quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ETIQUETA E ELEGÂNCIA


Qual é a diferença entre etiqueta, comportamento social e elegância? Recentente, me vi num debate entre amigos sobre o tema e percebi que cada um de nós pode descobrir inúmeras respostas para a pergunta. Umas corretas, outras nem tanto.
Justamente por isso resolvi abordar o assunto aqui no Lounge Empreendedor e caso você tenha algum preconceito, esse pode ser o principal indício de que você necessita dar mais atenção a ele.
No meu parco conhecimento e depois de acompanhar muitos eventos empresariais, ouso dizer que ter etiqueta é respeitar o conjunto das regras que norteiam os códigos comportamentais. Cada povo, cada cultura, cada época e, muitas vezes, cada empresa tem seus próprios códigos a serem considerados em seus relacionamentos. Comportamento social, por sua vez, é o “modo pelo qual uma pessoa se conduz em face do meio social” (Donald Pierson). Significa entender (e se apropriar deste entendimento) que cada ambiente exige de nós uma forma de agir, falar e se vestir adequadas à determinadas situações e códigos.
Já elegância, palavra originária do latim “elegeré”, significa escolher. Ou seja, entre vários gestos e atitudes, a pessoa elege aqueles que considera mais adequados com seu tipo físico, com a função que exerce e com o ambiente em que está. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres ou do extrato da conta bancária. É um jeito de ser.
Comportar-se adequadamente não significa ser esnobe. Ao contrário, significa ser agradável e se relacionar bem com pessoas dos mais diversos níveis. Quando sabemos como nos comportar, ficamos mais confiantes e à vontade. O medo de cometer alguma gafe é substituído pela segurança e as chances de sucesso são muito maiores. Seja num encontro pessoal ou numa reunião de trabalho, onde um deslize pode colocar uma relação com fornecedores ou clientes por “água abaixo”.
Imagine que depois de meses de negociação, várias reuniões, inúmeros telefonemas e e-mails, um mau comportamento coloque tudo a perder. Oh, não. Ninguém espera que algo assim aconteça.
Por isso, se você não mora em Marte e lida com pessoas, sejam clientes ou não, sugiro que adote práticas corretas de conduta e caráter. Mesmo com todas as mudanças que sofremos nas últimas décadas, as novas conquistas e costumes não fizeram desaparecer comportamentos que, mais do que boas maneiras, envolvem educação.
Pedir licença, agradecer, criticar sem ofender, ser bom ouvinte, conversar de forma agradável, ser autocrítico, não se exceder, cuidar da linguagem, da forma de se vestir, dos gestos, da expressão fácil, da postura... Nada disso está fora de moda.
Sempre que se relacionar com alguém, cumprimente as pessoas com cortesia, seja pontual, apresente-se corretamente citando seu nome e sobrenome. Não se esqueça de entregar seu cartão de visita e mantenha os de seus interlocutores à vista para que possa chamá-los pelo nome durante a conversa. Não há som mais agradável ao ser humano que seu próprio nome.
Em reuniões de trabalho, ouça mais do que fale. Nesta simples atitude você pode descobrir necessidades que nem mesmo a própria pessoa sabia que possuía. Não fale apenas sobre seus próprios projetos e interesses, não "atropele" ninguém e use linguagem apropriada ao contexto em que se coloca (em reuniões internacionais ou empresas multinacionais, lembre-se de estudar também o contexto local). Sente apenas depois de ser convidado e não coloque seu material de trabalho (pasta, agenda, ipads ou folders) na mesa de reunião. Parece um gesto desnecessário, mas deixá-los em uma cadeira/mesa próxima demonstra respeito e cuidado com o espaço alheio.
Se alguém lhe oferecer um café, chá ou água, aceite por educação e pelo sentido de parceria. Quando tomamos essa atitude, é sinal de que estamos dispostos a ouvir. Fale confiante e pausadamente deixando fluir seus argumentos dentro de uma lógica de raciocínio. E cuidado: não dificulte a comunicação com expressões profissionais que só você e sua empresa conhecem. 
Nunca, mas NUNCA mesmo, fale mal de concorrentes, chefes ou colegas de trabalho. O mundo é pequeno e, quem sabe, vocês não conheçam as mesmas pessoas ou façam negócios com as mesmas empresas?
Lembre-se: E.L.E.G.Â.N.C.I.A. Não basta conhecer todas as regras, é preciso saber (e querer) agir. Pare, pense e faça escolhas apropriadas. Somente informação não muda hábitos e atitudes. É com a interiorização de novas práticas que as mudanças ocorrem em cada um de nós. 

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