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sábado, 25 de fevereiro de 2012

BRASIL, MOSTRA A TUA CARA!

Um homem rasga alguns papéis no carnaval e vai preso. Políticos rasgam nosso dinheiro em corrupção e são (re)eleitos. Um jovem mata uma criança, não presta socorro (e nem depoimento), mas tem sua identidade protegida. Rachas matam adolescentes nas estradas e avenidas das grandes cidades.
Queria evitar a polêmica do carnaval 2012 na coluna desta semana, mas não posso. Há fatos que me doem na alma. Não sou advogada, e muito menos juíza, para ponderar sobre os direitos dos infratores, mas sou mãe e educadora.
Tenho um filho com a mesma idade do menino que causou o acidente com o jet-sky na praia de Guaratuba, litoral de São Paulo, matando um menina de 3 anos. Sinto as dores das duas mães. Não posso julgar, mas ao acompanhar a cobertura da imprensa sobre o inquérito policial, me preocupo com os valores que criamos e multiplicamos pelas novas gerações. Instituimos a filosofia do "isso não vai dar em nada" e pior: nos acomodamos a ela!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

FÓRUM DE PESQUISA EM EMPREENDEDORISMO


Hoje e amanhã (dias 1º e 2/12) será realizado, no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), o 1º Fórum de Pesquisa em Empreendedorismo, uma parceria da R.E.D.E. Sebrae-SP e da Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe).
O objetivo do encontro é reunir professores pesquisadores de empreendedorismo e educação empreendedora de São Paulo e do Brasil para debates, palestras e workshop.

Pesquisadores renomados estarão presentes para tratar das temáticas:
- Pesquisa de MPEs na visão de inteligência de mercado;
- Sustentabilidade, Empreendedor Cultural, Educação Empreendedora e Mulheres Empreendedoras;
- A pesquisa do empreendedorismo no Brasil;
- Mostra de Pesquisas em Empreendedorismo e Gestão de MPEs;
- Pesquisa e Extensão.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

PROFESSORES EMPREENDEDORES

Nelson Almeida - Agência Luz
Se você acompanha o Lounge Empreendedor, sabe da minha paixão pela mistura Empreendedorismo + Educação.
Já publiquei vários textos sobre o assunto e tenho absoluta certeza que esse é o caminho mais certeiro para uma transformação real na cultura do emprego no Brasil.
Pensando nisso, há 2 anos eu esperava viver as emoções e conquistas que o programa de Educação Empreendedora vem me trazendo em Mogi das Cruzes.
Estamos no meio de uma iniciativa pioneira ao capacitar, em um curto período e de forma simultânea, todos os professores da rede municipal de ensino.
Creio que trabalhar o ensino do empreendedorismo de forma transversal, levando aos alunos não apenas teoria, mas também a contextualização com a sua realidade é a possibilidade para gerar mudanças efetivas em seu comportamento no futuro e de causar influência direta em suas próprias famílias no presente. Quem nunca ouviu falar em crianças influenciando diretamente seus pais, avós, padrinhos ou vizinhos?
Com o programa Jovens Empreendedores Primeiro Passos, espero vê-las desenvolvendo seus sonhos e metas para que possam conquistar novo espaços no cenário nacional. E espero também que os professores tenham a oportunidade de desenvolver novas competências, não apenas enquanto durar a capacitação, mas em suas próprias vidas.

Esmeralda Rodrigues, 45 anos, é professora há mais de 20 e atualmente leciona em uma escola municipal do bairro Novo Horizonte, em Mogi das Cruzes. 
Esmeralda Rodrigues
Foto: Nelson Almeira / Luz
Ela começa a se preparar para um novo desafio profissional quando a partir do segundo semestre de 2011, levará a seus alunos, além do conteúdo tradicional, noções de comportamento e cultura empreendedora. Na visão da professora Esmeralda, que gostou do primeiro dia de curso, não se trata de ensinar à garotada como abrir um negócio altamente lucrativo ou a ganhar mais dinheiro do que trabalhando como empregado no setor público ou privado. “Pelo que percebi, o conteúdo que vamos trabalhar tem mais a ver com uma mudança de comportamento. O aluno não só aprenderia, desde cedo, que é possível planejar e desenvolver um empreendimento próprio, mas também a ganhar maior autonomia e controle sobre a própria vida. Um exemplo seria estimular o cultivo de verduras no quintal de casa, para consumo da família, utilizando tempo e espaço que provavelmente estavam ociosos”, afirma.
É isso mesmo, Esmeralda!!! Cidadãos mais autônomos no futuro! 


Maria Vitória Lopes
Foto: Nelson Ameida / Luz

Maria Vitória Lopes, 46 anos, professora nos bairros de Varinhas e Jardim Santos Dumont, vai mais adiante: “acho que poderemos levar às crianças uma orientação positiva, que, na contramão do consumismo desenfreado de hoje, mostre que é importante saber fazer reservas e gerenciar recursos. Penso que isso tem a ver com empreender de forma consciente, consumir de forma consciente e pensar em negócios que não sejam apenas lucrativos, mas sustentáveis”.
Uau, Vitória! Será lindo perceber nas crianças mogianas tamanha transformação.


Maria Geny
Foto: Nelson Almeida / Luz
 Para a  secretária de Educação de Mogi das Cruzes, profª Maria Geny Borges Ávila Horle, a iniciativa vai além de uma iniciativa pontual, por isso vinha sendo discutida desde 2009 para que fosse implantada com responsabilidade. A cidade já tem, inclusive, um decreto municipal que prevê a aplicação do empreendedorismo em toda a rede de ensino fundamental municipalizada, o que abrange 77 escolas, 486 profissionais e um universo de 16,7 mil alunos do primeiro ao quinto ano e a mais 460 estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Tem como não dedicar o coração a uma causa como essa?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VENDEDORES DE SONHOS


“Somos professores? Muito mais! Somos educadores? Mais ainda! Somos vendedores de sonhos!” A afirmação de Augusto Cury é um convite para a reflexão sobre atitude do profissional da educação e sobre os caminhos escolhidos para a prática pedagógica na atualidade.
Nosso sistema escolar tem predominância ao domínio de questões analíticas. Os alunos passam anos numa relação de quase passividade com o aprendizado e evoluem em um sistema em que os pontos de referência são previamente estabelecidos.
Será que a vida pode ser previamente definida como são os livros didáticos?
Vivemos a era do conhecimento e da valorização do capital intelectual. Não há mais espaço para a simples transferência do conteúdo cognitivo convencional. É preciso uma nova dimensão de valores, princípios, métodos e atitudes na educação. É preciso vender sonhos!
Não bastam novas diretrizes curriculares, novas premissas ou novas competências. Promover um programa nacional de educação empreendedora que abarque todos os níveis escolares é o caminho para preparar os jovens a desempenhar diferentes papéis e para que se sintam protagonistas de suas próprias vidas.
Não podemos mais aceitar a transmissão de conhecimentos estanques, separados e isolados. O saber não é um estoque de conhecimento estático. Ele deve contribuir para a formação de pessoas mais autônomas, mais criativas e capazes de liderar a partir de seu potencial empreendedor.
Empreendedorismo que não se aplica somente a prática dos negócios, mas a todas as esferas das atividades humanas desenvolvendo aptidões que permitam definir contextos, estratégias e realizar escolhas que transformem sonhos em realidade.
Para que a escola atinja o objetivo de formar empreendedores é necessário que busque uma nova metodologia de ensino. O professor empreendedor é aquele que, mesmo acostumado às posturas tradicionais, abandona sua posição como fonte de todo conhecimento e insere em seu planejamento a possibilidade de educar lidando com os imprevistos e adversidades da construção coletiva do saber.  Além disso, cria novas oportunidades, atua com perseverança e aceita correr riscos estabelecendo metas objetivas para si e para seus educandos com confiança e independência.
Ao professor empreendedor cabe exercer o papel de "intraempreendedor" e comprometer-se com os ideais de um novo modelo de desenvolvimento de pessoas que pressupõe novos programas, ainda mais tempo de dedicação e a disponibilidade em ser mais do que professor ou educador, mas também uma espécie de mentor.
O exercício da pedagogia empreendedora requer de alunos e professores os mesmos requisitos multifacetados do aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
Trata-se de um relacionamento dialético, em rede, onde todos têm a mesma autonomia e poder para influenciar seu próprio futuro e o de sua comunidade.
Não basta educar as pessoas para serem donas de negócios, mas sim para serem donas de si.

Desejo a todos os educadores brasileiros um Dia dos Professores repleto de boas notícias...
Cuidar das sementes hoje garantirá os melhores frutos no amanhã!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
14 de outubro de 2010


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?


Meus amigos...
Hoje é um dia muito especial em que passo a colaborar com o jornal O DIÁRIO DE MOGI todas as sextas-feiras... (pena que não está no site, mas juro que é verdade...rs...)
Justamente por isso, passarei a blogar novos conteúdos no mínimo duas vezes por semana para que possamos construir juntos novos conhecimentos em nosso lounge!
Se você quiser dar dicas de assuntos ou quiser mandar as suas dúvidas sobre empreendedorismo, gestão de negócios, inovação ou liderança fique à vontade.
Certamente, irão me ajudar bastante na escolha dos próximos artigos...
Um beijo e espero que gostem do texto de estréia!

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?

Empreender é uma prática, não é arte ou ciência. É estar à frente de um negócio, fazer mais do que a rotina e gerar riquezas. Para muitos, empreender é a realização de um sonho: o exercício da liberdade e de um propósito de vida. Para outros, fonte de sobrevivência: única alternativa viável, depois de anos de desemprego e relações desgastadas com o mercado de trabalho.
Identificar os motivos que nos levam a assumir novos desafios é fundamental para que o sucesso desse novo caminho dê certo. Seja qual for a sua razão para empreender, compreender o que motiva sua ação rumo a esse novo mundo será determinante para entender o seu próprio comportamento com o mercado. Não espere que os clientes procurem seu negócio para salvar-lhe das dívidas ou porque você não agüentava mais o seu chefe. Clientes querem atender seus próprios sonhos, desejos ou necessidades e o seu produto/serviço deve estar apto a isso.
Por isso, se a sua motivação a empreender estiver mais ligada à sua própria necessidade. Páre!
Analise o mercado, conheça quem serão seus concorrentes, fornecedores e principalmente, se existe alguém disposto a comprar aquilo que você pretende vender. Se você não se sente apto a essa análise sozinho, busque informações e procure especialistas. Um erro básico que muitos cometem é conseguir pessoas que apenas torçam pelo sucesso e não que ajudem a enxergar a realidade como ela é. Lembre-se que abrir um negócio pode não ser a “salvação da lavoura”. Hoje paga-se, aproximadamente, 35% de tudo o que se cria em impostos. Os juros são altíssimos. O país é campeão mundial de causas trabalhistas.
Mas então, empreender é um mau negócio?!? De forma alguma!
Empreender é o caminho da diminuição das diferenças sociais, é a opção para a diminuição do emprego com carteira assinada, é um impulso ao progresso.
Mas é preciso que se avalie oportunidades e que os negócios se iniciem à partir de uma demanda. Resista à tentação do “sair fazendo” e planeje a sua entrada nesse novo mundo. Torne-se um empreendedor por oportunidade, um empreendedor que atende à necessidade do cliente e não apenas a sua necessidade de sobrevivência.
Por mais que você necessite de uma solução para os seus problemas com urgência, procure focar nos objetivos do seu negócio e tenha metas de longo. Observar negócios que estão dando certo, é um excelente jeito de aprender, e uma maneira mais garantida para começar.
E não esqueça de responder uma importante pergunta: Qual a inovação que o seu negócio vai trazer em relação aos seus concorrentes? Talvez a chave para o sucesso esteja aí!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo de estréia no Jornal O DIÁRIO DE MOGI
Publicado em 16 de outubro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TENHO MESMO QUE APRENDER ISSO?


Adoro fazer palestra em faculdade e me relacionar com o olhar de esperança da atual juventude “perdidinha da silva”, sentada nas tradicionais salas de aula e certas que ao saírem dali irão se deparar com concorrentes tão ou mais preparados e que por isso, eles deverão ser os melhores, afinal ninguém está saindo do mercado para dar lugar aos que estão chegando.
Ao mesmo tempo, fico assustada com a enxurrada de novas faculdades e cursos que vejo se constituindo todos os anos fundamentados sob as tradicionais perspectivas onde professores fingem que ensinam enquanto alunos fingem que aprendem.
Acredito que o aprendiz sério não busca respostas certas e prontas do professor. Ele formula as questões e empreende uma árdua caminhada na busca das respostas, lado a lado com o professor.
Nesse contexto, a sala de aula torna-se um ambiente de parceria.
Ao invés de os alunos se perguntarem "Por que eu tenho que aprender isso?", todos juntos passam a entender a importância de determinados conteúdos e experiências. Antes de ler “A Moreninha”, talvez leiam “O Monge e o Executivo”, pois é o tema que faz sentido no contexto de desenvolvimento do aprendiz.
É claro que as fases precisam ser respeitadas. Quando se ensina uma criança sobre meio ambiente, sobre cidadania, sobre a história do seu país e do mundo, sobre as lendas, mitos e cultura de seu país, ensinamos a ela o que é ser humano.
Nós nos educamos para aprender a ser gente, certo?!?
E para ser gente precisamos ir além do currículo tradicional, precisamos entender a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior) e da criação de um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
Além disso, defendo o resgate daquelas matérias que pareciam "inúteis" como, por exemplo, educação moral e cívica, sociologia, direito constitucional, macroeconomia, filosofia, etc.
Afinal, a educação é mais do uma fornecedora de mão de obra qualificada para as empresas, é também catalisadora da formação de pessoas capazes de extrair o melhor de si em prol da sociedade.
Se você parar para pensar tenderá a concordar comigo que quanto mais a sociedade avançar, menos mão de obra será necessária para mantê-la? Vivemos isso pós revolução industrial e hoje, com o advento do empreendedorismo, sabemos que não haverá o tradicional emprego de carteira assinada para todos.
Acredito que as empresas, sejam elas de qualquer porte, serão as enzimas dessa transformação. Escolas como o SENAC e SENAI têm buscado ouvir as empresas para entender sua real necessidade antes de oferecer um curso em sua grade tradicional. Existe um desperdício enorme de material humano nesse país porque as escolas estão desconectadas das empresas que por sua vez também estão desconectadas do resto. É preciso pensar num processo de formação sólido, com conhecimento alinhado à tecnologia e empreendedorismo.
E é importante que se diga: capacitação é diferente de educação. Não podemos levar para as universidades apenas o conceito de capacitação.
Quero filhos que entendam seu papel como cidadãos, quero seres humanos que saibam questionar o mundo, que se sintam confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho para isso é não ter nenhum caminho, e sim bom conhecimento, habilidades e atitudes corretas que gerem resultados positivos para si e a sociedade em que se relacionam.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em o5 de setembro de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APROXIMAR A TEORIA DA PRÁTICA


Essa semana, vivenciamos o segundo ciclo de disseminação da cultura empreendedora construído em parceria entre quatro escritórios regionais do SEBRAE-SP localizados no Cone Leste do Estado.
Um imenso desafio que mobilizou um expressivo número de colaboradores internos e reuniu mais de 600 educadores na cidade de Mairiporã.
Pensar em um encontro para educadores com foco em cultura empreendedora quando me formei pedagoga certamente pareceria uma utopia, mas com algum planejamento, foco e dedicação estamos fazendo acontecer!
Essa é a nossa visão! Esse é o nosso sonho empreendedor... Transformar o país pelas mãos da educação!
Certamente novos desafios virão nos próximos temas, mas sucessos ainda maiores virão também!

O artigo que compartilho agora, publiquei em abril, no final de semana que antecedeu a realização do primeiro ciclo em Mogi das Cruzes:

Estudantes de ensino fundamental, médio e superior vêm passando constantemente por uma série de provas especiais. Além do vestibular, hoje há outras formas de avaliação, como ENEM e ENADE, para o ensino médio e superior. Em esferas estaduais e federais outras avaliações também mensuram os conhecimentos de alunos do ensino fundamental, tais como SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar), provinha e prova Brasil.
Estes vários instrumentos de avaliação têm colhido resultados que indexam nossos municípios e escolas. E, em seguida, preenchem as páginas dos jornais com notícias que não apenas divulgam as classificações obtidas, mas também apontam os muitos e bizarros erros cometidos pelos alunos.
É claro que a formação básica do aluno é importante e o programa escolar, contempla, bem ou mal, o que é necessário saber sobre matemática, português, geografia, história, ciências, língua estrangeira, artes e até filosofia.
A questão é que estamos no século XXI e a maioria dos alunos já não tem o hábito da leitura e mal tem paciência para escutar aulas expositivas – estudos de Ian Mackay, no livro “Como ouvir pessoas”, apontam que pouco depois de 10 minutos de duração de uma aula ou palestra, o ouvinte médio terá assimilado apenas metade de seu conteúdo e dois dias depois, esse mesmo ouvinte provavelmente se lembrará de apenas 10% do que escutou.
Será que não estamos diante de uma oportunidade de mudar a metodologia de ensino e trazer os conhecimentos básicos para a vida prática? Ensinar matemática e português aplicados à prática do empreendedorismo, por exemplo, poderia despertar a atenção dos alunos, fazendo que estes entendessem os reais significados de fórmulas e regras.
É a hora de EDUCAR PARA O FUTURO.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 25 de abril de 2009
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