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quarta-feira, 4 de maio de 2011

UM NOVO RG


O Twitter ganhou mais uma seguidora: Isabella, filha do jogador de futebol Kaká. Caçula “do meia” do Real Madri e de Carol Celico, a criança veio ao mundo à menos de um mês (23 de abril), em São Paulo, e já nas primeiras horas de vida ganhou seu próprio endereço no microblog, @IsabellaCLeite, fazendo companhia ao irmão mais velho de 3 anos, Luca (@LucaCLeite), e a Lorenzo Gabriel, de dois meses, filho da ex-Mick Jagger Luciana Gimenez.
Pelo visto, foi-se o tempo em que um nascimento ficava restrito a lembrancinhas e álbuns, com direito a fotos do primeiro banho. Hoje, bebê que é bebê já tem  domínio virtual. Não estou dizendo que seja obrigatório ter perfil no Twitter, no Facebook, no Orkut, no MySpace, no TYMR ou no LinkedIn. Mas, temos de admitir que o mundo virtual ganhou novos contornos.
Ter apenas uma conta de e-mail tornou-se obsoleto para quem deseja ficar por dentro de tudo – incluindo conteúdo sobre empresas, produtos, serviços, programação cultural, oportunidades de trabalho, aprimoramento profissional ou apenas sobre o "casamento do príncipe William".
Apesar de alguns acharem que é melhor não entregar-se à tecnologia do compartilhamento de informações, sobretudo em redes de relacionamento, alegado ausência de privacidade, há os que dominam bem o assunto e utilizam as ferramentas virtuais para promover-se, fazer novos contatos, incrementar a carteira de clientes e, sobretudo, provar que acompanha o “andar da carruagem”. É possível viver a contemporaneidade sem prejuízos, sem tirar vantagem e sem ferir ninguém.
As empresas que trabalham com produtos voltados ao público feminino são um bom exemplo disso. Um estudo recente divulgado pela agência internacional eCMetrics aponta que as mullheres são as que mais produzem conteúdo em redes sociais, com predominância da faixa etária dos 18 aos 24 anos e por isso, investir nessa ferramenta de marketing e comunicação com a "mulherada" pode ser o diferencial para negócios com produtos para esse nicho.
O estudo aponta também que 62% dos consumidores on-line têm perfil em alguma rede social, o que, de certa forma, justifica o significativo crescimento de corporações especializadas em E-commerce (venda pela Internet) e a ampla comercialização de espaços publicitários na rede mundial de computadores.
Este cenário, que contempla o desenvolvimento cibernético e que seduz até mesmo recém-nascidos, demonstra que estamos entrando “pra” valer na era da transformação da informação. Ela atribui importância a uma nova espécie de RG ao cidadão, a uma nova forma de consolidar uma identidade e de permitir o nosso acesso a um mundo repleto de oportunidades. Pense nisso!

sábado, 4 de setembro de 2010

SOBRENOME


Nome, Sobrenome. É assim que qualquer pessoa pode ser identificada em suas comunidades e territórios, sejam países, cidades, clubes ou qualquer outro de sua preferência.
Empresas são também “territórios” sociais. Espaços que passam a oferecer aos seus colaboradores um sobrenome tal qual a primeira comunidade em que o ser humano se insere: a família.
Na medida em que o tempo passa, você deixa de ser apenas você para assumir cada vez mais o sobrenome da sua empresa. “Oi, aqui é a Maria, da empresa ABC”.
O novo sobrenome passa a transcender a questão do emprego e o trabalho assume um significado existencial. Significa integrar-se numa outra família, ter irmãos, sentir orgulho das conquistas comuns e defender essa comunidade.
É como se a perda do sobrenome deixasse o indivíduo a mercê de ser quem efetivamente é.
As escolhas corporativas passam a ser expressões de sua própria personalidade, quando na verdade não passam de armadilhas do papel que você representa. O crescimento profissional, a boa situação financeira e os compromissos sociais aos poucos ocupam o espaço de uma vida pessoal e espiritual equilibrada.
Acreditar apenas em um papel, qualquer que seja, significa mentir a si mesmo. As responsabilidades, sofrimentos e conquistas ligadas a ele são apenas ilusórios.
Responda com sinceridade: você é sua empresa ou sua essência?
Não há problema algum em aceitar o sobrenome de uma empresa que você respeita e admira, mas é importante encontrar o equilíbrio entre ter sucesso e realizar-se pessoalmente. Do contrário, você pode se tornar um executivo subalterno de seu próprio sobrenome.
Busque pontos de convergência entre a necessidade da sua empresa (sucesso profissional) e a sua própria necessidade pessoal (realização). Equilibre as demandas de curto prazo e os objetivos de longo prazo. Estabeleça um balanceamento eficaz entre seus sonhos e suas conquistas.
É preciso abrir mão de pensamentos, emoções e convicções antigas e dar espaço a novas escolhas. A ilusão de uma vida apenas de papéis pode levar a estagnação da alma.
Liberdade significa interpretar intencionalmente qualquer papel sem ser prisioneiro dele. Não significa mentir, mas sim entender que essa é uma opção estratégica. Uma tarefa que não pode ser conduzida sem uma cooperação total e despojada entre profissionais e empresas.
Para as empresas, ter um time qualificado e motivado carregando sua marca com orgulho em seu sobrenome é uma de suas maiores vantagens competitivas.
Para os profissionais, saber quais são as conquistas que efetivamente importam em sua vida é uma forma de entender a força de um sobrenome, mas principalmente a importância da liberdade.
O doce da vida não é apenas viver, mas ousar ser aquilo que você é por dentro.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
04 de setembro de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

JAULA DE FERRO


Ultimamente nada escapa à burocracia!
Em busca da garantia da máxima eficiência possível no alcance dos objetivos, a burocracia se desenvolveu dentro da administração capitalista como um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis, processos e comportamentos dos sistemas humanos ou empresariais.
Max Weber, o sociólogo que melhor estudou essa questão, já previa que burocratas frios e calculistas criariam sistemas cujo funcionamento burocrático se daria tal qual uma máquina de relógio e sua “profecia” foi validada na medida em que a ordem econômica criou condições e estruturas unicamente ligadas às condições técnicas e econômicas da produção e abriu abismos entre quem define e quem cumpre as regras.
Talvez, explique-se assim a tensão permanente entre os quadros administrativos das organizações e o lado mais obscuro da burocracia: o cultivo de uma cultura de poder que envolve subordinação e absolutismo.
Para as chefias burocráticas, colaboradores mais ousados são diletantes e incomodativos. A criatividade, o inconformismo, a dúvida e, muitas vezes até mesmo o compromisso com a ética são desestimulados em favor das regras e de uma postura tolerante e conivente com a lógica burocrática vigente.
Vem daí a percepção de que a burocracia é prejudicial às organizações, pois além de impor um ritmo lento na tramitação de documentos, resistirem às mudanças e centralizarem o poder, organizações burocratas podem aprisionar o homem moderno no que Weber identificava como “a jaula de ferro".
Mas será que escapar à jaula é uma atitude para qual estamos efetivamente prontos? Simplesmente quebrar suas grades dar-nos-ia condições de real liberdade?
Enquanto permanecem presas à jaula de ferro, as pessoas sentem-se seguranças e têm a certeza de conhecer o sistema e poder movimentar-se nele. A “jaula” cria identidade e faz da empresa um ambiente altamente seguro.
A total desintegração da burocracia e do capitalismo tradicional traria consigo o fim do emprego vitalício, o desaparecimento de carreiras especializadas e conseqüentemente, a sensação de estarmos todos à deriva. E estando à deriva, o mercado se fragmenta, crescem as desigualdades, a sociedade perde suas referências...
Por isso, comete um equívoco aquele que pensa que pode eliminar a burocracia. Ela é vital para a manutenção das organizações modernas, sejam elas públicas ou privadas, desde que se legitimem processos corretos e considere as pessoas e seus conflitos como esferas também a serem administradas.
Por mais paradoxal que possa parecer, o exercício da democracia não pode se abstrair da burocracia, afinal sem regras e sem identidade, as pessoas não criam raízes. Sem raízes, não se criam vínculos nem redes de relacionamentos. Sem relacionamentos, as pessoas não se articulam e não se defendem da impessoalidade de regras que devem, em sua essência, promover a igualdade de todos os cidadãos.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
17 de abril de 2010
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