sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

COMO ENCONTRAR UM BOM FUNCIONÁRIO


2010 chegou e certamente com o novo ano, vem o desejo de uma equipe produtiva e com competência para impulsionar sua empresa para muitas realizações e muito sucesso. É a hora de selecionar os melhores temporários para uma possível contratação ou de buscar no mercado novas pessoas que possam compor o seu time de trabalho.
A tarefa parece fácil, mas infelizmente a cada encontro com empresários ouço sempre a mesma história: “A contratação de pessoas qualificadas está cada dia mais difícil. Não sei dizer se o problema está onde busco as pessoas ou se é a qualificação dos candidatos que é baixa." Mesmo não sendo especialista em RH, o que percebo é que há uma soma das duas alternativas.
É claro, que para cada perfil de vaga é necessária uma ajuda diferente – você pode recorrer a headhunters ou agências, solicitar indicação de conhecidos ou encontrar em redes sociais, como Plaxo ou LinkedIn, as pessoas que atendam suas necessidades.
Para escolher a melhor alternativa, é preciso que você tenha clareza de qual é o perfil do funcionário que você procura: quais são as habilidades e conhecimentos necessários ao cargo, que atividades serão realizadas, que comportamentos você espera e como deve ser o encaixe da nova pessoa junto à equipe que você já conta.
Se buscar pessoas com espírito crítico, bem relacionadas, “antenadas” e, de alguma forma, ligadas a ramos com sinergia com a função para a qual você deseja um profissional, sua chance de errar será menor.
Lembre-se, ainda, que de forma geral, as pessoas saem de qualquer faculdade despreparadas. É uma triste realidade. Até mesmo os cursos técnicos ainda deixam a desejar quando o colaborador efetivamente passa atuar no mercado. Se optar por aqueles candidatos que freqüentaram universidades de primeira linha tende a se sair melhor, mas preciso dizer que se você se basear unicamente no currículo e no conhecimento, pode acabar demitindo essa pessoa pouco tempo depois em função de sua atitude.
Uma vez ouvi que somos contratados pelo conhecimento que adquirimos ao longo de nossas experiências, mas normalmente somos demitidos em função dos nossos comportamentos e atitudes. Portanto, pense nisso!
Submeta os candidatos à dinâmicas de grupo em que você possa analisar como ele se comporta em situações simuladas e em seguida, selecione os melhores para uma entrevista individual com você e mais alguma pessoa da sua equipe, afinal é com a equipe que essa pessoa vai se relacionar na maior parte do tempo.
Nessas conversas não busque os conhecimentos do currículo, mas analise o quanto o candidato é articulado e bem informado, se tem visão de negócios, se tem agilidade mental, se demonstra disposição para aprender e, mais que tudo, se parece ser “compatível” com o jeito de ser da sua organização.
E uma dica que comigo nunca falha: confie no instinto! Se tiver a mais leve dúvida com relação a alguém... é melhor deixar para lá! Busque outra alternativa, pois se a “química” não acontecer, você pode se arrepender.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
08 de janeiro de 2009

2 comentários:

  1. Adorei o artigo! :)
    E espero, no fututo, me tornar uma boa profissional de RH! Mas acho que tudo acaba no instinto mesmo.

    Parabéns minha eterna CHEFA!!!

    Pri

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  2. Olá Ana,
    Gostaria de parabeniza-la pelo seu excelente artigo.Achei muito importante e oportuno o assunto.Principalmente por vc.,fazer parte do Sebrae onde já participei de vários processos seletivos do Sebrae/SP para o cargo de analista de atendimento ,sendo aprovado nas 1ªs fases,e mesmo tendo a postura,experiência e qualificações exigidas para o cargo, nunca consegui ser aprovado na fase de dinâmica.E, diante de tanta experiência adquirida nestes processos, pude notar que, geralmente(isto não é via de regra)as pessoas selecionadas para a última fase (entrevista individual) e posteriomente serem admitidas, são pessoas que tem ou tiveram alguma ligação com pessoas do Sebrae, ou são funcionários que já prestaram serviço através de empresas terceirizadas , ou são funcionários que pretendem subir de cargo ou até mesmo pessoas amigas de funcionários em posição de chefia.A impressão que nos dá é que, o fator preponderante para se ter sucesso a vaga é, além de preencher os quesitos exigidos, é necessário também que se tenha um Q.I. (quem indique) importante dentro da organização.Infelizmente Ana, notei que o fator "intuição" ora mencionado e muito utilizado por vc., na realidade não é uma pratica muito utilizada em algumas coorporações, principalmente no Sebrae/SP.Entendo que é muito importante e também até interessante para os selecionadores, contratarem um profissional que já conhecem suas habilidades e comportantamentos, e todos merecem oportunidades.Então , porque o Sebrae não cria um plano de carreira para seus funcionários, com processos de seleção e avaliação internos, e ao invés de processos seletivos externos, porque não um concurso publico, como todos os orgão publicos o fazem.Desculpe pelo desabafo Ana, sei que RH não é a sua área atual, mas quem sabe vc.pode ajudar o Sebrae a ser mais justo e transparente nos seus processos de contratações de funcionários.Um grande abraço e sucesso.

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