braços, ou estender a mão para alguém aflito e com problemas maiores do que aqueles que nem em pesadelos imaginamos um dia ter.
Parece ousado? Realmente é!
Mas com energia, interesse genuíno e disposição somos capazes de definir objetivos e transformá-los em resultados de boas colheitas.
Boas sementes geram boas árvores e bons frutos. Escolha suas sementes hoje!
Cora Coralina
Deixar pessoas melhores para o mundo requer que vivamos repletos de paixão por empreender e por transformar sonhos em realidade.
Tome a decisão de viver e de ser feliz, de amar e ser amado, de dar mais que receber.
Você poderá sentir que é necessário recomeçar quando tudo parece negar uma nova chance, mas deixe na terra ao menos uma semente, afinal como escreveu Cora Coralina, não sabemos “se a vida é curta ou longa para nós, mas nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. É isso o que dá sentido à vida.”

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
27 de novembro de 2010


sábado, 23 de outubro de 2010

REFLEXOS NO ESPELHO


Os presidenciáveis deixaram de lado a polêmica do aborto para investir em outro ponto de discórdia. Enquanto incitam a violência e o acirramento de ânimos na reta final do processo eleitoral, cabe ao eleitor escolher seu candidato por exclusão.
Você prefere bolinhas de papel ou bexigas de água? Será que esse é o Brasil do futuro que ouvíamos desde criança? Um futuro construído sobre as promessas de manutenção do passado?
Se os candidatos debatessem realmente o futuro ou pautas claras sobre educação, segurança e meio-ambiente não haveria ataques, mas uma visão de desenvolvimento com soluções em prol do bem-comum de nosso país. O eleitor poderia escolher por identificação.
Entretanto, o que vemos desde o anúncio do resultado do primeiro turno é uma sucessão de disparates. A agressão foi a tônica de toda campanha nessa fase, e por isso, não me surpreende que ela se expresse fisicamente aos candidatos nesse momento.
Desde criança, ouço meus avós me dizerem que a vida é o espelho das ações que realizamos.
É hora de olharmos ao redor e aprendermos a lição: de todas as escolhas que fizermos, receberemos de volta as suas conseqüências. E, geralmente, em dobro!
O mundo reflete aquilo e quem você é. Se você não está feliz com o que está acontecendo ao seu redor, o tipo de pessoa que você atrai ou as oportunidades que se apresentam, pare de tentar mudar o mundo. Mude suas próprias ações e pensamentos!
Busque entender onde está seu foco. Para a maioria das pessoas, o foco está no mundo exterior. Entretanto, direcionar a responsabilidade pelos resultados de sua vida apenas ao mundo exterior pode levá-lo à infelicidade e uma busca contínua de um estado indescritível e indefinível de seu próprio ser.
O mundo é o espelho de suas atitudes, crenças e pensamentos. A chave para moldar e mudar a sua situação é focalizar a mudança em si mesmo.
Por isso, olhe para dentro. Defina aquilo que é aceitável ou não para você. Determine por quanto tempo você está disposto a receber “bolinhas de papel na sua cabeça”.
Seus pensamentos e crenças trouxeram você até aqui, mas suas escolhas atuais construirão o seu futuro. Culpar os outros e as circunstâncias significa que você não está assumindo a responsabilidade e propriedade de e para si mesmo.
Pare de tentar mudar o espelho. Negar sua responsabilidade sobre seus próprios resultados faz de você uma vítima do mundo e de suas circunstâncias. Cada faceta de sua experiência de vida é uma resposta para a essência de quem você é.
Você pode até se assustar com essa idéia quando se depara com ela pela primeira vez, mas não há como não se render.
De tudo o que acontece, sempre há um terço de responsabilidade que é exclusivamente sua! Não adianta culpar apenas o ambiente ou os outros.
Como disse Mahatma Gandhi: "devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo". Espero que nossos candidatos pensem nisso durante a próxima semana e que os eleitores, mesmo com dificuldade, possam fazer a melhor escolha.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
23 de outubro de 2010


sexta-feira, 18 de junho de 2010

ÂNCORA OU RAIZ?!?


Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que tempestades são fatores incontroláveis de desordem e perturbação e que, ainda assim, podem ocorrer com bastante freqüência. Quando sopram os ventos, o que mantêm as árvores no solo são suas raízes e os barcos nos mares, suas âncoras.
Ainda em plena tempestade ou na chegada da bonança, olhar para o passado auxilia a lembrar o que fomos e nossa história; mas, ficar preso a ele, pode vendar nossos olhos para a possibilidade de sermos o que ainda nem imaginamos ser capaz quando o futuro chegar.
Nesse momento, ser âncora ou raiz faz toda a diferença para o caminho que se pretende seguir. Âncoras, segundo o dicionário Aurélio, são “peças de peso conveniente que presas à extremidade amarram a embarcação no fundeadouro”. Raízes, por sua vez, são “a porção mais inferior de uma formação e mediante a qual, essa formação está firmemente unida a outra.”
Ter raiz e estar ligado ao passado não é um problema, pois é dele que se constroem novos paradigmas, mas a supervalorização dessa memória pode significar uma falta de perspectivas para o futuro.
Empresas e comunidades buscam um modelo holístico de relacionamento como resposta às tempestades separacionistas e reducionistas de um passado cartesiano. Vivemos a era da conectividade, da co-criação, do netweaving de redes onde o universo não é mais fragmentado e o mecanicismo reduz os limites e potencialidades dos próprios seres humanos.
Ser âncora não deixa você navegar esse novo mundo. É preciso ser raiz e deixar nascer os novos frutos do futuro, usando o presente para o preparo do solo da transformação que será necessária em você, na sua empresa, no seu município, no mundo.
Faça a sua aposta em uma nova colheita e determine a energia necessária para minimizar os riscos da criação de novos valores, de uma nova imagem e um novo você.
Livre-se daquilo que pode até ter sido útil no passado, mas tornou-se um empecilho para construir e aprender o novo. Apague conhecimentos, atitudes, habilidades e preconceitos e abra espaço para se voltar para o futuro. Há muito o que desaprender. Mas não se trata apenas de técnicas. Trata-se mais de postura, de costumes, do modelo mental que ainda prevalece na transição da era do conhecimento.
Assim, como as tempestades, as coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Não por orgulho ou por incapacidade, mas porque simplesmente não se encaixam mais em nossas vidas.
Se for preciso, feche as portas e janelas para aguardar a redução do caos, mas em seguida, não tenha medo: volte ao terreno e cuide das raízes que mesmo ocultas esperam alimentar uma sociedade mais digna, ética e que respeite uns aos outros.
E lembre-se: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa)


ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para o caderno Opinião
Mogi News - 19 de junho de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CHEGOU A SUA VEZ? PREPARE-SE!


Todo ser humano idealiza um futuro brilhante, entretanto poucos profissionais realmente planejam de forma racional uma mudança de emprego, uma transição de carreira ou o início de uma vida empreendedora.
Planejar esse momento é crucial, afinal mudar dá trabalho. E se não der, fique atento, pois se você deseja sair de um patamar que já conhece para uma aposta em uma situação ainda desconhecida, não será fácil, mas também não será impossível.
Mergulhar de cabeça no que parece ser uma grande oportunidade sem cumprir etapas importantes do planejamento pode gerar insatisfação, perda de tempo, de dinheiro e desgastes desnecessários.
Para não errar nas escolhas quando novas oportunidades surgirem, é preciso ter clareza sobre sua situação atual e sobre as variáveis que servirão de base comparativa para uma tomada de decisão consciente. Você precisa dedicar tempo e disciplina para si e não deixar que problemas atuais e pontuais influenciem sua análise. Lembre-se que problemas sempre farão parte de qualquer emprego, carreira ou negócio e que nada é só problema e nada é só solução o tempo todo.
É você que escolhe para qual lado pretende levar sua vida. Se viver mergulhado nas atividades e rotinas que cegam para o que é efetivamente um problema e para o que pode vir a ser uma solução, você não conseguirá perceber as oportunidades que podem emergir nesse mesmo mar.
Não deixe a maré conduzir você. As grandes ondas devem ser surfadas de acordo com o estágio de desenvolvimento do atleta e se você ainda não estiver pronto, não adianta querer “se jogar no mar” ou será atirado contra as pedras.
Para não se machucar no que parece ser a onda rumo ao seu futuro brilhante, entenda seu estágio profissional. O que te leva a querer mudar agora? Seu emprego atual lhe traz satisfação? Está infeliz com o trabalho ou são as relações estabelecidas entre os pares, superiores ou subordinados que lhe incomodam? Seus valores pessoais colidem com os valores corporativos? Existem perspectivas para o que você deseja atingir? Sua família está pagando um preço alto pela sua demanda profissional? O mercado está disposto a pagar pelo o que você tem a oferecer ou você está apenas realizando um sonho?
Profissionais em transição devem ter a maturidade para declinar ou não de um processo em função das suas próprias constatações. Não basta “querer sair” de onde você está, mas entender os porquês de “querer ir para o novo lugar”.
E caso você constate que não tem condições de mudar agora e fique com a sensação de que está perdendo a oportunidade dos seus sonhos, não se lamente! Continue a fazer o que precisa ser feito, dedique mais tempo ao seu planejamento de carreira, prepare suas finanças, sua família e sua vida! As oportunidades se repetem para aqueles que sabem onde querem chegar e usam o que têm para buscar aquilo que lhes falta.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - Mogi das Cruzes
28 de maio de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ALÉM DO HORIZONTE


Voltamos à rotina: aulas, trânsito e correria para dar conta dos vários papeis que se acumulam ao longo de um único dia! Somos capazes de ser pais, vizinhos, amigos, voluntários, líderes e liderados em apenas 24 horas. E tenho certeza que nesse momento você deve ter se lembrado de inúmeras outras responsabilidades.
Para não sucumbir e desanimar logo na primeira semana que tal pensar no futuro de uma forma diferente?
Calma! Não estou pedindo para que empresários virem futurologistas, mas que consigam realizar um bom planejamento dos cenários possíveis em suas vidas.
Planejar cenários prepara as pessoas para qualquer tipo de contingência desenvolvendo não apenas as tendências do presente como também construindo as imagens do futuro e, além disso, confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Sem dúvida, essa é a principal diferença entre um sábio empreendedor e apostador irresponsável, pois se você não conseguir detectar as possibilidades e dificuldades no futuro, tudo que estiver sendo feito no presente corre risco.
Se você não tem bola de cristal ou não consegue ler cartas do tarô, procure sempre manter em mente a possibilidade de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de aproveitar ou evitar as conseqüências da metodologia de planejamento de cenários. Pense que não existe um cenário mais provável. Prepare-se para todos! Se você cair na armadilha da probabilidade, estará fechando os olhos a vários novos atributos e possibilidades.
Alem disso, não se desespere! Leia muito, envolva sua equipe e engaje o maior número de pessoas para entender a dinâmica de seus vários papéis na construção de suas análises do futuro. Mais do que fatos, para uma adequada construção de cenários é preciso uma boa dose de percepções e se tentar fazer isso sozinho perceberá que, como qualquer ser humano, você pode se enganar em relação à realidade.
Tenha certeza que será fácil se você estiver disposto a estimular sua imaginação, criatividade e romper qualquer senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra enxergando além daquilo que está acostumado a ver.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de fevereiro de 2010
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