quarta-feira, 30 de junho de 2010

MANIFESTO


Nem só de glamour vive uma mulher...

Foi-se o tempo das que sonhavam acordadas com príncipes em cavalos brancos, com flashes e tapetes vermelhos.

A mulher de hoje sou eu e você.
E cá entre nós, não temos muito de princesa.

É a vida que nos excita.
O hoje e o amanhã!
Com seus segredos e suas verdades; com suas conquistas e seus desafios.

É claro: queremos nos sentir amadas, desejadas, femininas. SEMPRE!

Mas antes de tudo, queremos nos sentir confortáveis com quem somos.
V-E-R-D-A-D-E-I-R-A-S!
De bem com o mundo, de bem com a vida.

Afinal, tudo tem seu tempo.

Tempo de ser menina, de ser profissional, de ser amiga, de ser mulher.
De ser companheira, de ser mãe, de ser amante, de ser você.

Muitas mulheres em uma, mas sempre você.
De um jeito leve, lindo, vivo.
(Viva Valisère)

É claro que esse texto não é meu, mas hoje fazendo a unha (sim... também faço as unhas), me deparei com esse manifesto em uma revista e faço questão de compartilhar com todas as minhas amigas, mulheres (empreendedoras ou não), pois acho que é assim que devemos viver: de bem com o mundo, de bem com a vida, de bem com a gente mesmo!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

DIFÍCIL PARA TODOS


Até pouco tempo, as empresas brasileiras só demitiam funcionários em casos de mau desempenho ou incompatibilidade de perfil. Mudanças nas atribuições de um cargo quase não ocorriam e quando alguém se tornava "obsoleto", criava-se uma função de assessoria para justificar sua permanência na empresa respeitando o “tempo de casa” do funcionário.
Num cenário mais competitivo e em constante transformação, a demissão passou a ser vista de uma forma mais natural e necessária tanto para quem decide como para aqueles que são afetados nessa decisão.
Gestores tiveram que aprender a demitir e colaboradores a se recolocar – tanto quem é desligado quanto os que permanecem; afinal, o impacto de uma demissão ecoa em toda a equipe e nas funções desempenhadas por cada um.
Se para alguns, demitir ainda é uma atitude condenável, cabe ao gestor tornar essa decisão mais humana demonstrando interesse legítimo no ser humano e nas suas necessidades. O maior erro que um gestor pode cometer é acreditar que toda demissão é igual. Mesmo que alguém já tenha coordenado vários encerramentos de atividades, reduções de quadro ou mudanças de processos, a forma como isso afetará as pessoas nunca será a mesma.
Seres humanos são “caixinhas de surpresas” e como a demissão nem sempre tem relação com incompetência, o gestor precisará lidar de forma diferente com as emoções e com as causas do processo. Se alguém não se encaixa mais na empresa, não significa que não tenha mais lugar no mundo.
Bons gestores são transparentes nas razões do desligamento, auxiliam o demitido a avaliar o que é possível aprender com a demissão e mostram que sempre há uma lição que vai além das competências profissionais que não foram desenvolvidas.
Se a sua situação for de quem está sendo desligado, lembre-se que em geral, demissão não tem volta. Não adianta espernear. Em vez disso, aproveite para conseguir autorização para que colegas e superiores dêem referências de você a futuros empregadores e agradeça o aprendizado que obteve no período em que conviveu com essa equipe. Ainda que deseje “lavar a alma”, xingar o chefe ou vingar-se de um colega mais sacana, pense que essa atitude deixará uma péssima imagem sobre você nas pessoas. Não feche as portas e não carregue amarguras para o novo emprego. Para uma boa recolocação, um dos fatores mais importantes serão as relações que você foi capaz de construir nas empresas por onde passou.
Agora, se você faz parte do time que fica: o barco precisa seguir em frente. Evite boatos ou especulações e busque entender qual é o seu papel e a forma como a empresa espera que você se comporte daqui para frente.
Demissões são processos difíceis para todos, mas que trazem lições. Aprenda com elas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
26 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ÂNCORA OU RAIZ?!?


Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que tempestades são fatores incontroláveis de desordem e perturbação e que, ainda assim, podem ocorrer com bastante freqüência. Quando sopram os ventos, o que mantêm as árvores no solo são suas raízes e os barcos nos mares, suas âncoras.
Ainda em plena tempestade ou na chegada da bonança, olhar para o passado auxilia a lembrar o que fomos e nossa história; mas, ficar preso a ele, pode vendar nossos olhos para a possibilidade de sermos o que ainda nem imaginamos ser capaz quando o futuro chegar.
Nesse momento, ser âncora ou raiz faz toda a diferença para o caminho que se pretende seguir. Âncoras, segundo o dicionário Aurélio, são “peças de peso conveniente que presas à extremidade amarram a embarcação no fundeadouro”. Raízes, por sua vez, são “a porção mais inferior de uma formação e mediante a qual, essa formação está firmemente unida a outra.”
Ter raiz e estar ligado ao passado não é um problema, pois é dele que se constroem novos paradigmas, mas a supervalorização dessa memória pode significar uma falta de perspectivas para o futuro.
Empresas e comunidades buscam um modelo holístico de relacionamento como resposta às tempestades separacionistas e reducionistas de um passado cartesiano. Vivemos a era da conectividade, da co-criação, do netweaving de redes onde o universo não é mais fragmentado e o mecanicismo reduz os limites e potencialidades dos próprios seres humanos.
Ser âncora não deixa você navegar esse novo mundo. É preciso ser raiz e deixar nascer os novos frutos do futuro, usando o presente para o preparo do solo da transformação que será necessária em você, na sua empresa, no seu município, no mundo.
Faça a sua aposta em uma nova colheita e determine a energia necessária para minimizar os riscos da criação de novos valores, de uma nova imagem e um novo você.
Livre-se daquilo que pode até ter sido útil no passado, mas tornou-se um empecilho para construir e aprender o novo. Apague conhecimentos, atitudes, habilidades e preconceitos e abra espaço para se voltar para o futuro. Há muito o que desaprender. Mas não se trata apenas de técnicas. Trata-se mais de postura, de costumes, do modelo mental que ainda prevalece na transição da era do conhecimento.
Assim, como as tempestades, as coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Não por orgulho ou por incapacidade, mas porque simplesmente não se encaixam mais em nossas vidas.
Se for preciso, feche as portas e janelas para aguardar a redução do caos, mas em seguida, não tenha medo: volte ao terreno e cuide das raízes que mesmo ocultas esperam alimentar uma sociedade mais digna, ética e que respeite uns aos outros.
E lembre-se: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa)


ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para o caderno Opinião
Mogi News - 19 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SE FALAR, DIGA ALGUMA COISA!


A máxima pela qual se inicia o livro bíblico de João – “No princípio era o verbo” – carrega consigo um fundamento que evidencia o ponto de partida de qualquer relacionamento: a palavra é a expressão oral do conhecimento, do sentimento e do desejo. “Verbo” é a palavra por excelência, porque anuncia a ação que traça um roteiro ou desnorteia o processo de comunicação.
Do nosso princípio até os dias de hoje, a competência da comunicação tornou-se uma questão de sobrevivência e uma alavanca para nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Em termos individuais, a maneira como nos comunicamos revela a marca, o estilo e a impressão digital de nossa própria individualidade.
Entretanto, por não possuírem conhecimentos de técnicas corretas de comunicação, muitas pessoas falam sem dizer nada. Informam sem comunicar! Comunicação envolve troca de emoção e disponibilidade em conhecer-se, pois em processos bem construídos, o outro nos auxilia a reconhecer em nós mesmo coisas que talvez nem soubéssemos que sabíamos. Conseguir estabelecer empatia na sua mais completa capacidade de compreender o outro e suas diferenças é fundamental para que o processo de comunicação cumpra plenamente o seu papel.
Além disso, para obter o máximo da eficiência ao se comunicar, lembre-se que não bastam frases bem elaboradas ou uma perfeita oratória; é preciso utilizar-se dos recursos corretos. Se for falar pessoalmente com seu chefe ou apresentar uma proposta de projeto a novos investidores, tenha cuidado com sua aparência, postura, olhar, gestos e movimentação. Só a harmonia entre o que se diz e o que o corpo expressa pode levá-lo ao resultado que você pretende atingir.
E se você pensa que isso só é possível aos seres humanos mais extrovertidos, bons comunicadores podem ser desenvolvidos e preparados na arte da expressão oral. É um caminho que exige disciplina, observação e reflexão. Comece reconhecendo a dificuldade. Crie objetivos e metas para superá-la. Determine o tempo necessário. Ensaie em frente ao espelho e, de forma estratégica, supere os antigos hábitos negativos do processo de comunicação por iniciativas mais precisas e positivas.
Lembre-se que toda atividade profissional ocorre e é otimizada por meio da comunicação. Então, assuma sua própria palavra. Identifique seu próprio jeito de traduzir a realidade e estabeleça uma comunicação que possa ser a chave para a construção de um mundo mais harmonioso.

Nada de cenas como essa:


ANA MARIA MAGNI COELHO
Coluna produzida para O Diário Empresarial
18 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

TORCIDA PELO TRABALHO


Emprego e renda são algumas das maiores necessidades dos brasileiros nesta década e não é diferente em nossa região. Não é a primeira vez que converso com vocês sobre o assunto, mas a pergunta sobre como proporcionar ações de ocupação econômica permanece sendo o assunto em vários encontros empresariais. A responsabilidade é do governo, das escolas, das empresas?
Não! Sua empregabilidade depende exclusivamente de você, de sua competência profissional, disposição para aprender continuamente e capacidade de empreender.
Empreender não apenas no sentido de ter um negócio próprio, mas também de mover-se no contexto da restruturação e mutação do trabalho, no sentido de empreender a si próprio, na economia e na sociedade em permanente transformação.
É claro que para isso a educação profissional precisa ter um foco mais preciso e mais próximo desse novo mercado de trabalho, desvinculando-a de todo e qualquer viés assistencialista. Cursos ministrados para tirar menores da rua ou ocupar mulheres pobres não promovem sua empregabilidade se não inserirem as pessoas no processo produtivo. É preciso despertar em cada cidadão a importância da utilização adequada dos recursos aprendidos, contextualizando conceitos, aproveitando ao máximo o aprendizado e gerando resultados efetivos na geração de trabalho. A transformação do mercado integra o saber fazer com o querer fazer, tendo sempre como meta a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas e das regiões.
Na era do conhecimento e de um mercado cada vez mais exigente, proporcionar o exercício da cidadania é criar um ambiente empreendedor adequado onde o trabalho, e não apenas o emprego, seja o responsável pela geração de renda.
Os negócios feitos em casa, a mão-de-obra ofertada pelas cooperativas e os postos de trabalho virtuais, com flexibilização de horário e local de trabalho são tendências cada vez mais aceitas.
Por isso, é preciso focar ações que permitam o despertar do indivíduo e de seus modelos mentais desde o início de seu processo educacional com atualizações dos conteúdos programáticos, sensibilização e capacitação de professores e profissionais que atuam no segmento educacional, para que possam alertar os alunos e seus pais sobre as novas exigências do mercado de trabalho.
De modo igual, planejamento é indispensável: planejamento da vida da comunidade, das condições de trabalho, da ocupação e utilização do espaço urbano e rural adequando as legislações trabalhista, tributária, societária, civil e comercial às novas formas do exercício profissional.
Por isso, em tempo de Copa do Mundo, minha torcida é pela ampla revisão das condições que garantam um melhor ambiente ao empreendedorismo e a competitividade empresarial.

Ana Maria Magni Coelho
Texto publicado no Caderno Opinião
Mogi News em 12 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PARA ONDE VAI A SUA VAQUINHA?


Hoje no Diário do Alto Tietê, recebi uma deliciosa e reflexiva homenagem da minha amiga Marilei Schiavi que compartilho com vocês:

O Meu Bom Dia Especial de Hoje vai para a querida amiga Ana Maria Magni Coelho. Ela é a competente gerente regional do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) na região do Alto Tietê. Além de grande profissional, a Ana é a mãe exemplar do Marcelo e do Luca, além de esposa do Jorge. Às terças-feiras, a Ana empresta o seu talento de mulher-mídia e participa das "Meninas da Marilei" no Radar Noticioso. Há mais de dois anos, ela me enviou uma mensagem que é uma parábola que eu vou dividir com você agora...

Não espere que alguém jogue sua vaca no precipício. Atire-a antes!

Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou ensinar. Quando cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou:
- O senhor tem razão. Veja este lugar. Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis.
- Eu disse aprender e ensinar - retrucou o mestre. Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal, três filhos, todos com as roupas sujas e rasgadas.
- O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas. Como sobrevivem aqui? - perguntou.
- Temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo.
O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi. No meio do caminho, disse ao discípulo que pegasse a vaquinha daquele homem e jogásse-a ao precipício.
- Mas ela é a única forma de sustento da família! - espantou-se o discípulo. O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedira o mestre, e a vaca morreu na queda. Muitos anos depois, já um empresário bem-sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente. Mas para a sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. E ficou ainda mais assustado quando soube que a família continuava dona do sítio.
Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Estava ansioso demias para saber como o homem conseguira ficar tão bem de vida.
- Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu. Então, para sustentar minha família, tive de plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive de replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa dos meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!".
Atirar a vaca pode ser mudar de emprego, de ramo de negócio, buscar novas oportunidades, fechar um negócio, enfim, mudar. faça algo diferente para descobrir suas reais potencialidades. Mesmo que sua vaca seja bonitinha, talvez esteja na hora de atirá-la!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PEDIDO DE DEMISSÃO


Venho através desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas. Quero acreditar que tudo é possível e que as complexidades da vida passem despercebidas por mim.
Quero ficar encantado, com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e da necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe!
Não quero mais, ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus às pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida! Quero ter a certeza de que DEUS está no céu, e de que por isso tudo está direitinho neste mundo...
Quero viajar ao redor do mundo, num barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e, ficar com a cara toda lambuzada.
Quero achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida!
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou, quando a jabuticabeira ficar pretinha...
Quero poder passar as tardes de verão numa bela praia construindo castelos na areia e dividindo-os com meus amigos...
Quero que as maiores competições que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude, ou uma pelada...
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce...” e a “Ave Maria...” e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se era feliz simplesmente porque se vivia na bendita ignorância da existência de coisas que podiam nos preocupar ou aborrecer.
Quero poder acreditar no poder dos sorrisos, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Por isso, a partir de hoje, eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...
E no pega-pega, o pegador está com você!!!
E para sair do pegador só tem um jeito: Demita-se, você também dessa sua vida chata de adulto!

Não tenha medo se ser feliz!

Texto de Maria Clara Isoldi White

EMPRESAS APAIXONADAS


Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir. Traz um brilho diferente ao olhar e emoção para os pequenos gestos e ações.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, podem integrar a busca de um objetivo comum para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas todas coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
E não esquece que para deixar alguém apaixonado por você, é preciso que você apaixone-se primeiro. Olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada fará toda a diferença na gestão da sua empresa e também na sua vida!
Feliz Dia dos Namorados!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto adaptado para O Diário Empresarial de 11/06/2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

HERÓIS DO CAMPO


Mal amanhece o dia e o homem do campo já está lidando na terra para o seu sustento, de sua família e de muitos de nós. Produtores rurais proprietários, meeiros e arrendatários jogam suas sementes na terra e cuidam para que a natureza as transforme em frutos que formarão seu produto de venda. Natureza que nem sempre é generosa com a agricultura e que apesar de a dizermos perfeita, jamais a faremos chover ou raiar o sol à hora que queremos. Dependendo da cultura de produção, há quem perca com chuvas, geadas ou granizo. E nesse momento, estar preparado e ter uma boa gestão da propriedade podem reduzir os estragos.
Certa vez, ouvi de um produtor que se ele investisse no mercado de capitais os recursos que disponibiliza para sua propriedade, correria menos risco com rendimentos iguais ou superiores aos de sua produção. No campo, não podemos acabar com os riscos, mas se o empresário rural encontrar possibilidades que estimulem sua produção e amplie a geração de renda na propriedade pode mitigar a maioria deles. Boas práticas relacionam-se a profissionalização do homem do campo, a inserção de novas tecnologias, a agroindustrialização da produção e, até mesmo, a intensificação de novas atividades no meio rural, como o turismo rural.
Nesse sentido, me honro em manter florescendo as sementes plantadas na região desde a implantação do SEBRAE-SP em Mogi das Cruzes. Surpreendo-me e aprendo com esses verdadeiros heróis do campo: homens e mulheres que administram suas propriedades com amor à tradição, com desejo em evoluir e assumindo todos os riscos que a atividade traz consigo.
Minha satisfação é jamais ter deixado um único produtor que tenha procurado orientação sem resposta. Se as micro e pequenas empresas formais têm sido responsáveis pelo aumento da criação de postos de trabalho e ajudado o País a manter a economia funcionando; no campo, não é diferente. Nossa região concentra um número expressivo de produtores do elo mais fraco da cadeia de alimentos: o setor produtivo que, dia após dia, lida com a alta perecibilidade de seus produtos vendo seus custos de produção em elevação e seu preço de venda sendo definido pelo mercado.
Por isso, cabe a todos nós, sociedade e poder público, defender e apoiar condições para o desenvolvimento sustentável do campo. Temos nas mãos a possibilidade de construir um modelo de produção rural com práticas efetivas de agroecologia, parcerias responsáveis e transferência de tecnologia em prol da valorização e permanência desses heróis em seus postos de trabalho.
Se falar pode parecer muito fácil; reconheço aqui a dedicação e o trabalho desses empresários do campo e desejo sucesso ao mais novo herói à frente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Fernando Ogawa, que cuidará dos problemas do agronegócios além da porteira de sua própria propriedade!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
05 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DE LONGE TAMBÉM SE APRENDE


Imagine melhorar a gestão da sua empresa em um curso sem sala de aula, sem horário de entrada ou conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E melhor: você estuda onde e na hora em que quiser. Sonho? É a mais pura realidade, basta ter um computador e acesso à internet.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
03 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

INSUBSTITUÍVEL


Esse é mais um texto que circula em muitas caixas de e-mail e que quero compartilhar com vocês que visitam o Lounge. Talvez vocês já o conheçam, mas se pretendemos ser bons gestores, nunca é demais refletirmos sobre meios de motivar e realizar mudanças dentro das empresas...
Pessoas são mais do recursos; pessoas são o mais precioso ativo que as organizações possuem e não podem ser tratadas como figurinhas que basta você trocar que o álbum se completa.

******************
INSUBSTITUÍVEL

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

- E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....
O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único! Com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".

É bom para refletir e se valorizar!

Uma boa semana...insubstituível!!!
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