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sábado, 28 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO PARA O FUTURO

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo.
E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que
a justiça social se implante antes da caridade."
Paulo Freire


A educação brasileira melhorou muito nos últimos anos, mas continua uma catástrofe. Bons exemplos estão espalhados por vários lugares, mas a falsidade de uma aparente “educação para todos” cria ilusões acerca dos caminhos necessários para a conquista de novos patamares.
Mais do que acesso é preciso que os interessados na discussão perguntem-se “quais os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para o fomento de uma educação empreendedora e sustentável?, que processos educacionais podem ajudar a construí-los?”
Se desenvolvimento sustentável é ser solidário com as gerações futuras, não há solidariedade maior do que a de prover crianças, jovens e os que ainda virão ao mundo de saberes necessários para a construção de uma nova realidade mais empreendedora, justa e responsável.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ALÉM DO PORTUGUÊS E DA MATEMÁTICA


A palavra empreendedorismo, apesar de tão em voga, ainda é um ponto de interrogação para muitos. Tem gente que não sabe o que significa, tão pouco como usar ou desenvolver. É por isso que o conceito, que conseguiu, com o passar dos anos, ultrapassar as fronteiras do mundo corporativo, ganhou outros e novos espaços, inclusive, as salas de aula.
Analistas no assunto entendem que todos nós temos um “que” empreendedor; basta reconhecê-lo, lapidá-lo e colocá-lo em prática, da mesma maneira que é fato que há os que não são autodidatas no assunto. Aí é que entram os facilitadores e, agora, felizmente, os professores e ações específicas que permitem que, em tenra idade, o ser humano faça vale o seu lado especialmente arrojado.
Tomar decisões estratégicas, traçar planos, estabelecer e cumprir metas, organizar recursos e montar e administrar um negócio, independentemente de sua natureza, é o que se pode aprender numa aula sobre empreendedorismo – disciplinas, aliás, que farão, muito em breve, parte dos currículos de alunos, do 1º ao 5º ano, de Mogi das Cruzes, por meio do programa “Jovens Empreendedores”.
A iniciativa, que será desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) de São Paulo, tem tudo para ser frutífera e conquistar o sucesso alcançado pelo Colégio Magister, que fica na Zona Sul da capital. Na instituição de ensino paulistana, estudantes dos 8ºs e 9ºs anos não têm diretamente aulas sobre empreendedorismo, mas têm a possibilidade de participarem de uma ação complementar que os colocam em contato com alunos mais novos, do 1º ao 5º ano, como “ajudantes empreendedores”.
Numa espécie de trabalho voluntário, os participantes da atividade, com a devida autorização de seus pais e sob coordenação de um professor, prestam orientação às crianças. No começo, ajudam com os materiais, verificam bilhetes na agenda e até questões sobre a higiene dos mais novos. A responsabilidade aumenta ao passo em que há crescimento na ação por parte do voluntário e a sua adaptação. Logo, ele passa a auxiliar na parte pedagógica, exercitando algo que acho incrível: o aprender ao ensinar. Funciona assim: se um aluno mais novo estiver apresentando dificuldades nas aulas de Matemática, por exemplo, o estudante voluntário vai ajudá-lo, tendo em mente que não deve resolver as contas por ninguém. Deve, sim, ensinar o caminho das pedras, de maneira empreendedora e eficaz ao seu “aprendiz”.
O aluno que participa deste programa em São Paulo não deve ter problemas com notas, nem com frequência e só pode “faltar” no “trabalho” por três vezes – desde que justificáveis. Fica claro que, além de aprender noções sobre empreendedorismo, o voluntário se apropria do que significa comprometimento e como deve exercitar o respeito com o outro. Inclusive, caso precise se ausentar do programa, não pode, simplesmente, não ir no dia seguinte. As normas da atividade, como em qualquer empresa, exigem que o estudante se despeça das crianças que assiste – o que nos remete ao amadurecimento.
Não tenho dúvidas que estes jovens, tanto os do colégio de São Paulo quanto os que terão aulas de empreendedorismo em Mogi das Cruzes, terão uma visão muito mais dilatada no futuro quanto ao mercado de trabalho e se sairão melhores que outros durante a gestão de crises e na apresentação de soluções.
É importante que outras escolas sigam o exemplo e promovam esta construção de alteridade em seu processo pedagógico. Esses programas concretizam o teórico, possibilitam o desenvolvimento de uma série de competências - além das disciplinas tradicionais -, bem como habilidades imprescindíveis que farão toda a diferença no futuro – que, a cada dia, torna-se menos distante!

sábado, 29 de janeiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Entra ano e sai ano, pais e mães vivem uma mesma rotina durante as últimas semanas de janeiro: pesquisa cuidadosa de preços para o material escolar, compra de uniforme, reunião de pais e mestres, correria geral.
Imergida nessa rotina, fui surpreendida com uma novidade: meu filho de cinco anos foi convidado para sua primeira promoção. Sim! Promoção. Assim como nas empresas, ele foi avaliado e classificado como apto para assumir “um novo posto” e ingressar em uma nova etapa.
Mãe vaidosa que sou, me orgulhei pelo convite. Entretanto, por mais preparado que ele esteja a entender, assimilar e conectar-se com todo o universo ao seu redor, optei em dar-lhe o direito de ser criança por mais tempo. Afinal, qual seria o objetivo de antecipar vivências que automaticamente virão com o seu desenvolvimento e privá-lo de momentos que se não forem vividos agora podem nunca mais acontecer?
Educar, sob qualquer condição, exige a visão do ser humano como um sistema complexo. Suas propriedades são conseqüências naturais de elementos que não podem ser vistos isoladamente e envolvem múltiplos agentes e variáveis que interagem entre si e entre o meio em que estão inseridos. Não há um “manual de instruções” que garanta a melhor escolha, mas certamente era preciso analisar mais do que suas lições de casa para decidir se esse seria o momento de encarar a “promoção”.
Busquei me lembrar do processo da formalização do ensino, conversei com amigos, despertei meu lado pedagoga e assumi minha responsabilidade pelo processo de desenvolvimento do meu pequeno.
Hoje, trabalhando mais de 12 horas por dia, seria inconcebível abrir mão da escola para uma boa formação educacional de meus filhos, mas assumir meu papel nessa decisão foi fundamental. Antes da institucionalização das escolas toda a aprendizagem acontecia em casa. Pais ou tutores eram os únicos responsáveis por momentos de ensino e aprendizagem. Com a Revolução Industrial e o crescimento das populações, essa forma de produzir e transmitir conhecimento ficou inviável. Os pais deixaram suas próprias casas e, para sobreviver, tiveram de se ligar às fábricas, não lhes sobrando tempo para ensinar os filhos. Por outro lado, os saberes que as fábricas e a vida urbana passaram a demandar também não poderiam mais ser aprendidos apenas em casa. Crescer passou a ser um processo dialético onde as escolas deveriam ensinar e as famílias, educar.
Mas será que temos feito nosso papel com responsabilidade ou delegamos a aprendizagem para que aconteça apenas na escola? Para ser humano, basta conquistar o saber legitimado por um diploma expedido por uma escola oficial? O que fazer com as crianças que desejam aprender coisas diferentes daquelas prescritas pelos programas escolares? Curtir a pré-escola ou correr para o ensino fundamental? Quantas questões foram motivadas pelo simples convite à promoção do meu filho...
Recordo-me das aulas na faculdade de pedagogia onde estudávamos a importância da educação infantil para bons processos de alfabetização. Você sabia que uma criança com 10 anos que cursou a pré-escola tem um desempenho escolar na média 28%, 30% acima daquela que não teve educação infantil? Privar meu filho desse momento (seja por vaidade, economia ou conveniência) poderia comprometer seu desempenho escolar, sua vida acadêmica ou profissional.
Para entender seu efetivo estágio de desenvolvimento, bem como de qualquer outra criança, era preciso ir além e transcender a avaliação de sua capacidade cognitiva. Trata-se de perceber como elas se relacionam com seus amiguinhos, como desenvolvem sua percepção motora e praxia, sua memória, atenção, crítica, planejamento, comportamento, raciocínio, etc. Além da cognição, existem aspectos como a percepção espacial, corporal, visual e temporal que serão fundamentais para um bom adulto no futuro. Avaliá-las de forma pontual e sob uma mesma técnica não funciona nem mesmo com crianças de uma mesma família. Cada ser humano requer uma atenção própria e também uma maneira de ser educada.
Cumpre-me salientar que não desejo minimizar a importância do processo cognitivo e do aprendizado formal de algumas disciplinas do currículo escolar. Entretanto, é preciso ressaltar também o valor de momentos em que o desenvolvimento acontece no “com-viver” e no “com-partilhar” conteúdos aparentemente “menos importantes”. Aprender a ser é tão importante quanto conhecer a nota de matemática no boletim de final de ano. Não deixe que as cobranças, as notas e os processos tradicionais dos sistemas educacionais matem a sede de curiosidade e a criatividade natural das crianças em seu desenvolvimento. Cada etapa tem que ser respeitada e vivida de forma plena!
Por isso, nessa volta às aulas, eleve seu pensamento para além da rotina. Reflita sobre o que deseja proporcionar a seus filhos em longo prazo e não terceirize sua responsabilidade em oferecer-lhes as oportunidades que puder HOJE. Afinal, para viver o futuro sempre haverá uma chance, mas para reviver o que ficou no passado, não existe nenhuma alternativa.
Se perdi a chance de economizar um ano de mensalidades escolares ao negar a primeira “promoção” do meu pequeno, faço render a esperança de que não haja um dia sequer em sua vida em que ele sinta falta de ter brincado e desfrutado seu talento mais extraordinário: ser criança.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
29 de janeiro de 2011

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RATOS OU APRENDIZES?



"Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes"
Paulo Freire

 

Tenho freqüentado várias salas de aula em cursos de atualização nos últimos meses, pois a questão do desenvolvimento pessoal e profissional é uma prioridade no estágio atual da minha vida. Justamente por isso, tenho refletido muito sobre o que significa a busca incessante do conhecimento e sobre a forma como alguns facilitadores têm se comportado em sala de aula.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Não existe um caminho pronto que sirva para todos!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

COMO ENCONTRAR UM BOM FUNCIONÁRIO


2010 chegou e certamente com o novo ano, vem o desejo de uma equipe produtiva e com competência para impulsionar sua empresa para muitas realizações e muito sucesso. É a hora de selecionar os melhores temporários para uma possível contratação ou de buscar no mercado novas pessoas que possam compor o seu time de trabalho.
A tarefa parece fácil, mas infelizmente a cada encontro com empresários ouço sempre a mesma história: “A contratação de pessoas qualificadas está cada dia mais difícil. Não sei dizer se o problema está onde busco as pessoas ou se é a qualificação dos candidatos que é baixa." Mesmo não sendo especialista em RH, o que percebo é que há uma soma das duas alternativas.
É claro, que para cada perfil de vaga é necessária uma ajuda diferente – você pode recorrer a headhunters ou agências, solicitar indicação de conhecidos ou encontrar em redes sociais, como Plaxo ou LinkedIn, as pessoas que atendam suas necessidades.
Para escolher a melhor alternativa, é preciso que você tenha clareza de qual é o perfil do funcionário que você procura: quais são as habilidades e conhecimentos necessários ao cargo, que atividades serão realizadas, que comportamentos você espera e como deve ser o encaixe da nova pessoa junto à equipe que você já conta.
Se buscar pessoas com espírito crítico, bem relacionadas, “antenadas” e, de alguma forma, ligadas a ramos com sinergia com a função para a qual você deseja um profissional, sua chance de errar será menor.
Lembre-se, ainda, que de forma geral, as pessoas saem de qualquer faculdade despreparadas. É uma triste realidade. Até mesmo os cursos técnicos ainda deixam a desejar quando o colaborador efetivamente passa atuar no mercado. Se optar por aqueles candidatos que freqüentaram universidades de primeira linha tende a se sair melhor, mas preciso dizer que se você se basear unicamente no currículo e no conhecimento, pode acabar demitindo essa pessoa pouco tempo depois em função de sua atitude.
Uma vez ouvi que somos contratados pelo conhecimento que adquirimos ao longo de nossas experiências, mas normalmente somos demitidos em função dos nossos comportamentos e atitudes. Portanto, pense nisso!
Submeta os candidatos à dinâmicas de grupo em que você possa analisar como ele se comporta em situações simuladas e em seguida, selecione os melhores para uma entrevista individual com você e mais alguma pessoa da sua equipe, afinal é com a equipe que essa pessoa vai se relacionar na maior parte do tempo.
Nessas conversas não busque os conhecimentos do currículo, mas analise o quanto o candidato é articulado e bem informado, se tem visão de negócios, se tem agilidade mental, se demonstra disposição para aprender e, mais que tudo, se parece ser “compatível” com o jeito de ser da sua organização.
E uma dica que comigo nunca falha: confie no instinto! Se tiver a mais leve dúvida com relação a alguém... é melhor deixar para lá! Busque outra alternativa, pois se a “química” não acontecer, você pode se arrepender.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
08 de janeiro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews
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