domingo, 27 de dezembro de 2009

SEJA 10 EM 2010


2009 está chegando ao fim e uma infinidade de novas perspectivas nos esperam no ano que vem. Apesar dos prognósticos econômicos otimistas, 2010 deve vir cheio de novos e diferentes desafios. Por isso, reflita sobre quais desafios poderão contribuir com a sua realização e felicidade e só então, defina sua estratégia para superá-los.
Lembre-se que sonhos e promessas são diferentes de estratégias e metas.
Você até pode pular sete ondas, usar calcinha amarela, comer uvas e romãs (sem esquecer de guardar as sementes na sua carteira por um ano), jogar rosas brancas à Iemanjá ou colocar em prática qualquer ritual, crença ou simpatia em busca de atrair novas energias para um novo tempo que se aproxima, mas não se esqueça de preparar também um planejamento concreto para sua empresa, sua carreira e sua vida.
Muitas empresas já têm seu planejamento de 2010 traçado há meses, baseado nos resultados atingidos em 2009, nos resultados da concorrência, nas inovações recém chegadas ao mercado e nas estratégias traçadas para se atingir determinados patamares. Por que não fazer o mesmo com a sua vida?
Leve à sério seus sonhos! Pergunte-se: onde quero chegar?; Onde devo inovar?; Quanto posso investir?; Por que isso é importante para mim?. São justamente essas respostas que o levarão à ações concretas rumo às suas metas.
Independente do momento da virada do ano, pense na virada que pretende dar à sua vida!
Você ainda tem seis dias para pensar e agir em 2009 para construir um ano de 2010 ainda melhor. Rompa os laços que te prendem ao passado e caminhe em direção ao novo. Transforme-se! Ano novo ou velho, pense que irá dormir e acordar como em qualquer outro dia. O mais importante é construir planos que façam sua vida ter sentido.
Aprenda a desaprender, pois os problemas do novo ano já não requerem as mesmas soluções de ontem. Recriar-se não é apenas fazer melhor o que você já fez antes, é ousar fazer diferente. Descubra o que você precisa deixar de fazer e o que precisa começar a fazer para ser efetivamente diferente.
Vislumbre o novo de um patamar diferente, onde haja união entre todos e maior dignidade humana. Faça com que suas realizações individuais gerem vantagens coletivas. Não deixe que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que já fez e o que deseja, afinal desejos podem se tornar metas reais somente se você fizer jus e acreditar neles. Isso pode mudar sua própria vida e também auxiliar na realização e felicidade de todos que estão à sua volta.
Afinal, como dizia John Donne, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Editado para o MogiNews em 26 de dezembro de 2009
(Não houve edição do jornal na data)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL EMPREENDEDOR


Chegamos ao Natal! Imagino que comerciantes dos shoppings ou dos centros comerciais já sintam em seus caixas um Natal recheado de boas vendas e que o “Papai Noel” tenha trazido a cada um de vocês benefícios que vão além do caixa como o aumento da produtividade, maturidade, ampliação de sua rede de contatos além de uma ambição positiva e empreendedora para o novo ano que se aproxima.
Antes que o ano termine, quero deixar registradas algumas palavras aos meus amigos que já se acostumaram a se encontrar comigo por aqui todas as sextas-feiras. E o dia de hoje é especialmente propício para anseios de uma vida ainda melhor.
Faço da coluna de hoje a entrega de um lindo cartão de Natal a todos os meus leitores.
Um cartão repleto de vibrações positivas que ilumine seu olhar, aqueça seu coração e lhe dê forças e energia para cada recomeço que seja necessário. Esse é o meu desejo à vocês!
Infelizmente não posso entregá-lo pessoalmente, mas saibam que mesmo que eu já o conheça ou se jamais nos vimos, desejo que cada um de vocês, cada empreendedor ou cada amigo, obtenha as respostas que precisa para evoluir a cada conquista, encontre a calma para os momentos tensos, suba os degraus corretos para a conquista de seus sonhos ou descubra o melhor amparo para o fim de seus pesadelos. Meu cartão para um Feliz Natal Empreendedor não precisa ser impresso, desde que possa guardado com carinho e lembrado nos meses que virão.
Meu cartão de hoje também não traz a minha voz, que talvez você nem conheça, mas espero que suas palavras ecoem em suas mentes como se eu própria falasse ao seu ouvido: esqueça os preconceitos, os dogmas, as mágoas, as derrotas, os desapontamentos. Se conseguir esquecer os seus próprios erros conviverá melhor com os aprendizados que ficam depois do terremoto.
Desejo que seus planos saiam do papel, do computador, da sua cabeça, para se concretizarem no mundo real. Negócios se montam à partir de sonhos e não de planilhas! Planejamento é importante, mas sonho é fundamental!
Por isso, desejo coragem e fé!
Você é um empreendedor quando começa a enfrentar o desconhecido sem medo, mas com senso de urgência e sabendo os riscos que pode ou não correr.
Então, finalizo o meu cartão especial e único, desejando a vocês que se vistam e se armem com as armas de São Jorge “para que meus inimigos tendo pés não me alcancem; tendo mãos não me peguem; tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal”. (Oração de São Jorge)
E se ainda assim, quando estiver empreendendo uma nova jornada, você encontrar uma barreira, pense sobre como passar por cima, pelo lado, por baixo ou por qualquer lado que seja. Isso é ser empreendedor!
Um Feliz Natal à vocês!

Ana Maria Magni Coelho
Coluna publicada em O Diário Empresarial
25 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

ESTOQUE OU ENCALHE?

Faltam poucos dias para a visita do Papai Noel em 2009. Empresários do comércio vão vivendo os últimos dias do consumismo e a época mais lucrativa para suas empresas.
Após um ano que iniciou com muitas incertezas em função da extensão das conseqüências da crise econômica, finalizamos dezembro projetando uma tendência positiva para os pequenos negócios. O consumo cresceu, o crédito voltou, emprego e renda foram mantidos... Com isso a palavra do momento é otimismo! O próximo Natal tem tudo para ser excelente e as vendas devem crescer em torno de 5%.
Mas o que fazer com o que sobrar no seu estoque?!?
É muito difícil terminar as festas com o estoque zerado, principalmente se você investiu em um bom mix de produtos. A solução clássica nesse momento são os tradicionais “saldões de Natal”, mas antes de queimar todo o seu estoque, faça um bom planejamento.
Vale mais à pena, iniciar a promoção com os produtos de época como as luzes de decoração ou os panetones. Caso seu produto seja mais perene, abasteça sua loja para o ínicio do ano com o estoque e então, liquide o excesso. E se você possuir mais de um ponto comercial, redimensione as sobras em todas as lojas para que os clientes encontrem o mix em todos os lugares.
Lembre-se ainda que para a promoção ser real aos olhos do cliente, ela deve ter começo e fim. Não adianta colocar uma placa na sua loja com a chamada de “SÓ AMANHÔ se você pretende seguir com a liquidação durante uma semana. Essa estratégia prejudica sua imagem e descaracteriza o período. E se quiser ser um pouco mais agressivo em comunicação, planeje a liquidação para o início do ano e aproveite os veículos de comunicação local para uma abrangência maior de mídias, com jornal, TV e rádio se o estoque valer à pena.
Uma ação de queima de estoque bem planejada além de gerar um bom faturamento pode ainda atrair a atenção de novos consumidores e movimentar sua loja. Não se esqueça de cadastrar esses novos clientes, pois à partir de um bom atendimento e de boas condições poderão se tornar fiéis ao seu estabelecimento.
Como em todos os momentos da vida empreendedora, faça um bom planejamento e aposte! Reduza sua margem de lucro do encalhe e vá à luta. Lembre-se que o produto mais caro para o lojista é aquele que não vende e ficar com o estoque parado por muito tempo é prejuízo na certa. Se conseguir um lucro mínimo, já enxergue como um bom negócio.
E não se esqueça de uma última alternativa, principalmente para os produtos que tenham vencimento em um curto espaço de tempo, doe o que não for vendido. Existem certos produtos que não podem ficar em estoque e que não merecem ser perdidos. Melhor do que o prejuízo é a sensação de fazer o bem.
Um Feliz Natal Empreendedor à vocês, boas vendas e que 2010 chegue repleto de boas oportunidades!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado na página Opinião - MogiNews
19 de dezembro de 2009

APROVEITE A CONCORRÊNCIA

Concorrência pode ser definida, de forma ampla, como todas as empresas formais e informais que atendem às mesmas necessidades do mesmo público do seu empreendimento. Simples assim!
Já necessidade é um conceito que vai além de um produto ou serviço, pois envolve também os desejos idealizados, e muitas vezes não verbalizados, pelos seus clientes ou substitutos para as aspirações que a princípio só seu produto era capaz de atender.
Uma empresa pode fabricar ou vender produtos muito parecidos com os seus e não ser um concorrente direto. Basta que ela posicione seus produtos para um público-alvo de outra faixa etária ou renda, por exemplo. Por outro lado, mesmo produtos e serviços muito distintos podem ser concorrentes, desde que atendam a mesma necessidade, como restaurantes, padarias e carrinhos de cachorro quente, todos oferecem opções diferentes de refeições para muitas situações e clientes.
Se você tem dificuldades em entender quem, então, são os seus concorrentes, tente identificar e analisar principalmente os pontos que têm em comum, sejam fortes ou fracos, com relação aos produtos que vocês oferecem (qualidade, desempenho, embalagem), ao ponto comercial (localização, estacionamento e vitrines), ao preço e formas de pagamento disponibilizados aos clientes, a estratégia de divulgação, credibilidade e equipe. Lembre-se que aspectos muitas vezes intangíveis fazem toda a diferença aos olhos do cliente.
Sigam o exemplo de um grande empreendedor e idealizador do sonho de voar TAM, Comandante Rolim que dizia: “Ainda bem que existem os concorrentes, assim eu posso ser muito melhor amanhã.” Essa é a melhor forma de aproveitar a concorrência: aprendendo com ela!
E depois de conhecer muito bem cada um de seus concorrentes, pense que você pode se juntar a eles, por mais estranho que possa parecer.
No SEBRAE-SP temos vivido essa experiência, principalmente na concepção de centrais de negócios, pois com um volume de compra maior, cada pequeno empresário aumenta consideravelmente seu poder de barganha, tanto no preço quanto no prazo de pagamento.
Vale lembrar que para aproveitar efetivamente a concorrência, você deve construir uma visão coletiva e lutar por uma mudança cultural que valorize a democracia, a diversidade, a integração, a transparência e principalmente, a cooperação.
O maior problema de uma pequena empresa não é ser pequena, mas sim estar sozinha!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
18 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

O mundo digital está repleto de comunidades para os mais diversos fins – troca de informações, diversão, propaganda política e por que não, para a realização de negócios.
Trata-se de um mundo absolutamente novo para muitas pequenas empresas, mas também um mundo muito atraente para a conexão com clientes que provavelmente você não conheceria se não fosse pela web.
A diversidade de plataformas disponíveis para relacionamento: twitter, facebook, linkedin ou orkut mostra a rapidez com que sua prática vem sendo apropriada. Você não conhece nenhuma dessas redes? Então, precisa urgentemente conversar com seus filhos, sobrinhos e principalmente, com seus clientes.
Com milhares de usuários, as redes sociais estão se convertendo em um grande motor de arranque para empresas que desejam acessar rapidamente consumidores com interesse em adquirir seus produtos ou simplesmente para conhecer o que o cliente espera e como quer comprar.
Usadas a princípio para o lazer, hoje elas servem de interface para conversas entre empresários e fornecedores, parceiros ou clientes e justamente por isso, foram reconhecidas como um grande e eficaz instrumento de comunicação. Imaginem que segundo um estudo da Nielsen - 66,8% dos internautas no mundo passam seu tempo na internet em redes sociais contra 65,1% que ficam à frente do e-mail.
Mas para trocar o e-mail e passar a aproveitar o potencial das redes, é necessário entender uma importante lição: esse é um canal de mão-dupla onde você irá “falar”, mas deve estar disposto também a “ouvir”. Se tratar o cliente virtual com descaso, passará a impressão de uma empresa desorganizada e desinteressada.
O fundamento principal das redes sociais é o relacionamento! Por isso, não utilize-a apenas para fazer propaganda. O empresário que decidir entrar nesse mundo tem que estar disposto a interagir e a criar sua imagem virtual que depois de construída, se não for devidamente cuidada, pode prejudicar também a imagem real e física da sua empresa.
Por isso, é preciso cautela e treinamento para fazer bom uso dessas ferramentas, alinhando expectativas e usando linguagem apropriada.
Quando estiver na rede, torne-se efetivamente relevante! Pequenas e grandes empresas têm o mesmo tamanho nas redes sociais. Vence quem tiver a melhor idéia, quem aparecer com o melhor conselho, quem se mostrar genuinamente interessado nas pessoas. Você não precisa ser grande, basta ser relevante. Tenha conteúdo, divulgue idéias e opiniões e ofereça qualidade. Dessa forma, as pessoas procurarão saber mais sobre o seu negócio e você, além de um porta-cartão lotado, terá também seguidores dispostos a saber mais sobre suas propostas.
Conecte-se e boa sorte!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado na página Opinião - MogiNews
12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

LIDERANÇA TRANSFORMADORA


Quais os maiores desafios da gestão e liderança nos próximos anos? As empresas têm preparado seus líderes do futuro? Quais as competências essenciais ao novo perfil de liderança?
Perguntas como essas revelam importantes dilemas que o tema da liderança provoca e as respostas só podem ser encontradas no exercício das relações com as pessoas, desde os nossos pais, professores, chefes e subordinados.
Para que você seja um bom líder é preciso antes de tudo gostar de pessoas. Gostar de ouvir, de ajudar, de desenvolver pessoas diferentes de você. Quando você se dedica a desenvolver pessoas, contribui para o aumento de suas competências, levando-as a uma maior autonomia ao mesmo tempo em que cria um ambiente motivador, com pessoas com melhor auto-estima e maior capacidade de realização, afinal sentem-se responsáveis pelo escopo das tarefas que lhe são destinadas.
Além disso, líderes são os grandes responsáveis pelo atingimento das metas de uma empresa. Tenha uma crença sólida de onde pretende chegar e oriente sua equipe pelo melhor caminho. Acompanhe as metas sistematicamente, tome medidas corretivas ou até mude o rumo das suas decisões, mas mantenha o alinhamento com o seu time.
Seja otimista! Ninguém segue pessoas pessimistas. Não estou querendo dizer que você deva ser um tolo e acreditar em um “mundo cor-de-rosa” que certamente não existe, mas ao se deparar com um problema, assuma a postura de solucionador e não lamente. Problemas são desafios à sua criatividade!
Tenha coragem e saiba os melhores momentos para utilizá-la. Toda decisão está repleta de riscos e muitas vezes o medo acaba paralisando você no momento em que sua equipe mais precisa de uma direção. Lembre-se que a coragem não é a ausência do medo, mas sim a habilidade de confrontá-lo. Para se sentir mais seguro, prepare-se incansavelmente.
Líderes nunca estão totalmente prontos e necessitam treinar, praticar e se desenvolver cada vez mais. Só assim você estará pronto a desenvolver os outros. Numa importante decisão comercial que você necessite tomar, simule as variáveis, treine as melhores opções e avalie os riscos e o medo. Se o seu medo se confirmar, desista ou parta para superá-lo.
Se optar em superá-lo, trabalhe sempre em equipe. Quando você chega a uma posição de liderança é muito fácil (e perigoso) que se torne egoísta. A sensação de ser importante pode te levar à individualidade, mas nunca se esqueça que sua equipe é o seu suporte e deve participar das decisões que auxiliarão a todos a chegar aos objetivos da sua empresa. Por isso, componha uma equipe com competências diferentes e complementares para que o todo supere a soma das partes.
E por fim, comunique-se com o coração, a alma e a crença de que todos têm em si mesmo todas as possibilidades para que atinjam o sucesso. Você é apenas um facilitador.

Coluna publicada no Diario Empresarial
04 de dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MARCA PESSOAL

Será que você vai sobreviver às novas mudanças do mundo? Você pensa o futuro como algo que, embora não possa ser previsto, tem que ser inventado? Você tem a mente aberta ou será devorado pela Síndrome de Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim..."?
Se essas perguntas deixam você ansioso, pense que a maioria das respostas define quem você é e a forma como se comporta.
A globalização e o aumento da competição têm transformado a dinâmica das empresas e certamente, a dinâmica da sua vida. Hoje a responsabilidade por gerenciar sua carreira não é mais do seu empregador, mas sua!
Para garantir-se no mercado, ter uma marca de pessoa íntegra, correta e sensata é o seu maior investimento, pois lhe dará crédito para começar de cabeça erguida, sem medo e com muitos aliados quantas vezes forem necessárias.
Não tenha medo de tornar-se uma pessoa conhecida, pois no mundo corporativo, quem não aparece, desaparece em um curto espaço de tempo.
É claro que para aparecer não adianta apenas seguir uma boa quantidade de dicas “enlatadas” de como se vestir e se comportar em público. É preciso que a sua marca venda um produto de efetiva qualidade. Criar uma boa marca pessoal requer que você SEJA um “produto de qualidade”, TENHA habilidades e conhecimentos para que depois MOSTRAR-SE ao mercado.
Por isso, busque recriar-se a cada instante, colocando excelência em tudo o que realiza. Não se considere apenas um profissional e sim um ativo de si próprio. Equilibre conteúdo com estilo, esqueça seu cargo e não se limite a seu salário, pois se você nunca fizer além do que você é pago, você nunca será pago além do que você faz!
Aprenda com as grandes empresas e pergunte-se diariamente: “O que eu faço que gera valor? Do que tenho mais orgulho? Como me diferencio da minha concorrência?”
E seja honesto nas suas respostas. Se você sabe quem é, pode promover uma marca pessoal autêntica, consistente e que seja convincente ao seu público.
Tudo o que você faz – e o que escolhe não fazer – contribui para sua marca pessoal, desde sua forma de falar no telefone até a forma como se comporta em reuniões ou redige e-mails. Se você for instável, minará seus esforços.
E para garantir o juízo correto do seu público, busque feedback através de métodos formais como avaliação 360 graus ou pedindo às pessoas mais próximas opiniões verdadeiras sobre seu desempenho.
Se quiser ir mais além, participe de processos seletivos, pois ainda que esteja feliz no seu atual trabalho, isso o ajudará a testar o valor de sua marca.
Só não se esqueça de um detalhe: fundamente sua marca de uma forma leal aos seus sonhos, valores e metas; só assim conseguirá ser leal também ao seu time, seus projetos e sua empresa.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 28 de novembro de 2009

UM SONHO EM FUNCIONAMENTO


Iniciar-se no mundo dos pequenos negócios é um desejo de muitas pessoas. Algumas por oportunidade, outras por necessidade ou ainda pelo desejo de manter-se ativo após a aposentadoria ou para manter-se mais próximo de seus familiares.
Definição das causas à parte, o fato é que para passar a ser empresário você pode iniciar o seu próprio negócio ou comprar uma empresa que já está em funcionamento.
Seja qual for a sua opção é preciso que se faça uma análise muito criteriosa do seu perfil em relação ao negócio pretendido. Você gosta do ramo de atividade? Tem aptidão para ser empreendedor? Uma única resposta negativa já expõe uma debilidade que poderá implicar no insucesso de sua nova empreitada.
Para analisar a opção da compra de um negócio já em funcionamento, pense nele como se fosse comprar uma casa. Uma casa pronta, por melhor que seja, poderá não corresponder a todas as suas expectativas e sonhos, mas em contrapartida, não traz todas as responsabilidades para construção e regulamentação. Basta levar suas coisas e começar a usar! É certo que em muitos casos, você precisará se adaptar às suas paredes ou reformar aquilo que não se enquadra a você, mas de qualquer forma, não deixa de ser a sua “tão sonhada casa própria”.
Com uma empresa podemos usar os mesmos critérios, com algumas novas variáveis como a maturidade da empresa a ser adquirida, o mercado em que ela atua e todas as suas questões legais: regularidade no recolhimento dos tributos, alvará de funcionamento, contratos de locação e de constituição da sociedade, cartão do CNPJ, cartão de inscrição estadual, as últimas declarações de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, livros contábeis...
Ufa! Não é simples também!
Para não ter problemas, não economize nem se precipite neste momento; busque o auxílio de um contabilista e de um advogado antes de fechar o negócio.
E lembre-se que para a definição do valor a ser pago, será necessária a análise de seus ativos tangíveis, como imóveis, equipamentos e estoques assim como dos ativos intangíveis, como marca, clientela, tecnologia em uso, equipe formada, ou seja, o tempo que ela está operando no mercado e o lucro líquido que vem gerando ao longo dos últimos anos.
Não esqueça que, mesmo optando por uma empresa em funcionamento, é preciso muito planejamento para entrar nesse mundo empreendedor que se constitui de caminhos tortuosos e de obstáculos que se apresentam, à primeira vista, até intransponíveis e assustadores, mas que com ajuda de profissionais orientados, algumas técnicas de gestão, talento e competência você encontrará a capacidade de transpor com sucesso qualquer dificuldade e ver seu sonho realizado, seu futuro garantido e qualquer sacrifício recompensado!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
27 de novembro de 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

BOTA PRA FAZER!


Amanhã acaba mais uma Semana Global de Empreendedorismo, um movimento que tem a intenção transformadora de despertar a atitude empreendedora nas pessoas de 90 países simultaneamente. Uma atitude que nem sempre acaba por gerar novos negócios, mas que traz aos indivíduos a possibilidade de pensar fora da caixa, ser proativo, ter um sonho grande e fazer de tudo para realizá-lo.
Esse é o verdadeiro espírito empreendedor e que deve ser incorporado como comportamento, seja você funcionário ou dono de empresas. Afinal, em um mundo cada vez mais dinâmico e interligado, qualquer pessoa que queira se destacar deve ter a competência de inspirar, orientar, mobilizar e conectar pessoas e processos em prol da geração de novas oportunidades.
Inspirar é fazer com que essa nova visão faça parte da vida de todos; crianças, jovens ou adultos; que podem encontrar alternativas de futuro e chegar muito mais longe em suas carreiras. Para empreender não tem idade, tem vontade!
Orientar envolve estimular os próprios indivíduos e organizações de diferentes setores a treinar, capacitar e orientar a próxima geração de talentos que se inspira com exemplos de quem empreende uma vida melhor. Para empreender é preciso buscar informações e ter iniciativa. Ficar parado é ficar fechado às possibilidades!
Por isso, mobilizar a maior quantidade de pessoas nesse movimento é o principal meio de colocar o empreendedorismo em pauta na sociedade e dessa forma, auxiliar no desenvolvimento de políticas que facilitem um novo pensar empreendedor junto aos líderes e formadores de opinião. Para empreender é preciso apoio e vontade pública e uma boa dose de persuasão!
Persuasão que ajuda na missão de conectar uma rede de pessoas e organizações para que estimulem a geração constante de novas idéias e realizem objetivos em diversas áreas e atuações no Brasil e no mundo. Pode ser que erros aconteçam, mas para empreender é preciso inovar! Inovar para crescer, empreender para transformar!Se você quer ser mais empreendedor, aprender, se desafiar e ter mais conhecimento para “botar pra fazer” não esqueça que empreender envolve vários aspectos que vão muito além do que somente êxito financeiro. Na atividade estão implícitos o respeito pelos outros, a responsabilidade social, e acima de tudo, nela deverá estar você, de corpo e alma, para poder oferecer ao mundo o que você tem de melhor. E para que isto possa ser feito da melhor maneira, pode lhe ser muito útil passar por um processo de auto-conhecimento, pois como disse Platão: “A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo”.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 21 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CLIENTIVIDADE


Clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem-sucedido e são também as chaves que abrem as portas da tão falada competitividade das pequenas empresas.
Há algum tempo, ouvi de um consultor de empresas que melhor do que falar em competitividade para a geração de vantagem aos pequenos negócios, deveríamos falar em “clientividade” e acredito que essa nova palavra resuma o que deve ser perseguido em campanhas de fidelização de clientes.
Tão certo quanto dizer que conseguir um novo cliente custa de 6 a 10 vezes mais caro que manter um antigo, é o fato de que, a cada dia, é preciso ser mais criativo e inventivo para não perdê-los. É preciso traçar estratégias não mais com base nos concorrentes ou nos preços, mas sim nos desejos dos clientes colocando-os na base das decisões da empresa e disseminando essa percepção para todas as pessoas, do presidente ao porteiro, que devem pensar em desvendar os sonhos do cliente e trabalhar para realizá-los. Trata-se da transição do paradigma do “foco NO cliente” para um modelo de gestão com “foco DO cliente".
E cuidado, pois o desafio vai além de montar planos de fidelização, mas em como fazê-lo de forma eficaz ao cliente, realizando algo em que a concorrência ainda não tenha pensado e, preferivelmente, que não seja capaz de copiar, pelo menos em curto prazo. As famosas campanhas de pontos que se acumulam e que jamais conseguirão ser resgatados ou a distribuição de brindes podem tornar os clientes insatisfeitos e não raro desenvolver rejeição invertendo o resultado pretendido. Afinal, pouca coisa pode ser mais frustrante que promessas não cumpridas ou o sentimento de haver sido enganado.
A base para essa fidelização e excelência do negócio é:
1. Um bom produto, assistência, atendimento e pós–venda;
2. Um compromisso de toda a empresa e não somente dos vendedores;
3. Possuir informações sistematizadas que atendam às necessidades individuais dos clientes;
4. Nunca perder de vista as atividades dos seus concorrentes.
Com essa lição de casa cumprida, dedique-se a surpreender os clientes, encantando-os com produtos novos e diferenciados. Customize cada transação com o mesmo entusiasmo da primeira vez, para que nunca seja a última. Ofereça soluções integradas agregando valor ao seu produto. Tenha qualidade com preços competitivos e vá além da venda de um produto, venda um conceito que marque sua empresa.
Assim os clientes sentem-se felizes, repetem suas compras, tornam-se divulgadores gratuitos de sua empresa e percebem você superior à sua concorrência.
É como estar apaixonado e querer agradar todos os dias!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial - Jornal Diário de Mogi
20 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ALUNO É TRANSITÓRIO, FILHO É PARA SEMPRE


Sou mãe e pedagoga e por isso ao receber esse e-mail, logo me veio a idéia de compartilhar com vocês... Empreendedores são mais do que donos de negócios, são pais e educadores... Líderes de futuros líderes!

Afinal,"O negócio não é pensar apenas em que mundo você vai deixar para os seus filhos, mas que filhos você vai deixar para o mundo" Fabio Barboza (Banco Santander)

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/09.
O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy, Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso", Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
Em pesquisa realizada em março de 2006, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.

* 1º- lugar: Sigmund Freud;
* 2º- lugar: Gustav Jung;
* 3º- Lugar: Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa.
Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga .
A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.
Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca!!!!

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder.. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25.. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CINCO COISAS SOBRE EMPREENDEDORISMO QUE NENHUMA ESCOLA DE NEGÓCIOS ENSINA


Como a maioria de vocês sabe, sou uma "twitteira" assídua... Além de escrever muito, costumo abrir quase todos os links que recebo das pessoas que acompanho quando os temas envolvem gestão do conhecimento, liderança, gestão empresarial, empreendedorismo ou inovação.
E hoje descobri esse texto que simplesmente A-D-O-R-E-I e que adoraria ter escrito. Tem tudo a ver com as discussões que venho empreendendo na região sobre uma nova proposta de educação desde o ensino fundamental. A autoria é do Ricardo Jordão fundador da BIZREVOLUTION, escritor, blogueiro, agitador, consultor de marketing e vendas especialista em virar a mesa.... Um cara que QUEBRA TUDO e com quem vivo aprendo virtualmente.
Se você está nas redes sociais, acompanhe também twitter.com/bizrevolution e visite com tempo o site: http://www.bizrevolution.com.br
Mas vamos ao texto com a devida autorização para ser publicado no Lounge:

5 coisas sobre empreendedorismo que nenhuma escola de negócios ensina.

"Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou qualquer coisa do tipo.
Fora as aulas, as palestras esporádicas que a faculdade oferecia aos alunos eram sempre com alguma figura famosa da propaganda brasileira mostrando o seu rolo de comerciais premiados em Cannes. 9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de graça.
Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click.
Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar, promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos serem bem sucedidos na vida.
Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor recomenda: "fazer um documento completo com visão, missão valores, metas, números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia, estratégia, balancete etc".
A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super bem estruturado plano de papel.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Aprender a lidar com seres humanos", onde a molecada será submetida a exercícios de campo onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing, mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto, formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as pessoas.
A faculdade "ensina" o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por crescer é a filosofia da célula do câncer!
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Ganha Ganha Ganha", onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender. Infelizmente, 99% vai perceber logo no início que o negócio nunca fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão dos funcionários.
É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que consegue, e por isso acredito que é possível.
Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Vida Empreendedora" para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada "Tudo ou nada" onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco. O cara visualiza uma idéia e sai fazendo as coisas sem qualquer estudo ou preparo.
O Empreendedor é movido pela paixão, o quê é bem legal, mas, o cara se intrubica como ninguém. Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é porque você vende cartucho de impressão que você deve vender impressoras.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada "Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha" onde o jovem será levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora."

Obrigada, Ricardo... Espero que novo empreendedores possam ler esses conselhos e que as universidades "acordem" para esse novo modelo de educação.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NO LEME DA INOVAÇÃO


Pelé revolucionou o futebol ao bater pênalti com a paradinha que engana os goleiros. A bossa nova, com sua cadência própria, criou um novo ritmo na música brasileira e mundial. O que isso a ver som inovação?!?
A palavra inovação vem do latim innovatio, que significa a introdução de alguma novidade em qualquer atividade humana.
Na verdade, ela está presente em nosso dia a dia mais do que podemos imaginar e as experiências que acabo de citar comprovam sua eficácia e sua capacidade de criar o novo, mas o objetivo aqui é focá-la nos negócios; é ver a inovação como uma forma de as empresas se tornarem mais competitivas e mais lucrativas respondendo às exigências dos consumidores.
Exigências que hoje são cada mais rápidas!
Quando as exigências dos mercados eram menores, a evolução tecnológica era mais lenta e o consumidor se satisfazia por mais tempo com um produto, inovação parecia algo distante dos pequenos negócios e os produtos/serviços permaneciam mais tempo no mercado.
Hoje é possível imaginar um banco que não ofereça aos seus clientes a possibilidade de fazer operações pela internet? Qual o futuro de um pequeno varejo que não aceita pagamentos com cartões de débito ou de crédito?
O caminho para a inovação consiste numa persistente busca do novo, feita de tentativas, erros, acasos, e, como todo empreendedor sabe – muita perseverança. Consiste na observação constante das tendências do seu mercado e do que seu cliente espera para que, então, você obtenha ganhos financeiros por meio da introdução de novos produtos ou serviços, aceitos pelo mercado, de novos processos, de novas práticas de marketing ou de novos métodos organizacionais. Lembrando sempre que melhorar um produto já existente também significa inovar.
É um equívoco acreditar que somente grandes empresas e empresas do setor industrial de ponta (eletrônica, telecomunicações, aviação etc.) precisam inovar.
Se a palavra está na moda, significa que ela pode transformar os meios da sua empresa se relacionar com o mundo. Dependerá da sua própria atitude!
Se você demorar a se adaptar às necessidades do mercado e encontrar dificuldade para promover mudanças no seu negócio, estará correndo grande risco: sua lentidão pode fazer com que as inovações cheguem tarde e não encontrem mais consumidores disponíveis. Seus clientes, ou antigos clientes, encontraram em empresas concorrentes aquilo que queriam.
Mas se você estiver permanentemente atento às mudanças e agir rapidamente se antecipando a elas, mantém sua clientela fidelizada e tem chances ser a empresa concorrente que atrai os (antigos) clientes do empresário reativo.
E não se desespere caso perceba que já ficou para trás. Priorize o que for mais urgente (por exemplo, melhorar um produto que toda a concorrência já melhorou) ou faça primeiro o que exigir menos tempo ou menor investimento. Tenha apenas uma certeza em mente: inovação requer prática e no mundo extremamente competitivo em que estamos, o maior dos riscos é ficar parado.
É certo que os barcos estão mais seguros ancorados e amarrados no cais, mas foi para isso que foram construídos?
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no MogiNews
14 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL
Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

12 anos de CONQUISTAS!


Não posso deixar de utilizar o espaço dessa semana para compartilhar minha alegria e realização pessoal em gerenciar uma unidade no SEBRAE-SP em Mogi das Cruzes há mais de 3 anos. Um escritório que chega aos seus 12 anos sempre trabalhando em prol do fortalecimento das micro e pequenas empresas e do fomento à cultura empreendedora e da inovação.
Diariamente, convivemos com o sonho de pessoas que têm o desejo de evoluir! Evoluir no conhecimento que possuem, evoluir como empresários, evoluir como cidadãos que contribuam para o desenvolvimento e crescimento local.
É uma missão desafiadora, mas ao mesmo tempo gratificante!
Hoje, atuamos com todos os setores da economia respeitando nossas vocações e potencialidades. Nossa equipe tem a missão de interagir intensamente com nossos clientes e ampliar e fortalecer nossa rede de parceiros na busca de resultados que transformem o ambiente empresarial para multiplicar a geração de emprego e renda.
No Alto Tietê, a micro e pequena empresa corresponde à 97% do total de empresas formalizadas (cerca de 54.000 empresas) e gera 56% dos postos de trabalho. E esse número tende a crescer mais e mais.
Por isso, inovar é o nosso principal desafio! É preciso trabalharmos com excelência em todos os níveis, sermos éticos, verdadeiros e estarmos prontos às novas cobranças do mercado que torna nosso cliente cada dia mais exigente.
Desejamos unir o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que resultem em uma efetiva vantagem competitiva sustentando os pequenos negócios como principais atores do processo de desenvolvimento local e regional.
Queremos, nos próximos anos, sensibilizar o empreendedor sobre o seu papel nas questões de responsabilidade social e ambiental e auxiliá-lo no desenvolvimento de uma visão de longo prazo que aborde aspectos de integração de ações, formação de equipes, gestão do conhecimento, inovação, abertura de novos mercados e motivação.
Desejamos que cada empreendedor encontre as raízes de seus sonhos e assuma um processo gerencial que equilibre de forma dinâmica suas empresas e o desenvolvimento de nossa região, transformando sonhos em ações verdadeiras! Afinal quando temos um objetivo, não basta buscar realizá-lo, é preciso dar o seu melhor sempre!
E assim, foram esses últimos 12 anos: muitas pessoas dando o melhor de si a vocês, empreendedores.
Consultores que se dedicam de coração ao fortalecimento do agronegócio e dos empresários rurais, fomento ao crescimento industrial, dinamização dos setores de comércio e serviços, valorização da cultura, artesanato e do potencial turístico regional. Isso resume um pouco do jeito de ser SEBRAE-SP! Pessoas que buscam inovar para crescer. Empreender para transformar!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 07 de novembro no MogiNews

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

UM NATAL DE OPORTUNIDADES


O Natal já começou para quem é empreendedor e mesmo com algumas dúvidas quanto ao cenário econômico, começamos a nos contagiar com o espírito natalino.
O hábito de dar, no mínimo, um presente no Natal sempre foi cultivado desde a nossa infância e ainda que haja desemprego, alta do dólar, aumento de combustíveis ou a troca da cor da roupa do Papai Noel, nada indica que em 2009 esse hábito ficará de lado. Por isso, se você é empresário do segmento de varejo, prepare-se!
Pense que o fluxo de clientes irá aumentar exigindo uma readequação da disponibilidade de atendentes e de produtos e que um incremento no mix de produtos oferecidos na sua loja pode ser o seu diferencial, afinal clientes gostam de encontrar tudo que desejam comprar num mesmo lugar, evitando aglomerações e trânsito intenso, típicos dessa época.
Estabeleça uma política de preços competitiva, com condições e facilidades para pagamento, pois mesmo com o incentivo ao consumo, todos gostam de poupar dinheiro na compra dos presentes. Mas tenha cautela: essa política não pode colocar o seu fluxo de caixa em risco e muito menos aumentar a possibilidade de problemas com inadimplência, uma das maiores reclamações e preocupações dos comerciantes.
Além disso, pense no visual da sua loja, da sua rua e do seu bairro. Associe-se aos seus vizinhos e torne sua loja uma experiência de compras inesquecíveis ao cliente. Valorize aspectos como vitrine, climatização, sonorização, embalagem e toda a comunicação interna.
E não descuide do atendimento. Pessoas capacitadas e qualificadas fazem o cliente indicar sua loja depois que sair com as sacolas cheias. O pessoal extra que será contratado tem uma forma diferente de relação trabalhista, mas também precisa de treinamento e de compromisso com os resultados das vendas.
Lembre-se que historicamente o Natal é o responsável por mais de 30% do faturamento anual e que preparar-se para essa época no ano é fundamental se quiser aproveitá-la da melhor forma.
As próximas semanas são cruciais para que você possa fechar o máximo possível de negócios. A janela de oportunidade é muito pequena e é preciso que saiba aproveitar este mês de uma forma sábia e vantajosa.
Que novembro já lhe traga um Feliz Natal Empreendedor!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário de Mogi em 06 de novembro

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NÃO ROUBEM!

Muito provavelmente, vocês devem considerar o título do artigo dessa semana um pouco deselegante, mas recebi um texto sobre o filme O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que me fez pensar muito sobre o comportamento humano e sobre a forma que gerenciamos nossas empresas.
O mundo está repleto de “ladrões”. Não apenas ladrões do dinheiro das empresas ou do povo, mas também ladrões do nosso tempo, da nossa qualidade de vida e das possibilidades que nos são abertas todos os dias.
Ao ler o livro e depois ver o filme, foi instintivo realizar algumas conexões com a realidade democrática que vivemos e as atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam pessoas normais e capazes em função da posição, do conhecimento ou daquilo que acham que deixam transparecer.
O caçador de pipas não é uma história de imagem, mas uma história de realidade que deixa marcada inúmeras sensações, algumas agradáveis e muitas tristes. Em minha opinião, a reflexão mais profunda vem de uma conversa entre Baba e seu filho Amir em que ele afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Afinal, “quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser verdade, você está 'roubando' o direito dessa pessoa saber o que você sente a seu respeito; quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou e quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz”
Tais assertivas imediatamente levaram minha mente aos inúmeros ”roubos” da vida empresarial: chegar atrasado a um compromisso “rouba” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada; impor uma tarefa desnecessária a alguém “rouba” o direito ao lazer, ao estudo ou ao desfrute de outros momentos fora da empresa; pensar que alguém não corresponde às suas expectativas e não dizer nada “rouba” a possibilidade de desenvolvimento dessa pessoa; falar a respeito das pessoas e não com as pessoas “rouba” a oportunidade delas saberem a opinião que você tem a seu respeito.
Dessa forma, além de “roubar”, esses comportamentos são os principais geradores de um ambiente desmotivador e desinteressante.
O pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem convivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração.
Cabe ao líder, dizer de forma explícita, clara e descritiva, como percebe e sente o desempenho e o comportamento das pessoas com quem convive e servir de exemplo na prevenção aos “assaltos” da vida empresarial.
Aproveite o feriado para refletir: será que estou "roubando" de alguém alguma informação ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal?


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 31 de outubro de 2009 no MogiNews

BELEZA E SUSTENTABILIDADE


Como criar oportunidades de crescimento sustentável? Garantir um crescimento sustentado de longo prazo é o sonho de qualquer empresa e qualquer economia, mas este é um sonho que não está ao alcance de qualquer um.
Um dos mais importantes atributos que o empreendedor deve ter para isso é a capacidade de interpretar os sinais de avanço da sociedade e buscar formas de antecipar o que está por vir, modelando seu empreendimento para enfrentar novos momentos, exemplo disso é a expansão do segmento de moda, beleza e estética.
Com a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho, o pano de fundo das mudanças nos hábitos de compra de produtos de beleza e higiene começa a se solidificar. Com duas e até três jornadas de trabalho, as trabalhadoras começaram a optar por produtos práticos e acessíveis para todas as classes. E mais: vaidade deixou de ser uma exclusividade das mulheres. Os homens também aderiram aos cremes anti-rugas, massagens e drenagens para modelar o corpo.
O setor de estética praticamente não tomou conhecimento da crise econômica. Clínicas de estética, academias, lojas e indústria de cosméticos, perfumaria e o segmento de venda porta a porta aumentam o faturamento, enquanto embelezam a clientela. E com um público claramente definido e portas abertas no mercado, as oportunidades vão crescendo. E imaginem: com a chegada do Verão, os gastos irão se elevar ainda mais, o faturamento vai engordar e mais empregos serão gerados.
Agregar valor em um segmento muitas vezes tão luxuoso e competitivo pode ser o seu diferencial. Um conceito de negócio que pode render às empresas de beleza e estética é difundir o “ser saudável além da aparência”! E isso envolve a saúde do seu próprio negócio de beleza.
Que tal pensar em práticas de gestão ambiental e social? Pensar processos de melhoria contínua não se enquadra apenas para as indústrias. Seu pequeno salão de beleza, sua clínica de estética ou sua perfumaria pode reduzir o uso dos recursos naturais como água e energia, pode optar por fontes alternativas, pode prevenir a poluição visual, do ar, do solo e reduzir a emissão de sons. Além disso, se você pensar na redução de insumos e na diminuição dos resíduos descartados, seu resultado será no faturamento e no bolso. E como conseqüência, ainda irá reduzir os riscos aos seres humanos e ao ambiente natural. Isso sim é beleza!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 30 de outubro de 2009 no jornal "O Diário"

domingo, 25 de outubro de 2009

ARRANJO PRODUTIVO

Vivemos, na última semana, momentos importantes para o setor industrial do Alto Tietê. Graças ao empenho do CIESP, FIESP e Prefeitura de Suzano terminou ontem o 2° Encontro das Indústrias de Suzano coroado de pleno sucesso.
Andando pelos corredores do encontro e no bate-papo com os empresários, cheguei à conclusão de que é chegado o momento de falarmos sobre o desenvolvimento do setor de forma mais estruturada. É preciso buscar a convergência das expectativas de desenvolvimento entre os atores do setor; estabelecer parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos no próprio território, e principalmente promover uma integração econômica e social no âmbito regional.
Embora a região apresente uma atividade industrial altamente diversificada, existem segmentos que podem ser tratados como clusters ou arranjos produtivos locais.
Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, com especialização produtiva e com vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com atores como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Seus esforços seguem na busca da promoção da competitividade, atuando de forma complementar às políticas para o desenvolvimento das empresas, regiões e, até mesmo, do país.
Pensem na cadeia do papel e celulose: nossa região produz desde o insumo base da celulose, o eucalipto, que é transformado pelas indústrias, fábricas de embalagens, papelarias, gráficas chegando às transportadoras. Na verdade, chegamos a girar novamente o ciclo se considerarmos os trabalhos dos catadores de papéis e recicladores. Tudo isso no Alto Tietê!
Trabalhar o conceito de cadeia produtiva minimiza a multiplicidade de esforços, otimiza a alocação de recursos, promove o compartilhamento de objetivos e consolida boas práticas de desenvolvimento local voltadas para um setor. Além disso, torna possível a criação de uma identidade que pode ser facilmente reconhecida e que atrai a atenção de investidores e de políticas de incentivo municipais, estaduais e federais.
Você deve estar se perguntando: o que falta então para nossas empresas se organizarem dessa forma?
Inicialmente é preciso identificar o setor e então, mobilizar os atores. A configuração de um APL tem por base a participação efetiva de micro e pequenas empresas; a existência de uma governança estruturada e com ações alinhadas; a importância do segmento para a economia estadual/local; a absorção de mão-de-obra e sua contribuição para a pauta de exportações brasileiras (real ou potencial).
Só o pensamento sistêmico e o fim de vaidades tornam o arranjo possível difundindo informações e aprendizado dos setores e gerando inovação tecnológica.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 24 de outubro de 2009 - Mogi News

DESCUBRA O SEU MERCADO

Qual é a diferença entre lojas cheias e vazias? O foco do negócio, a identidade da marca ou a capacidade de permitir ao indivíduo uma experiência única?
Empresas que captam e entregam experiências e vivências desejadas por seus clientes preenchem mais do que sua necessidade, mas uma lacuna na mente e coração do consumidor.
Para isso, não podem tratar todos da mesma forma, bem como não podem tratar todos de forma diferente. O desafio é encontrar grupos de pessoas com características, preferências e gostos semelhantes e tratá-los como se fossem iguais. Isso é o que os grandes administradores chamam de segmentação de mercado.
Segmentação nada mais é do que separar uma parte do mercado, agrupando um conjunto de clientes (pessoas ou organizações), de acordo com determinadas características que sejam úteis aos propósitos de venda e de marketing da sua empresa.
Dessa forma, entender desejos, oportunidades e experiências que seu cliente pretende viver com você, e apenas com você, auxiliará no foco e na identidade que o seu produto terá no mercado.
Uma boa análise desse perfil pode ser realizada sob várias variáveis: demográfica, psicográfica, geográfica, etc., tal como apresentados nas bibliografias do marketing acadêmico.
Minha recomendação é que as pequenas empresas trabalhem na segmentação por benefícios procurados pelo mercado. Benefícios diferentes, sob a ótica do cliente, representam segmentos diferentes. Se o seu benefício for qualidade, apresente-a. Se for segurança, demonstre-a. Se for status, viva-o.
Se houvesse uma receita de bolo, eu diria que o caminho menos arriscado seria analisar a relevância do segmento escolhido com relação à sua especialidade ou oferta, o potencial de compra e quantidade numérica para que sejam suficientes à manutenção do seu negócio, a acessibilidade do segmento e os esforços de marketing e distribuição que serão necessários para alcançar esse nicho e a rentabilidade, pois não adianta encontrar uma oportunidade para um nicho que não propiciará a margem de lucro necessária à sustentabilidade do seu negócio.
Lembre-se que sua escolha irá definir o seu mercado. Afinal, ninguém pode atender a todo mundo! Ninguém é capaz de satisfazer necessidades e desejos de todos os consumidores, já que eles são muitos, estão dispersos em várias regiões e possuem hábitos de compra e gostos diferenciados, além de distintas necessidades, desejos e preferências. Trabalhe com foco e boas vendas!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado em 23 de outubro no Diário Empresarial (O Diário de Mogi)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?
Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?


Meus amigos...
Hoje é um dia muito especial em que passo a colaborar com o jornal O DIÁRIO DE MOGI todas as sextas-feiras... (pena que não está no site, mas juro que é verdade...rs...)
Justamente por isso, passarei a blogar novos conteúdos no mínimo duas vezes por semana para que possamos construir juntos novos conhecimentos em nosso lounge!
Se você quiser dar dicas de assuntos ou quiser mandar as suas dúvidas sobre empreendedorismo, gestão de negócios, inovação ou liderança fique à vontade.
Certamente, irão me ajudar bastante na escolha dos próximos artigos...
Um beijo e espero que gostem do texto de estréia!

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?

Empreender é uma prática, não é arte ou ciência. É estar à frente de um negócio, fazer mais do que a rotina e gerar riquezas. Para muitos, empreender é a realização de um sonho: o exercício da liberdade e de um propósito de vida. Para outros, fonte de sobrevivência: única alternativa viável, depois de anos de desemprego e relações desgastadas com o mercado de trabalho.
Identificar os motivos que nos levam a assumir novos desafios é fundamental para que o sucesso desse novo caminho dê certo. Seja qual for a sua razão para empreender, compreender o que motiva sua ação rumo a esse novo mundo será determinante para entender o seu próprio comportamento com o mercado. Não espere que os clientes procurem seu negócio para salvar-lhe das dívidas ou porque você não agüentava mais o seu chefe. Clientes querem atender seus próprios sonhos, desejos ou necessidades e o seu produto/serviço deve estar apto a isso.
Por isso, se a sua motivação a empreender estiver mais ligada à sua própria necessidade. Páre!
Analise o mercado, conheça quem serão seus concorrentes, fornecedores e principalmente, se existe alguém disposto a comprar aquilo que você pretende vender. Se você não se sente apto a essa análise sozinho, busque informações e procure especialistas. Um erro básico que muitos cometem é conseguir pessoas que apenas torçam pelo sucesso e não que ajudem a enxergar a realidade como ela é. Lembre-se que abrir um negócio pode não ser a “salvação da lavoura”. Hoje paga-se, aproximadamente, 35% de tudo o que se cria em impostos. Os juros são altíssimos. O país é campeão mundial de causas trabalhistas.
Mas então, empreender é um mau negócio?!? De forma alguma!
Empreender é o caminho da diminuição das diferenças sociais, é a opção para a diminuição do emprego com carteira assinada, é um impulso ao progresso.
Mas é preciso que se avalie oportunidades e que os negócios se iniciem à partir de uma demanda. Resista à tentação do “sair fazendo” e planeje a sua entrada nesse novo mundo. Torne-se um empreendedor por oportunidade, um empreendedor que atende à necessidade do cliente e não apenas a sua necessidade de sobrevivência.
Por mais que você necessite de uma solução para os seus problemas com urgência, procure focar nos objetivos do seu negócio e tenha metas de longo. Observar negócios que estão dando certo, é um excelente jeito de aprender, e uma maneira mais garantida para começar.
E não esqueça de responder uma importante pergunta: Qual a inovação que o seu negócio vai trazer em relação aos seus concorrentes? Talvez a chave para o sucesso esteja aí!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo de estréia no Jornal O DIÁRIO DE MOGI
Publicado em 16 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A MARATONA COMEÇOU...


Conforme prometido, no último sábado o artigo publicado no MogiNews foi um compacto de todas as contribuições do meus amigos que através do blog ou por e-mail me encaminharam suas opiniões sobre as olimpíadas 2016.

Sem dúvida alguma, a maratona já começou...

A realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, apenas dois anos depois da Copa, trará oportunidades incríveis para o país e junto a elas uma dose imensa de responsabilidade.
Muitas pessoas ainda discutem os prós e contras desse momento sob o argumento da geração de oportunidades versus a corrupção e os problemas sociais do país. Empregos versus a farra com o dinheiro público ou uso demagógico da conquista. O Brasil, potência olímpica futura versus obras que se tornarão elefantes brancos.
Mas teria um evento esportivo a responsabilidade de resolver as mazelas de um país?
Pensar em esporte é pensar em qualidade de vida, desenvolvimento humano, bem-estar do corpo, da mente e, é claro, de famílias, escolas e comunidades.
Se o problema é o medo de que se repitam os erros cometidos nos jogos pan-americanos, que tal começarmos a fiscalizar já? Certamente bilhões de reais atraem os olhos de muita gente e a população deverá controlar mais de perto, exigir transparência e governança, minimizando tanto os desmandos quanto as incompetências.
Temos que aprender com nossos erros e deixar tudo pronto antes do apito inicial. Espero que nossa paixão pelos esportes nos desperte para a cidadania e participação social.
Essa pode ser a chance de o Brasil reverter sua imagem de “país do carnaval e futebol” e ter sua marca respeitada nas questões de política, segurança e economia. Chegou o momento de deixarmos de ser o “país do futuro” para assumirmos um lugar no presente.
Mas para isso é preciso planejamento e monitoramento sistemático de um plano de ação consistente, com objetivos específicos, mensuráveis e atingíveis para que o jogo não seja decidido apenas no quinto set, quando tudo fica mais dramático.
Às micro e pequenas empresas, fica o conselho para buscar informações, avaliar oportunidades que irão surgir com todo o investimento e EMPREENDER e COOPERAR com os benefícios que o futuro pode trazer para desenvolver o turismo brasileiro, para aumentar as divisas do Brasil, para ampliar a economia, para alavancar negócios, para que novas empresas surjam e gerem mais empregos.
Lembre-se também que as recordações que os turistas levam de um país são muitas vezes intangíveis. Um sorriso, um atendimento cordial ou a resolução de uma situação inusitada. Pouco tem se falado sobre a qualidade dos serviços que serão oferecidos, os quais estão em muitos casos, aquém do que se espera nas questões de hospitalidade e receptividade.
Em seis anos, deveremos preparar o país e não apenas o Rio de Janeiro. A largada já foi dada e após os 400 metros com barreiras, espero comemorar a vitória de um Brasil com maior dinamismo econômico, melhor infra-estrutura e, porque não, auto-estima mais elevada.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 10 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

QUAIS SÃO AS OPORTUNIDADES PRA VOCÊ?


Em um mês em que o SEBRAE comemora o mês do empreendedor, o mundo recebe a confirmação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016!
Muitas pessoas comemoraram durante todo o final de semana, outras verbalizaram os problemas que já conhecemos: “não vai dar certo, vai ser a maior roubalheira, vamos sair dessa sem dinheiro e sem medalhas”.
Confesso que torci muito pelo Rio e que fiquei feliz com o resultado. Afinal, todo país tem problemas e se os nossos estão aí, devemos encará-los de frente. Todo país tem seus defeitos. Se você for a Tóquio, Madrid ou Chicago, verá que lá há tantos defeitos e tanta hipocrisia como no Brasil.
Qualquer evento esportivo não pode ter como intenção a resolução das malezas de um país.
Pensar em esporte é pensar em qualidade de vida, desenvolvimento humano, bem-estar do corpo, da mente e, é claro, de famílias, escolas, comunidades, cidades e até países… mas também significa bilhões de reais que atraem os olhos de muita gente. É um fato!
Se o problema é o medo da corrupção, que tal começarmos a fiscalizar já?!? Grandes eventos trazem grandes responsabilidades e com elas, grande oportunidades. O medo não pode paralisar um povo empreendedor com o nosso!
A realização da Copa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, antes de tudo, irá gerar milhares de empregos e trazer muitos benefícios para as cidades envolvidas.
Na próxima semana, quero escrever o artigo sobre o tema e as oportunidades para micro e pequenas empresas.
Que tal me ajudar?!? É o momento de abrir os olhos e trabalhar, avaliar oportunidades que irão surgir com todo o investimento e EMPREENDER e COOPERAR com o que no futuro pode nos beneficiar e trazer melhorias significativas para a cidade do Rio, para desenvolver o turismo brasileiro, para aumentar as divisas do Brasil no mundo globalizado, para ampliar a economia, para empresários alavancarem seus negócios, para que novas empresas surjam, para que mais emprego seja gerado.
Qual é sua opinião sobre o assunto?!?

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