terça-feira, 21 de agosto de 2012

CRÉDITO PARA AS PEQUENAS EMPRESAS



Na manhã de ontem, segunda-feira, 20, no Palácio dos Bandeirantes, aconteceu um grande evento para celebrar a marca de R$ 1 bilhão em empréstimos pelo Banco do Povo Paulista, entidade do Governo do Estado. Desde sua criação, em 1998, já foram beneficiados 252 mil empreendedores de São Paulo, que recorreram aos recursos para conseguirem começar o próprio negócio. Hoje são 496 unidades em 472 cidades paulistas.
O mais legal da forma como o Banco do Povo trabalha na facilidade do crédito - ainda que pareça um pouco burocrata, é bem mais fácil obter crédito do que nos bancos tradicionais. Para obter o financiamento, é necessário desenvolver uma atividade produtiva -formal ou informal - nos municípios contemplados pelo Banco do Povo, ter faturamento bruto de até R$ 360 mil nos últimos 12 meses, não possuir restrições cadastrais no SCPC, SERASA e CADIN Estadual. Além disso, no caso de pessoa física, deve residir na mesma cidade há mais de dois anos ou possuir negócio pelo mesmo período com endereço físico no município.Os valores disponibilizados para Pessoa Física vão de R$200,00 até R$ 10.000,00 e para Pessoa Jurídica (incluindo MEI) de R$ 200,00 até R$ 15.000,00. Nada mal para quem quer começar a empreendedor ou precisa renovar algum item de seu negócio.
Eu sou supeita e acredito muito nessa alternativa de crédito. Mogi das Cruzes, minha cidade do coração, já esteve entre as cidades com maior índice de financiamento e fizemos melhorias supreendentes no programa Empreendendo na Rua com uma estratégia compartilhada entre o SEBRAE-SP, o poder público e os próprio empreendedores. O microcrédito gera justiça social, cria condições para as pessoas poderem crescer, e faz florescer uma cultura mais empreendedora.
Ainda no evento de ontem, o SEBRAE-SP se comprometeu através de um protocolo de intenções a levar apoio técnico e realizar diagnósticos empresariais, permitindo a identificação das principais necessidades destas pequenas empresas tomadoras do crédito junto ao banco do Povo.
E se você pensa que essa questão de crédito pára por aí... Está enganado!
À partir de hoje, ocorre em Nova Petrópolis (RS) o 3º Fórum Nacional sobre Cooperativas de Crédito de Micro e Pequenos Empresários e Empreendedores. Cento e dez anos de história, presente em dez estados, mais de dois milhões de associados e 113 cooperativas integradas, além de uma rede de atendimento em 905 municípios, o Sistema de Cooperativas de Crédito (Sicredi) é um dos participantes.
O Sicredi é um dos três grandes sistemas de cooperativas de crédito do Brasil e um dos maiores da América Latina que teve início com vistas a contribuir para suprir a necessidade de acesso a produtos e serviços financeiros de seus associados.
Por meio do Sicredi, onde os associados são donos do negócio, tanto as pessoas quanto as empresas têm acesso à conta corrente, poupança, linhas de crédito (empréstimo, financiamento, desconto), cartões de crédito e débito, seguros, previdência e outros produtos e serviços. O Sistema possui total de ativos de R$ 29,5 bilhões, patrimônio líquido de R$ 4 bilhões e carteira de crédito de R$ 15,2 bilhões. (Nada mal também, certo?!?)
Segundo o superintendente de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi, Paulo Valadares Pereira, as cooperativas de crédito têm se firmado como um sistema mais inclusivo, participativo e justo, e atuam como um modelo de organização econômica da sociedade. O Banco é uma das entidades do Sistema e o instrumento de acesso dessas cooperativas ao mercado financeiro.
Outro ponto observado pelo superintendente do Banco Cooperativo Sicredi diz respeito à educação financeira, que, na visão dele, deve acompanhar a oferta de produtos e serviços. “Como a cooperativa nasce na região em que opera, ela tem um conhecimento profundo do mercado local. Assim, pode orientar melhor o associado na escolha de produtos e serviços adequados a sua necessidade”, afirma.
Não tenho dúvidas de que na medida que uma cooperativa de crédito se fortalece, promove-se o desenvolvimento econômico e social de suas regiões. Os resultados: ganhos para todos! 
Justamente por isso, as pessoas estão descobrindo a força desse tipo de iniciativa, organizando-se em rede. As redes e novas interações possibilitam resgatar valores humanos fundamentais, como a colaboração e a cooperação. Um delicioso círculo vicioso e virtuoso!
E que tem tudo para crescer: enquanto em países europeus a representatividade do cooperativismo no mercado financeiro é superior a 20%, no Brasil é de apenas 2%.
Quando a questão a crédito, ainda há muito por fazer!


Serviço:
Notícias: (61) 3243-7852 / 2107- 9104 / 3243-7851 / 9977-9529
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