quinta-feira, 25 de agosto de 2011

EMPREENDEDOR CORPORATIVO


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Uma das questões que envolvem o ato de empreender está relacionada à identificação, análise e implementação de um negócio, tendo como foco a inovação e a criação de valor aos proprietários, clientes e sociedade.
Para isso, planejamento, metas, estratégia, execução, indicadores e resultados são conceitos que alimentam a mente do empreendedor. Mas conhecimento apenas não basta!
É preciso ter atitudes e habilidades capazes de colocá-lo em prática.
Empreendedores exploram as oportunidades, correm riscos calculados, planejam, estabelecem metas, monitoram seus resultados, são determinados, organizados, dinâmicos e apaixonados pelo que fazem. Ou seja, empreendedores fazem a diferença!
Ora, mas será que só donos de negócios podem fazer a diferença? Será que dentro de suas próprias empresas não existem pessoas muito parecidas?
Cada vez mais, acredito que empreendedores estão disponíveis em várias áreas do mercado. Você não precisa se demitir para se tornar um empreendedor.
Hoje, podemos definir empreendedores como todos aqueles que assumem uma atitude ativa, estimulante e inovadora diante da sua atividade profissional, seja ela exercida em uma empresa, em uma entidade do terceiro setor, no serviço público ou em qualquer outro lugar onde a pró-atividade e o senso de realização possam resultar em sucesso.
Empreender nas organizações significa apresentar idéias, soluções ou projetos que gerem valor aos envolvidos no negócio. É possuir a capacidade de transformar idéias em ações que gerem resultados e propiciem êxitos ao negócio.
Intraempreendedores (ou Empreendedores Corporativos) enxergam dificuldades como desafios, não se frustram com os erros e os tomam como aprendizado, enxergam oportunidades onde os outros não vêem, têm iniciativa e preferem fazer a pedir. Aliás, para eles, é mais fácil pedir desculpa do que permissão.
São curiosos, ambiciosos e corajosos. Não por aventura, mas porque sabem o que fazer e se concentram nas conquistas da empresa como se esta fosse também um pouco sua.
Ainda que sejam muito bons em influenciar as pessoas, sabem honrar seus superiores e acatam ordens desde que entendam bem os motivos, o horizonte das solicitações e a utilização de suas competências.
Muitos gestores, inclusive, reconhecem certa dificuldade em gerenciar empreendedores corporativos. Embora alguns já os reconheçam como um importante fator de vantagem ao próprio negócio, outros o vêem como ameaça. Principalmente, quando a passividade, os jogos de poder e a resistência ao novo determinam a cultura da empresa, essa atitude “incomum” pode se transformar em risco, chateação ou simples marketing pessoal do colaborador-empreendedor.
Dessa forma, caso você se identifique com o perfil intraempreendedor, recomendo que cuide para que o seu senso de iniciativa não ganhe espaço ou visibilidade demais, pois pode atrair a ira daqueles que são mais inseguros ou incompetentes. E uma vez que se sintam ameaçados ou ofuscados, eles podem levantar todas as barreiras e dificuldades para suas propostas, quando o poder interno não os leve a colocar o seu nome “na roça”.
Por isso, vá com calma. Não avance demais para não despertar resistências. Use suas competências para entender o cenário e o comportamento da própria empresa; e mantenha-se em constante aprendizado. Empreendedores não se permitem deitar em berço esplêndido. Buscam sempre mais. Então, eleja um tema de seu interesse, aprofunde-se e compartilhe com as pessoas seu conhecimento com bons argumentos e informações.
Utilize tal conhecimento para elaborar suas propostas, fuja de generalizações, superficialidades corporativas e modinhas de gestão oferecendo uma consistente riqueza de detalhes, desdobramentos e iniciativas sem se esquecer de envolver os possíveis aliados.
Caso seu superior compartilhe dos mesmos valores empreendedores que você, eleja-o como sua principal fonte de confiança. Afinal, se a cultura da empresa pressiona negativamente pessoas com o seu perfil, seu chefe deve ter problemas muito semelhantes aos seus.
Vença-os juntos e siga em frente. Como nada é perfeito nessa vida, em detrimento dos riscos do empreendimento e do negócio próprio, empreendedores corporativos devem enfrentar os riscos de seus próprios comportamentos frente ao tempo das decisões na empresa.
Tenha sempre em mente que tais riscos deverão trazer alguma recompensa frente aos resultados que você gerar à empresa. Valorize-se! Se tudo o que sua empresa oferece como reconhecimento é dor de cabeça e desgaste, talvez tenha chegado a hora de repensar suas opções e admitir que o maior espaço empreendedor é o mercado que lhe dá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Série "Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo"
Publicado no Diário Empresarial - Jornal O Diário de Mogi
25 de agosto de 2011

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