quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SOBREVIVÊNCIA AUMENTA NO PAÍS


Os pequenos negócios brasileiros permanecem em cenário saudável de sobrevivência. Segundo o novo estudo do Sebrae Nacional sobre o tema, divulgado na última semana, de cada 100 MPEs abertas no Brasil, 73 permanecem em atividade após os primeiros dois anos de existência, período considerado crítico para se manter no mercado.
A metodologia do Nacional não utiliza pesquisas de campo, mas emprega a base de dados da Receita Federal com informações sobre formalização e funcionamento dos pequenos negócios. Segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional, a mudança irá possibilitar a divulgação anual do índice, dando início a uma série histórica, que trará uma radiografia dos estados brasileiros.
A taxa nacional evoluiu de 71,9%, com base nas empresas que abriram suas portas em 2005, para 73,1%, referente aos empreendimentos abertos em 2006, período de início do Simples Nacional, que trouxe vantagens tributárias para as micro e pequenas empresas. As indústrias são as que mais contribuíram para este quadro crescente. De cada 100 empresas abertas, 75,1% permanecem ativas nos dois anos seguintes. Em seguida, aparecem comércio (74,1%), serviços (71,7%) e construção civil (66,2%).
Os melhores índices estão presentes na região Sudeste (76,4%), seguidas das regiões Sul (71,7%), Nordeste (69,1%), Centro-Oeste (68,3%) e Norte (66,0%). "Quanto maior o conhecimento e capacitação aliado a um ambiente tributário favorável, maior é chance de sobreviver", disse Barretto. Para ele, o índice acima da média na Região Sudeste se justifica por apresentar mais mercado, mais gente com informação, e elevado grau de escolaridade da sociedade.
O Distrito Federal (DF), capital do nosso país, registrou uma taxa de sobrevivência de 75%, ocupando o 6° lugar dos estados com melhores índices, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Roraima.
Comparando o desempenho brasileiro com o de outros países, o Brasil aparece em situação privilegiada. O índice de sobrevivência das micro e pequenas empresas brasileiras é superior ao de nações como Espanha (69%), Itália (68%) e Holanda (50%) e bastante próximo do Canadá (74%). Na Europa, os dados são verificados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Não tenho dúvidas de que ainda existe muito a ser feito pela melhoria do ambiente aos pequenos negócios, principalmente pela melhor distribuição dos investimentos governamentais que ajudem a reduzir as desigualdades sociais e, consequentemente, as diferenças de desempenho entre pequenas empresas. As regiões Norte e Centro-Oeste cujo índice fica próximo dos 66% de sobrevivência podem melhorar mais rapidamente a partir de um olhar mais cuidadoso sobre suas deficiências e possibilidade.
Segundo Barreto, empreendedores das regiões com piores índices de sobrevivência empresarial podem ainda aproveitar o bom momento da economia brasileira para se firmar. Para ele, a crise mundial não vai comprometer esse processo de melhoria. “Pequenas empresas dependem muito do mercado interno. Quase não exportam. É claro que o cenário internacional afeta o Brasil, mas não acredito que seja um problema para as pequenas e micro empresas.”
Afinal, se quisermos realmente atingir um novo patamar no empreendedorismo nacional, é mais do que urgente deixarmos de olhar para os problemas e enxergarmos oportunidades. Que tal mudar o seu olhar?

Um comentário:

  1. Ola Ana.
    ADORO O SEU BLOG...
    Gostaria de enviar-lhe uma proposta, mas preciso do seu contacto.
    Chamo-me Milva Santos, sou de Mocambique, e lancei ha 3 anos a 1a revista feminina aqui e promovo muitos workshops sobre empreendedorismo feminino... meu email e milva.santos@gmail.com

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