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sábado, 3 de novembro de 2012

MUITO PRAZER

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido.
Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz."
-- Sigmund Freud --


Como é bom estar de volta! Por mais que o corpo grite por um período de descanso, a mente nos direciona para aquilo que nos dá prazer e, sinceramente, adoro estar com vocês todos os sábados para colocar a “Boca no Trombone”.
Furacão Sandy nos EUA, ampliação do período de votação da CPI do Cachoeira em Brasília, pacificação em São Paulo e eu aqui de volta falando em prazer. Sim! Prefiro voltar falando em prazer; aquela sensação de bem-estar que vem como resposta do nosso organismo ou da mente indicando um momento em que fazemos algo benéfico à nossa saúde.
O prazer pode ser atingido de várias maneiras, como praticando exercícios físicos, comendo, tendo relações sexuais, escutando música, lendo, conversando, trabalhando, etc. E, por incrível que pareça, nem sempre ele precisa estar relacionado à demonstração de alegria. Quer ver?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NEGÓCIOS INCLUSIVOS

“Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade.
Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima.
Mas para tais questões, não basta um no mundo.
 Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.”
-- Fernando Almeida --
Presidente executivo do CEBDS


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de trabalho, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais.
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização e transferência de setores e empresas para países e regiões com menores gastos e menos direitos trabalhistas passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, a construção de uma sociedade fundamentada no empreendedorismo, na valorização do capital intelectual, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ATITUDE SEMPRE

Você já parou para pensar em qual tem sido o seu papel na construção por um mundo melhor?
Sempre ouço as pessoas se perguntando sobre o mundo que deixaremos aos nossos filhos, mas de uns tempos pra cá, penso muito mais nos filhos que deixaremos para o mundo. De que adianta dar-lhes a melhor educação, as melhores roupas ou os brinquedos mais modernos se não lhes dermos sentido?!? O que lhes faz tomar determinadas atitudes?!?
A ética, a integridade, a responsabilidade, o respeito às leis e ao próximo, o amor, a sustentabilidade, a vontade de se superar, o comprometimento e a crença nos próprios valores são princípios que moldam as atitudes de qualquer pessoa... Será?!? Estes mesmos princípios parecem estar cada vez mais fora de moda quando vemos ministros demitidos a cada dois meses, escândalos com verba pública, assassinatos entre pais e filhos e tantas outras notícias que pautam a mídia tradicional e digital.

sábado, 28 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO PARA O FUTURO

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo.
E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que
a justiça social se implante antes da caridade."
Paulo Freire


A educação brasileira melhorou muito nos últimos anos, mas continua uma catástrofe. Bons exemplos estão espalhados por vários lugares, mas a falsidade de uma aparente “educação para todos” cria ilusões acerca dos caminhos necessários para a conquista de novos patamares.
Mais do que acesso é preciso que os interessados na discussão perguntem-se “quais os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para o fomento de uma educação empreendedora e sustentável?, que processos educacionais podem ajudar a construí-los?”
Se desenvolvimento sustentável é ser solidário com as gerações futuras, não há solidariedade maior do que a de prover crianças, jovens e os que ainda virão ao mundo de saberes necessários para a construção de uma nova realidade mais empreendedora, justa e responsável.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CARREIRA: ENTRE O SER E O TER


Ao longo de nossa vida pessoal e profissional acumulamos hábitos e atitudes que podem tornar nossa carreira um sucesso, ou simplesmente levá-la ao ostracismo. Uma condição que, invariavelmente, acaba nos levando a insatisfação, depressão, insegurança ou diversos outros sentimentos de frustração. Ninguém gosta de se sentir parado como poste esperando pelo próximo cachorro em apuros ou pior: andando para trás como siri.
A primeira semana de um novo ano pode ser muito importante para quem deseja buscar novas oportunidades profissionais. E se você é uma dessas pessoas e procura a tão sonhada projeção profissional, alguns passos são decisivos se incorporados no planejamento e autogerenciamento da sua carreira.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ VIDA NOVA

5... 4... 3... 2... 1... Contagem regressiva para 2012!
De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás... O que você fez com ele?!?

Chegamos ao último dia de 2011. (Ufa!!! Finalmente chegou!)
Você pode olhar para trás e lamentar por aquilo que deixou de viver, por frases que deixou de dizer ou beijos que deixou de trocar. Ou você pode olhar para frente e preparar o terreno para os dias que ainda não viveu e para os sonhos que pretende realizar.
Rituais de passagem são bons neste sentido... Parecem nos credenciar a recomeçar seja qual for o lugar de onde tenhamos parado.
Mario Quintana, certa vez, escreveu: “Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo; morte da nossa vida velha para uma vida nova”.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

INCLUSÃO PARA MULHERES


O governo lançou, na última quinta-feira (11), o programa Mulheres Mil, que pretende formar e inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O programa faz parte do Plano Brasil sem Miséria e está inserido no conjunto de prioridades das políticas públicas do governo federal, especialmente nos eixos de promoção da eqüidade, igualdade entre sexos, combate à violência contra mulher e acesso à educação.
A idéia do programa consiste em oferecer acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras ou chefes de família que não tiveram oportunidade de estudar e nem de serem inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria entre os ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e as secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres.
O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses. Por intermédio de 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o projeto atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o País e, ainda neste ano, 100 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CONSÓRCIO DE TODOS NÓS!


Diante das transformações que agitam as relações de competitividade global, não só as empresas, mas também os municípios se veem impulsionados a vivenciar situações novas e inusitadas. Um novo modelo de economia traz aos municípios a responsabilidade por modernizar-se para atrair mais possibilidades de investimentos e também soluções que permitam conciliar a proposta de crescimento econômico com desenvolvimento regional.
Consórcios intermunicipais ou qualquer forma de gestão compartilhada, têm sido uma alternativa para atender essa nova demanda, promovendo desenvolvimento humano, incentivando a atividade econômica, gerando empregos ou fomentando o empreendedorismo em esferas que transcendem os limites (dos próprios) territoriais, que acabam sendo pequenos demais para controlar e dirigir todos os interesses econômicos, sociais e as identidades culturais de uma região.
Em áreas específicas como infra-estrutura, meio-ambiente ou saúde, os problemas entre as cidades estão de tal forma entrelaçados que os governos municipais precisam encontrar instrumentos operacionais que lhes permitam um maior rendimento de seus próprios esforços sem dispersão de recursos, sejam eles humanos, materiais ou até mesmo naturais.
Quantas vezes já ouvimos que precisamos resolver a questão dos resíduos sólidos? Ou que precisamos cuidar das vias de acesso? Ou que não possuímos mais espaço para a expansão industrial?
Essas são questões para as quais não adianta “brigar” sozinho... Assim como em nossas casas ou em nossas empresas, quando um vizinho tem um problema, os impactos certamente poderão interferir em “nosso próprio quintal”. Então, ao invés de disputar soluções, que tal buscar um caminho que seja menos oneroso e mais eficiente para todos?
Vivenciamos na última quinta-feira um momento histórico no Alto Tietê: a Consolidação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.
Um momento que não pode ser apenas uma fotografia, mas um belo filme em ação, cujo roteiro será definido a partir de um adequado processo de planejamento que conte com escolhas estratégicas que, de forma integrada, facilitem a definição de prioridades, metas e propósitos de longo prazo que atendam toda a região numa agenda política que pense o desenvolvimento de forma sustentável.
E vale lembrar que planejamento não é só reflexão, mas também formulação de planos, programas e ações que possam efetivamente articular as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e cidadãos.
Todos somos protagonistas desse filme! Cada um de nós, com direitos e deveres, podemos contribuir olhando para os aspectos simples de nosso bairro, cidade, comunidade e agindo naquilo que está ao nosso alcance. Afinal, quem não participa deixa aos outros a decisão de seu futuro.
O consórcio é dos municípios, mas a responsabilidade é de todos nós!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
01 de maio de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

domingo, 14 de junho de 2009

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA!



No artigo dessa semana, não pude deixar de refletir sobre a participação popular nos processos de desenvolvimento local.
No SEBRAE-SP realizamos inúmeros eventos com foco no engajamento e envolvimento das lideranças em nossos projetos e nas inumeras possibilidade de construção conjunta, mas muitas vezes nos sentimos frustrados pelo baixo nº de adesões.
Essa semana, vivemos uma rica experiência com apresentação dos indicadores socioeconômicos da região no nosso escritório. Sala cheia... Lideranças presenças... Novas propostas... Novos olhares para aquilo que sempre olhamos...
Esse é o caminho! Afinal, não podemos esperar que os outros tomem, sozinhos, decisões de afetarão as nossas vidas... É preciso assumir nosso papel de forma voluntária, com o desejo efetivo de contribuir com a região em que vivemos. Isso é cidadania! É ser protagonista da principal história que temos a viver: a nossa!

A RESPONSABILIDADE TAMBÉM É SUA

Acredito que em um futuro não muito remoto as pessoas serão o fator determinante aos processos de desenvolvimento estruturado e sustentável das regiões.
Pessoas como eu ou você, que com conhecimentos e experiências próprias auxiliarão a construção de novos modelos de gestão e de organização social. Precisaremos deixar de lado modelos antigos e ousar vivenciar o novo, assumindo um papel que nos inspire a construir essa nova realidade e construa uma efetiva rede de cooperação constituída por pessoas e organizações interessadas em contribuir para o desenvolvimento.
O medo do desconhecido pode fazer com que muitas pessoas deixem de participar ativamente, agindo como coadjuvantes que se acomodam frente a decisões de terceiros que impactam diretamente suas próprias vidas.
Há casos ainda mais graves: aqueles que se limitam a considerar apenas o seu diminuto espaço individual, ilhando-se em suas próprias fronteiras. Com isso, desperdiçam infinitas oportunidades de contribuição, concepção e implementação de mudanças.
Vivemos um momento importante no Alto Tietê: início de mandatos das administrações municipais, a concepção do consórcio intermunicipal, o desejo de consolidar a agência de desenvolvimento regional...
Fica evidente que novos modelos estão surgindo, com novos padrões organizacionais e novas formas de regulação das relações, criando um campo favorável ao cultivo de uma cultura colaborativa.
Será um caminho repleto de desafios... Enfrentaremos nosso próprio despreparo, a imaturidade e as diferenças presentes na governança, a dificuldade em identificar as necessidades regionais que possam despertar nossas reais vocações, a transição do paradigma da competição para a cooperação até a percepção da interdependência.
Mas não podemos desistir, devemos tratar as diferenças com maturidade. Esse é o caminho que nos colocará definitivamente no século XXI e permitirá que nossa região seja reconhecida com o destaque que merece.
É preciso participar! Cada um de nós deve ter a disposição para ser guiado pela generosidade, pela gentileza e pelo respeito ao outro entendendo que o crescimento de nossa região dependerá do esforço voluntário e integrado de lideranças empresariais e políticas, associações, sindicatos, universidades e toda a sociedade civil.
Afinal quem faz o desenvolvimento regional são as pessoas assumem seu papel de sujeitos da própria história.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009

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