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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ECONOMIA CRIATIVA E CARNAVAL


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval promete esquentar cada mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Me incomodo bastante quando ouço afirmações que olham para o carnaval apenas como economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso!
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

NÃO ESPERE MAIS


“Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade.” É assim que Cecília Meireles versava o fim das celebrações de carnaval e decretava o início oficial do ano novo civil e legal.
Desde criança, ouvimos que “o ano só começa depois do Carnaval” e de tanto repetir, o conceito acaba se cristalizando na mente dos brasileiros como uma verdade incontestável. Brasileiros que em sua maioria mal conhecem os motivos de tamanha festa. Basta saber que o rei causou emoção ou que a moça da TV caiu em plena avenida e o carnaval já faz sentido.
Na verdade, foi em torno do ano 1.000 que a igreja católica criou a Semana Santa e a Quaresma. Os dias que antecediam ao início da quaresma, à partir da quarta-feira de cinzas, estimularam os cristãos a se divertirem bastante antes de encarar a dureza dos dias difíceis que viriam sem carne, bebidas, festas e sexo. Era o “adeus à carne” que logo se popularizou através de uma expressão italiana, o “carne vale”. Surgindo, daí, a palavra Carnaval.
Foi no Brasil que essa festa pagã, criada pelos cristãos, encontrou sua mais forte expressão transformando-se num evento mundial e também, em um novo marco legal para os dias de trabalho e planejamento.
Esse espírito de espera em que as pessoas se preparavam para começar uma vida de abstinência antes da quaresma pode impregnar a consciência brasileira e deixar tudo para depois do carnaval, mas não pode impregnar você, empreendedor.
Pense em quantas medidas já foram tomadas nos primeiros 70 dias de 2011 levando em conta que nosso espírito de carnaval aguardava apenas a chegada da Folia. Quantos contratos já foram assinados? Quantos negócios já foram fechados?
Marcar e acompanhar a passagem do tempo sempre foi uma preocupação do homem. Desde o uso de relógios de sol, em que um pedaço de madeira era enfiado num determinado ponto para marcar o avanço da sombra feita pelo sol, até a utilização de areia nas populares ampulhetas do tempo, o homem sempre se preocupou com a forma com que o tempo passava e com a sua melhor utilização.
Afinal, independente do que aconteça ou da rapidez das mudanças, o dia sempre será composto por 24 horas, as semanas por 7 dias e os anos por 12 meses. Utilizá-los da melhor forma é uma responsabilidade pessoal. Daí, a importância de revisitar a forma como vivenciamos o tempo e administramos as mudanças e a diversidade de atividades em nosso dia a dia. Se tudo muda, precisamos mudar a forma como nos posicionamos.
Se uma pequena empresa esperar o carnaval passar para colocar seu “bloco na rua” certamente os meses que lhe sobrarão serão poucos para os resultados que necessita atingir.
Por isso, faça com que todos os dias úteis sejam realmente úteis para sua empresa. Esperar o carnaval para pensar nas metas e objetivos do negócio pode colocar em risco todo o capital empenhado nos primeiros meses para o funcionamento da empresa.
Não seja seu próprio inimigo. Priorize as prioridades. Uma gestão do tempo adequada requer mudança de hábitos e atitudes, ou seja, fazer as coisas de forma diferente. Se você não estabeleceu metas para 2011, não dá mais para esperar. É hora de tomar as atitudes que farão a diferença na sua vida. Coloque em prática, a partir de agora, as promessas que você fez na virada do ano, não espere mais, não deixe que as oportunidades de sucesso se transformem em confetes de Carnaval.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
10 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

DEPOIS DO CARNAVAL



Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade.
À chamada realidade. Pois, por detrás disto que aparentamos ser, leva cada um de nós a preocupação de um desejo oculto, de uma vocação ou de um capricho que apenas o Carnaval permite que se manifestem com toda a sua força, por um ano inteiro contida.
Somos um povo muito variado e mesmo contraditório: o que para alguns parecerá defeito é, para outros, encanto. Quem diria que tantas pessoas bem comportadas, e aparentemente elegantes e finas, alimentam, durante trezentos dias do ano, o modesto sonho de serem ursos, macacos, onças, gatos e outros bichos? Quem diria que há tantas vocações para índios e escravas gregas, neste país de letrados e de liberdade?
Por outro lado, neste chamado país subdesenvolvido, quem poderia imaginar que há tantos reis e imperadores, princesas das Mil e Uma Noites, soberanos fantásticos, banhados em esplendores que, se não são propriamente das minas de Golconda, resultam, afinal, mais caros: pois se as gemas verdadeiras têm valor por toda a vida, estas, de preço não desprezível, se destinam a durar somente algumas horas.
Neste país tão avançado e liberal — segundo dizem — há milhares de corações imperiais, milhares de sonhos profundamente comprimidos mas que explodem, no Carnaval, com suas anquinhas e casacas, cartolas e coroas, mantos roçagantes (espanejemos o adjetivo), cetros, luvas e outros acessórios.
Aliás, em matéria de reinados, vamos do Rei do Chumbo ao da Voz, passando pelo dos Cabritos e dos Parafusos: como se pode ver no catálogo telefônico. Temos impérios vários, príncipes, imperatrizes, princesas, em etiquetas de roupa e em rótulos de bebidas. É o nosso sonho de grandeza, a nossa compensação, a valorização que damos aos nossos próprios méritos...
Mas, agora que o Carnaval passou, que vamos fazer de tantos quilos de miçangas, de tantos olhos faraônicos, de tantas coroas superpostas, de tantas plumas, leques, sombrinhas...?
"Ved de quán poco valor
Son las cosas tras que andamos
Y corremos..."
dizia Jorge Manrique. E no século XV! E falando de coisas de verdade! Mas os homens gostam da ilusão. E já vão preparar o próximo Carnaval...


Texto de Cecília Meireles
Extraído do livro "Quatro Vozes"
Editora Record - Rio de Janeiro, 1998, pág. 93

sábado, 5 de março de 2011

ALÉM DO ZIRIGUIDUM


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, o Carnaval promete esquentar ainda mais o ritmo de atividades.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade.
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa nos dias de hoje que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.
Entre modismo, ingenuidade ou ações reais, o que vale é perceber o impacto da criatividade e da inovação nos vários segmentos da economia. Diante dos desafios da construção de novos modelos de negócios e de uma sociedade mais sustentável, a chamada economia criativa abre uma nova frente de empreendedorismo e oportunidades.
O Carnaval paulistano, por exemplo, gera mais de 4,3 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 90 milhões, segundo o Censo do Samba.
O modelo é o mesmo: as escolas escolhem o enredo, definem o samba, desenham carros alegóricos e fantasias e, em menos de um ano, colocam tudo isso na avenida com a emoção e o comprometimento de toda a comunidade. Se as chuvas ou o fogo destroem tudo, não há porque desanimar. Existe uma causa que norteia as decisões do grupo e faz com que todos arregacem as mangas para recomeçar.
Quem tem mais sucesso? Aquele que conseguir ser mais criativo.
Intuitivamente, o Carnaval leva empreendedores a desenvolver sua capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas.
A “concorrência” entre vários atores criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de empresas, poder público e sociedade. Juntos, todos torcem pelo sucesso da maior festa onde contextos culturais, econômicos e sociais diferentes se misturam e tornam-se um.
Entre o universo simbólico do carnaval e o mundo concreto da economia, a criatividade é o catalisador do valor capaz de gerar desenvolvimento. Fortalecer espaços de economia criativa é uma oportunidade de resgatar o cidadão e o consumidor através daquilo que os faz comum e que emana de sua própria formação e raízes.
Cultura e economia sempre andaram juntas, basta acompanhar a arquitetura, artesanato, cinema, design, festas populares, games, gastronomia, moda, música, softwares, publicidade, rádio, teatro, televisão, turismo.... Não há barreiras para negócios que envolvam criatividade e emoção.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
05 de março de 2011

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SHOW DE CRIATIVIDADE


É carnaval! Certamente a expressão mais popular da criatividade do povo brasileiro.
Uma criatividade capaz de produzir coisas novas a cada ano seja em grande ou pequena escala. Seja no carro alegórico, na harmonia das alas ou em uma nova batida da bateria, a cada ano as escolas de samba incrementam a sua própria forma de se apresentar e cativar o publico juntando os tradicionais ingredientes da festa de uma forma inédita. Isso é criatividade!
A capacidade de produzir algo novo e de forma intencional, não por acidente!
É isso o que o mundo espera de nós.
Não basta ser um excelente profissional, é preciso ser também criativo e encontrar soluções novas à partir de um mesmo contexto, ter um maior jogo de cintura; afinal você deve concordar que não há contexto mais previsível que a passarela do samba, mas algumas escolas encontram o seu espaço e fazem a diferença.
Se você quer encontrar o seu espaço e fazer a diferença no mercado de trabalho, fuja da rotina mental e procure pensar diferente. No começo, talvez você pense vários absurdos, mas isso levará você a encontrar novos caminhos para desafiar modelos já estabelecidos. Olhe ao seu redor e se pergunte: “Por que isso é como é?”, “dá para fazer diferente?”, “e se fizéssemos de outra forma?”. Exercite todo o seu potencial de gerar idéias e acostume-se a criar a maior quantidade de idéias sem pré-julgar nenhuma. Lembre-se de que você só conseguirá chegar a uma excelente idéia se você tiver muitas outras para optar.
Nas empresas, estimular a criatividade dos colaboradores é a forma mais prática, adequada e barata para encontrar maneiras de fazer mais com menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de encontrar novos usos para produtos, de utilizar melhor suas máquinas e equipamentos, de encontrar novos segmentos de mercado, de desenvolver novos produtos e outras inúmeras coisas.
Basta abrir mão de decisões centralizadoras, dominadoras e opressivas e permitir que as pessoas utilizem todo seu potencial criativo. Idéias inesperadas podem trazer soluções de alta qualidade em troca da simples repetição das velhas soluções e da inércia operacional em que vivem muitas empresas.
Empresas inteligentes já estão criando grupos de trabalho onde se juntam pessoas dotadas de muita fantasia com pessoas muito analíticas deixando nascer dessa mistura inspirações para processos de maior eficácia e incentivando ao invés de gênios criativos, grupos criativos. O segredo está na humildade e no bom senso deixando de lado a arrogância e o comodismo que tem levado boas empresas ao caos.
Tente, crie novos movimentos, recuse a inércia. A melhor forma de potencializar processos criativos é tornar a criatividade uma maneira de ser, de viver.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
13 de fevereiro de 2010

SAMBA NA ECONOMIA


O brasileiro é realmente um privilegiado em termos de festividades, pois logo após as festas de final de ano vem o Carnaval, uma das maiores festas brasileiras e que já faz parte da cultura nacional.
Tendo como "comissão de frente" a eterna alegria do nosso povo, o evento pode ser considerado um legítimo abre-alas da indústria do turismo e deve ser lembrado por outro importante quesito: o empreendedorismo que envolve seus organizadores.
Uma verdadeira rede de negócios está estruturada em paralelo à folia, com um mercado de bens e serviços difícil de ser quantificado pelos que sonham em descobrir o volume real de dinheiro movimentado nos dias de festa.
O gigantismo é um atestado inegável do sucesso, que só é possível graças a muita competência e capacidade empreendedora de todos os envolvidos, temperadas com uma boa dose de ousadia, criatividade e inovação que transformam sonhos do papel em realidade.
Ao longo do ano, são realizadas várias reuniões para definir enredo, contratações (muitas a peso de ouro) de carnavalescos e técnicos, horas dedicadas ao desenho das alegorias e adereços, definição de alas, carros alegóricos e componentes. Além de muita análise dos resultados do desfile e das notas atribuídas a cada um dos quesitos no ano anterior.
Consegue perceber a semelhança desse agito com o mundo coorporativo? Análises comparativas, estudos preliminares, contratações, planejamento. Pois é, as escolas de samba são representantes de uma grande indústria, a indústria da alegria!
E como indústrias, algumas escolas já perceberam a necessidade da profissionalização de seus processos de gestão, da melhoria da qualidade de seu atendimento e das possibilidades de ampliar suas oportunidades de negócios e criar alternativas empreendedoras de geração de renda.
Carnaval, turismo e negócios são destaques de um mesmo carro alegórico onde eficiência e eficácia, receitas e custos, controle e qualidade são atributos de um desfile que deve atender ao deslumbramento de turistas, aos interesses públicos para arrecadação de impostos e taxas, aos interesses privados de rentabilidade e marketing e aos interesses institucionais das escolas de samba, que devem preservar e resguardar a euforia dos passistas, a tradição do grêmio e a glória de sua instituição.
Nesse carnaval, você que é empreendedor, preste atenção às valiosas lições desse espetáculo de alegria e sucesso!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
12 de fevereiro de 2010
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