sábado, 15 de setembro de 2012

OBRIGADO, POR EXTENSO

"Somente seres humanos excepcionais e irrepreensíveis
suscitam ideias generosas e ações elevadas."
-- Albert Einstein --


Há alguns anos, estive em uma palestra na Universidade Braz Cubas ministrada pelo consultor Robert Wong e, entre os temas que ficaram marcados, lembro-me da relação que ele faz entre gratidão e obrigação. É claro que muitas outras coisas também fizeram parte da conversa, como a filosofia de evolução permanente do potencial humano a partir de valores, o tamanho de nossos sonhos ("sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno") e a interdependência de corpo, mente e alma na obtenção da felicidade e resultados nas empresas ("é a felicidade que traz resultados e não os resultados que geram felicidade"), mas essaquestão da palavra “obrigado” me segue desde então.
Ser obrigado é ser forçado, coagido por lei, norma, necessidade ou uso a realizar algo que nem sempre compactuamos. Obrigado é o obrigatório, o inevitável! Dessa forma, a palavra assume um significado completamente diferente daquilo que esperamos transmitir ao dizer “muito obrigado por estar aqui”.
Contudo, essa expressão tão comum significa também gratidão, agraciamento e o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor. Robert Wong terminou sua palestra dizendo-se grato por estar ali, mas não obrigado.
Independente da questão semântica, vale a reflexão do quanto o ser humano tem manifestado, por extenso, a gratidão em suas relações. Dizer “obrigado(a)” é um passo básico para a construção de um relacionamento amável, maduro e estimulante, em que predominam a cooperação e o entusiasmo.
O gestor na equipe de trabalho, o professor na classe, os pais e mães no núcleo familiar, todos devem estar atentos para orientar aquele que foi agraciado com uma atenção especial, para que isto seja reconhecido e retribuído. Quem diz “obrigado” reconhece ter recebido algo muito bom e por isso, sente-se moralmente obrigado e emocionalmente desejoso de retribuir. O outro que costuma responder com "de nada", quer dizer: "Não há nada que você deva retribuir, pois o que eu fiz foi um prazer para mim, pela estima que eu tenho por você".
Essa seria a tradução de uma relação tão coloquial e, infelizmente, muitas vezes esquecida. Escritas, as frases parecem muito claras e fáceis, mas, na prática, no cotidiano dos nossos relacionamentos, é muito difícil chegar perto desse nível de gratidão, cheio de solidariedade e alegria.
Nas empresas, onde se espera a confiança, encontra-se a suspeita e a formação de subgrupos rivais. Nos relacionamentos, em vez da admiração, aparece a inveja destrutiva. Grandes antipatias crescem, matando a simpatia. Na vida, o agradecimento tem sido criticado como bajulação e, muitas vezes, dá lugar a gestos falsos e interesseiros.
"Então, na prática, a teoria é outra?" Não, na prática a teoria é a mesma, mas a sua aplicação é complexa por precisar de competências cada vez mais difíceis de encontrar: observação e humildade!


3 comentários:

  1. Só tenho a lhe dizer - MUITO OBRIGADA!
    Tenha um dia perfeito!
    bj Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

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  2. Vim deixar o meu carinho e te convidar para acompanhar a entrevista de hoje do Projetando Pessoas, que tenho certeza você vai gostar!
    bjs Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

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  3. Oiii, tudo bem? Saudades
    Bj Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

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