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domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES


Eu adoro as datas comerciais como o Dia das Mães, Dia das Crianças ou Dia dos Pais. Pura hipocrisia é tentar manter-se alheio ao seu potencial econômico. Depois do Natal, o Dia das Mães é a data comemorativa mais expressiva em termos de venda e faturamento para o comércio.
Eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuário, calçados, flores, perfumes, produtos cosméticos... Inúmeras são as opções de presentes.
Entretanto, além dos presentes, acredito que nessas datas temos a chance de agradecer!
Não aceito quando ouço que somos lembradas apenas nessas datas. Eu, pelo menos, não sou. A maternidade me dá forças diárias para não fraquejar todos os dias! O sorriso dos meus filhos, o abraço de “boa noite”, a lição de casa compartilhada, o café da manhã, o primeiro amor, as primeiras letras unidas na conquista da leitura...
Ah... Como eu aprendo todos os dias. Aprendo a ser mãe, aprendo a ser mulher, aprendo a ser Ana Maria!
E esse aprendizado me enche de desejo em parabezinar todas as mães. Mães que cuidam, aconselham e fazem de seus filhos pessoas de bem. Mães biológicas, adotivas, solteiras, casadas, madrinhas, madrastas, tias... Mães que são pais. Pais que são mães. Todos aqueles que independentemente de sua classe social, condição financeira, credo ou cor amam incondicionalmente.
Amei (e ainda amo) minha mãe! Com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada.
Minha mãe me mostrou o verdadeiro significado de ter CORAGEM. Doente, nunca reclamou nem se revoltou. Mostrou-me o valor da EDUCAÇÃO. Era professora, educadora e apaixonada. Acompanhava cada lição de casa e comemorou ao meu lado a conquista da melhor universidade.
Ela renovou a minha FÉ. Colocou nas mãos de Deus as soluções e encaminhamentos de nossa vida e na sua partida, Ele me amparou e acolheu.
Ensinou-me a ser ORGULHOSA. Ter orgulho das pequenas vitórias do dia-a-dia e também ter o mesmo orgulho nas derrotas. Afinal, o que importa mesmo são as tentativas e as conquistas que se fazem no caminho.
Ensinou-me, também, a ser VAIDOSA. Não para ser a mais bela, mas simplesmente ser quem sou.
Minha mãe foi dura e malvada. Sim, mães são malvadas, mas são também anjos que nos protegem. Segurando-me pelas mãos, com ela dei meus primeiros passos. Obrigou-me a usar botas ortopédicas para que eu pudesse realizar o sonho de dançar. Deixou-me cair, uma, duas, várias vezes. Até sabendo que eu poderia me machucar, era preciso aprender que a queda dói, mas que também é possível levantar.
Minha mãe me ensinou o que é AMOR. Abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Amor expresso naquele “não” que eu precisava ouvir (hoje eu sei que precisava) e nos abraços, beijos e carinhos de todos os momentos.
Minha mãe foi uma LIÇÃO. Passou seus últimos momentos em minha casa e só nos deixou quando sabia que poderia ir, pois estaria conosco para sempre! SEMPRE!
Por isso, se sua mãe está ao seu lado, abrace-a e diga o quanto a ama. Não existe presente melhor. E isso não é hipocrisia ;-)
Feliz Dia das Mães!

sábado, 5 de março de 2011

ALÉM DO ZIRIGUIDUM


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, o Carnaval promete esquentar ainda mais o ritmo de atividades.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade.
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa nos dias de hoje que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.
Entre modismo, ingenuidade ou ações reais, o que vale é perceber o impacto da criatividade e da inovação nos vários segmentos da economia. Diante dos desafios da construção de novos modelos de negócios e de uma sociedade mais sustentável, a chamada economia criativa abre uma nova frente de empreendedorismo e oportunidades.
O Carnaval paulistano, por exemplo, gera mais de 4,3 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 90 milhões, segundo o Censo do Samba.
O modelo é o mesmo: as escolas escolhem o enredo, definem o samba, desenham carros alegóricos e fantasias e, em menos de um ano, colocam tudo isso na avenida com a emoção e o comprometimento de toda a comunidade. Se as chuvas ou o fogo destroem tudo, não há porque desanimar. Existe uma causa que norteia as decisões do grupo e faz com que todos arregacem as mangas para recomeçar.
Quem tem mais sucesso? Aquele que conseguir ser mais criativo.
Intuitivamente, o Carnaval leva empreendedores a desenvolver sua capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas.
A “concorrência” entre vários atores criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de empresas, poder público e sociedade. Juntos, todos torcem pelo sucesso da maior festa onde contextos culturais, econômicos e sociais diferentes se misturam e tornam-se um.
Entre o universo simbólico do carnaval e o mundo concreto da economia, a criatividade é o catalisador do valor capaz de gerar desenvolvimento. Fortalecer espaços de economia criativa é uma oportunidade de resgatar o cidadão e o consumidor através daquilo que os faz comum e que emana de sua própria formação e raízes.
Cultura e economia sempre andaram juntas, basta acompanhar a arquitetura, artesanato, cinema, design, festas populares, games, gastronomia, moda, música, softwares, publicidade, rádio, teatro, televisão, turismo.... Não há barreiras para negócios que envolvam criatividade e emoção.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
05 de março de 2011
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