sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NÃO ROUBEM!

Muito provavelmente, vocês devem considerar o título do artigo dessa semana um pouco deselegante, mas recebi um texto sobre o filme O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que me fez pensar muito sobre o comportamento humano e sobre a forma que gerenciamos nossas empresas.
O mundo está repleto de “ladrões”. Não apenas ladrões do dinheiro das empresas ou do povo, mas também ladrões do nosso tempo, da nossa qualidade de vida e das possibilidades que nos são abertas todos os dias.
Ao ler o livro e depois ver o filme, foi instintivo realizar algumas conexões com a realidade democrática que vivemos e as atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam pessoas normais e capazes em função da posição, do conhecimento ou daquilo que acham que deixam transparecer.
O caçador de pipas não é uma história de imagem, mas uma história de realidade que deixa marcada inúmeras sensações, algumas agradáveis e muitas tristes. Em minha opinião, a reflexão mais profunda vem de uma conversa entre Baba e seu filho Amir em que ele afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Afinal, “quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser verdade, você está 'roubando' o direito dessa pessoa saber o que você sente a seu respeito; quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou e quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz”
Tais assertivas imediatamente levaram minha mente aos inúmeros ”roubos” da vida empresarial: chegar atrasado a um compromisso “rouba” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada; impor uma tarefa desnecessária a alguém “rouba” o direito ao lazer, ao estudo ou ao desfrute de outros momentos fora da empresa; pensar que alguém não corresponde às suas expectativas e não dizer nada “rouba” a possibilidade de desenvolvimento dessa pessoa; falar a respeito das pessoas e não com as pessoas “rouba” a oportunidade delas saberem a opinião que você tem a seu respeito.
Dessa forma, além de “roubar”, esses comportamentos são os principais geradores de um ambiente desmotivador e desinteressante.
O pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem convivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração.
Cabe ao líder, dizer de forma explícita, clara e descritiva, como percebe e sente o desempenho e o comportamento das pessoas com quem convive e servir de exemplo na prevenção aos “assaltos” da vida empresarial.
Aproveite o feriado para refletir: será que estou "roubando" de alguém alguma informação ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal?


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 31 de outubro de 2009 no MogiNews

BELEZA E SUSTENTABILIDADE


Como criar oportunidades de crescimento sustentável? Garantir um crescimento sustentado de longo prazo é o sonho de qualquer empresa e qualquer economia, mas este é um sonho que não está ao alcance de qualquer um.
Um dos mais importantes atributos que o empreendedor deve ter para isso é a capacidade de interpretar os sinais de avanço da sociedade e buscar formas de antecipar o que está por vir, modelando seu empreendimento para enfrentar novos momentos, exemplo disso é a expansão do segmento de moda, beleza e estética.
Com a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho, o pano de fundo das mudanças nos hábitos de compra de produtos de beleza e higiene começa a se solidificar. Com duas e até três jornadas de trabalho, as trabalhadoras começaram a optar por produtos práticos e acessíveis para todas as classes. E mais: vaidade deixou de ser uma exclusividade das mulheres. Os homens também aderiram aos cremes anti-rugas, massagens e drenagens para modelar o corpo.
O setor de estética praticamente não tomou conhecimento da crise econômica. Clínicas de estética, academias, lojas e indústria de cosméticos, perfumaria e o segmento de venda porta a porta aumentam o faturamento, enquanto embelezam a clientela. E com um público claramente definido e portas abertas no mercado, as oportunidades vão crescendo. E imaginem: com a chegada do Verão, os gastos irão se elevar ainda mais, o faturamento vai engordar e mais empregos serão gerados.
Agregar valor em um segmento muitas vezes tão luxuoso e competitivo pode ser o seu diferencial. Um conceito de negócio que pode render às empresas de beleza e estética é difundir o “ser saudável além da aparência”! E isso envolve a saúde do seu próprio negócio de beleza.
Que tal pensar em práticas de gestão ambiental e social? Pensar processos de melhoria contínua não se enquadra apenas para as indústrias. Seu pequeno salão de beleza, sua clínica de estética ou sua perfumaria pode reduzir o uso dos recursos naturais como água e energia, pode optar por fontes alternativas, pode prevenir a poluição visual, do ar, do solo e reduzir a emissão de sons. Além disso, se você pensar na redução de insumos e na diminuição dos resíduos descartados, seu resultado será no faturamento e no bolso. E como conseqüência, ainda irá reduzir os riscos aos seres humanos e ao ambiente natural. Isso sim é beleza!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 30 de outubro de 2009 no jornal "O Diário"

domingo, 25 de outubro de 2009

ARRANJO PRODUTIVO

Vivemos, na última semana, momentos importantes para o setor industrial do Alto Tietê. Graças ao empenho do CIESP, FIESP e Prefeitura de Suzano terminou ontem o 2° Encontro das Indústrias de Suzano coroado de pleno sucesso.
Andando pelos corredores do encontro e no bate-papo com os empresários, cheguei à conclusão de que é chegado o momento de falarmos sobre o desenvolvimento do setor de forma mais estruturada. É preciso buscar a convergência das expectativas de desenvolvimento entre os atores do setor; estabelecer parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos no próprio território, e principalmente promover uma integração econômica e social no âmbito regional.
Embora a região apresente uma atividade industrial altamente diversificada, existem segmentos que podem ser tratados como clusters ou arranjos produtivos locais.
Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, com especialização produtiva e com vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com atores como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Seus esforços seguem na busca da promoção da competitividade, atuando de forma complementar às políticas para o desenvolvimento das empresas, regiões e, até mesmo, do país.
Pensem na cadeia do papel e celulose: nossa região produz desde o insumo base da celulose, o eucalipto, que é transformado pelas indústrias, fábricas de embalagens, papelarias, gráficas chegando às transportadoras. Na verdade, chegamos a girar novamente o ciclo se considerarmos os trabalhos dos catadores de papéis e recicladores. Tudo isso no Alto Tietê!
Trabalhar o conceito de cadeia produtiva minimiza a multiplicidade de esforços, otimiza a alocação de recursos, promove o compartilhamento de objetivos e consolida boas práticas de desenvolvimento local voltadas para um setor. Além disso, torna possível a criação de uma identidade que pode ser facilmente reconhecida e que atrai a atenção de investidores e de políticas de incentivo municipais, estaduais e federais.
Você deve estar se perguntando: o que falta então para nossas empresas se organizarem dessa forma?
Inicialmente é preciso identificar o setor e então, mobilizar os atores. A configuração de um APL tem por base a participação efetiva de micro e pequenas empresas; a existência de uma governança estruturada e com ações alinhadas; a importância do segmento para a economia estadual/local; a absorção de mão-de-obra e sua contribuição para a pauta de exportações brasileiras (real ou potencial).
Só o pensamento sistêmico e o fim de vaidades tornam o arranjo possível difundindo informações e aprendizado dos setores e gerando inovação tecnológica.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 24 de outubro de 2009 - Mogi News

DESCUBRA O SEU MERCADO

Qual é a diferença entre lojas cheias e vazias? O foco do negócio, a identidade da marca ou a capacidade de permitir ao indivíduo uma experiência única?
Empresas que captam e entregam experiências e vivências desejadas por seus clientes preenchem mais do que sua necessidade, mas uma lacuna na mente e coração do consumidor.
Para isso, não podem tratar todos da mesma forma, bem como não podem tratar todos de forma diferente. O desafio é encontrar grupos de pessoas com características, preferências e gostos semelhantes e tratá-los como se fossem iguais. Isso é o que os grandes administradores chamam de segmentação de mercado.
Segmentação nada mais é do que separar uma parte do mercado, agrupando um conjunto de clientes (pessoas ou organizações), de acordo com determinadas características que sejam úteis aos propósitos de venda e de marketing da sua empresa.
Dessa forma, entender desejos, oportunidades e experiências que seu cliente pretende viver com você, e apenas com você, auxiliará no foco e na identidade que o seu produto terá no mercado.
Uma boa análise desse perfil pode ser realizada sob várias variáveis: demográfica, psicográfica, geográfica, etc., tal como apresentados nas bibliografias do marketing acadêmico.
Minha recomendação é que as pequenas empresas trabalhem na segmentação por benefícios procurados pelo mercado. Benefícios diferentes, sob a ótica do cliente, representam segmentos diferentes. Se o seu benefício for qualidade, apresente-a. Se for segurança, demonstre-a. Se for status, viva-o.
Se houvesse uma receita de bolo, eu diria que o caminho menos arriscado seria analisar a relevância do segmento escolhido com relação à sua especialidade ou oferta, o potencial de compra e quantidade numérica para que sejam suficientes à manutenção do seu negócio, a acessibilidade do segmento e os esforços de marketing e distribuição que serão necessários para alcançar esse nicho e a rentabilidade, pois não adianta encontrar uma oportunidade para um nicho que não propiciará a margem de lucro necessária à sustentabilidade do seu negócio.
Lembre-se que sua escolha irá definir o seu mercado. Afinal, ninguém pode atender a todo mundo! Ninguém é capaz de satisfazer necessidades e desejos de todos os consumidores, já que eles são muitos, estão dispersos em várias regiões e possuem hábitos de compra e gostos diferenciados, além de distintas necessidades, desejos e preferências. Trabalhe com foco e boas vendas!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado em 23 de outubro no Diário Empresarial (O Diário de Mogi)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?
Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?


Meus amigos...
Hoje é um dia muito especial em que passo a colaborar com o jornal O DIÁRIO DE MOGI todas as sextas-feiras... (pena que não está no site, mas juro que é verdade...rs...)
Justamente por isso, passarei a blogar novos conteúdos no mínimo duas vezes por semana para que possamos construir juntos novos conhecimentos em nosso lounge!
Se você quiser dar dicas de assuntos ou quiser mandar as suas dúvidas sobre empreendedorismo, gestão de negócios, inovação ou liderança fique à vontade.
Certamente, irão me ajudar bastante na escolha dos próximos artigos...
Um beijo e espero que gostem do texto de estréia!

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?

Empreender é uma prática, não é arte ou ciência. É estar à frente de um negócio, fazer mais do que a rotina e gerar riquezas. Para muitos, empreender é a realização de um sonho: o exercício da liberdade e de um propósito de vida. Para outros, fonte de sobrevivência: única alternativa viável, depois de anos de desemprego e relações desgastadas com o mercado de trabalho.
Identificar os motivos que nos levam a assumir novos desafios é fundamental para que o sucesso desse novo caminho dê certo. Seja qual for a sua razão para empreender, compreender o que motiva sua ação rumo a esse novo mundo será determinante para entender o seu próprio comportamento com o mercado. Não espere que os clientes procurem seu negócio para salvar-lhe das dívidas ou porque você não agüentava mais o seu chefe. Clientes querem atender seus próprios sonhos, desejos ou necessidades e o seu produto/serviço deve estar apto a isso.
Por isso, se a sua motivação a empreender estiver mais ligada à sua própria necessidade. Páre!
Analise o mercado, conheça quem serão seus concorrentes, fornecedores e principalmente, se existe alguém disposto a comprar aquilo que você pretende vender. Se você não se sente apto a essa análise sozinho, busque informações e procure especialistas. Um erro básico que muitos cometem é conseguir pessoas que apenas torçam pelo sucesso e não que ajudem a enxergar a realidade como ela é. Lembre-se que abrir um negócio pode não ser a “salvação da lavoura”. Hoje paga-se, aproximadamente, 35% de tudo o que se cria em impostos. Os juros são altíssimos. O país é campeão mundial de causas trabalhistas.
Mas então, empreender é um mau negócio?!? De forma alguma!
Empreender é o caminho da diminuição das diferenças sociais, é a opção para a diminuição do emprego com carteira assinada, é um impulso ao progresso.
Mas é preciso que se avalie oportunidades e que os negócios se iniciem à partir de uma demanda. Resista à tentação do “sair fazendo” e planeje a sua entrada nesse novo mundo. Torne-se um empreendedor por oportunidade, um empreendedor que atende à necessidade do cliente e não apenas a sua necessidade de sobrevivência.
Por mais que você necessite de uma solução para os seus problemas com urgência, procure focar nos objetivos do seu negócio e tenha metas de longo. Observar negócios que estão dando certo, é um excelente jeito de aprender, e uma maneira mais garantida para começar.
E não esqueça de responder uma importante pergunta: Qual a inovação que o seu negócio vai trazer em relação aos seus concorrentes? Talvez a chave para o sucesso esteja aí!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo de estréia no Jornal O DIÁRIO DE MOGI
Publicado em 16 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A MARATONA COMEÇOU...


Conforme prometido, no último sábado o artigo publicado no MogiNews foi um compacto de todas as contribuições do meus amigos que através do blog ou por e-mail me encaminharam suas opiniões sobre as olimpíadas 2016.

Sem dúvida alguma, a maratona já começou...

A realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, apenas dois anos depois da Copa, trará oportunidades incríveis para o país e junto a elas uma dose imensa de responsabilidade.
Muitas pessoas ainda discutem os prós e contras desse momento sob o argumento da geração de oportunidades versus a corrupção e os problemas sociais do país. Empregos versus a farra com o dinheiro público ou uso demagógico da conquista. O Brasil, potência olímpica futura versus obras que se tornarão elefantes brancos.
Mas teria um evento esportivo a responsabilidade de resolver as mazelas de um país?
Pensar em esporte é pensar em qualidade de vida, desenvolvimento humano, bem-estar do corpo, da mente e, é claro, de famílias, escolas e comunidades.
Se o problema é o medo de que se repitam os erros cometidos nos jogos pan-americanos, que tal começarmos a fiscalizar já? Certamente bilhões de reais atraem os olhos de muita gente e a população deverá controlar mais de perto, exigir transparência e governança, minimizando tanto os desmandos quanto as incompetências.
Temos que aprender com nossos erros e deixar tudo pronto antes do apito inicial. Espero que nossa paixão pelos esportes nos desperte para a cidadania e participação social.
Essa pode ser a chance de o Brasil reverter sua imagem de “país do carnaval e futebol” e ter sua marca respeitada nas questões de política, segurança e economia. Chegou o momento de deixarmos de ser o “país do futuro” para assumirmos um lugar no presente.
Mas para isso é preciso planejamento e monitoramento sistemático de um plano de ação consistente, com objetivos específicos, mensuráveis e atingíveis para que o jogo não seja decidido apenas no quinto set, quando tudo fica mais dramático.
Às micro e pequenas empresas, fica o conselho para buscar informações, avaliar oportunidades que irão surgir com todo o investimento e EMPREENDER e COOPERAR com os benefícios que o futuro pode trazer para desenvolver o turismo brasileiro, para aumentar as divisas do Brasil, para ampliar a economia, para alavancar negócios, para que novas empresas surjam e gerem mais empregos.
Lembre-se também que as recordações que os turistas levam de um país são muitas vezes intangíveis. Um sorriso, um atendimento cordial ou a resolução de uma situação inusitada. Pouco tem se falado sobre a qualidade dos serviços que serão oferecidos, os quais estão em muitos casos, aquém do que se espera nas questões de hospitalidade e receptividade.
Em seis anos, deveremos preparar o país e não apenas o Rio de Janeiro. A largada já foi dada e após os 400 metros com barreiras, espero comemorar a vitória de um Brasil com maior dinamismo econômico, melhor infra-estrutura e, porque não, auto-estima mais elevada.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 10 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

QUAIS SÃO AS OPORTUNIDADES PRA VOCÊ?


Em um mês em que o SEBRAE comemora o mês do empreendedor, o mundo recebe a confirmação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016!
Muitas pessoas comemoraram durante todo o final de semana, outras verbalizaram os problemas que já conhecemos: “não vai dar certo, vai ser a maior roubalheira, vamos sair dessa sem dinheiro e sem medalhas”.
Confesso que torci muito pelo Rio e que fiquei feliz com o resultado. Afinal, todo país tem problemas e se os nossos estão aí, devemos encará-los de frente. Todo país tem seus defeitos. Se você for a Tóquio, Madrid ou Chicago, verá que lá há tantos defeitos e tanta hipocrisia como no Brasil.
Qualquer evento esportivo não pode ter como intenção a resolução das malezas de um país.
Pensar em esporte é pensar em qualidade de vida, desenvolvimento humano, bem-estar do corpo, da mente e, é claro, de famílias, escolas, comunidades, cidades e até países… mas também significa bilhões de reais que atraem os olhos de muita gente. É um fato!
Se o problema é o medo da corrupção, que tal começarmos a fiscalizar já?!? Grandes eventos trazem grandes responsabilidades e com elas, grande oportunidades. O medo não pode paralisar um povo empreendedor com o nosso!
A realização da Copa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, antes de tudo, irá gerar milhares de empregos e trazer muitos benefícios para as cidades envolvidas.
Na próxima semana, quero escrever o artigo sobre o tema e as oportunidades para micro e pequenas empresas.
Que tal me ajudar?!? É o momento de abrir os olhos e trabalhar, avaliar oportunidades que irão surgir com todo o investimento e EMPREENDER e COOPERAR com o que no futuro pode nos beneficiar e trazer melhorias significativas para a cidade do Rio, para desenvolver o turismo brasileiro, para aumentar as divisas do Brasil no mundo globalizado, para ampliar a economia, para empresários alavancarem seus negócios, para que novas empresas surjam, para que mais emprego seja gerado.
Qual é sua opinião sobre o assunto?!?

PARABÉNS A VOCÊS!!!


Um mês inteiro destinado aos empreendedores... É isso o que estamos vivendo no mês de outubro!
Empreendedorismo, que além de poder ser direcionado para o negócio ou para o social, pode se configurar em outras faces, como no ambiente corporativo ou em políticas de educação, através de um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser desenvolvidos e praticados junto aos sujeitos, de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos ou criar negócios.
Nesse sentido, empreendedor é aquele que frente a uma oportunidade realiza uma ação que agrega valor econômico e social para si e ou para sua comunidade. É aquele que sonha e torna este sonho realidade. É aquele que aprende com seus erros e vê oportunidade onde todos enxergam dificuldade.
Ter um mês inteiro para valorizar pessoas com esse perfil nos dá força para cada vez mais lutar pela inserção e fomento de uma cultura empreendedora que gere protagonismo, que torne a comunidade responsável por suas próprias vidas, que incentive a autonomia, a iniciativa, o compromisso, a liberdade e a solução de problemas reais.
Pessoas empreendedoras deixam a dependência que cria o protetor de lado e extraem de seu próprio potencial o poder de transformação e de contribuição para o desenvolvimento local.
Para isso, é necessária a desestruturação de velhos paradigmas e a criação de uma nova percepção de vida em que a ética e a auto-sustentabilidade sejam atuantes.
Esperamos que no mês de outubro possamos cultivar a cooperação e a inovação.
Cooperação, no sentido de uma relação de ajuda mútua entre indivíduos e/ou entidades, da busca em alcançar objetivos comuns. Tenho certeza que essa é a forma ideal de gestão das interações humanas e também entre as empresas, uma vez que os esforços são somados na busca de melhores resultados, conjuntamente. O problema de uma pequena empresa não é ser pequena, mas sim estar sozinha em um ambiente tão competitivo como o que estamos vivendo.
Queremos quebrar mitos com relação à inovação. Todas as empresas podem inovar! Isso não depende de seu segmento ou tamanho, mas sim de sua capacidade de criar e implementar idéias com sucesso, produzindo melhorias e resultados positivos através da introdução de um novo produto (ou serviço) no mercado, ou da introdução de um novo processo de gestão ou produção.
Dessa forma, a palavra empreendedorismo amplia seu significado, transforma a percepção de empresário para empreendedor, de competição para cooperação e o foco no indivíduo para foco na sociedade, sustentado por outros valores fundamentais para a nossa sociedade: a ética e cidadania, a cultura da cooperação e inovação e a sustentabilidade ambiental.
Empreendedores, em outubro, vivam conosco um mês que é todo seu!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 03 de outubro de 2009
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