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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GESTÃO ESTRATÉGICA PARA A SUSTENTABILIDADE


O que a Vale do Rio Doce, a PROMON, a Caixa Economica Federal e a sua pequena empresa podem ter em comum?!?
Muito simples: a certeza de que nenhuma empresa é uma organização isolada e que os aspectos da responsabilidade social empresarial e da sustentabilidade necessitam ser urgentemente incorporados em suas estratégias de negócio.
Várias vezes já escrevi no Lounge Empreendedor sobre a construção de uma nova economia  (olha só o link para alguns destes posts). Pequenos negócios podem (e devem) gerar lucro, mas também podem contribuir para um mundo mais verde, includente e responsável. A vivência genuína daquilo que chamamos de "desenvolvimento sustentável" requer uma nova cultura que inclua a ética no centro das relações e a incorporação das práticas de sustentabilidade na gestão dos negócios.
Pode parecer complicado, mas não é.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL



NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

 O novo ambiente de negócios mostra que a evolução das necessidades dos clientes tem mudado ao longo dos anos. Graças a economia globalizada, os consumidores estão mais bem informados e mais fiéis às marcas e organizações que lhes dêem razões para confiar.
A revolução tecnológica eliminou distâncias e multiplicou a troca de informações via televisão, jornais, rádio, telefone e internet. A revolução educacional diminui os índices internacionais de analfabetismo, levou um crescente número de pessoas à escola e gerou em toda a população um desejo cada vez maior de informações. Por conseqüência, uma revolução cívica, representada por milhões de pessoas organizadas em todo o mundo, reunidas em associações e organizações não-governamentais (ONG), defendem seus direitos e seus interesses: como a promoção social e a proteção ambiental.

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre se estabeleceu às margens de rios e mares visando garantir seu sustento. Com o passar dos anos e evolução (?!?) do ser humano, a água passou a ser tratada com menos respeito sendo poluída e desperdiçada.
No dia em que comemoramos o Dia Mundial da Água, o Lounge Empreendedor não pode deixar de registrar a preocupação com esse bem precioso e insubstituível, principalmente no que se refere à sua utilização nas empresas.
Crescentes necessidades de água, limitação dos recursos hídricos e prejuízos causados pelo mau uso da água exigem um planejamento bem elaborado pelas empresas e órgãos governamentais visando técnicas de melhor aproveitamento desse recurso.
Não apenas empresas, mas todos os cidadãos têm o direito de usufruir dos benefícios da água, mas também o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente e sem desperdícios.
Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se essenciais para a manutenção da qualidade de vida das comunidades. Se o problema de escassez que já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros.
Afinal, água é um recurso natural que propicia bem-estar, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos: abastecimento das populações e empresas, irrigação, produção de energia, lazer, turismo, transporte, etc.
O que pouca gente se dá conta é de que vários dos problemas relacionados à água estão mais ligados a sua má administração do que propriamente da escassez natural. Isto quer dizer que o futuro pode ser um pouco melhor, se soubermos utilizar a água e criarmos soluções para situações críticas.
Nas indústrias, principalmente após o vapor e a Revolução Industrial, a água tornou-se um dos insumos básicos. Em condições naturais, deveria tratar-se de um recurso renovável, limpo e seguro. Entretanto, as intervenções humanas geram efluentes que a natureza não consegue absorver. Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios e temos aí um problema global.
Não cuidar da água consumida por sua pequena empresa é não cuidar de um problema que é mundial. Se sua empresa gera efluentes, é sua responsabilidade também adaptá-los para condições mínimas de retornar à natureza e entrar no ciclo hidrológico da água.
Mesmo sem o fôlego financeiro que as grandes empresas têm para se adequar às exigências ambientais, pequenos negócios também podem desenvolver soluções relativamente simples e baratas, que mostrem que é possível eliminar o desperdício de água, preservar o ambiente e ainda reduzir custos de produtos ou serviços.
Nesse sentido, gosto muito do caso da cidade de Toritama, no agreste de Pernambuco. Com uma economia que gira em torno das confecções de jeans, a cidade é um exemplo de como aliar desenvolvimento econômico e consciência ambiental através de empresários e políticas públicas apropriadas.
Até a década de 90, o rio que corta a cidade chegava a mudar de cor em função da produção de jeans e do tratamento inadequado para a água utilizada nas lavanderias que tratavam o jeans produzido pelas confecções locais. Bastou um empresário, entre 56 donos de unidades existentes em Toritama, ter vontade, investir em tecnologias apropriadas ao desenvolvimento de um sistema de reciclagem de água e mudar toda a realidade local.
Boas práticas dependem de boas idéias. Reciclagem ou reuso, captação de água da chuva, programas de uso racional, produção mais limpa (P+L) ou substituição de torneiras que desperdicem água são bons exemplos que além de reduzir o impacto ambiental geram redução de consumo e de custos ao negócio.
As técnicas de reuso de água têm se tornado o principal caminho para uma melhor gestão da água em atividades industriais, pois reduz a demanda sobre os mananciais e substitui a água potável por uma água de qualidade inferior que trará o mesmo resultado ao negócio.
A busca frenética pela maximização dos lucros ou pela competitividade não pode fechar os olhos empreendedores à sua responsabilidade cidadã. As micro e pequenas empresas representam um segmento fundamental para a economia brasileira e não podem ficar à margem do processo de disseminação do desenvolvimento sustentável.
É preciso gerir com zelo as necessidades de hoje sem comprometer a capacidade de atender as demandas de gerações futuras reconhecendo que recursos naturais são finitos. Crescimento econômico não precisa estar associado a um gráfico crescente de consumo de energia, água e recursos naturais.
Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra. Se não cuidarmos hoje, certamente não haverá água disponível para sempre.
É claro que boa vontade apenas não resolve o problema. Precisamos escorar o tripé meio-ambiente, economia e políticas públicas como eixo determinante da nova equação de desenvolvimento, inclusive com linhas de crédito que incentivem pequenas empresas que desejem readequar seus processos à economia verde.
Independente do tamanho da empresa ou de sua área de atuação (comércio, indústria, serviços ou agricultura), defina metas como foco na ecoeficiência: reduzir o consumo de água, gastar menos energia, diminuir a emissão de poluentes, aumentar o índice de reciclagem dos resíduos.
O mundo agradece e sua lucratividade também!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL
Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

BELEZA E SUSTENTABILIDADE


Como criar oportunidades de crescimento sustentável? Garantir um crescimento sustentado de longo prazo é o sonho de qualquer empresa e qualquer economia, mas este é um sonho que não está ao alcance de qualquer um.
Um dos mais importantes atributos que o empreendedor deve ter para isso é a capacidade de interpretar os sinais de avanço da sociedade e buscar formas de antecipar o que está por vir, modelando seu empreendimento para enfrentar novos momentos, exemplo disso é a expansão do segmento de moda, beleza e estética.
Com a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho, o pano de fundo das mudanças nos hábitos de compra de produtos de beleza e higiene começa a se solidificar. Com duas e até três jornadas de trabalho, as trabalhadoras começaram a optar por produtos práticos e acessíveis para todas as classes. E mais: vaidade deixou de ser uma exclusividade das mulheres. Os homens também aderiram aos cremes anti-rugas, massagens e drenagens para modelar o corpo.
O setor de estética praticamente não tomou conhecimento da crise econômica. Clínicas de estética, academias, lojas e indústria de cosméticos, perfumaria e o segmento de venda porta a porta aumentam o faturamento, enquanto embelezam a clientela. E com um público claramente definido e portas abertas no mercado, as oportunidades vão crescendo. E imaginem: com a chegada do Verão, os gastos irão se elevar ainda mais, o faturamento vai engordar e mais empregos serão gerados.
Agregar valor em um segmento muitas vezes tão luxuoso e competitivo pode ser o seu diferencial. Um conceito de negócio que pode render às empresas de beleza e estética é difundir o “ser saudável além da aparência”! E isso envolve a saúde do seu próprio negócio de beleza.
Que tal pensar em práticas de gestão ambiental e social? Pensar processos de melhoria contínua não se enquadra apenas para as indústrias. Seu pequeno salão de beleza, sua clínica de estética ou sua perfumaria pode reduzir o uso dos recursos naturais como água e energia, pode optar por fontes alternativas, pode prevenir a poluição visual, do ar, do solo e reduzir a emissão de sons. Além disso, se você pensar na redução de insumos e na diminuição dos resíduos descartados, seu resultado será no faturamento e no bolso. E como conseqüência, ainda irá reduzir os riscos aos seres humanos e ao ambiente natural. Isso sim é beleza!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 30 de outubro de 2009 no jornal "O Diário"
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