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sábado, 3 de março de 2012

PARA ALÉM DO DESENVOLVIMENTO

"Se a educação sozinha não pode tranformar a sociedade,
tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire


Mais importante do que enfrentar a crise econômica que está assustando trabalhadores, empresários e governos é aproveitar essa oportunidade para uma retomada duradoura do nosso desenvolvimento. Novos patamares. Novos desafios. Novas perspectivas.
Tudo tecnicamente impossível se não levarmos em conta um fator preponderante: a educação. O nível de inserção na economia globalizada, seja em qual for o nível, é dependente dos índices de crescimento econômico e tecnológico, que, por sua vez, dependem dos investimentos em capital humano.
Não consigo imaginar nenhum caminho para o desenvolvimento econômico que não passe obrigatoriamente pela geração de emprego, renda e pela abertura de oportunidades às pessoas para que elas possam empreender, crescer e conquistar melhor qualidade de vida.
Simples? Não tanto quanto parece. Para investir no capital humano, enfrentamos um grande problema, já que a educação brasileira ainda tem dificuldades com a qualidade de ensino, evasão escolar, distorção entre série e idades e analfabetismo funcional. Se adolescentes chegam às universidades com baixíssima capacidade de interpretação de textos, como poderão interpretar sua própria realidade?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O DRAGÃO CONTRA AS MPEs

"A inflação está para a economia assim como a falsificação está para a moeda."
Millôr Fernandes

Por Bruno Caetano*

Que a inflação é ruim para a economia nacional isso todo mundo sabe. Mesmo os que tem menos de 20 anos e não viveram a o período da chamada "cultura inflacionária" sabem que as baforadas do dragão da inflação queimam bolsos e sonhos.
O que pouca gente ainda atentou é que além de corroer o poder de compra, a alta recente da inflação tem causado sérios prejuízos a competitividade da nossa economia, especialmente da indústria. Segundo recente estudo do Banco Credit Suisse, o IPCA brasileiro tem subido mais do que a inflação média dos países com que mantemos relações comerciais.
Aqui a inflação subiu de 4,5% para 7,2% nos 12 meses encerrados em agosto de 2011, enquanto a taxa média de nossos parceiros comerciais avançou de 2,9% para 4,3% no mesmo período, tornando seus produtos muito atrativos no mercado brasileiro.

sábado, 20 de agosto de 2011

CIDADES SUSTENTÁVEIS

No Brasil, mais de 75% da população vive em áreas urbanas e esse percentual deve atingir 85% nos próximos vinte anos. Não há como negar que, justamente por isso, as cidades têm assumido um papel decisivo na busca pela sustentabilidade. Afinal, o crescimento urbano gera uma imediata (e imensa) demanda por serviços e produtos que muitas vezes, são atendidos sem nenhuma forma de planejamento.
Entretanto, crescimento descontrolado, degradação ambiental, aumento dos problemas sociais são fatores que merecem atenção não apenas dos gestores públicos, mas de toda a sociedade. Terceirizar o problema ao poder público é simples, pois assim podemos culpar alguém por aquilo que não somos capazes de mudar.
Em um regime democrático, a solução de problemas sociais, ambientais ou econômicos passa pela mente (e pelas mãos) de todos nós. Ou a gente participa, ou participa! Reclamar não resolve nada.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ECONOMIA VERDE


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Educação para a sustentabilidade, trabalho decente, erradicação da miséria, infra-estrutura para uma nova economia. Os temas seriam perfeitos para uma boa plataforma de governo, mas, na verdade, tratam-se de assuntos abordados na última Conferência Ethos de Empresas e Responsabilidade Social realizada nos últimos dias 08 e 09 de agosto em São Paulo.
Na mesma semana em que o mundo anunciava uma nova crise da economia global, cujo tamanho e impacto ainda desconhecemos, o Brasil mobilizou empresários, cidadãos e membros do poder público para discussão de uma plataforma econômica que seja inclusiva, verde e responsável. Afinal, seja lá o que estiver acontecendo pelo mundo, ao Brasil é inexorável pensar em crescer.
Quase 20 anos após a Rio- 92 e às vésperas do encontro Rio +20, a humanidade começa a entender a necessidade de racionalizar o uso de seus recursos naturais e reconhecer o valor da natureza como fator de oportunidade para a geração de negócios.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

COMPRAS GOVERNAMENTAIS



Não há quem duvide do potencial do empreendedorismo para geração de empregos, renda, desenvolvimento e justiça socioeconômica. As micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras representam mais de 98% dos estabelecimentos formalmente constituídos, empregam quase 70% do pessoal ocupado e geram 20% do PIB.
Entretanto, sua participação nos processos de compras governamentais é de apenas 15%, índice que poderia ser muito mais relevante caso um ambiente mais favorável aos pequenos negócios fosse consolidado. Burocracia, dificuldade de acesso ao crédito e a novos mercados, legislação e sistema tributários ultrapassados são obstáculos a serem vencidos.
Contudo, governos podem (e devem) fazer uso do seu poder de compra como mecanismo de fortalecimento ao empreendedorismo local. Facilitar o acesso das MPE ao mundo das compras governamentais pode ser a base para a instalação de um ciclo virtuoso na economia.
Parece fácil, mas boa vontade não basta. Os processos de aquisição pública precisam garantir legalidade, isenção, menor preço, qualidade, ampla disputa, transparência, celeridade e participação irrestrita de todos os fornecedores. Tais critérios, contemplados na Lei de Licitações (lei 8.666/93), têm seu mérito administrativo, mas atribuíram formalidades e requisitos que separam as empresas de seus maiores clientes: prefeituras e governos estaduais e/ou federais.
Mesmo aparentemente complicado, a dificuldade pode valer a pena em função do mercado que se abre às MPEs. Com conhecimento e organização, qualquer empresa pode usufruir desse mercado potencial. Na verdade, muitas empresas mal têm consciência de seus direitos.
Você sabia no caso de um empate por preço entre uma pequena e uma grande empresa participante de licitação, será assegurado, como critério de desempate, a preferência de contratação para a pequena empresa quando seu preço for até 10% maior que o preço da grande empresa? Ou que em contratações de até R$ 80 mil e havendo no mínimo três pequenas empresas competindo pela conta, a preferência será dada à elas? E ainda que existe possibilidade de subcontratação nos grandes contratos desde que não exceda a 30% do total licitado?
Para aproveitar essas oportunidades, a empresa precisa estar pronta para um tipo de atendimento em que qualidade e bons critérios de formação de preço serão fatores essenciais para que se candidate com condições de êxito. Precisa, ainda, estar organizada, capacitada e cons¬ciente de seus próprios processos de gestão de forma a oferecer produtos sempre competitivos em escala e preço. Uma vez estruturada corretamente, habilitar-se como fornecedora ao serviço público pode representar um aumento significativo de faturamento.
Para o governo, o fortalecimento do consumo local em seus processos de compra reduz as despesas de custeio administrativo, aumenta as possibilidades de investimento municipal, propicia a geração de renda e emprego e cria vínculos mais fortes e produtivos entre os agentes locais de desenvolvimento (indústrias, comércios, serviços e agricultura).
Aliás, faço o convite para que cada um de nós se inspire nessa idéia. Com ou sem licitação, população, empresas ou administração pública deveriam realizar suas compras com fornecedores locais, aquecendo a economia e contribuindo para a geração de renda, empregos e negócios.
Pense nisso!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
26 de fevereiro de 2011

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ECONOMIA EM DESENVOLVIMENTO

O Brasil é um país de muitas caras. Temos uma para a economia, outra para a saúde, outra para a política, lazer, segurança, etc...  Entre todas essas faces, temos avançado em aspectos aparentemente importantes ao nosso crescimento econômico. “Aparentemente” porque ainda seguimos indicadores que nos prendem a velhos paradigmas de desenvolvimento.
Em vários índices, o Brasil tem demonstrado desempenho superior a anos anteriores. Entretanto, como dizia minha avó, “prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém”.
Informações contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) retratam a trajetória de revalorização do trabalho, o salário registra crescimento real de 18,25% em sete anos e subimos quatro pontos na média geral do IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU que mede a qualidade de vida das populações.
Contudo, será que todos esses índices têm garantido uma melhora efetiva na vida de cada cidadão e, mais, de todos os cidadãos?
A escolha de indicadores depende dos objetivos de sua avaliação, bem como dos aspectos metodológicos, éticos e operacionais da questão em estudo. O próprio IDH é uma ilusão. Não serve para indicar o desenvolvimento de um país, pois leva em consideração variáveis isoladas de uma Nação: educação, longevidade e renda.
De forma isolada, nossa colocação em educação é de envergonhar. Temos a mesma média do Zimbábue, o país com o pior desempenho do mundo. Condições de transporte, higiene, moradia e alimentação expressam, juntos, a longevidade de um povo? Aumentar a renda significa tê-la distribuída igualmente em um país com a nossa diversidade?
Por isso, resgato o velho ditado da vovó para analisar qualquer indicador brasileiro de desenvolvimento. Não há quem negue que tivemos um considerável crescimento econômico nos últimos anos. Aumentamos a capacidade produtiva da economia, a produção de bens e serviços e conseqüentemente, acompanhamos a evolução do Produto Interno Bruto - PIB.
Países como a Índia e a China, graças à globalização da economia, conheceram também um forte período de crescimento econômico nos últimos anos, elevando-os à categoria de países emergentes junto ao Brasil e a Rússia. Por outro lado, ao olharmos esses mesmos países, percebemos que o crescimento trouxe a seu cargo profundas desigualdades e dificuldades no acesso à habitação, educação, justiça, saúde, ou seja, precárias condições de vida na generalidade e quase nenhuma garantia e respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais dos cidadãos.
Chegamos ao desafio brasileiro: é preciso alinhar as transformações da nossa estrutura econômica à melhoria da qualidade de vida da população. Um real desenvolvimento social deve combinar crescimento econômico e distribuição de renda. É um conceito mais qualitativo cujos índices devem considerar o bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, violência, condições de saúde, alimentação, transporte, educação, higiene e moradia) fomentando iniciativas empreendedoras e o progresso do ambiente empresarial.
Por esta ordem de pensamento, desenvolvimento deve ser o “fim” e crescimento econômico um “meio” para atingí-lo, cabendo aos governantes de cada país fortalecer esta ligação através de uma gestão sustentável que incida harmoniosamente na qualidade e na quantidade do crescimento do país.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial - Diário de Mogi
11 de novembro de 2010
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