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sábado, 2 de fevereiro de 2013

O PAÍS DA CLASSE MÉDIA

"Só um economista imagina que um problema de economia é estritamente econômico."
-- Celso Furtado --


Nas últimas semanas me atrevi a revisar algumas obras de Celso Furtado. Talvez por minha paixão pela Economia Criativa, talvez pela necessidade de manter a mente ativa ou então, simplesmente saudade de boas obras intelectuais. O mais interessante é perceber o quanto tudo parece tão atual. Enquanto falamos na superação do subdesenvolvimento e na construção de um país de classe média, Celso Furtado rejeita a visão que sempre imperou em relação as teorias do desenvolvimento de que a força expansiva do desenvolvimento é dada pela canalização da capacidade da criação tecnológica como caminho para o processo de acumulação. Uau! Isso tudo em semana de Campus Party Brasil. Quando um bando de nerds se une e acredita que juntos poderão salvar o país de todas as suas misérias.

sábado, 26 de janeiro de 2013

NEGÓCIOS COLABORATIVOS

"Considero feliz aquele que quando se fala de êxito busca a resposta em seu trabalho."
(Ralph Waldo Emerson)


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de emprego, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais. 
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, aos poucos vamos trilhando um novo caminho. A construção de uma sociedade fundamentada na valorização das pessoas, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UM NOVO CONCEITO DE LOJA

Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem
exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.
-- Immanuel Kant --


Sempre que alguém me diz (ou leio em algum lugar) que o Brasil já tem mais celulares do que habitantes, fico pensando no impacto geral que isso traz para o varejo e para as comunicações. Em 2011, chegamos à marca de 1,14 celulares por habitante segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E, a tendência é que esse percentual continue a crescer; afinal, o povo quer falar cada mais e também acessar redes sociais, responder e-mails, ler as principais notícias, realizar transações bancárias, entre outras coisas, numa velocidade cada vez maior.
Nesse cenário, o varejo vem descobrindo um novo jeito de servir e de atender às necessidades do cliente. Não há mais espaço para o modelo tradicional de venda com um vendedor passivo atrás do balcão para esperar o pedido do cliente e, só então, mostrar as opções de mercadorias. Talvez, o advento da tecnologia tenha sido a razão pela qual as empresas de telefonia tenham sido uma das primeiras a incorporar o modelo de loja-conceito, mas seja qual for a razão é cada vez mais forte a necessidade de um novo olhar para o atendimento ao cliente.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

INTANGÍVEL PODEROSO

“Aquilo que é impenetrável para nós existe de fato.
Por trás dos segredos da natureza há algo sutil, intangível e inexplicável.
A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião.”
-- Albert Einstein --


Uma das maiores (ou seria melhores?) competências atribuídas a Steve Jobs diz respeito a sua capacidade de transformar criatividade em inovação. Embora aparentemente intangível e abstrato, esse conceito materializado pode se transformar no principal diferencial competitivo da sua pequena empresa.
Não seria novidade afirmar que a competitividade de seu produto ou serviço está diretamente relacionada à capacidade que sua própria empresa possui para se reinventar, ousar e atender os desejos de seus clientes. Para isso, não basta uma boa estratégia ou um detalhado plano de negócios. Você precisa ir além...
É preciso transformar a habilidade criativa natural ao ser humano em ativo econômico e recurso para o desenvolvimento e aprimoramento da sua gestão – da porta para dentro da empresa e também da porta para fora.

sábado, 21 de abril de 2012

AVENIDA BRASIL

40 milhões de brasileiros chegaram a classe média na última década e apenas em 2011, movimentaram R$ 1 trilhão na economia brasileira. Hoje, a chamada classe C já consome quase metade do que é vendido em alimentos e bebidas no país e possui metade dos cartões de crédito em operação, e mesmo se pensarmos nas complicações que o endividamento possa vir a ter no futuro, essa curva é ascendente e sem volta.
Por isso, o tema foi um dos destaques no Seminário Internacional de Pequenos Negócios promovido pelo SEBRAE. (Já falei do seminário aqui no Lounge Empreendedor).
Analisar o comportamento destas pessoas e identificar fatores que favoreçam sua ascensão social e interfiram diretamente o desenvolvimento do país é ponto chave para o aumento da competitividade dos negócios atuais e para o fomento ao empreendedorismo.
Vamos começar entendendo o que é fazer parte desta nova classe média.

sábado, 10 de março de 2012

GALINHA DOS OVOS DE OURO

Economia criativa tem sido um tema recorrente em vários encontros com lideranças e empreendedores nacionais. Aqui mesmo no Lounge Empreendedor, já falamos sobre o assunto algumas vezes e quanto mais me vejo refletindo sobre o tema, mais me envolvo e me apaixono, como nesta semana quando estive com uma turma muito legal da Rede de Economia Criativa. (Aliás, aguardem novidades deste grupo nos próximos meses, viu?!?)
Mais do que um modismo, a chamada "Economia Criativa" é, segundo tendências mundiais, o grande motor do desenvolvimento no século XXI. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que este é um setor que já movimenta 10% do PIB mundial e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNCTAD) divulgou que, entre 2000 e 2005, os produtos e serviços criativos mundiais cresceram a uma taxa média anual de 8,7%, o que significa duas vezes mais do que manufaturas e quatro vezes mais do que a indústria.
Ou seja: não dá mais para fechar os olhos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ECONOMIA CRIATIVA E CARNAVAL


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval promete esquentar cada mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Me incomodo bastante quando ouço afirmações que olham para o carnaval apenas como economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso!
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GESTÃO ESTRATÉGICA PARA A SUSTENTABILIDADE


O que a Vale do Rio Doce, a PROMON, a Caixa Economica Federal e a sua pequena empresa podem ter em comum?!?
Muito simples: a certeza de que nenhuma empresa é uma organização isolada e que os aspectos da responsabilidade social empresarial e da sustentabilidade necessitam ser urgentemente incorporados em suas estratégias de negócio.
Várias vezes já escrevi no Lounge Empreendedor sobre a construção de uma nova economia  (olha só o link para alguns destes posts). Pequenos negócios podem (e devem) gerar lucro, mas também podem contribuir para um mundo mais verde, includente e responsável. A vivência genuína daquilo que chamamos de "desenvolvimento sustentável" requer uma nova cultura que inclua a ética no centro das relações e a incorporação das práticas de sustentabilidade na gestão dos negócios.
Pode parecer complicado, mas não é.

domingo, 16 de outubro de 2011

HORÁRIO DE VERÃO


Começou à meia-noite de hoje a maior temporada de horário de verão desde 1985, com previsão de 133 dias. Durante esse período, os relógios devem ser adiantados em 1 hora em 10 Estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia e do Distrito Federal.
Neste ano, o período será longo porque, quando há coincidência entre o dia previsto para o término do horário de verão e o domingo de carnaval, o encerramento deve ser no fim de semana seguinte. No caso, dia 26 de fevereiro de 2012. O objetivo é evitar que, no meio da folia, a população se esqueça de ajustar os relógios e aí, já viu... Imagine a bagunça!
O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em 1784, por Benjamin Franklin, um dos homens mais influentes da história política e científica dos Estados Unidos. Partindo da observação de que, durante parte do ano, nos meses de verão, o sol nascia antes que a maioria das pessoas se levantasse, ele concluiu que, se os relógios fossem adiantados, a luz do dia poderia ser mais bem aproveitada.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

IMPOSTOS E SEU FLUXO DE CAIXA


Mais de 40% das indústrias do país tem o fluxo de caixa afetado porque pagam impostos antes de receberem pelas vendas. Sim. Pagam ao governo antes de receberem de seus clientes!
Para 41,1% das empresas, o prazo médio de recebimento das vendas é superior a 45 dias, enquanto que o de pagamento dos tributos que mais afetam o fluxo de caixa, como as contribuições previdenciárias, o PIS e a Cofins, é de, no máximo, 40 dias. As informações são da consulta empresarial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (29).
Segundo a pesquisa, feita entre 20 e 28 de junho com 594 empresas, os empresários brasileiros têm um alto custo financeiro para cumprir com suas obrigações tributárias. (Dado que não é nenhuma surpresa para quem vive a realidade das micro e pequenas empresas.) Conforme 60,3% dos empresários, os impostos pagos consomem mais de 20% do faturamento. “Os tributos têm um peso grande sobre o faturamento. Isso reforça a importância do governo recolhê-los, no mínimo, no mesmo prazo que as indústrias recebem pelas vendas”, destaca o economista da CNI, Mário Sérgio Carraro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

FATURAMENTO DAS PEQUENAS EMPRESAS



O Sebrae-SP divulgou hoje sua pesquisa sobre os Indicadores de Conjuntura, referente a abril de 2011, com resultados do faturamento das MPEs paulistas nos principais setores da economia.
O resultado do estudo indica que depois de 18 meses de crescimento contínuo, as micro e pequenas empresas apresentaram queda em seu faturamento real. O dado foi revelado a partir de pesquisa realizada com 2,7 mil empresários, representantes do total de 1,3 milhão de micro e pequenas empresas. Em todo o Estado, as MPEs registraram queda de 1,5% na receita total em relação a abril de 2010. As previsões de inflação e aumento nas taxas de juros ajudam a acender o alerta para os próximos meses.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ETANOL OU GASOLINA


O controle e uso de fontes de energia sempre teve caráter estratégico para as nações do planeta, porém na medida em que os avanços tecnológicos foram permitindo que o capital se reproduzisse e fosse acumulado em escalas cada vez maiores, a importância da soberania energética ascendeu a escalas e velocidades astronômicas.
Em nome dos interesses dos capitais, a busca por energia já aniquilou povos, nações e destruiu partes significativas tanto do meio ambiente biológico (fauna e flora) quanto físico (solo, água, ar e luz solar). A partir da segunda metade do século XX a leitura sobre os efeitos da ação humana sobre o planeta fez soar o alarme de que a própria continuidade da vida poderia estar em risco caso não se buscassem novos paradigmas de desenvolvimento.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DOING BUSINESS


O projeto Doing Business fornece medidas objetivas das regulamentações aplicáveis às empresas e seu cumprimento em 183 economias e cidades selecionadas no nível subnacional e regional.
Lançado em 2002, examina pequenas e médias empresas nacionais e analisa as regulamentações aplicadas a elas durante seu ciclo de vida. O projeto Doing Business e o modelo de custo padrão são apenas ferramentas usadas em uma ampla série de jurisdições para medir o impacto da criação de regulamentações pelo governo sobre a atividade empresarial.
Ao reunir e analisar dados quantitativos abrangentes para comparar ambientes regulatórios de empresas em várias economias ao longo do tempo, o Doing Business encoraja os países a competir para alcançar uma regulamentação mais eficiente; oferece padrões de referência de reforma mensuráveis; e serve como recurso para acadêmicos, jornalistas, pesquisadores do setor privado e outros interessados no clima empresarial de cada país.
Além disso, o Doing Business oferece relatórios subnacionais detalhados, que cobrem exaustivamente a regulamentação e reformas de empresas em diferentes cidades e regiões de uma nação. Esses relatórios fornecem dados sobre a facilidade de se fazer negócios, classifica cada local e recomenda reformas para melhorar o desempenho em cada uma das áreas de indicadores. As cidades selecionadas podem comparar as regulamentações de suas empresas com as de outras cidades no país ou região e com as 183 economias que o Doing Business classificou.
O primeiro relatório Doing Business, publicado em 2003, cobriu 5 conjuntos de indicadores em 133 economias. O relatório de 2010 cobriu 10 conjuntos de indicadores em 183 economias. O projeto se beneficiou com os comentários de governos, acadêmicos, profissionais e revisores. A meta inicial permanece: fornecer uma base objetiva para o entendimento e a melhoria do ambiente de regulamentação de empresas no mundo inteiro.

Doing Business 2011: Fazendo a diferença para os empresários

No ano passado, os governos de 117 economias introduziram 216 reformas normativas destinadas a tornar mais fácil abrir e operar um negócio, fortalecer a transparência e os direitos de propriedade, bem como melhorar a eficiência da solução de controvérsias comerciais e procedimentos de falência.
Essa é uma conclusão do Doing Business 2011: Making a Difference for Entrepreneurs (Fazendo a diferença para os empresários), o oitavo de uma série de relatórios anuais publicados pelo IFC e pelo Banco Mundial. O relatório classifica 183 economias em aspectos-chave da regulamentação de negócios aplicáveis às firmas domésticas.
Em âmbito global, continua a ser mais fácil fazer negócios nas economias de alta renda da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e mais difícil nas da África Subsaariana e no Sul da Ásia. Mas as economias em desenvolvimento estão cada vez mais ativas. No ano passado 66% reformaram a regulamentação de negócios, um aumento de 34% com relação a seis anos atrás.
Nos últimos cinco anos, cerca de 85% das economias do mundo tornaram mais fácil a operação das firmas locais por meio de 1.511 melhorias nas regulamentações de negócios. O Doing Business 2011 lançou uma nova medição que mostra como a regulamentação de negócios mudou em 174 economias desde 2005. A China e a Índia estão entre as 40 principais economias que mais melhoraram. Entre as 30 principais economias que mais melhoraram, um terço são da África Subsaariana.
Ainda em âmbito mundial, mais da metade das modificações normativas registradas no último ano facilitaram a abertura de empresas, o comércio e o pagamento de impostos. Muitas das melhorias incluem novas tecnologias. “A nova tecnologia apoia as melhores práticas normativas no mundo inteiro”, afirmou Janamitra Devan, Vice-Presidente de Desenvolvimento dos Setores Financeiro e Privado do Grupo do Banco Mundial. “A tecnologia torna o cumprimento de normas mais fácil, menos custoso e mais transparente.”
Pelo quinto ano consecutivo Cingapura lidera na facilidade de se fazer negócios, seguida de Hong Kong SAR China, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. Entre as 25 principais economias, 18 tornaram mais fácil fazer negócios no ano passado.
“Governos no mundo inteiro têm constantemente tomado medidas para fortalecer empresários locais,” afirmou Neil Gregory, Diretor Interino, Indicadores Globais e Análise, Grupo do Banco Mundial. "As economias mais afetadas pela crise financeira – especialmente no Leste Europeu – vêm adotando reformas normativas para tornar mais fácil às pequenas e médias empresas a recuperação e criação de empregos."
No ano passado o Cazaquistão foi o país que mais melhorou a regulamentação de negócios para os empresariais locais. A lista deste ano das 10 economias que mais melhoraram também inclui três da África Subsaariana: Ruanda (reformador constante da regulamentação de negócios), Cabo Verde e Zâmbia – bem como o Peru, Vietnã, Tadjiquistão, Hungria, Grenada e Brunei Darussalam

Os estudos completos estão disponíveis no Slideshare.

domingo, 17 de outubro de 2010

ECONOMIA SUBTERRÂNEA


Uma semana especial com orientações sobre a formalização de Microempreendedores Individuais (MEI) está sendo preparada pelo SEBRAE em todo o país. A idéia é ampliar o conhecimento de toda a população a respeito dessa nova condição jurídica-empresarial que permite o pagamento simplificado de impostos e a facilidade em formalizar pequenos negócios.
Mesmo com muita evolução no ambiente empresarial nos últimos anos, ainda são altos os números de pessoas que, atuando na informalidade, contribuem para o desenvolvimento do nosso país. Um estudo publicado pelo Instituto de Economia da FGV mostra que a economia subterrânea do Brasil, conhecida como economia informal, representou 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Quanto isso representa?
O equivalente a R$ 578,4 bilhões ou algo muito próximo ao PIB da Argentina.
Manter patamares tão altos de recursos na informalidade reduz nossa capacidade de geração de tributos que poderiam ser reinvestidos em nossas próprias regiões bem como de investimentos privados. Com o impacto da concorrência desleal, muitas empresas formalizadas não encontram incentivos para ampliar suas atividades e não conseguem firmar boas relações comerciais locais. Afinal, como comprar de um fornecedor local se não há garantias desses negócios?
Atuar para a redução da economia informal é fundamental para expandir a formação do capital do nosso País, gerar empregos, melhorar a renda da população e garantir cidadania empresarial àqueles que contribuem muito para a economia local.
A criação do MEI como uma nova categoria para formalização de pequenos negócios tem o objetivo de melhorar a vida de quem trabalha por conta própria à frente de um empreendimento de pequeno porte ou dos trabalhadores informais.
Mais de 600 mil empresários brasileiros já formalizaram seus empreendimentos através dessa nova condição e sabemos que ainda existem muitos que podem utilizar esse recurso para ter acesso à proteção previdenciária, com os benefícios de aposentadoria, salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte para a família.
Além, é claro, da obtenção do CNPJ e da possibilidade de ampliar a quantidade de clientes, de crédito e de negócios a partir da formalização.
A redução da economia subterrânea indica uma evolução do nível de desenvolvimento da economia e da maturidade de nosso país. Há espaço para todos.
É preciso ampliar o conhecimento de toda a comunidade empresarial sobre seus direitos e deveres, acompanhar a regulamentação da Lei Geral Municipal em todos os municípios paulistas e desenvolver subsídios para que trabalhadores honestos possam ter participação mais efetiva na economia, como o que acontece em Mogi das Cruzes.
Se quiser entender um pouco mais sobre a figura do Microempreendedores Individual, acesse o  Portal do Empreendedor ou visite qualquer unidade do SEBRAE na próxima semana.
Fazendo uma analogia, lembre-se que dizer que teve um tratamento de rei na casa do seu amigo, não significa que tenha se transformado em rei. Simplesmente, foi tratado assim, mas, nem por isso, passará a ser rei.
Assim são também os microempreendedores Individuais: para que sejam “reis” de verdade, além do CNPJ, será preciso dedicação, planejamento e persistência para que vejam seus negócios brilhar! 




 ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
16 de outubro de 2010 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FORMALIZAÇÃO EM ALTA


Sem pagar elevadas tributações e com benefícios previdenciários! Sim, já é possível se formalizar nessas condições.
E, é dessa forma que o trabalhador independente ou autônomo pode se planejar para o futuro. Pensar na aposentadoria, estar legalizado e podendo usufruir de benefícios da previdência social como o auxílio-doença.
Desde julho de 2009 profissionais de categorias como cabeleireiro, encanador, eletricista, instrutor de informática, fotógrafo, digitador entre muitos outros podem optar pelo MEI (microempreendedor individual).
A nova forma de tributação e legalização de empreendimentos está vigente há um ano e já beneficia muitos trabalhadores incluindo os freelancers que trabalham em casa.
Segundo recente pesquisa realizada pelo Comunica Geral, plataforma de negócios freelancer na Internet, 28,4% dos 495 profissionais freelancer pesquisados, já estão inscritos na nova modalidade de legalização do empreendimento, o MEI. O dado representa quase 1/3 do universo pesquisado perdendo somente para o percentual de trabalhadores com registro em carteira, com 31,3%. Isso demonstra que o trabalhador aprovou a lei e que a formalização está em alta.
Só no Alto Tietê, dados do IBGE apurados pelo SEBRAE-SP apontam que existe um potencial de 92.812 pessoas aptas a se regulamentar através dessa lei. Sim, quase cem mil pessoas podem passar a ter sua cidadania empresarial, mas apenas pouco mais de 10% já realizaram sua opção (1.546 pessoas).
Falta aos próprios municípios disseminarem essa nova forma de legalização e desburocratização de negócios. Apenas Mogi das Cruzes, Poá, Itaquaquecetuba e Salesópolis já têm a Lei Geral Municipal regulamentada, propiciando ambiente para ações como a Sala do Empreendedor ou Sala do MEI
Outros importantes benefícios que a nova figura jurídica oportuniza é obtenção de crédito, financiamento para capital de giro, aumento das vendas e do lucro. Nada mal para que aqueles que durante muito tempo viveram à margem dos direitos empresariais, não é?
Considera-se MEI, o empreendedor que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36.000,00 e que seja optante pelo Simples Nacional. O governo já discute um Projeto de Lei Complementar que amplia o teto do Empreendedor Individual para R$ 48 mil. Esse mesmo empreendedor quando inscrito como MEI pagará mensalmente 11% do salário mínimo para ter os direitos da Previdência Social, como auxílio-doença e aposentadoria por idade, por exemplo. A formalização é feita pela internet no endereço http://www.portaldoempreendedor.gov.br/

ANA  MARIA MAGNI COELHO
Coluna publicada em O Diário Empresarial
12 de agosto de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SAMBA NA ECONOMIA


O brasileiro é realmente um privilegiado em termos de festividades, pois logo após as festas de final de ano vem o Carnaval, uma das maiores festas brasileiras e que já faz parte da cultura nacional.
Tendo como "comissão de frente" a eterna alegria do nosso povo, o evento pode ser considerado um legítimo abre-alas da indústria do turismo e deve ser lembrado por outro importante quesito: o empreendedorismo que envolve seus organizadores.
Uma verdadeira rede de negócios está estruturada em paralelo à folia, com um mercado de bens e serviços difícil de ser quantificado pelos que sonham em descobrir o volume real de dinheiro movimentado nos dias de festa.
O gigantismo é um atestado inegável do sucesso, que só é possível graças a muita competência e capacidade empreendedora de todos os envolvidos, temperadas com uma boa dose de ousadia, criatividade e inovação que transformam sonhos do papel em realidade.
Ao longo do ano, são realizadas várias reuniões para definir enredo, contratações (muitas a peso de ouro) de carnavalescos e técnicos, horas dedicadas ao desenho das alegorias e adereços, definição de alas, carros alegóricos e componentes. Além de muita análise dos resultados do desfile e das notas atribuídas a cada um dos quesitos no ano anterior.
Consegue perceber a semelhança desse agito com o mundo coorporativo? Análises comparativas, estudos preliminares, contratações, planejamento. Pois é, as escolas de samba são representantes de uma grande indústria, a indústria da alegria!
E como indústrias, algumas escolas já perceberam a necessidade da profissionalização de seus processos de gestão, da melhoria da qualidade de seu atendimento e das possibilidades de ampliar suas oportunidades de negócios e criar alternativas empreendedoras de geração de renda.
Carnaval, turismo e negócios são destaques de um mesmo carro alegórico onde eficiência e eficácia, receitas e custos, controle e qualidade são atributos de um desfile que deve atender ao deslumbramento de turistas, aos interesses públicos para arrecadação de impostos e taxas, aos interesses privados de rentabilidade e marketing e aos interesses institucionais das escolas de samba, que devem preservar e resguardar a euforia dos passistas, a tradição do grêmio e a glória de sua instituição.
Nesse carnaval, você que é empreendedor, preste atenção às valiosas lições desse espetáculo de alegria e sucesso!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
12 de fevereiro de 2010
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