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terça-feira, 27 de setembro de 2011

ELAS SAEM NA FRENTE


No último domingo, 25 de setembro, uma surpresa no Diário do Comércio me deixou muito feliz! Depois de representar bravamente os poucos homens presentes ao Encontro Empresarial de Mulheres de Negócios na Zona Leste, o jornalista André de Almeida publicou o texto a seguir.
Além de contar com um fator emocional muito forte, a palestra me permitiu conhecer e interagir com mulheres inteligentes, competentes e realmente dispostas a assumir o leme de suas carreiras e fazer a diferença no mundo de negócios!
Conheça aqui o material da palestra.

"As mulheres abrem duas vezes mais negócios do que os homens no mundo, totalizando mais de 9 milhões de empreendimentos, que movimentam algo em torno de US$ 3,6 trilhões e geram emprego para 27,5 milhões de pessoas. Para debater a importância e o crescimento das mulheres no mercado de trabalho e do empreendedorismo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), com o apoio da Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), promoveu, semana passada, o Encontro Empresarial Mulheres de Negócios.
Realizado no Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente, o evento teve a palestra Sensibilidade e Negócios, com Ana Maria Magni Coelho, gerente do Sebrae-SP/Alto Tietê, e um talkshow com a executiva e vencedora estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2010, Rosana Sangiuliano.

domingo, 3 de abril de 2011

SENSIBILIDADE & NEGÓCIOS


Discutir a questão dos gêneros masculino e feminino no ambiente empresarial é um tema sempre encantador, pois desvela, em cada discussão, um novo tabu, preconceito ou estímulo.
A persistência histórica de uma cultura patriarcal é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas cotidianas continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade.
Não sou feminista e acredito que cada pessoa deva ser respeitada na medida de sua desigualdade frente aos demais. Contudo, reconhecer que a discriminação existe e é injusta, me mobiliza a sempre escrever sobre o assunto e a festejar cada conquista das mulheres no mercado de trabalho.
Em pleno século XXI, a sociedade empresarial vive um momento de transição. Saímos de um modelo de produção industrial para um modo de produção ancorado na informação e no conhecimento. Neste cenário, mais competitivo, dinâmico e complexo, as empresas necessitaram rever seus padrões de gestão e excelência e as mulheres ganharam espaço para assumir o leme de suas carreiras.
Não há quem duvide de que há tempos deixamos de ser o “sexo frágil”. Com maior nível de escolaridade, perfil de liderança, habilidade para controlar situações tensas e executar diversas tarefas ao mesmo tempo, as organizações já perceberam que as mulheres podem e devem chefiar grandes equipes. De acordo com estudo do Instituto Great Place to Work, as 100 melhores empresas para se trabalhar concentram mais de 403 mil funcionários. Desses, quase 175 mil são mulheres e mais de 55 mil delas ocupam postos estratégicos.
O cenário é positivo. As organizações necessitam de líderes transformacionais que levem em conta as preocupações e as necessidades de desenvolvimento de cada funcionário, suas consciências sobre diversas questões, ajudando-os a considerar velhos problemas a partir de novas perspectivas. Líderes que instiguem, despertem e inspirem suas equipes para uma dedicação de esforços extras para o alcance das metas do grupo de trabalho.
Mulheres com características próprias como humildade, estabilidade emocional, multifuncionalidade, paciência, auto-renúncia, disposição para operar em ambientes de contrariedade, negociar fazendo concessões, e inteligência enriquecida pela intuição, está tornando-se indispensável no mundo empresarial contemporâneo.
Entretanto mesmo com todos os avanços em relação às mulheres que ocupam cargos gerenciais nas empresas, o preconceito e a discriminação instalados nas entranhas organizacionais ainda são poderosas barreiras à presença feminina nos negócios. Há uma geração de mulheres que luta pelo seu reconhecimento.
Algumas empresas ainda as vêem como inferior e desigual para assumir postos de comando. Outras, mais modernas em termos administrativos, mas arcaicas em sua cultura organizacional, não duvidam de sua competência, mas desconfiam da disponibilidade da mulher em termos de tempo dedicado à família e ao trabalho.
Pois, saiba-se que ao mesmo tempo em que as mulheres são capazes de preparar e organizar seu ambiente familiar, elas são responsáveis e conseguem conduzir atividades empresariais. Em recente pesquisa do SEBRAE, elas já representam mais de 53% dos novos estabelecimentos formalmente constituídos no país.
Atuam em áreas do próprio universo feminino (moda, cosméticos, alimentação) e optaram em abrir seu negócio por assumirem repentinamente a chefia da família repentinamente, para compor a renda doméstica, para ter mais tempo para si ou para garantir uma renda que o mercado não lhes oferece. São empreendedoras, donas de seus negócios e não têm de enfrentar a competição direta com os homens por determinados postos nas organizações.
O caminho para as mulheres executivas ainda não se encontra tão aberto. Para esse perfil de profissional é exigido um investimento psíquico muito maior do que para as empreendedoras e maiores também do que para a maioria dos homens que buscam o mesmo cargo.
Empreendedoras ou executivas, políticas ou civis, as mulheres brasileiras têm provado que sensibilidade e negócios podem gerar resultados positivos cultuando valores como lealdade, honestidade, sinceridade, valorização e respeito ao ser humano, companheirismo e reciprocidade.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado na Revista Exper n.º 6
Março de 2011



domingo, 27 de março de 2011

MICROCRÉDITO PARA MULHERES EMPREENDEDORAS


Uma boa notícia para o fomento ao empreendedorismo feminino brasileiro...
Mas lembre-se que dinheiro não é o motor de um novo negócio, pode ser o combustível. Entretanto, você precisa preparar o motor, suspensão, escapamento, alinhamento, etc

Brasília – As mulheres que têm pequenos negócios ou pretendem iniciar atividades comerciais já dispõem de uma linha de crédito para financiar o empreendimento, até o limite de R$ 15 mil. Acordo nesse sentido foi assinado hoje (23), no auditório da Caixa Econômica Federal, em solenidade comemorativa ao Dia Internacional da Mulher.
De acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, o apoio ao empreendedorismo feminino está em sintonia com a Política Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, com taxas de juros que variam de 0,93% a 3,9% ao mês, com prazos de até 24 meses para pagamento do empréstimo. Além disso, as mulheres empreendedoras podem ter também assistência técnica da Caixa para a formação de seus empreendimentos, em qualquer região do país.
O dinheiro pode ser usado para montar um pequeno negócio ou para expandir as atividades de quem já está no comércio, com fundos para financiar todas as empreendedoras que precisarem. “É um investimento nas mulheres, que vão trazer a força de trabalho, seus projetos e propostas para que a Caixa possa contribuir”, segundo Maria Fernanda.
Perguntada quanto ao fato de a menor taxa de juros da operação ser de 0,93% ao mês – quase o dobro da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cobra das grandes empresas –, Maria Fernanda disse que se tratava de “prazos diferentes para negócios diferentes”. Ela acrescentou que a taxa para o microcrédito pode ser de até 2% e, no caso específico para empreendedoras femininas, a Caixa está fazendo por menos da metade, o que considera “uma taxa adequada”.
A cerimônia contou com a presença das ministras da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes; da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Bairros Palavra; e da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Texto produzido pela Agência Brasil - Stênio Ribeiro
Edição: João Carlos Rodrigues

segunda-feira, 21 de março de 2011

MULHERES & INOVAÇÃO


Uma pesquisa realizada pelo Endeavor, instituto de apoio ao empreendedorismo, revelou que as mulheres são mais inovadoras nas áreas de marketing, recursos humanos e integração de equipes nas empresas, assim como no processo produtivo.
O estudo mostrou que os homens estão concentrados em áreas mais tradicionais, como o registro de patentes, e que quase 60% deles dizem ter dificuldades área de gestão de pessoas ou no processo produtivo - entre as mulheres, o percentual é de 34,6.
A pesquisa comprovou ainda que as mulheres têm uma rede de contatos menor do que os homens e começam um negócio com menos sócios - menos de 30% das empreendedoras têm três ou mais sócios. Entre os homens, esse índice dobra. Elas, porém, têm menor acesso a financiamentos, tanto público quanto privado, e se queixam de discriminação por parte dos bancos, governos e financiadoras tanto por serem mulheres quanto por serem jovens.
Entre os entrevistados, homens e mulheres demonstraram atribuir igual valor para o crescimento da empresa e optar pela expansão em outras localidades em vez de diversificar a atuação. Quando o assunto é família, ambos concordam que o lar é mais importante do que os negócios.
O levantamento, inédito no País, faz parte do estudo da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), financiado pelo governo sueco, do qual participam Brasil, Suécia, Suíça, Estados Unidos, Uganda e Jordânia. Para o estudo, foram ouvidos 52 empreendedores entre setembro e novembro de 2010, com negócios que faturam entre US$ 10 mil e US$ 10 milhões por ano.



quarta-feira, 2 de março de 2011

CONSTRUA A SUA HISTÓRIA

Ontem postei sobre a minha percepção a respeito da ida de nossa presidenta, Dilma Rousseff ao programa Mais Você.
A idéia não é fortalecer nenhuma ideologia política ou fomentar que novas mulheres saiam às ruas para queimar sutiãs e conquistar seu espaço. Quero apenas um mundo mais justo.
Sei que parece discurso de concurso de miss pela "paz mundial", mas adoro conhecer histórias de mulheres capazes de transformar suas histórias.
Gosto muito de um livro (A maratona da vida) que fala sobre essa capacidade que as pessoas têm de ser aquilo que elas quiserem ser. É a história de juiz federal obeso e sedentário com uma carreira bem resolvida, mas com a saúde em frangalhos. Ao resolver correr uma maratona, ele nos ensina a lidar com sentimentos, dúvidas e problemas que acometem qualquer pessoa que queira realizar alguma coisa.
“Enquanto eu não acreditei que poderia fazer, não fiz. A crença é que constrói o fato. A batalha definitiva é sempre na mente. Todo mundo conhece a parábola do besouro, que é absolutamente verdadeira: é um inseto que, pelas leis da aerodinâmica não conseguiria voar, mas como não tem a menor ideia disso, ele voa(...) você pode, se você acredita que pode”
Que tal acreditar?

terça-feira, 1 de março de 2011

EMPREENDEDORISMO FEMININO


“Quando a mulher assume alguma posição de autoridade, ela é vista como estando um pouco fora de seu papel. Mas isso era até agora. Daqui pra frente as meninas podem querer ser presidentas e vai ser visto como uma coisa normal e natural uma mulher assumir a liderança. Quando você quebra um paradigma, a primeira reação é de estranheza, depois as pessoas se acostumam.”

“Você já viu algum homem que chega à direção do país ser chamado de duro? É porque são homens. É esperado da mulher uma fragilidade fora do comum. A mulher pode ser fisicamente mais frágil, mas não necessariamente é menos forte do que o homem por dentro.

“No fim, o que importa é lutar pela vida. Ao lutar pela vida você a valoriza. A solidariedade é um gesto fundamental porque é a experiência humana transmitida de forma carinhosa a outra pessoa.”
(Dilma Rousseff no programa Mais Você - 01/03/2011)

Hoje pela manhã, terça-feira (1º), confesso que fui surpreendida com a informação de que a presidente Dilma Rousseff estava sendo entrevistada por Ana Maria Braga, no programa “Mais Você”, da TV Globo.
Estive tão envolvida na preparação de um evento da empresa que, se alguém já havia dado o furo antes, eu ainda não tinha visto.
Não sou uma mulher que defende o gênero como motivo de competência e reconhecimento e todo o mês de março me incomodo em ser valorizada como se isso não fosse necessário em outros meses.
Entretanto, tenho que reconhecer que vivemos um importante momento: presidenta eleita democraticamente, líderes femininas em grandes empresas, mulheres assumindo atividades fora dos lares e contribuindo para a economia formal do país.
Sei que tenho a sorte (se é que sorte existe) de trabalhar em uma empresa que não faz distinção salarial entre gêneros, mas não fecho os olhos para a necessidade de incentivar políticas sérias para inserir cada vez mais a mulher no mercado de trabalho e exigir salários equivalentes aos dos homens.
Dilma demonstrou uma surpreendente desenvoltura na entrevista, uma habilidade de fazer inveja ao ex-presidente Lula nos seus melhores momentos e me fez muito feliz ao se comprometer com o apoio ao empreendedorismo feminino brasileiro.
Desejo que, não apenas no mês de março, sua fala ecoe em boas possibilidades as pequenas empresas brasileiras.


Dilma Rousseff reforça apoio às mulheres empreendedoras
“Quem abre mais pequenos negócios é a mulher", afirma presidenta da República

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (1º) que dedicará atenção especial às mulheres empreendedoras. “Quem abre mais pequenos negócios é a mulher. Há uma série de atividades em que ela é especialista. A mulher é ótima, por exemplo, na indústria de alimentação e é capaz também de fazer uma quentinha e distribuir. Vamos dar suporte para que isso ocorra, com apoio, curso, isenção tributária e microcrédito”, ressaltou a presidenta.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, na TV Globo.
De acordo com a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), dos 18,8 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, 53% são mulheres e 47%, homens.
Em 2009, além do Brasil, apenas outros dois países registraram taxas de empreendedorismo feminino mais elevadas que as dos homens: Tonga, com 61%, e Guatemala, com 54%. Já as brasileiras estão praticando um empreendedorismo cada vez mais planejado e consistente. Sobre este aspecto, o estudo constatou que dos empreendedores por oportunidade 53,4% são mulheres e 46,6%, homens.
Dilma Rousseff também voltou a afirmar que pretende criar um ministério para as micro e pequenas empresas. “Nós queremos formalizar a economia informal. Vamos facilitar, proteger e dar financiamento e isenção tributária. Eu vou inclusive criar um ministério para a pequena e micro empresa, porque você não pode exigir o mesmo tipo de tratamento de uma grande empresa ou de uma média e de uma micro”, disse.

Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7851/ 3243-7852/ 8118-9821/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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quinta-feira, 4 de março de 2010

VÊNUS OU MARTE?

Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Nessa época do ano, muitas pessoas me perguntam: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Quem tiver um comportamento mais adequado e souber utilizar suas competências da forma mais apropriada.
A verdade é que em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza, a determinação, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão de pessoas, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e ampliação da rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de março de 2010

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ARQUITETAS DO FUTURO




Tenho sido convidada para realizar algumas palestras sobre Mulheres, Sensibilidade e Negócios em função da prorrogação das inscrições para o prêmio Mulher de Negócios do SEBRAE para o dia 14 de setembro.
Pensando justamente nesses convites e no prêmio, queria compartilhar com vocês o artigo que publiquei em 07 de março de 2009, véspera do Dia Internacional da Mulher.

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Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas não quero acreditar que isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Muitas pessoas me procuram para perguntar: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Não sou o tipo de pessoa que goste de levantar a bandeira feminista e sou totalmente contrária à máxima “vamos tomar os lugares dos homens”, pois acredito que cada um de nós tem seu próprio lugar ao sol, se utilizarmos as nossas diferenças como competências complementares.
Em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza cega, a determinação fanática, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Como ‘arquitetas do futuro’ entendam que o futuro é gerenciável se começar no presente. Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.

Ana Maria Magni Coelho

Casada e mãe de 2 filhos.
Artigo publicado em 07 de março de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

Esse foi o primeiro artigo publicado por mim em um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes. Cidade que eu adotei e pela qual assumi um amor e carinho enormes!
É aqui que desejo evoluir profissionalmente e onde desejo ver os meus filhos transformarem-se em homens.
Não adianta... Nós, mulheres do terceiro milênio, viveremos sempre essa dualidade de papéis. Você se incomoda?!? Eu preciso confessar que A-D-O-R-O.
Escrever o artigo foi um imenso desafio, pois não é fácil não parecer feminista ou não dar a impressão de "levantar uma bandeira" da igualdade a qualquer preço.


A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO
Mulher Brasileira Agrega Valor ao Universo Empreendedor e prova que competência independe do gênero.

O século XX foi, com certeza, o século da emergência da liderança feminina e de nossa visibilidade no cenário internacional. As centenas de processos locais, regionais e mundiais que conduziram a este resultado trouxeram à luz a necessidade de rever todas as formas de convívio humano e de organização social, com o intuito de assegurar para mulheres e homens relações de equilíbrio e harmonia e, para as organizações, formas menos autoritárias e verticais de existir. Na realidade, nenhuma organização escapa desta necessária revisão de paradigma, desde a organização familiar até as organizações multinacionais, passando pelas micro e pequenas empresas.
As mulheres vêm aumentando sua atuação em posições de liderança nas empresas e conquistando mais terreno no espaço público. Hoje, somos mais da metade do mercado de trabalho, a maioria nas Universidades, temos as melhores notas e ainda assim é baixa a proporção de mulheres em cargos de decisão nos diversos segmentos, já que ocupam apenas 1 a 2% dos cargos de direção e ganham pelo menos 30% menos que um colega masculino do mesmo nível.
Já no ambiente das micro e pequenas empresas brasileiras é muito relevante a presença das empresas criadas e lideradas por mulheres, que dessa maneira, não só constroem para si uma alternativa de inclusão ou de permanência no mercado de trabalho, mas também geram empregos e promovem inovação e riqueza, contribuindo para o desenvolvimento socio-econômico dos municípios onde se instalam e conseqüentemente de todo o país.
A participação da mulher brasileira no universo empreendedor cresce a cada dia. De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil é o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Fica abaixo apenas dos índices da Venezuela (23,86%), Tailândia (19,33 %), Jamaica (15,69 %), Nova Zelândia (13,75 %) e China (11,6%). Em números absolutos, as mulheres brasileiras que lideram empreendimentos em estágio inicial (com até três anos e meio de existência) ocupam o terceiro lugar (estimado em 6,3 milhões de mulheres). Ficam atrás apenas das norte-americanas (8,9 milhões) e das chinesas (44,8 milhões).
O que isso pode significar?
Que a multiplicidade de papéis embora seja considerada uma característica do universo feminino, pode levar ao reconhecimento de um talento nas mulheres para fazer e pensar várias coisas simultaneamente. Quando bate realmente a necessidade, as mulheres vão à luta e acreditam na sua capacidade de empreender. No entanto, o acúmulo de tarefas - públicas e privadas - rotulado de "dupla jornada" é, freqüentemente, considerado causa ou origem de conflitos e desgastes.
Mas podemos pensar diferente... Quebrar este mito.
A experiência de ser empreendedora proporciona satisfação às mulheres, pois é mediadora de um forte sentimento de auto-realização, que se reflete, é claro, em nossa própria auto-estima. Por outro lado, a grande satisfação decorre do fato de que o negócio próprio é algo com que se identificam, ao qual se dedicam com paixão e que lhes possibilita criar e afirmar seus próprios valores, na medida em que há autonomia, independência e liberdade para ter iniciativa e desenvolver idéias. Complementarmente, as empreendedoras derivam sua própria satisfação da satisfação dos clientes e do reconhecimento manifestado pelo mercado.
Com um estilo próprio de liderar, guiado pela intuição, a mulher conquistou a forma de liderar valorizada pelo terceiro milênio e pela era do conhecimento. A mulher rejeita o gerenciamento autoritário em prol de uma postura que concede autoridade às pessoas, aumentando, assim, a produtividade e os lucros da empresa. Estimula a participação, divide o poder e a informação. Aprendemos a utilizar habilidades internas e externas, fazendo uma combinação harmoniosa entre a lógica e a intuição, entre a emoção e a inteligência.
Até mesmo pela vivência familiar, a liderança feminina também tem um comportamento que aglutina as pessoas. Tem disposição para ser interrompida e, em vez de avaliar esse fato como um entrave, considera-o uma oportunidade de ensinar e interagir. Tolerar ambigüidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo nos habilita à polivalência, tão necessária e tão desejada nos dias de hoje.
E você, homem, que encontrou um tempo para ler esse artigo, não se sinta menosprezado. Basta que todos nós passemos a considerar o lado humano no gerenciamento de um negócio como uma imensa colcha de retalhos. Liderar pessoas e conduzir um time pelo caminho de sucesso envolve uma combinação de intangíveis que inclui abordagens motivacionais, gerenciamento de conflitos, habilidades de comunicação oral e escrita e formas particulares de tomada de decisão. Abrange sutilezas culturais, estratégias de negociação e técnicas de interface. Inclui o lado comportamental de planejamento e o papel especial de considerar-se gerenciando pessoas.
E pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa!

ANA MARIA MAGNI COELHO
março/2007.
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