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sábado, 16 de junho de 2012

HIGHLANDERS

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma.
Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”
-- Friedrich Nietzsche --


Nos filmes de cinema sobre o personagem Highlander, um guerreiro escocês que se tornou imortal no iniciodo século XVI, o protagonista Connor MacLeod atravessa as eras combatendo o mal e fazendo justiça sem sentir a passagem do tempo. O herói não envelhece nunca, seu corpo simplesmente não degenera. A única forma de morrer é ser decapitado por um inimigo.
Diante desse enredo fictício, o senso comum nos leva a pensar que um exercito de Highlanders seria praticamente imbatível diante de uma armada equivalente de mortais e que tê-los por perto seria o equivalente a certeza eterna de que o bem sempre pode vencer o mal. Será?

sábado, 22 de outubro de 2011

KADAFI E VOCÊ

A morte de um ditador como Muamar Kadafi traz como efeito imediato um novo fôlego aos países árabes e diversos tipos de manifestações espalhadas por todo o mundo. Ao contrário do Egito e da Tunísia, que viram seus presidentes caírem após semanas de protestos pacíficos, os líbios entraram em luta armada para tirar Kadafi do poder. Independente da forma, a pressão popular em torno da luta pela liberdade mostra que a democracia é a saída para um futuro melhor seja no Oriente Médio ou aqui mesmo no bairro ao lado.
Como não sou cientista política, não pretendo discutir os impactos e conseqüências deste momento histórico para economia mundial. Mas, ao acompanhar as notícias e emoções causadas por tal morte, inevitavelmente me remeti a quantidade de ditaduras que nos prendem sem que ao menos nos questionemos a respeito de suas causas.
Empregos. Relacionamentos. Mídia. Tempo. Beleza. São inúmeras as ditaduras para as quais dedicamos grande parte de nossas vidas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ESCOLHAS

"Tornando-se um consciente criador de escolhas, você começa a gerar ações que são evolucionárias para você." (Deepak Chopra)

Nos últimos dias, noticiei a minha saída do SEBRAE-SP. Uma decisão que envolveu um processo importantíssimo de retomada de valores, direcionamento de carreira e orientação das minhas atitudes para aquilo que considero ser a minha missão.
Muitas empresas também passam por esses momentos! O que vale para as pessoas vale também para as empresas. Uma empresa sobrevive ou não, tem êxito ou fracassa, de acordo com as decisões e escolhas que fez ou faz, de suas estratégias e foco, seus sistemas de crenças e valores, seu estilo gerencial, seus processos, suas estruturas, as pessoas que seleciona, o sistema de treinamento e desenvolvimento que adota. Ou, de acordo com Peter Drucker, "o produto final do trabalho de um gerente são decisões e ações". Resumindo: ESCOLHAS!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PARADIGMA


Alguns termos costumam fazer história quando o assunto é gestão de negócios. Paradigma é um deles. O “efeito-paradigma”, que impede pessoas e empresas de aproveitarem oportunidades ou as impulsiona a repetirem velhos modelos para solucionar novos problemas, é cada vez mais discutido entre gestores e empreendedores.
Thomas Kuhn, um físico norte-americano, em 1962 já falava sobre o assunto. Ele argumentava que paradigmas científicos reuniam informações que limitavam o território de pesquisa procurando as mesmas soluções para problemas enfrentados pela ciência. E pior: se essa solução repetida surtisse efeito, ela reforçava a crença neste paradigma estabelecido.


Mas então, qual é o problema com relação ao “efeito-paradigma”, se a solução repetida traz resultado positivo?

sábado, 30 de abril de 2011

ENCERRANDO CICLOS


Hoje, concluímos um ciclo. Fim de mais uma semana. Encerramento de mais um mês.
Talvez por ter comemorado aniversário na última quarta-feira, 27 de abril, tenho pensado bastante sobre a vida e seus ciclos de evolução. Algumas vezes, ciclos não tão visíveis - e esperados - como o final da semana, mas períodos que se encerram; seja porque não fazem mais sentido em nossas vidas ou porque sempre tiveram um “prazo de validade” determinado e apenas não havíamos tomado ciência dele.
Acabou a faculdade? Perdeu o emprego? Terminou o namoro?
Talvez nem você mesmo entenda a razão do término de algumas coisas que pareciam tão sólidas e importantes em sua vida. Entretanto, se perder muito tempo buscando entendê-las, pode deixar de viver novas (e boas) oportunidades.
Não dá pra ficar esperando que entendam seu amor, reconheçam seu trabalho e esforço ou que lhe devolvam algo que ficou no passado.
Faça novas escolhas com olhos no futuro. Há que saber dizer basta! Há que se ter coragem!
Na vida, nada é estanque e a mudança pode ser muito melhor do que a sua própria situação anterior. Quando uma situação começa a se tornar estressante, chegou o momento final de um ciclo. O que não significa que terminou o tempo daquela situação. Parece confuso? Pois, se os ciclos terminassem com o tempo de todas as coisas, não poderíamos dar continuidade às nossas missões e sonhos.
Talvez você não precise romper todos os laços em sua vida, mas precisa saber que chegou o momento de mudar, de transformar a si mesmo.
A pergunta é: o que estou fazendo com esta situação agora?
Se a resposta é positiva, mesmo com situações de conflito existindo, continue. Agora, se a resposta é negativa, o caminho não pode ser outro se não a mudança!
Ciclos são assim. Algo a se perceber, muito mais do que se questionar.
Você pode começar um novo namoro, um novo curso ou encontrar um novo emprego. Ou pode criar novas situações e desafios no caminho em que já está. Aliás, sua pequena empresa também!
Perceba quais são os seus limites e como seus ciclos de vida se conduzem. Exercite seu autoconhecimento com muito jogo de cintura e desapego. Esqueça os “porquês” sobre o passado e pense nos “comos” para o futuro. Evite as paranóias e insônias de uma vida sem coragem de abandonar as perguntas para respostas que nunca virão.
Apenas encerre os ciclos! Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
(Texto com alguns autores mencionados: Sonia Hurtado, Fernando Pessoa ou Paulo Coelho).

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
30 de abril de 2011

sábado, 25 de setembro de 2010

SABOTAGEM


Pensar em sabotagem traz logo em mente cenas de filmes onde terroristas e exércitos americanos em guerra utilizam planos suspeitos para que seus inimigos não se fortaleçam e não atinjam seus objetivos.
Na verdade, sabotagem é o ato de impedir o pleno funcionamento de qualquer mecanismo, institucional ou não, que seja contrário aos interesses dos sabotadores.
Já parou para pensar que o sabotador da sua vida pode não ser nenhum terrorista malvado, mas você ou sua equipe?
Em quantos momentos, você esteve pronto para para dar um novo salto ou efetivar uma mudança profunda em sua vida e recuou? Quantas empresas escrevem planos perfeitos, mas na hora de implantá-los parecem não ter fôlego para levá-los até o fim?
A dificuldade de realizar seus desejos ou cumprir seus objetivos não mora no desconhecido, mas na sua própria resistência à mudança.
Qualquer um é capaz de iniciar um novo empreendimento, uma nova relação afetiva ou um novo regime. Entretanto, muitos logo percebem que esse novo não é verdadeiramente novo. Procuram e até exigem os mesmos comportamentos da vida anterior, e pior: cometem os mesmos erros.
A sabotagem a si mesmo é um sério problema não só no universo pessoal, mas também na vida profissional onde se espera que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem concretamente os objetivos a que se propõem. Não há mais espaço para “mi-mi-mi”; as coisas têm de dar certo e pronto.
Entretanto, você escuta e obedece ordens de seu inconsciente. Crenças adquiridas quando criança que parecem não deixar que você concretize seus planos pessoais ou profissionais. Afinal, você foi educado para cumprir o que era pedido, sem escutar suas próprias preferências ou considerar suas reais potencialidades. Indivíduos assim não encontram espaço para a mudança ou para a inovação. Não há espaço sequer para a imaginação.
Cada vez que desconfiam de sua capacidade de superar obstáculos, buscam meios de bloquear e paralisar as novas emoções. Preguiça e orgulho serão expressões comuns de auto-sabotagem. Uma sabotagem aparentemente legitima, já que o medo da mudança é maior do que a própria força para mudar.
Quem não conhece alguém que tenha desistido de um regime tendo um milhão de justificativas para sua atitude?
O ciclo da auto-sabotagem se instaura porque o inconsciente quer chamar atenção para as razões profundas que motivam suas ações.
Para descobrir quais são as suas, procure detectar culpas, medos, raivas ou registros negativos de sua infância. Certamente, eles são responsáveis por seus comportamentos repetitivos de auto-sabotagem.
Quando pensar em frases prontas para responder situações inesperadas ou para fugir de situações de conflitos, anote-as e se quiser repetí-las, fuja. Enquanto se auto-iludir com soluções irreais e resistir em rever seus erros e aprender com eles, bloqueará qualquer possibilidade de crescimento ou mudança.
Pergunte-se quem realmente você é e o que deseja ser. Ninguém espera ser terrorista de si mesmo para sempre.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
25 de setembro de 2010
Inspirado em O Ciclo da Auto-Sabotagem de Stanley Rosner

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