Incrível a capacidade do brasileiro em santificar as pessoas quando elas morrem. Ela é crucificada em vida e beatificada na morte. Curioso, não? Certamente, mais uma herança católica deixada por aqui.
De qualquer forma, perdemos Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr., na última quarta-feira, 06 de março. Um ídolo de uma juventude sem muitas razões para ser rebelde, mas cheia de inquietudes e perguntas buscando alcançar o seu “lugar ao sol”, buscando “aquela paz” de um “céu azul” que com certeza para ele não voltará a brilhar.
Seu “papo reto” tornou menos dura a batalha de tantos “dias de luta e dias de glória”, mas nem ele próprio pode ser o “senhor do tempo” sobre algo que “só os loucos sabem” ser. Eu curtia o som do Chorão, entendia sua personalidade polêmica e acredito que fará (como já fazia durante suas crises e brigas com os músicos da banda) falta no cenário musical.
















