sábado, 8 de dezembro de 2012

VOCÊ E O EGO

“Se você deliberadamente planejar ser menos do que você é capaz de ser, 
eu lhe aviso: você será profundamente infeliz.”
-- Maslow --


Mudança. Para muitos, a simples menção desta palavra provoca aceleração dos batimentos cardíacos, as mãos ficam suadas e o corpo parece perder o controle. Desde muito cedo, percebemos que o conforto nos remete às sensações de proteção e segurança. Só que o tempo passa, crescemos e, na vida adulta, acabamos estabelecendo rotinas (por vezes, insatisfatórias, mas familiares) optando por um “inferno conhecido” ao invés de descobrir novas oportunidades.
Para muitas pessoas, tentar fazer algo novo passa a ser encarado com ansiedade, muitas vezes até mesmo com desespero. E o motivo é muito simples: sair desta zona de conforto dá medo! Medo de falhar se fizermos algo diferente, medo de dar passos para trás, ou que as pessoas rirão de nós, ou que desaprovarão nossos atos. Ah! Como seria bom se vivêssemos sem o crivo das pessoas...
Há uma frase que circula pela internet que resume bem esse mundo para o outro em que deixamos a vida nos conduzir: “compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas de quem não gostamos”. Será esse o preço de nossa zona de conforto? Se vivermos fechados em nós mesmos, talvez seja, pois mergulharemos na força destrutiva do ego.
Ego é um termo muito utilizado na psicanálise e na filosofia e significa o “eu de cada um”, é o defensor da nossa personalidade e sua principal função é harmonizar nossos desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências e os valores da sociedade.
Eckhart Tolle em seu livro “Uma Nova Terra”, diz que "a extensão da incapacidade do ego para se reconhecer e ver o que ele está fazendo é incrível e inacreditável. [...] Para se tornar livre do ego, tudo o que você precisa fazer é ser consciente de seus pensamentos e emoções”.
Precisamos nos libertar do hábito do fazer e prestar atenção ao ouvir, perceber e sentir. Não há nada que possamos fazer para sermos completamente livres do ego, mas podemos ser conscientes de que há uma inteligência muito maior do que a inteligência que ele desperta e opera em nossas vidas. Ser movido (ou paralisado) pela força do ego é ser frágil e inconsciente de nossa própria força.
Você não conseguirá resistir à pressão das mudanças. Apegar-se a sua história pessoal, que é em última análise, não mais do que uma história e um conjunto de pensamentos e emoções, torna-se de importância secundária. Liberte-se de seu ego. Permita-se ao novo! E não estou dizendo que você precisa mudar radicalmente a sua vida. Só você terá dimensão do tamanho desta mudança. Talvez nem seja necessário fazer grandes transições imediatamente. O crucial é você ser capaz de perceber seus sentimentos e estar disposto a viajar por novos caminhos, pois, sem isso, você nunca terá a chance de reconhecer todo seu verdadeiro potencial.

Um comentário:

  1. Excelente Ana!
    bj Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

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