quinta-feira, 22 de março de 2012

DEMITA COM RESPONSABILIDADE

 

NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO


Avaliações de desempenho, redução de custos, reinvenção, reestruturação, mudança organizacional, fusão e aquisição, privatização... Seja por causa da globalização, da crise ou do “bom humor do chefe”, processos como esses têm sido cada vez mais comuns no mundo corporativo e uma de suas consequências diretas implicam em um único caminho: demissão -  o processo mais temido de líderes e liderados.
Como a proposta do Lounge Empreendedor é auxiliar empreendedores e líderes na tarefa diária da gestão de suas organizações decidi abordar um lado dessa moeda... Ser demitido não é legal, mas por experiência própria, garanto que demitir também não é uma tarefa fácil. O único jeito é se preparar e encarar o momento com responsabilidade e da forma mais humana possível.
Um dos caminhos que pode tornar o processo menos doloroso passa por entender que demissão é um processo natural em qualquer empresa, mas sempre bastante delicado. Romper os laços com a equipe, com a rotina e o trabalho pode ser bastante complicado.
Por isso, antes de tomar a decisão de demitir um colaborador, analise se efetivamente você fez tudo que estava ao seu alcance para “salvá-lo”. Agindo assim, não resta espaço para angústias e sobra coragem para o momento da derradeira conversa sem que mais tarde pese na sua consciência a responsabilidade por algo que deveria ter feito ou não.
E não adianta tentar delegar essa função ao RH (aquele departamento que normalmente as pessoas procuram para transferir as atividades que não curtem muito fazer). Assim como é função da liderança preparar e motivar os funcionários para atingirem os objetivos da empresa, a responsabilidade pela substituição daqueles que, após tentativas de correção, não geram resultados também cabe ao líder direto, ao gestor da equipe e nas pequenas empresas, ao próprio empreendedor.
Lembre-se que tão importante quanto a entrada de um funcionário na organização é a sua saída, tanto para quem vai como para quem fica. Por isso, não basta que os gestores se preparem para os momentos do recrutamento e seleção, mas também para a demissão.
É claro, que entre um e outro, existe muita água para passar embaixo da ponte da gestão de uma equipe... Quando ao longo do processo de gestão, a liderança consegue criar uma cultura de comunicação aberta em que cada colaborador conhece seu papel e seu desempenho na empresa, se chega o momento ou a necessidade de uma demissão, o processo pode ser menos traumático.
Transparência no relacionamento, definição de papéis, controles de resultados, avaliação de objetivos, clareza na comunicação e vários pequenos outros cuidados tornam mais fácil o papel do líder, até mesmo na hora de demitir.
E existem boas notícias... Uma consultoria de origem francesa especializada na recolocação de profissionais trouxe um conceito de demissão responsável para o Brasil que consiste, basicamente, no desenvolvimento de um balanço de competências e preferências profissionais para que, a partir daí, o ex-funcionário consiga traçar claramente seu projeto de carreira e possa prospectar uma nova colocação, criar seu próprio negócio, enfim, reconquistar sua condição de trabalho e renda.
Vale ressaltar que este bom comportamento não é apenas uma “boa ação”, mas também uma forma de gerar impacto positivo sobre seu próprio negócio e sobre o ambiente interno em meio a uma situação invariavelmente adversa. Além do aspecto econômico, a empresa que faz um trabalho de reduzir o impacto das demissões, criando novas oportunidades de recolocação aos desligados e motivando os funcionários que permanecem no quadro de colaboradores está sendo socialmente responsável. O que ganham com isso?
Resolvem o problema de desempenho ou de redução de custos; preservam sua imagem perante fornecedores, clientes e também sobre os funcionários que ficaram, que normalmente ficam muito assustados com as demissões. É reconfortante para os que ficam saber que a maioria das pessoas demitidas conseguiu um novo espaço no mercado. E, sobretudo, reduzem as possibilidades de ações trabalhistas já que os próprios demitidos guardarão menos ressentimento da empresa se, no ato da demissão, forem valorizados e respeitados como pessoas, e não peças de um tabuleiro de xadrez.
E vamos combinar: no mercado competitivo contemporâneo, esta pequena ajuda serve de um apoio fundamental na hora do desespero e do estímulo para recomeçar. Sua empresa e a economia agradecem!

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