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quinta-feira, 21 de março de 2013

ARTE E NEGÓCIOS


Já pensou em uma convenção de arte e gestão para troca de experiência entre empreendedores do setor criativo voltado exclusivamente para empresas de Balões?
Pois, pela segunda vez, esse evento irá acontecer.
Cada vez mais, a Economia Criativa vai se fortalecendo e estabelecendo segmentos de mercado com características particulares a serem respeitadas. Afinal, não há nada de errado entre manter-se criativo e atuar com foco, organização e gestão. Contudo, é preciso deixar o olhar amador e assumir o cuidado profissional dos negócios criativos.
Justamente por isso, na próxima semana, entre os dias 25 e 28 de março, empresas do setor de arte com balões se reunirão no Hotel Mercure, em Guarulhos (SP). As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site www.ebaloes.com.br/convencao.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

INTANGÍVEL PODEROSO

“Aquilo que é impenetrável para nós existe de fato.
Por trás dos segredos da natureza há algo sutil, intangível e inexplicável.
A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião.”
-- Albert Einstein --


Uma das maiores (ou seria melhores?) competências atribuídas a Steve Jobs diz respeito a sua capacidade de transformar criatividade em inovação. Embora aparentemente intangível e abstrato, esse conceito materializado pode se transformar no principal diferencial competitivo da sua pequena empresa.
Não seria novidade afirmar que a competitividade de seu produto ou serviço está diretamente relacionada à capacidade que sua própria empresa possui para se reinventar, ousar e atender os desejos de seus clientes. Para isso, não basta uma boa estratégia ou um detalhado plano de negócios. Você precisa ir além...
É preciso transformar a habilidade criativa natural ao ser humano em ativo econômico e recurso para o desenvolvimento e aprimoramento da sua gestão – da porta para dentro da empresa e também da porta para fora.

quinta-feira, 29 de março de 2012

COMUNIDADES CRIATIVAS

"Uma comunidade mundial só pode existir com comunicação mundial que
significa algo mais que extensas instalações de software espalhadas sobre o globo.
Significa compreensão comum, uma tradição comum, idéias comuns e ideais comuns."
- Robert Hutchins -


Com a aproximação da Conferência das Nações Unidas pelo Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20 (leia mais sobre ela aqui), somos bombardeados diariamente com assuntos que giram em torno da sustentabilidade e sobre seus impactos diretos tanto em termos ambienteis quanto em termos sociais. Seja no ambiente organizacional, nas pautas de jornais e revistas, nas campanhas dos pré-candidatos às eleições 2012 ou nos demais agentes da sociedade e da internet, o tema ganhou força novamente.
Aqui mesmo no Lounge Empreendedor foram publicados textos sobre sustentabilidade, inovação e responsabilidade social e sobre sua importância na competitividade e no sucesso empresarial em termos de desenvolvimento de novos produtos, serviços e em modelos de gestão e de negócios.
Bem, até aqui é o discurso de sempre, correto? 

sábado, 10 de março de 2012

GALINHA DOS OVOS DE OURO

Economia criativa tem sido um tema recorrente em vários encontros com lideranças e empreendedores nacionais. Aqui mesmo no Lounge Empreendedor, já falamos sobre o assunto algumas vezes e quanto mais me vejo refletindo sobre o tema, mais me envolvo e me apaixono, como nesta semana quando estive com uma turma muito legal da Rede de Economia Criativa. (Aliás, aguardem novidades deste grupo nos próximos meses, viu?!?)
Mais do que um modismo, a chamada "Economia Criativa" é, segundo tendências mundiais, o grande motor do desenvolvimento no século XXI. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que este é um setor que já movimenta 10% do PIB mundial e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNCTAD) divulgou que, entre 2000 e 2005, os produtos e serviços criativos mundiais cresceram a uma taxa média anual de 8,7%, o que significa duas vezes mais do que manufaturas e quatro vezes mais do que a indústria.
Ou seja: não dá mais para fechar os olhos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ECONOMIA CRIATIVA E CARNAVAL


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval promete esquentar cada mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Me incomodo bastante quando ouço afirmações que olham para o carnaval apenas como economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso!
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

TOUCH WOOD: UM CELULAR DE MADEIRA


Adoro aquelas dicas que me inspiram a encarar o dia de forma diferente... Graças a uma mensagem no mural do Alessandro Paes dos Reis no Facebook tomei conhecimento de um vídeo delicioso da campanha de lançamento do aparelho Touch Wood SH-08C fabricado pela Sharp em parceria com empresa japonesa, NTT DoCoMo.
Confesso que desconhecia o (fantástico) comercial como também desconhecia a proposta do celular  Touch Wood, cujo case – politicamente correto – é feito de madeira.
Sim! Um celular feito de madeira...
Imagino que nesse momento, muitos podem se questionar: "- Opa, então a Sharp está desmatando florestas para fabricar celulares?!?" Não!

sexta-feira, 11 de março de 2011

HUMOR EMPRESARIAL


Proatividade, comprometimento, criatividade e trabalho em equipe são algumas palavras-chave presentes em qualquer conversa sobre competências necessárias ao ambiente corporativo. Mas esteja você onde estiver na hierarquia de uma empresa, desenvolva outro comportamento indispensável que permitirá não apenas o seu sucesso, mas sua saúde física e mental: o bom humor.
Infelizmente, ainda acompanho casos de muitas empresas que acreditam que manter a equipe estressada e sob pressão torna-a mais produtivo. A curto prazo, isto pode ser aparentemente verdadeiro. As pessoas correm contra o tempo, vivem em função de tarefas urgentes e deixam de lado quaisquer outros aspectos de sua vida. Entretanto, a longo prazo estas políticas podem se voltar contra a produtividade e contra os resultados que sua empresa necessita atingir.
Trabalhadores submetidos a ambientes estressantes e chefias desagradáveis tendem, com o passar do tempo, a associar trabalho com desprazer e sofrimento. Acordam todos os dias se perguntando: “por que tenho que ir até lá?” e culpam a empresa pelo prejuízo em suas próprias vidas. Por mais que se sintam engajados com a missão da empresa, perdem o senso de pertencimento ao time e não conseguem mais enxergar na empresa um ambiente propício ao seu desenvolvimento.
O estresse, equivocadamente considerado benéfico, passa a ser o fator multiplicador de inúmeros problemas, entre eles dos casos de absenteísmo justificados por gripes freqüentes, dores pelo corpo ou, de forma mais grave, por depressão e pânico.
Bons profissionais têm deixado seus empregos em busca de outras colocações, procurando por maior qualidade de vida e não apenas por melhores salários. Não adianta ter boas políticas, regras e recursos se a empresa não souber cuidar das pessoas.
O mau humor empresarial pode causar sérios prejuízos por conta do absenteísmo e da elevada rotatividade. Se a sua empresa se preocupa com os resultados, a equação é muito simples: em ambiente ruim acumulam-se prejuízos de ordem financeira e produtiva.
Por isso, seja qual for o ramo do seu negócio, saiba que cara fechada, respostas atravessadas, silêncios sorumbáticos, isolamento, só lhe trarão mais dor de cabeça e limitarão suas chances de sucesso. Lembre-se que tudo fica pior quando você responde às situações com mau humor.
Se é impossível eliminar os problemas da vida, dentro ou fora das paredes e divisórias do escritório, se há trânsito, se a falta de tempo para a família incomoda ou o orçamento está apertado ter que enfrentar um ambiente em que não há a menor descontração ou as pessoas vivem reclamando não é o sonho de nenhum bom funcionário.
Se as pessoas realmente passam a maior parte de seus dias em seu ambiente de trabalho, não seria melhor que este ambiente fosse fraterno, estimulante, agradável e divertido?
Bom humor estimula a criatividade, a cooperação e diminui a ansiedade. Através dele, as pessoas se libertam de seus medos e conseguem vislumbrar saídas para questões complicadas sendo mais eficientes na execução de suas tarefas. Em situação de conflito, tensão e constrangimento o bom humor pode ajudar a persuadir ou convencer as pessoas. Sem falar nas vantagens cientificamente comprovadas, já que o bom humor aumenta a produção das substâncias responsáveis pela sensação de prazer, estimulando maior fluência de idéias e decisões mais criativas para encarar os desafios diários.
Claro que bom senso também é fundamental. Não precisa fazer piada de tudo ou não levar as coisas à sério. Bom humor no trabalho deve um meio de fortalecer as relações e eliminar os sentimentos como raiva e temor que afloram em empresas dominadas pela “política do estresse”.
Se eu fosse você experimentaria essa nova forma de fazer gestão e de viver positivamente.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
12 de março de 2011 

sábado, 5 de março de 2011

ALÉM DO ZIRIGUIDUM


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, o Carnaval promete esquentar ainda mais o ritmo de atividades.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade.
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa nos dias de hoje que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.
Entre modismo, ingenuidade ou ações reais, o que vale é perceber o impacto da criatividade e da inovação nos vários segmentos da economia. Diante dos desafios da construção de novos modelos de negócios e de uma sociedade mais sustentável, a chamada economia criativa abre uma nova frente de empreendedorismo e oportunidades.
O Carnaval paulistano, por exemplo, gera mais de 4,3 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 90 milhões, segundo o Censo do Samba.
O modelo é o mesmo: as escolas escolhem o enredo, definem o samba, desenham carros alegóricos e fantasias e, em menos de um ano, colocam tudo isso na avenida com a emoção e o comprometimento de toda a comunidade. Se as chuvas ou o fogo destroem tudo, não há porque desanimar. Existe uma causa que norteia as decisões do grupo e faz com que todos arregacem as mangas para recomeçar.
Quem tem mais sucesso? Aquele que conseguir ser mais criativo.
Intuitivamente, o Carnaval leva empreendedores a desenvolver sua capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas.
A “concorrência” entre vários atores criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de empresas, poder público e sociedade. Juntos, todos torcem pelo sucesso da maior festa onde contextos culturais, econômicos e sociais diferentes se misturam e tornam-se um.
Entre o universo simbólico do carnaval e o mundo concreto da economia, a criatividade é o catalisador do valor capaz de gerar desenvolvimento. Fortalecer espaços de economia criativa é uma oportunidade de resgatar o cidadão e o consumidor através daquilo que os faz comum e que emana de sua própria formação e raízes.
Cultura e economia sempre andaram juntas, basta acompanhar a arquitetura, artesanato, cinema, design, festas populares, games, gastronomia, moda, música, softwares, publicidade, rádio, teatro, televisão, turismo.... Não há barreiras para negócios que envolvam criatividade e emoção.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
05 de março de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Entra ano e sai ano, pais e mães vivem uma mesma rotina durante as últimas semanas de janeiro: pesquisa cuidadosa de preços para o material escolar, compra de uniforme, reunião de pais e mestres, correria geral.
Imergida nessa rotina, fui surpreendida com uma novidade: meu filho de cinco anos foi convidado para sua primeira promoção. Sim! Promoção. Assim como nas empresas, ele foi avaliado e classificado como apto para assumir “um novo posto” e ingressar em uma nova etapa.
Mãe vaidosa que sou, me orgulhei pelo convite. Entretanto, por mais preparado que ele esteja a entender, assimilar e conectar-se com todo o universo ao seu redor, optei em dar-lhe o direito de ser criança por mais tempo. Afinal, qual seria o objetivo de antecipar vivências que automaticamente virão com o seu desenvolvimento e privá-lo de momentos que se não forem vividos agora podem nunca mais acontecer?
Educar, sob qualquer condição, exige a visão do ser humano como um sistema complexo. Suas propriedades são conseqüências naturais de elementos que não podem ser vistos isoladamente e envolvem múltiplos agentes e variáveis que interagem entre si e entre o meio em que estão inseridos. Não há um “manual de instruções” que garanta a melhor escolha, mas certamente era preciso analisar mais do que suas lições de casa para decidir se esse seria o momento de encarar a “promoção”.
Busquei me lembrar do processo da formalização do ensino, conversei com amigos, despertei meu lado pedagoga e assumi minha responsabilidade pelo processo de desenvolvimento do meu pequeno.
Hoje, trabalhando mais de 12 horas por dia, seria inconcebível abrir mão da escola para uma boa formação educacional de meus filhos, mas assumir meu papel nessa decisão foi fundamental. Antes da institucionalização das escolas toda a aprendizagem acontecia em casa. Pais ou tutores eram os únicos responsáveis por momentos de ensino e aprendizagem. Com a Revolução Industrial e o crescimento das populações, essa forma de produzir e transmitir conhecimento ficou inviável. Os pais deixaram suas próprias casas e, para sobreviver, tiveram de se ligar às fábricas, não lhes sobrando tempo para ensinar os filhos. Por outro lado, os saberes que as fábricas e a vida urbana passaram a demandar também não poderiam mais ser aprendidos apenas em casa. Crescer passou a ser um processo dialético onde as escolas deveriam ensinar e as famílias, educar.
Mas será que temos feito nosso papel com responsabilidade ou delegamos a aprendizagem para que aconteça apenas na escola? Para ser humano, basta conquistar o saber legitimado por um diploma expedido por uma escola oficial? O que fazer com as crianças que desejam aprender coisas diferentes daquelas prescritas pelos programas escolares? Curtir a pré-escola ou correr para o ensino fundamental? Quantas questões foram motivadas pelo simples convite à promoção do meu filho...
Recordo-me das aulas na faculdade de pedagogia onde estudávamos a importância da educação infantil para bons processos de alfabetização. Você sabia que uma criança com 10 anos que cursou a pré-escola tem um desempenho escolar na média 28%, 30% acima daquela que não teve educação infantil? Privar meu filho desse momento (seja por vaidade, economia ou conveniência) poderia comprometer seu desempenho escolar, sua vida acadêmica ou profissional.
Para entender seu efetivo estágio de desenvolvimento, bem como de qualquer outra criança, era preciso ir além e transcender a avaliação de sua capacidade cognitiva. Trata-se de perceber como elas se relacionam com seus amiguinhos, como desenvolvem sua percepção motora e praxia, sua memória, atenção, crítica, planejamento, comportamento, raciocínio, etc. Além da cognição, existem aspectos como a percepção espacial, corporal, visual e temporal que serão fundamentais para um bom adulto no futuro. Avaliá-las de forma pontual e sob uma mesma técnica não funciona nem mesmo com crianças de uma mesma família. Cada ser humano requer uma atenção própria e também uma maneira de ser educada.
Cumpre-me salientar que não desejo minimizar a importância do processo cognitivo e do aprendizado formal de algumas disciplinas do currículo escolar. Entretanto, é preciso ressaltar também o valor de momentos em que o desenvolvimento acontece no “com-viver” e no “com-partilhar” conteúdos aparentemente “menos importantes”. Aprender a ser é tão importante quanto conhecer a nota de matemática no boletim de final de ano. Não deixe que as cobranças, as notas e os processos tradicionais dos sistemas educacionais matem a sede de curiosidade e a criatividade natural das crianças em seu desenvolvimento. Cada etapa tem que ser respeitada e vivida de forma plena!
Por isso, nessa volta às aulas, eleve seu pensamento para além da rotina. Reflita sobre o que deseja proporcionar a seus filhos em longo prazo e não terceirize sua responsabilidade em oferecer-lhes as oportunidades que puder HOJE. Afinal, para viver o futuro sempre haverá uma chance, mas para reviver o que ficou no passado, não existe nenhuma alternativa.
Se perdi a chance de economizar um ano de mensalidades escolares ao negar a primeira “promoção” do meu pequeno, faço render a esperança de que não haja um dia sequer em sua vida em que ele sinta falta de ter brincado e desfrutado seu talento mais extraordinário: ser criança.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
29 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

QUAL É A COLA QUE UNE VOCÊ?



Papéis cartão, revistas velhas, cola Pritt e muita criatividade. Foi assim que começou a manhã na oficina Pritt de criatividade que participei com meus filhos na Estação Ciência em São Paulo em dezembro de 2010.
Quando recebi o convite feito pela Samantha Shiraishi (@samegui) mil empecilhos me vieram à cabeça. "Não conheço ninguém por lá"; "Os meninos têm idades muito diferentes (o Lucca tem 5 anos e o Marcello, 14) e não vão curtir"; "É final de semana de compras de Natal e São Paulo vai estar uma loucura"; "Vou ficar sem o carro, pois meu marido tem aula aos sábados", etc, etc, etc.
Para completar minha relação de "desculpas verdadeiras", fiz a maior confusão na minha (sempre tumultuada) agenda. Marquei a oficina às 14h00, mas na véspera, conversando com @samegui no Twitter, soube que horário correto seria às 10h00. "Uau! O que fazer agora?"
Eu tinha o mesmo horário marcado para fazer as unhas no salão de cabeleireiros, mas o Lucca estava super ansioso e eu não poderia desistir.
Oras, se sempre abro mão das minhas coisas e encontro espaço para os compromissos profissionais, não poderia falhar em um evento cujo compromisso era muito maior: compromisso de mãe para filhos.
Remanejei todos os horários e confesso que me alegro até hoje por aquela manhã de sábado.
Que deliciosa foi a minha surpresa ao chegar à Estação Ciência e me deparar logo de início com o sorriso amistoso de Samantha, sua mãe, marido e filhos.
O Lucca logo dominou o espaço, atacou os lanchinhos providenciados pela equipe da Pritt e corria atrás de Silvio Alvarez querendo saber tudo e mais um pouco sobre cada detalhe da oficina.
(Aliás, aqui cabe um parêntese para a simpatia e disponibilidade desse artista maravilhoso. Silvio Alvarez tem a alma encantada! Sua arte vai além das colagens, ele nos une em sua doçura e na paciência em ensinar suas técnicas para produzir idéias novas a partir da união de "caquinhos" de criatividade).
Silvio Alvarez e Lucca chegando para suas perguntas ao artista
Marcello, do alto de seus mais de 1m80 de altura, mas ainda com 13 anos, ficou meio deslocado no início. Adolescentes são mesmo enigmáticos: não querem mais ser crianças, mas também ainda não são adultos. Na transição entre essas fases, lutam para sair de um mundo e não invadir o outro. Mal sabem eles como é bom viver intensamente cada um desses momentos...
De repente, Palavra Cantada!
A trilha sonora realizada por essa dupla de artistas também geniais abriu as atividades da oficina e trouxe pra mim, Marcello e Lucca a certeza de que estávamos no lugar certo. Palavra Cantada é a trilha sonora das minhas duas gravidezes. Logo, mergulhamos na oficina!
Revistas passavam em nossas mãos, idéias pipocavam em nossas cabeças e juntos escolhemos as imagens que representariam o momento de nossa família. O Lucca escolheu um "ursinho de pelúcia que precisa respirar em uma floresta e mar limpinhos" e o Marcello, criou uma nova versão para o passarinho do Twitter homenageando sua mãe blogueira e twitteira de carteirinha.
Foi uma manhã deliciosa! A obra de arte deles virou quadro com direito a vidro e moldura e ilustra uma das paredes da nossa casa. O aprendizado foi partilhado com o papai assim que chegaram em casa e é tema para as férias escolares chuvosas que enfrentamos nesse mês de janeiro.
Não tenho a menor dúvida de que criatividade é o que se usa para construir pessoas e que participar de momentos em família como os vividos na oficina transformam o jeito de ver o mundo de todos nós. Desconstruir, reconstruir, unir e colar são o melhor jeito de manter a disposição para aprender a aprender sempre.
Sou pedagoga de formação e mesmo tendo conduzido minha carreira profissional por atividades totalmente desempenhadas dentro de empresas, costumo dizer que sou educadora por opção. Meus filhos são o meu maior orgulho e a principal motivação para minhas escolhas. Busco ser uma mãe mais do que presente em tempo, mas integral em energia, opiniões e sentimento. Oriento, converso, educo. Entretanto, por várias vezes, ainda vivo o dilema do equilíbrio entre as reuniões de pais e mestres e as reuniões de planejamento e estratégia da minha empresa.
Na geladeira da minha casa, tenho um imã com a descrição da missão que escolhi para a minha vida e que compartilho constantemente com os homens da minha vida, principalmente quando o trabalho me deixa vários dias longe deles. Quero "ser uma mulher, mãe e líder equilibrada e comprometida com o desenvolvimento das pessoas para que elas sejam sempre melhores e construam um mundo também melhor."
Por isso, escolhi ser uma embaixadora da causa @PrittBR que utiliza pais e educadores como alavancas da criatividade na vida dos alunos para a formação de pessoas melhores e mais seguras.
Se você ficou com vontade de saber um pouco mais sobre a proposta, visite o Blog de Pritt.
Se quiser participar das oficinas, informe-se sobre novas datas e locais. Em fevereiro, novas oficinas acontecerão no Shopping Villa Lobos em São Paulo.
Se for pai ou mãe, lembre-se sempre que nossa missão é deixar filhos de presente ao mundo. Valorize cada minuto com eles e não deixe que seu "jeito de ser adulto" os impeça de viver momentos especiais ou bloqueiem seu potencial criativo. Crescer não significa perder a criança que existe em cada um de nós.
Agora, se você é dono de uma pequena empresa e acompanha o Lounge Empreendedor, aprenda com a proposta da Pritt: para ser competitivo e perene no mercado, ofereça aos seus colaboradores e clientes mais do que produtos de qualidade. Ofereça também uma causa!
Essa é a principal cola para unir e desenvolver parcerias sustentáveis. Experimente.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Pedagoga, mãe de meninos, coach e consultora de empresas

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CRIATIVIDADE É O QUE SE USA PARA CONSTRUIR PESSOAS

EU APÓIO ESSA CAUSA!



Estudos independentes, feitos em diversos países, chegaram a uma importante conclusão: a participação dos pais na vida dos filhos traz inúmeras consequências positivas, como melhora do rendimento escolar e a formação de pessoas mais seguras, equilibradas e conscientes.
Os educadores concordam que essa participação é benéfica para todos, mas que ela é difícil mesmo em escolas que apoiam essa integração. Os pais, por sua vez, são unânimes em reconhecer a importância dessa participação, e gostariam, sim de participar mais.
Mas não basta querer - é importante agir e fazer isso acontecer. Essa bandeira já está de pé, e agora é sua vez de agir. Seja um embaixador da causa, ajude a divulgá-la, participe das oficinas e faça ouvir a sua voz.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EU, HEIN...


O ENEM é uma vergonha nacional. Fernando Haddad, ministro da Educação, é de uma incompetência que chega a assustar qualquer especialista em gestão.
A aplicação do exame em 2010 demonstrou a falta de capacidade dos seus organizadores e se pudesse pensar em uma única nota para todo o processo, certamente seria zero.  Todo mundo de recuperação!
Ao contrário do que alguns possam imaginar, não sou contra o ENEM. É importante que o Ministério da Educação possua mecanismos de avaliação e controle daquilo que acontece nas salas de aula. Entretanto, defender uma prova única para todos os concluintes do ensino médio em um país com as dimensões continentais como o Brasil e com um sistema educacional repleto de falhas e diferenças como o nosso soa como absoluta utopia.
Minha primeira reação à falácia sobre os erros ocorridos no ENEM foi frustração. Pensei no meu filho, prestes a ingressar no ensino médio, e nos meninos e meninas que trocam as baladas pelos simulados e plantões.
A aprovação do exame e a nota obtida servem como porta de acesso às universidades e ao sonho de uma vida melhor.
Mas para muitos a porta está se fechando...


Enquanto a UNE comemora a decisão do Tribunal Federal da 5ª Região em derrubar a liminar que proibia o exame e o ministro mantém sua posição de que os erros estiveram dentro da “taxa de tolerância”, ouço comentários de adolescentes que acreditam cada vez menos no processo.
Se “sonhar não custa nada”, os erros do ENEM podem custar anos de dedicação e um saldo muito negativo na credibilidade educacional do nosso país.
Se o MEC não consegue admitir seus próprios erros e o governo acoberta aquilo que não consegue explicar, seria a Nação uma máquina de mentiras?
Não podemos pactuar com uma educação cujas bases estejam em ameaças ou mentiras. Uma educação que jogue para baixo do tapete os cacos de um vaso que se quebrou... São dois anos consecutivos de demonstração de fragilidade e problemas por parte do MEC.
Muito pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender e reinventar-se. O ENEM precisa de uma proposta inovadora que rompa com o ensino conteudista e com um processo seletivo ultrapassado.
Já o Brasil precisa de pessoas que enxerguem o processo educacional como um meio de desenvolver as suas próprias competências bem como as competências essenciais ao desenvolvimento de nossa Nação.
Não falta inteligência ao brasileiro. Falta, sim, competência para fazer gestão.
Gestão moderna significa ter atitude positiva e corajosa para entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O dever da perfeição é apenas uma herança totalitária e positivista que impede a criatividade e a inovação.
Errou? Apague e faça de novo.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SHOW DE CRIATIVIDADE


É carnaval! Certamente a expressão mais popular da criatividade do povo brasileiro.
Uma criatividade capaz de produzir coisas novas a cada ano seja em grande ou pequena escala. Seja no carro alegórico, na harmonia das alas ou em uma nova batida da bateria, a cada ano as escolas de samba incrementam a sua própria forma de se apresentar e cativar o publico juntando os tradicionais ingredientes da festa de uma forma inédita. Isso é criatividade!
A capacidade de produzir algo novo e de forma intencional, não por acidente!
É isso o que o mundo espera de nós.
Não basta ser um excelente profissional, é preciso ser também criativo e encontrar soluções novas à partir de um mesmo contexto, ter um maior jogo de cintura; afinal você deve concordar que não há contexto mais previsível que a passarela do samba, mas algumas escolas encontram o seu espaço e fazem a diferença.
Se você quer encontrar o seu espaço e fazer a diferença no mercado de trabalho, fuja da rotina mental e procure pensar diferente. No começo, talvez você pense vários absurdos, mas isso levará você a encontrar novos caminhos para desafiar modelos já estabelecidos. Olhe ao seu redor e se pergunte: “Por que isso é como é?”, “dá para fazer diferente?”, “e se fizéssemos de outra forma?”. Exercite todo o seu potencial de gerar idéias e acostume-se a criar a maior quantidade de idéias sem pré-julgar nenhuma. Lembre-se de que você só conseguirá chegar a uma excelente idéia se você tiver muitas outras para optar.
Nas empresas, estimular a criatividade dos colaboradores é a forma mais prática, adequada e barata para encontrar maneiras de fazer mais com menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de encontrar novos usos para produtos, de utilizar melhor suas máquinas e equipamentos, de encontrar novos segmentos de mercado, de desenvolver novos produtos e outras inúmeras coisas.
Basta abrir mão de decisões centralizadoras, dominadoras e opressivas e permitir que as pessoas utilizem todo seu potencial criativo. Idéias inesperadas podem trazer soluções de alta qualidade em troca da simples repetição das velhas soluções e da inércia operacional em que vivem muitas empresas.
Empresas inteligentes já estão criando grupos de trabalho onde se juntam pessoas dotadas de muita fantasia com pessoas muito analíticas deixando nascer dessa mistura inspirações para processos de maior eficácia e incentivando ao invés de gênios criativos, grupos criativos. O segredo está na humildade e no bom senso deixando de lado a arrogância e o comodismo que tem levado boas empresas ao caos.
Tente, crie novos movimentos, recuse a inércia. A melhor forma de potencializar processos criativos é tornar a criatividade uma maneira de ser, de viver.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
13 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ALÉM DO HORIZONTE


Voltamos à rotina: aulas, trânsito e correria para dar conta dos vários papeis que se acumulam ao longo de um único dia! Somos capazes de ser pais, vizinhos, amigos, voluntários, líderes e liderados em apenas 24 horas. E tenho certeza que nesse momento você deve ter se lembrado de inúmeras outras responsabilidades.
Para não sucumbir e desanimar logo na primeira semana que tal pensar no futuro de uma forma diferente?
Calma! Não estou pedindo para que empresários virem futurologistas, mas que consigam realizar um bom planejamento dos cenários possíveis em suas vidas.
Planejar cenários prepara as pessoas para qualquer tipo de contingência desenvolvendo não apenas as tendências do presente como também construindo as imagens do futuro e, além disso, confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Sem dúvida, essa é a principal diferença entre um sábio empreendedor e apostador irresponsável, pois se você não conseguir detectar as possibilidades e dificuldades no futuro, tudo que estiver sendo feito no presente corre risco.
Se você não tem bola de cristal ou não consegue ler cartas do tarô, procure sempre manter em mente a possibilidade de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de aproveitar ou evitar as conseqüências da metodologia de planejamento de cenários. Pense que não existe um cenário mais provável. Prepare-se para todos! Se você cair na armadilha da probabilidade, estará fechando os olhos a vários novos atributos e possibilidades.
Alem disso, não se desespere! Leia muito, envolva sua equipe e engaje o maior número de pessoas para entender a dinâmica de seus vários papéis na construção de suas análises do futuro. Mais do que fatos, para uma adequada construção de cenários é preciso uma boa dose de percepções e se tentar fazer isso sozinho perceberá que, como qualquer ser humano, você pode se enganar em relação à realidade.
Tenha certeza que será fácil se você estiver disposto a estimular sua imaginação, criatividade e romper qualquer senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra enxergando além daquilo que está acostumado a ver.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INOVAR É LÓGICO


As várias concepções atuais sobre o empreendedor demonstram o caráter rico e multifacetado desse perfil: alguém que assume riscos em condições de incerteza, o fornecedor de capital financeiro, líder, gestor ou executivo, dono de empresa, entre outros.
Junto à disseminação dessa nova cultura, as crescentes exigências e os inesperados desafios do mundo de negócios mostram a urgência em que se una o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que, juntos, resultem em real vantagem competitiva.
Muitas empresas reconhecem que a inovação é um processo fundamental para alcançar ou manter um mercado maior e mais sustentável, mas poucas possuem um processo formal para fomentar a inovação, principalmente as micro e pequenas empresas.
Essa é uma triste realidade: há muito discurso sobre a importância da inovação, mas poucas ações concretas capazes de promovê-la. Não acredito que seja falta de vontade, mas, talvez, falta de conhecimento sobre como identificar, captar e desenvolver os recursos humanos, financeiros e tecnológicos necessários.
Inovação é fruto da criatividade, da disposição em ousar, ou diria, antes, de superar o medo de ousar. É um processo que vai além da inserção de novas tecnologias, mas uma nova forma de fazer gestão que só acontece quando acreditamos que tudo pode ser melhorado.
Inovar é gerar alternativas melhores para velhas soluções ou alternativas novas para resolver novos e velhos problemas. “Fazer diferente” pode “fazer a diferença”! E para isso é preciso pensar diferente!
Você acredita que pode melhorar a sua vida? Você é um inovador na gestão? E sua empresa, também está na vanguarda?
Se você respondeu positivamente às questões, perceberá que vive um jeito novo de organizar, liderar, coordenar ou motivar as pessoas. A inovação em princípios e processos de gestão cria vantagens duradouras e provoca deslocamentos radicais na posição de sua empresa e na sua própria posição no mercado de trabalho.
Portanto, saia do modelo em que inovação é apenas para “professores pardais” inseridos em grandes indústrias. INOVAR é pensar o absurdo e transformá-lo em lógico, em algo que agregue valor à sua proposta inicial.
Na construção de uma cultura de inovação, é importante ressaltar que não existe uma fórmula pronta. Processos de inovação são contingenciais e irão variar de acordo com o setor no qual a empresa atua, seu campo de conhecimento, seu tamanho e porte, estratégia organizacional, estágio de amadurecimento e cenários históricos, econômicos, políticos e sociais.
Mantenha-se aberto, procure novos olhares e a percepção ampliada sobre sua vida. Só um raciocínio divergente, um "estar insatisfeito" e um questionamento permanente farão de você um empreendedor inovador.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - 15 de janeiro de 2010

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NO LEME DA INOVAÇÃO


Pelé revolucionou o futebol ao bater pênalti com a paradinha que engana os goleiros. A bossa nova, com sua cadência própria, criou um novo ritmo na música brasileira e mundial. O que isso a ver som inovação?!?
A palavra inovação vem do latim innovatio, que significa a introdução de alguma novidade em qualquer atividade humana.
Na verdade, ela está presente em nosso dia a dia mais do que podemos imaginar e as experiências que acabo de citar comprovam sua eficácia e sua capacidade de criar o novo, mas o objetivo aqui é focá-la nos negócios; é ver a inovação como uma forma de as empresas se tornarem mais competitivas e mais lucrativas respondendo às exigências dos consumidores.
Exigências que hoje são cada mais rápidas!
Quando as exigências dos mercados eram menores, a evolução tecnológica era mais lenta e o consumidor se satisfazia por mais tempo com um produto, inovação parecia algo distante dos pequenos negócios e os produtos/serviços permaneciam mais tempo no mercado.
Hoje é possível imaginar um banco que não ofereça aos seus clientes a possibilidade de fazer operações pela internet? Qual o futuro de um pequeno varejo que não aceita pagamentos com cartões de débito ou de crédito?
O caminho para a inovação consiste numa persistente busca do novo, feita de tentativas, erros, acasos, e, como todo empreendedor sabe – muita perseverança. Consiste na observação constante das tendências do seu mercado e do que seu cliente espera para que, então, você obtenha ganhos financeiros por meio da introdução de novos produtos ou serviços, aceitos pelo mercado, de novos processos, de novas práticas de marketing ou de novos métodos organizacionais. Lembrando sempre que melhorar um produto já existente também significa inovar.
É um equívoco acreditar que somente grandes empresas e empresas do setor industrial de ponta (eletrônica, telecomunicações, aviação etc.) precisam inovar.
Se a palavra está na moda, significa que ela pode transformar os meios da sua empresa se relacionar com o mundo. Dependerá da sua própria atitude!
Se você demorar a se adaptar às necessidades do mercado e encontrar dificuldade para promover mudanças no seu negócio, estará correndo grande risco: sua lentidão pode fazer com que as inovações cheguem tarde e não encontrem mais consumidores disponíveis. Seus clientes, ou antigos clientes, encontraram em empresas concorrentes aquilo que queriam.
Mas se você estiver permanentemente atento às mudanças e agir rapidamente se antecipando a elas, mantém sua clientela fidelizada e tem chances ser a empresa concorrente que atrai os (antigos) clientes do empresário reativo.
E não se desespere caso perceba que já ficou para trás. Priorize o que for mais urgente (por exemplo, melhorar um produto que toda a concorrência já melhorou) ou faça primeiro o que exigir menos tempo ou menor investimento. Tenha apenas uma certeza em mente: inovação requer prática e no mundo extremamente competitivo em que estamos, o maior dos riscos é ficar parado.
É certo que os barcos estão mais seguros ancorados e amarrados no cais, mas foi para isso que foram construídos?
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no MogiNews
14 de novembro de 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM CRIATIVIDÁDIVA?!?


As pessoas imaginam que a criatividade é um dom disponível apenas aos artistas, escultores e grandes criadores, um privilégio de poucos!
Minha vivência junto aos empreendedores confirma que têm mais sucesso aqueles que conseguem acreditar no seu poder criativo de expandir os limites de sua própria inteligência e pensamento. Muitas vezes o pensamento tem uma conhecida propensão a se acomodar e com isso reduzir sua capacidade de criar soluções diferenciadas, de interpretar problemas sob novas óticas e de buscar opiniões distintas daquelas habituais.
Existem mil maneiras de aproveitar um problema e transformá-lo em uma oportunidade e se pararmos de pensar no momento da primeira resposta, certamente nossa opção estará enquadrada naquela que qualquer outro empreendedor também poderia encontrar. O exercício do pensamento criativo está na busca pela segunda, terceira, inúmeras respostas.
E para isso, é preciso se apaixonar pelo mundo e pelo potencial de transformá-lo em algo diferente. Só assim, é possível transformar o ordinário em extraordinário, o comum em inovação.
Reenquadrar um problema como uma grande oportunidade, arriscando fora do convencional e sem medo é uma forma de rompermos com os atuais padrões e sistemas e aprendermos a voar, a transpor os limites.
Esse é o direito que é dado a todos: o direito de reinventar o mundo, de antevê-lo diferente do que está e de se lançar a refazê-lo. Para isso, é preciso ter uma visão. Entender o problema e saber onde se pretende chegar para então disponibilizar todo o nosso próprio e melhor potencial na busca pelas respostas certas.
E lembrem-se: não basta uma resposta!
Para encontrar o caminho da criatividade, busque muitas respostas certas, tenha paciência, não se preocupe em errar.
O pensar criativo pode ser aprendido à partir de procedimentos e atitudes que determinam uma nova forma de ser...
Basta estar sensível aos problemas, dar importância às pessoas e projetos que administramos, às nossas deficiências e lacunas de conhecimentos.
Buscando mais técnica, vamos entender que criatividade é uma função que envolve conhecimento, imaginação e avaliação.
E não se preocupe, não faça parte do grupo que acredita na ilusão da “criatividádiva”, pois existem mecanismos que podem preparar você para o pensar criativo: trabalhe mais em equipe, discuta seus problemas, faça perguntas, questione seus hábitos e olhe para fora, pegue carona em boas idéias, suspenda qualquer crítica aos seus próprios pensamentos e, principalmente, apaixone-se pelo mundo.
Afinal, nem todo mundo é Gabriela “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.
Amplie seus horizontes, o mundo é extraordinário!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 12 de setembro de 2009
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