segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COMPROMISSO SOCIAL TAMBÉM É COMPETITIVIDADE


Trabalhar pelo bem-estar da comunidade deixou de ser atribuição exclusiva de governos e organizações não governamentais para tornar-se também responsabilidade das empresas privadas. Antes, bastava oferecer bons produtos, atender com qualidade e lidar com os fornecedores de forma ética. Hoje, as exigências são outras. Respeito à comunidade e ao meio ambiente e uma política de recursos humanos para atender efetivamente os funcionários fazem parte da denominada Responsabilidade Social Empresarial.
Essa responsabilidade não se resume a apenas tomar ciência do seu entorno, mas em agir de forma ativa para transformar as pessoas e a própria relação com a comunidade no contexto social e cultural.
A gestão estratégica da Responsabilidade Social Empresarial configura-se como elemento central na corrida pela competitividade. Sua prática é uma arma poderosa para fortalecer a imagem corporativa, tornar a empresa reconhecida e conquistar maior lealdade do consumidor. Mas cuidado, pois desenvolver programas para divulgar a empresa ou como forma compensatória não traz resultados sustentáveis ao longo do tempo.
Trata-se de um processo de aprendizagem, que envolve mudança de comportamento e uma nova cultura gerencial. Uma empresa é socialmente responsável quando responde pelos efeitos sociais e ambientais de suas atividades, multiplica os efeitos positivos de seus negócios e tem o planejamento focado para a gestão de pessoas e para o ambiente. Caso contrário, e por mais avançada que seja a gestão de processos operacionais, sua sustentabilidade será caracterizada por instabilidades, como perda de mercado e tendência ao desaparecimento. É com responsabilidade social que a empresa produz a verdadeira distribuição de renda e a melhoria continuada do padrão de vida dos colaboradores e do meio em que atua.
É fato que através de ações filantrópicas, muitas empresas exercem um papel assistencial importante na comunidade, mas essas ações ainda ocorrem de forma esporádica e sem planejamento ou orçamento prévios. Responsabilidade social significa compromisso social e não filantropia.
Felizmente, nessa semana, conheci projetos consistentes que têm compromissos com as questões sociais no Alto Tietê e com ações empresariais internas e externas apoiadas em três pilares: valorização dos funcionários, respeito ao ambiente e contribuição para o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
Hoje, 74 % das MPEs realizam pelo menos uma ação social em um ano, embora ainda predominem as ações filantrópicas. Estou certa que a Responsabilidade Social não é uma moda passageira e sim uma tendência irreversível. Aqueles que ignoram essa tendência perderão o bonde da transformação corporativa, que há muito trilha novos caminhos.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ARQUITETAS DO FUTURO




Tenho sido convidada para realizar algumas palestras sobre Mulheres, Sensibilidade e Negócios em função da prorrogação das inscrições para o prêmio Mulher de Negócios do SEBRAE para o dia 14 de setembro.
Pensando justamente nesses convites e no prêmio, queria compartilhar com vocês o artigo que publiquei em 07 de março de 2009, véspera do Dia Internacional da Mulher.

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Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas não quero acreditar que isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Muitas pessoas me procuram para perguntar: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Não sou o tipo de pessoa que goste de levantar a bandeira feminista e sou totalmente contrária à máxima “vamos tomar os lugares dos homens”, pois acredito que cada um de nós tem seu próprio lugar ao sol, se utilizarmos as nossas diferenças como competências complementares.
Em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza cega, a determinação fanática, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Como ‘arquitetas do futuro’ entendam que o futuro é gerenciável se começar no presente. Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.

Ana Maria Magni Coelho

Casada e mãe de 2 filhos.
Artigo publicado em 07 de março de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

MOMENTOS ESPECIAIS


Essa semana o blog me trouxe dois momentos muito especiais... Primeiro um comentário delicioso deixado pelo meu filho de 12 anos em dos textos que produzi. E ontem, recebi por e-mail um poema de um amigo muito querido depois que ele fez uma visita ao Lounge Empreendedor.
É uma pena que o dia-a-dia nos afaste de pessoas que admiramos e respeitamos...
Com a autorização do Claudio, esse meu querido amigo, compartilho o texto dele...

Ana, parabéns pelo seu Blog. Você me inspirou a algo que eu já não fazia há muito tempo: poesia. Aí vai, em homenagem a você , que está traçando seu caminho.
Na realidade, o texto foi inspirado em um filme que vi, onde foram construídas estradas de ferro, por homens que ficaram tempos afastados de seus lares, em virtude do tempo que levavam para construir estas estradas. Assim nasceram várias cidades americanas. Em relação ao sofrimento, ausência, saudades da família, são detalhes que deram um toque de emoção na vida destas pessoas, mesmo que tenha havido sofrimento pela distância. Não quis comparar estes detalhes contigo, apenas a essência de tudo isso: o trabalho, o empenho, a paixão, os objetivos.
Muito obrigado e Sucesso!
“Nos vales, surgiram cidades e em cada cidade, os trilhos foram chegando, trazidos por braços fortes e mãos rudes, mas corações leves. Quanto sofrimento, suor, saudades de casa, da família, dedicados para trazer esperança a muitos. A razão? Traçar o caminho que nos guiará aos nossos objetivos, mesmo que distantes, mas que ficam tão perto quando com eles sonhamos.”
Cláudio Quandt Alves Barrios – 25 de Agosto de 2009

Não podemos, e muito menos devemos, deixar de realizar coisas tão inspiradoras... Traçar caminhos, ter paixão, sonhar... Só assim novas estradas podem ser construídas! Quem irá caminhar e trilhar as estradas de nossos sonhos??? Talvez nunca tenhamos essa certeza, mas certamente, deixamos um legado.

Obrigada, Claudio! Obrigada, filho...
E obrigada a todos vocês que têm acompanhado o blog e me enviado sugestões!!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

REALIZAR SONHOS

Muitas vezes, falamos que ser empreendedor é ter a capacidade de realizar sonhos e se esses sonhos envolvem a geração de um novo negócio, o desafio está na criação de uma nova pergunta: que sonhos você tem oferecido ao seu cliente?
Uma empresa normalmente começa pelo sonho de seus acionistas. Sonhar com um produto diferenciado, atendimento impecável, custos competitivos, velocidade de resposta e vantagens competitivas notáveis faz parte do dia a dia da maioria dos negócios; mas o grande diferencial da atualidade está na capacidade de entender o que o seu cliente vem sonhando.
Para isso é preciso ter o cliente como centro do seu planejamento estratégico, como a efetiva razão de ser do seu negócio. E clientes podem ser as pessoas físicas, as organizações público ou privadas ou as instituições sem fins lucrativos que estejam dispostas a se relacionar com você e compartilhar seus próprios sonhos com os da sua empresa.
Em um plano de negócios, buscamos identificar o tamanho e potencial dessa clientela, onde ela está localizada, seus hábitos de consumo e a importância que conferem àquilo que pretendemos oferecer.
Mas existem coisas que vão além! O seu posicionamento no mercado fará com que o consumidor entenda o lugar efetivo da sua empresa, afinal ele não é apenas o sonho que você oferece realizar, mas sim como o cliente percebe e situa a sua proposta frente à proposta dos seus concorrentes?
O que é bom para o cliente hoje, amanhã pode não ter a mesma importância. As pessoas estão cada vez mais exigentes, diferentes e extravagantes. A falta de tempo, o excesso de pressão e de tarefas, a grande oferta de alternativas e o excesso de produtos disponíveis traz confusão às mentes do consumidor e oportunidades para empresas que souberem identificar o que, em alguns casos, nem o próprio cliente ainda sabe que deseja.
Impossível?!? Certamente não, isso é apenas uma equação da própria complexidade humana. Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE, nas emoções. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, o momento que traz um cliente a se relacionar com você. Talvez seja no entendimento do momento que você consiga oferecer a melhor solução para o seu cliente.
Que tal deixar o seu negócio realizar sonhos que vão além dos seus?
Para isso, entenda que o seu negócio começa e termina com o seu cliente; lembre-se que clientes não são iguais e mudam ao longo do tempo; mantenha seus clientes atuais dedicando mais tempo a conhecê-los; e entenda o valor que cada cliente possui pra você
O resto certamente virá com o sucesso de uma gestão dedicada e integrada entre você e a razão de sua empresa existir.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 22 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

COLOQUE PAIXÃO NA SUA EMPRESA!

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa".
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Volte-se então para sua equipe... Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem... Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.
Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na revista Arena Empresarial
Edição 02 - março/2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O SUCESSO QUE VEM DO SOLO


Na última terça-feira, a equipe do SEBRAE-SP e do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes marcou uma importante fase do agronegócio no Alto Tietê. Ser pioneiro e inovador nos trouxe uma enorme responsabilidade, mas também a imensa satisfação em apresentar resultados tão significativos à cadeia de alimentos metropolitana.
Hoje temos dados consistentes sobre as nossas cadeias produtivas, detalhes precisos de várias propriedades rurais e meios de propor projetos que possam modernizar os sistemas de distribuição e comercialização dos produtos, preparando as cadeias produtivas para disponibilizar produtos diferenciados ao mercado varejista de forma focada, suprindo, de fato, as necessidades do mercado e também as necessidades dos consumidores. Nosso esforço tem a intenção de reduzir o caminho percorrido entre o produtor e o consumidor final, um caminho normalmente longo e cheio de percalços que pode acarretar em perdas e prejuízo.
O mercado interno vem evoluindo e a melhoria da qualidade e as exigências com relação à freqüência, mix, volume, redução de riscos e rastreabilidade serão a tônica do setor futuro. Para isso, precisamos cuidar dos processos de pós colheita, focar na melhoria tecnológica e nas facilidades de logística. Sem esquecer, é claro, das implicações ambientais e de clima.
Ninguém pretende ensinar ao produtor rural aquilo que ele sempre fez tão bem, mas sim aproveitar as informações colhidas nessa etapa para a geração de um novo conhecimento que auxilie na profissionalização de toda a cadeia de alimentos e do empresário rural.
O caminho está desenhado, basta aprimorar o que já é forte, reduzir o impacto de pontos fracos identificados e adaptar o que for preciso. Nosso empresário rural precisa estar pronto para acompanhar todas as etapas do processo desde o plantio até a chegada dos produtos ao consumidor. A rastreabilidade requer a anotação sistematizada de todos os procedimentos, da produção à distribuição localizando a origem, a qualidade e limites máximos de defensivos ou agrotóxicos, mas é importante que fique claro que o processo de pós-colheita envolve algo que fica além da porteira; além das operações de manuseio, embalamento e transporte. Envolve relacionamento! O consumidor deseja conhecer e se relacionar com o seu fornecedor.
A comunicação, a transparência e as parcerias têm sido instrumentos de fortalecimento, conhecimento e profissionalização. Somos, aqui, um exemplo de um programa de união de classes que já começou a mostrar o quanto a organização de um setor pode reverter em melhorias e ganhos efetivos.
Tenho certeza que ações como essa demonstram a intenção de um Brasil mais maduro, economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 15 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BOB ESPONJA ENSINA (NÃO) LIÇÕES PARA A CARREIRA


Hoje vou usar um dos desenhos que meus filhos assistem para falar um pouquinho de gestão e carreira. Na verdade, o texto não é meu, mas concordo que o Bob Esponja nos deixa várias lições se assistirmos aos episódios com um olhar um pouco mais crítico. Além da própria esponjinha amarela, podemos aprender com o dono do restaurante Seu Sirigueijo, um siri que só pensa em dinheiro; com o Lula Molusco, o polvo ranzinza e é claro com o Patrick, uma estrela-do-mar rosa com pouca (ou seria nenhuma) inteligência que é o melhor amigo de Bob.
A comparação entre os dois é inevitável:
  • Bob Esponja é perfeccionista, atento e tem mania de limpeza, já Patrick é desligado e descuidado... Mesmo assim não amigos!
  • Bob Esponja é muito trabalhador, não falta em seu emprego nem quando está doente, já Patrick nunca trabalhou, mesmo porque ninguém tem coragem de contratá-lo ainda.
  • Bob Esponja não tem nada de "burro", sua imaturidade e inocência inibem sua inteligência, e mesmo assim ele tem consciência de sua limitação e vive pedindo ajuda quando precisa. Patrick, no entanto, é realmente burro, mas não tem consciência disso. E por isso, vive colocando os pés pelas mãos... Não há vergonha nenhuma em assumir que precisa de ajuda, a vergonha está em errar, errar, errar e errar; e ainda assim achar que está fazendo certo!
Enfim, o texto foi publicado no portal Terra, é bem legal e gostaria de compartilhar com vocês.
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Uma das séries mais populares da TV, e não apenas para crianças, tem como personagem central uma esponja amarela quadrada, que usa calça quadrada (é claro), e completa 10 anos de vida em 2009. Bob Esponja Calça Quadrada, desenho exibido pelo canal pago Nickelodeon, é adorável, mas para alguns pode parecer muito irritante.
Criado pelo americano Stephen Hillenburg, que mistura conhecimentos de biologia marinha com comportamentos que podem ser identificados em seres humanos comuns, o desenho pode ensinar algumas importantes lições de carreira, ou melhor, não-lições.
Confira abaixo quatro comportamentos do personagem comentados pelo especialista Gutemberg B. de Macedo, presidente da Gutemberg Consultores, que você deve evitar na vida real:

1) A esponjinha, que mora num abacaxi em um lugar no Oceano Pacífico chamado Ilha da Fenda do Biquíni, é 100% do bem e vive num estado de felicidade máxima permanente. Espalha sua alegria e gargalhadas não importa com quem nem em que situação.Lição: "Bob Esponja é um alienado, que não sabe o que está acontecendo na vida real. Apesar de ser esponja, não absorve o que está ao seu redor. A realidade é composta de alegria, mas também de tristezas", diz Gutemberg.

2) Bob Esponja vive em estado de alegria extrema também no trabalho. Ele ama sua função de fazer sanduíches e gosta de trabalhar muitas horas e não se importa de ganhar pouco na lanchonete Siri Cascudo, onde consegue irritar seu chefe Sr. Siriguejo.
Lição: "Uma coisa é desempenhar sua função com paixão mesmo sendo simples, mas ele vive a cultura do status quo, é subserviente e acomodado. A rotina dele é massacrante, não pede uso da criatividade."

3) Por não ter conexão com a realidade, Bob Esponja vive se colocando em situações difíceis e também os outros. Seu melhor amigo Patrick, a estrela-do-mar, não é, digamos assim, provido de inteligência. Seus hobbies preferidos são comer pasta de amendoim marinha e caçar águas-vivas.
Lição: Patrick não trabalha com Bob Esponja, mas se tiver alguém parecido com ele em seu ambiente de trabalho, a recomendação do consultor é afastar-se. "Não agrega nada, tem de estar próximo de pessoas iguais ou melhores do que você."

4) Bob esponja adora seu vizinho Lula Molusco e nem suspeita de que ele não tenha o mesmo amor por ele. Lula também trabalha no restaurante e Bob acha que eles são uma grande equipe.
Lição: Na opinião do consultor, os bajuladores são os tipos mais perigosos que um profissional pode encontrar ou ser no mundo real.

Fonte: SITE TERRA
Autor: Michelle Achkar

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DAS PISCINAS AOS NEGÓCIOS


Na última semana o Brasil parou para assistir o surgimento de um novo ídolo: César Cielo.
Era praticamente impossível deixar de acompanhar o andamento dos jogos mundiais e torcer pelo maior nadador da nossa história.
De forma geral, não me canso de admirar a performance dos atletas. Parecem seres para os quais a lei da gravidade deixou de existir, tal é a velocidade, a leveza e a desenvoltura com que fazem suas evoluções, seja na água, no solo, nas quadras. Para nós, comuns mortais, fica a impressão de que são seres sobre-humanos.
Contudo, não há mistérios por trás de tanta excelência. O que há é um treinamento duro, implacável, onde a busca pela perfeição atinge as raias da extrema obsessão. E a trajetória desses obstinados, para chegar ao ponto onde estão, é marcada por sacrifícios, dedicação espartana e também por uma boa dose de sofrimento e decepções.
César Cielo, por exemplo, concebeu uma série de pequenos gestos e truques: imprime frases motivacionais em folhas que são coladas no quarto, estabelece tempos que quer atingir e os coloca ao alcance da vista, dá tapas no próprio corpo pouco antes de competir...
Será que você, pequeno empresário, já não pensou na mesma coisa? No quanto a administração de uma empresa exige essa dedicação?
Ao tomar a decisão de montar seu próprio negócio, muitos não imaginam a quantidade de obstáculos que ainda precisarão vencer. Não basta ter um CNPJ para se credenciar como empresário. É preciso avaliar o mercado (clientes, concorrentes e fornecedores), implantar controles - estoque, venda, contas a pagar/receber, clientes, custos, fluxo de caixa; escolher funcionários e sempre inovar para desenvolver produtos ou serviços que atendam às necessidades do mercado. Assim como nossos atletas, é buscar superar-se a cada dia e almejar a excelência em cada atividade.
Competindo no dia a dia com os melhores do planeta, passando por provas de resistência mental e física constantes, colocado sob um stress específico. É assim que Cielo tornou-se o que é. Um atleta que se estapeia antes de entrar na piscina, mantém o foco, assume a responsabilidade, ensa somente em superar a si mesmo e tem toda a confiança de um legítimo campeão. Que mesmo vencendo, não se contenta.
Um legítimo atleta empreendedor que deixa a lição que o que importa, seja qual for o seu negócio, é buscar ser sempre o melhor!
Não importa se o seu cliente é novo ou antigo, se a tarefa tem que ser repetida exaustivamente, se o negócio acaba deixando você mais tempo longe de compromissos pessoais, o foco deve estar a sua conquista, em transformar as ações do dia-a-dia em novidade e buscar o que cada atleta deseja também: novos recordes, medalhas e ainda mais prestígio.

“Não há mágica, não. É trabalho duro, dedicação e acreditar no que se está fazendo.” - Cesar Cielo

ANA MARIA MAGNI COELHO
Agosto/2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APROXIMAR A TEORIA DA PRÁTICA


Essa semana, vivenciamos o segundo ciclo de disseminação da cultura empreendedora construído em parceria entre quatro escritórios regionais do SEBRAE-SP localizados no Cone Leste do Estado.
Um imenso desafio que mobilizou um expressivo número de colaboradores internos e reuniu mais de 600 educadores na cidade de Mairiporã.
Pensar em um encontro para educadores com foco em cultura empreendedora quando me formei pedagoga certamente pareceria uma utopia, mas com algum planejamento, foco e dedicação estamos fazendo acontecer!
Essa é a nossa visão! Esse é o nosso sonho empreendedor... Transformar o país pelas mãos da educação!
Certamente novos desafios virão nos próximos temas, mas sucessos ainda maiores virão também!

O artigo que compartilho agora, publiquei em abril, no final de semana que antecedeu a realização do primeiro ciclo em Mogi das Cruzes:

Estudantes de ensino fundamental, médio e superior vêm passando constantemente por uma série de provas especiais. Além do vestibular, hoje há outras formas de avaliação, como ENEM e ENADE, para o ensino médio e superior. Em esferas estaduais e federais outras avaliações também mensuram os conhecimentos de alunos do ensino fundamental, tais como SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar), provinha e prova Brasil.
Estes vários instrumentos de avaliação têm colhido resultados que indexam nossos municípios e escolas. E, em seguida, preenchem as páginas dos jornais com notícias que não apenas divulgam as classificações obtidas, mas também apontam os muitos e bizarros erros cometidos pelos alunos.
É claro que a formação básica do aluno é importante e o programa escolar, contempla, bem ou mal, o que é necessário saber sobre matemática, português, geografia, história, ciências, língua estrangeira, artes e até filosofia.
A questão é que estamos no século XXI e a maioria dos alunos já não tem o hábito da leitura e mal tem paciência para escutar aulas expositivas – estudos de Ian Mackay, no livro “Como ouvir pessoas”, apontam que pouco depois de 10 minutos de duração de uma aula ou palestra, o ouvinte médio terá assimilado apenas metade de seu conteúdo e dois dias depois, esse mesmo ouvinte provavelmente se lembrará de apenas 10% do que escutou.
Será que não estamos diante de uma oportunidade de mudar a metodologia de ensino e trazer os conhecimentos básicos para a vida prática? Ensinar matemática e português aplicados à prática do empreendedorismo, por exemplo, poderia despertar a atenção dos alunos, fazendo que estes entendessem os reais significados de fórmulas e regras.
É a hora de EDUCAR PARA O FUTURO.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 25 de abril de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EMPREENDEDORISMO: O DESAFIO DA EDUCAÇÃO


Esse é um dos artigos que publiquei pelo qual tenho um carinho enorme.
Cada texto que escrevo, além do conhecimento que adquiri ao longo dos anos no SEBRAE-SP, tem muito das minhas próprias convicções. E educação por ser a essência da minha formação é o modelo que acredito ser capaz de transformar o mundo que desejo ainda viver!
Professores têm nas mãos crianças como essa da foto, cheias de sonhos e esperanças...
E os sonhos nada mais são do que espaços de aprendizagem... a escola, família, igreja podem desenvolver ou aniquilar esses sonhos... O que você quer que façam com os sonhos dos seus filhos???

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Sou mãe e posso garantir que todo ano a volta às aulas é sempre igual. Muito se discute sobre os preços das matrículas, do material escolar e do transporte, mas pouco se ouve falar sobre propostas inovadoras nos projetos pedagógicos das escolas.
Qual é o diferencial que nossos filhos terão ao saírem de suas carteiras escolares e buscarem uma colocação nos bancos das universidades ou no mercado de trabalho?
As grades curriculares são fundamentadas sob os mesmos trilhos desde o início da revolução industrial. Nossos filhos ainda são preparados para ser excelentes empregados enquanto o desemprego é crescente e irreversível em todo planeta.
É preciso mudar o enfoque e prepará-los para serem realizadores. É necessário despertar atitudes empreendedoras nos estudantes. As tendências do mercado para os próximos anos trazem mudanças significativas para os jovens: a revolução científica e tecnológica, a emergência da economia virtual, a integração dos segmentos do mercado, os países emergentes, a importância de aspectos como a responsabilidade social e ambiental.
Não dá para continuarmos usando a mesma cartilha.
Educadores têm nas mãos a oportunidade de despertar alunos e a comunidade em geral para a realidade do empreendedorismo.
O potencial empreendedor do jovem brasileiro é enorme, mas está latente. Muitas vezes ele só aflora na necessidade. A maioria das pessoas não parte para o negócio próprio porque vê uma oportunidade. Muitos conseguem sobreviver e fazer a passagem para o mundo das empresas reais, outros mal sobrevivem ao primeiro ano.
É hora de criar novos motores para o desenvolvimento. É tempo de despertar os jovens para uma nova maneira de viver e de formar uma nova geração de brasileiros. Precisamos destacar a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior), e criar um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
A educação é o único caminho para colocar esta revolução em curso e criar uma sólida sociedade empreendedora. O processo é lento e começa com a abordagem do tema para as crianças. Esse seja talvez o primeiro passo para uma verdadeira mudança cultural. Posso até imaginar toda a criatividade do meu filho de 3 anos ou todo o vigor do meu filho de 12 anos sendo direcionados para o pensamento empreendedor.
Não imaginem que essa tarefa seja impossível. A metodologia já existe e a formação dos docentes pode ser realizada pelo SEBRAE-SP gratuitamente. Depende muito mais de vontade do que de verbas.
Levar essa idéia para a sala de aula é um desafio que passa pelo corpo diretivo das escolas, mas principalmente pela figura do professor, que se não despertar em si mesmo uma atitude empreendedora vai se limitar ao empreendedorismo como a execução de um bom plano de negócios. Preparar pessoas empreendedoras é desenvolver pessoas dotadas de visão de futuro, perseverantes e preparadas para o processo de sonhar, planejar e construir seu próprio “Caminho Suave”.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 07 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SUCESSO EMPREENDEDOR


Muitas pessoas chegam até o SEBRAE/SP querendo saber quais são os segredos para ser um empreendedor de sucesso. Apesar de não existir um perfil único que determine um empreendedor de sucesso, há uma série de características que são bastante comuns e quanto mais dessas habilidades estiverem presentes no seu negócio, melhor.
De forma geral, o empreendedor deve ter visão, iniciativa, saber planejar suas ações e gostar do que faz, além de conhecer muito bem o mercado em que pretende atuar. Ser curioso, questionador e estar atento às oportunidades que surgem - sejam de negócios, tecnologias ou inovações - são outras características importantes.
Ter uma boa rede de contatos, ter disposição para assumir e calcular riscos, aceitar e reconhecer erros, ser perseverante, autoconfiante e otimista completam o perfil ideal de um empreendedor de sucesso.
Ser empresário hoje está longe de ser o empresário de cinqüenta anos atrás quando uma empresa prosperava quase que naturalmente. Iniciar e conduzir um negócio não é simples, mas mantê-lo será ainda mais desafiante. As dificuldades surgem a todo o momento e a atitude frente a essas dificuldades será determinante para o sucesso do negócio. Num cenário cada vez mais competitivo não existe mais espaço para amadores, somente os profissionais terão “um espaço ao sol”.
E ser profissional envolve além do comportamento empreendedor, o conhecimento das competências técnicas que envolvem o “fazer acontecer” do seu negócio: comercialização, vendas, atendimento, produção, qualidade, otimização dos recursos, controles financeiros, formação de preços, logística e distribuição.
Você pode estar pensando: “ser empreendedor é ser quase o super-homem!”
Calma! Nem todas essas qualificações precisam estar em uma única pessoa. É claro que quanto mais, melhor; mas não significa que não tê-las irá fadar o seu negócio ao fracasso.
Além de poder desenvolvê-las através de treinamentos, procurar sócios, parceiros ou bons funcionários que tenham essas características ou conhecimentos é uma boa opção. Quando pensar em compor o seu quadro de trabalho, pense em pessoas que sejam complementares em seus perfis, formando um time que jogue pelo melhor desempenho do negócio.
Escolha pessoas competentes que tenham a capacidade de trabalhar em equipe e uma ótima comunicação entre si, afinal não há dúvida de que a comunicação é uma necessidade vital de qualquer sistema e através dela aprofundamos conhecimentos e intensificamos as relações entre as pessoas e a empresa. Quando todos se sentem parte da empresa e sabem que suas competências contribuem para o resultado, as chances de seu empreendimento se tornar um sucesso serão muito grandes.
Ana Maria Magni Coelho
Agosto / 2009
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