segunda-feira, 20 de junho de 2011

QUANDO O CORPO FALA


Quantas vezes você ouviu dizer que fulano de tal sente dores no estômago, mas que, quando submete-se a exames, nenhuma enfermidade é diagnosticada, apenas o estresse como fonte dos incômodos abdominais. Há outros casos, ainda, que as doenças realmente se manifestam por conta de uma rotina corrida e, geralmente, mal planejada. Dores constantes de cabeça, pontadas no estômago, intestino preguiçoso ou solto demais, indisposição muscular são apenas algumas das moléstias que podem surgir, de uma hora para outra. Posso listar ainda queda do cabelo, unhas fracas, pele amarelada, cansaço extremo e uma vontade incrível de ficar dormindo até o mundo acabar como resultado de um dia a dia que faz tanto mal quanto fumar três maços de cigarro em 24 horas.
Nem sou médica, mas tenho certeza que essa lista é apenas um aperitivo daquilo que pode nos matar, caso não desaceleremos.
 E olha que nem cheguei a listar algumas consequencias que podem ser ainda mais danosas, como a pressão (lembram-se do post EU SOU 12 POR 8”?) ou o colesterol que se você não controla na hora da alimentação, pode provocar lesões no coração ou resultar num acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.
Não quero ser dramática ou trágica demais e sei que não sou a rainha do exemplo a ser seguido, mas acredito que toda a forma de chamar a atenção para o assunto é válida. Principalmente, quando me vi sofrendo desse mal que tem tudo a ver com o assunto em questão.
Recentemente, durante um congresso em que participava em São Paulo, acabei, de maneira boba e, até agora, meio inexplicável, levando um tombo - daqueles que, quando somos crianças e um pouco mais jovens, só servem para nos tornar mais espertos. Enfim, "caí de madura" (como diria minha avó) e na mesma hora, levantei para seguir adiante e cumprir a programação de todo o congresso. Entretanto, talvez por não ter mais 20 anos (sim, já passei dos 20!) e como o metabolismo muda muito ao início de cada década, meu corpo começou a reclamar dos frutos daquela queda horas depois. A área lombar - a que sustenta toda a nossa estrutura - passou a "gritar". Analgésicos até aliviaram o problema, mas de maneira paliativa.
Depois de alguns dias de "mi-mi-mi" em casa, tive de dar o braço a torcer e a visita ao médico foi inevitável. Resultado: após alguns exames, constatou-se que eu estava padecendo de lombalgia com supressão do nervo ciático, ou seja, uma incrível sobrecarga nas costas com direito a danos ao nervo que, da espessura de um fio de cabelo, passa por todo o corpo, de ponta a ponta. Resultado do resultado: alguns dias de castigo, (de preferência ) deitada, sem dirigir, sem abusos, sem trabalho e sem estripulias. Um grande desafio para quem trabalha até 14 horas por dia, com agenda movimentadíssima, dois filhos, marido, casa e a própria vida para cuidar.
Sem ter muito o que fazer - afinal, só havia uma opção: descansar - passei a analisar o ocorrido lançando mão da teoria do ovo e da galinha. Será que a lombalgia surgiu com a queda ou acabei me desequilibrando por conta da lombalgia? Seja qual for a resposta, conclui que o susto não foi ao acaso. As dores nas costas foram uma forma do meu corpo "dizer basta”; como se fosse um sonoro pedido: "Ana, vamos parar. Desacelere e repense. Adapte sua rotina e melhore o seu estilo de vida para não adoecermos mais".
Agora, quase 100% recuperada, estou prestando mais atenção aos sinais do corpo. Não precisamos, afinal, ficar literalmente doentes para colocarmos o pé no freio. São pequenos indícios que mostram como estamos cuidando de nosso templo. Por isso, adotar hábitos saudáveis, ter momentos de lazer, ter uma boa alimentação, praticar atividades físicas e encontar o tão famoso “sono dos justos” (seja ele na quantidade de horas que seu corpo precisar) é muito mais do que um quadro de programa de TV. Essa deve ser nossa medida certa SEMPRE para que nosso corpo encontre suas próprias válvulas de escape personalizadas.
Não podemos sobrecarregar o organismo, achando que ele vai a todo o momento acompanhar a nossa mente – que não envelhece; só melhora com o tempo e com o uso. Não é preciso esperar que algo dê errado para revermos conceitos. Às vezes pode ser tarde! (Ainda bem que para mim não foi, né??? Algumas mudanças já foram feitas e já têm me apresentado resultados incríveis)
Pense na sua própria receita para desacelerar e dar qualidade a sua vida. Garanto que vale a pena!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
18 de junho de 2011

4 comentários:

  1. Essa é pra nós? :P
    Adoreeei chefa!
    Muito bom :)
    Beijo

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  2. Já recebi vários avisos, mais e menos graves...e a medicina não tá preparada para essas somatizações, essas doenças sem exames positivos...sugiro a leitura do livro O Corpo e Seus Símbolos
    http://www.jeanyvesleloup.com/br/texte.php?type_txt=0&ref_txt=72
    Como vc tb desacelerei e agora vivo muito melhor, mais saudável e feliz, com mais tempo para optar sobre o que quero fazer...
    Abs Ana e parabéns por abordar esse assunto importante..

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  3. E quando a pessoa perde a voz...??????

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  4. Quando perde a voz talvez seja um sinal de que melhor é calar a falar algumas coisinhas por ai...rs...
    O corpo dá sinais de sua própria consciência!

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