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sábado, 14 de janeiro de 2012

ENDIVIDAMENTO EMOCIONAL

Matrícula da escola, material escolar, IPTU, IPVA, aumento nas tarifas da conta de água, fatura do cartão de crédito com as compras do Natal... Ufa! Será que o bolso aguenta?!?
Tradicionalmente um mês de muitas despesas extras, janeiro requer planejamento e monitoramento para evitar o pagamento de um alto preço em seu orçamento (e às vezes, em sua saúde) por todo o novo ano.
Embora o endividamento seja considerado um fenômeno relativamente novo em nossa sociedade, o significativo aumento de pessoas endividadas traz uma nova dinâmica a economia. Poucas famílias, mesmo as consideradas mais esclarecidas, têm o hábito de parar e pensar no quanto de sua receita está comprometida com dívidas ao longo dos meses. Esta falta de reflexão conjunta acaba conduzindo a tomada de decisão sobre novas questões financeiras de forma errônea: por impulso, por compulsão e, principalmente, pelo significado que determinados produtos têm para cada um.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DIREITOS HUMANOS

Incentivar o empresariado brasileiro sobre boas práticas que promovam os direitos humanos no meio corporativo é algo que pode parecer distante do universo da estratégia, mas que não pode ficar de lado quando pensamos nos impactos das empresas e na promoção de sua responsabilidade social, tanto na gestão dos negócios quanto no controle de sua cadeia de valor.
Embora no Brasil, os direitos humanos costumam estar associados à violência contra presos, contra mulheres e crianças; o assunto é uma questão de mercado, e de mercado de trabalho. Enquanto o Estado tem o dever de proteger os direitos humanos de seus cidadãos; a empresa tem o dever de respeitá-los, independentemente da realidade política, tributária e fiscal na qual esteja inserida. Não há justificativa para que as empresas aceitem trabalho escravo ou infantil. Não há razões para não promover a equidade de gênero e raça bem como a admissão de pessoas com deficiência.

sábado, 29 de outubro de 2011

ALÉM DA BOA INTENÇÃO

“As empresas são agentes sociais no processo de desenvolvimento, cuja dimensão não se restringe apenas a uma determinada sociedade, cidade ou país, mas envolve o modo como se organizam e principalmente atuam, por meio de atividades essenciais”. A frase, de autoria de Herbert de Souza demonstra com clareza a responsabilidade das empresas – ouso dizer, de toda a comunidade – no combate às desigualdades e no melhor aproveitamento do potencial humano em prol do desenvolvimento do nosso país.
Estar presente nos bastidores do 14ª edição do Teleton, transmitido pelo SBT na sexta (21/10) e sábado (22/10), me deu a clara dimensão da forma como isso pode acontecer. A maratona beneficente em prol da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) arrecadou R$ 26.802.633,00 graças a ampla participação de empresas - de vários portes e segmentos -, artistas, atletas, sociedade civil e, inclusive, talvez, com sua. Com isso, duas novas unidades da instituição serão construídas: uma em Campina Grande (PB) e outra em Vitória (ES). A AACD erguerá as novas sedes e o governo ficará responsável por sua manutenção.
Betinho ficaria orgulhoso ao acompanhar tamanha integração.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CORRENTE DO BEM - TELETON 2011

Explicar os motivos que me levaram a aceitar o convite para participar da bancada de blogueiros do Teleton 2011 tem sido uma rotina desde o último domingo quando estivesse pessoalmente na AACD e anunciei que estaria ao vivo no palco do programa.
Meu envolvimento com causas sociais começou quando descobri a perda da minha mãe em decorrência da AIDS e se entendeu durante as aulas de pedagogia quando convivi com lições de educação realizadas na Casa Hope, APAE, Laramara e outras organizações de apoio a crianças com algum tipo de deficiência.
Em 1996, depois de um acidente de carro, conheci a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Meu , então, noivo precisava de uma prótese que permitisse que nos casássemos e fizéssemos nossa viagem de lua de mel ao mesmo tempo que cicatrizasse o sério rompimento dos ossos de seu cotovelo, ombro e punhos. Foi assim que chegamos à AACD!
Se não fosse essa belíssima instituição talvez eu nem estivesse casada ;-)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ERA DAS GRANDES RESPONSABILIDADES

Por Ignacy Sachs*

Manter a qualidade de vida para mais de 9 bilhões de habitantes vai exigir da humanidade uma visão mais pragmática de suas responsabilidades diante do planeta.

Tudo indica que antes da Rio+20, programada para meados de 2012, a Comissão Estratigráfica Internacional vai oficialmente proclamar que, desde o início da revolução industrial, no século XVII, entramos numa nova era geológica – o antropoceno –, caracterizada por um forte impacto das atividades humanas sobre o porvir da Nave Espacial Terra. Não que sejamos “mestres da natureza”, como o pensava Descartes. O recente tsunami que assolou as costas do Japão, nos arredores de Fukushima, nos lembrou a nossa impotência diante de eventos naturais deste porte: três enormes ondas de quase 40 metros de altura avançando a 300 quilômetros por hora e entrando dez quilômetros no interior das terras, destruindo portos, aldeias, derrubando casas, carregando barcos e carros, danificando uma central nuclear, acabando com a safra de arroz dessa importante província agrícola do Japão e com 80 mil empregos.
Necessitamos de uma postura proativa, avaliando com realismo a nossa capacidade de atuar, valendo-nos da qualidade única da espécie humana representada pela nossa capacidade de imaginar o futuro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ETANOL OU GASOLINA


O controle e uso de fontes de energia sempre teve caráter estratégico para as nações do planeta, porém na medida em que os avanços tecnológicos foram permitindo que o capital se reproduzisse e fosse acumulado em escalas cada vez maiores, a importância da soberania energética ascendeu a escalas e velocidades astronômicas.
Em nome dos interesses dos capitais, a busca por energia já aniquilou povos, nações e destruiu partes significativas tanto do meio ambiente biológico (fauna e flora) quanto físico (solo, água, ar e luz solar). A partir da segunda metade do século XX a leitura sobre os efeitos da ação humana sobre o planeta fez soar o alarme de que a própria continuidade da vida poderia estar em risco caso não se buscassem novos paradigmas de desenvolvimento.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL



NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

 O novo ambiente de negócios mostra que a evolução das necessidades dos clientes tem mudado ao longo dos anos. Graças a economia globalizada, os consumidores estão mais bem informados e mais fiéis às marcas e organizações que lhes dêem razões para confiar.
A revolução tecnológica eliminou distâncias e multiplicou a troca de informações via televisão, jornais, rádio, telefone e internet. A revolução educacional diminui os índices internacionais de analfabetismo, levou um crescente número de pessoas à escola e gerou em toda a população um desejo cada vez maior de informações. Por conseqüência, uma revolução cívica, representada por milhões de pessoas organizadas em todo o mundo, reunidas em associações e organizações não-governamentais (ONG), defendem seus direitos e seus interesses: como a promoção social e a proteção ambiental.

sábado, 2 de abril de 2011

CONSCIENTIZAÇÃO PELO AUTISMO

Em crianças, o autismo é mais comum do que AIDS, diabetes e câncer juntos. Estima-se que 70 milhões de pessoas tenham autismo no mundo, sendo que só em nosso país, os números chegam a quase 2 milhões de brasileiros acometidos pela sindrome.
Mesmo assim o autismo é pouco conhecido no Brasil e suas percepções são altamente estigmatizadas. É preciso acabar com os mitos. Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo apenas com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.
Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras. Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem podem acontecer, mas não são sempre presentes. Como falar em déficit intelectual em pessoas que muitas vezes nunca tiveram oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente? Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem, inclusive, inteligência acima da média.
Por isso, que tal buscarmos mais informação e menos preconceito para entender o autismo?
O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. É caracterizado por um retrocesso das relações interpessoais e por diversas alterações da linguagem e dos movimentos. Tais sintomas são reconhecidos principalmente entre os 6 e os 36 meses de idade e as causas ainda são desconhecidas, embora muitos já garantam sua associação a fatores genéticos e problemas pré, peri ou pós-parto.
Os graus variam do Autismo Clássico, mais grave, à Sindrome de Asperger que é menos acentuada abrangendo desde uma criança muda, retardada e agressiva à “gênios"”como Mozart que tinha todas as características de Asperger.
Geralmente, as crianças possuem aspectos saudáveis, mas os processos sintomáticos envolvem a perda do contato emocional e interpessoal chegando a causar problemas de sociabilidade, isolamente intenso e agressividade. Algumas crianças não respondem as carícias, palavras nem às atenções dos adultos. Outras são capazes de repetir propagandas de TV, partes de músicas ou de programas, mas isso não significa um ato de comunicação eficiente.
Uma vez que sabemos que a maior dificuldade do autismo é a comunicação é preciso orientar professores e educadores para que utilizem uma comunicação aumentada e alternativa bem como ambientes estruturados para o bom desempenho do autista em sala de aula e conseqüente inclusão no mercado de trabalho.
Em uma sociedade produtiva como a nossa, o trabalho ocupa um lugar central em nossas vidas assim como ocupará nas vidas dos portadores de necessidades especiais, sejam elas decorrentes do autismo ou de qualquer outra enfermidade.
Foi a obrigação de cumprir a Lei de Cotas que determinou para a maioria das empresas o início da convivência com pessoas com deficiência em sua estrutura organizacional. Entretanto, mais do que garantir o acesso, é preciso que as empresas passem a cuidar do sucesso do novo funcionário envolvendo diferentes atores e situações sociais nessa inclusão.
Todo processo empresarial que envolve mudanças de comportamentos e de valores, traz questionamentos, inseguranças e eventualmente rejeição. As empresas precisam preparar o ambiente e as pessoas para uma visão mais objetiva e equilibrada da inclusão.
Dentro do espectro autista, que se divide em graus mais ou menos severos, as oportunidades devem se associar aos estágios do comprometimento cognitivo do funcionário. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral em sua luta para uma vida independente. Costumam apresentar enorme afinidade para atividades individuais e concretas. Aliás, quanto mais concreto e repetitivo for o trabalho, tanto melhor!
Por contarem com um pensamento estritamente visual (visualização vívida), um alto poder de concentração e uma ótima memória, os autistas podem fazer do computador seu "ganha-pão" e se utilizam da Internet para travar relações com o que lhes é mais apavorante: o mundo externo.
Não há dúvidas de que  autistas têm uma nova possibilidade de mudar seu destino de abandono e não-aproveitamento de suas capacidades especiais. Basta que famílias, escolas e empresas se preparem para recebê-los respeitando suas competências e possibilidades. Essa é a essência maior do respeito à diversidade, afinal somos todos diferentes, certo?
Pessoas não são seus próprios diagnósticos.
Pessoas são seres humanos e apesar das dificuldades, podemos aprender com elas todas as possibilidade e variáveis para uma só palavra: AMOR.
Seja você também uma voz para o autismo e para uma inclusão que aconteça além das cotas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SUSTENTABILIDADE COMEÇA COM A GENTE



Diversidade, ética, transparência, respeito e sustentabilidade. Estes são os atributos que a maioria das empresas coloca em suas políticas de comunicação e de fortalecimento de imagem segundo a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje)
Entretanto, mais do que fazer parte de uma política institucional, essa mensagem tem que fazer parte da vida dos funcionários, fornecedores, clientes e principalmente dos líderes do negócio. Só o engajamento da "alta cúpula" pode reforçar a reputação de uma marca e oferecer produtos ao mercado que além de qualidade, respeitem o meio ambiente, a saúde do consumidor e os direitos dos funcionários. Isso, sim, é ser sustentável!
Uma pequena empresa normalmente começa suas atividades com os próprios donos à frente do negócio. Se os valores de sustentabilidade fizerem parte da vida desse empreendedor, certamente sua empresa terá mais chances de tirar do papel os bonitos atributos estratégicos e torná-los ações práticas no dia-a-dia do seu pequeno negócio.
O primeiro passo é analisar sua própria relação com o mundo. Você está pronto para ouvir seus clientes? Está disposto a receber e implementar sugestões de seus funcionários? Pagaria um pouco mais por uma energia reutilizável? Sua empresa consome de forma eficiente água, energia e os insumos para o negócio? Está disposto a trabalhar a comunidade vizinha ao seu negócio?
Muitas vezes são necessárias poucas mudanças para deixar o seu pequeno negócio "surfar" na onda da sustentabilidade. Seja qual for o porte do seu negócio, se você não se preparar a responder SIM a todas as perguntas anteriores, certamente sua empresa perderá mercado ou desaparecerá.
Ter uma atitude sustentável não é assistencialismo, filantropia, nem investimento social isolado, mas a adoção de práticas que fortaleçam, de forma integrada, seu próprio negócio. Os recursos ambientais, sociais e econômico-financeiros estão na base do tripé da perenidade de todos os negócios e por isso, utilizá-los de forma a atender suas necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras em também atender as suas necessidades é a receita.
Empresas de vanguarda têm pessoas apaixonadas pela causa do negócio tanto quanto seus donos. Comece conquistando seus próprios funcionários e amplie essa relação para seus clientes, parceiros e fornecedores. Cada vez mais, as empresas terão obrigação de participar na solução dos problemas das comunidades.
Esteja certo de que o comportamento do consumidor de hoje não é mais o mesmo. O cliente que antes passava na padaria para saber se tinha pão quente, hoje espera ser avisado pelo Twitter sobre o horário da próxima fornada e ainda quer saber se a energia do forno é consumida corretamente ou se o trigo tem rastreabilidade. Se você não apresentar um elevado grau de responsabilidade social e compromisso com o meio ambiente, deixará de ser opção de compra para muitos que visitarem o seu negócio.
Você é quem está no controle e decide o que deseja fazer. Sustentabilidade é sair do discurso para a ação e ter atitude para dar o primeiro passo. Qualidade começa com a vida da gente! Viva Positivamente.

Ana Maria Magni Coelho

sexta-feira, 26 de março de 2010

INSUSTENTABILIDADE


Em uma semana em que comemoramos o Dia Mundial da Água e em que aconteceu o 1° Congresso Brasileiro de Ética nos Negócios, sinto-me impulsionada a escrever sobre sustentabilidade.
Sustentabilidade que no mundo dos negócios possui diferentes dimensões: social na busca por equidade na distribuição de renda para os habitantes de uma região; ambiental no que se refere à utilização dos recursos naturais que são renováveis e na limitação do uso dos recursos não renováveis; econômica na busca por redução dos custos de produção e custos sociais e ambientais; espacial quando se busca um equilíbrio entre a população rural e urbana; e até cultural, pensando na garantia da continuidade das tradições e pluralidade dos povos.
Entretanto, os princípios e práticas do desenvolvimento sustentável, muitas vezes são vistos como conflitantes, pois se as empresas buscam resultados financeiros, aumento de fatias de mercado e, principalmente, sobrevivência e manutenção de sua competitividade, como poderiam também se preocupar com questões de um mundo tão distante de seus balancetes?
Hoje, por pressões sociais ou por restrições impostas pelos grandes varejistas ou pelas normas de exportação, as empresas têm sido forçadas a buscar formas de reduzir seu impacto ambiental e a melhorar sua imagem frente a seus consumidores. O custo ambiental e os problemas sociais que, durante séculos, não foram considerados encargos das empresas por serem tratados como responsabilidade pública, hoje são parte da preocupação de muitos empresários. Afinal, para um futuro sustentável não podemos tornar responsável um único setor. Dependeremos de uma ação responsável e ética de governos, empresas e cidadãos.
Governos deverão assumir seu papel como guardiães do bem comum definindo marcos regulatórios e políticas públicas que privilegiem a sustentabilidade. Empresas, detentoras do poder de transformação e agentes econômicas por excelência, necessitarão minimizar os impactos negativos de suas atividades sobre a natureza e sobre as pessoas, assumir a liderança das transformações necessárias no modelo social e atuar em parceria em prol da reversão da insustentabilidade, reduzindo riscos e maximizando resultados. O tratamento das questões ambientais e sociais como estratégicas pode trazer às empresas benefícios na identificação de novas oportunidades de negócios e a utilização de sua performance ambiental pode ser fonte de vantagem competitiva, auxiliando a empresa a adquirir uma postura mais pró-ativa.
A nós, cidadãos, caberá o dever ético de assumir o papel de agentes transformadores assegurando a longevidade de negócios que gerem trabalho, renda e contribuam para o bem-estar da sociedade. Isto implica em consumir produtos que não causem impactos sociais ou ambientais e, indo além, que contribuam para a recuperação de áreas degradadas ou para a melhoria do desenvolvimento sustentável de uma região.
O fato é que aquilo que vinha sendo feito até agora em termos de sustentabilidade não é mais suficiente. Não é o bastante que marcas façam campanhas ou ações que tenham a sustentabilidade como mote, mas não como valor.
É necessária uma mudança geral!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
26 de março de 2010

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL
Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

O DESAFIO DA INCLUSÃO


No último dia 21 de setembro, comemoramos importantes datas: Dia do Radialista, Dia da Árvore e ainda, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência.
Vi muito mais ênfase sendo dada ao dia da árvore do que à questão da deficiência e como indutora dos processos de desenvolvimento e de gestão empresarial, confesso que me incomodo. É claro que me importo com as questões do meio-ambiente ou da sustentabilidade, mas é na prática da diversidade incentivada nas empresas e no pluralismo incorporado ao dia-a-dia das cidades, empresas e famílias que podemos conquistar maior igualdade.
Em sua essência, o termo “deficiência” me incomoda para caracterizar pessoas, pois remete sozinho ao processo de exclusão, ferindo os princípios básicos de cidadania e sobrevivência do ser humano.
Desde 1991, existe uma lei no Brasil (lei federal 8213/91) que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências, o percentual varia de 2% a 5% do número total de funcionários, mas para a inclusão não basta uma lei.
Seu cumprimento ainda não é uma realidade para a maior parte das empresas, pois além do preconceito, os empregadores queixam-se da falta de mão-de-obra qualificada.
Nas escolas, por mais que se trabalhe a inclusão de deficientes, professores e colegas, por vezes, não compreendem suas limitações ou conscientemente zombam. Poucos completam o 2º grau, o que gera uma dificuldade maior para sua entrada no mercado
Com base no argumento de que o nível educacional da maioria desses profissionais é baixo, as empresas resistem ao cumprimento das normas temendo perder competitividade.
Gestores responsáveis, que conseguem excluir o preconceito e a discriminação e aplicar o bom senso em conjunto com a responsabilidade social, não há deixam passar despercebida que as deficiências em nada (ou quase nada) interferem no desenvolver de muitas atividades.
Na verdade, experiências demonstram que é pura vantagem competitiva a contratação destes profissionais. Com muita dedicação, eles desempenham suas atividades, estão dispostos a cumprir metas, objetivos, ordens e solicitações em geral e o absentismo é quase inexistente. Os esforços destes profissionais refletem no aumento da qualidade e da produtividade e corroboram com o marketing social da empresa.
Enfim, nesse sábado, não poderia deixar de falar no dia que muitos nem perceberam que viveram na semana que se encerra. Os projetos de inclusão social devem criar estratégias que resultem em melhores condições de vida para a população, na igualdade de oportunidades para todos, e na construção de valores éticos desejáveis pela sociedade. Esse é o caminho para uma sociedade mais democrática e inclusiva.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 26 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

ÉTICA EMPRESARIAL


Ética é uma dessas coisas que muitos falam e poucos sabem explicá-la. Grandes pensadores da Grécia – Sócrates, Platão e Aristóteles já salientavam a dificuldade de conduzir reflexões sobre o comportamento e a moral. Então, quem sou eu para em poucas linhas tentar explicá-la?
Espero apenas fazê-lo refletir sobre como o comportamento das pessoas é afetado por condições éticas que influenciam a economia e as relações de poder e o empenho de colaboradores, parceiros e clientes nas empresas.
Imagine a situação de um consultor que recebe uma boa idéia de seu time de trabalho e leva à diretoria. Esta se entusiasma pelo projeto e pergunta de quem foi a idéia. O consultor fala a verdade ou aproveita a oportunidade para se promover?
A inadequação de um comportamento auto-interessado pode ser grave quando dá ênfase a direitos e liberdade que são próprios e desconsideram o outro e suas verdades. É claro, que pessoas são livres para empenhar-se por seus direitos e assim também é a micro e pequena empresa. Contudo, é preciso reconhecer a existência de direitos além dos seus.
Aos poucos, a sociedade selecionará “o joio do trigo” e perceberá as empresas que adotam planos e códigos de ética em seu planejamento estratégico e aquelas que sobrevivem na ética da conveniência. O consumidor, cada vez mais, busca uma corporação ética, pois além de seu direito estar assegurado, estará também garantindo seus sonhos e desejos atendidos.
Destaco que a obrigação ética de uma empresa não pode ser confundida com sua obrigação legal de pagar impostos e salários, pois nem sempre o que é de interesse do Estado é também e igual do social, de seus colaboradores e seus parceiros.
Gerar dividendos, atender acionistas e ser ético pode denotar ambigüidades profundas e alguns problemas complexos que passam desde caráter até vontade. Todos desejam o êxito em seus negócios, mas para isso não é necessário agredir, transgredir e usurpar os outros para alcançar objetivos e ganhar visibilidade.
A ética da sociedade e a ética empresarial são inseparáveis. Algumas vezes indistinguíveis. As preocupações diárias com a eficiência, competitividade e lucratividade, não podem prescindir de um comportamento ético. Dever-se-ia pensar na ética todos os dias, em todas as horas, na hora de eleger, na hora de pagar propina, na hora de jogar um lixo na rua, na hora de escolher seus colaboradores. Empresas devem entender que ética não é qualidade; é obrigação, é a sua reputação no mercado!
Por isso, mesmo que ambíguo ou dualista, acredito que o argumento em favor de aproximar economia à ética não pode depender da facilidade de consegui-lo, deve ser um exercício de todos nós fundamentado no mérito das recompensas futuras.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 19 de setembro de 2009

E para refletir um pouco mais... Um vídeo que fala de nossa confiança sendo colocada à prova... Só de sacanagem, esse é mesmo o meu modo de ser: MAIS HONESTA EU VOU FICAR! Minha esperança é imortal... Se não podemos mudar o começo, está em nossas mãos, mudar o final!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COMPROMISSO SOCIAL TAMBÉM É COMPETITIVIDADE


Trabalhar pelo bem-estar da comunidade deixou de ser atribuição exclusiva de governos e organizações não governamentais para tornar-se também responsabilidade das empresas privadas. Antes, bastava oferecer bons produtos, atender com qualidade e lidar com os fornecedores de forma ética. Hoje, as exigências são outras. Respeito à comunidade e ao meio ambiente e uma política de recursos humanos para atender efetivamente os funcionários fazem parte da denominada Responsabilidade Social Empresarial.
Essa responsabilidade não se resume a apenas tomar ciência do seu entorno, mas em agir de forma ativa para transformar as pessoas e a própria relação com a comunidade no contexto social e cultural.
A gestão estratégica da Responsabilidade Social Empresarial configura-se como elemento central na corrida pela competitividade. Sua prática é uma arma poderosa para fortalecer a imagem corporativa, tornar a empresa reconhecida e conquistar maior lealdade do consumidor. Mas cuidado, pois desenvolver programas para divulgar a empresa ou como forma compensatória não traz resultados sustentáveis ao longo do tempo.
Trata-se de um processo de aprendizagem, que envolve mudança de comportamento e uma nova cultura gerencial. Uma empresa é socialmente responsável quando responde pelos efeitos sociais e ambientais de suas atividades, multiplica os efeitos positivos de seus negócios e tem o planejamento focado para a gestão de pessoas e para o ambiente. Caso contrário, e por mais avançada que seja a gestão de processos operacionais, sua sustentabilidade será caracterizada por instabilidades, como perda de mercado e tendência ao desaparecimento. É com responsabilidade social que a empresa produz a verdadeira distribuição de renda e a melhoria continuada do padrão de vida dos colaboradores e do meio em que atua.
É fato que através de ações filantrópicas, muitas empresas exercem um papel assistencial importante na comunidade, mas essas ações ainda ocorrem de forma esporádica e sem planejamento ou orçamento prévios. Responsabilidade social significa compromisso social e não filantropia.
Felizmente, nessa semana, conheci projetos consistentes que têm compromissos com as questões sociais no Alto Tietê e com ações empresariais internas e externas apoiadas em três pilares: valorização dos funcionários, respeito ao ambiente e contribuição para o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
Hoje, 74 % das MPEs realizam pelo menos uma ação social em um ano, embora ainda predominem as ações filantrópicas. Estou certa que a Responsabilidade Social não é uma moda passageira e sim uma tendência irreversível. Aqueles que ignoram essa tendência perderão o bonde da transformação corporativa, que há muito trilha novos caminhos.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 29 de agosto de 2009
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