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sábado, 23 de março de 2013

AMOR SEM COBRANÇA


O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família e existe um imenso mercado voltado para eles, quase como se fossem crianças. Certamente, estamos vivendo uma época de enorme atenção em relação aos animais quando sujeitos, cada mais individualistas, encontram nos bichos excelentes companhias. Houve, de certa forma, uma humanização dos animais.
Não é raro encontrar pessoas cada vez mais satisfeitas com a convivência com seus bichos - e até casais que preferem criar um animal a ter um filho. O amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança e é sempre divertido. Está tão em alta porque é um amor que gratifica e quase não exige. As pessoas percebem mais reciprocidade do que nos relacionamentos convencionais, onde se sentem constantemente cobradas e criticadas. Afinal, não há gatinho que pergunte “por onde você andou até agora?” ou cachorro que reclame do futebol ou da internet até altas horas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

AS PEQUENAS EMPRESAS E A NOVA ECONOMIA


O ano é 2022. Há no Brasil cerca de 1,8 milhões de micro e pequenas empresas do setor de serviços, de um total de cinco milhões de MPE - isto se considerarmos apenas as empresas participantes do Simples Nacional. De 2012 até aqui, o percentual de crescimento foi de 33% o que retrata a realidade de um setor que se reinventou. A partir da robustez que já existia há dez anos – com participação em 56,1% do PIB, segundo o IBGE, a dinâmica do setor criou novos modelos de negócios, novas estratégias de atendimento, com espaços cada vez maiores de cocriação com os stakeholders, além de necessidades de consumo difíceis de imaginar a uma década. Quem pensou em uma vida igual a da família Jetson, o famoso desenho futurista, talvez tenha que esperar um pouco mais para ver os carros voando pelas ruas, mas o conceito e a aplicação das smarties cities já trazem excelência em mobilidade, segurança, além de diversos e-services que não conceberíamos existir.
O comportamento inovador e participativo no jeito de consumir também criou demandas que exigiram soluções criativas para segmentos como automotivo, beleza, saúde, bares e restaurante, turismo, economia criativa e digital. Só para citar e realçar avasta diversidade de empresas de serviços atendidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). O setor empregava em 2012 cerca de quatro milhões de pessoas. Sem falar dos Empreendedores Individuais que chegaram a quase 900 mil, de um total de 2,5 milhões. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2010). Em dez anos, as empresas mais competitivas já incorporaram as melhores práticas de negócios sustentáveis - preconizados anos antes na Rio+20 e Rio92 - inovando em processos, produtos e mercado sempre com foco na contínua melhoria de sua produtividade e na qualificação das pessoas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FESTA DE FIM DE ANO NA EMPRESA

 
O período de final de ano é marcado por uma grandes quantidade de eventos. Costumo dizer que se aceitasse todos os convites, passaria dezembro sem ver minha família e iniciaria o novo ano com uns 5 quilos a mais. Afinal, são tantas empresas, fornecedores, clientes e até os amigos promovendo algum tipo de encontro para fortalecer o bom relacionamento comercial que a agenda parece bem menor do que a demanda.
Se assim como eu, você vive essa cilada, saiba que tem um evento que você não deve faltar: o da sua empresa!
A grande maioria das organizações promove ao final do ano uma festa de confraternização entre os colaboradores como forma de agradecimento pelos resultados atingidos, pelos prejuízos amenizados ou, pelo menos, para proporcionar uma maior interação entre os grupos de trabalho, chefia e subordinados.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS


Amanhã, 1º de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e a prevenção da doença em jovens gays de 15 a 24 anos de classe baixa é o foco principal da campanha deste ano, realizada pelo Ministério da Saúde. O outro tema é o respeito a quem vive com AIDS, direito que defendo e que sei que envergonha muitas famílias de quem tem ou convive com a doença. O objetivo da campanha é fazer com que a sociedade reflita sobre a discriminação tendo como base esse dois pilares.
Na verdade, a escolha dos jovens gays vem do fato da epidemia de AIDS registrar tendência de aumento entre eles. No geral, a doença ainda continua preocupante para os homens que fazem sexo com homens. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou sua campanha mundial para o período de 2011 a 2015 que traz como tema "Zero Aids related deaths" (tradução livre: "Morte Zero relacionada à AIDS").

sábado, 9 de julho de 2011

NÃO ESTAMOS EM CASA


Sejamos sinceros: quem não gosta de cantarolar de vez em quando? E assoviar aquela música que não sai da cabeça? Estão aí, atitudes que, muitas vezes, fazemos sem perceber. E como não falar sobre as canetas que têm aquele botãozinho em cima, que dá para ficar apertando e desapertando continuadamente? Seja tique nervoso, válvula de escape ou produto do nosso inconsciente, atitudes como essas devem ser deixadas em casa, todos os dias, ao irmos para o trabalho.
Ocorre que ambiente corporativo não pode ser confundido com o “lar doce lar”, onde tudo podemos sem delongas e com poucas regras. Além de demonstrar falta de educação, sibilar, cantar, ouvir música, rir e falar alto atrapalham o colega ao lado e, conseqüentemente, o rendimento da empresa.
Devemos levar em consideração, ainda, que o local onde atuamos como profissionais (é como queremos ser reconhecidos, não?) deve ser neutro ao máximo. Mesmo reunindo diversos tipos de pessoas, com as mais variadas crenças, credos, culturas, gostos, opiniões, etnias e condição social, esse ambiente não pode lembrar (nem de longe) as características da "casa da Mãe Joana". Passamos no trabalho oito horas ou mais por dia, então, a paz precisa reinar para que o ofício não se torne penoso e questionável.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A AIDS


A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) foi reconhecida como crise global em meados da década de 80. Em 1986, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou em 100.000 o nº de casos de AIDS no mundo inteiro e de 5 a 10 milhões o número de casos de infecção pelo HIV. Pesquisadores estimavam que o nº anual de mortes devido à AIDS atingiria o pico de 1,7 milhões em 2006. Mas, somente em 2001, foram relatadas 3 milhões de mortes devidas à doença.
Avaliar o impacto social e econômico do HIV/AIDS é mais difícil do que fazer qualquer outro tipo de previsão. Ouso afirmar que a epidemia (ou seria, pandemia?) ainda não encerrou seu ciclo em nenhum país e que certos impactos do HIV/AIDS, tais como o preconceito, o desespero e a dor, jamais poderão ser medidos facilmente.
No entanto, é provável que a morte prematura de tantos adultos provoque escassez de mão-de-obra e sobrecarregue a assistência dos serviços sociais e também que jovens e crianças sejam prematuramente incumbidos de cuidar de seus pais e trazer o sustento à sua família.
Foi assim comigo em 1994!
A AIDS foi a causa da minha despedida prematura da minha mãe e do mergulho da minha existência no mundo dos adultos.
Hoje, 1º de Dezembro, comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a AIDS. Com a evolução do sistema de saúde brasileiro, a luta principal não é apenas contra a doença, mas principalmente contra o preconceito.
Minha mãe Magali e eu com 15 anos
Em 1994, ano em que perdi minha mãe para a doença, AIDS era doença de prostituta, drogado ou travesti. Mulheres preferiam o silêncio e a solidão do sofrimento a terem que assumir uma contaminação por seus maridos, namorados e parceiros.
Tenho certeza que, por vergonha, minha mãe preferiu nos dizer que sofria de leucemia durante todo o período de manifestação e tratamento da doença. 
Obviamente, ela não poderia esconder as feridas, o sofrimento, a luta, os remédios e as injeções. Mas, a causa?
Ah! Nisso a "dona Magali" mandou super bem. Afinal eu tinha menos de 18 anos, os sintomas ainda não eram tão divulgados e talvez, eu também acreditasse que a AIDS jamais aconteceria na minha família.
Só descobri a verdade ao receber o atestado de óbito.
Susto? Medo? Angústia? Não lembro bem qual foi a minha primeira reação...
Lembro-me apenas que logo quis viver a doença mais de perto e dedicar um pouco da minha vida a outros portadores do vírus. Me revezei entre várias entidades de apoio aos soropositivos. Tive a emoção de viver momentos com pessoas maravilhosas, algumas que também já se foram e outras que permanecem na luta, com dignidade.
Desde 1996, o coquetel é oferecido pelo ministério da saúde e pode auxiliar no controle da doença, embora às vezes provoque muitos efeitos colaterais, que são superados com carinho e atenção de pessoas queridas. Vivi muito de perto uma luta que transcendia os sintomas do corpo. Muitas vezes, o soropositivo luta contra uma “morte social” que acaba fazendo-o adoecer ainda mais.
Há mais de 20 anos, a AIDS assombra a população e mesmo assim, ainda não somos livres de julgamentos e preconceitos. Nem todas as pesquisas, tratamentos e campanhas contra a discriminação foram capazes de nos livrar do pensamento mesquinho, tacanha e repleto de falso moralismo.
Por isso, em 2002 foi criada uma Lei (nº 11.199/02) para proteger os direitos à cidadania dos portadores do vírus que prevê pena de até quatro anos de detenção para os que a transgridam.
Na verdade, quem tem pena sou eu.
Pena e vergonha de pessoas que precisem de uma lei para exercer um comportamento tão óbvio como o RESPEITO e a LIBERDADE. Até hoje, convivo com pessoas que me dizem: “Mas, Ana, você é uma executiva de tanto sucesso, não pode sair falando por aí que perdeu sua mãe por causa da AIDS.”
Uau!!! Não posso mesmo???
Pois saibam que tenho o maior orgulho em utilizar o espaço do Lounge Empreendedor para contar essa história e defender a prevenção como único caminho coerente para salvar portadores do isolamento e todos nós de uma possível contaminação.
Infelizmente, a prevenção tem sido um difícil processo para os programas de controle da AIDS. Anteriormente, era grande o desconhecimento sobre a doença e hoje, mesmo com o aumento do conhecimento científico acerca do vírus, suas interações com o organismo, as formas de evitar a transmissão e contágio; as pessoas ainda não se conscientizam e mantém o pensamento de que nunca acontecerá com elas.
ACONTECE, SIM!
A AIDS não escolhe pessoas.
Minha mãe foi contaminada pelo segundo homem com quem manteve relações em toda sua vida, marido a quem tanto amava e era fiel (meu padrasto). Betinho, um dos maiores símbolos da luta contra a doença, fatalmente contraiu o vírus em uma transfusão de sangue, procurando se tratar como hemofílico.
Tudo bem que na época os tratamentos de saúde eram mais precários, o sangue não passava por tantos testes como hoje, mas não existem escolhidos. A fatalidade pode acontecer comigo, com você e com qualquer pessoa.
Assim, o que temos a fazer é parar de esconder o problema e conscientizar a maior parte da população sobre a importância do movimento da prevenção e luta contra a AIDS.
No Brasil, assim como na Austrália, Senegal, Tailândia e Uganda, os programas de prevenção da doença devem seu sucesso (ainda relativo, em minha opinião) à colaboração entre o governo, setor privado e organizações não governamentais. É preciso que hajam metas e orçamento destinados a promoção da educação e da comunicação aberta junto aos jovens sobre os riscos do vírus e sobre a importância de um comportamento mais saudável. É preciso oferecer e estimular o uso de preservativos, que constituem o único método anticoncepcional que também previne contra a transmissão.
É preciso incentivar o exame voluntário e encaminhamento médico dos soropositivos. Quanto mais cedo a pessoa se apresentar voluntariamente para receber orientação e submeter-se a exames, mais cedo ela poderá se tratar. O medo do resultado do exame afasta o paciente de um acompanhamento médico que promova ao portador do HIV uma vida normal antes que a doença se manifeste.
Somente uma abordagem estratégica, coordenada e de grande escala representará esperança real no que a OMS chama de holocausto demográfico da AIDS.
Caso você tenha se interessado e deseje contribuir efetivamente com a causa, o site Apontador.com, realizou uma lista de instituições de estudo, pesquisa e de apoio a prevenção da AIDS. Entre em contato com esse pessoal e veja como fazer:

Programa Nacional de DST e AIDS
http://aponta.me/2FvuL


Gada - Grupo Amparo Ao Doente de AIDS

Gipa -Grupo de Incentivo a Prevenção da AIDS

Disk AIDS

Programa Municipal de DST AIDS




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NA ONDA DAS REDES SOCIAIS


Pensem comigo: seriam as redes sociais uma nova onda ou um novo modismo imposto pela internet? Algo que vai se propagando, se modificando, mas perdura. Ou algo efêmero que todos querem seguir, mas que logo desaparecerá?
Um estudo da consultoria Deloitte com 302 empresas brasileiras mostrou que 93% pretendem manter ou aumentar seus investimentos nas redes sociais. Esse movimento se comprova com as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) que utilizam o portal de negócios do Comunica Geral. Somente no mês de setembro, dos mais de 500 projetos publicados no site, aproximadamente 15% são de marketing digital. Desses, mais da metade está relacionado com ações em mídias sociais.
Então, afinal, o que as redes sociais representam para as MPEs e como tirar melhor proveito delas?
De nada adianta, no calor do modismo, delegar ao colaborador mais apaixonado pela Internet a criação do perfil da empresa nas mais variadas redes sociais. Twitter, Facebook, Orkut, Linkdin, todos podem soar como diversão. No entanto, o que parece brincadeira de criança pode colocar a reputação de sua marca em risco.
Isso porque qualquer ação na rede amplifica suas conseqüências.
Se as ações de marketing do seu negócio são bem planejadas e executadas offline, as ações online tenderão a aumentar os bons resultados. Entretanto, o contrário também é verdadeiro. Ações online mal planejadas podem ser devastadoras, já que na rede a velocidade é um sopro. Por isso, fique atento!
Segundo recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) 65% das empresas já estão presentes nas redes sociais, mas apesar da alta adesão, apenas 7% as consideram de fato imprescindíveis.
Para 45% dos pesquisados, o fortalecimento da marca foi apontado como o maior benefício trazido pelas redes sociais. Pronto! Era aí que pretendia chegar: as MPEs podem (e devem) tirar proveito da proximidade e do relacionamento com o cliente oportunizado pela internet. Não existe porte de empresa na web, mas sim, o desejo de se relacionar.
Diferentemente da publicidade nas mídias tradicionais, a propaganda – entendida como algo que propaga que divulga, e não o anúncio visando aumento de vendas –, é muito mais intensa e efetiva na mídia online. O relacionamento com o consumidor na Internet é constituído de interatividade. As pessoas opinam livremente sobre o que desejarem.
Portanto, planeje as ações na rede de forma profissional. Monitore sua marca, seus concorrentes, pesquise a satisfação dos clientes, invista na velocidade de resposta, promova engajamento dos colaboradores e faça bom proveito das redes sociais.
Mergulhe nessa onda de forma consciente!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
28 de outubro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

TIRANIA

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. “O senhor é quem manda”. “Seja feita a sua vontade”. Quem nunca se viu impulsionado a utilizar uma dessas frases na relação líder-liderado que atire a primeira pedra.
Gestores que lidam com suas equipes através do autoritarismo, da repressão e do abuso do poder em nome das metas da organização ainda são muito comuns, pois, geralmente, trazem bons resultados financeiros a curto prazo.
Muitos chegam a posição de liderança sem saber como lidar com pessoas, ou pior, foram convencidos de que a tirania é a melhor maneira de obter resultados. As políticas de promoção nas empresas tendem a transformar excelentes especialistas técnicos em executivos. Pessoas competentes e dedicadas, mas que quase nada sabem sobre como as pessoas se sentem ou reagem às suas atitudes e comportamentos.
Embora, ofereçam resultados para a empresa, constróem equipes com baixa auto-estima e autoconfiança que, cedo ou tarde, passarão por reflexos inevitáveis: pedidos de demissão, afastamentos por licença médica, queda acentuada de desempenho e, de uma forma geral, profissionais trabalhando com alto grau de estresse.
Sendo maltratado e desrespeitado, o liderado trabalha insatisfeito e faz com que um grão de areia se transforme em uma montanha. Quem nunca teve um superior capaz de causar ânsia, provavelmente já ouviu alguém comentar que está a ponto de pedir demissão, porque não suporta mais conviver com os abusos de poder do chefe.
Submeter-se a este tipo de liderança contribui para a perpetuação da situação. Não há tirania sem submissão. Muitas vezes, os próprios colaboradores, involuntariamente, permitem e até estimulam a continuidade dessas atitudes não condizentes a um meio organizacional saudável. A empresa adquire uma doença coletiva e como a sobrevivência fala mais alto, o líder se perpetua e os colaboradores resolvem a questão reclamando pelos corredores ou tomando remédios para superar a situação.
Se você se considera vítima de um líder tirano, transparência, confiança e coragem são fundamentais para a mudança. Trabalhe a sua auto-estima e autoconfiança para se fortalecer e não contribuir com o processo de maus-tratos.
Agora, se você é o próprio tirano, busque um trabalho de coaching ou de treinamento para o desenvolvimento de competências comportamentais. Participe de avaliações 180 ou 360 graus onde possa conhecer a opinião das pessoas de diferentes níveis hierárquicos sobre você. Prepare-se para mudar.
Tratar bem as pessoas, respeitá-las e reconhecê-las tem apenas efeitos positivos no sucesso das empresas. A tirania, por outro lado, talvez gere resultados positivos, porém imediatistas. Tirania traz consigo um custo que será cobrado mais cedo ou mais tarde.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - Mogi News
28 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

NATUREZA QUE ENSINA


Ninguém pode viver isolado. A natureza nos ensina que essa é uma lei que vale para todos. Algumas flores, por exemplo, precisam de ajuda de insetos para disseminar seu pólen e outras plantas precisam dos animais para disseminar suas sementes e assim assegurar a sobrevivência de uma espécie.
A experiência humana, por sua vez, passa pelo mesmo processo. É na troca constante e continua uns com os outros que nos desenvolvemos. Observando comportamentos, corrigimos erros, acertamos diálogos, crescemos como indivíduos e nos desenvolvemos como espécie.
O isolamento provoca o distanciamento do outro e a sensação perigosa de "não pertencer". Não significa que precisemos viver relacionamentos grudentos e simbióticos o tempo todo. Este é o outro lado da margem do rio da vida, um extremo também perigoso.
Somos tribais, precisamos do grupo, do apoio, dos momentos de troca e conversa. Os erros e acertos encontrados na vivência do dia-a-dia, os conflitos gerados por diferentes opiniões são muito importantes para a construção daquilo que somos ou do que queremos ser em nossas vidas e profissões.
Assim como na natureza, no mundo dos negócios esta não é uma tarefa fácil. A competição é enorme e a maioria das estratégias utilizadas para atrair o cliente ou reter talentos é similar, senão idênticas. A questão é como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo.
A evolução tecnológica da era pós-industrial representa a transformação da riqueza física, baseada na terra e nos bens de produção, em ativos intangíveis, nas pessoas e seus relacionamentos. Neste sentido, ganhou significado patrimonial não só a marca, mas também os domínios, as tecnologias, as licenças etc. E com isso, uma série de mudanças comportamentais e de postura ocorreram.
O ambiente de negócios se transformou, principalmente com a inversão da cadeia de produção, com um modelo de logística reversa, sem estoques, com terceirização de pessoas, processos e até operações. Será que nesse oceano, ilhas completamente deslocadas de seus continentes se manterão saudáveis?
Se você for uma ilha com competências totalmente deslocadas daquelas necessárias à sua empresa (continente) certamente será mais difícil manter sua produtividade e motivação. Pense na qualidade do néctar que vem polinizando e, principalmente, na forma como ele será oferecido.
A natureza pode ser uma grande mestra. Espalha suas lições em cada folha, no colorido das flores, dos insetos e dos animais e mostram em silêncio a complexidade de suas interdependências, como deveria ser nas empresas e seus relacionamentos profissionais e pessoais.
A sobrevivência das espécies passa pela cooperação de uma com as outras e na percepção apurada daquilo que muitas vezes os olhos humanos não conseguem captar.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
14 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

CAROS RELACIONAMENTOS


Chegamos ao Dia dos Pais e à oportunidade de celebrarmos encontros e desencontros.
Pais pós-modernos vêm passando por transformações que os levam a uma participação cada vez maior nas decisões antes reservadas para as mães; tanto na educação quanto nos cuidados com os filhos. O preconceito está diminuindo e as dificuldades na adaptação e conciliação dos cuidados com a casa, com filhos e carreiras, são os mesmos entre os gêneros. Tanto a mulher, como o homem, pode sofrer para encontrar energia e superação na hora da tripla jornada.
Por isso, esqueça a questão cada vez mais comercial de datas como as de amanhã para retomar o significado da paternidade e do envolvimento efetivo dos pais com os filhos.
Use a data para celebrar a suprema arte de guiar e orientar, de brigar ou elogiar na hora certa, de beijar e amar aqueles que serão a eternidade de sua existência. E, ainda que não possam estar presentes todos os dias, lembrem-se que a paternidade se dá por meio de elos intenso, construídos com dedicação e responsabilidade. Celebrem seus filhos naturais ou adotivos, de sangue ou de coração, prodígios ou não. Ninguém precisa estar casado para ser pai, basta um alto investimento afetivo e a paternidade logo se faz.
E falando em investimento, fica a sugestão para aproveitar a oportunidade trazida por qualquer data comemorativa. Que tal rever o dia a dia financeiro de sua família e defender um estilo de vida mais sustentável economicamente? Filhos devem ter também uma boa educação financeira.
O foco de qualquer data especial deve girar em torno das pessoas, e não das coisas, afinal sentimentos não são construídos através de agrados materiais.
Tenho certeza que muitos são capazes de lembrar um tempo em que "criávamos" na escola nossos próprios presentes com a ajuda dos professores. Podia ser um desenho de toda a família reunida, uma gravata feita com papel crepom ou uma flanela com a nossa pequena mão "impressa" com tinta guache. Era tudo muito simples, mas aquilo parecia emocionar nossos pais, avôs ou qualquer pessoa que compartilhasse conosco tal momento.
À medida que crescemos, a inocência vai sendo deixada de lado e o consumo desmedido e desnecessário nos condiciona a "comprar um presente para o papai” como se o presente fosse o único modo de demonstrarmos afeto verdadeiro. Dar presentes é uma arte e sua escolha não significa necessariamente gastar muito dinheiro. O melhor é pensar na felicidade que aquele presente trará ao seu pai, seu filho ou aquele que será presenteado.
Dinheiro compra presentes caros, mas não cria caros relacionamentos. Não é o custo ou a sofisticação da embalagem que dá a medida exata do carinho ali contido ou o reconhecimento de uma paternidade realmente responsável.

Faça sua vida valer a pena!



ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
07 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

MAIS QUE PRODUTO


Ninguém vende produtos. Calma! Não enlouqueci quando decidi escrever a coluna dessa semana.
Por mais tangíveis que sejam as roupas, panelas ou equipamentos, empreendedores vendem a satisfação da expectativa que o cliente tem em vestir-se bem, fazer uma boa refeição à sua família ou assistir um bom filme na televisão. Longe de ser tangível, essa satisfação é extremamente particular e requer muita credibilidade para ser transmitida e incorporada às suas vendas.
Bom atendimento, qualidade do produto, suporte e assistência técnica podem ser determinantes para definir a idéia de excelência na mente do seu cliente.
Ser excelente é ser tão bom quanto você possa ser e melhor do que o seu cliente espera de você. Significa estabelecer novos referenciais de desempenho e inventar seu próprio futuro em vez de apenas tentar predizê-lo.
A razão de qualquer negócio é a realização dos desejos de seus clientes, inclusive seus clientes internos. Por isso, busque fazê-los prosperar, satisfaça plenamente suas expectativas e crie um ambiente de trabalho onde os funcionários possam contribuir, desenvolver-se, crescer e ser justamente recompensados pela contribuição ao rendimento de seu negócio.
Se um empreendedor falhar em um dos três elementos, comprometerá sua competitividade ou não sobreviverá. Produtos são facilmente substituídos, serviços não.
Não há lugar para a acomodação. A busca constante da inovação e da diferenciação garante um sucesso de vendas mais perene.
Os grandes desafios para a diferenciação dos serviços estão na compreensão total do cliente e de suas necessidades, inclusive aquelas não verbalizadas quando ele parece simplesmente escolher uma nova blusa para o final de semana.
Construa um relacionamento ativo com sua carteira de clientes: saiba seu nome, sua cor preferida e o tamanho de suas roupas. Mantenha um banco de informações atualizado a seu respeito e utilize-o. Lembre-se que dados inseridos em planilhas do computador só serão úteis quando consolidarem novas vendas.
Alem disso, transforme seu cliente em seu parceiro e ofereça experiências em que ele possa interagir com sua equipe de vendas, dar opinião e decidir sobre algumas questões do seu negócio.
Finalmente, torne o cliente a causa número um de sua venda. Desde o funcionário menos graduado até o presidente da empresa devem sentir a importância de sua função para o sucesso da realização do cliente.
Forneça informações, não minta e quando os problemas aparecerem busquem soluções conjuntas. Qualquer atividade empreendedora só crescerá se tiver como base seus clientes. Afinal, não há negócio sem cliente!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de agosto de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

IMPERFEITA PERFEIÇÃO


Perfeição... Palavra que permeia o inconsciente de todo ser humano com maior ou menor intensidade. Perfeição profissional, intelectual, sentimental, estética e todas mais que sejam possíveis idealizar.
Desde a infância, imprime-se em nosso subconsciente a idealização do ser humano completo: príncipes encantados e super-heróis de físico e capacidades incomparáveis que jamais seriam possíveis a um “simples mortal”.
Essa utopia aplicada na vida real e cotidiana tem cultuado relações repletas de superficialidade, preconceito e depressões.
Se por um lado a busca da perfeição pode ser construtiva e levar o ser humano a dar o melhor de si em prol de melhores condições e competências; ela pode também se tornar uma perigosa arma de auto-destruição e obsessão.
Lembremos a Grécia antiga, com sua apologia fragorosa a músculos esculturais, à aparência e ao físico. Será que alguém ousaria questionar a intelectualidade e racionalismo gregos mesmo na cultura da perfeição física? Supervalorizar a imagem da perfeição não implicava na desvalorização do homem.
O problema do mundo moderno incide na busca do ser perfeito em detrimento da visão do ser real. Deixa-se de lado o entendimento da complementaridade e unidade entre o homem no seu exterior e interior. “Mente sã em corpo são”.
Criam-se mentes vazias com vidas vazias e expectativas irrealizáveis. Acreditar que tudo pode ser perfeito faz as pessoas idealizarem situações totalmente fora do seu controle. Nada que elas mesmas fazem lhes agrada, são extremamente críticas em relação a si e pior: adoram exigir, criticar e culpar os outros.
Percebendo a incoerência do ideal de ser perfeito, optam freqüentemente pelo que as tornam mais aceitas: máscaras que encubram essa mente quase irracional. A questão filosófica torna-se, então, social: o preconceito velado inunda o pré-requisito de “boa aparência”, os relacionamentos afetivos e constitui, até mesmo, uma das diversas causas discriminação.
Aquele que não se parece com o padrão incutido pela sociedade não é, portanto, digno dela. Shakespeare, que viveu no Renascimento, hoje se veria obrigado a alterar sua obra-prima: “ser ou parecer, eis a questão”.
A mente do perfeccionista normalmente está condicionada a algum modelo de doutrina moral ou religiosa e, mesmo que nem perceba, não consegue simplesmente descumprir tais cobranças. Sente-se impulsionada a, no mínimo, parecer com elas.
É na mudança da obra skakesperiana que incide o maior paradoxo entre a o mundo natural e o mundo social. Para atingir seu mais alto padrão de perfeição, lagartas passam anos em casulos, transformam-se em pupas, ninfas, até que alcançam o estágio máximo de sua evolução e voam para o mundo. Voam assumindo a cor, o tamanho e as características que lhe foram atribuídas. São perfeitas naquilo que lhes é possível!
Em busca do seu vôo de liberdade e de sua imagem perfeita, o homem esquece de sua essência em metamorfose e prefere seguir um padrão cultural e social. Se ao abrir o casulo e o espelho mostrar uma borboleta policromática em uma sociedade monocromática, o homem simplesmente não voa. Prefere bloquear sua personalidade e suas competências em troca do que a sociedade espera dele, supervalorizando o estereótipo e desvalorizando o ser. Tornam-se borboletas imperfeitamente perfeitas! Borboletas que, encontradas na natureza, seriam encaradas como anomalias, enquanto que, na humanidade, já são uma tendência global. Pessoas com carapaças incompletas que vendem o reflexo da perfeição, mas perdem a essência do ser.




ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - Jornal Mogi News
10 de julho de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RESPEITO E GENTILEZA NÃO FAZEM NÃO MAL A NINGUÉM


Educação e respeito são elementos fundamentais para qualquer tipo de relacionamento, mas no ambiente corporativo isso se faz ainda mais necessário para um bom desempenho das pessoas e o sucesso da empresa. Um ambiente saudável e harmonioso é vital para que todos trabalhem com maior entusiasmo e produtividade.
O empresário que ainda não percebeu os efeitos positivos que um bom ambiente de trabalho pode propiciar aos seus negócios deve repensar suas atitudes, pois além de ter a produtividade de sua empresa comprometida, pode correr o risco de responder processo por danos morais e criar um clima organizacional desfavorável em todos os setores.
Colaboradores precisam ser respeitados para que possam trabalhar com dignidade e gerar perspectivas de crescimento para si e para a própria empresa. Se como empresário, você acredita que uma pessoa não serve mais, demita-a. Jamais assuma condutas agressivas, desrespeitosas e antiéticas que exponham qualquer pessoa a situações humilhantes e constrangedoras de forma repetitiva e prolongada, com o intuito de forçá-la a pedir sua demissão ou mesmo criar um pretexto para demiti-la por insubordinação. Isso é assédio moral e pode ser punido por lei!
Atitudes como mandar o empregado calar a boca, isolá-lo do grupo, hostilizá-lo na frente de clientes, menosprezá-lo nas reuniões, ridicularizá-lo perante os colegas, fazer exigências impossíveis, deixá-lo sem trabalho, tirar sua comodidade mudando sua sala ou tirando sua mesa, expô-lo a constrangimento público ou tratá-lo com indiferença simplesmente por não gostar do seu jeito de ser, podem parecer inofensivas num primeiro momento, mas a longo prazo não passam de manobras hostis e degradantes de um líder despreparado.
Nestas condições, o empregado fica ainda mais vulnerável e aumenta o seu receio em perder o emprego, além de ficar totalmente desmotivado para o trabalho e desestabilizado emocional e profissionalmente, perdendo sua auto-estima e sua capacidade técnica em gerar resultados.
Por isso, evite boatos, intimidações, humilhações, descrédito ou isolamento entre sua equipe. Às vezes, o assédio pode vir de um colega e seu papel como líder é identificar e punir o agressor.
Acreditar que a pressão psicológica é a única forma de cumprir a meta do mês ou melhorar a qualidade do serviço prestado é uma conduta condenável e não tem nada ver com motivação. Esta é a concepção de uma liderança arcaica. Muitas grandes corporações já foram punidas por agirem dessa forma, com advertências diretas ao agressor e penalização a própria empresa que se mostra solidária com essa prática.
Investir no capital humano, identificar o potencial de cada colaborador e alinhá-lo as necessidades da sua empresa é um inovador caminho para um ambiente mais saudável e o sucesso de sua empresa.
E caso haja necessidade de conversas sobre situações indesejáveis, seja honesto e faça a abordagem de forma branda e sutil, evitando dissabores entre você e sua equipe. Lembre-se sempre que gentileza gera gentileza e esse é o caminho mais humano para qualquer relação.

Ou será que você pretende motivar sua equipe e aumentar a produtividade como no vídeo?!?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
14 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

JAULA DE FERRO


Ultimamente nada escapa à burocracia!
Em busca da garantia da máxima eficiência possível no alcance dos objetivos, a burocracia se desenvolveu dentro da administração capitalista como um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis, processos e comportamentos dos sistemas humanos ou empresariais.
Max Weber, o sociólogo que melhor estudou essa questão, já previa que burocratas frios e calculistas criariam sistemas cujo funcionamento burocrático se daria tal qual uma máquina de relógio e sua “profecia” foi validada na medida em que a ordem econômica criou condições e estruturas unicamente ligadas às condições técnicas e econômicas da produção e abriu abismos entre quem define e quem cumpre as regras.
Talvez, explique-se assim a tensão permanente entre os quadros administrativos das organizações e o lado mais obscuro da burocracia: o cultivo de uma cultura de poder que envolve subordinação e absolutismo.
Para as chefias burocráticas, colaboradores mais ousados são diletantes e incomodativos. A criatividade, o inconformismo, a dúvida e, muitas vezes até mesmo o compromisso com a ética são desestimulados em favor das regras e de uma postura tolerante e conivente com a lógica burocrática vigente.
Vem daí a percepção de que a burocracia é prejudicial às organizações, pois além de impor um ritmo lento na tramitação de documentos, resistirem às mudanças e centralizarem o poder, organizações burocratas podem aprisionar o homem moderno no que Weber identificava como “a jaula de ferro".
Mas será que escapar à jaula é uma atitude para qual estamos efetivamente prontos? Simplesmente quebrar suas grades dar-nos-ia condições de real liberdade?
Enquanto permanecem presas à jaula de ferro, as pessoas sentem-se seguranças e têm a certeza de conhecer o sistema e poder movimentar-se nele. A “jaula” cria identidade e faz da empresa um ambiente altamente seguro.
A total desintegração da burocracia e do capitalismo tradicional traria consigo o fim do emprego vitalício, o desaparecimento de carreiras especializadas e conseqüentemente, a sensação de estarmos todos à deriva. E estando à deriva, o mercado se fragmenta, crescem as desigualdades, a sociedade perde suas referências...
Por isso, comete um equívoco aquele que pensa que pode eliminar a burocracia. Ela é vital para a manutenção das organizações modernas, sejam elas públicas ou privadas, desde que se legitimem processos corretos e considere as pessoas e seus conflitos como esferas também a serem administradas.
Por mais paradoxal que possa parecer, o exercício da democracia não pode se abstrair da burocracia, afinal sem regras e sem identidade, as pessoas não criam raízes. Sem raízes, não se criam vínculos nem redes de relacionamentos. Sem relacionamentos, as pessoas não se articulam e não se defendem da impessoalidade de regras que devem, em sua essência, promover a igualdade de todos os cidadãos.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
17 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

PESSOAS EM REDE


Você acredita que pode ignorar as redes sociais ou que esse é mais um modismo da atualidade?
Justamente por ter o meu perfil disponível em várias plataformas sociais, muitos empreendedores têm me perguntado sobre a melhor forma de inserirem suas marcas e divulgarem seus produtos através dessa ferramenta.
Assim como tudo que diz respeito à gestão, não existe uma receita a ser seguida por todos. Ingressar em qualquer rede social requer das empresas um novo entendimento sobre o relacionamento empresa, cliente e colaborador assim como ciência de que será impossível interagir com todo mundo. Por isso, é preciso capacidade e discernimento para a tomada de decisões, entre elas selecionar onde e com quem sua empresa quer se relacionar. E muitas vezes, será necessário também que a empresa reinvente suas próprias relações de poder, pois ou o dono da empresa assume a responsabilidade em ser o porta-voz de tudo o que for escrever na web, ou ao ingressar nas teias das redes sociais, assume a necessidade de construir novas relações internas que exigem a abdicação do controle e a urgência na velocidade de respostas e decisões, pois caberá ao representante da empresa a tarefa de atualizar seu blog ou responder suas mensagens no twitter, e ele necessitará de “voz” e confiança.
Por isso, se quiser entrar na rede, você precisa passar a confiar nas pessoas e reconhecer que nesse novo contexto, seus consumidores e seus funcionários também têm poder e podem auxiliá-lo a planejar e criar uma estrutura para manter sua marca em uma rede social. Isso permitirá que sua empresa encontre modos diferenciados para interagir e medir o que está acontecendo com seus clientes e concorrentes.
Independente da plataforma que for escolhida, o mais importante é perceber esse novo espaço como novos meios de relacionamentos que sua empresa passa a cultivar e não apenas como novas tecnologias.
As conversas nas redes tornam a relação entre empresas e clientes mais humana, diminuindo o tom corporativo e formal. Você é obrigado a concordar que é muito mais interativo falar diretamente com o diretor de um produto do que ler um press release ou receber um e-mail marketing, certo?
Entretanto, até pouco tempo atrás, quando se pensava em relações com o cliente, essa conversa seria inconcebível e a estratégia se restringiria ao lançamento de campanhas ou boas peças publicitárias.
Hoje, ganha mais a empresa que conseguir ter relações contínuas com seus clientes por meio da confiança conquistada em rede, sem interrupções e sem vínculos à campanhas específicas.
Afinal, sua empresa falando dela mesma não basta, é preciso que os outros também falem!
Pense que nunca o consumidor esteve tão perto da sua marca. Uma simples frase no twitter ou um vídeo inserido no youtube pode construir ou destruir anos do seu trabalho. E isso vale para qualquer tipo de serviço ou para qualquer porte de empresa. Por isso, é melhor que você esteja por lá para poder se relacionar.
E ainda que sua empresa opte por não estar engajada nesse mundo em rede, ao menos precisará acompanhar o que esta acontecendo por lá: quais os temas e os comportamentos mais disseminados, pois se as necessidades de seus clientes mudam constantemente, eles verbalizam isso nas redes e você deverá estar apto à atende-las.
Pense em quantos clientes gostariam de conversar com os negócios e marcas que passaram a amar. Ou até mesmo em quantas reclamações você poderia evitar ou transformar em excelentes oportunidades para engajar e cultivar a lealdade de seu publico.
Lembre-se que ao oferecer atenção ao seu cliente nas redes sociais, você pode conquistar embaixadores e evangelizadores de sua marca. Basta lembrar a eleição de Barack Obama ou acompanhar as votações dos paredões do Big Brother Brasil. É incrível a capacidade e o poder que as redes sociais têm para influenciar o comportamento das pessoas.
Por isso, encontre seu espaço e escolha onde você deseja estar. . Defina a linguagem e a imagem que pretende construir nas redes.
Essa é mesmo uma onda sem volta... Eu não ficaria de fora!



ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
27 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

REFORME SUA VIDA


Quantas coisas aprendemos observando a vida. Estou realizando uma pequena reforma na minha casa que dia após dia tem me feito observar a vida como ela é.
Quando decidimos pintar um cômodo, mudar os móveis ou colocar um quadro novo na parede estamos motivados a buscar algo novo, remover os incômodos ou talvez, criar um ambiente melhor. Objetivos lindos no inicio da reforma, mas que para alcançá-los, ouso dizer, que rolam gotas de suor e até, eventualmente, algumas lágrimas.
Na planta tudo é perfeito, escolhemos as tintas, realizamos projeções maravilhosas e chegamos a pensar como conseguimos viver até agora sem aquele novo sofá combinando exatamente com os tons pastéis das paredes. Mas, vivíamos!
Entretanto a busca constante de um espaço mais feliz e de um ambiente mais próximo dos sonhos das fotos das revistas, nos impulsiona a enfrentar as negociações, as concessões e a bagunça que qualquer mudança promove em nossas vidas. Quantas coisas temos que enfrentar e quantas concessões temos que fazer para conciliar nossas necessidades às das pessoas à nossa volta. E essa é exatamente a analogia da vida real. No trabalho, buscamos acordos antes de começar um projeto, precisamos estabelecer prioridades, analisamos sonhos e objetivos pessoais e de nossos clientes antes de sair realizando ações.
Em muitos lares, falta um diálogo mais honesto sobre expectativas e insatisfações e também autoconhecimento no que diz respeito às nossas próprias necessidades. Aceitamos o sofá vermelho, mas não estamos plenamente satisfeitos com ele e então, repetimos esse comportamento com o cardápio do jantar, com a programação do final de semana ou com a escolha de uma profissão.
Por não saber definir prioridades e buscar acordos, muitos profissionais realizam a gestão de projetos inconsistentes e muitas famílias, após uma dispendiosa reforma, continuam se sentindo insatisfeitas com os resultados.
Às vezes, nas coisas mais simples do dia-a-dia nos perdemos, e não conseguimos respeitar o ponto de vista dos outros. Com isso, não cedemos, não fazemos concessões e deixamos de aproveitar coisas boas que poderiam ser construídas e conquistadas em parceria. Concessões com sabedoria resolvem dificuldades numa reforma e também nos conflitos do cotidiano.
É impressionante observar que, somente quando mexemos em algo importante, as máscaras vão caindo e percebemos que nós mesmos não falamos tudo o que queríamos, não colocamos limites, e inclusive, pressupomos que o outro já saiba das nossas necessidades. Esse é o grande equívoco!
Para evitar qualquer frustração, seja na sua próxima reforma pessoal ou profissional, abra sua mente e o coração para perceber o outro, respeite as suas próprias necessidades sem buscar ser super herói, mas também sem ser indefeso. Com certeza, encontrará um ponto de equilíbrio e compreensão, sem concessões doloridas nem limites desrespeitados.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
20 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

COMO SE RELACIONAR COM O SEU CHEFE


Existem muitas literaturas sobre como gerenciar pessoas, mas pouquíssimas sobre como se relacionar com o seu chefe, uma ação que como líder sinto falta na minha própria equipe e que como liderada é sempre bom ter mais cuidado. Aqui vão algumas dicas de Gary Edwards extraída do site:
http://www.bizrevolution.com.br/

1. Não abuse do livre acesso que você tem ao seu chefe. Seja organizado; por exemplo: prepare uma pequena agenda com os tópicos que você deseja discutir antes de se encontrar com ele. Procure ver os negócios através dos olhos e mente do seu chefe.

2. Use o tempo com o seu chefe para oferecer soluções; ou pedir uma segunda opinião a respeito do projeto em que você está trabalhando.

3. Mostre responsabilidade pela sua área, nos bons e maus momentos.

4. Seja Proativo e não Reativo.

5. Tenha senso de humor, e encare qualquer dificuldade como uma nova oportunidade de negócios.

6. Seja autêntico, franco e honesto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?
Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

REALIZAR SONHOS

Muitas vezes, falamos que ser empreendedor é ter a capacidade de realizar sonhos e se esses sonhos envolvem a geração de um novo negócio, o desafio está na criação de uma nova pergunta: que sonhos você tem oferecido ao seu cliente?
Uma empresa normalmente começa pelo sonho de seus acionistas. Sonhar com um produto diferenciado, atendimento impecável, custos competitivos, velocidade de resposta e vantagens competitivas notáveis faz parte do dia a dia da maioria dos negócios; mas o grande diferencial da atualidade está na capacidade de entender o que o seu cliente vem sonhando.
Para isso é preciso ter o cliente como centro do seu planejamento estratégico, como a efetiva razão de ser do seu negócio. E clientes podem ser as pessoas físicas, as organizações público ou privadas ou as instituições sem fins lucrativos que estejam dispostas a se relacionar com você e compartilhar seus próprios sonhos com os da sua empresa.
Em um plano de negócios, buscamos identificar o tamanho e potencial dessa clientela, onde ela está localizada, seus hábitos de consumo e a importância que conferem àquilo que pretendemos oferecer.
Mas existem coisas que vão além! O seu posicionamento no mercado fará com que o consumidor entenda o lugar efetivo da sua empresa, afinal ele não é apenas o sonho que você oferece realizar, mas sim como o cliente percebe e situa a sua proposta frente à proposta dos seus concorrentes?
O que é bom para o cliente hoje, amanhã pode não ter a mesma importância. As pessoas estão cada vez mais exigentes, diferentes e extravagantes. A falta de tempo, o excesso de pressão e de tarefas, a grande oferta de alternativas e o excesso de produtos disponíveis traz confusão às mentes do consumidor e oportunidades para empresas que souberem identificar o que, em alguns casos, nem o próprio cliente ainda sabe que deseja.
Impossível?!? Certamente não, isso é apenas uma equação da própria complexidade humana. Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE, nas emoções. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, o momento que traz um cliente a se relacionar com você. Talvez seja no entendimento do momento que você consiga oferecer a melhor solução para o seu cliente.
Que tal deixar o seu negócio realizar sonhos que vão além dos seus?
Para isso, entenda que o seu negócio começa e termina com o seu cliente; lembre-se que clientes não são iguais e mudam ao longo do tempo; mantenha seus clientes atuais dedicando mais tempo a conhecê-los; e entenda o valor que cada cliente possui pra você
O resto certamente virá com o sucesso de uma gestão dedicada e integrada entre você e a razão de sua empresa existir.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 22 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

VENDER!


A proximidade do Dia dos Pais faz com que muitos empresários comecem a se perguntar o que fazer para vender mais.
A venda é a engrenagem que move todas as demais, é o ponto de partida que põe toda a empresa em movimento, afinal enquanto não houver um pedido de cliente nada acontece na empresa.
Saber vender, então, é uma competência que faz toda a diferença. Envolve conhecer o produto e o cliente, afinal não basta ser um amplo conhecedor do produto, se não se preocupar com o relacionamento e com o atendimento que dá ao seu cliente.
No SEBRAE-SP, temos percebido que o atendimento ao cliente é o calcanhar de Aquiles de várias empresas. Muitas vezes, empresários acabam caindo na tentação de escolher seus colaboradores por sua baixa pretensão salarial. Mas será essa a melhor estratégia ou devemos acreditar na sabedoria popular de que “o barato sai caro”?
Se o coração da empresa são as vendas é muito importante ter cuidado na seleção das pessoas que irão trabalhar com você. Principalmente no caso de pequenas empresas que têm poucos colaboradores para contar. O desempenho de cada um pode ser determinante para o bom resultado do negócio. Se você olhar para o mercado irá perceber que mercadorias e preços estão cada mais similares, o bom atendimento é que faz toda a diferença. E por isso, o desafio passa a ser diferente.
Não basta conquistar novos clientes, você deve pensar em firmar um relacionamento sólido, uma aliança entre o seu negócio e seu cliente. É preciso encantar, criar valor e superar as expectativas por uma oferta que vá além da compra do produto ou do serviço.
Nesse contexto, a função do atendente não pode ser vista como um ritual de iniciação na vida corporativa, dando lugar apenas àqueles com menores pretensões salariais. Esse espaço requer cada vez mais profissionalização para que a excelência do atendimento possa ser conquistada.
Saber vender requer a percepção e utilização de nossos cinco sentidos cuidando de cada detalhe que pode promover o desejo do cliente: atmosfera, design, cores, cheiros, comunicação, disposição dos produtos, texturas, embalagens, o que for. É preciso deixar o cliente explorar os produtos e suas funcionalidades, pois nada convence tão rápido como a experimentação. Vendedores que grudam nos clientes e tiram sua liberdade deveriam ser extintos.
Quando um cliente entrar na sua loja, a partir de hoje, dê a ele mais do que suas necessidades e desejos. Prepare seus colaboradores para se relacionar com clientes cada vez mais exigentes que esperam o reconhecimento de sua importância e querem ser tratados como únicos. E merecem, porque embora nem sempre tenham razão, são a razão de ser de qualquer negócio.
ANA MARIA MAGNI COELHO
25 de julho de 2009
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