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segunda-feira, 9 de maio de 2011

FILHOS DA VIDA QUE ANSEIA POR SI MESMA

"Estou aqui, vivendo, e não me podem extrair o usufruto da vida porque, através da minha palavra atuante, sobreviverei mesmo após a morte. Vim aqui para ser por todos e com todos, e o que faço hoje na minha solidão ecoará amanhã entre todos os homens.
O que digo hoje com apenas meu coração será dito amanhã por milhares de corações."



Há um mês, ouvi pela primeira vez um poema de Gibran Kahlil Gibran.
Confesso que não conhecia esse artista que nasceu no Líbano no final do século XIX e que me encantei com seus escritos - profundos e repletos de sensibilidade e espiritualidade.
No mundo ocidental, esse poeta, filósofo e artista chegou a ser chamado de "o Dante do século XX". Para seus admiradores do Oriente Médio, ele é o Amado Mestre.
Um Mestre que na semana do Dia das Mães, merece ser lembrado pela obra escrita em 1923.





~ Os Filhos ~
(Do Livro "O Profeta")

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na direção do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."

Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da vida que anseia por si mesma...

Esse é o reencontro do homem com o que ele tem de melhor em si mesmo. A vida que anseia por si mesma!
E como é difícil a missão de entregar à vida aquilo que ela deseja... Qual é a mãe ou pai que não pensa no dia em que seus filhos deixarão seus cuidados?
Preferia que pudessem viver eternamente debaixo de minhas asas, sendo muito bem cuidados. Acontece que os filhos crescem e têm sua vida própria. E minhas próprias asas, então, precisarão reaprender a voar. Criá-los para o mundo significa aceitar que um dia eles irão sair de casa pra viver em outro lugar, enfrentando os desafios que a vida nos impõe. Para isso, espero entregar filhos felizes, honestos e prontos a viver exatamanete aquilo que a vida quer... (Ops! Lembrei do post de @Samegui - Você compartilha nas redes sociais sua receita de vida?)
Assim como no mundo empreendedor, a independência acontece aos poucos. Preparamos as "flechas" e o mundo se encarrega de cuidar do alvo. 
Nas atividades mais simples do dia-a-dia, eles nos mostram que cada aprendizagem os preenche de competências e capacidades para seguir adiante... A iniciativa para começar, as tentativas, a frustração frente ao erro, a perseverança para tentar de novo, saber buscar ajuda, tentar e tentar quantas vezes forem necessárias até atingir o êxito e poder curtir a vitória!
Permanecer estável, ser "arco" capaz de estimular hábitos de independência desde cedo ajuda nossas crianças a tornarem-se adolescentes mais seguros e, posteriormente adultos, mais responsáveis, bem resolvidos, organizados e empreendedores.
Acredito que é isso que a vida anseia de nós!

domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES


Eu adoro as datas comerciais como o Dia das Mães, Dia das Crianças ou Dia dos Pais. Pura hipocrisia é tentar manter-se alheio ao seu potencial econômico. Depois do Natal, o Dia das Mães é a data comemorativa mais expressiva em termos de venda e faturamento para o comércio.
Eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuário, calçados, flores, perfumes, produtos cosméticos... Inúmeras são as opções de presentes.
Entretanto, além dos presentes, acredito que nessas datas temos a chance de agradecer!
Não aceito quando ouço que somos lembradas apenas nessas datas. Eu, pelo menos, não sou. A maternidade me dá forças diárias para não fraquejar todos os dias! O sorriso dos meus filhos, o abraço de “boa noite”, a lição de casa compartilhada, o café da manhã, o primeiro amor, as primeiras letras unidas na conquista da leitura...
Ah... Como eu aprendo todos os dias. Aprendo a ser mãe, aprendo a ser mulher, aprendo a ser Ana Maria!
E esse aprendizado me enche de desejo em parabezinar todas as mães. Mães que cuidam, aconselham e fazem de seus filhos pessoas de bem. Mães biológicas, adotivas, solteiras, casadas, madrinhas, madrastas, tias... Mães que são pais. Pais que são mães. Todos aqueles que independentemente de sua classe social, condição financeira, credo ou cor amam incondicionalmente.
Amei (e ainda amo) minha mãe! Com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada.
Minha mãe me mostrou o verdadeiro significado de ter CORAGEM. Doente, nunca reclamou nem se revoltou. Mostrou-me o valor da EDUCAÇÃO. Era professora, educadora e apaixonada. Acompanhava cada lição de casa e comemorou ao meu lado a conquista da melhor universidade.
Ela renovou a minha FÉ. Colocou nas mãos de Deus as soluções e encaminhamentos de nossa vida e na sua partida, Ele me amparou e acolheu.
Ensinou-me a ser ORGULHOSA. Ter orgulho das pequenas vitórias do dia-a-dia e também ter o mesmo orgulho nas derrotas. Afinal, o que importa mesmo são as tentativas e as conquistas que se fazem no caminho.
Ensinou-me, também, a ser VAIDOSA. Não para ser a mais bela, mas simplesmente ser quem sou.
Minha mãe foi dura e malvada. Sim, mães são malvadas, mas são também anjos que nos protegem. Segurando-me pelas mãos, com ela dei meus primeiros passos. Obrigou-me a usar botas ortopédicas para que eu pudesse realizar o sonho de dançar. Deixou-me cair, uma, duas, várias vezes. Até sabendo que eu poderia me machucar, era preciso aprender que a queda dói, mas que também é possível levantar.
Minha mãe me ensinou o que é AMOR. Abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Amor expresso naquele “não” que eu precisava ouvir (hoje eu sei que precisava) e nos abraços, beijos e carinhos de todos os momentos.
Minha mãe foi uma LIÇÃO. Passou seus últimos momentos em minha casa e só nos deixou quando sabia que poderia ir, pois estaria conosco para sempre! SEMPRE!
Por isso, se sua mãe está ao seu lado, abrace-a e diga o quanto a ama. Não existe presente melhor. E isso não é hipocrisia ;-)
Feliz Dia das Mães!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O X DA GERAÇÃO Y


Se você pensa que ter filhos na considerada Geração Y, nascidos entre 1980 e 1995, é apenas adequar-se a um perfil multitarefa e techno-esclarecido é hora de renovar suas percepções. A chegada do dias das mães e meus próprios filhos têm me feito pensar muito sobre isso.
Para essa nova geração, tecnologia é o ambiente do relacionamento. A novela das 8, o jornal ou os livros não fazem muito sentido porque desde muito cedo, essa geração se viu totalmente ligada à tecnologia e por meio dela, consegue construir relações e conhecimentos de forma mais rápida e mais barata, mas nem sempre tão eficiente.
Pais X com filhos Y lidam com jovens dinâmicos, antenados, que anseiam por flexibilidade e mobilidade e que ao chegarem ao mercado de trabalho, querem rápido reconhecimento e feedback constantes. Caso não consigam, se arriscam em aventuras que muitas vezes os trazem de volta as casas dos pais após uma pseudo-independência.
Se por um lado têm um espírito empreendedor, questionador, criatividade e intimidade com muitas tecnologias; por outro, têm pouca paciência, escassa capacidade de gestão e administração, dificuldades para se expressar adequadamente, já que se comunicam por símbolos e lêem muito pouco e são extremamente individualistas, mas também muito tolerantes.
Relacionam-se muito bem por e-mail e nas redes sociais, mas ao vivo, não estão prontos a negociar e buscar soluções para problemas aparentemente simples aos nossos olhos da geração “X”.
Para a geração que vive no Twitter ou no Facebook, os pais tornam-se um público cada vez mais privado de suas experiências se não fizerem parte de suas comunidades. Hoje, fazem parte de um time ligado 24 horas nos 7 dias da semana em busca de experiências e conhecimentos compartilhados honestamente.
Então, como uma mãe X deve se comportar com seus filhos Y?
Serenidade e equilíbrio são boas competências a desenvolver. Seja liberal, sem ser permissiva. Busque autoridade e não poder. Proteja, mas não sufoque. Não ultrapasse seus próprios limites para ser “legal”. Lembre-se que seu papel é educar!
Educar para o exercício do respeito e da cidadania seja qual for a geração: X, Y ou Z.
Se a individualidade é considerada um direito fundamental dessa nova geração, mostre as vantagens da coletividade. Se entre eles, cresce a necessidade de ter as coisas à sua maneira, respeite esse mundo em mutação, conversando de forma honesta. Abra os horizontes de seus filhos e reflita com eles valores, perspectivas, atitudes e experiências. Todos nós precisamos de pais que nos transmitam carinho, limites e amor!
Por que, no fundo, como dizia Eliz Regina: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!”
Você já parou para pensar nisso?
Como se comporta com seus filhos Y? E mais: tem uma equipe de Y?
Como lidar com eles?
Um beijo a todos os meus amigos e um FELIZ DIA DAS MÃES!

Ana Maria Magni Coelho
Produzido para a página Opinião
MogiNews

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃES PARA O FUTURO


Empresários têm aprendido, ano após ano, a aproveitar as datas comemorativas como estratégia de promoção de vendas. O apelo emocional que envolve datas como o Dia das Mães deixa o consumidor mais motivado às compras e deveria também provocar reflexões sobre as responsabilidades de cada mulher como mãe! Será que não é o momento de aproveitarmos a ocasião para pensar no planeta que desejamos deixar aos nossos filhos bem como nos filhos que pretendemos deixar ao mundo?
Em um final de semana que comemoramos o dia das mães, não podemos desperdiçar a oportunidade de repensarmos nossos modelos de educação. Educação que é determinada por nossas próprias atitudes e posturas, afinal crianças aprendem respeito e valores através do exemplo de seus pais ou educadores.
É tempo de realizarmos mudanças em nossas próprias vidas em prol de uma sociedade melhor e os exemplos podem ser muito simples: fechar a torneira enquanto escovar os dentes, não demorar no banho, jogar o lixo nos locais apropriados, engajar-se em ações de ajuda comunitária, não depredar o patrimônio natural, limpar o quintal de sua casa, tratar com respeito as pessoas diferentes de você, e por aí vai.
Mudar suas atitudes e mostrar-se presente na vida das crianças pode formar adultos diferenciados para um mundo diferente no futuro. Para isso, conheça seus interesses, valorize mais seus acertos do que suas dificuldades e quando um erro acontecer, critique a situação e nunca a capacidade ou inteligência da própria criança. Estímulos de amor, no falar ou no agir, um abraço ou um beijo nunca são demais para a educação. Crianças precisam aprender regras através de um conviver sadio com pais, professores e/ou adultos firmes, mas repletos de amor, aceitação e confiança que propiciem segurança e uma auto-imagem positiva para que elas assumam sua responsabilidade na interação com o meio-ambiente e com o mundo.
Que tal substituir as palavras tão comuns como fome, guerra, aquecimento global, hipocrisia, materialismo, desigualdade social, preconceito, egoísmo, intolerância, mentira, violência, maldade, terrorismo, ódio, exploração infantil ou individualismo por situações cada vez mais raras de alegria, altruísmo, caridade, cavalheirismo, coerência, compreensão, constância, cooperação, disciplina, empatia, equilíbrio, generosidade, honestidade, humildade, independência, integridade, lealdade, motivação, otimismo, paciência, responsabilidade, sabedoria, sensibilidade, simpatia, sinceridade e tolerância?
Ser mãe é mais do que ganhar presentes dos filhos. Ser mãe é dar filhos de presente ao mundo! Ser mãe é contribuir para o desenvolvimento sustentável formando cidadãos capazes de ser solidários, preocupados com a preservação dos recursos naturais e participantes de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a diversidade.
Ao criar o mundo, Deus nos presenteou com uma diversidade de recursos naturais, que poderiam ser usados, mas que também teriam de ser preservados. Durante muito tempo, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico, usamos e abusamos desses recursos naturais, e hoje, se desejamos realmente deixar um mundo melhor para nossos filhos, a melhor coisa a fazermos é formar nas nossas crianças uma consciência ecológica desde cedo. Nosso planeta agradece e novos Dias das Mães poderão ser comemorados pelos próximos 200 anos!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Sexta-feira, 07 de maio de 2010
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