segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?
Ao contrário do que muitos pensam, a capacidade de fazer perguntas é um dos principais fatores que distinguem as pessoas bem-sucedidas das demais, porque sem perguntas não há respostas, e sem respostas não se cria conhecimento.
Precisamos criar consciência de que boas perguntas abrem as portas para o diálogo e para novas descobertas. Elas são um convite à criatividade e à inovação, constroem possibilidades e são delas que se originam as principais mudanças e inovações que impactam o mundo. A utilidade de nosso conhecimento e a eficácia de nossas ações estão diretamente relacionadas às perguntas que fazemos e não apenas a textos ou ações que reproduzimos.
Todas as conquistas e descobertas que nos trouxeram à era do conhecimento só foram possíveis porque existiram pessoas que não se conformaram com respostas como “porque não” ou “todo mundo sempre fez desse jeito”; pessoas que decidiram questionar.
Ao longo da história, algumas civilizações usavam suas crenças e religiões como meio de encontrar respostas aos anseios humanos conectando os hábitos e costumes da sociedade aos dogmas influenciando áreas como arquitetura, arte, culinária, literatura, cujas conseqüências nos acompanham até hoje.
Não importa de que maneira, seja pela religião ou pela simples curiosidade, são as perguntas que nos movem em direção às respostas. Para promover um ambiente criativo e ampliar o capital humano e intelectual em sociedade, perguntas nunca podem ser consideradas como ofensas ou tolices - se isso acontecer, o medo e a falta de confiança se instalam e a possibilidade de diálogos reflexivos desaparece por completo.
Se buscamos decisões sobre os caminhos para a sustentabilidade do planeta, das empresas ou de nossas próprias vidas, precisamos substituir toda a capacidade humana de criticar e julgar pelo resgate a arte de fazer perguntas - as mesmas perguntas que até hoje os filósofos ainda não encontraram as respostas: o que você está fazendo aqui e como você ir um pouco mais adiante?

 

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