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sábado, 15 de outubro de 2011

FATOS DA SEMANA E O FUTURO

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."
(Paulo Freire)


Compra de carros importados contrabandeados, feriado nacional em homenagem à padroeira do Brasil, greves nos correios e nos bancos, protestos da sociedade civil em todo o país em marchas contra a corrupção, censura a programas e artistas da TV. Se você não teve assunto durante essa semana, certamente estava vivendo em outro planeta.
Por outro lado, se acredita que irá ler aqui uma nova visão sobre os crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, direitos trabalhistas ou programas de televisão, pode interromper sua leitura, pois não pretendo atualizá-lo caso você realmente tenha estado em Marte nos últimos dias.
Na verdade, fiquei pensando em como poderia utilizar tais assuntos para uma homenagem diferente ao dia que não poderia dar um desfecho melhor a essa semana: o Dia do Professor!
Professores que junto às famílias têm grande responsabilidade pela transformação dessa realidade nacional. Até quando ficaremos calados frente a escândalos de corrupção? Até quando aceitaremos a demagogia de muitos em nome da democracia? Até quando esqueceremos que a base de toda transformação passa pela educação?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

PROFESSORES EMPREENDEDORES

Nelson Almeida - Agência Luz
Se você acompanha o Lounge Empreendedor, sabe da minha paixão pela mistura Empreendedorismo + Educação.
Já publiquei vários textos sobre o assunto e tenho absoluta certeza que esse é o caminho mais certeiro para uma transformação real na cultura do emprego no Brasil.
Pensando nisso, há 2 anos eu esperava viver as emoções e conquistas que o programa de Educação Empreendedora vem me trazendo em Mogi das Cruzes.
Estamos no meio de uma iniciativa pioneira ao capacitar, em um curto período e de forma simultânea, todos os professores da rede municipal de ensino.
Creio que trabalhar o ensino do empreendedorismo de forma transversal, levando aos alunos não apenas teoria, mas também a contextualização com a sua realidade é a possibilidade para gerar mudanças efetivas em seu comportamento no futuro e de causar influência direta em suas próprias famílias no presente. Quem nunca ouviu falar em crianças influenciando diretamente seus pais, avós, padrinhos ou vizinhos?
Com o programa Jovens Empreendedores Primeiro Passos, espero vê-las desenvolvendo seus sonhos e metas para que possam conquistar novo espaços no cenário nacional. E espero também que os professores tenham a oportunidade de desenvolver novas competências, não apenas enquanto durar a capacitação, mas em suas próprias vidas.

Esmeralda Rodrigues, 45 anos, é professora há mais de 20 e atualmente leciona em uma escola municipal do bairro Novo Horizonte, em Mogi das Cruzes. 
Esmeralda Rodrigues
Foto: Nelson Almeira / Luz
Ela começa a se preparar para um novo desafio profissional quando a partir do segundo semestre de 2011, levará a seus alunos, além do conteúdo tradicional, noções de comportamento e cultura empreendedora. Na visão da professora Esmeralda, que gostou do primeiro dia de curso, não se trata de ensinar à garotada como abrir um negócio altamente lucrativo ou a ganhar mais dinheiro do que trabalhando como empregado no setor público ou privado. “Pelo que percebi, o conteúdo que vamos trabalhar tem mais a ver com uma mudança de comportamento. O aluno não só aprenderia, desde cedo, que é possível planejar e desenvolver um empreendimento próprio, mas também a ganhar maior autonomia e controle sobre a própria vida. Um exemplo seria estimular o cultivo de verduras no quintal de casa, para consumo da família, utilizando tempo e espaço que provavelmente estavam ociosos”, afirma.
É isso mesmo, Esmeralda!!! Cidadãos mais autônomos no futuro! 


Maria Vitória Lopes
Foto: Nelson Ameida / Luz

Maria Vitória Lopes, 46 anos, professora nos bairros de Varinhas e Jardim Santos Dumont, vai mais adiante: “acho que poderemos levar às crianças uma orientação positiva, que, na contramão do consumismo desenfreado de hoje, mostre que é importante saber fazer reservas e gerenciar recursos. Penso que isso tem a ver com empreender de forma consciente, consumir de forma consciente e pensar em negócios que não sejam apenas lucrativos, mas sustentáveis”.
Uau, Vitória! Será lindo perceber nas crianças mogianas tamanha transformação.


Maria Geny
Foto: Nelson Almeida / Luz
 Para a  secretária de Educação de Mogi das Cruzes, profª Maria Geny Borges Ávila Horle, a iniciativa vai além de uma iniciativa pontual, por isso vinha sendo discutida desde 2009 para que fosse implantada com responsabilidade. A cidade já tem, inclusive, um decreto municipal que prevê a aplicação do empreendedorismo em toda a rede de ensino fundamental municipalizada, o que abrange 77 escolas, 486 profissionais e um universo de 16,7 mil alunos do primeiro ao quinto ano e a mais 460 estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Tem como não dedicar o coração a uma causa como essa?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RATOS OU APRENDIZES?



"Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes"
Paulo Freire

 

Tenho freqüentado várias salas de aula em cursos de atualização nos últimos meses, pois a questão do desenvolvimento pessoal e profissional é uma prioridade no estágio atual da minha vida. Justamente por isso, tenho refletido muito sobre o que significa a busca incessante do conhecimento e sobre a forma como alguns facilitadores têm se comportado em sala de aula.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Não existe um caminho pronto que sirva para todos!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APROXIMAR A TEORIA DA PRÁTICA


Essa semana, vivenciamos o segundo ciclo de disseminação da cultura empreendedora construído em parceria entre quatro escritórios regionais do SEBRAE-SP localizados no Cone Leste do Estado.
Um imenso desafio que mobilizou um expressivo número de colaboradores internos e reuniu mais de 600 educadores na cidade de Mairiporã.
Pensar em um encontro para educadores com foco em cultura empreendedora quando me formei pedagoga certamente pareceria uma utopia, mas com algum planejamento, foco e dedicação estamos fazendo acontecer!
Essa é a nossa visão! Esse é o nosso sonho empreendedor... Transformar o país pelas mãos da educação!
Certamente novos desafios virão nos próximos temas, mas sucessos ainda maiores virão também!

O artigo que compartilho agora, publiquei em abril, no final de semana que antecedeu a realização do primeiro ciclo em Mogi das Cruzes:

Estudantes de ensino fundamental, médio e superior vêm passando constantemente por uma série de provas especiais. Além do vestibular, hoje há outras formas de avaliação, como ENEM e ENADE, para o ensino médio e superior. Em esferas estaduais e federais outras avaliações também mensuram os conhecimentos de alunos do ensino fundamental, tais como SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar), provinha e prova Brasil.
Estes vários instrumentos de avaliação têm colhido resultados que indexam nossos municípios e escolas. E, em seguida, preenchem as páginas dos jornais com notícias que não apenas divulgam as classificações obtidas, mas também apontam os muitos e bizarros erros cometidos pelos alunos.
É claro que a formação básica do aluno é importante e o programa escolar, contempla, bem ou mal, o que é necessário saber sobre matemática, português, geografia, história, ciências, língua estrangeira, artes e até filosofia.
A questão é que estamos no século XXI e a maioria dos alunos já não tem o hábito da leitura e mal tem paciência para escutar aulas expositivas – estudos de Ian Mackay, no livro “Como ouvir pessoas”, apontam que pouco depois de 10 minutos de duração de uma aula ou palestra, o ouvinte médio terá assimilado apenas metade de seu conteúdo e dois dias depois, esse mesmo ouvinte provavelmente se lembrará de apenas 10% do que escutou.
Será que não estamos diante de uma oportunidade de mudar a metodologia de ensino e trazer os conhecimentos básicos para a vida prática? Ensinar matemática e português aplicados à prática do empreendedorismo, por exemplo, poderia despertar a atenção dos alunos, fazendo que estes entendessem os reais significados de fórmulas e regras.
É a hora de EDUCAR PARA O FUTURO.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 25 de abril de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EMPREENDEDORISMO: O DESAFIO DA EDUCAÇÃO


Esse é um dos artigos que publiquei pelo qual tenho um carinho enorme.
Cada texto que escrevo, além do conhecimento que adquiri ao longo dos anos no SEBRAE-SP, tem muito das minhas próprias convicções. E educação por ser a essência da minha formação é o modelo que acredito ser capaz de transformar o mundo que desejo ainda viver!
Professores têm nas mãos crianças como essa da foto, cheias de sonhos e esperanças...
E os sonhos nada mais são do que espaços de aprendizagem... a escola, família, igreja podem desenvolver ou aniquilar esses sonhos... O que você quer que façam com os sonhos dos seus filhos???

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Sou mãe e posso garantir que todo ano a volta às aulas é sempre igual. Muito se discute sobre os preços das matrículas, do material escolar e do transporte, mas pouco se ouve falar sobre propostas inovadoras nos projetos pedagógicos das escolas.
Qual é o diferencial que nossos filhos terão ao saírem de suas carteiras escolares e buscarem uma colocação nos bancos das universidades ou no mercado de trabalho?
As grades curriculares são fundamentadas sob os mesmos trilhos desde o início da revolução industrial. Nossos filhos ainda são preparados para ser excelentes empregados enquanto o desemprego é crescente e irreversível em todo planeta.
É preciso mudar o enfoque e prepará-los para serem realizadores. É necessário despertar atitudes empreendedoras nos estudantes. As tendências do mercado para os próximos anos trazem mudanças significativas para os jovens: a revolução científica e tecnológica, a emergência da economia virtual, a integração dos segmentos do mercado, os países emergentes, a importância de aspectos como a responsabilidade social e ambiental.
Não dá para continuarmos usando a mesma cartilha.
Educadores têm nas mãos a oportunidade de despertar alunos e a comunidade em geral para a realidade do empreendedorismo.
O potencial empreendedor do jovem brasileiro é enorme, mas está latente. Muitas vezes ele só aflora na necessidade. A maioria das pessoas não parte para o negócio próprio porque vê uma oportunidade. Muitos conseguem sobreviver e fazer a passagem para o mundo das empresas reais, outros mal sobrevivem ao primeiro ano.
É hora de criar novos motores para o desenvolvimento. É tempo de despertar os jovens para uma nova maneira de viver e de formar uma nova geração de brasileiros. Precisamos destacar a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior), e criar um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
A educação é o único caminho para colocar esta revolução em curso e criar uma sólida sociedade empreendedora. O processo é lento e começa com a abordagem do tema para as crianças. Esse seja talvez o primeiro passo para uma verdadeira mudança cultural. Posso até imaginar toda a criatividade do meu filho de 3 anos ou todo o vigor do meu filho de 12 anos sendo direcionados para o pensamento empreendedor.
Não imaginem que essa tarefa seja impossível. A metodologia já existe e a formação dos docentes pode ser realizada pelo SEBRAE-SP gratuitamente. Depende muito mais de vontade do que de verbas.
Levar essa idéia para a sala de aula é um desafio que passa pelo corpo diretivo das escolas, mas principalmente pela figura do professor, que se não despertar em si mesmo uma atitude empreendedora vai se limitar ao empreendedorismo como a execução de um bom plano de negócios. Preparar pessoas empreendedoras é desenvolver pessoas dotadas de visão de futuro, perseverantes e preparadas para o processo de sonhar, planejar e construir seu próprio “Caminho Suave”.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 07 de fevereiro de 2009
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