quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM


A sociedade passa por um momento onde uma das poucas certezas é que as mudanças são cada vez mais freqüentes e inevitáveis, e as empresas, por direta conseqüência, precisam acompanhar essas mudanças para sobreviver.
Apesar da significativa redução nos custos de operações propiciada por novas tecnologias, não é possível substituir com a mesma eficiência o atendimento e relacionamento humano. Soma-se a isso uma conjuntura econômica estável, mas ainda com escassos recursos para investimentos, e temos como resultado uma significativa necessidade das empresas em buscar pessoas com atributos pessoais que aumentem sua capacidade em aprender melhor e mais rápido que seus concorrentes.
Cresce, portanto, a preocupação com desenvolvimento de métodos de intervenção que contribuam para a geração, difusão e sistematização de competências.
Vale destacar que competência não se verifica apenas no âmbito dos conhecimentos e habilidades, mas principalmente na mobilização destes recursos em prol da obtenção de uma meta. Trata-se muito mais da atitude de utilizar seu repertório pessoal para gerar benefícios ao negócio em situações de desafio. Ser competente é conhecer, saber fazer e querer fazer!
Para o sucesso das empresas é preciso entender que as competências individuais de seus colaboradores serão a base de seu próprio aprendizado.
Peter Senge
Segundo Peter Senge, um dos principais teóricos sobre o tema, existem cinco elementos primordiais que constituem o aprendizado nas organizações.
Seja qual for o tamanho da sua empresa, os caminhos da mudança passam necessariamente pelo fortalecimento das capacidades pessoais de seus colaboradores (Domínio Pessoal) e pela avaliação e melhoria contínua dos processos, dos métodos e da forma de pensar o ambiente da empresa como um todo (Modelos Mentais).
Engajamento da equipe em relação ao futuro com diretrizes e objetivos claros sobre onde se pretende chegar (Visão Compartilhada) e fazê-la perceber que a inteligência e capacidade do grupo pode ser maior que a soma de seus próprios talentos individuais (Aprendizagem Coletiva) fecham a equação para a criação do Pensamento Sistêmico.
Em vez de se verem como algo separado do mundo, as pessoas se percebem conectada a ele. No lugar de considerar os problemas como causados por algo ou alguém “lá fora”, enxergam como suas próprias ações criam os problemas que enfrentam. Essa é a compreensão mais sutil das organizações que aprendem.
Mais do que uma bonita expressão, atingir a maturidade do pensamento sistêmico e da aprendizagem coletiva requer que as pessoas percebem em si próprias a capacidade de moldar o futuro.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
26 de agosto de 2010

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