sexta-feira, 31 de julho de 2009

CONFIE EM ALGUÉM ALÉM DE VOCÊ MESMO



Esse foi um artigo publicado no início do ano.
Um texto muito apropriado para aqueles momentos em que saimos de férias e deveríamos desligar da nossa atividade...
Como estamos em julho e talvez, muitos de vocês ainda estejam em férias, achei que fosse interessante compartilhar.

Quantas vezes, no meio do seu dia de trabalho, você se pegou pensando: “só eu posso fazer isso. Ninguém conhece esse processo melhor do eu”.?!?
Crescemos inseridos em um processo de aprendizagem que nos ensina a ser importante, ser insubstituível. Depois as empresas crescem e vão ensinando uma pessoa a fazer o que duas faziam antes, depois três, vinte. É assim que um vendedor se torna uma força de vendas!
Você até pode fazer bem o seu trabalho, mas você pode impedir o crescimento da empresa se continuar fazendo tudo sozinho. É preciso sair da frente, deixar que mais alguém aprenda as coisas com você.
Para que você mesmo possa crescer e para que a sua empresa possa se desenvolver é preciso que “você prepare novos vocês”. Confie em seu par, em seu assistente, em toda a sua equipe.
Imagine que um dia você mereça férias! (Calma! É só uma idéia!)
A empresa não pode parar. As pessoas que você mesmo contratou não merecem sua confiança?
Pode ser que nesse período a empresa funcione de maneira diferente. Eles podem ler e-mails de tarde e não de manhã, retornar as ligações após o almoço e não ao final do dia como você, mas talvez essa nova rotina traga com ela, novos clientes, novos processos, novas formas de fazer certo aquilo que você sempre fez certo também.
Não é fácil abrir mão, delegar o que temos de funções mais importantes, especialmente quando você é muito bom naquilo que faz e quando a empresa vem apresentando resultados positivos. Mas comprometimento tem limite. Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa? Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade e conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante.
Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, têm noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de descansar, de assumir novos desafios ou até de partir para outra empresa.
Conviva com pessoas com talento. Se puder, traga-as para a sua equipe. Motive-as. Desafie-as. Faça-as progredir. O que elas ainda não sabem, vão aprender. Continue fazendo o seu trabalho ou tocando a sua empresa de forma competente, mas prepare também as pessoas libertando-se para fazer a empresa crescer, capacitando as pessoas para que um dia possam substituí-lo e deixando o caminho livre para uma promoção ou para você se dedicar às coisas mais rentáveis, ou talvez a abrir outro tipo de negócios para explorar no futuro.
É preciso confiar e acreditar que a empresa vive sim... e pode até ser melhor quando você não estiver por lá!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 24 de janeiro de 2009

RUMO À CIDADANIA EMPRESARIAL



Esse texto foi o meu 3º artigo publicado em 13 de dezembro de 2008.
Hoje, ao reler seu conteúdo, fico super feliz em saber que essa primeira conquista efetivamente aconteceu.
Algumas questões da desburocratização ainda não têm respostas, mas estamos caminhando!

Há muito o Brasil fala em crescimento sustentável. Como tornar- se um país competitivo e suprir as necessidades de seu povo? Como garantir a melhor distribuição de riquezas e gerar empregos?
Acredito que existem várias maneiras de um País crescer e criar oportunidades, gerando emprego e renda. Certamente, uma das principais vias é por meio do apoio e da criação de projetos que suportam e fomentam pequenos negócios. Mas para isto acontecer, dependemos de ações firmes de vários atores sociais: governos, legisladores, lideranças empresariais, sociedade civil organizada.
No último dia 10 de dezembro, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade de votos, as emendas do Senado ao projeto de lei que institui a figura do microempreendedor individual (MEI). Um passo importante para o início da conscientização de que as atividades econômicas produtivas devem ser tratadas pelo governo segundo o grau de representatividade social que têm. A proposta poderá atender um público potencial de aproximados 10,3 milhões de empreendedores informais no País. Entre eles estão costureiras, sapateiros, manicures, marceneiros, encanadores, pintores, doceiras e mecânicos. Como atuam na economia informal, normalmente não pagam tributos, mas também não têm benefícios previdenciários.
A regularização dessas atividades menores reconhece a importância e valoriza o trabalhador que as exerce, permitindo o início de cidadania empresarial das pessoas dentro dos princípios da legalidade.
Permite, ainda, identificar tarefas que de fato contribuem para o Produto Interno Bruto(PIB) e que hoje não podem ser devidamente medidas em termos da riqueza que produzem e obriga esses empreendedores a compromissos que eles podem atender.
Se desenvolvimento econômico é mesmo uma decorrência do nível de empreendedorismo da sociedade local, como defendem muitos autores e como eu mesma acredito, é importante a criação de ambientes favoráveis para o surgimento de empreendedores, os protagonistas desse processo!
Temos que nos mobilizar para que a lei seja sancionada ainda este ano a fim de que possa valer a partir de janeiro de 2009. Se a respectiva sanção ficar para 2009, a lei só valerá em 2010.Além disso, não podemos nos limitar ao MEI. Um ambiente propício à maior geração de emprego e renda implica em educação empreendedora, facilidade de acesso à tecnologia e oferta de recursos necessários para empreender.
A mobilização de nossos esforços faz toda a diferença e pode ser a chave para que haja comprometimento e conseqüentemente sucesso das ações empreendedoras.
Numa grande caminhada, é preciso não ter medo do primeiro passo!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em dez/2008

quarta-feira, 29 de julho de 2009

EM ÉPOCA DE CRISE, MOSTRE A SUA CARA!

Essa semana, iniciarei no blog a publicação dos meus artigos já editados aqui na região... Como o blog nasceu depois da minha contribuição como articulista por aqui, tenho vários textos em arquivo que ainda não compartilhei com vocês...

Então vamos lá... Esse texto foi publicado em novembro de 2008:

Antes de iniciar o artigo dessa semana, preciso esclarecer que não sou corinthiana, mas como boa são-paulina que sabe o que é vencer e reconhece no adversário suas características fundamentais, tenho que valorizar a “sacada” genial da área de marketing do timão ao lançar uma camisa que literalmente tem a cara do torcedor e do time que fez a equipe com garra voltar à primeira divisão do campeonato brasileiro.
Mas você que lê esse artigo agora, deve estar se perguntando: “onde a Ana quer chegar?”. Eu explico.
A história é bem simples. Enquanto muito se fala em crise, os pequenos negócios precisam buscar alternativas para não se paralisar. Ainda não é possível saber com qual dimensão a turbulência econômica mundial chegará aos pequenos negócios no Brasil, mas com certeza já percebemos que não ficarão imunes a ela.
Como os fundamentos econômicos do país se fortaleceram nos últimos anos, espera-se que os efeitos não sejam demasiados fortes, mas não há garantias sobre isso.
Por isso, vender deve ser a prioridade número 1 dos empresários!
Seja criativo em todas as formas de atrair clientes e de influenciar as suas decisões de compra. Tenha a sua própria “sacada” genial!
Valorizar a equipe e o cliente não só fideliza, mas também traz maior identificação do público com a sua empresa e pode gerar bons resultados futuros. Afinal, aposto que todos já ouviram que é sempre mais vantajoso manter o cliente e o seu atual time trabalhando do que conquistar novas pessoas.
É preciso, ainda, inovar! Encontrar formas inovadoras traz um diferencial para o seu negócio num cenário tão adverso como o atual, e isso pode estar em atitudes simples que não envolvem grandes investimentos financeiros, mas que com criatividade causarão um impacto extremamente positivo, cabendo perfeitamente no orçamento do seu negócio.
Tenha produtos diferentes, difíceis de serem copiados pela concorrência; estimule a presença do cliente na sua empresa e atenda bem, porque certamente se o cliente não for bem tratado, não irá voltar e irá reclamar do “técnico” para o resto da torcida.
Além disso, mantenha seu time treinado, motive seus funcionários para que saibam o quanto é importante tratar bem um cliente. Busque incentivar a sua equipe através de bonificações diferenciadas de acordo com o resultado que tiverem. Se todos virem que irão lucrar com o bom desempenho do estabelecimento, ficará mais fácil obter resultados positivos.
Rixas futebolísticas à parte, vale notar o exemplo alvi-negro quando o assunto é cativar o público. Coloque o seu time em campo e boa sorte!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no DAT em 29 de novembro de 2008

segunda-feira, 27 de julho de 2009

VENDER!


A proximidade do Dia dos Pais faz com que muitos empresários comecem a se perguntar o que fazer para vender mais.
A venda é a engrenagem que move todas as demais, é o ponto de partida que põe toda a empresa em movimento, afinal enquanto não houver um pedido de cliente nada acontece na empresa.
Saber vender, então, é uma competência que faz toda a diferença. Envolve conhecer o produto e o cliente, afinal não basta ser um amplo conhecedor do produto, se não se preocupar com o relacionamento e com o atendimento que dá ao seu cliente.
No SEBRAE-SP, temos percebido que o atendimento ao cliente é o calcanhar de Aquiles de várias empresas. Muitas vezes, empresários acabam caindo na tentação de escolher seus colaboradores por sua baixa pretensão salarial. Mas será essa a melhor estratégia ou devemos acreditar na sabedoria popular de que “o barato sai caro”?
Se o coração da empresa são as vendas é muito importante ter cuidado na seleção das pessoas que irão trabalhar com você. Principalmente no caso de pequenas empresas que têm poucos colaboradores para contar. O desempenho de cada um pode ser determinante para o bom resultado do negócio. Se você olhar para o mercado irá perceber que mercadorias e preços estão cada mais similares, o bom atendimento é que faz toda a diferença. E por isso, o desafio passa a ser diferente.
Não basta conquistar novos clientes, você deve pensar em firmar um relacionamento sólido, uma aliança entre o seu negócio e seu cliente. É preciso encantar, criar valor e superar as expectativas por uma oferta que vá além da compra do produto ou do serviço.
Nesse contexto, a função do atendente não pode ser vista como um ritual de iniciação na vida corporativa, dando lugar apenas àqueles com menores pretensões salariais. Esse espaço requer cada vez mais profissionalização para que a excelência do atendimento possa ser conquistada.
Saber vender requer a percepção e utilização de nossos cinco sentidos cuidando de cada detalhe que pode promover o desejo do cliente: atmosfera, design, cores, cheiros, comunicação, disposição dos produtos, texturas, embalagens, o que for. É preciso deixar o cliente explorar os produtos e suas funcionalidades, pois nada convence tão rápido como a experimentação. Vendedores que grudam nos clientes e tiram sua liberdade deveriam ser extintos.
Quando um cliente entrar na sua loja, a partir de hoje, dê a ele mais do que suas necessidades e desejos. Prepare seus colaboradores para se relacionar com clientes cada vez mais exigentes que esperam o reconhecimento de sua importância e querem ser tratados como únicos. E merecem, porque embora nem sempre tenham razão, são a razão de ser de qualquer negócio.
ANA MARIA MAGNI COELHO
25 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

VIVER DESPENTEADA

Hoje o texto não é meu, mas recebi por e-mail e confesso que A-D-O-R-E-I!
Quero compartilhar com vocês, um jeito especial de viver...


"Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é louco, definitivamente louco…O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, quero viver com o cabelo bagunçado… Pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que eu alguns momentos me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.
Afinal, o aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique…
E talvez até deveria seguir as instruções, mas quando será que vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita… A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho,veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace, Dance, Apaixone-se, Relaxe, Viaje, Pule, Durma tarde, Acorde cedo, Corra, Voe, Cante, Arrume-se para ficar linda, Arrume-se para ficar confortável, Admire a paisagem, Aproveite, e acima de tudo, DEIXE A VIDA TE DESPENTEAR!!!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo..."

terça-feira, 21 de julho de 2009

EMPREENDA SUA VIDA!


A vida de qualquer empreendedor – e quiçá qualquer pessoa – tem dias da mais pura angústia em que perguntas do tipo “o que fazer, pra onde ir, o que mudar, com o que persistir, quais são as principais estratégias” ocorrem nas horas mais impróprias e acompanham as mentes até que as decisões sejam tomadas.
Pode acontecer no carro ou no happy hour descontraído quando uma informação ouvida no rádio ou uma simples piada de um amigo liga a “antena” e traz a sensação de felicidade – se for uma boa idéia – ou de angústia, se for algo que sugira problemas e coisas para resolver.
Empreendedores, por sua própria natureza e pela experiência em se aventurar na abertura de um negócio, talvez se sintam obrigados a pensar em suas próprias vidas e para onde querem ir com uma freqüência um pouco maior, mas será que essa não é uma pergunta que todos deveriam se fazer habitualmente?
Quando entrevisto algumas pessoas em busca de emprego ou recebo um candidato a empreendedor, normalmente eles dizem que estão em busca de novos desafios. Parece até que falar em desafio é algo que dá credibilidade hoje em dia. Mas quando o desafio bate realmente à porta, algumas pessoas deixam de lado aquilo que queriam tanto e passam a reclamar que agora o trabalho está puxado demais ou que o trabalho é demais e o dinheiro é pouco... Parece um vício: o lugar em que estamos e o habitual jeito de fazer é o conforto que esperamos ter!
Por isso, admiro os empreendedores. Para eles, não há conforto, mas sim sonhos. São pessoas que parecem ter mais projetos e ideais e por isso, parecem menos frustrados. Por se defrontarem com tantas incertezas acabam sendo obrigados a colocar uma alta dose de energia em suas decisões e os obriga a uma dose de confiança e independência mais alta.
O poder da visão dessas pessoas que transformaram idéias em realidade e são efetivamente capazes de se responsabilizar pelos seus próprios sucessos e fracassos é o que me causa grande respeito.
E vale destacar que essas pessoas não são seres iluminados ou qualquer coisa assim... Todo mundo tem o “vírus” do espírito empreendedor. Em alguns ele está desperto, ativo, em outros está dormente, mas todos podem despertá-lo.
Para isso, estabeleça um prazo para assumir seus próprios desafios. Não se sinta uma vítima do destino, pois tudo aquilo que você vive hoje, o seu trabalho atual, ajuda a criar a estrutura para lançar você para onde deseje estar. Aproveite cada pergunta que surgir nos momentos daquela mais pura angústia para construir suas metas de futuro.
Por mais árdua que seja a construção desse caminho, melhor será o sabor da chegada. A diferença entre os muitos sonhadores e os poucos vencedores está na atitude à frente dos desafios. Empreenda sua vida!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 18 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SEUS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?


O misto de show e funeral em homenagem a Michael Jackson, que foi acompanhado por milhões de pessoas na última terça feira, aponta para um mundo em que a necessidade de ídolos humanos aumenta a cada geração. As pessoas buscam referências, modelos que sirvam como parâmetros para seus comportamentos ou que justifiquem seu próprio modo de ser. Mesmo que tais parâmetros não sejam os melhores no que diz respeito à qualidade de vida, fortalecimento dos laços familiares ou espiritualidade.
Não desejo polemizar sobre a contribuição de Michael para o cenário musical, mas sim refletir sobre quando, realmente, nossos ídolos começam a morrer. Quando você começa a se perguntar se ele realmente merece toda a devoção ou passa a duvidar da possibilidade de que ele seja tão perfeito, pronto! É aí que ele começa a morrer.
Alguns irão atrás de novos ícones, novas pessoas que fundamentem seus sonhos e aspirações, e para os quais devotarão boa parte de seu tempo, recursos e capacidade intelectual.
Tenho buscado me lembrar de alguém que admirava na infância e continuo admirando até hoje, mas percebi que não sou uma pessoa de ter ídolos. Entretanto, reconheço minha capacidade de aprender e trazer pra minha vida características de pessoas que admiro: minha mãe, meu avô, alguns professores e alguns líderes dos vários papéis que já desempenhei. Sempre tive muito respeito pelas pessoas capazes de me ensinar e que me ajudassem a descobrir o melhor pra mim. Pessoas que trazem coisas boas pra nossas vidas deveriam ser os nossos verdadeiros ídolos!
Por isso, prefiro líderes à ídolos. Uma liderança carismática, capaz de influenciar por sua empatia e de realizar conexões entre si e seus liderados sem manipulação. O líder é perene, prioriza as pessoas, inova, inspira confiança e desenvolve. Já o ídolo prioriza seus próprios sistemas, é inconstante, controla, mantêm suas estruturas e se fundamenta em imagens poucas vezes reais sobre si e o sobre o mundo. Líderes estão para servir, enquanto ídolos querem ser servidos.
Por vezes, o ídolo é apresentado ao público como alguém que tem um dom individual: tudo decorre de um mérito e de uma competência que lhes são únicos, como se uma disposição genética permitisse que apenas as pessoas dotadas de um atributo especial pudessem marcar suas gerações.
Eu aprendi com pessoas comuns, líderes pessoais e empresariais, a sempre valorizar meus colegas, buscar falar na hora certa, escutar mais do que falar, ser honesto e nunca ser desleal, ter objetivos, não lamentar as derrotas e ser esforçado e alegre. São legados assim que devemos procurar e não sonhos passageiros, transitórios e efêmeros.
Pergunto então: a quem você vem seguindo, ídolos ou líderes?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Julho/2009

domingo, 5 de julho de 2009

O DISCURSO...


Essas foram as palavras ditas por mim na noite tão especial do título...

Boa noite a todos!
Peço a permissão para ler, pois hoje é efetivamente uma noite muito diferente e especial para mim e preciso ter a disciplina de um texto; pois em momentos como este é preciso não esquecer detalhes, nomes, datas, e agradecimentos fundamentais.
O primeiro registro a fazer refere-se à minha alegria imensa em receber essa titulação na companhia de amigos com os quais tenho muito orgulho de conviver.
O SEBRAESP tem sido um ícone de excelência desta cidade na economia e em tantas outras áreas de conhecimento. Nessa empresa aprendemos (e ensinamos) valores como competência, cooperação e profissionalismo, além disso vivemos o compromisso com o Bem Comum. Nosso trabalho tem muito a ver com a construção de um relacionamento virtuoso que se estabelece entre empresários (muitos aqui presentes hoje), parceiros, lideranças públicas e entre a sociedade. São muitos e felizes os momentos onde se dá o encontro entre todos nós em prol do fortalecimento e do aumento da competitividade das pequenas empresas, do fomento ao empreendedorismo e à inovação e principalmente, em prol da realização do “sonho” das pessoas.
Sim, me sinto uma realizadora dos sonhos dos mogianos que dia após dia desejam abrir um negócio próprio em nossa cidade ou melhorar os negócios que já possuem.
Sou paulistana, nascida em uma travessa da avenida paulista e após algumas surpresas preparadas em minha vida (nem todas tão boas como a da noite de hoje), no dia 03 de julho de 2000 me vi sendo contratada para ser funcionária de uma empresa que eu pouco conhecia na época. Depois de quase um ano como digitadora terceirizada de um programa específico do SEBRAE-SP, fui contratada como auxiliar na agência que o SEBRAE mantinha na Junta Comercial do Estado de SP e fui me apaixonando pela missão que nossa empresa tem, junto à sociedade brasileira. De lá para cá, aprendi no meu próprio exercício a ser aquilo que ensinamos aos nossos clientes: EMPREENDEDORA! Busquei e aproveitei todas as oportunidades que minha empresa me deu tendo a iniciativa para correr os riscos que acompanhavam as minhas decisões. A cada nova etapa, busquei informações e exigia sempre de mim mesma alta qualidade e eficiência na geração de resultados aos meus clientes e à minha empresa. Estabeleci metas com relação ao meu desenvolvimento pessoal e profissional para as quais determinava um bom planejamento de ações. Muitas vezes o meu comprometimento e persistência, colocaram as minhas decisões profissionais à frente das minhas experiências pessoais, mas aí a capacidade de persuasão, a boa rede de contatos e a confiança de que eram as melhores escolhas para o momento, me trouxeram até Mogi das Cruzes, também em um dia 03 de julho, só que de 2006.
Por isso, nesse dia 03 de julho de 2009 não posso deixar de agradecer e mencionar alguns nomes:
Gostaria de agradecer primeiramente à DEUS pela força, coragem e alegria que colocou em mim e pela fé que me ajuda a entregar minha vida e projetos em Suas Mãos confiando que encontrarei os melhores caminhos.
Agradeço também à minha mãe e meu avô, que mesmo não estando presencialmente ao meu lado, estão sorrindo para mim de algum lugar muito especial. Foram eles que me deram minhas bases de valores, crenças e caráter que regem o comportamento que tenho hoje.
Ao prefeito Marco Bertaiolli que, desde presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, cria um ambiente favorável às propostas do SEBRAE-SP e atua como grande parceiro na realização de nossas ações. E ao ex-prefeito, Junji Abe pelo respeito, carinho e generosidade com que sempre me tratou... Nesses anos à frente do ER Alto Tietê, suas palavras e seu reconhecimento sempre foram muito especiais para mim.
Agradeço a Ilustre Senhora vereadora Odete Rodrigues Alves de Souza, que propôs a indicação do meu nome para receber essa homenagem. Foi uma grata surpresa e uma grande alegria. E ao excelentíssimo presidente dessa Casa de Leis, senhor vereador Nabil Nahi Safiti que preside a entrega de hoje reconhecendo meu trabalho à frente da gerência do SEBRAE-SP pela geração de trabalho e renda em nossa cidade através do empreendedorismo.
Aos meus líderes, presentes na noite de hoje: Alessandro, pela oportunidade e confiança depositadas em mim na seleção à gerencia do ER Mogi das Cruzes (é ele um dos responsáveis por eu estar aqui). Você é um exemplo para mim!
E ao Dr. Ricardo Tortorella pela autonomia, liberdade e respeito com que aceita as minhas propostas e permite que o SEBRAE-SP atue acatando as vocações e características identificadas pela minha equipe.
À minha família hoje aqui presente: meu irmão, marido e filhos!
Jorge, obrigada por sempre ter estado ao meu lado, por ser meu principal incentivador, por não me deixar desistir, por ser um pai tão dedicado aos nossos filhos e um marido tão justo, leal e presente.
Marcello e Lucca... Obrigada pela paciência com a mamãe e me desculpem pelas ausências que muitas vezes nos faz conviver menos tempo do que gostaríamos. Vocês são a razão e a força que busco todos os dias ao acordar para seguir nessa missão. Amo vocês do tamanho do universo e sei que um dia terão muito orgulho da mamãe!
Entendo como fundamental, nesse momento, depois de dizer tantas coisas destacar um detalhe dessa homenagem. Recebo o título com muita honra e dignidade, mas além das pessoas que já citei, estendo essa homenagem às pessoas que são essenciais pelo esforço que empreendem comigo. Reconheço toda a equipe do ER Alto Tietê que com garra, determinação e fibra toca os projetos e faz virar verdade estratégias idealizadas por mim em vários momentos em que estou no trânsito, tomando banho ou dirigindo... A conquista desse título reconhece um trabalho do SEBRAE-SP e é o resultado de um trabalho de equipe, equipes que coordenam equipes, de equipes.
Quero agradecer a todos vocês pela presença e encerro a minha fala com um trecho de um poema de Cora Coralina, “Saber viver... Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas”
Tenho muito orgulho em ser mogiana e tocar o coração de alguns de vocês.
Uma boa noite e que Deus abençoe a todos!


03 de julho de 2009

A CONQUISTA DA CIDADANIA

Essa semana vivi um dos momentos mais importantes da minha carreira profissional... Recebi no dia 03 de julho, o título de CIDADÃ MOGIANA.

Um reconhecimento do meu trabalho à frente do SEBRAE-SP e principalmente à minha paixão por essa cidade onde encontrei a Realização profissional + Felicidade em família + Paz de espírito.
O artigo dessa semana, publicado no Mogi News fala um pouco do que entendo por CIDADANIA... Compartilho com vocês...



A CONQUISTA DA CIDADANIA

"Eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação." (Herbert de Souza, o Betinho)

O conceito de cidadania tem origem na Grécia clássica, sendo usado, então, para designar os direitos relativos ao indivíduo que vivia na pólis e dela participava ativamente, tanto nos negócios quanto nas decisões políticas.
A cultura e a história da colonização do nosso país ainda colocam em nosso povo algumas barreiras para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senhô!” sem prerrogativa a qualquer questionamento.
Passos importantes já foram dados: o processo de transição democrática, o voto direto, a Constituição de 1988... Mas, ainda há um longo caminho a percorrer: desigualdades e exclusão social, posse e uso da terra, desemprego, analfabetismo, etc
Precisamos ampliar a visão sobre cidadania. Não basta votar (de forma obrigatória) e pagar impostos. Cidadania é uma tarefa que não termina. Não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou!
Não basta que ela nos seja dada, pois, na verdade, cidadania está no exercício e conquista de nossa própria capacidade de participação e intervenção social na busca por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas de viver, tomar decisões e empreender.
O maior patrimônio brasileiro está no seu povo que tem usado a criatividade e a inovação para superar suas deficiências e gerar oportunidades. Os talentos e competências dos recursos humanos disponíveis são o principal diferencial para crescermos de verdade. Ser cidadão não requer nenhum sacrifício, basta termos consciência de que somos sujeitos de direitos e deveres olhando para os aspectos simples de nosso bairro, cidade, comunidade e agindo naquilo que está ao nosso alcance. Nós somos os protagonistas tanto da nossa vida como da sociedade e a construção da sociedade em que desejamos viver está em nossas mãos. Afinal, quem não participa deixa aos outros a decisão de seu futuro, acabando por ser dominado.
Esse é o meu primeiro dia como legítima cidadã mogiana. Uma cidadania que esteve e está em permanente construção, pois enquanto seres inacabados que somos, sempre deveremos buscar, descobrir, criar e, com maturidade, tomar consciência ampla de nossos direitos e deveres, pois não há uma única tarefa a entregar: nossos filhos merecem um mundo mais justo e novos desafios surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.
Obrigada, Mogi das Cruzes pela confiança!
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 04 de julho de 2009
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