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sábado, 23 de março de 2013

AMOR SEM COBRANÇA


O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família e existe um imenso mercado voltado para eles, quase como se fossem crianças. Certamente, estamos vivendo uma época de enorme atenção em relação aos animais quando sujeitos, cada mais individualistas, encontram nos bichos excelentes companhias. Houve, de certa forma, uma humanização dos animais.
Não é raro encontrar pessoas cada vez mais satisfeitas com a convivência com seus bichos - e até casais que preferem criar um animal a ter um filho. O amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança e é sempre divertido. Está tão em alta porque é um amor que gratifica e quase não exige. As pessoas percebem mais reciprocidade do que nos relacionamentos convencionais, onde se sentem constantemente cobradas e criticadas. Afinal, não há gatinho que pergunte “por onde você andou até agora?” ou cachorro que reclame do futebol ou da internet até altas horas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

DE VOLTA À ROTINA

A verdadeira viagem não está em sair à procura de novas paisagens, 
mas em possuir novos olhos.
-- Marcel Proust --


Para muitos profissionais, esta é a semana de volta à rotina. Por melhor que tenha sido o período de descanso quem retorna ao trabalho precisa de alguns dias para se adaptar, para (re)programar a execução de suas atividades, retomar a rotina e recuperar o ânimo. Dizem que o prazo de adaptação é de 15 dias e por isso, não tente acelerar o processo, pois você pode atrapalhar seu próprio rendimento.
Que as férias servem para que possamos descansar e recuperar as energias todos sabem, o que poucos têm em mente, no entanto, é que retornar ao trabalho não costuma ser tão fácil assim. Além de encarar o fato de estar fora do ritmo, normalmente logo nos primeiros dias já precisamos nos deparar com uma infinidade de e-mails na caixa de entrada, atender telefonemas e ainda checar demandas internas e externas que há tempos aguardam uma resolução.
Mas será possível fazer tudo isso em apenas 8 horas de trabalho? Obviamente, não. Por isso, antes de retornar às suas atividades, qualquer profissional precisa se conscientizar que sua adaptação à rotina acontecerá num prazo de 15 dias.

sábado, 9 de junho de 2012

CURTINDO A VIAGEM

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"
Mario Quintana


Costumo dizer que alegria de qualquer blogueiro é ter muitos comentários para moderar e responder (ainda que dê trabalho, duvido que exista um único blogueiro sequer que não se alegre com a participação de várias pessoas em seus textos... Nossa!!! Lembrei do Ale Rocha, amigo e principal incentivador do Lounge Empreendedor). Alguns destes comentários - inesperados, surpreendentes e carinhosos, mexem verdadeiramente comigo ao me fazer revisitar textos antigos aqui do Lounge Empreendedor.
Por mais que a proposta do blog seja falar sobre vários aspectos de gestão, liderança e competitividade das pequenas empresas, existem muitos textos com uma abordagem comportamental sobre o que é ser empreendedor (se você não conhece o Lounge, estou aqui apresentando-o a você!).  Textos que continuam com total sinergia com sentimentos e emoções que trago comigo.  Essa semana foi assim: me vi novamente encantada pela simplicidade de novos (e dos "velhos") momentos da vida empreendedora!
Por isso, reeditei um texto de anos atrás... Espero que faça sentido pra vocês também ;-)

quinta-feira, 22 de março de 2012

DEMITA COM RESPONSABILIDADE

 

NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO


Avaliações de desempenho, redução de custos, reinvenção, reestruturação, mudança organizacional, fusão e aquisição, privatização... Seja por causa da globalização, da crise ou do “bom humor do chefe”, processos como esses têm sido cada vez mais comuns no mundo corporativo e uma de suas consequências diretas implicam em um único caminho: demissão -  o processo mais temido de líderes e liderados.
Como a proposta do Lounge Empreendedor é auxiliar empreendedores e líderes na tarefa diária da gestão de suas organizações decidi abordar um lado dessa moeda... Ser demitido não é legal, mas por experiência própria, garanto que demitir também não é uma tarefa fácil. O único jeito é se preparar e encarar o momento com responsabilidade e da forma mais humana possível.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EMPATIA E COMUNICAÇÃO


Vários acontecimentos dos últimos dias têm me feito refletir demais sobre o comportamento e as relações entre as pessoas. É claro, que tais reflexões inevitavelmente viriam para o Lounge Empreendedor... Você saberia me dizer como mensurar o real valor de um gesto, uma atitude, de uma palavra, de uma escrita ou de um olhar? Será que existiria uma maneira para captarmos, desprovidos de interesses próprios, o verdadeiro sentimento das expressões que emanam de quem se comunica conosco?
Ah... o universo das relações humanas! Quantas incógnitas permeiam nossa busca para uma real interpretação das mais variadas formas de interlocução inter (e intra) pessoais.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ETIQUETA E ELEGÂNCIA


Qual é a diferença entre etiqueta, comportamento social e elegância? Recentente, me vi num debate entre amigos sobre o tema e percebi que cada um de nós pode descobrir inúmeras respostas para a pergunta. Umas corretas, outras nem tanto.
Justamente por isso resolvi abordar o assunto aqui no Lounge Empreendedor e caso você tenha algum preconceito, esse pode ser o principal indício de que você necessita dar mais atenção a ele.
No meu parco conhecimento e depois de acompanhar muitos eventos empresariais, ouso dizer que ter etiqueta é respeitar o conjunto das regras que norteiam os códigos comportamentais. Cada povo, cada cultura, cada época e, muitas vezes, cada empresa tem seus próprios códigos a serem considerados em seus relacionamentos. Comportamento social, por sua vez, é o “modo pelo qual uma pessoa se conduz em face do meio social” (Donald Pierson). Significa entender (e se apropriar deste entendimento) que cada ambiente exige de nós uma forma de agir, falar e se vestir adequadas à determinadas situações e códigos.

sábado, 3 de setembro de 2011

LIDERANÇA EM DEBATE - PARE DE EMPURRAR!

Quando uma empresa quer garantir o futuro de seu negócio, tem o desafio de despertar o apoio incondicional dos que terão de transformar a estratégia em ações concretas: os funcionários. De fato, poucas metas são atingidas se os encarregados por elas não estiverem comprometidos de “corpo e alma". Como chegar a esse compromisso? A resposta é simples: desenvolva uma liderança "inspiradora". 
Menos simples, no entanto, é identificar os segredos para liderar com eficácia, porque, embora todos os especialistas no assunto concordem que para isso é necessário visão, coragem, energia e autoridade há outras qualidades não tão óbvias que distinguem os grandes líderes.
Robert Goffee e Gareth Jones, sócios da empresa de consultoria Creative Management, afirmam que verdadeiros líderes têm quatro características aparentemente inesperadas frente aos “superpoderes” que alguns esperam ver nas pessoas que chegam à liderança nas empresas.

sábado, 6 de agosto de 2011

LIDERANÇA EM DEBATE - ADMINISTRE AS DIFERENÇAS


Equipes constituídas por pessoas com perfis, gênero, idade e experiências distintas são um excelente fator para a melhoria da competitividade dos negócios. Lindo! Mas como líder, você já parou para analisar como administrar essas diferenças para obter melhores resultados para sua empresa?
Hoje em dia, não basta contratar talentos; é preciso fazê-los atuar em sinergia. Sinergismo é um conceito utilizado em diferentes contextos (religião, economia, química, informática), mas nas relações humanas, sinergia envolve a capacidade que as pessoas têm para ampliar seu nível de cooperação, colaboração e ampliação do capital social.
Por isso, buscar profissionais cujas características pessoais incluam a facilidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em grupo pode facilitar muito o pleno exercício da liderança. Afinal, por mais complementares que as pessoas sejam, sempre haverá momentos em que as opiniões serão divergentes e tais competências podem fazer toda a diferença.
Imagine uma empresa em que várias gerações dividam o mesmo espaço e objetivos. Haveria um único caminho capaz de atender suas expectativas?

sábado, 9 de julho de 2011

NÃO ESTAMOS EM CASA


Sejamos sinceros: quem não gosta de cantarolar de vez em quando? E assoviar aquela música que não sai da cabeça? Estão aí, atitudes que, muitas vezes, fazemos sem perceber. E como não falar sobre as canetas que têm aquele botãozinho em cima, que dá para ficar apertando e desapertando continuadamente? Seja tique nervoso, válvula de escape ou produto do nosso inconsciente, atitudes como essas devem ser deixadas em casa, todos os dias, ao irmos para o trabalho.
Ocorre que ambiente corporativo não pode ser confundido com o “lar doce lar”, onde tudo podemos sem delongas e com poucas regras. Além de demonstrar falta de educação, sibilar, cantar, ouvir música, rir e falar alto atrapalham o colega ao lado e, conseqüentemente, o rendimento da empresa.
Devemos levar em consideração, ainda, que o local onde atuamos como profissionais (é como queremos ser reconhecidos, não?) deve ser neutro ao máximo. Mesmo reunindo diversos tipos de pessoas, com as mais variadas crenças, credos, culturas, gostos, opiniões, etnias e condição social, esse ambiente não pode lembrar (nem de longe) as características da "casa da Mãe Joana". Passamos no trabalho oito horas ou mais por dia, então, a paz precisa reinar para que o ofício não se torne penoso e questionável.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PSICOPATAS NO TRABALHO



Participo regularmente do programa Radar Noticioso da minha amiga Marilei Schiavi na Rádio Metropolitana AM 1070 em Mogi das Cruzes. Os encontros acontecem sempre às terças feiras e me dão a chance de falar sobre educação, empreendedorismo, comportamento humano, sustentabilidade e redes sociais. Temas que me sinto bem à vontade e que normalmente me fazem também aprender bastante.
Renata Plaza Teixeira
Há algumas semanas, um encontro que contou com a presença da psicóloga Renata Plaza Teixeira me despertou para estudos sobre novos comportamentos que hoje encontramos nas empresas, clubes, escolas e até entre nossos melhores amigos.
“Saímos de uma geração de neuróticos para uma geração de psicopatas!”, foi o que Renata nos ensinou.
Bullying, assédio moral, regras violadas de acordo com a conveniência, distorções da realidade... As conseqüências estão aí!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

GOSTARIA DE SABER ANTES DE NASCER

Na última semana, recebi um e-mail de um leitor do jornal Diário de Mogi elogiando os textos da série "Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo" e trazendo um reflexão deliciosa atribuída a Nélio da Silva.
O texto fala sobre as principais coisas que as pessoas poderiam saber antes de serem jogadas tão repentinamente nesse mundo. É claro que a vida perderia parte da sua graça se todas as lições estivessem em um manual de sobrevivência, mas achei o texto bem gostoso e concordo com grande parte das "coisas" que eu gostaria de nascer sabendo...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ENIGMA DO ENCANTO


Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si. Os olhos brilham, o coração se enche de vigor e o corpo estremece. Já quem mora de frente para a praia esquece a maresia, o cheiro e a força dessa maravilha. Olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada...
Depois de meses planejando uma viagem, quando um turista desce no aeroporto de uma cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV, quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar e reviver essa emoção.  Mesma emoção que passa despercebida por quem mora no mesmo lugar e muitas vezes até quer se mudar pelo incômodo que os turistas causam à sua rotina.
Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistá-la. Faz coisas que parecem ridículas, contém seus próprios vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas. Depois de algum tempo da conquista, o comportamento se dissipa e a pessoa se transforma: já não beija mais como antes, não leva flores nem bombons, esquece-se até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que um dia existiu.
Mas por que o sonho torna-se tão efêmero? Por que a conquista deixa de ter valor?
Uma das causas mais prováveis é porque, normalmente, desejamos apenas o cume da montanha ou a onda mais vigorosa. Esquecemos o bom viver, tornamos a vida uma eterna busca de expectativas irreais, uma procura ansiosa e constante daquilo que pode ser apenas um ideal. Deixamos de curtir a estrada e seus contornos para nos encantar com o fim da viagem.
Por isso, antes de comer uma comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, prove cada cor, cada sabor e coma devagar.
Antes de terminar um relacionamento, examine a si mesmo. Será que o aquilo você cobra no outro, você oferece na mesma medida? 
Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente e pelas pessoas?
O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.
Faça seu coração vibrar diariamente e deixe-se levar pela emoção todos os dias. Descubra o novo no velho e faça de cada dia uma novidade repleta de detalhes amorosos do seu ser. Valorize a simplicidade das pequenas coisas. Visualize as situações por todos os ângulos possíveis.
A vida fica muito mais leve quando aprendermos a dar valor aquilo que está ao alcance!

ANA MARIA MAGNI COELHO

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

GRATIDÃO SEM VERGONHA

Gratidão pode parecer um tema suave ou até mesmo óbvio para sua leitura em um blog cujo tema é empreendedorismo. Talvez você esteja à procura de uma nova lição de liderança ou uma diferente abordagem sobre marketing e vendas. Entretanto, mesmo quando falamos em gestão de empresas é preciso resgatar valores essenciais como amizade, gratidão, lealdade e respeito. Esse é o real sentido do "jogo da vida"!
A necessidade das pessoas em valorizar apenas o patrimônio, a posição profissional ou social faz com que muitos percam o sentido real de suas conquistas. Já escutei inúmeras vezes que no ambiente competitivo das organizações há muito mais pessoas ingratas do que gratas. Talvez seja verdade. E justamente por isso, a gratidão tem poderes incríveis para quem a pratica.

sábado, 11 de setembro de 2010

ASSERTIVIDADE

Não consegue dizer o que pensa? Costuma fazer trabalhos que são dos outros ou diz “sim” quando gostaria de dizer “não”? É provável que necessite desenvolver um comportamento fundamental: assertividade.
Uma habilidade nobre e rara, que além de economizar tempo, faz com que você conquiste respeito e credibilidade.
Segundo o dicionário Houaiss, ser assertivo é "declarar algo, positivo ou negativo, do qual assume inteira validade com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente".
Alguns executivos, entretanto, acham que ser assertivo é sinônimo de grosseria, petulância e autoritarismo. Exageram na dose de autoconfiança e, não raro, partem para o ataque verbal quando são contrariados. Outros preferem adotar uma postura submissa e não defendem idéias porque têm medo de criar atritos.
A linha que separa uma postura passiva, assertiva ou agressiva é muito tênue. Por isso, nem sempre elas são adotadas corretamente.
O comportamento assertivo envolve a expressão direta das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, você experimente ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor.
Em outras palavras, é defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros. Assertividade é uma escolha que envolve você e o outro!
Por isso, ser assertivo não significa ter o mesmo comportamento com 100% das pessoas em 100% das situações.
Comportar-se de forma assertiva depende da pessoa a quem esse comportamento se dirige (chefes, pais, professores, amigos, crianças) e da situação em que você se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos ou negativos, comunicados, mudanças).
Entre o comportamento autoritário, que produz o desrespeito às pessoas com quem se convive, e o comportamento passivo, que não manifesta o que se pensa e aceita a invasão e a anulação pessoal, escolha o caminho da assertividade. Dessa forma, você contribui para o estreitamento das relações de trabalho, reduz o estresse, melhora a auto-estima e aumenta as chances de sucesso da empresa. O que não podemos aceitar em um mercado cada vez mais competitivo é a adoção de atitudes extremas e desumanas.
Por isso, planeje seus pensamentos, posicione-se corretamente, desenvolva a percepção sobre a melhor hora e linguagem para se expressar, não responda “sim” para manter o clima de paz, esteja preparado para as possíveis críticas e mantenha o autocontrole.
Além disso, evite falar de forma negativa. Críticas ácidas ou deboches podem ser um pecado mortal.
Use a assertividade para expandir sua inteligência emocional e desenvolver relações mais autênticas, harmoniosas e prazerosas. E não esqueça: para ser assertivo é preciso ser empático. Pense nisto!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
11 de setembro de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

APROVEITE OS CONFLITOS

Passamos nossas vidas enfrentando conflitos. De brigas no jardim da infância por causa de um brinquedo até discussões sobre as roupas que nossos filhos querem usar ou o sabor da pizza que escolhemos para o jantar.
Conflito é o processo que se inicia no momento em que percebemos que alguma decisão afetou ou está prestes a afetar negativamente algo que damos importância. E quanto mais importância dermos a esse fato, mais intenso será o conflito.
No trabalho, colegas briguentos, clientes irritados ou chefes que dão broncas sem sentido são o suficiente para nos convencer que temos que aprender a enfrentar conflitos. Qual é a maneira mais correta?
Quando permitimos que os conflitos eclodam de forma negativa, eles podem minimizar a produtividade e prejudicar os relacionamentos das equipes. Contudo, em uma visão mais ampla, conflitos têm muitas funções positivas, pois podem ajudar a resolver problemas de uma forma mais criativa e a pesar nossas próprias convicções e argumentos. Conflitos resolvidos de forma positiva previnem a estagnação decorrente do equilíbrio constante da concordância, estimulam o interesse e a curiosidade pelo desafio, descobrem problemas e demandas à sua resolução.
Seja qual for o tipo de conflito em que nos envolvemos (metas, julgamentos ou normas) tendemos a reagir de maneira igual: assumindo uma posição que defina o nosso território e valide nossas convicções até que possamos entender e cooperar com o outro.
Se você deseja encontrar um caminho para administrar a situação e trazer resultados positivos, busque o caminho da colaboração. De nada adianta evitar ou acomodar as situações conflitantes como se elas não existissem. É preciso o interesse genuíno em atender aos anseios de todos os envolvidos, principalmente quando quisermos melhorar um relacionamento, quando os resultados forem muito comprometedores ou quando se deseja encontrar um consenso.
Para isso, escute ativamente todas as versões que envolvam o conflito, faça perguntas que revelem seu interesse e disposição em resolver a situação, expresse suas próprias preocupações, mas procure afastar seus próprios sentimentos sobre a situação. Fica mais fácil se você depositar toda sua atenção no presente e nos fatos, sem julgar ou tentar adivinhar os motivos da outra parte.
E, se você está administrando essa situação, lembre-se de assumir a responsabilidade pelo seu próprio papel no conflito e utilize a cooperação, a transparência e a assertividade como ingredientes indispensáveis.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
29 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

COMPLEXOS TALENTOS

Estimular as pessoas a assumir responsabilidade pelo seu trabalho, promover um ambiente de desenvolvimento que propicie uma melhor atuação e mostrar como as pessoas podem progredir nas empresas são os três maiores fatores de impulso ao aprendizado e consolidação de equipes.
Empresários, de diversos segmentos e a frente de equipes dos mais diferentes tamanhos, procuram a fórmula mágica para os desafios da motivação e já perceberam que esse é um tema complexo que exige providências em várias frentes de gestão.
Não há poção, fórmula ou receita que funcione para todos!
Contudo, perder o medo e assumir que a complexidade das relações humanas é o material do qual a criatividade emerge, sendo estimulada, não conforme um planejamento prévio, mas através de um processo de auto-conhecimento e de comunicação espontânea auxilia a produção de resultados emergentes e a gestão de empresas prontas a oferecer oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento de carreira aos seus colaboradores.
Afinal, quem não conhece alguém que já se desligou de uma empresa simplesmente por não perceber mais oportunidades de desenvolvimento?
Empresas que não motivam seus funcionários arriscam-se a perder as pessoas mais talentosas bem como sua própria capacidade de reagir com rapidez e eficácia às mudanças do mercado. Vem daí a importância em promover a permanência de seus funcionários em sua equipe e potencializar sua produtividade por meio da motivação. Desenvolver um talento não requer apenas preparar os funcionários para um bom desempenho, requer reconhecê-los e deixá-los crescer. Ao perceber que a empresa valoriza seu trabalho e cria oportunidades de carreira, o colaborador se inspira a dar o melhor de si e a usar todos os seus recursos e habilidades.
Força física, dinheiro, tecnologia e informação já ficaram obsoletas como fator decisivo para o sucesso de qualquer empreendimento. Até mesmo o controle de qualidade, certificações, atenção ao cliente e responsabilidade ambiental já são considerados requisitos “normais” para as empresas. O maior diferencial competitivo atualmente (e nos próximos anos) será o talento humano e sua capacidade de inovar!
O novo paradigma do trabalho e da motivação envolve oferecer aos profissionais além de desafios, significado. Todos querem sentir que contribuem de maneira importante para o sucesso da empresa e para a melhoria de seu desempenho organizacional. Cabe ao líder criar um ambiente para que todos tenham atendidos seus desejos de prosperidade, de reconhecimento autêntico, de equilíbrio entre realização pessoal e profissional, de uso da criatividade, de serviço à organização, à humanidade, à natureza, etc. Enfim, de reconhecimento da complexidade humana como meio de aprendizagem contínua e de missão de vida!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião 
MogiNews em 24 de julho de 2010

PLURALIDADE: BEM OU MAL?


Convivemos com diferentes tipos de pessoas e personalidades nas empresas, projetos ou grupos sociais que freqüentamos. Principalmente, nas empresas tal pluralidade é muito bem vinda, mas torna o processo de liderança complexo na questão do equilíbrio de papéis e do “fazer acontecer”.
Um fator crítico no relacionamento interpessoal é a capacidade de despertar nas pessoas a aceitação mútua da forma como elas realmente são. É preciso aceitar o fato essencial de que os seres humanos são diferentes uns dos outros mesmo que a convivência aconteça entre pessoas que nasceram e vivem no mesmo local, possuem a mesma idade e são da mesma classe social. Sempre haverá diferenças de personalidade, percepções, atitudes, valores, habilidades, aptidões, conhecimentos e experiências anteriores, enfim, diferenças no modo de ser.
E isso deve ser respeitado para o bom andamento de qualquer relacionamento. A incapacidade de aceitar o outro produz duas conseqüências terríveis: primeiro, faz com que o indivíduo inconformado critique o outro a todo o momento, procurando forçá-lo, de todas as maneiras, a mudar seu modo de ser para adaptar-se à própria do primeiro; segundo, faz com que as mais ínfimas diferenças sejam motivo para grandes conflitos, o que torna impossível a convivência.
É comum que nossa forma de perceber o mundo nos leve a julgar, de forma natural e automática, o comportamento do outro antes de entendermos o impacto de determinadas ações para os resultados que esperamos de um grupo e não para as expectativas pessoais que temos sobre as pessoas. Formulamos rapidamente um julgamento sobre a pessoa tão logo tomamos conhecimento do que ela fez e essa rapidez no criticar faz com que, muitas vezes, a crítica seja equivocada.
Não julgar é o primeiro passo para gerenciar equipes em busca de melhores resultados. Requer do líder elevada dose de autoconhecimento e disponibilidade em conhecer o outro, ouvir e buscar uma excelente comunicação interpessoal. A empatia só se faz pela aceitação incondicional do outro enquanto ser humano e com a congruência de valores, propósitos e resultados esperados.
Por desconfiança, arrogância, falta de transparência ou de abertura, as pessoas perdem boas oportunidades de se desenvolver e de auxiliar o desenvolvimento de seus pares.
Aproveitar as diferenças para estabelecer um novo modo de ser e de fazer os resultados aparecerem é o melhor meio para a geração de um clima de confiança e cooperação entre as pessoas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Diário de Mogi - 22 de julho de 2010
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