sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

REDES SOCIAIS: VOCÊ FAZ PARTE?!?


Durante essa semana, acontece em São Paulo mais uma edição da Campus Party Brasil, um evento totalmente direcionado às mídias digitais onde pessoas comuns como nós podem desenvolver suas habilidades em conferências e competições que se realizaram em 13 áreas de conteúdo: Campus Blog, Robótica, Design, Fotografia, Música, Vídeo, Desenvolvimento, Games, Modding, Simulação, Software Livre, CP Labs e Segurança em Rede.
A realização de um evento desse porte evidencia a necessidade de mudanças na qualidade do debate sobre o uso da Internet no trabalho. Há anos atrás, quando computador pessoal nas empresas era privilégio do alto escalão e a comunicação em rede estava nos primórdios de suas possibilidades, discutíamos se navegar na Internet fazia ou não parte do trabalho. Hoje, as empresas já não sobrevivem sem a rede e o mundo vai se tornando cada vez mais consciente dos meios de comunicação social e das técnicas da Web 2.0, um ambiente altamente colaborativo.
Mas a pergunta que não quer calar é “o que uma pequena empresa pode ganhar com isso?”
Além de um custo quase zero em esforços na área de marketing, nas redes as empresas não têm rótulos: pequenos e grandes são do mesmo tamanho. Basta oferecer conteúdo de qualidade!
Se 2009 foi o ano em que as empresas descobriram que a internet não é apenas um brinquedo para crianças e mais nada, 2010 será o ano em que as empresas finalmente começarão a usar os meios de comunicação social como uma ferramenta de acesso a novos mercados.
Se sua empresa ainda não desenvolveu uma estratégia para divulgação do seu negócio através das redes é melhor começar logo. Quanto mais conexões seu negócio conseguir desenvolver, maiores serão as chances de aparecerem novas oportunidades - seja para divulgar um novo produto ou uma necessidade de parceria, manter seu cliente antenado às mudanças e até para contratar pessoas.
Jovens com seus celulares 3G, blogs e perfis em várias comunidades têm ajudado as empresas a entrar para o mundo digital. Para eles, o uso do e-mail é antiquado, o equivalente a usarmos fax. A comunicação hoje acontece por meio de redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Messenger, entre outras ferramentas de comunicação, mas infelizmente mais de 70% das empresas brasileiras ainda impedem que seus colaboradores acessem estes sites.
E aí? Qual será o caminho que você pretende seguir? O caminho da obsolescência das regras ou a via da liberdade de conteúdo e da inovação?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A ARTE DE NÃO JULGAR

Começo o artigo dessa semana com uma afirmação que talvez choque muitos de vocês, mas que quando ouvi fez todo o sentido: Nenhum ser humano é julgável!
Entretanto, julgar tem sido um hábito que aprendemos nas relações mais simples: aprendemos a julgar ao assistir televisão, na escola ou nas relações com nossos pais. Fazemos isso todos os dias, toda hora e pior, sem nos darmos conta.
Somos julgados pela nossa aparência, nosso jeito de falar, de sentar, de se portar. Tenha certeza que sempre existirá alguém por perto que há de tirar conclusões a nosso respeito. Quem nunca foi vítima de um engano desse tipo que atire a primeira pedra.
Mas, o que posso afirmar é que nenhum ser humano é a mesma coisa o tempo todo. Na verdade, cada um de nós tem pensamentos e atitudes que geram situações positivas ou negativas. Isso pode ser julgado, não nossa essência enquanto ser humano.
Ninguém é só gênio ou só idiota. Nenhum rótulo representa o universo de possibilidades que é uma pessoa. Por exemplo, por mais competente que você seja na sua profissão, será que ao assumir uma nova posição será exatamente tão competente quanto é agora? E mais: será que jogando futebol você é tão competente também?
Se a sua resposta foi não para qualquer uma das perguntas, você já conseguiu perceber que ninguém é o que é o tempo todo.
O peso de um rótulo pode levar qualquer um de nós a uma percepção incorreta sobre a vida, sobre si mesmo ou sobre as pessoas.
Nada é tão presumível assim! Já vi casos de pessoas serem tachadas de antipáticas, apenas porque não estavam no seu melhor dia; e que, depois de tachadas, sofreram muito tempo amargando tal rótulo. Afinal, não há órgão mais poderoso no ser humano do que nosso cérebro: basta que se crie uma crença para que passemos a registrar apenas momentos de antipatia de uma determinada pessoa. Parece loucura, mas você sabia que nosso cérebro pensa todos os dias 90% das coisas que pensou no dia anterior?
Então, sempre que se sentir impulsionado a tirar conclusões sobre uma pessoa, pense: “Pessoas necessitam de compreensão e não de hipóteses. Nenhuma pessoa é julgável e todas têm falhas como todo o ser humano”. Colocar um rótulo em si, no outro ou na vida não te ensinará a lidar com a situação.
Não é porque uma moça bonita falou “bom dia” pro seu marido, que ela vai levá-lo pra cama. Cultive em você a segurança, a capacidade de lidar com o novo e de superar problemas.
Fazendo isso, você muda a sintonia de seu pensamento. Você desliga o medo e liga o interruptor da empatia, solidariedade e bem-estar. Nossa vida é muito mais consciente do que percebemos e a maneira como aprendemos a pensar e construir nossas crenças é o maior inimigo na arte de não julgar.
Que tal experimentar?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na coluna Opinião - MogiNews
23 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!


Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

INCOERÊNCIA DA GESTÃO


Nenhuma empresa, seja ela do porte que for, pode crescer e gerar resultados senão pelo desenvolvimento de seu próprio time e pela valorização do conhecimento que cada indivíduo possui e coloca à disposição da empresa em suas atividades diárias. Entretanto a busca por resultados tangíveis, como lucro, redução de custos ou aumento da carteira de clientes, coloca o tema gestão de pessoas na marginalidade das prioridades organizacionais. Isso até pode parecer um absurdo aos olhos de quem lê, mas é a realidade de muitos negócios.
Falar em gestão de pessoas não pode continuar sendo um mal necessário. Os antigos departamentos pessoais têm um novo papel a desempenhar e precisam ser assumidos pelos donos de empresas como o coração do seu negócio. O nome que tal departamento terá é o menos importante, mas ele deve pulsar e direcionar todo o fluxo de informações, conhecimentos, objetivos e resultados que a empresa pretende obter.
Entendo que negócios necessitem sobreviver, e que, por isso, as metas tangíveis assumam uma posição de destaque na escala de prioridades das empresas em fase de crescimento, mas alguém saberia me responder de que adiantam clientes fiéis, compromissos de pagamento honrados, bons fornecedores e qualidade nos produtos se a empresa não possuir um time comprometido com a manutenção e ampliação desses resultados?
Pense que toda empresa possui os funcionários que merece. Se você tem funcionários sem qualificação profissional, desmotivados ou se o seu time não gera os resultados que você espera dele, talvez seja uma conseqüência da sua forma de liderar e de cuidar dos processos de desenvolvimento profissional de quem está ao seu lado.
Apenas quando a empresa começa a crescer e atinge certa estabilidade é que o empresário normalmente se dá conta que “já perdeu muita gente boa” e então, vai buscar alternativas para a construção de uma área de gestão de pessoas que ultrapasse as fronteiras do departamento de pessoal e consiga implantar planos de carreira para aqueles funcionários que ainda estão com ele. É a hora de ampliar benefícios, realizar treinamentos e pensar em planos de sucessão.
Enfim, chegou a hora das pessoas! As mesmas pessoas que desde a concepção do negócio são os principais ativos dessa empresa, independente de sua configuração e tamanho. Por isso, pensar em gestão e desenvolvimento de pessoas como um objetivo secundário é a maior incoerência de qualquer modelo de gestão.
Apostar na formação e na qualidade das equipes de trabalho é mais do que uma decisão de gestão, pode representar o principal recurso da empresa para sua competitividade e para o aumento do seu capital – financeiro e humano.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na página Opinião - MogiNews
16 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INOVAR É LÓGICO


As várias concepções atuais sobre o empreendedor demonstram o caráter rico e multifacetado desse perfil: alguém que assume riscos em condições de incerteza, o fornecedor de capital financeiro, líder, gestor ou executivo, dono de empresa, entre outros.
Junto à disseminação dessa nova cultura, as crescentes exigências e os inesperados desafios do mundo de negócios mostram a urgência em que se una o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que, juntos, resultem em real vantagem competitiva.
Muitas empresas reconhecem que a inovação é um processo fundamental para alcançar ou manter um mercado maior e mais sustentável, mas poucas possuem um processo formal para fomentar a inovação, principalmente as micro e pequenas empresas.
Essa é uma triste realidade: há muito discurso sobre a importância da inovação, mas poucas ações concretas capazes de promovê-la. Não acredito que seja falta de vontade, mas, talvez, falta de conhecimento sobre como identificar, captar e desenvolver os recursos humanos, financeiros e tecnológicos necessários.
Inovação é fruto da criatividade, da disposição em ousar, ou diria, antes, de superar o medo de ousar. É um processo que vai além da inserção de novas tecnologias, mas uma nova forma de fazer gestão que só acontece quando acreditamos que tudo pode ser melhorado.
Inovar é gerar alternativas melhores para velhas soluções ou alternativas novas para resolver novos e velhos problemas. “Fazer diferente” pode “fazer a diferença”! E para isso é preciso pensar diferente!
Você acredita que pode melhorar a sua vida? Você é um inovador na gestão? E sua empresa, também está na vanguarda?
Se você respondeu positivamente às questões, perceberá que vive um jeito novo de organizar, liderar, coordenar ou motivar as pessoas. A inovação em princípios e processos de gestão cria vantagens duradouras e provoca deslocamentos radicais na posição de sua empresa e na sua própria posição no mercado de trabalho.
Portanto, saia do modelo em que inovação é apenas para “professores pardais” inseridos em grandes indústrias. INOVAR é pensar o absurdo e transformá-lo em lógico, em algo que agregue valor à sua proposta inicial.
Na construção de uma cultura de inovação, é importante ressaltar que não existe uma fórmula pronta. Processos de inovação são contingenciais e irão variar de acordo com o setor no qual a empresa atua, seu campo de conhecimento, seu tamanho e porte, estratégia organizacional, estágio de amadurecimento e cenários históricos, econômicos, políticos e sociais.
Mantenha-se aberto, procure novos olhares e a percepção ampliada sobre sua vida. Só um raciocínio divergente, um "estar insatisfeito" e um questionamento permanente farão de você um empreendedor inovador.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - 15 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SEJA 10 EM 2010 (editado)


Depois de 2 sábados sem edição do jornal MogiNews, na última semana, o artigo SEJA 10 EM 2010 que eu já havia compartilhado com vocês foi publicado.
O mais legal é que saiu nos dois jornais do grupo MogiNews... Fiz uma revisão no texto, assim ficou mais atual e respeitando o leitor, que merece entender o texto frente ao contexto que vem vivendo, afinal não dá pra pintar apenas um mundo "cor-de-rosa" depois de tantas tragédias naturais e de um primeiro diagnóstico apontando alta da inflação (e eu nem sabia do aumento do álcool...rs...)

Segue então o artigo que foi publicado:

2010 começou em pleno vapor... Foi-se o tempo em que as pessoas esperavam o carnaval para, então, começar a trabalhar. Mesmo com a natureza dando sinais de seu cansaço e fúria, fazendo sofrer muitas pessoas, não podemos deter o curso normal do ano que começa. Se tudo foi perdido é preciso recomeçar!
2010 chega repleto de novos desafios! Apesar de prognósticos econômicos otimistas, o primeiro boletim sobre inflação do ano ficou em 0,51% na primeira semana do novo ano, a maior taxa desde setembro de 2009. Será esse o cenário que nos espera em um ano em que as tecnologias serão menos complexas, em que viveremos a primeira eleição 2.0 no Brasil, em que redes sociais tornarão cidadãos comuns protagonistas de muitos processos e em que micro e pequenas empresas entrarão definitivamente nas agendas de desenvolvimento?
Sinceramente espero que consigamos segurar os preços dos alimentos, das passagens de ônibus, dos materiais escolares e possamos então, cumprir nossas promessas para um ano ainda melhor!
Empresas normalmente têm seu planejamento de 2010 traçado há meses com base nos seus próprios resultados de 2009, nos resultados da concorrência e nas inovações recém chegadas ao mercado. E você? Tem seu próprio planejamento ou fez apenas promessas para na virada?
Lembre-se que sonhos e promessas são diferentes de estratégias e metas. Reflita sobre quais desafios poderão contribuir com a sua realização e felicidade e então, defina sua estratégia para superá-los.
Independente de qualquer ritual praticado na virada do ano para atrair boas energias, pense na virada que pretende dar à sua vida! Leve à sério seus sonhos!
Pergunte-se: onde quero chegar?; Onde devo inovar?; Quanto posso investir?; Por que isso é importante para mim?. São justamente essas respostas que o levarão a ações concretas rumo às suas metas.
Rompa os laços que te prendem ao passado e caminhe em direção ao novo. Transforme-se! Aprenda a desaprender, pois os problemas do novo ano já não requerem as mesmas soluções de ontem.
Vislumbre o novo de um patamar onde haja união entre todos e maior dignidade humana. Faça com que suas realizações individuais gerem vantagens coletivas. Não deixe que o novo ano seja apenas uma data, mas um momento para repensar tudo o que já fez e o que deseja, afinal desejos podem se tornar metas reais se você fizer jus e acreditar neles. Isso pode mudar sua própria vida e também auxiliar na realização e felicidade de todos que estão à sua volta.
Afinal, como dizia John Donne, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente; ... a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na página Opinião do MogiNews e no Diário do Alto Tietê
09 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

COMO ENCONTRAR UM BOM FUNCIONÁRIO


2010 chegou e certamente com o novo ano, vem o desejo de uma equipe produtiva e com competência para impulsionar sua empresa para muitas realizações e muito sucesso. É a hora de selecionar os melhores temporários para uma possível contratação ou de buscar no mercado novas pessoas que possam compor o seu time de trabalho.
A tarefa parece fácil, mas infelizmente a cada encontro com empresários ouço sempre a mesma história: “A contratação de pessoas qualificadas está cada dia mais difícil. Não sei dizer se o problema está onde busco as pessoas ou se é a qualificação dos candidatos que é baixa." Mesmo não sendo especialista em RH, o que percebo é que há uma soma das duas alternativas.
É claro, que para cada perfil de vaga é necessária uma ajuda diferente – você pode recorrer a headhunters ou agências, solicitar indicação de conhecidos ou encontrar em redes sociais, como Plaxo ou LinkedIn, as pessoas que atendam suas necessidades.
Para escolher a melhor alternativa, é preciso que você tenha clareza de qual é o perfil do funcionário que você procura: quais são as habilidades e conhecimentos necessários ao cargo, que atividades serão realizadas, que comportamentos você espera e como deve ser o encaixe da nova pessoa junto à equipe que você já conta.
Se buscar pessoas com espírito crítico, bem relacionadas, “antenadas” e, de alguma forma, ligadas a ramos com sinergia com a função para a qual você deseja um profissional, sua chance de errar será menor.
Lembre-se, ainda, que de forma geral, as pessoas saem de qualquer faculdade despreparadas. É uma triste realidade. Até mesmo os cursos técnicos ainda deixam a desejar quando o colaborador efetivamente passa atuar no mercado. Se optar por aqueles candidatos que freqüentaram universidades de primeira linha tende a se sair melhor, mas preciso dizer que se você se basear unicamente no currículo e no conhecimento, pode acabar demitindo essa pessoa pouco tempo depois em função de sua atitude.
Uma vez ouvi que somos contratados pelo conhecimento que adquirimos ao longo de nossas experiências, mas normalmente somos demitidos em função dos nossos comportamentos e atitudes. Portanto, pense nisso!
Submeta os candidatos à dinâmicas de grupo em que você possa analisar como ele se comporta em situações simuladas e em seguida, selecione os melhores para uma entrevista individual com você e mais alguma pessoa da sua equipe, afinal é com a equipe que essa pessoa vai se relacionar na maior parte do tempo.
Nessas conversas não busque os conhecimentos do currículo, mas analise o quanto o candidato é articulado e bem informado, se tem visão de negócios, se tem agilidade mental, se demonstra disposição para aprender e, mais que tudo, se parece ser “compatível” com o jeito de ser da sua organização.
E uma dica que comigo nunca falha: confie no instinto! Se tiver a mais leve dúvida com relação a alguém... é melhor deixar para lá! Busque outra alternativa, pois se a “química” não acontecer, você pode se arrepender.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
08 de janeiro de 2009

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BOAS IDÉIAS


Hoje decidi compartilhar com vocês uma entrevista que dei ao jornal MogiNews por e-mail. Como sei que as respostas não podem ser publicadas na integra, aqui estão!
Me senti muito realizada pelo reconhecimento da minha empresa aos meus estudos e pesquisas sobre a área de Gestão de Pessoas, Comunicação e Conhecimento. Dessa vez, não fui entrevistada como Gerente do Escritório Regional, mas como consultora especializada na área. Obrigada! É muito bom trabalhar em uma empresa que reconhece nossos talentos.
A matéria é sobre canais de comunicação interna que facilitem a geração de idéias para melhorias internas e externas.

Espero que seja útil pra vocês!

1- Como a empresa deve ter um bom canal de comunicação instituído entre diretoria e funcionários para obter sugestões e melhorar os processos internos e externos? Dê algumas dicas de como isso pode ser concretizado.

Estabelecer um bom canal de comunicação entre todos os níveis da empresa é fundamental para reforçar os processos internos da empresa, seu posicionamento bem como sua imagem junto a seus públicos de interesse (colaboradores, clientes, formadores de opinião, imprensa, etc.).
A comunicação interna é uma vertente poderosa de administração, pois acontece em todos os níveis e setores da empresa, independente de controles e supervisões. Trata-se de um posicionamento estratégico a fim de facilitar o fluxo de informações úteis a gestão, viabilizando que os interesses da liderança sejam difundidos entre todos os colaboradores.
Quando bem monitorados, bons processos de comunicação podem até modificar estratégias e direcionamentos.
Por isso, identificar os canais corretos deve ir além das edições de informativos internos ou avisos em mural. Reuniões de equipes, bate-papos em sala de cafezinho, sistema de som, seminários, palestras, intranet, listas de discussão, grupos de estudos e planejamento, enfim, são muitas as alternativas que a empresa pode utilizar para dinamizar a comunicação interna.
Outro ponto importante e que deve ser levado em consideração na hora de um planejamento de comunicação interna são os eventos internos, como comemoração de datas festivas, festa de encerramento de ano, aniversários e encontros setoriais. Integração é uma palavra forte no contexto da comunicação interna, assim como clareza e veracidade de informação.


2- Essa comunicação independe do tamanho da empresa? Por quê?
Sim, pois empresas são feitas essencialmente de pessoas que necessitam ter clareza de seu papel, metas e participação para que os resultados sejam atingidos. É claro que é preciso que se definam estratégias diferenciadas de ações de acordo com o porte da empresa.
Não é preciso um jornal interno se sua empresa tem 5 funcionários, mas o empresário necessita pensar em mecanismos formais de troca de informações.
O ponto mais importante da comunicação interna é a adequação da linguagem ao nível dos colaboradores e a possibilidade (acompanhada, monitorada, avaliada e controlada) de participação dos colaboradores nas ferramentas propostas.


3- Quais são os tipos de sugestões que podem ser listados pelos subordinados? Até onde o colaborador pode chegar para que ele não comesse a colocar reclamações do trabalho ou sugestões que favoreçam apenas a eles próprios, por exemplo?
Antes de tudo é fundamental que a empresa tenha clareza – e comunique com a mesma clareza – qual o conceito que tem para a palavra SUGESTÃO: uma sugestão pode ser apenas o diagnóstico de um problema, pode também ser um diagnóstico acompanhado de uma solução não necessariamente criativa ou pode finalmente ser uma idéia, algo novo a ser proposto. As três alternativas são válidas dependendo do que a empresa pretende, por isso a definição do escopo e da finalidade do programa é fundamental para que o mesmo não se transforme em um fórum de reclamações e reivindicações.
Se a liderança é composta por pessoas que dão espaço para os funcionários praticarem a iniciativa e a criatividade, não há limites para a participação e contribuição dos colaboradores em prol de melhorias da empresa. Por mais que as sugestões pareçam pessoais, se forem pertinentes, podem influenciar diretamente toda a empresa.
Afinal, uma cultura organizacional moderna não é autoritária e paternalista; ela acredita no potencial do ser humano.


4- Quais os benefícios e resultados que isso traz para a empresa?
Uma comunicação interna eficiente dissemina a cultura da empresa uniformemente e até a aprimora com as contribuições individuais dadas pelos colaboradores. Além disso, possibilita conhecer o comportamento do corpo de funcionários e incentivá-los a aumentar o potencial competitivo da organização frente ao mercado.
Quando os colaboradores se sentem parte da empresa, passam a contribuir mais para o seu resultado e as sugestões podem gerar melhorias incrementais da qualidade. Quando cada um ajuda a melhorar um pouco a qualidade dos produtos e processos, a soma de pequenas melhorias eleva de modo significativo a performance organizacional.
Há, ainda, outra questão muito favorecida pelos processos de comunicação que é a multiplicação do conhecimento interno que todas as empresas têm e que é mais do que simplesmente a soma de tudo o que todos sabem. Quando se fala de gestão de conhecimento em uma empresa isso nada mais é do que saber gerir as pessoas que compõem essa empresa e a comunicação entre elas.


5- E para o funcionário?
A participação consciente dos funcionários faz com os mesmos se sintam parte da organização, levando-os a compartilhar de todos os conhecimentos e objetivos da empresa e a levar uma boa imagem dela ao público externo.
Além disso, profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.

6- Há alguma desvantagem? Qual e por quê?
As causas principais dos fracassos dos programas de sugestões são a falta de foco e de uma estratégia para promover e direcionar a criatividade da força de trabalho. Se não houver clareza na comunicação e implementação das melhores idéias, logo o programa termina com decepções e como mais uma “boa intenção” malograda por parte da empresa.
Se não houver o desejo sincero de implementar as idéias dos colaboradores e se a liderança não acreditar no potencial criativo do pessoal de níveis mais baixos, a empresa estará desprezando um contingente enorme de idéias, o que, em médio prazo, vai gerar desmotivação.


7- É possível até recompensar os funcionários que tiveram as ideias? Qual e como pode ser essa recompensa?
Para gerar recompensas às idéias, o mais apropriado é que as empresas trabalhem temas específicos que reflitam as preocupações mais urgentes e relevantes, tais como: redução de desperdícios, atrasos e reclamações; melhoria da qualidade e da produtividade, etc.
Infelizmente não existe uma fórmula mágica e cada empresa deve utilizar seus elementos da cultura corporativa para a implantação e manutenção do programa.
A definição da premiação deve estar contida nas políticas e regras do programa. De maneira geral, as regras devem levar em conta a proporcionalidade entre o que a empresa prevê economizar ou ganhar com a aplicação da sugestão.
Existem vários tipos de prêmios (nomeações, placas de reconhecimento, dinheiro, mercadorias) que podem variar desde uma foto no mural até presentes mais elaborados como TVs, carros, jantares, viagens.
Uma dica é ter cuidado para que o prêmio não gere custo adicional para o colaborador – de que adianta ganhar hospedagem em um hotel, se o funcionário não tiver recursos para o transporte ou ganhar passagens aéreas se ele não pode vendê-las e nem tem dinheiro para pagar as diárias da viagem. Neste caso o prêmio não agregou nenhum valor ao colaborador, gerando insatisfação e descrédito.

8- Qual a importância da recompensa e do reconhecimento da ideia do colaborador?
Para que o programa tenha sustentabilidade, o feedback é fundamental, tanto para as idéias que serão implementadas quanto para aquelas que não forem consideradas pertinentes.
Por isso, ter uma comissão composta por pessoas de várias áreas dentro da empresa torna o processo mais transparente já que é a comissão que encaminhará à direção as melhores propostas e a recomendação de premiação.
É importante que os processos de premiação sejam aplicados com muita parcimônia, pois colaboradores de uma empresa recebem seu salário para efetuar tarefas produtivas e serem criativos. Os programas de idéias e sugestões são mais um complemento monetário ou de reconhecimento que incentiva a melhoria continua e não apenas, uma receita extra ao
funcionário.
Se a cultura da empresa não estiver preparada para programas como esse, colaboradores criativos podem guardar para si próprio várias idéias “lucrativas” que só serão compartilhadas mediante uma premiação.

9- Podemos dizer que o líder é o principal responsável por estimular que essas ideias surjam? Por quê?
Um programa de sugestões deve ter o acompanhamento e suporte da alta administração para que possa ter sucesso e desenvolva o potencial máximo dos colaboradores. É a liderança que deve criar um clima onde o colaborador possa se expressar com a certeza de que será ouvido, além de uma atmosfera de contribuição mútua. Deve provocar a disseminação e o estímulo a novas idéias.
Infelizmente, muitas empresas pregam a necessidade de pessoas criativas em suas equipes, mas não possuem um programa de inovação institucionalizado ou ainda trabalham sob a égide do medo. Pessoas com medo tendem a fugir de compromissos, evitam desafios e apresentam baixos resultados.
No caso de um processo estratégico de comunicação, cabe também ao líder ser o primeiro a se preocupar, não deixando a responsabilidade apenas a cargo de um setor ou área. Quando se fala em comunicação interna, a responsabilidade é de todos! Comunicar, clara e indistintamente, é uma obrigação da empresa, pois assim pode tornar seus colaboradores comprometidos e engajados.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Pedagoga com especialização em Gestão do Conhecimento, Gestão de Projetos e Gestão Estratégica de Negócios.
06 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

EQUALIZE O NOVO ANO


Hoje começa 2010! Justamente por isso chega a hora de fazer as tradicionais promessas para o novo ano: parar de fumar, emagrecer, fazer exercícios físicos, voltar a estudar... Que tal também pensar em colocar as finanças em ordem?
A estratégia pode ajudar você a começar o novo ano com o pé-direito e não apenas correndo atrás do prejuízo, além é claro de melhorar as possibilidades de estabilizar o fluxo de caixa da sua empresa, se for o caso.
Muita gente acaba gastando todo seu 13º salário em presentes no Natal ou na viagem de férias e esquece de pensar nas contas do começo do ano que envolvem impostos, material escolar, novos uniformes ou as faturas do cartão de crédito após a viagem para a Disney.
Para um 2010 mais equilibrado e sem dívidas é importante que você coloque todas as suas despesas no papel (renda, dívidas e gastos previstos) e só depois de verificadas tais despesas, pensar no que fazer com as sobras de caixa.
Antes de empenhar todo o seu 13º ou a restituição do imposto de renda em novas aquisições, que tal utilizá-los para quitar suas dívidas e aproveitar para negociar descontos?
Se já estiver com as malas prontas, planeje as despesas com base na sua própria realidade. Se fizer a reserva antecipada e pagar antecipadamente os custos de hospedagem, por exemplo, viaja com pouca dívida e sobram recursos para as famosas lembrancinhas para a família.
E não esqueça, se você é um empreendedor, é sua a responsabilidade pelo pagamento do 13º salário de seus funcionários e das férias que foram planejadas, além de todas as obrigações e encargos bem como as contratações temporárias que possam ser necessárias no período.
Faça os devidos controles para ter certeza de que sua empresa gera lucro, afinal é o seu faturamento que deverá suportar o aumento de suas despesas desse período e, se possível, ainda sobrar alguma receita. Aproveite o momento de consumismo geral e amplie sua possibilidade de entradas de caixa.
É muito importante checar seu saldo disponível, em caixa e no banco, elaborar um fluxo de caixa e então, avaliar o impacto das despesas do final de ano. Lembre-se que a administração eficiente dos seus recursos começa com a definição de quanto dinheiro você precisa para manter suas operações.
Enquanto muitos estão gastando em suas compras, um bom empreendedor pode estar lucrando. Portanto, equalize suas despesas, seu estoque, programa-se corretamente e comece o ano sem dores de cabeça! Feliz 2010!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
31 de dezembro de 2009
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