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quinta-feira, 8 de março de 2012

SER MULHER...


"Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços,
mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza
que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas."
(Sêneca)


Quando recebi o convite para participar da blogagem coletiva sobre o Dia Internacional da Mulher, fiquei pensando que tipo de texto eu poderia produzir que fosse alinhado com a proposta do Lounge Empreendedor, com dilemas que como mulher eu mesma enfrento e com você, que sempre que pode dá uma passadinha por aqui para me fazer uma visita...

Acabei optando por algo aparentemente óbvio pela data, mas super (hiper, mega, ultra) real... Afinal, como bem disse Silvia Azevedo no seu convite: 

"Sou profissional, dona-de-casa, mãe, esposa... mas sempre MULHER"


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SÉCULO DAS MULHERES

Sempre resisto à tentação sexista de separar homens e mulheres quando o assunto é competência, mas o fato é que carregamos um passivo histórico quando falamos em igualdade de gêneros. Apesar das discussões políticas, midiáticas e acadêmicas sobre oportunidade e equidade travadas nas últimas décadas, muitas ideias sexistas ainda permeaim a cultura brasileira e explicam parte das diferenças socias, econômicas, ocupacionais e comportamentais entre os gêneros.
Minha alegria é saber que cada vez mais as mulheres estão presentes em quase todas as atividades humanas, inclusive em algumas antes exclusivas do universo masculino, como na chefia de governos. É o caso do Brasil, que em 2010 elegeu sua primeira presidenta da República, Dilma Rousseff, a qual desde então vem trabalhando para ampliar a participação das mulheres em diversos escalões de seu governo. Já são dez ministras em 38 Ministérios. Um bom número, não acham?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MANIFESTO COR DE ROSA

As mulheres gostam de se cuidar. Essa máxima não fomos nós, nem ninguém que inventou. É um fato que está aí. No aumento de consumo de produtos de beleza. Na procura insana pelas novas cores dos esmaltes e assim por diante. O problema é que, quando se trata de saúde, tudo fica mais delicado. Ela não quer receber o diagnóstico positivo. Ninguém quer. Mas também não se previne. O pedido de exame fica lá no fundo da bolsa. 2 meses. 6 meses. 1.200 km depois, já tomou o outro rumo. Andou tanto tempo escondido que ela se esquece de fazer o exame. A grande verdade é que nunca dá tempo de fazer o que a gente não quer fazer. Para a mamografia entrar de vez na rotina preventiva das mulheres, tem que virar prioridade. Não dá para disputar com o projeto que precisa ser entregue o mais rápido possível no trabalho, muito menos com o tempo junto ao marido ou ao filho. Se ela não tiver espaço na agenda, o diagnóstico do câncer de mama continuará sendo tardio. Se existe o dia de ir ao salão de beleza e o dia de sar com as amigas, tem que existir o dia de colocar a prevenção em primeiro plano. O dia em que todas as mulheres com 40 anos ou mais deixam algumas coisas de lado para cuidar da saúde da mama. Com o dia rosa, as mulheres vão dar prioridade ao que hoje tratam como opção. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

INCLUSÃO PARA MULHERES


O governo lançou, na última quinta-feira (11), o programa Mulheres Mil, que pretende formar e inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O programa faz parte do Plano Brasil sem Miséria e está inserido no conjunto de prioridades das políticas públicas do governo federal, especialmente nos eixos de promoção da eqüidade, igualdade entre sexos, combate à violência contra mulher e acesso à educação.
A idéia do programa consiste em oferecer acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras ou chefes de família que não tiveram oportunidade de estudar e nem de serem inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria entre os ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e as secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres.
O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses. Por intermédio de 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o projeto atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o País e, ainda neste ano, 100 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GUERRA DOS SEXOS


Como escrevi no post anterior, Networking e LinkedIn, chegou a hora de compartilhar o material produzido pelo LinkedIn a respeito de um estudo realizado pela rede social que revela algumas diferenças no comportamento entre homens e mulheres quando o assunto é networking online.
O levantamento da rede de relacionamentos profissionais LinkedIn (a maior rede profissional do mundo com mais de 100 milhões de membros mundialmente e mais de 3 milhões no Brasil) aponta que no Brasil os homens são mais estratégicos no networking online do que as mulheres.
Para declarar um vencedor nesta batalha dos sexos, o LinkedIn desenvolveu um ranking de “estratégia” para o networking profissional que envolve a relação entre duas variáveis: a quantidade de conexões que homens e mulheres possuem e a proporção de homens e mulheres que possuem um perfil na rede social.

NETWORKING e LINKEDIN


Na última semana, fiquei muito orgulhosa quando o Marcio Salles da Edelman Brasil me convidou para dar comentar sobre as diferenças entre o networking das mulheres e dos homens na rede, especialmente no LinkedIn.
Não sou especialista em LinkedIn - utilizo apenas como usuária - e confesso que já deixei passar alguns convites para seleções de novos empregos por pura "falta de atenção" aos chamados na rede. (Ok. Podem me dar uma bronca).
A pauta estava relacionada a uma pesquisa feita na base de dados do LinkedIn que mostra áreas de atuação e empresas em que homens e mulheres possuem mais conexões. (Vou publicar a pesquisa também. Calma!!!)
Optei por utilizar minha experiência no desenvolvimento de carreira com alguns coachees (profissionais que acompanho para o desenvolvimento de competências) e também, dados dos relatórios do EMPRETEC para produzir o texto.

domingo, 3 de abril de 2011

SENSIBILIDADE & NEGÓCIOS


Discutir a questão dos gêneros masculino e feminino no ambiente empresarial é um tema sempre encantador, pois desvela, em cada discussão, um novo tabu, preconceito ou estímulo.
A persistência histórica de uma cultura patriarcal é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas cotidianas continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade.
Não sou feminista e acredito que cada pessoa deva ser respeitada na medida de sua desigualdade frente aos demais. Contudo, reconhecer que a discriminação existe e é injusta, me mobiliza a sempre escrever sobre o assunto e a festejar cada conquista das mulheres no mercado de trabalho.
Em pleno século XXI, a sociedade empresarial vive um momento de transição. Saímos de um modelo de produção industrial para um modo de produção ancorado na informação e no conhecimento. Neste cenário, mais competitivo, dinâmico e complexo, as empresas necessitaram rever seus padrões de gestão e excelência e as mulheres ganharam espaço para assumir o leme de suas carreiras.
Não há quem duvide de que há tempos deixamos de ser o “sexo frágil”. Com maior nível de escolaridade, perfil de liderança, habilidade para controlar situações tensas e executar diversas tarefas ao mesmo tempo, as organizações já perceberam que as mulheres podem e devem chefiar grandes equipes. De acordo com estudo do Instituto Great Place to Work, as 100 melhores empresas para se trabalhar concentram mais de 403 mil funcionários. Desses, quase 175 mil são mulheres e mais de 55 mil delas ocupam postos estratégicos.
O cenário é positivo. As organizações necessitam de líderes transformacionais que levem em conta as preocupações e as necessidades de desenvolvimento de cada funcionário, suas consciências sobre diversas questões, ajudando-os a considerar velhos problemas a partir de novas perspectivas. Líderes que instiguem, despertem e inspirem suas equipes para uma dedicação de esforços extras para o alcance das metas do grupo de trabalho.
Mulheres com características próprias como humildade, estabilidade emocional, multifuncionalidade, paciência, auto-renúncia, disposição para operar em ambientes de contrariedade, negociar fazendo concessões, e inteligência enriquecida pela intuição, está tornando-se indispensável no mundo empresarial contemporâneo.
Entretanto mesmo com todos os avanços em relação às mulheres que ocupam cargos gerenciais nas empresas, o preconceito e a discriminação instalados nas entranhas organizacionais ainda são poderosas barreiras à presença feminina nos negócios. Há uma geração de mulheres que luta pelo seu reconhecimento.
Algumas empresas ainda as vêem como inferior e desigual para assumir postos de comando. Outras, mais modernas em termos administrativos, mas arcaicas em sua cultura organizacional, não duvidam de sua competência, mas desconfiam da disponibilidade da mulher em termos de tempo dedicado à família e ao trabalho.
Pois, saiba-se que ao mesmo tempo em que as mulheres são capazes de preparar e organizar seu ambiente familiar, elas são responsáveis e conseguem conduzir atividades empresariais. Em recente pesquisa do SEBRAE, elas já representam mais de 53% dos novos estabelecimentos formalmente constituídos no país.
Atuam em áreas do próprio universo feminino (moda, cosméticos, alimentação) e optaram em abrir seu negócio por assumirem repentinamente a chefia da família repentinamente, para compor a renda doméstica, para ter mais tempo para si ou para garantir uma renda que o mercado não lhes oferece. São empreendedoras, donas de seus negócios e não têm de enfrentar a competição direta com os homens por determinados postos nas organizações.
O caminho para as mulheres executivas ainda não se encontra tão aberto. Para esse perfil de profissional é exigido um investimento psíquico muito maior do que para as empreendedoras e maiores também do que para a maioria dos homens que buscam o mesmo cargo.
Empreendedoras ou executivas, políticas ou civis, as mulheres brasileiras têm provado que sensibilidade e negócios podem gerar resultados positivos cultuando valores como lealdade, honestidade, sinceridade, valorização e respeito ao ser humano, companheirismo e reciprocidade.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado na Revista Exper n.º 6
Março de 2011



domingo, 27 de março de 2011

MICROCRÉDITO PARA MULHERES EMPREENDEDORAS


Uma boa notícia para o fomento ao empreendedorismo feminino brasileiro...
Mas lembre-se que dinheiro não é o motor de um novo negócio, pode ser o combustível. Entretanto, você precisa preparar o motor, suspensão, escapamento, alinhamento, etc

Brasília – As mulheres que têm pequenos negócios ou pretendem iniciar atividades comerciais já dispõem de uma linha de crédito para financiar o empreendimento, até o limite de R$ 15 mil. Acordo nesse sentido foi assinado hoje (23), no auditório da Caixa Econômica Federal, em solenidade comemorativa ao Dia Internacional da Mulher.
De acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, o apoio ao empreendedorismo feminino está em sintonia com a Política Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, com taxas de juros que variam de 0,93% a 3,9% ao mês, com prazos de até 24 meses para pagamento do empréstimo. Além disso, as mulheres empreendedoras podem ter também assistência técnica da Caixa para a formação de seus empreendimentos, em qualquer região do país.
O dinheiro pode ser usado para montar um pequeno negócio ou para expandir as atividades de quem já está no comércio, com fundos para financiar todas as empreendedoras que precisarem. “É um investimento nas mulheres, que vão trazer a força de trabalho, seus projetos e propostas para que a Caixa possa contribuir”, segundo Maria Fernanda.
Perguntada quanto ao fato de a menor taxa de juros da operação ser de 0,93% ao mês – quase o dobro da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cobra das grandes empresas –, Maria Fernanda disse que se tratava de “prazos diferentes para negócios diferentes”. Ela acrescentou que a taxa para o microcrédito pode ser de até 2% e, no caso específico para empreendedoras femininas, a Caixa está fazendo por menos da metade, o que considera “uma taxa adequada”.
A cerimônia contou com a presença das ministras da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes; da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Bairros Palavra; e da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Texto produzido pela Agência Brasil - Stênio Ribeiro
Edição: João Carlos Rodrigues

BERÇO ESPLÊNDIDO

Descrever um estado de alegria não é uma tarefa nada fácil. Ser reconhecida como Mulher de Expressão na última quinta-feira não foi apenas uma festa. O prêmio traz uma imensa responsabilidade por fazer valer essa escolha hoje e no futuro.
Aceitá-lo é legitimar o trabalho que minha equipe desempenha junto aos empreendedores do Alto Tietê e dar à minha família o orgulho em estar ao meu lado em uma noite tão especial depois de tantas outras em que me ausento em prol da paixão pelo trabalho que realizo.
Agradeço a todos aqueles que indicaram meu nome como destaque regional na categoria "Empreendedorismo", ao grupo MogiNews pela valorização das minhas ações e aos leitores do Caderno Opinião e do Lounge Empreendedor que me acompanham todos os sábados e hoje, podem compartilhar comigo essa emoção.
Saibam que "deitar em berço esplêndido" não faz minha cabeça! Não imagino minha vida sem a possibilidade de contribuir com as pessoas. Mais do que ter uma profissão ou um emprego; faço parte de uma causa.
Defender o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento do capital humano, social e empresarial é defender o futuro dos meus filhos, netos e do meu país.
Talvez por isso, há muito tempo deixei de separar minha vida entre profissional e pessoal. Busco ser uma mulher integral em todos os momentos e lido com minhas atividades sem me culpar em relação ao tempo que dedico a elas.
Tenho imenso prazer em planejar e executar minhas tarefas, buscar soluções a novos desafios, construir novas propostas, ouvir minha equipe desabafar e auxiliar desconhecidos a se tornarem conhecedores de si mesmo.
Por outro lado, também adoro sentar com meus filhos no chão, brincar ou fazer colagens de papel picado até se transformarem em quadros que faço questão de pendurar pelas paredes de casa. Preciso do apoio da minha família, de momentos de lazer, de reflexão, de cuidados com a minha saúde e de bate papo entre amigos.
Não me eximo da necessidade de ser a dona DA casa, mas não tenho a menor vergonha em dizer que não tenho nenhuma aptidão para ser a dona DE casa.
Meu maior orgulho como mãe é olhar para os meninos e vê-los felizes, educados e tão carinhos; como mulher é ter uma relação sólida e cheia de amor com um homem maravilhoso; e como profissional é ver meu trabalho sendo reconhecido por minha equipe, meus clientes, parceiros e por vocês.
Acreditem: o sucesso da vida está no diálogo e no equilíbrio. Você não precisa fazer concessões doloridas demais ou desrespeitar seus próprios limites para chegar onde ousar sonhar.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
26 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

MULHERES & INOVAÇÃO


Uma pesquisa realizada pelo Endeavor, instituto de apoio ao empreendedorismo, revelou que as mulheres são mais inovadoras nas áreas de marketing, recursos humanos e integração de equipes nas empresas, assim como no processo produtivo.
O estudo mostrou que os homens estão concentrados em áreas mais tradicionais, como o registro de patentes, e que quase 60% deles dizem ter dificuldades área de gestão de pessoas ou no processo produtivo - entre as mulheres, o percentual é de 34,6.
A pesquisa comprovou ainda que as mulheres têm uma rede de contatos menor do que os homens e começam um negócio com menos sócios - menos de 30% das empreendedoras têm três ou mais sócios. Entre os homens, esse índice dobra. Elas, porém, têm menor acesso a financiamentos, tanto público quanto privado, e se queixam de discriminação por parte dos bancos, governos e financiadoras tanto por serem mulheres quanto por serem jovens.
Entre os entrevistados, homens e mulheres demonstraram atribuir igual valor para o crescimento da empresa e optar pela expansão em outras localidades em vez de diversificar a atuação. Quando o assunto é família, ambos concordam que o lar é mais importante do que os negócios.
O levantamento, inédito no País, faz parte do estudo da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), financiado pelo governo sueco, do qual participam Brasil, Suécia, Suíça, Estados Unidos, Uganda e Jordânia. Para o estudo, foram ouvidos 52 empreendedores entre setembro e novembro de 2010, com negócios que faturam entre US$ 10 mil e US$ 10 milhões por ano.



quarta-feira, 2 de março de 2011

CONSTRUA A SUA HISTÓRIA

Ontem postei sobre a minha percepção a respeito da ida de nossa presidenta, Dilma Rousseff ao programa Mais Você.
A idéia não é fortalecer nenhuma ideologia política ou fomentar que novas mulheres saiam às ruas para queimar sutiãs e conquistar seu espaço. Quero apenas um mundo mais justo.
Sei que parece discurso de concurso de miss pela "paz mundial", mas adoro conhecer histórias de mulheres capazes de transformar suas histórias.
Gosto muito de um livro (A maratona da vida) que fala sobre essa capacidade que as pessoas têm de ser aquilo que elas quiserem ser. É a história de juiz federal obeso e sedentário com uma carreira bem resolvida, mas com a saúde em frangalhos. Ao resolver correr uma maratona, ele nos ensina a lidar com sentimentos, dúvidas e problemas que acometem qualquer pessoa que queira realizar alguma coisa.
“Enquanto eu não acreditei que poderia fazer, não fiz. A crença é que constrói o fato. A batalha definitiva é sempre na mente. Todo mundo conhece a parábola do besouro, que é absolutamente verdadeira: é um inseto que, pelas leis da aerodinâmica não conseguiria voar, mas como não tem a menor ideia disso, ele voa(...) você pode, se você acredita que pode”
Que tal acreditar?

terça-feira, 1 de março de 2011

EMPREENDEDORISMO FEMININO


“Quando a mulher assume alguma posição de autoridade, ela é vista como estando um pouco fora de seu papel. Mas isso era até agora. Daqui pra frente as meninas podem querer ser presidentas e vai ser visto como uma coisa normal e natural uma mulher assumir a liderança. Quando você quebra um paradigma, a primeira reação é de estranheza, depois as pessoas se acostumam.”

“Você já viu algum homem que chega à direção do país ser chamado de duro? É porque são homens. É esperado da mulher uma fragilidade fora do comum. A mulher pode ser fisicamente mais frágil, mas não necessariamente é menos forte do que o homem por dentro.”

“No fim, o que importa é lutar pela vida. Ao lutar pela vida você a valoriza. A solidariedade é um gesto fundamental porque é a experiência humana transmitida de forma carinhosa a outra pessoa.”
(Dilma Rousseff no programa Mais Você - 01/03/2011)

Hoje pela manhã, terça-feira (1º), confesso que fui surpreendida com a informação de que a presidente Dilma Rousseff estava sendo entrevistada por Ana Maria Braga, no programa “Mais Você”, da TV Globo.
Estive tão envolvida na preparação de um evento da empresa que, se alguém já havia dado o furo antes, eu ainda não tinha visto.
Não sou uma mulher que defende o gênero como motivo de competência e reconhecimento e todo o mês de março me incomodo em ser valorizada como se isso não fosse necessário em outros meses.
Entretanto, tenho que reconhecer que vivemos um importante momento: presidenta eleita democraticamente, líderes femininas em grandes empresas, mulheres assumindo atividades fora dos lares e contribuindo para a economia formal do país.
Sei que tenho a sorte (se é que sorte existe) de trabalhar em uma empresa que não faz distinção salarial entre gêneros, mas não fecho os olhos para a necessidade de incentivar políticas sérias para inserir cada vez mais a mulher no mercado de trabalho e exigir salários equivalentes aos dos homens.
Dilma demonstrou uma surpreendente desenvoltura na entrevista, uma habilidade de fazer inveja ao ex-presidente Lula nos seus melhores momentos e me fez muito feliz ao se comprometer com o apoio ao empreendedorismo feminino brasileiro.
Desejo que, não apenas no mês de março, sua fala ecoe em boas possibilidades as pequenas empresas brasileiras.


Dilma Rousseff reforça apoio às mulheres empreendedoras
“Quem abre mais pequenos negócios é a mulher", afirma presidenta da República

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (1º) que dedicará atenção especial às mulheres empreendedoras. “Quem abre mais pequenos negócios é a mulher. Há uma série de atividades em que ela é especialista. A mulher é ótima, por exemplo, na indústria de alimentação e é capaz também de fazer uma quentinha e distribuir. Vamos dar suporte para que isso ocorra, com apoio, curso, isenção tributária e microcrédito”, ressaltou a presidenta.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, na TV Globo.
De acordo com a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), dos 18,8 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, 53% são mulheres e 47%, homens.
Em 2009, além do Brasil, apenas outros dois países registraram taxas de empreendedorismo feminino mais elevadas que as dos homens: Tonga, com 61%, e Guatemala, com 54%. Já as brasileiras estão praticando um empreendedorismo cada vez mais planejado e consistente. Sobre este aspecto, o estudo constatou que dos empreendedores por oportunidade 53,4% são mulheres e 46,6%, homens.
Dilma Rousseff também voltou a afirmar que pretende criar um ministério para as micro e pequenas empresas. “Nós queremos formalizar a economia informal. Vamos facilitar, proteger e dar financiamento e isenção tributária. Eu vou inclusive criar um ministério para a pequena e micro empresa, porque você não pode exigir o mesmo tipo de tratamento de uma grande empresa ou de uma média e de uma micro”, disse.

Serviço
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

E DAÍ QUE ACABA?

Recebi a indicação desse texto e sei que quase todas nós, mulheres, já vivemos questionamentos como esses... 
O texto é de Marcelo Rubens Paiva, publicado no Estadão de 13 de março de 2010, o sempre mês das mulheres.

E daí que acaba? (Marcelo Rubens Paiva)


“Não aguento mais ouvir uma voz feminina afirmar com amargura e rancor que não quer mais se casar. As muitas seguidoras de Paulo Mendes Campos acreditam que, se o amor acaba, para quê começar outro.
São aquelas que se casaram de branco, no dia mais feliz de suas vidas, apaixonadas e entregues, mas que depois enfrentaram a ira de um ciumento, as neuras de um obcecado, as fraquezas de um viciado, se envolveram com famílias alheias intolerantes, conheceram a frigidez na rotina, a traição injusta seguida pelas mentiras incabíveis, e decidiram pôr um fim no sonho de eternizar aquele instante em que tudo parecia fazer sentido, as estrelas estavam próximas, em que nasceram um para o outro e morreriam grudados, na alegria e na doença.
Aquelas que já passaram por um ou dois casamentos e mergulharam no tombo da separação, em que a decepção troca de lugar com o amor, e o futuro vira pó.
Eu não aguento mais replicar: “Se o amor nos enlouquece, imagine a loucura que é ficar sem ele.”
Para aquelas que dizem não acreditar mais no amor, proponho então experimentarem outros e apostarem nesse bilhete só de ida.
Uma noite de prazer acaba. Um banquete acaba. Uma viagem inesquecível acaba. O fim de semana na ilha paradisíaca, um campeonato, o dia, o ano, o gozo, um livro, um disco, um banho de banheira acabam. Não por isso, evitamos outros.
Ah, foi o dia internacional delas, que amamos tanto, que nos deram à luz, intuição, formas alternativas de pensar, mostraram detalhes que passavam despercebidos, exigiram atenção, dedicação, carinho, nos fizeram ser românticos, abafar a vergonha e nos inspiraram música, poesia, até guerras.
Mas sua descrença com os novos tempos e o velho homem nos deixa desesperados, órfãos. Nostradamus previu isso? Está escrito nos céus?
Se vocês não acreditam mais, quem acreditará?
Lembrem-se de Nietzsche, que nos últimos dias numa vila italiana, com o calor na pele, viu alegria no niilismo e esperança no desamparo: “Cada passo mínimo dado no campo do pensamento livre, da vida moldada no seu formato pessoal, foi desde sempre conquistado com martírios espirituais ou corporais.”
Trégua. Que venham os clichês.
Cá está o ombro para o choro da mudança de humor inexplicável e inesperada. Quer que eu apague a luz na enxaqueca? Explico com toda a paciência a regra do impedimento, quem joga contra quem, e o que significa aquele quadro no alto da tela, em que três letras, COR, vencem por 2 X 1 as três letras PAL.
Fique na cama na TPM. Trarei uma bolsa de água quente e o jantar. Sim, vamos comprar sapatos. Eu espero. Levo um livro, enquanto você experimenta a loja.
Adorei a cor do esmalte, o corte do cabelo. Batom vermelho te deixa mais bonita. Não, a calcinha não está marcando. Ah, põe o tubinho preto, se bem que gosto quando você coloca aquele vestidinho colorido. Não, o sutiã não está aparecendo.
Eu ligo para o despachante, faço um rodízio nos pneus, troco a bateria, reconfiguro seu computador, mando lavar o tapete, o forro do sofá, também adoro ele com almofadas indianas em cima.
Cuido de você na velhice, não te trocarei por uma adolescente que cheira a tutti frutti, nem pela secretária vulgar da firma, amarei a sua pele um pouco mais flácida, seus seios naturalmente instáveis, seu corpo maduro, seus joelhos frágeis. E tomaremos vinho tinto todas as noites. Prefere branco? Que celulite?
Porém, a maioria de vocês conhece agora as teclas atalhos, a pressão nos pneus, sabem chamar o seguro, para uma pane elétrica, e que carrinho por trás dá cartão vermelho. Tornam-se independentes.
Pesquisa da Serasa Experian até mostrou que as mulheres são a maioria entre os mais ricos do País – segundo o estudo, cerca de 4,9 milhões de mulheres e 4,7 milhões de homens participam do grupo dos mais prósperos do Brasil, as classes A e B, e que as mulheres “ricas” somam cerca de 1 milhão, e 611 mil mulheres são executivas bem-sucedidas.
Foi uma semana cheia de dados e números sobre elas, vocês. E nós. Último censo do IBGE: o número de divórcios triplicou, enquanto o de casamentos formais, de papel passado, caiu 12%.
O amor se tornou líquido, não é, Zygmunt Bauman? “Se hoje vivemos em redes virtuais, que aproximam e afastam as pessoas, somos capazes de manter laços fortes e relações verticais?”, pergunta.
Eu entendi, deixamos de preservar o passado e começamos a viver um presente perpétuo, a era do hedonismo e consumo desenfreado, vazio difícil de saciar.
Desistimos da sede pelo amor? Não, mulher não é o apêndice do homem, mas a fonte original da vida e a nossa razão de ser. Não nos deixem desamparados. E aprendam com as nossas fraquezas e com todos os erros.
Amar ainda é a única maneira de convivermos com a sua delicadeza e alimentar nossa vocação de proteger e cuidar. Não façam do homem uma noite sem vento, um mundo sem gravidade. Parecemos tolos e infantis, controladores e insensíveis. Mas as amamos tanto…
Acaba mesmo? Comece outro. Antes que a amargura substitua o brilho dos seus olhos. E a pieguice, a rima e as metáforas sejam extintas.”
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