Mostrando postagens com marcador comportamento empreendedor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento empreendedor. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de agosto de 2012

NO RECOMEÇO: AUTOCONFIANÇA

O mais importante para o homem é crer em si mesmo. 
Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, 
ninguém alcança o triunfo a que aspira.
-- Thomas Atkinson --


Na próxima semana, faço uma nova aposta com relação à minha carreira... Para alguns, pode parecer andar para traz. Para outros, a volta por cima. Pra mim, apenas mais um passo! 
Vários sentimentos se misturam. Várias certezas desmoronam. Vários sonhos se refazem.
Justamente por isso, neste sábado, resolvi reeditar um texto que escrevi sobre autoconfiança para a minha coluna "Boca no Trombone" no jornal MogiNews. Espero que gostem...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PERMITA-SE ENLOUQUECER

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço" (Saint-Exupéry)



"Você enlouqueceu? Vai trocar sua vida executiva pelas incertezas de um novo negócio?" - posso apostar que ao decidir iniciar um negócio próprio grande parte dos empreendedores ouviram perguntas como essas. Sanidade realmente não deve ser a principal característica do comportamento empreendedor.
Muitos negócios começam de uma "loucura" quando sem dinheiro, conhecimento de mercado ou experiência algum sonhador tem uma visão e acredita que ela um dia será um sucesso. Loucura, nesse caso, é uma virtude!

quinta-feira, 1 de março de 2012

AUTOCONFIANÇA

"Creia em si, mas não duvide sempre dos outros."
Machado de Assis



Na semana passada, coloquei um post aqui no Lounge Empreendedor falando sobre proatividade. Fiquei muito feliz com os comentários e um deles me despertou o desejo em escrever sobre uma nova característica do comportamento empreendedor. Afinal, para ser proativo é preciso uma virtude anterior: autoconfiança.
Em termos simples, autoconfiança significa confiança em si mesmo para inspirar confiança aos outros. Quando há um estado de dúvida e incerteza nas suas capacidades, a vida parece mais difícil e seus comportamentos e atitudes são inevitavelmente afetados negativamente. Emergem dúvidas, os receios e os medos passam a comandar a vida, e os pensamentos negativos passam a ser uma constante.
E sabe o que é pior? A sua estrutura mental vai se acostumando com essa forma de pensar e começa a enraizar de forma negativa o processamento de qualquer informação, estímulos, situações e os desafios na vida são visto à luz do pessimismo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

RESILIÊNCIA


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Alguns sofrem grandes reveses na vida, mas levantam a cabeça e se recuperam emocional e materialmente. Outros enfrentam adversidades até menos graves e ficam presos a sentimentos de lamentação e revolta. Onde está a diferença?
A resposta está na capacidade de enfrentar adversidades com uma atitude positiva e no desenvolvimento de uma competência que é a coqueluche do momento nas organizações: a RESILIÊNCIA.
Ser resiliente é ter a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência superando uma situação crítica. Segundo o dicionário Aurélio, é “a propriedade de pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica”.
A definição é perfeita quando pensamos em conceitos de física, mas será que é assim tão simples quando falamos em sentimentos e emoções?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

RECEITA DE SUCESSO


Recentemente, assisti uma entrevista realizada por João Dória Jr em seu programa "Show Business", junto a João Carlos Paes Mendonça, que comanda um grupo de empresas que leva o seu nome. Tudo começou há 75 anos, quando o empresário abriu no Nordeste uma pequena mercearia, fazendo valer, naquele momento, uma grande história de vida. Sete décadas depois, o Grupo JCPM congrega empreendimentos imobiliários, shoppings centers em Pernambuco, Bahia, Sergipe e São Paulo e uma grande rede de Comunicação (a maior de Pernambuco) com direito a rádios, TV, Internet e jornal impresso. Nunca é demais lembrar que tudo começou com uma pequena mercearia, em Serra do Machado, Sergipe...
A trajetória de Paes Mendonça é inspiradora e prova que ao plantarmos a semente, temos de ter em mente que ela será cultivada para ser, um dia, uma árvore frondosa e pródiga em frutos, e não apenas uma árvore. É aquela tal história do possível e do impossível. O possível está aí para todo mundo fazer. É o impossível, na realidade, que acaba fazendo a diferença, nos tornando diferentes, referências e inspirações.

terça-feira, 31 de maio de 2011

UM EMPREENDEDOR DE SUCESSO

Graças ao Facebook e seus reencontros inesperados, recentemente restabeleci contato com um amigo (acho que ainda posso chamá-lo assim, né Fernando?!?) muito querido que foi fundamental na minha chegada em Mogi das Cruzes.
Nos primeiros eventos ele sempre estava por perto, conversavamos muito e lembro de um dia em que, ainda um pouco surpreso, me disse "Ana, minha empresa está crescendo e eu preciso organizar a melhor forma para que isso aconteça".
Ou a empresa cresceu demais ou a correria do dia-a-dia acabou nos distanciando... O fato é que fiquei muito feliz quando ele colocou no meu mural no Facebook um texto autorizado para que eu publicasse aqui no Lounge Empreendedor.
Medo, angústias, sonhos, auto-conhecimento, verdade, fé, realização pessoal...
Acredito que seus palavras valham de inspiração a muitos outros empreendedores que estejam na busca pelo "tal" sucesso. De empreendedor para empreendedor...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ALÉM DO PORTUGUÊS E DA MATEMÁTICA


A palavra empreendedorismo, apesar de tão em voga, ainda é um ponto de interrogação para muitos. Tem gente que não sabe o que significa, tão pouco como usar ou desenvolver. É por isso que o conceito, que conseguiu, com o passar dos anos, ultrapassar as fronteiras do mundo corporativo, ganhou outros e novos espaços, inclusive, as salas de aula.
Analistas no assunto entendem que todos nós temos um “que” empreendedor; basta reconhecê-lo, lapidá-lo e colocá-lo em prática, da mesma maneira que é fato que há os que não são autodidatas no assunto. Aí é que entram os facilitadores e, agora, felizmente, os professores e ações específicas que permitem que, em tenra idade, o ser humano faça vale o seu lado especialmente arrojado.
Tomar decisões estratégicas, traçar planos, estabelecer e cumprir metas, organizar recursos e montar e administrar um negócio, independentemente de sua natureza, é o que se pode aprender numa aula sobre empreendedorismo – disciplinas, aliás, que farão, muito em breve, parte dos currículos de alunos, do 1º ao 5º ano, de Mogi das Cruzes, por meio do programa “Jovens Empreendedores”.
A iniciativa, que será desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) de São Paulo, tem tudo para ser frutífera e conquistar o sucesso alcançado pelo Colégio Magister, que fica na Zona Sul da capital. Na instituição de ensino paulistana, estudantes dos 8ºs e 9ºs anos não têm diretamente aulas sobre empreendedorismo, mas têm a possibilidade de participarem de uma ação complementar que os colocam em contato com alunos mais novos, do 1º ao 5º ano, como “ajudantes empreendedores”.
Numa espécie de trabalho voluntário, os participantes da atividade, com a devida autorização de seus pais e sob coordenação de um professor, prestam orientação às crianças. No começo, ajudam com os materiais, verificam bilhetes na agenda e até questões sobre a higiene dos mais novos. A responsabilidade aumenta ao passo em que há crescimento na ação por parte do voluntário e a sua adaptação. Logo, ele passa a auxiliar na parte pedagógica, exercitando algo que acho incrível: o aprender ao ensinar. Funciona assim: se um aluno mais novo estiver apresentando dificuldades nas aulas de Matemática, por exemplo, o estudante voluntário vai ajudá-lo, tendo em mente que não deve resolver as contas por ninguém. Deve, sim, ensinar o caminho das pedras, de maneira empreendedora e eficaz ao seu “aprendiz”.
O aluno que participa deste programa em São Paulo não deve ter problemas com notas, nem com frequência e só pode “faltar” no “trabalho” por três vezes – desde que justificáveis. Fica claro que, além de aprender noções sobre empreendedorismo, o voluntário se apropria do que significa comprometimento e como deve exercitar o respeito com o outro. Inclusive, caso precise se ausentar do programa, não pode, simplesmente, não ir no dia seguinte. As normas da atividade, como em qualquer empresa, exigem que o estudante se despeça das crianças que assiste – o que nos remete ao amadurecimento.
Não tenho dúvidas que estes jovens, tanto os do colégio de São Paulo quanto os que terão aulas de empreendedorismo em Mogi das Cruzes, terão uma visão muito mais dilatada no futuro quanto ao mercado de trabalho e se sairão melhores que outros durante a gestão de crises e na apresentação de soluções.
É importante que outras escolas sigam o exemplo e promovam esta construção de alteridade em seu processo pedagógico. Esses programas concretizam o teórico, possibilitam o desenvolvimento de uma série de competências - além das disciplinas tradicionais -, bem como habilidades imprescindíveis que farão toda a diferença no futuro – que, a cada dia, torna-se menos distante!

sábado, 2 de abril de 2011

FIM DA LUTA



A persistência de José Alencar na luta contra o câncer resume bem a sua biografia: nascido pobre começou a trabalhar bem cedo, saiu de casa na adolescência, virou dono de um império no setor têxtil e chegou à vice-presidência da República do Brasil.
Sua história se assemelha a de muitos brasileiros que acreditam na força do empreendedorismo para construir um país cada vez mais rico e desenvolvido. Sempre defendeu uma política de juros mais baixos e tinha plena convicção de que juros altos impediam as empresas de crescer e o Brasil de brilhar mais no cenário internacional.
Ao longo de sua vida pública dedicou grande parte do seu tempo para cuidar dos problemas da Nação. Não precisava de holofotes, de palco ou de méritos. Alencar precisava de causas!
Por sua fé, superação e enorme amor à vida, Alencar poderia servir de exemplo apenas para aqueles que diariamente lutam contra doenças incuráveis, mas não; ele nos serve como modelo político, cidadão e empreendedor.
Será lembrado como alguém que se doou inteiramente ao Brasil e não por atos desonestos que o desabonem como homem público. Um exemplo de homem bem sucedido empresarial e politicamente. Mesmo diante das adversidades nunca esmoreceu. Enfrentou-as. Só não venceu a morte, pois esta ninguém conseguirá vencer. Cada vez que sua luta aparecia na televisão, a impressão que se tinha era a de que a nação inteira rezava por ele. Pessoalmente acredito que rezava mesmo.
Quando o inevitável aconteceu, no último dia 29 de março, José Alencar nos lega ainda um exemplo de vida através de sua determinação, bom humor e altivez diante da dor e do sofrimento. Pacientes que fomos, somos ou seremos, hoje sabemos que é possível ter esperança; e que, sim, é possível vencer a morte mesmo que por um curto período. Basta não morrer antes por medo de morrer; mas viver mais por vontade de viver.
Histórias como as de José Alencar nos dão a impressão de que podemos fazer mais diante dos desafios que a vida nos impõe. Gastamos nosso tempo com chateações, críticas e cobranças. Esquecemos o único presente real que ganhamos: a vida. Por que lamentar se podemos ir adiante?
Alencar não perdeu. Quem perdeu, fomos nós! Ele venceu e ganhou em seus últimos momentos as lágrimas e orações de milhões de brasileiros que choram a partida deste grande homem público. Um guerreiro que foi chamado para um encontro definitivo com o futuro.
A melhor maneira de dignificarmos sua memória é exercendo cotidianamente os valores e os princípios que ele sempre defendeu. Viva para sempre, José Alencar

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
02 de abril de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PESQUISA DE MERCADO


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Segundo a Associação Nacional de Empresas de Pesquisa de Mercado (ANEP), pesquisa de mercado é “a coleta sistemática e o registro, classificação, análise e apresentação objetiva de dados sobre hábitos, comportamentos, atitudes, valores, necessidades, opiniões e motivações de indivíduos e organizações dentro do contexto de suas atividades econômicas, sociais, políticas e cotidianas”.
Você que acompanha o Lounge Empreendedor pode estar pensando: mas para que serve realmente essa pesquisa? Como colocá-la em prática no dia-a-dia?
Já que nem todo empreendedor nasce sabendo todas as respostas que surgem no dia-a-dia de seu próprio negócio, a pesquisa de mercado pode auxiliá-lo a ampliar sua percepção e conseqüentemente fundamentar boas decisões para futuro da empresa.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PRÓ LABORE



NEM TODO O EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Que tal começar o mês de janeiro com uma série semanal sobre termos e conceitos de gestão que nem todo o empreendedor nasce sabendo, mas que fazem parte do dia-a-dia de toda pequena empresa.
O post de hoje abordará o “pró-labore”, uma expressão latina que significa "pelo trabalho", ou seja, a remuneração do trabalho realizado pelos sócios da empresa. Sim, sócios também devem ter salário e não podem simplesmente sacar do caixa da empresa o dinheiro para o supermercado do dia seguinte.
Na verdade, existem duas formas de remunerar os sócios de uma empresa: a distribuição dos lucros e o pró-labore.
Caso seu negócio conte com um sócio investidor que não dedica tempo na administração da empresa, ele deve ter apenas a participação nos lucros de acordo com sua participação no capital da empresa. O pró-labore é o instrumento que contabiliza, nos custos da empresa, a remuneração mensal de seus sócios e deve corresponder ao salário de um administrador contratado no mercado para executar a mesma atividade. É considerado uma despesa administrativa e deve ser apropriadamente custeado e pago, conforme o vencimento das obrigações da empresa.

sábado, 1 de janeiro de 2011

BIG BROTHER, ALE

Ale Rocha em 2010
“Neste novo ano, não desista de você”.
Aparentemente simples, essa frase não passaria de mais um conselho de início de ano se não tivesse sido escrita por Ale Rocha em seu texto da última terça-feira. Mais do que inspiração, suas palavras trazem imensa responsabilidade.
Ale (sem acento como gosta de frisar) é uma daquelas pessoas que você passa a seguir displicentemente no mundo virtual. Os dias vão passando, os comentários acontecendo e, quando você menos espera, ele já faz parte da sua vida e você está torcendo por ele.
Mais do que um exemplo, Ale Rocha é um espelho daquilo que procuramos ocultar em nós mesmos. Seus comentários ácidos e polêmicos sobre TV, música, política ou esporte misturados à sua luta para sobreviver a uma doença rara, crônica e potencialmente fatal nos prendem diariamente.
Saímos da poltrona para viver um reality show ao lado de Ale Rocha nas redes sociais. Seus planos de futuro enquanto espera um transplante provam que para ser um protagonista da vida não podemos apenas assistí-la, mas vivê-la integralmente. Podemos escolher como enfrentar os fatos sem nos submeter à sua irracionalidade e previsibilidade. Desistir?
Não há como desistir frente aos novos 365 dias que a vida nos dá de presente.
Algumas pessoas dizem que o Ano Novo não passa de uma convenção de calendário e que nada muda de fato depois da “virada”. Eu não concordo. Independente do calendário, a celebração de um novo ano é um momento de reflexão.
Precisamos avaliar nossas atitudes, comemorar as conquistas, aprender com os fracassos, nos questionar, e às vezes “digerir” e aceitar acontecimentos que farão parte da nossa trajetória. Privar-nos destes momentos é sentar no sofá e apenas “deixar a vida nos levar”.
Não comece 2011 condicionado a obedecer sem compreender ou a seguir sem visionar o caminho por onde está andando. Se é leviano ou profundo, se há vitória ou derrota, é preciso saber se quer ser o aquilo se é.
Quando encontrei com Ale Rocha soube que ele é muito mais do que um paciente com hipertensão arterial pulmonar. Ele é um empreendedor. Vive motivado pela auto-realização e pelo desejo de assumir responsabilidades e ser independente. É comprometido e persistente. Tem uma imensa rede de contatos. Considera irresistíveis os novos desafios e planeja suas ações calculando os riscos. E, finalmente, age com criatividade frente aquilo que muitos diriam ser impossível em seu estado.
Nesse novo ano, além de agradecer ao Ale Rocha pela inspiração, faço voz ao seu convite: “Não desista de você!” Não espere até a próxima “virada” para encontrar sua verdade.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
01de janeiro 2011

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

INTRA-EMPREENDEDORES

Muito tem se falado em intra-empreendedorismo e nas possibilidades de desenvolvimento das empresas a partir do comportamento de seus próprios colaboradores.
Entretanto, tolos são aqueles que acreditam apenas em boas intenções.
Para que essa nova realidade vire fato, é preciso repensar estruturas e processos.
Muda-se o discurso, mas as regras do jogo ainda são as mesmas: empresas altamente concentradas no peso da hierarquia, nas relações de poder, nas regras e procedimentos, na politicagem, na burocracia e no excesso de controle.
Juntos ou separados, tais elementos podam a liberdade, ousadia, criatividade e, principalmente, a capacidade de contribuição individual e em equipe das pessoas.
Além disso, ajudam a criar uma cultura equivocada de que tudo deve ser controlado, nivelando por baixo todo o potencial das pessoas que constroem a organização.
Se uma empresa ainda vive a departamentalização de seus processos ou disputas que beirem o confronto pessoal, não há espaço para uma organização empreendedora.  Qualquer proposta de melhoria que não seja das posições do topo da pirâmide será de difícil aceite.
O fato é que pouca coisa mudará se não houver participação e iniciativa de toda a empresa. Egoísmo e diferenças precisam ser superados em busca do bem comum e da solução de problemas pertinentes a toda a empresa.
Pensar assim não é utopia, é objetividade. Transformações autênticas se dão horizontalmente, com a mobilização e envolvimento de todos.
Boas idéias podem nascer em qualquer esfera da estrutura organizacional, do estagiário ao diretor-presidente.
Cultivá-las é papel fundamental de cada um de nós!
A maioria das pessoas ainda tem a tendência de esperar, e apenas esperar, que alguma mudança em suas vidas venha de fora, venha de cima, numa espécie de arrebatamento extraterrestre.
Colaboradores empreendedores vêem sua motivação surgir na medida em que suas iniciativas sejam recompensadas com mais responsabilidade, liberdade e reconhecimento.  Não envolve só uma questão de aumento salarial.
Oferecer benefícios coerentes ao intra-empreendedor requer entender as particularidades da motivação de cada um e de suas causas de vínculo aquela empresa ou organização.
Se você quer tirar sua empresa do mundo das boas intenções, abandone o medo e divida o poder com sua equipe. Ofereça liberdade e veja como as pessoas reagem a ela. Os empreendedores farão bom uso desse momento.
Caberá a você reduzir a burocracia e dar-lhes o apoio e os recursos necessários para que os projetos saiam do papel e se tornem realidade. Esse é o caminho para capitalizar resultados positivos e promover uma nova cultura na empresa: empreendedores só podem ser liderados por empreendedores.
Chega de sonhos extraterrestres!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de setembro de 2010


sábado, 13 de março de 2010

PAGUE O PREÇO


Quando você pensa no sucesso e na obtenção de bons resultados você está mais acostumado a mensurá-lo no curto, médio ou longo prazo?
O ritmo do dia-a-dia e a sensação de falta de tempo faz com que a maioria das pessoas passe a considerar que tudo deve ser feito no menor espaço de tempo possível e que as conquistas devem ser realizadas imediatamente.
Essa forma de mensurar seus resultados pode impedir que você veja como algumas das dificuldades em curto prazo podem se tornar ótimas oportunidades com o passar do tempo. Você pode estar deixando de lado uma boa oportunidade, analisando apenas o resultado imediato e não a colheita que poderá fazer no futuro. De fato, os ponteiros do relógio não vão parar, mas manter o foco no que vai gerar mais impactos positivos nos seus resultados de longo prazo irá impulsionar o seu crescimento, mesmo que em um primeiro momento, você não se sinta plenamente satisfeito ou sinta-se fracassando.
Fracasso só é fracasso se você não agiu de acordo com os seus valores e se não deu o seu melhor para obter o resultado. Ficar se lamentando por algo que não deu certo ou que não aconteceu da forma como você gostaria, não irá mudar o resultado. Lembre-se que a realidade é o que ela é e não aquilo que você gostaria que ela fosse. E por isso, lamentar-se não irá te levar a lugar nenhum. É preciso um novo plano de ação que leve você à superação desse momento e aproxime mais o seu resultado atual da sua meta estratégica de longo prazo.
Utilize os resultados de curto prazo como lições valiosas para aperfeiçoar os seus próprios métodos de vida e trabalho. Muitas vezes, para atingir um resultado que queremos temos que fazer muitas coisas que não queremos. É como buscar emagrecer: ninguém quer deixar de comer chocolate ou tomar uma “cervejinha”, mas sem essa ação de curto prazo, quanto você estará distante do seu objetivo?
Normalmente, as pessoas se frustram porque se impõe resultados apenas de curto prazo e/ou porque não estão dispostas a abrir mão de algumas coisas para conseguir sua meta de longo prazo.
Por isso, ao viver uma situação em que necessite superar seus próprios limites, evite comparações com outras pessoas ou outras empresas. Compare-se apenas com os seus próprios períodos de vida.
Não se desmotive com comentários alheios do tipo “isso não vai dar certo” ou “esse negócio não irá pra frente”. O mundo está cheio de pessoas prontas a reclamar e as estatísticas impulsionam aqueles que sempre acham que tudo pode não dar certo. Aposto que você já ouviu coisas como, “se quase 30% das empresas fecham no primeiro ano, para que serei dono de um negócio?” ou “depois dos 40 anos, não conseguirei mais um bom emprego, então vou ficar onde estou mesmo”. Estatísticas ajudam muito no planejamento, mas sozinhas não fazem muita diferença. E, além disso, sempre ouvi que tabus existem justamente para serem quebrados.
Por isso, faça aquilo em que acredita, não abra mão dos seus valores e seja um obstinado na conquista da sua felicidade.
Certa vez, li uma frase de João Saramago que dizia que "antes de conquistarmos o sucesso, o êxito, a fama, o que quer que seja, fora de nós, precisamos conquistar o que está dentro de nós, conquistarmo-nos a nós mesmos."
Dê o seu máximo. Conquiste. Pague o preço em longo prazo, pois vale à pena!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na página Opinião - MogiNews
13 de março de 2010

VIVA SEM DESCULPAS


“Todo começo é involuntário”, advertia Fernando Pessoa, e no caso de empreendedores ainda que haja muito planejamento antes do início do negócio, a atividade pode trazer várias dificuldades a serem superadas para a perenidade e rentabilidade do negócio.
Assim como na vida em que nada se conquista sem luta, as empresas também sofrem para ser aquilo que mostram ao mercado. E os donos dos negócios, muitas vezes sofrem ainda mais.
Por isso, persistência é fundamental! Enquanto muitas pessoas desistiriam frente a alguns riscos, empreendedores continuam e não se paralisam com qualquer obstáculo. Como têm objetivos claros, podem agir assim que uma dificuldade significativa começa a se delinear e encontram a melhor estratégia a fim de enfrentar esse momento.
Empreendedores persistentes fazem sacrifícios pessoais em prol de suas metas e não têm medo dos esforços que deverão despender para atingir o sucesso de sua empreitada. Eles sabem que o reconhecimento virá quando o objetivo for atingido. E não há reconhecimento melhor do que a meta atingida!
Por isso, seja um empreendedor nas suas atividades mais rotineiras. Torne-se responsável pela realização de seus próprios sonhos. Se você vive momentos difíceis, como quase todo o mundo, não desanime e persista. A vida reserva momentos únicos àqueles que persistem, têm fé e não se deixam abalar pelo desânimo.
A qualidade de qualquer jornada exige persistência, então faça de sua vida uma viagem: escolha o melhor roteiro; compre suas passagens escolhendo onde quer sentar, na janela ou corredor; verifique quem pilotará a viagem ao seu lado e, mesmo que encontre turbulências ou uma estrada esburacada no caminho, mantenham o rumo. A chegada depende apenas do seu esforço.
Ter sucesso à frente de um negócio ou em qualquer objetivo que você determinar para a sua vida não é fácil. Sucesso é para poucos! Se todos os dias, ao surgir um obstáculo, você buscar culpar os outros ou ao mundo e ficar na defensiva, o sucesso ficará cada vez mais longe. Não deixe a vida te levar! Escolha você o seu caminho!
Definir objetivos pode ser perigoso, pois essa ação traz consigo o risco do desapontamento, mas se você procurar olhar para dentro de você, para sua família, sua empresa, seus amigos perceberá claramente o que precisa mudar. Lembre-se que a vida não aceita desculpas.
“É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida”, ensinou Bob Marley.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
12 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

VÊNUS OU MARTE?

Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Nessa época do ano, muitas pessoas me perguntam: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Quem tiver um comportamento mais adequado e souber utilizar suas competências da forma mais apropriada.
A verdade é que em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza, a determinação, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão de pessoas, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e ampliação da rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de março de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INOVAR É LÓGICO


As várias concepções atuais sobre o empreendedor demonstram o caráter rico e multifacetado desse perfil: alguém que assume riscos em condições de incerteza, o fornecedor de capital financeiro, líder, gestor ou executivo, dono de empresa, entre outros.
Junto à disseminação dessa nova cultura, as crescentes exigências e os inesperados desafios do mundo de negócios mostram a urgência em que se una o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que, juntos, resultem em real vantagem competitiva.
Muitas empresas reconhecem que a inovação é um processo fundamental para alcançar ou manter um mercado maior e mais sustentável, mas poucas possuem um processo formal para fomentar a inovação, principalmente as micro e pequenas empresas.
Essa é uma triste realidade: há muito discurso sobre a importância da inovação, mas poucas ações concretas capazes de promovê-la. Não acredito que seja falta de vontade, mas, talvez, falta de conhecimento sobre como identificar, captar e desenvolver os recursos humanos, financeiros e tecnológicos necessários.
Inovação é fruto da criatividade, da disposição em ousar, ou diria, antes, de superar o medo de ousar. É um processo que vai além da inserção de novas tecnologias, mas uma nova forma de fazer gestão que só acontece quando acreditamos que tudo pode ser melhorado.
Inovar é gerar alternativas melhores para velhas soluções ou alternativas novas para resolver novos e velhos problemas. “Fazer diferente” pode “fazer a diferença”! E para isso é preciso pensar diferente!
Você acredita que pode melhorar a sua vida? Você é um inovador na gestão? E sua empresa, também está na vanguarda?
Se você respondeu positivamente às questões, perceberá que vive um jeito novo de organizar, liderar, coordenar ou motivar as pessoas. A inovação em princípios e processos de gestão cria vantagens duradouras e provoca deslocamentos radicais na posição de sua empresa e na sua própria posição no mercado de trabalho.
Portanto, saia do modelo em que inovação é apenas para “professores pardais” inseridos em grandes indústrias. INOVAR é pensar o absurdo e transformá-lo em lógico, em algo que agregue valor à sua proposta inicial.
Na construção de uma cultura de inovação, é importante ressaltar que não existe uma fórmula pronta. Processos de inovação são contingenciais e irão variar de acordo com o setor no qual a empresa atua, seu campo de conhecimento, seu tamanho e porte, estratégia organizacional, estágio de amadurecimento e cenários históricos, econômicos, políticos e sociais.
Mantenha-se aberto, procure novos olhares e a percepção ampliada sobre sua vida. Só um raciocínio divergente, um "estar insatisfeito" e um questionamento permanente farão de você um empreendedor inovador.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - 15 de janeiro de 2010
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Preferidos do Lounge Empreendedor