sexta-feira, 28 de maio de 2010

BOLA NA REDE

Bandeiras, camisetas, bonés, apitos e uma infinidade de artigos para a torcida brasileira na Copa do Mundo 2010 já invadem as lojas de todo o varejo.
Em poucos dias, a paixão do brasileiro pelo futebol sofrerá grande aumento e milhares de torcedores irão parar tudo o que estiverem fazendo para acompanhar as partidas da nossa seleção canarinho e também de todo o mundo.
E os donos de pequenos negócios? Será que é o momento de sentar e assistir ou colocar a bola na marca do pênalti e fazer seu próprio gol?
Enquanto a bola oficial rolar nos campos da África do Sul, as entradas de seu fluxo de caixa podem aumentar de acordo com suas próprias ações. Depois da crise econômica, o Brasil vive um momento de conjunção positiva aos negócios do varejo. A expansão do PIB, emprego, renda, massa salarial, crédito e confiança criam esse ambiente que junto à euforia consumista da Copa podem ser multiplicados no seu faturamento.
Não posso afirmar que o time escalado por Dunga me inspira tanta confiança quanto as projeções de crescimento do varejo, mas garanto que para os pequenos empresários há muito por torcer e aproveitar.
Bares e restaurantes podem oferecer um cardápio e atendimento especial nos horários dos jogos para incrementar suas vendas e faturamento. Lojas de material esportivo já sentem a ampliação nas vendas. Empreendedores de Rua já incrementaram seu mix de produtos para atender os clientes com artigos de torcida.
Não faltará espaço para aqueles empreendedores que tenham planejamento, criatividade e disposição para acompanhar o ritmo das fases da Copa do Mundo e que, jogo a jogo, encante mais e mais seus clientes!
Não esqueça que para atrair um bom número de clientes ao seu estabelecimento, o ambiente deve ser amistoso. A tradição dos brasileiros nos jogos da seleção é assisti-los em grupo, gritar (e até xingar!) e fazer bagunça. Prepare seu estabelecimento para essa emoção! Capriche na parte externa, respeitando as leis municipais para as faixadas, decore a entrada do estabelecimento, conheça seus potenciais clientes e visite as empresas do entorno oferecendo seu serviço. Lembre-se que em bairros de concentração de imigrantes, você pode ter clientes não apenas para os jogos do Brasil. Se estiver apenas decorado para os jogos da seleção amarelinha, você pode se tornar pouco atrativo para italianos, japoneses ou portugueses.
E se você acha que seu negócio não tem nenhuma ligação com o esporte e que por isso, nem precisa se preocupar, cuidado! A concorrência pode agregar serviços ou brindes especiais que deixarão você para trás. Essa semana, recebi uma refeição em casa que chegou com uma simbólica tabela de acompanhamento dos jogos da Copa da África do Sul que já está fixada na geladeira pelos meus filhos. Gol! A empresa será lembrada durante vários dias.
Encare 2010 como o ensaio da sua empresa para 2014, quando a Copa do Mundo será nossa, mobilizando e acelerando o desenvolvimento econômico por meio de muitas oportunidades para as micro e pequenas empresas.
É hora de planejar, inovar, fazer o gol e partir para o abraço!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - Mogi News
29 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CHEGOU A SUA VEZ? PREPARE-SE!


Todo ser humano idealiza um futuro brilhante, entretanto poucos profissionais realmente planejam de forma racional uma mudança de emprego, uma transição de carreira ou o início de uma vida empreendedora.
Planejar esse momento é crucial, afinal mudar dá trabalho. E se não der, fique atento, pois se você deseja sair de um patamar que já conhece para uma aposta em uma situação ainda desconhecida, não será fácil, mas também não será impossível.
Mergulhar de cabeça no que parece ser uma grande oportunidade sem cumprir etapas importantes do planejamento pode gerar insatisfação, perda de tempo, de dinheiro e desgastes desnecessários.
Para não errar nas escolhas quando novas oportunidades surgirem, é preciso ter clareza sobre sua situação atual e sobre as variáveis que servirão de base comparativa para uma tomada de decisão consciente. Você precisa dedicar tempo e disciplina para si e não deixar que problemas atuais e pontuais influenciem sua análise. Lembre-se que problemas sempre farão parte de qualquer emprego, carreira ou negócio e que nada é só problema e nada é só solução o tempo todo.
É você que escolhe para qual lado pretende levar sua vida. Se viver mergulhado nas atividades e rotinas que cegam para o que é efetivamente um problema e para o que pode vir a ser uma solução, você não conseguirá perceber as oportunidades que podem emergir nesse mesmo mar.
Não deixe a maré conduzir você. As grandes ondas devem ser surfadas de acordo com o estágio de desenvolvimento do atleta e se você ainda não estiver pronto, não adianta querer “se jogar no mar” ou será atirado contra as pedras.
Para não se machucar no que parece ser a onda rumo ao seu futuro brilhante, entenda seu estágio profissional. O que te leva a querer mudar agora? Seu emprego atual lhe traz satisfação? Está infeliz com o trabalho ou são as relações estabelecidas entre os pares, superiores ou subordinados que lhe incomodam? Seus valores pessoais colidem com os valores corporativos? Existem perspectivas para o que você deseja atingir? Sua família está pagando um preço alto pela sua demanda profissional? O mercado está disposto a pagar pelo o que você tem a oferecer ou você está apenas realizando um sonho?
Profissionais em transição devem ter a maturidade para declinar ou não de um processo em função das suas próprias constatações. Não basta “querer sair” de onde você está, mas entender os porquês de “querer ir para o novo lugar”.
E caso você constate que não tem condições de mudar agora e fique com a sensação de que está perdendo a oportunidade dos seus sonhos, não se lamente! Continue a fazer o que precisa ser feito, dedique mais tempo ao seu planejamento de carreira, prepare suas finanças, sua família e sua vida! As oportunidades se repetem para aqueles que sabem onde querem chegar e usam o que têm para buscar aquilo que lhes falta.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - Mogi das Cruzes
28 de maio de 2010

MINISTÉRIO DA PEQUENA EMPRESA


É impressionante a força que as redes sociais têm para aproximar pessoas em convergência de opiniões! Em pleno anúncio sobre a possibilidade de criação de um ministério específico para tratar das questões da micro e pequena empresa, fui surpreendida no twitter (@anamariacoelho) com questões sobre a minha opinião sobre essa possibilidade.
Reconhecer as micro e pequenas empresas como importante vetor de desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais torna a medida no mínimo admirável, mas precisamos de maior reflexão sobre o assunto, principalmente ao analisarmos o quanto a criação de uma nova pasta oneraria a “máquina do governo” já tão pesada em custos e o momento político em que a proposta está sendo conduzida.
De qualquer forma, perceber que finalmente a causa da pequena empresa ganha corpo nacionalmente é uma grande alegria. Esse é um esforço que o SEBRAE empreende desde a aprovação da Lei Geral em 2006 pelo governo federal.
Entretanto, a própria aprovação da Lei Geral nos mostra que não bastam leis ou ministérios para garantir condições diferentes aqueles que realmente são desiguais, pois até hoje muitos municípios ainda não regulamentaram suas esferas da Lei Geral.
É preciso ir além... Devemos pensar em propiciar um ambiente que permita que as MPEs nasçam e sobrevivam de forma competitiva bem como incentivar a formação de pessoas com comportamento empreendedor desde a base educação formal.

Veja a opinião de Bruno Bezerra* (@brunobezerra)

Nos últimos dias, o presidente Lula tem defendido a criação do Ministério da Pequena Empresa, alegando não ser possível que um só ministério [do Desenvolvimento] possa tratar, ao mesmo tempo, dos temas relativos às grandes empresas e daqueles de interesse específico da micro e pequena empresa.
Uma idéia interessante de ser debatida, assim sendo, como empreendedor de um desses espaços e entusiasta da pequena empresa, com duas perguntas vou tentar fomentar o debate em torno da criação [ou não] do Ministério da Pequena Empresa.
O ponto positivo das falas recentes do presidente Lula [mesmo em período eleitoral] é o fato de colocar a pequena empresa em debate. Costumo pensar a pequena empresa como um poderoso espaço empreendedor e um firme alicerce para as ambições micro e macroeconômicas dos governos em todas as esferas.
Os números do CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], do Ministério do Trabalho e Emprego não me deixam mentir: dos 266,4 mil novos empregos com carteira assinada criados em março deste ano, 59% foram criados pelas micro e pequenas empresas. Destes, 44,3% devem-se às microempresas com até quatro empregados e 17% às pequenas que possuem de 20 a 99 trabalhadores.
Contudo, uma primeira pergunta básica: será que o que a pequena empresa precisa é mesmo de um ministério só seu?
É bem verdade que um ministério próprio poderia ajudar nos pleitos da pequena empresa, mas de fato não seria a solução dos muitos problemas, pois se assim fosse, as estruturas de saúde e educação com seus ministérios próprios [e com bons orçamentos] não teriam o mar de problemas que de tão velho e viciado não sabe a idade que tem.
Mais do que os expressivos números na geração de empregos, o poder da pequena empresa no Brasil pode [e deve] ser medido/sentido, sobretudo, na superação das reais adversidades da prática empreendedora. E não são poucas, nem fáceis. Vejamos algumas das principais: burocracia e morosidade na abertura e fechamento das empresas, a eterna falta de crédito barato e sem burocracia, uma legislação trabalhista caduca e improdutiva, o estorvo de novas obrigações trabalhistas, guerras fiscais entre estados, falta de ferramentas de planejamento mais específicas, escassez de mão-de-obra qualificada e a sempre perversa estrutura da carga tributária.
Pensando um pouco na relação ministério-solução, e focando nos entraves tributários e trabalhistas da pequena empresa, minha amiga Ana Maria Coelho – uma estudiosa do empreendedorismo de Mogi das Cruzes – resumiu bem a situação no twitter: oferecer um tratamento diferenciado aos que são realmente diferentes é um meio de oferecer igualdade de direitos. E aí vem a segunda pergunta: é necessário criar um ministério para fazer acontecer o que verdadeiramente importa para pequena empresa?
De tudo fica uma lição: criar um ministério parece ser relativamente fácil, mesmo não sendo nada barato para o contribuinte [leia-se também empreendedor] no perigoso círculo vicioso do peso e custo da máquina pública. O difícil parece ser criar as condições necessárias para que a pequena empresa – um dos principais motores da economia brasileira – possa contribuir ainda mais com o real desenvolvimento do Brasil.


*Bruno Bezerra é sócio da B&F Computadores [pequena empresa de informática], diretor de empreendedorismo da CDL Santa Cruz do Capibaribe-PE e autor do livro Caminhos do Desenvolvimento.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

QUEM NÃO É ESPECIAL?


O Século XXI marca um grande movimento de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e por isso, a promoção de ações conjuntas entre a sociedade civil, poder público e empresas torna-se cada vez mais importante para que tenhamos “nossos” direitos assegurados. A primeira pessoa do plural não é apenas uma retórica, mas uma comprovação de igualdade, afinal quem de nós não é especial em algum momento?
Deficiência representa uma limitação física, sensorial ou mental significativa e não se confunde com incapacidade. A incapacidade de andar, subir escadas, ver ou ouvir é uma conseqüência da deficiência e deve ser vista de forma localizada, pois, não implica em incapacidade para outras atividades do dia-a-dia. Portadores de deficiência ou de mobilidade reduzida são detentores de talento profissional, derrubam barreiras preconceituosas diariamente e trazem competências diferenciadas para o mercado de trabalho como superação de problemas, dedicação, resiliência, criatividade e adaptabilidade.
A legislação brasileira tem avançado muito em relação à proteção dos direitos básicos das pessoas especiais. Temos leis que garantem sua acessibilidade (Lei n.º 10.098/00); seus direitos individuais e sociais promovendo sua integração social (Lei n.º 7.853/89); e também uma lei que estabelece uma cota mínima de vagas de trabalho, em empresas com 100 ou mais empregados (artigo 93 da Lei n.º 8.213/91).
É hora de cumprir a determinação de maneira eficiente, econômica e protegendo os interesses das pessoas e das empresas. Muitas empresas, apesar dos seus esforços, têm encontrado dificuldades para desenvolver projetos bem estruturados, que cumpram as exigências da Lei de Cotas. Elas esbarram nas discriminações do passado. Deficientes com freqüência eram excluídos, pela própria família, do ensino com qualidade e do convívio social e por isso, hoje não cumprem os requisitos dos planos de cargos e salários das empresas.
Sabemos que pessoas com deficiência podem exercer praticamente qualquer atividade desde que respeitadas suas próprias limitações, mas nessa fase de transição, encontrar mão-de-obra qualificada tem sido um desafio para as empresas. Ainda assim, de 2001 a 2005, o número de deficientes empregados no Estado de São Paulo saltou de 601 para 35.782, o que comprova o potencial dessas pessoas quando as empresas aprendem a localizar, contratar e treiná-las adequadamente.
O ideal para beneficiar empresas e profissionais com deficiência é a mescla de funções na abertura de vagas para contratação, já que existem profissionais iniciantes, em processo de qualificação, mas também existem profissionais superqualificados prontos a serem líderes e profissionais de sucesso.
Seja do tamanho que for, as empresas precisam assumir que além do compromisso em gerar valor aos seus sócios, devem ter responsabilidade com as questões ambientais, com os seus vizinhos e com a diversidade social. Combater o preconceito e eliminar as diferenças são exemplos éticos que qualquer um de nós pode adotar.

Veja um exemplo de pura competência e superação...
Você não daria emprego a eles?!?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
22 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SEMENTES DO BEM


“O que você está fazendo para mudar o mundo e contribuir para uma sociedade mais consciente e integrada?” – Se você buscar responder essa pergunta como a um mantra, talvez ela incomode, mas se você acreditar que já contribui pagando seus impostos, talvez nunca tenha pensado em ser voluntário para o mundo que deseja deixar no futuro.
Ser voluntário é encontrar meios espontâneos e legítimos, derivados de sua própria vontade para doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse sociais e comunitários. Vai além de pagar impostos, é ser cidadão na essência do direito e dever de fornecer condições fundamentais à vida dos iguais e dos diferentes a você.
Durante 11 dias, nossa cidade vive uma típica demonstração da capacidade produtiva que o voluntariado organizado pode gerar. A Festa do Divino vai além da manifestação de cultura e fé; os festeiros, devotos e todas as pessoas envolvidas na programação religiosa e na quermesse são a prova de que quanto mais se dá, mais se recebe também. Comprovam que ao compartilharem seu tempo, seus conhecimentos e suas aptidões, não ficam sem eles! Pelo contrário, evoluem e aprimoram suas próprias competências.
A questão fundamental do voluntariado em qualquer segmento é descobrir quais seriam as melhores oportunidades para utilizar suas próprias habilidades para conquistar o bem do próximo. Contar histórias? Servir alimentos? Defender o meio-ambiente? Cuidar de enfermos? Se a ação é espontânea, é você quem escolhe o que fazer e quanto tempo está disposto a dedicar por dia, mês ou por ano. O importante é assumir o compromisso com aquilo que poderá cumprir.
Pense nas escolhas como sementes, que penetram profundamente e fecundam o cérebro criando novos pensamentos e convicções. Boas ações constroem uma nova realidade, cristalizam emoções, modelam atitudes e condicionam decisões.
Não seria esse o novo modelo de uma economia mais equilibrada e de uma sociedade mais justa? Uma economia de mercado em que cada qual se mede pela dedicação que tem em relação ao outro? Uma economia do altruísmo?
Tenho certeza de que é possível gerar valor, criar empresas e garantir rentabilidade sob essa nova perspectiva. Pessoas melhores, certamente criam empresas melhores.
Dar atenção ao capital humano, ao conhecimento, as experiências e competências das pessoas é fundamental para a concretização de melhores resultados. O reconhecimento de um ideal, criar uma sociedade mais justa e equânime, ter a capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, generosidade e o sentimento de pertencer a algo são valores intangíveis que constroem projetos, empresas e comunidades mais conscientes e sustentáveis.
Agir localmente pode influenciar globalmente. Vivemos tempos de união! Nunca é tarde para começar!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Diário Empresarial – 21 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RESPEITO E GENTILEZA NÃO FAZEM NÃO MAL A NINGUÉM


Educação e respeito são elementos fundamentais para qualquer tipo de relacionamento, mas no ambiente corporativo isso se faz ainda mais necessário para um bom desempenho das pessoas e o sucesso da empresa. Um ambiente saudável e harmonioso é vital para que todos trabalhem com maior entusiasmo e produtividade.
O empresário que ainda não percebeu os efeitos positivos que um bom ambiente de trabalho pode propiciar aos seus negócios deve repensar suas atitudes, pois além de ter a produtividade de sua empresa comprometida, pode correr o risco de responder processo por danos morais e criar um clima organizacional desfavorável em todos os setores.
Colaboradores precisam ser respeitados para que possam trabalhar com dignidade e gerar perspectivas de crescimento para si e para a própria empresa. Se como empresário, você acredita que uma pessoa não serve mais, demita-a. Jamais assuma condutas agressivas, desrespeitosas e antiéticas que exponham qualquer pessoa a situações humilhantes e constrangedoras de forma repetitiva e prolongada, com o intuito de forçá-la a pedir sua demissão ou mesmo criar um pretexto para demiti-la por insubordinação. Isso é assédio moral e pode ser punido por lei!
Atitudes como mandar o empregado calar a boca, isolá-lo do grupo, hostilizá-lo na frente de clientes, menosprezá-lo nas reuniões, ridicularizá-lo perante os colegas, fazer exigências impossíveis, deixá-lo sem trabalho, tirar sua comodidade mudando sua sala ou tirando sua mesa, expô-lo a constrangimento público ou tratá-lo com indiferença simplesmente por não gostar do seu jeito de ser, podem parecer inofensivas num primeiro momento, mas a longo prazo não passam de manobras hostis e degradantes de um líder despreparado.
Nestas condições, o empregado fica ainda mais vulnerável e aumenta o seu receio em perder o emprego, além de ficar totalmente desmotivado para o trabalho e desestabilizado emocional e profissionalmente, perdendo sua auto-estima e sua capacidade técnica em gerar resultados.
Por isso, evite boatos, intimidações, humilhações, descrédito ou isolamento entre sua equipe. Às vezes, o assédio pode vir de um colega e seu papel como líder é identificar e punir o agressor.
Acreditar que a pressão psicológica é a única forma de cumprir a meta do mês ou melhorar a qualidade do serviço prestado é uma conduta condenável e não tem nada ver com motivação. Esta é a concepção de uma liderança arcaica. Muitas grandes corporações já foram punidas por agirem dessa forma, com advertências diretas ao agressor e penalização a própria empresa que se mostra solidária com essa prática.
Investir no capital humano, identificar o potencial de cada colaborador e alinhá-lo as necessidades da sua empresa é um inovador caminho para um ambiente mais saudável e o sucesso de sua empresa.
E caso haja necessidade de conversas sobre situações indesejáveis, seja honesto e faça a abordagem de forma branda e sutil, evitando dissabores entre você e sua equipe. Lembre-se sempre que gentileza gera gentileza e esse é o caminho mais humano para qualquer relação.

Ou será que você pretende motivar sua equipe e aumentar a produtividade como no vídeo?!?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
14 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O X DA GERAÇÃO Y


Se você pensa que ter filhos na considerada Geração Y, nascidos entre 1980 e 1995, é apenas adequar-se a um perfil multitarefa e techno-esclarecido é hora de renovar suas percepções. A chegada do dias das mães e meus próprios filhos têm me feito pensar muito sobre isso.
Para essa nova geração, tecnologia é o ambiente do relacionamento. A novela das 8, o jornal ou os livros não fazem muito sentido porque desde muito cedo, essa geração se viu totalmente ligada à tecnologia e por meio dela, consegue construir relações e conhecimentos de forma mais rápida e mais barata, mas nem sempre tão eficiente.
Pais X com filhos Y lidam com jovens dinâmicos, antenados, que anseiam por flexibilidade e mobilidade e que ao chegarem ao mercado de trabalho, querem rápido reconhecimento e feedback constantes. Caso não consigam, se arriscam em aventuras que muitas vezes os trazem de volta as casas dos pais após uma pseudo-independência.
Se por um lado têm um espírito empreendedor, questionador, criatividade e intimidade com muitas tecnologias; por outro, têm pouca paciência, escassa capacidade de gestão e administração, dificuldades para se expressar adequadamente, já que se comunicam por símbolos e lêem muito pouco e são extremamente individualistas, mas também muito tolerantes.
Relacionam-se muito bem por e-mail e nas redes sociais, mas ao vivo, não estão prontos a negociar e buscar soluções para problemas aparentemente simples aos nossos olhos da geração “X”.
Para a geração que vive no Twitter ou no Facebook, os pais tornam-se um público cada vez mais privado de suas experiências se não fizerem parte de suas comunidades. Hoje, fazem parte de um time ligado 24 horas nos 7 dias da semana em busca de experiências e conhecimentos compartilhados honestamente.
Então, como uma mãe X deve se comportar com seus filhos Y?
Serenidade e equilíbrio são boas competências a desenvolver. Seja liberal, sem ser permissiva. Busque autoridade e não poder. Proteja, mas não sufoque. Não ultrapasse seus próprios limites para ser “legal”. Lembre-se que seu papel é educar!
Educar para o exercício do respeito e da cidadania seja qual for a geração: X, Y ou Z.
Se a individualidade é considerada um direito fundamental dessa nova geração, mostre as vantagens da coletividade. Se entre eles, cresce a necessidade de ter as coisas à sua maneira, respeite esse mundo em mutação, conversando de forma honesta. Abra os horizontes de seus filhos e reflita com eles valores, perspectivas, atitudes e experiências. Todos nós precisamos de pais que nos transmitam carinho, limites e amor!
Por que, no fundo, como dizia Eliz Regina: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!”
Você já parou para pensar nisso?
Como se comporta com seus filhos Y? E mais: tem uma equipe de Y?
Como lidar com eles?
Um beijo a todos os meus amigos e um FELIZ DIA DAS MÃES!

Ana Maria Magni Coelho
Produzido para a página Opinião
MogiNews

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃES PARA O FUTURO


Empresários têm aprendido, ano após ano, a aproveitar as datas comemorativas como estratégia de promoção de vendas. O apelo emocional que envolve datas como o Dia das Mães deixa o consumidor mais motivado às compras e deveria também provocar reflexões sobre as responsabilidades de cada mulher como mãe! Será que não é o momento de aproveitarmos a ocasião para pensar no planeta que desejamos deixar aos nossos filhos bem como nos filhos que pretendemos deixar ao mundo?
Em um final de semana que comemoramos o dia das mães, não podemos desperdiçar a oportunidade de repensarmos nossos modelos de educação. Educação que é determinada por nossas próprias atitudes e posturas, afinal crianças aprendem respeito e valores através do exemplo de seus pais ou educadores.
É tempo de realizarmos mudanças em nossas próprias vidas em prol de uma sociedade melhor e os exemplos podem ser muito simples: fechar a torneira enquanto escovar os dentes, não demorar no banho, jogar o lixo nos locais apropriados, engajar-se em ações de ajuda comunitária, não depredar o patrimônio natural, limpar o quintal de sua casa, tratar com respeito as pessoas diferentes de você, e por aí vai.
Mudar suas atitudes e mostrar-se presente na vida das crianças pode formar adultos diferenciados para um mundo diferente no futuro. Para isso, conheça seus interesses, valorize mais seus acertos do que suas dificuldades e quando um erro acontecer, critique a situação e nunca a capacidade ou inteligência da própria criança. Estímulos de amor, no falar ou no agir, um abraço ou um beijo nunca são demais para a educação. Crianças precisam aprender regras através de um conviver sadio com pais, professores e/ou adultos firmes, mas repletos de amor, aceitação e confiança que propiciem segurança e uma auto-imagem positiva para que elas assumam sua responsabilidade na interação com o meio-ambiente e com o mundo.
Que tal substituir as palavras tão comuns como fome, guerra, aquecimento global, hipocrisia, materialismo, desigualdade social, preconceito, egoísmo, intolerância, mentira, violência, maldade, terrorismo, ódio, exploração infantil ou individualismo por situações cada vez mais raras de alegria, altruísmo, caridade, cavalheirismo, coerência, compreensão, constância, cooperação, disciplina, empatia, equilíbrio, generosidade, honestidade, humildade, independência, integridade, lealdade, motivação, otimismo, paciência, responsabilidade, sabedoria, sensibilidade, simpatia, sinceridade e tolerância?
Ser mãe é mais do que ganhar presentes dos filhos. Ser mãe é dar filhos de presente ao mundo! Ser mãe é contribuir para o desenvolvimento sustentável formando cidadãos capazes de ser solidários, preocupados com a preservação dos recursos naturais e participantes de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a diversidade.
Ao criar o mundo, Deus nos presenteou com uma diversidade de recursos naturais, que poderiam ser usados, mas que também teriam de ser preservados. Durante muito tempo, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico, usamos e abusamos desses recursos naturais, e hoje, se desejamos realmente deixar um mundo melhor para nossos filhos, a melhor coisa a fazermos é formar nas nossas crianças uma consciência ecológica desde cedo. Nosso planeta agradece e novos Dias das Mães poderão ser comemorados pelos próximos 200 anos!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Sexta-feira, 07 de maio de 2010
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