domingo, 13 de fevereiro de 2011

VANILLA SKY


Nem só da realidade vive o homem. Ele também se alimenta de sonhos e de esperanças. Afinal, como viver o dia a dia sem tê-lo sonhado? É bem verdade que aprendemos a adaptar nossos sonhos, mas isso não é de todo mau, pois "viver é adaptar-se", como minha avó, com toda a sua sapiência, diria, ou, ainda, como Titãs e Roberto Carlos afirmariam - "É preciso saber viver".
E vale qualquer tipo de sonho: a dois, individual, ou, simplesmente, aquele sonhado com amigos, parentes e colegas de trabalho. Sonhar não paga imposto, como diriam outros. Pena que nos dias de hoje poucos tenham tempo para sonhar, de olhar para o céu para tentar descobrir outra constelação que não as 88 oficiais (já fiz isso só pelo prazer de "ter" uma nova estrela), ou, ainda, para imaginar.
Sim, imaginar a essência, se aprofundar sobre a história de cada constelação, como a de Andrômeda, que na mitologia representa a princesa Andrômeda, filha de Cassiopéia; a Ursa Major, também conhecida como Ursa Maior ou Grande Urso; a de Orion, que significa Grande Caçador; o Crux, ou Cruzeiro do Sul; ou, ainda, a Coma Berenices, que significa a cabeleira de Berenice.
Diz a história que, para que o seu marido retornasse vivo da guerra, a rainha Berenice prometeu seus longos cabelos à Afrodite. Como a deusa da mitologia grega atendeu ao seu pedido, Berenice cortou a cabeleira oferecendo-a em um altar. No dia seguinte, os fios haviam sumido. Então, o astrônomo da corte concluiu que Afrodite ficou tão encantada com a oferenda que a levou para o céu. Nesta oportunidade, cabe explicar que astronomia, ciência que estuda o movimento dos planetas, não tem nada a ver com astrologia, estudo dos horóscopos zodiacais.
Mas, voltando aos nossos sonhos... Quem não sonha em estar num lindo lugar, quem sabe em Paris, com vista preciosa do Museu dOrsay, ou ainda da Torre Eiffel? Também vale a vista do Serro Catedral, em Bariloche, na Argentina, com direito a nariz gelado e cheiro de alfazema. E por falar em cheiros, que tal o aroma de eucalipto e de araucária em Campos do Jordão?
Vale também apreciar a formação de nuvens no céu, imaginando suas formas ou desvendando seus três tipos básicos: Cirros (formadas por cristais de gelo, leves e delicadas, que podem estar a até 4,5 mil metros de altura), Cúmulos (mais comuns e que se assemelham a algodão doce), e Estratos (composição sólida e escura).
E como é gostoso olhar para o céu e deixar a imaginação ganhar asas. Ou vai me dizer que você, leitor, nunca viu um elefante ou uma xícara no azul infinito? Pode ter visto, ainda, um grande coração, ou uma tartaruga gigante... Mas existe outra forma de desprender os pés do chão e se deixar levar, almejando dias melhores. Experimente num ato de grande desprendimento jogar um aviãozinho de papel no ar! Infelizes e loucos, afinal, são os que não se entregam ao simples, à imaginação e aos seus sonhos!

Jeruza Reis é advogada e vereadora em Poá.
Texto extraído do jornal Diário do Alto Tietê

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