quarta-feira, 27 de maio de 2009

MARKETING CONTEMPORÂNEO

A preocupação constante do empresário moderno é oferecer sempre produtos e serviços com altos índices de qualidade. Então, responda rapidamente: Vender é transformar esses produtos e serviços em dinheiro? Ou vender é atender a expectativa de seus clientes?
Se você optou por transformar em dinheiro sua mercadoria, você pratica o marketing tradicional. Sempre tem que descobrir clientes e quanto mais clientes você conquistar será melhor para sua empresa. Deve sentir que no mercado contemporâneo, não se vende mais como antigamente, e é cada vez mais difícil conquistar novos clientes, certo?
É preciso acreditar, então, em uma nova forma de marketing, em que seja possível gerenciar o relacionamento com os clientes e perceber suas mudanças fazendo os ajustes necessários ao negócio. Mas para que isso aconteça, sou obrigada a parafrasear o filósofo que pronunciou: "Conheça-te a ti mesmo".
Recomendo como primeiro mandamento para uma abordagem de marketing competitiva, uma profunda reflexão sobre sua própria empresa. Não é possível mudar se você não conhece seus pontos fortes e fracos ou as ameaças e oportunidades que o mercado configura para o seu segmento. Tire uma fotografia, ampliada, em todos os ângulos, analise suas cores, sua animação e o dinamismo real.
A partir daí, planeje! Estabeleça um processo que o leve a determinar, em termos de futuro, os objetivos e metas da sua empresa. Assim como, desenvolver padrões e políticas por meio das quais os objetivos serão alcançados e os clientes serão atendidos em suas necessidades e desejos. A pura essência do marketing!
Estou certa de que alguns dos velhos modelos do marketing ainda funcionam, mas tornaram-se tão básicos que pouco ajudam uma empresa a ganhar mercado.
O que é bom para o cliente hoje, amanhã já não pode ser bom. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, os hábitos, o momento. É o momento que determina qual é a melhor solução para seu cliente, e em conseqüência para seu negócio.
Para tornar essa frase muito simples, faço mais uma pergunta a você: quanto vale um guarda-chuva vendido por algum ambulante em uma ensolarada manhã?
Agora, quanto vale esse mesmo guarda-chuva sendo vendido em algum final de tarde para uma mulher que acabou de sair de seu cabeleireiro e se depara com uma chuva torrencial? Com certeza, não tem preço!
Durante muito tempo, o marketing confundiu-se com a atividade dos vendedores, a distribuição física dos produtos ou a sua promoção. A estas funções juntava-se a publicidade, cujo papel era apenas de apoiar o trabalho dos vendedores.
Hoje é necessário ir além... Os consumidores têm muitas opções e estão cada vez mais exigentes, querem produtos e serviços superiores, adaptados à suas necessidades, fornecidos com extrema rapidez e com o menor preço! Impossível???
Em cartaz: a complexidade humana.
Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE. O marketing tradicional foca o racional; o marketing da experiência considera emoções. O consumidor tem que ter uma experiência diferente com você. É importante como você vende, não só o que vende.
Com o aumento da concorrência, não basta produzir ou disponibilizar produtos ou serviços de qualidade, é preciso torná-los conhecidos. E embora muitas vezes o custo da divulgação pareça proibitivo, existem formas de criar seu próprio esquema de comunicação:
  • Posicione-se corretamente no mercado, de acordo com o seu segmento e público-alvo ao invés de tentar atender o mercado inteiro;
  • Relacione-se: visite feiras, exposições e eventos;
  • Ao falar sobre o seu negócio, seja preciso, fale sempre a verdade, forneça detalhes e tenha sempre em mãos cartões de visita, folders e demonstrativos;
  • Estabeleça uma boa relação com a imprensa. Se possível tenha um assessor de comunicação responsável pela construção do relacionamento da sua marca com a mídia. Ao divulgar jornalisticamente a si próprio e sua marca, você reforça a reputação e imagem institucional, ampliando a atração que exerce sobre os melhores talentos do mercado, aprimorando inclusive seus recursos humanos;
  • Utilize diversos canais de promoção e propaganda de maneira transparente e honesta, preservando a sua credibilidade (revistas, jornais, boletins, web-sites, sites de vídeos, comunidades de relacionamento, comunicação celular, blogs, wikis e várias outras ferramentas sociais);
  • Invista em marketing pessoal. A melhor auto-propaganda é aquela explicitada no portfólio de trabalho, nos comentários da equipe sobre seu desempenho e sobre a história de parceria que foi construída com sua empresa. Nesse sentido, a importância do marketing pessoal reside justamente na forma como você contribui para o sucesso da equipe, do cliente e do negócio como um todo.
É preciso que as pessoas entendam que fazer marketing pessoal é nobre, muito bem-vindo e é uma obrigação humana nos dias de hoje. Você tem o compromisso de dizer quem é, o que sabe fazer de melhor e disponibilizar os seus conhecimentos e habilidades para a sociedade. Se você não se mostrar, como as pessoas poderão solicitar os seus serviços?
Portanto mãos à obra!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Abril/2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

QUAL É A SUA?!?

Muitas pessoas vivem se lamentando da falta de contatos, do pouco relacionamento ou do emprego em que estão.
Hoje a interconectividade proporcionada pela internet, está deixando para trás as pessoas que não se envolvem ou não compartilham seus conhecimentos através das inúmeras ferramentas da rede: blogs, wikis, perfis compartilhados, twitter...
Nessa semana, escrevi um pouquinho sobre isso aqui na região e compartilho com vocês.

A QUAL WEB VOCÊ PERTENCE?

A evolução do mundo digital é muito rápida, basta um piscar de olhos para perder uma fração do processo e ter a nítida sensação de que houve uma revolução.
Hoje, você pode perder uma excelente oportunidade de negócio ou a chance de uma nova colocação profissional se ainda não possuir um perfil disponível em sites de relacionamento ou se possuir um blog para compartilhar seu conhecimento e discutir suas percepções sobre o mundo.
Chame como quiser! Pode ser WEB 2.0: a rede social, da colaboração; WEB 3.0: a rede semântica, Web 4.0: a rede móvel, ou se você preferir, WEBFlex – aquela que você a usa como quiser!
Na verdade, vivemos a substituição da Era da Informação pela Era da Participação, feita por pessoas para pessoas. Gente como você.
Acredito que seja uma evolução natural centrada nos usuários que descobriram que o principal elemento da rede não são os criadores dos sites, mas sim os conteúdos ali relacionados e a forma de utilização dos mesmos.
E você, pequeno empresário, deve ficar atento a tudo isso. A informatização já é realidade não apenas para as grandes empresas, mas também para as pequenas. Seguir o caminho do desenvolvimento tecnológico é importante e contribui para o aumento da eficiência e produtividade.
Jean-Paul Sartre dizia que “as pessoas lêem porque um dia desejam escrever"; Sócrates pregava a união dos povos, mobilizando pessoas em prol de uma determinada região; a comunidade científica inteira busca descobrir junta a cura da AIDS...
Essa é a web que eu vivo, a web em que a sabedoria está nas multidões. E você??? Quando vai acordar para ela?

ANA MARIA MAGNI COELHO
23 de maio de 2009



segunda-feira, 18 de maio de 2009

SERIA MESMO UMA REFORMA?

Não sei quanto a vocês, mas ultimamente eu tenho evitado conversar sobre política nas minhas rodas de amigos, na faculdade ou no boteco.
Mas na última semana não consegui ficar quieta... Um político causa um acidente e mata dois jovens que no mínimo teriam muitas coisas a realizar pelo nosso País ainda, outro grita a quem quiser ouvir: "não estou nem aí para a opinião pública".
Estou enganada ou essas pessoas a quem ele não está nem aí são as mesmas que o colocam no lugar onde ele está sentado?
Enfim, no último sábado (16 de maio) esse foi o artigo publicado no DAT.

SERIA UMA REFORMA?


Desde que eu me conheço por gente, escuto, leio e ouço falar que o Estado Brasileiro tem inúmeros problemas... Problemas financeiros, políticos e sociais, e recentemente problemas éticos têm ganhado destaque da mesma proporção.
Deputados donos de castelos, uso de verba indenizatória para inúmeros fins, quebra de decoro parlamentar e a credibilidade de nossos representantes cada vez mais abalada em sessões permanentes de escândalos inundando o Congresso Federal.
Recentemente, o governo apresentou uma proposta para reforma do sistema eleitoral e do financiamento das campanhas. Mas será que podemos verdadeiramente acreditar na proposta? Não seria esse um meio de desviar a atenção do nosso povo da rotina de abusos nas duas Casas Federais do Legislativo ou dos reais problemas que atrapalham o dia-a-dia de empresários e da população?
Inúmeras reformas são necessárias para que possamos efetivamente democratizar o nosso país e trazer melhores condições tributárias, trabalhistas, previdenciárias...
Os defensores da atual reforma política costumam descrevê-la como “a mãe de todas as reformas”, um pré-requisito para nossa modernização institucional.
O fato é que a política brasileira vive uma grande crise de imagem, de credibilidade e de respeitabilidade junto à opinião pública e iniciar as reflexões sobre a necessidade de revisão política é uma estratégia de resgate necessária às eleições de 2010.
De nada adianta ficar "remendando uma colcha" já super remendada, precisamos de mudanças significativas ao Estado Brasileiro, senão continuaremos tendo os mesmos problemas de sempre.

Ana Maria Magni Coelho
Maio/2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE COMPETITIVIDADE

Esse foi um artigo publicado por mim em dezembro de 2008... Período de férias!
Período de dedicação integral à minha grande paixão profissional: GESTÃO DO CONHECIMENTO.
Um desafio, um novo modelo, uma quebra de paradigmas que construímos em nossas mentes sobre gestão...
Tenho prazer em compartilhar com vocês!

Conhecimento: Uma questão de competitividade

O conhecimento, nestas últimas décadas, tornou-se o capital principal, o centro de custo e o recurso crucial da economia, e segundo Peter Drucker, famoso e tradicional teórico da Ciência da Administração, “o único recurso marcado pela escassez”. Se isso é mesmo verdade, não podemos deixar de considerá-lo como um importante fator competitivo para as empresas. Seu potencial de transformação e mudança exige que estejamos prontos a novos posicionamentos e novos modelos.
Afinal este é o cenário: a economia aparentemente abalada, grandes organizações dominando o mercado, empresas demitindo colaboradores, novas empresas sendo formalizadas, muitas terras novas a serem desbravadas e caminhos inadequados repletos de conceitos que precisam ser mudados. E, para nossa esperança maior: o conhecimento como solução de excelência no meio de toda a crise!
Precisamos aprimorar nossas competências de gestão e entender a necessidade do uso intensivo do conhecimento nas organizações, não somente pela complexidade dos atuais modelos econômicos e sociais, mas principalmente por uma necessidade de competitividade.
Precisamos ensinar os nossos funcionários a pedir ajuda, a explicar melhor sobre o que necessitam, a compartilhar problemas, a identificar e localizar peritos em conhecimentos específicos, a detalhar o tipo de ajuda que precisam, a solicitar sugestões, a compartilhar com os outros o que aprendeu - mesmo que seja a partir de erros, a se apresentar sempre à disposição para aprender e ensinar algo, a valorizar os que sabem e os que pedem ajuda. E se você é colaborador de alguma empresa ou está à procura de uma nova colocação no mercado de trabalho, assuma essa postura.
É de senso comum o significado das palavras gestão e conhecimento, mas sempre que se junta as duas, no sentindo de uma disciplina, de um departamento nas organizações ou de um conjunto de ações, as pessoas não sabem do que se trata.
Talvez a principal dificuldade esteja relacionada a aparente incompatibilidade das duas palavras . Gestão sempre foi uma atividade humana baseada no domínio sobre algo tangível ou que de alguma forma pudesse ter uma representação baseada na valorização de algo que pode ser medido, como lucro, produtividade ou custos. Como gerir aquilo que não tem limites? O que é tão intangível: o conhecimento!
O desenvolvimento da Gestão do Conhecimento precisa ter em seu foco central o próprio desenvolvimento do ser humano, não somente no ambiente em que este é útil como um trabalhador da Era do Conhecimento, mas em sua dimensão total, como parte e beneficiário do processo.
Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. Embora importante, a pró-atividade desacompanhada de conhecimentos quase sempre depõem contra a organização. Isso porque só a atitude não basta. O que as organizações precisam não são apenas pessoas com habilidades e competências. Elas precisam de pessoas que se desenvolvam através da educação para o trabalho.
Enfim, não há dicotomia: a gestão do conhecimento é o que há de mais humano na gestão.

Ana Maria Magni Coelho
Dezembro/2008

terça-feira, 12 de maio de 2009

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO


Quantas pedras estão ficando no seu caminho???
Até quando teremos medo dos nossos concorrentes, dos nossos clientes, dos nossos amigos?
Tire suas próprias pedras do caminho...

“Teu milho está maduro hoje. O meu estará amanhã. É vantajoso para nós dois que eu te ajude a colhê-lo hoje e que tu me ajudes amanhã.
Porém, não tenho amizade por ti e sei que também não tens por mim. Portanto, não farei nenhum esforço em teu favor. Sei que, se eu te ajudar, esperando alguma retribuição, certamente me decepcionarei, pois não poderei contar com a tua gratidão. Então, deixo de ajudar-te e tu me pagas na mesma moeda. As estações mudam. E nós perdemos parte de nossas colheitas por falta de confiança mútua.”

Esta parábola foi escrita no século XVIII pelo filósofo escocês David Hume. E por incrível que pareça, quase três séculos depois parece que as pessoas ainda não adquiriram o hábito de se associar para resolver problemas.
O associativismo surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, se defender e cultivar. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, a era do conhecimento, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.
Descrença nas próprias forças, resistência a mudanças, falta de confiança nos outros e nas instituições, apego às relações verticais de poder, desapreço pela inovação e pelo conhecimento de outras pessoas muitas vezes impede que nos associemos a um concorrente para enfrentar e resolver uma série de questões de ordem jurídica, técnica, administrativa ou financeira.
O empreendedorismo, organizado por meio do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento, trazendo para condições iguais ou similares as empresas de grande ou de menor porte. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.
Tenho toda a certeza de que a cooperação tornou-se uma condição para a competição. Parece um contra-senso, mas não é. O caminho para os pequenos negócios é cada vez mais articularem-se, pois o principal problema de uma empresa não é ser pequena, mas sim, lutar sozinha para obtenção de melhores níveis de produtividade, acesso a novos mercados, redução da carga tributária ou busca de flexibilidade para enfrentar as turbulências do mundo globalizado.
Como se pode ver, a desconfiança e a falta de visão do coletivo é a grande pedra no caminho do desenvolvimento integrado e sustentável.
No SEBRAE-SP temos vivenciado boas experiências de empresários que superam as diferenças e lutam pelas semelhanças! Ou acabamos com a desconfiança ou a desconfiança acabará com as possibilidades de construção de um modelo de gestão mais equilibrado e justo em prol de um país de resultados.

Ana Maria Magni Coelho
março/2009

EMPRESAS DE TITÃS

Você é uma dessas pessoas que acredita que a aprendizagem pode acontecer por meio de diferentes formas de comunicação e em diversos lugares? Um dos exemplos que tem me feito refletir é o cinema.
A “sétima arte” mostra que saídas para grandes problemas podem estar bem perto de nós e permite abrir perspectivas e facilitar processos de aprendizagem de uma maneira profunda, envolvente, bem humorada, inteligente e capaz de penetrar em todas as áreas da vida das pessoas.
Durante essa semana, assisti “Duelo de Titãs”, um filme baseado num fato real ocorrido em 1971 que narra a luta quase insana de dois técnicos de um mesmo time de futebol americano, um negro (Denzel Washington) e um branco (Will Patton), que juntos precisam viabilizar a perigosa idéia (para a época!) de treinar um time inter-racial. O projeto parece absurdo num momento histórico em que uma sociedade reacionária lutava para que negros e brancos não frequentassem sequer a mesma escola. Que dizer do mesmo time de futebol!
Embora eu não entenda muito sobre as regras do futebol americano, não pude deixar de pensar sobre os processos de liderança e os desafios que esses treinadores enfrentaram diariamente.
Quais serão as relações entre eles e você?
Nas organizações de vanguarda, não basta mais ser líder. É preciso também ser “coach”. A palavra é inglesa (coach = treinador, técnico, ensinar, treinar, preparar) e refere-se àquele que conduz ou que está na direção. Alguém que tem a responsabilidade pelo desenvolvimento de talentos e pela criação de uma nova geração de profissionais.
Sua participação à frente de sua equipe, de suas metas e dos resultados organizacionais tem sido de um coach?
Líderes só são líderes em função de sua participação ativa nas comunidades em que atuam e pelo seu desempenho. É muito mais uma questão de comportamento do que de cargos ou nomenclaturas hierárquicas.
Certamente é alguém com nível diferenciado de motivação, de percepção e de compreensão das pessoas e de si mesmo. É uma inspiração! Alguém que encontra no interior das pessoas e equipes, a energia que as impulsiona numa determinada direção que contribuirá para o bem comum e para os resultados da comunidade ou da organização.
Foi exatamente isso que assisti em “Duelo de Titãs”. Um filme que mexe com valores “fora de moda” como lealdade, dignidade e amizade, emociona, expõe o ridículo do preconceito racial e não tem medo de ser piegas. Com mensagens edificantes e música eloqüente mostra que saber lidar com as diferenças individuais pode representar a chave do sucesso na condução de um time.
É um filme sobre os mais profundos sentimentos humanos. E isso não tem nacionalidade nem regras de futebol que nos impeçam de entender.
Deixe o preconceito de lado e experimente a arte da liderança.


Ana Maria Magni Coelho
Abril/2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

UMA CIDADE NOS TRILHOS

Mogi das Cruzes acabou de fazer sua primeira viagem no Expresso Leste... O que você acha disso?
Será uma vitória a comemorar?
Essa é a minha opinião, publicada no Diário do Alto Tietê no dia 09 de maio


A CIDADE NOS TRILHOS

Anunciado recentemente, o Expresso Leste chegará a Mogi das Cruzes, o que tem despertado a curiosidade de praticamente de todos nós. Nessa madrugada a primeira experiência será feita, mas para que o trem funcione na sua totalidade de possibilidades sabemos que serão necessárias algumas obras importantes de transposição da linha férrea atual e fechamento de travessias.
Mas o que ganhamos com essa novidade???
Além da facilidade e qualidade de transporte de inúmeras pessoas, esperamos um melhor desempenho e por que não, uma possibilidade maior de desenvolvimento regional.
À medida que a população do Alto Tietê foi crescendo, cresceu com ela os problemas de mobilidade e caos do transito paulistano já vem chegando nas nossas cidades. Não bastam rodízios de veículos ou corredores de ônibus, é preciso que pensamos em grande escala e otimizemos o transporte público quebrando os modelos tradicionais.
Os trens finalmente podem nos ajudar a colocar nossas cidades nos trilhos... Trilhos do desenvolvimento, trilhos da cidadania, trilhos do respeito!
Todos nós deveríamos ter a possibilidade de morar perto de onde trabalhamos. Os longos deslocamentos entre trabalho-casa-trabalho não deveriam nos tirar o precioso tempo que devemos ter com nossas familias, cuidando de nossa saúde ou de nosso lazer.
Adensar a utilização das linhas de trem pode ser uma excelente política de desenvolvimento local. Basta um rápido olhar sobre países da Europa e então perceberemos que os trens podem ser chiques, elegantes e trazer muito mais segurança à população reduizindo os constantes acidentes rodoviários e a individualidade dos automóveis.
Isso ainda parece um sonho aos analisarmos os trens da CPTM, mas se sonhar é uma característica para realizarmos coisas diferentes, que o sonho da revitalização das ferrovias brasileiras e dos trens de passageiros, comece hoje!
Não basta pensarmos no Expresso Leste em Mogi. Espero vê-lo como o indutor do desenvolvimento social, econômico, urbano, turístico e cultural de toda a região do Alto Tietê.

ANA MARIA MAGNI COELHO
maio/2009

domingo, 10 de maio de 2009

A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO

Esse foi o primeiro artigo publicado por mim em um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes. Cidade que eu adotei e pela qual assumi um amor e carinho enormes!
É aqui que desejo evoluir profissionalmente e onde desejo ver os meus filhos transformarem-se em homens.
Não adianta... Nós, mulheres do terceiro milênio, viveremos sempre essa dualidade de papéis. Você se incomoda?!? Eu preciso confessar que A-D-O-R-O.
Escrever o artigo foi um imenso desafio, pois não é fácil não parecer feminista ou não dar a impressão de "levantar uma bandeira" da igualdade a qualquer preço.


A MULHER DO TERCEIRO MILÊNIO
Mulher Brasileira Agrega Valor ao Universo Empreendedor e prova que competência independe do gênero.

O século XX foi, com certeza, o século da emergência da liderança feminina e de nossa visibilidade no cenário internacional. As centenas de processos locais, regionais e mundiais que conduziram a este resultado trouxeram à luz a necessidade de rever todas as formas de convívio humano e de organização social, com o intuito de assegurar para mulheres e homens relações de equilíbrio e harmonia e, para as organizações, formas menos autoritárias e verticais de existir. Na realidade, nenhuma organização escapa desta necessária revisão de paradigma, desde a organização familiar até as organizações multinacionais, passando pelas micro e pequenas empresas.
As mulheres vêm aumentando sua atuação em posições de liderança nas empresas e conquistando mais terreno no espaço público. Hoje, somos mais da metade do mercado de trabalho, a maioria nas Universidades, temos as melhores notas e ainda assim é baixa a proporção de mulheres em cargos de decisão nos diversos segmentos, já que ocupam apenas 1 a 2% dos cargos de direção e ganham pelo menos 30% menos que um colega masculino do mesmo nível.
Já no ambiente das micro e pequenas empresas brasileiras é muito relevante a presença das empresas criadas e lideradas por mulheres, que dessa maneira, não só constroem para si uma alternativa de inclusão ou de permanência no mercado de trabalho, mas também geram empregos e promovem inovação e riqueza, contribuindo para o desenvolvimento socio-econômico dos municípios onde se instalam e conseqüentemente de todo o país.
A participação da mulher brasileira no universo empreendedor cresce a cada dia. De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil é o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Fica abaixo apenas dos índices da Venezuela (23,86%), Tailândia (19,33 %), Jamaica (15,69 %), Nova Zelândia (13,75 %) e China (11,6%). Em números absolutos, as mulheres brasileiras que lideram empreendimentos em estágio inicial (com até três anos e meio de existência) ocupam o terceiro lugar (estimado em 6,3 milhões de mulheres). Ficam atrás apenas das norte-americanas (8,9 milhões) e das chinesas (44,8 milhões).
O que isso pode significar?
Que a multiplicidade de papéis embora seja considerada uma característica do universo feminino, pode levar ao reconhecimento de um talento nas mulheres para fazer e pensar várias coisas simultaneamente. Quando bate realmente a necessidade, as mulheres vão à luta e acreditam na sua capacidade de empreender. No entanto, o acúmulo de tarefas - públicas e privadas - rotulado de "dupla jornada" é, freqüentemente, considerado causa ou origem de conflitos e desgastes.
Mas podemos pensar diferente... Quebrar este mito.
A experiência de ser empreendedora proporciona satisfação às mulheres, pois é mediadora de um forte sentimento de auto-realização, que se reflete, é claro, em nossa própria auto-estima. Por outro lado, a grande satisfação decorre do fato de que o negócio próprio é algo com que se identificam, ao qual se dedicam com paixão e que lhes possibilita criar e afirmar seus próprios valores, na medida em que há autonomia, independência e liberdade para ter iniciativa e desenvolver idéias. Complementarmente, as empreendedoras derivam sua própria satisfação da satisfação dos clientes e do reconhecimento manifestado pelo mercado.
Com um estilo próprio de liderar, guiado pela intuição, a mulher conquistou a forma de liderar valorizada pelo terceiro milênio e pela era do conhecimento. A mulher rejeita o gerenciamento autoritário em prol de uma postura que concede autoridade às pessoas, aumentando, assim, a produtividade e os lucros da empresa. Estimula a participação, divide o poder e a informação. Aprendemos a utilizar habilidades internas e externas, fazendo uma combinação harmoniosa entre a lógica e a intuição, entre a emoção e a inteligência.
Até mesmo pela vivência familiar, a liderança feminina também tem um comportamento que aglutina as pessoas. Tem disposição para ser interrompida e, em vez de avaliar esse fato como um entrave, considera-o uma oportunidade de ensinar e interagir. Tolerar ambigüidades e fazer várias coisas ao mesmo tempo nos habilita à polivalência, tão necessária e tão desejada nos dias de hoje.
E você, homem, que encontrou um tempo para ler esse artigo, não se sinta menosprezado. Basta que todos nós passemos a considerar o lado humano no gerenciamento de um negócio como uma imensa colcha de retalhos. Liderar pessoas e conduzir um time pelo caminho de sucesso envolve uma combinação de intangíveis que inclui abordagens motivacionais, gerenciamento de conflitos, habilidades de comunicação oral e escrita e formas particulares de tomada de decisão. Abrange sutilezas culturais, estratégias de negociação e técnicas de interface. Inclui o lado comportamental de planejamento e o papel especial de considerar-se gerenciando pessoas.
E pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa!

ANA MARIA MAGNI COELHO
março/2007.

SEJAM BEM VINDOS!

Depois de ouvir muito de meus amigos, parentes e funcionários, hoje resolvi começar a compartilhar com vocês um pouquinho daquilo que produzo!
Acredito que nossas vidas estão repletas de boas idéias, boas surpresas e por que não, boas notícias!
As pessoas imaginam quem eu sou, apenas eu sei quem sou!
E talvez as principais palavras sobre quem sou eu sejam: aprendiz inquieta!
Sinto-me na busca constante de uma melhor postura e de um melhor conhecer a mim e ao outro, e tenho certeza que tudo o que criei até agora, e o muito daquilo que sou é fruto de algum processo de mudança da minha vida! Algumas mudanças positivas, outras negativas, mas todas com certeza parte de um processo constante de “trans-formação”.
Sinto que sempre posso apronfundar o que conheço de mim mesma, minhas práticas e postura diante dos desafios do conhecimento e “inter-agir” com meus amigos, mediadores, empresas no desejo de conseguir conectar as informações dispersas na nossa própria vida, nas nossas organizações e na nossa forma de olhar e agir frente às possibilidades que o mundo me apresenta.
Bem-vindos a um pouco mais de mim!
Uma mulher que seja cuidar de si e do mundo!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Maio/2009
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