segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

TODO PROBLEMA TEM SOLUÇÃO

Para quem ainda duvida, não tenho a menor vergonha em afirmar que o Twitter tem sido a maior fonte de notícias na atualidade.
É claro que nesse espaço tomamos contato apenas com a primeira informação e, se ela for relevante de verdade, cabe a cada um aprofundar os aspectos que mais lhe interessar.
E foi o que eu fiz...
Compartilho com vocês post do Idéias na Laje e texto do portal PtodeContato

TODO PROBLEMA TEM SOLUÇÃO. QUAL É A SUA?


A FIAP e Singularity University se unem em um concurso cultural que irá premiar o melhor projeto empreendedor que use tecnologia para solucionar algum dos grandes desafios do Brasil.
 
O autor do projeto vencedor ganhará uma bolsa de estudos no valor de US$ 30.000,00 para o GSP – Global Studies Program da Singularity University , que acontecerá de Junho a Agosto de 2011 nas instalações da SU na NASA, além de receber apoio financeiro e contar com uma rede de mentores locais e estrangeiros para desenvolver o seu projeto.
 
Consulte o regulamento do concurso e participe! Inscrições até 18 de março de 2011.

domingo, 30 de janeiro de 2011

NÃO ECONOMIZE A VIDA



Mesmo com o caos causado pelas chuvas nesse início de ano, janeiro de 2011 começou repleto de boas surpresas para mim, entre elas a experiência de me assumir geek em essência e viver momentos surpreendentes na minha primeira Campus Party Brasil.
Durante uma semana mergulhei no maior encontro tecnológico do mundo!
A Campus Party é uma enorme reunião entre mais de 6.000 campuseiros apaixonados por tecnologia e apaixonados por todas as possibilidades de disseminação de conhecimentos em rede. Durante seis dias tendências foram lançadas, conteúdos foram produzidos, negócios foram fechados e o melhor da web brasileira apareceu aos olhos de quem estivesse disposto a enxergar.
Quem fechou os olhos perdeu boas chances de conviver e aprender as melhores práticas de um mundo cada vez mais globalizado, conectado e veloz.
Não dá mais para economizar a vida para amanhã! As chances podem não se repetir.
Por isso, equilibrar as oportunidades e  (re)conectar valores que qualifiquem minha vida como meio de ser (e de fazer) feliz e de contribuir para a criação de um mundo melhor tem sido minha busca e o critério para muitas das minhas escolhas.
Precisamos emergir daquilo que Giorgio Agamben, filosofo italiano, chama da vida nua. Uma vida que nos reduz à posição irracional de convivência indiferenciada. Uma vida altamente artificial em que as estruturas de poder geram as formas e os padrões de qualidade da vida para todos aqueles se submetem à sua ordem. Uma vida de propaganda de margarina, mas sem sentido real.
Entretanto, mesmo funcionando como um álibi perfeito para quem deseja simplesmente deixar a vida acontecer e suprimir experiências sem culpa,  há uma imensa ambiguidade na vida nua. Ao entranhar-se nela, o ser humano arruina suas próprias chances de gozar uma vida qualificada que, na minha opinião, é a única vida que vale a pena ser vivida.
Quando decidi passar 6 dias na Campus Party, essa era a minha escolha: viver a vida à minha maneira, sem ninguém monitorando o tempo que passo no Twitter, convivendo com amigos que no dia-a-dia ficam distantes de mim e aprendendo, aprendendo e aprendendo.
A escolha em estar ali era apenas minha. Os compromissos e as metas  podiam esperar. E eu poderia viver além da imagem do meu avatar.
Entender o caminho dessas escolhas e o que faz sentido para você é a melhor maneira de se libertar e não se escravizar pela tecnologia e mobilidade tão presentes nos espaços da Campus Party.
A vida não precisa ser tão veloz quanto as informações que transitam pelas redes, mas ela pode ter a urgência que você quiser. Afinal, não há nada mais urgente do que encontrar aquilo que pode ser uma vida prazerosa pra você e conquistar sua própria vida qualificada.
Sob esse espírito de urgência pessoal, aceitei o convite de @samegui e @lidifaria para um seqüestro em plena Campus Party Brasil.
Mesmo com a tarde repleta de palestras interessantes, empreendedores lotando o estande do SEBRAE e colegas que ficaram sem explicação sobre minha ausência, me permiti uma tarde de vida boa ao lado de @maxreinert, @ladyrasta e Yara Baumgart (@vidaboayb).
Vida Boa é um conceito de empreendimento onde o cliente determina suas próprias experiências. Mais do que massagens, boa música ou boa comida, nesse espaço você pode desfrutar aquilo que lhe é essencial.
Essencial por levá-lo de volta à sua própria essência.
A marca Brasil está presente nas paredes, nos tecidos, na decoração, no sorriso de toda a equipe... O carinho acolhe o cliente desde sua chegada e nem mesmo a chuva ofusca a bela vista da sacada das salas de massagem.
Quer responder seus e-mails? Ok. No espaço Vida Boa, você tem acesso wireless e equipamentos à disposição. Quer ler um livro? Almoçar?  Ouvir boa música? Receber parceiros para uma reunião? Ok. Você pode também.
O poder de decidir o que é importante cabe apenas ao cliente.
Minha experiência em vivenciar uma tarde no Vida Boa foi além do relaxamento proposto no sequestro; me fez repensar sobre as prioridades e sobre a velocidade da minha vida.
Sem dúvida, ela passa rápido e com ela passam também as boas chances de sermos aquilo que sempre sonhamos ser. Cuide do seu corpo, da sua mente, das suas energias da forma como fizer sentido a você.
Se vivemos mesmo a Era do Conhecimento e da Generosidade, como tanto se repetiu na Campus Party 2011, conhecer-se é melhor saída para uma vida qualificada. (veja o vídeo)
 Já dizia Vinicius de Moraes "... a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais..."
A vida pode ser muito boa. Basta você querer!

PERMITA-SE UMA VIDA BOA

Já dizia Caetano Veloso: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".
Descobrir quem somos efetivamente e aquilo que tem significado real à nossa essência talvez seja nossa principal missão em um processo cada vez mais avassalador de aceitação social.
Hoje, ser alguém é respeitar bulas reducionistas de experiências humanas, seguir padrões determinados por terceiros e cumprir muito mais responsabilidades do que prazeres.
O desnorteado progresso da tecnologia e da globalização dos mais variados ramos das atividades humanas nos leva a nos sentir mais um estrangeiro num país de muitos.
Ninguém se entende, mas todos buscam um idioma comum. Ninguém mais quer saber da dor inerente a ser o que se é.
Pasteurizam-se as experiências e as necessidades e todos vivem a dor de ser o que não são.
A mídia não pára de gritar, o tempo todo, no ouvido de todo mundo, que o legal é seguir um padrão: dormir e acordar cedo, não comer carne vermelha, não beber (ou beber um cálice de vinho todos os dias?), não usar medicamentos (ou tomar uma aspirina por dia?), malhar todos os dias 20 minutos (ou 1 hora completa, 3 vezes por semana?).
Livros, revistas ou qualquer amigo mais próximo podem lhe vender “pílulas de felicidade” em troca da “tão desejada” qualidade de vida.
Mas será que você já parou para pensar no que é a sua vida? Conseguiria qualificá-la naquilo que tenha significado para você em vez de enquadrá-la em algum padrão sem sentido determinado por alguém?
Tomemos a mim como exemplo: Por que não posso viver conectada o tempo todo, se isso for vida boa para mim? Por que eu deveria pesar 60 quilos, se meu padrão corporal jamais me permitiria tal “sonho”? Por que dormir 8 horas por dia, se ao dormir 6 horas meu corpo já se sente pronto a um novo dia?
Padrões pré-estabelecidos de qualidade de vida, aos poucos, vão transformando a população em uma massa homogênea, passiva e disciplinada para seguir uma vida sem sentido. Não é a toa que os consultórios psiquiátricos enchem-se se pessoas deprimidas...
Pessoas que poderiam ser felizes transformam-se em simples corpos viventes sem a menor chance de conciliar suas responsabilidades com seus desejos reais. Em detrimento de uma vida qualificada, seguem regras para uma qualidade de vida que atenda a família, ao chefe, ao vizinho, às estratégias empresariais, ao poder não legitimado ou ao medo de não atenderem aos padrões convencionados como corretos.
Por isso, faço um convite a você, leitor do Lounge Empreendedor: assuma o controle sobre sua própria vida. Desconecte-se dos padrões e pense naquilo que é vida boa pra você. Permita-se viver aquilo que é importante pra você.
Garanto que valerá a pena!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Após sequestro para uma tarde de @vidaboayb

sábado, 29 de janeiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Entra ano e sai ano, pais e mães vivem uma mesma rotina durante as últimas semanas de janeiro: pesquisa cuidadosa de preços para o material escolar, compra de uniforme, reunião de pais e mestres, correria geral.
Imergida nessa rotina, fui surpreendida com uma novidade: meu filho de cinco anos foi convidado para sua primeira promoção. Sim! Promoção. Assim como nas empresas, ele foi avaliado e classificado como apto para assumir “um novo posto” e ingressar em uma nova etapa.
Mãe vaidosa que sou, me orgulhei pelo convite. Entretanto, por mais preparado que ele esteja a entender, assimilar e conectar-se com todo o universo ao seu redor, optei em dar-lhe o direito de ser criança por mais tempo. Afinal, qual seria o objetivo de antecipar vivências que automaticamente virão com o seu desenvolvimento e privá-lo de momentos que se não forem vividos agora podem nunca mais acontecer?
Educar, sob qualquer condição, exige a visão do ser humano como um sistema complexo. Suas propriedades são conseqüências naturais de elementos que não podem ser vistos isoladamente e envolvem múltiplos agentes e variáveis que interagem entre si e entre o meio em que estão inseridos. Não há um “manual de instruções” que garanta a melhor escolha, mas certamente era preciso analisar mais do que suas lições de casa para decidir se esse seria o momento de encarar a “promoção”.
Busquei me lembrar do processo da formalização do ensino, conversei com amigos, despertei meu lado pedagoga e assumi minha responsabilidade pelo processo de desenvolvimento do meu pequeno.
Hoje, trabalhando mais de 12 horas por dia, seria inconcebível abrir mão da escola para uma boa formação educacional de meus filhos, mas assumir meu papel nessa decisão foi fundamental. Antes da institucionalização das escolas toda a aprendizagem acontecia em casa. Pais ou tutores eram os únicos responsáveis por momentos de ensino e aprendizagem. Com a Revolução Industrial e o crescimento das populações, essa forma de produzir e transmitir conhecimento ficou inviável. Os pais deixaram suas próprias casas e, para sobreviver, tiveram de se ligar às fábricas, não lhes sobrando tempo para ensinar os filhos. Por outro lado, os saberes que as fábricas e a vida urbana passaram a demandar também não poderiam mais ser aprendidos apenas em casa. Crescer passou a ser um processo dialético onde as escolas deveriam ensinar e as famílias, educar.
Mas será que temos feito nosso papel com responsabilidade ou delegamos a aprendizagem para que aconteça apenas na escola? Para ser humano, basta conquistar o saber legitimado por um diploma expedido por uma escola oficial? O que fazer com as crianças que desejam aprender coisas diferentes daquelas prescritas pelos programas escolares? Curtir a pré-escola ou correr para o ensino fundamental? Quantas questões foram motivadas pelo simples convite à promoção do meu filho...
Recordo-me das aulas na faculdade de pedagogia onde estudávamos a importância da educação infantil para bons processos de alfabetização. Você sabia que uma criança com 10 anos que cursou a pré-escola tem um desempenho escolar na média 28%, 30% acima daquela que não teve educação infantil? Privar meu filho desse momento (seja por vaidade, economia ou conveniência) poderia comprometer seu desempenho escolar, sua vida acadêmica ou profissional.
Para entender seu efetivo estágio de desenvolvimento, bem como de qualquer outra criança, era preciso ir além e transcender a avaliação de sua capacidade cognitiva. Trata-se de perceber como elas se relacionam com seus amiguinhos, como desenvolvem sua percepção motora e praxia, sua memória, atenção, crítica, planejamento, comportamento, raciocínio, etc. Além da cognição, existem aspectos como a percepção espacial, corporal, visual e temporal que serão fundamentais para um bom adulto no futuro. Avaliá-las de forma pontual e sob uma mesma técnica não funciona nem mesmo com crianças de uma mesma família. Cada ser humano requer uma atenção própria e também uma maneira de ser educada.
Cumpre-me salientar que não desejo minimizar a importância do processo cognitivo e do aprendizado formal de algumas disciplinas do currículo escolar. Entretanto, é preciso ressaltar também o valor de momentos em que o desenvolvimento acontece no “com-viver” e no “com-partilhar” conteúdos aparentemente “menos importantes”. Aprender a ser é tão importante quanto conhecer a nota de matemática no boletim de final de ano. Não deixe que as cobranças, as notas e os processos tradicionais dos sistemas educacionais matem a sede de curiosidade e a criatividade natural das crianças em seu desenvolvimento. Cada etapa tem que ser respeitada e vivida de forma plena!
Por isso, nessa volta às aulas, eleve seu pensamento para além da rotina. Reflita sobre o que deseja proporcionar a seus filhos em longo prazo e não terceirize sua responsabilidade em oferecer-lhes as oportunidades que puder HOJE. Afinal, para viver o futuro sempre haverá uma chance, mas para reviver o que ficou no passado, não existe nenhuma alternativa.
Se perdi a chance de economizar um ano de mensalidades escolares ao negar a primeira “promoção” do meu pequeno, faço render a esperança de que não haja um dia sequer em sua vida em que ele sinta falta de ter brincado e desfrutado seu talento mais extraordinário: ser criança.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
29 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PONTO DE EQUILÍBRIO


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Poucas empresas sabem definir com exatidão quais são as quantidades mínimas de produtos a serem produzidos ou vendidos para que tenham resultados positivos ao final de um ano de atividade. Embora muitos empresários afirmem conhecer o significado do termo Ponto de Equilíbrio, poucos utilizam essa técnica de forma útil ou de fácil aplicabilidade. Se soubessem o quão importante é o conhecimento deste indicador para a sobrevivência de um empreendimento, jamais se permitiriam desconhecê-lo.
Mesmo com a evolução no nível de conhecimento em gestão, muitas micro e pequenas empresas ainda não sobrevivem ao primeiro ano de vida. Em alguns casos por desconhecimento do ramo de atividade, em outros por falta de planejamento, mas, na maioria dos casos, por completo descontrole administrativo. Descontrole tão grave que às vezes o empreendedor se ilude pensando que está obtendo lucro, mas, quando menos espera, se surpreende com o caixa completamente "no vermelho".

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

UM MERCADO EM REDE



Tenho pensado muito em como compartilhar no Lounge Empreendedor todos os dias vividos na Campus Party 2011 durante a última semana. Ontem resumi no meu perfil no twitter a sensação pós-#cpbr4: "Fichas caindo... Idéias pipocando... Oportunidades se revelando... #cpbr4 dando frutos."
Entretanto, hoje pela manhã, @samegui me surpreendeu com uma pergunta:
Vale a pena você deixar sua opinião também.
Essa foi a minha resposta:

Sam
Essa é uma discussão que realmente não pode (e não deve) terminar no último dia da Campus Party e nem nossos blogs.
O evento serve para revermos velhos conceitos, abrir os olhos daqueles que vêem o universo geek como um “mundo a parte” e repercutir a necessidade de novos modelos de negócio para essa turma que sai do bando da escola com o desejo de trabalhar sem necessidade ter emprego.
Vivemos um novo momento para o empreendedorismo. E não existe uma receita de bolo que sirva para todo mundo.
Ter ou não ter investidor? Eis a questão muito discutida durante a Campus Party 2011.
Essa escolha dependerá do modelo e da maturidade da proposta de negócio.
Concordo com a Maria Carolina (@mariacarol da @kingolabs) sobre a dependência de sócios, mas existem possibilidades de contrato que podem alavancar uma idéia sem a dependência societária. Fica claro que viveremos uma bolha de possíveis investidores em start-ups (quem visitou o espaço #campuseirosempreendem ou #campuseirosinovam percebeu isso) e que aproveitar essa onda dependerá de preparo de quem quer marcar uma nova era de negócios.
Minha certeza é que empreender será sempre um ato de fé! E para o empreendedor digital que deseja estar na vanguarda, uma fé muitas vezes solitária.
Conversei com muita gente com boas idéias durante a Campus Party, mas boas idéias não significam bons negócios. É preciso focar no cliente, no diferencial que será oferecido, na utilidade, na escalabilidade... Enfim, é preciso planejar, SIM! Sem o rebuscamento e sem a confusão dos planos de negócio tradicionais, mas com algum conhecimento que reduza o risco e favoreça o sucesso do negócio.
Na “solidão empreendedora digital” encontrar o bom senso entre o fazer e o planejar é o desafio! É mais ou menos como transpor o caos aparente de 6.000 pessoas na escuridão para o sucesso que foi a Campus Party 2011.
Que venha a quinta edição. Eu estarei lá, com certeza!
Beijo
Ana Maria Coelho
@anamariacoelho

E para você, leitor do Lounge Empreendedor, quais são as chances de aproveitar esse mercado em rede?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO


 
NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

A expressão Margem de Contribuição pode soar estranha aos ouvidos, mas entender seu significado ajudará muito no dia-a-dia de sua empresa.
Como nem todo empreendedor nasce sabendo, vamos dar início à coluna entendendo o sentido dos termos. Margem significa a diferença entre o valor do preço de venda e os valores dos custos e das despesas variáveis. Contribuição porque representa em quanto esse resultado contribui para o pagamento das despesas fixas e também para gerar lucro ao negócio.
Lembre-se que o conceito de variável não faz referência à mudança de valor do desembolso entre os meses, mas sim a sua relação direta à variação das vendas. Se uma empresa precisa comprar o que vende e também pagar despesas que só ocorrem quando a venda acontece, como impostos sobre vendas e comissões dos vendedores, quanto sobra para o pagamento das despesas fixas e para o lucro? É essa sobra que consideramos ser a Margem de Contribuição.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A CULPA É DE QUEM?

Entra ano, sai ano e as fortes chuvas de janeiro continuam provocando destruição em várias partes do país. O Alto Tietê, mais uma vez, não saiu ileso: casas em Mogi das Cruzes, encostas em Guararema, comércios em Poá...
Por todos os lados, o que resta à população é a contabilização do prejuízo. Muitos perdem bens e ficam desabrigados. Recomeçar é inevitável.
Se o filme é o mesmo todos os anos, por que não são tomadas providências para contornar os efeitos dos temporais? Existem culpados para tanta desgraça?
Se pararmos para conversar em qualquer ponto de ônibus ou mesa de bar, veremos pessoas colocando a culpa no governo X ou Y, ou pior, culpando a própria natureza pelos estragos e transtornos que a chuva causa.
Entretanto, converse com sua avó. A quantidade de chuva não é o problema. Sempre choveu no verão. O problema é a forma como o ser humano conviveu com o mundo pelos últimos 50 anos. Construções em locais proibidos são perigosas. Consumismo desmedido traz conseqüências. Lixo na rua entope bueiro. Isso sem falar que o solo impermeabilizado pelo asfalto das grandes cidades não consegue dar vazão a toda água que naturalmente cai do céu. A natureza reclama!
Cabe ao poder público rever a urbanização das cidades reduzindo as áreas de habitação irregular e a falta de cobertura florestal. Além disso, compete à administração pública a limpeza de bueiros, canalização em córregos, ampliações das galerias e muros de contenção, além dos piscinões, que recebem a água das chuvas em regiões onde o relevo é favorável às inundações.
Quanto a nós, é preciso incentivar nas pessoas um comportamento mais consciente. Manter as drenagens, valas e canaletas desobstruídas é responsabilidade da população. Não adianta reclamar se você joga lixo nas ruas ou nas margens de córregos, rios e áreas verdes. Para a natureza, lixo vai desde a bituca do cigarro, o papel de bala até móveis velhos. Basta andar pelas cidades, principalmente na periferia, que encontramos facilmente geladeiras e móveis jogados nas ruas. Se você não faz da sua casa uma extensão do lixão, trate sua cidade da mesma forma.
Ajudar as vítimas a reconstruir aquilo que perderam é uma bonita atitude solidária. Todavia, ser humano de verdade é assumir sua própria responsabilidade para evitar novas tragédias relacionadas ao meio ambiente.
Quando ambos, governo e população, cumprirem seus papéis, as enchentes poderão ser mais raras. Só Alagamentos podem até acontecer, pois o solo nem sempre agüenta o peso da natureza. Mas, uma comunidade consciente pode evitar desastres como os dessa última semana. Não lave suas mãos culpando os outros!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
15 de janeiro de 2011 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SUSTENTABILIDADE COMEÇA COM A GENTE



Diversidade, ética, transparência, respeito e sustentabilidade. Estes são os atributos que a maioria das empresas coloca em suas políticas de comunicação e de fortalecimento de imagem segundo a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje)
Entretanto, mais do que fazer parte de uma política institucional, essa mensagem tem que fazer parte da vida dos funcionários, fornecedores, clientes e principalmente dos líderes do negócio. Só o engajamento da "alta cúpula" pode reforçar a reputação de uma marca e oferecer produtos ao mercado que além de qualidade, respeitem o meio ambiente, a saúde do consumidor e os direitos dos funcionários. Isso, sim, é ser sustentável!
Uma pequena empresa normalmente começa suas atividades com os próprios donos à frente do negócio. Se os valores de sustentabilidade fizerem parte da vida desse empreendedor, certamente sua empresa terá mais chances de tirar do papel os bonitos atributos estratégicos e torná-los ações práticas no dia-a-dia do seu pequeno negócio.
O primeiro passo é analisar sua própria relação com o mundo. Você está pronto para ouvir seus clientes? Está disposto a receber e implementar sugestões de seus funcionários? Pagaria um pouco mais por uma energia reutilizável? Sua empresa consome de forma eficiente água, energia e os insumos para o negócio? Está disposto a trabalhar a comunidade vizinha ao seu negócio?
Muitas vezes são necessárias poucas mudanças para deixar o seu pequeno negócio "surfar" na onda da sustentabilidade. Seja qual for o porte do seu negócio, se você não se preparar a responder SIM a todas as perguntas anteriores, certamente sua empresa perderá mercado ou desaparecerá.
Ter uma atitude sustentável não é assistencialismo, filantropia, nem investimento social isolado, mas a adoção de práticas que fortaleçam, de forma integrada, seu próprio negócio. Os recursos ambientais, sociais e econômico-financeiros estão na base do tripé da perenidade de todos os negócios e por isso, utilizá-los de forma a atender suas necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras em também atender as suas necessidades é a receita.
Empresas de vanguarda têm pessoas apaixonadas pela causa do negócio tanto quanto seus donos. Comece conquistando seus próprios funcionários e amplie essa relação para seus clientes, parceiros e fornecedores. Cada vez mais, as empresas terão obrigação de participar na solução dos problemas das comunidades.
Esteja certo de que o comportamento do consumidor de hoje não é mais o mesmo. O cliente que antes passava na padaria para saber se tinha pão quente, hoje espera ser avisado pelo Twitter sobre o horário da próxima fornada e ainda quer saber se a energia do forno é consumida corretamente ou se o trigo tem rastreabilidade. Se você não apresentar um elevado grau de responsabilidade social e compromisso com o meio ambiente, deixará de ser opção de compra para muitos que visitarem o seu negócio.
Você é quem está no controle e decide o que deseja fazer. Sustentabilidade é sair do discurso para a ação e ter atitude para dar o primeiro passo. Qualidade começa com a vida da gente! Viva Positivamente.

Ana Maria Magni Coelho

CUSTOS E DESPESAS


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Um passo simples e importante nos processos de gestão empresarial é melhorar os controles de custos e despesas. Para isso, é fundamental entender as diferenças dos próprios conceitos e do real significado dos custos. A dúvida mais comum surge quando é preciso definir o que são gastos, custos e despesas. Seriam todas palavras sinônimas? Se não, qual é a diferença? E investimento, qual é a sua relação com os custos da empresa?
A maioria das pequenas empresas nasce com alguém cujo talento comercial era inegável e vai crescendo até se tornar uma empresa madura. E aí, os problemas financeiros podem aparecer. A nova e madura empresa pode não estar preparada estruturalmente para acompanhar e analisar seus custos e despesas. Muitas têm seu histórico contábil perdido em papéis que acabam desaparecendo, ou guardam suas notas de compras, sem se saber bem sua utilidade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

CORAGEM, BRASIL!

Vivemos juntos a posse da primeira presidente mulher eleita democraticamente no Brasil. Mesmo aqueles que não votaram em Dilma Rousseff, hoje torcem por ela e têm expectativa de um futuro de solidez e desenvolvimento real no nosso País.
Em 1º de janeiro de 2011 saiu de cena a Dilma criada pelos marqueteiros de um partido para discursar e subir a rampa, aquela que terá em suas mãos o destino de 190 milhões de pessoas. Seu discurso tocou sem medo em problemas reais: caos aéreo, segurança no estado do Rio de Janeiro, valorização dos professores, erradicação da pobreza, etc.
É claro que como defensora da causa do empreendedorismo, os trechos que mais me deram esperanças relacionam-se a criação de um ambiente que modernize, simplifique e racionalize o sistema tributário nacional dando longevidade à força das pequenas empresas.
Assumir as pequenas empresas como importante vetor de desenvolvimento e melhorar sua competitividade passa pela criação de condições reais de desburocratização e de acesso a crédito e financiamentos “eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo”. (Dilma Rousseff em seu discurso de posse)
Infelizmente, mesmo com todos os programas sociais dos últimos 8 anos, continuamos a ostentar a faixa de campeão da desigualdade social na América Latina, e permanecemos há décadas entre os primeiros colocados mundiais nessa indecente competição. Em seu último relatório, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD) mostrou que se desejamos criar melhor condições e reduzir as diferenças sociais no Brasil, é preciso dar atenção às questões de Rendimento e Educação. Um enorme desafio para uma equipe que discute um salário mínimo de R$ 550,00 versus um aumento de mais de 60% aos congressistas ou então, para uma política educacional com recorrentes problemas em seus sistemas de avaliação, como no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).
Será preciso coragem para tocar em feridas não apenas em discurso e transformar a mentalidade dominante através de ações que abalem a soberania de alguns grupos que dominam e sufocam o poder econômico e os direitos humanos brasileiros.
Está posto o desafio. Desejo a Dilma sorte, sabedoria, coerência, dedicação e respeito ao nosso povo. Que a primeira mulher a assumir o mais alto posto executivo de nosso País possa provar sua competência e tenha coragem para enfrentar os percalços políticos ou sociais, aguardados ou não transformando, de fato, o Brasil numa das nações mais desenvolvidas do mundo.
Não podemos deixar que o “correr” da vida embrulhe e esfrie as promessas. Precisamos colocar energia no querer e fazer acontecer o Brasil que todos sonhamos, afinal “a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem" (Guimarães Rosa)

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
08 de janeiro de 2010

O QUE A VIDA QUER DA GENTE


"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
O que Deus quer é ver a gente
aprendendo a ser capaz
de ficar alegre a mais,
no meio da alegria,
e inda mais alegre
ainda no meio da tristeza!
A vida inventa!
A gente principia as coisas,
no não saber por que,
e desde aí perde o poder de continuação
porque a vida é mutirão de todos,
por todos remexida e temperada.
O mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam. Verdade maior.
Viver é muito perigoso; e não é não.
Nem sei explicar estas coisas.
Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.
A gente quer passar um rio a nado, e passa:
mas vai dar na outra banda é um ponto muito mais em baixo,
bem diverso do em que primeiro se pensou.
Viver nem não é muito perigoso?
Dói sempre na gente, alguma vez,
todo amor achável,
que algum dia se desprezou...
Qualquer amor já é um pouquinho de saúde,
um descanso na loucura."

( Fragmentos do livro "Grande sertão Veredas")
João Guimarães Rosa citado por Dilma Rousseff em seu discurso de posse



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

QUAL É A COLA QUE UNE VOCÊ?



Papéis cartão, revistas velhas, cola Pritt e muita criatividade. Foi assim que começou a manhã na oficina Pritt de criatividade que participei com meus filhos na Estação Ciência em São Paulo em dezembro de 2010.
Quando recebi o convite feito pela Samantha Shiraishi (@samegui) mil empecilhos me vieram à cabeça. "Não conheço ninguém por lá"; "Os meninos têm idades muito diferentes (o Lucca tem 5 anos e o Marcello, 14) e não vão curtir"; "É final de semana de compras de Natal e São Paulo vai estar uma loucura"; "Vou ficar sem o carro, pois meu marido tem aula aos sábados", etc, etc, etc.
Para completar minha relação de "desculpas verdadeiras", fiz a maior confusão na minha (sempre tumultuada) agenda. Marquei a oficina às 14h00, mas na véspera, conversando com @samegui no Twitter, soube que horário correto seria às 10h00. "Uau! O que fazer agora?"
Eu tinha o mesmo horário marcado para fazer as unhas no salão de cabeleireiros, mas o Lucca estava super ansioso e eu não poderia desistir.
Oras, se sempre abro mão das minhas coisas e encontro espaço para os compromissos profissionais, não poderia falhar em um evento cujo compromisso era muito maior: compromisso de mãe para filhos.
Remanejei todos os horários e confesso que me alegro até hoje por aquela manhã de sábado.
Que deliciosa foi a minha surpresa ao chegar à Estação Ciência e me deparar logo de início com o sorriso amistoso de Samantha, sua mãe, marido e filhos.
O Lucca logo dominou o espaço, atacou os lanchinhos providenciados pela equipe da Pritt e corria atrás de Silvio Alvarez querendo saber tudo e mais um pouco sobre cada detalhe da oficina.
(Aliás, aqui cabe um parêntese para a simpatia e disponibilidade desse artista maravilhoso. Silvio Alvarez tem a alma encantada! Sua arte vai além das colagens, ele nos une em sua doçura e na paciência em ensinar suas técnicas para produzir idéias novas a partir da união de "caquinhos" de criatividade).
Silvio Alvarez e Lucca chegando para suas perguntas ao artista
Marcello, do alto de seus mais de 1m80 de altura, mas ainda com 13 anos, ficou meio deslocado no início. Adolescentes são mesmo enigmáticos: não querem mais ser crianças, mas também ainda não são adultos. Na transição entre essas fases, lutam para sair de um mundo e não invadir o outro. Mal sabem eles como é bom viver intensamente cada um desses momentos...
De repente, Palavra Cantada!
A trilha sonora realizada por essa dupla de artistas também geniais abriu as atividades da oficina e trouxe pra mim, Marcello e Lucca a certeza de que estávamos no lugar certo. Palavra Cantada é a trilha sonora das minhas duas gravidezes. Logo, mergulhamos na oficina!
Revistas passavam em nossas mãos, idéias pipocavam em nossas cabeças e juntos escolhemos as imagens que representariam o momento de nossa família. O Lucca escolheu um "ursinho de pelúcia que precisa respirar em uma floresta e mar limpinhos" e o Marcello, criou uma nova versão para o passarinho do Twitter homenageando sua mãe blogueira e twitteira de carteirinha.
Foi uma manhã deliciosa! A obra de arte deles virou quadro com direito a vidro e moldura e ilustra uma das paredes da nossa casa. O aprendizado foi partilhado com o papai assim que chegaram em casa e é tema para as férias escolares chuvosas que enfrentamos nesse mês de janeiro.
Não tenho a menor dúvida de que criatividade é o que se usa para construir pessoas e que participar de momentos em família como os vividos na oficina transformam o jeito de ver o mundo de todos nós. Desconstruir, reconstruir, unir e colar são o melhor jeito de manter a disposição para aprender a aprender sempre.
Sou pedagoga de formação e mesmo tendo conduzido minha carreira profissional por atividades totalmente desempenhadas dentro de empresas, costumo dizer que sou educadora por opção. Meus filhos são o meu maior orgulho e a principal motivação para minhas escolhas. Busco ser uma mãe mais do que presente em tempo, mas integral em energia, opiniões e sentimento. Oriento, converso, educo. Entretanto, por várias vezes, ainda vivo o dilema do equilíbrio entre as reuniões de pais e mestres e as reuniões de planejamento e estratégia da minha empresa.
Na geladeira da minha casa, tenho um imã com a descrição da missão que escolhi para a minha vida e que compartilho constantemente com os homens da minha vida, principalmente quando o trabalho me deixa vários dias longe deles. Quero "ser uma mulher, mãe e líder equilibrada e comprometida com o desenvolvimento das pessoas para que elas sejam sempre melhores e construam um mundo também melhor."
Por isso, escolhi ser uma embaixadora da causa @PrittBR que utiliza pais e educadores como alavancas da criatividade na vida dos alunos para a formação de pessoas melhores e mais seguras.
Se você ficou com vontade de saber um pouco mais sobre a proposta, visite o Blog de Pritt.
Se quiser participar das oficinas, informe-se sobre novas datas e locais. Em fevereiro, novas oficinas acontecerão no Shopping Villa Lobos em São Paulo.
Se for pai ou mãe, lembre-se sempre que nossa missão é deixar filhos de presente ao mundo. Valorize cada minuto com eles e não deixe que seu "jeito de ser adulto" os impeça de viver momentos especiais ou bloqueiem seu potencial criativo. Crescer não significa perder a criança que existe em cada um de nós.
Agora, se você é dono de uma pequena empresa e acompanha o Lounge Empreendedor, aprenda com a proposta da Pritt: para ser competitivo e perene no mercado, ofereça aos seus colaboradores e clientes mais do que produtos de qualidade. Ofereça também uma causa!
Essa é a principal cola para unir e desenvolver parcerias sustentáveis. Experimente.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Pedagoga, mãe de meninos, coach e consultora de empresas

UM NOVO RUMO NA POSSE DE DILMA ROUSSEFF


Mesmo sabendo que o voto é secreto, confesso para meus amigos do Lounge Empreendedor que não votei na Dilma. Entretanto, eleitores ou não, acredito que vivemos uma mesma energia e torcida nesse momento da política nacional. Torcemos por um governo sem escandalos, sem mentiras, em que se cumpram os compromissos, se respeite a oposicao e em que os diferentes sejam tratados como diferentes na medida de sua real desigualdade.
Assim caminha a democracia...
Espero que o atual governo alcance o máximo sucesso. O sucesso de Dilma Rousseff representa o sucesso de todos nós!
Assim como aconteceu com o primeiro pronunciamento de Dilma como candidata eleita, compartilho com vocês o discurso de posse na íntegra para que ao longo dos 4 anos de mandato possamos nos lembrar e principalmente, contribuir e cobrar os compromissos de nossa principal representa.
Que Deus abençoe o Brasil! Que Deus abençoe a todos nós!
Que possamos crescer como nação, como sociedade democrática e como seres humanos.


Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.
Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.
Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.
Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.
E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.
Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que --no dia de hoje-- todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.
Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!
Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.
Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.
De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.
A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.
Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.
Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.
Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!
Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.
Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.
Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.
Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.
Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.
Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.
Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.
Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras,
Para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.
Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.
Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.
Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.
É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.
Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.
O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.
Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.
É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.
No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.
É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.
Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.
Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!
Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.
A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.
É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.
Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.
Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.
Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.
Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público.
O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública.
Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.
Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.
Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.
O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.
Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.
Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.
Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.
Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.
No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.
Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.
Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.
Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.
Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.
O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.
Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.
Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.
A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
A ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.
Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.
O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.
O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.
Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.
Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
O pré-sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.
A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.
O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.
O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

Meus queridos brasileiros e brasileiras,
Muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.
Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".
Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros --o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.
Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.
O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.
Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.
Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.
Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.
Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.
Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras,
Considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio-ambiente.
Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.
O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.
Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.
Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.

Meus queridos brasileiros e brasileiras,
Nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.
O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.
Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Européia.
Vamos dar grande atenção aos países emergentes.
O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.
Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.
Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.
Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:
Dos movimentos sociais, dos que labutam no campo, dos profissionais liberais, dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores, dos intelectuais, dos servidores públicos, dos empresários, das mulheres, dos negros, dos índios e dos jovens, de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.
Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.
Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.
Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.
Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.
Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.
Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.
O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.
Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.
Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.
Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Chegamos ao final desse longo discurso. Dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.
Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.
Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"
É com esta coragem que vou governar o Brasil.
Mas mulher não é só coragem. É carinho também.
Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.
É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.
Que Deus abençoe o Brasil!
Que Deus abençoe a todos nós! 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PRÓ LABORE



NEM TODO O EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Que tal começar o mês de janeiro com uma série semanal sobre termos e conceitos de gestão que nem todo o empreendedor nasce sabendo, mas que fazem parte do dia-a-dia de toda pequena empresa.
O post de hoje abordará o “pró-labore”, uma expressão latina que significa "pelo trabalho", ou seja, a remuneração do trabalho realizado pelos sócios da empresa. Sim, sócios também devem ter salário e não podem simplesmente sacar do caixa da empresa o dinheiro para o supermercado do dia seguinte.
Na verdade, existem duas formas de remunerar os sócios de uma empresa: a distribuição dos lucros e o pró-labore.
Caso seu negócio conte com um sócio investidor que não dedica tempo na administração da empresa, ele deve ter apenas a participação nos lucros de acordo com sua participação no capital da empresa. O pró-labore é o instrumento que contabiliza, nos custos da empresa, a remuneração mensal de seus sócios e deve corresponder ao salário de um administrador contratado no mercado para executar a mesma atividade. É considerado uma despesa administrativa e deve ser apropriadamente custeado e pago, conforme o vencimento das obrigações da empresa.
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