quarta-feira, 18 de abril de 2012

FINANÇAS PESSOAIS


Não é novidade que problemas financeiros influenciam nos relacionamentos familiares e amorosos, mas será que a falta de dinheiro prejudica também o desempenho profissional?
Não tenho a menor dúvida que sim. O estresse financeiro tem sido o principal fator de presenteísmo - quando as pessoas vão para o trabalho, mas não contribuem inteiramente para a produtividade. Embora naquele dia elas estejam de corpo presente no ambiente corporativo, despendem grande quantidade do tempo de trabalho abstraídas ou fazendo coisas outras que não o próprio trabalho, normalmente contas, acordos e negociações quando é a saúde financeira que está em jogo.
O colaborador que sofre com endividamento tende a ser um profissional mais preocupado e centrado em situações que fogem do seu espaço de trabalho, como a procura de meios e soluções que o tirem do vermelho. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mais da metade dos brasileiros estão endividados. Em fevereiro, por exemplo, 57,4% dos 18 mil consumidores entrevistados pelo instituto tinha algum tipo de dívida com a qual se preocupava.
Embora não haja estudos que relacionem produtividade com endividamento, empregados que estejam estressados com questões financeiras podem alterar negativamente o resultado das empresas na ordem de 10 a 20% podendo, inclusive, atrapalhar o desempenho da equipe e levar ao insucesso projetos e negociações. Por conta disso, é importante que as empresas percebam e estejam cientes dessa situação e procurem soluções que ajude o seu time a se livrar das dívidas.
Uma saúde financeira robusta conduz a menores preocupações, menos estresse, melhor saúde física e vida pessoal mais estável, inclusive com melhora geral dos relacionamentos. Conduz, ainda, à diminuição de despesas médicas, diminuição do uso de remédios, álcool e drogas, reduzindo o absenteísmo e a rotatividade (turnover). E se você precisa de um pouco mais: conduz as empresas para maior lucro e o país para um crescimento econômico sustentado. Fascinante, não acha?
Se sua empresa quer fazer parte desse ciclo virtuoso, precisa acreditar que tão importante quanto a saúde física e mental de seus colaboradores, também é a sua saúde financeira. Fechar os olhos a essa questão é ter uma visão tacanha e de curto prazo, que combina apenas com um Brasil atrasado, escravagista, onde o empregado "deve na venda e não pode ir embora" já que não consegue quitar suas contas.
A quem isso pode interessar? Certamente não ao empregado ou à economia do país. E acredite, também não interessa às empresas – não é dessa forma que você deve controlar a rotatividade no seu negócio. Melhor seria se os empregados jamais ficassem aquém das suas possibilidades e de seus potenciais.
Viver em estado permanente de abundância traz tranquilidade e impulso para enfrentar os desafios e metas profissionais com foco e produtividade. Não apenas por “boa ação”, mas com vistas ao próprio negócio, muitas empresas já oferecem consultoria aos seus funcionários e auxiliam no planejamento de suas finanças pessoais para que haja maior controle de suas receitas e despesas.
Mas cuidado: uma brochura que explique os conceitos de educação financeira não basta. Se você deseja efetividade nesse benefício, ofereça caminhos que os auxilie a lidar com as preocupações financeiras, principalmente os desafios que significam: a administração de dívidas, as questões de aposentadoria, de poupança e investimento detalhando suas opções, riscos e recompensas. Muitos colaboradores ainda têm um comportamento imediatista no trato com o dinheiro que resulta de décadas de inflação em que nosso país esteve imerso. É preciso virar essa moeda!

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